FANFIC QUIZÁ - CAPITULO 10

Quizá

QUIZÁ - DIANA NEVES


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance, Songfic
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo


Flashback
Edward chegou em casa à meia-noite, tomou apenas alguns drinques e ainda se sentia disposto.
Mais um evento social em que ele foi com Tânya. Ela sim era uma boa amiga. Bufou ao lembrar de todo o sermão que Bella citou antes de ele decidir ir com Tânya. Será que Bella não enxergava que ele era um empresário rico agora e que tinha que aparecer e fazer contatos? E ele precisava de uma companhia feminina ao lado, como todos os outros homens tinham em seus braços em todos os eventos.
Bella, por outro lado, se negava a ir em todos os eventos que Edward ia. Sempre dizendo que tinha que ficar com as crianças, tinha que ajudar as crianças com lição da escola, ou qualquer outro programa em família que seria a desculpa perfeita pra ela não ir.
Será que Tânya estava certa quando disse que talvez Bella não seja a mulher ideal para um empresário?
Edward sempre amou Bella. Mesmo após anos de casamento, ainda era um louco apaixonado, entretanto, as coisas estavam estranhas. Ele sentia que havia evoluído e Bella havia ficado pra trás. Será que ela não enxergava que ele mudou à medida em que galgou posições na sociedade? Será que ela não sabia lidar com isso? Ela dizia que o amava, ela tinha que saber lidar com isso e estar ao lado dele a qualquer momento.
Edward entrou no quarto e tirou a camisa.
– Chegou cedo hoje. – comentou Bella com azedume. Ela estava sentada na cama lendo um livro.
– Quer que eu saia e volte mais tarde? Vai reclamar de tudo agora? – Edward perguntou amargo.
Bella bufou e deixou o livro de lado.
– O que está acontecendo com a gente, Edward? – Bella sentia o coração doer pela forma como ele havia falado com ela.
– Nada está acontecendo, Bella. – Edward caminhou até perto da cama e a observou. – Nada está acontecendo, afinal, nunca acontece nada. Nunca aconteceu nada. Vivemos como se ainda estivéssemos na miséria.
– Isso não é verdade. Olha essa casa em que vivemos. É uma mansão. O jardim é lindo, a piscina, churrasqueira, tem tantos quartos aqui no segundo andar. – Bella rebateu de forma calma. – Eu não estou entendendo o que você quer dizer.
– Entender não é o seu ponto forte, não é mesmo? Já que você não entende que sou um empresário e que preciso ir a eventos constantemente. Preciso aparecer e desfrutar também dos luxos que meu árduo trabalho pode me oferecer. – Ele se exaltou. – E a minha esposa não entende isso! Parece que vai te machucar se você se comportar como esposa de um empresário e ir comigo onde eu for.
– Não seja injusto comigo, Edward. Nos eventos que são importantes para seu trabalho eu sempre vou. Mas não vejo necessidade de deixar meus filhos com babás para nós dois irmos a festas que não tem necessidade. – Bella defendeu seu ponto.
– E prefere que eu vá com Tânya. – ele riu com escárnio.
– Não, eu não prefiro, mas você gosta de ser um idiota e ficar desfilando com outra mulher por aí. Você sabe que as pessoas podem pensar que ela é sua amante? – Edward revirou os olhos.
– Acho mais fácil as pessoas pensarem que ela é minha esposa, já que se comporta como tal muito mais que você. – Bella ofegou.
– Idiota. Fique com ela então. Se ela pode ser uma esposa melhor que eu, então fique com ela, Edward fodido Cullen. – Bella gritou.
– Ah não enche o saco, Bella. – Edward se alterou também e foi até o closet.
Bella o seguiu.
– Sai do meu quarto. Se eu estou enchendo seu saco, saia desse quarto agora. Não quero dormir com alguém que acha que eu estou enchendo o saco. – Ela lutava com as lágrimas que queriam descer.
– Bella, não começa com isso de novo. Só nesse último mês você já fez isso quatro vezes. Não me faz perder a paciência com você. – ele apertou a ponte do nariz tentando se acalmar.
– Vai me bater agora, é? – ela provocou sabendo que ele nunca faria isso, entretanto a raiva era tanta que o que lhe vinha na cabeça ela jogava.
– Não seja estúpida, não encostaria uma mão em você. Mas posso perder minha paciência com suas crises e falta de interesse em ser uma esposa normal e sair dessa casa.
– Então saia. Está esperando o quê? Já falou tantas vezes nisso, parece que é o que você quer. – Bella não pode mais evitar as lágrimas, mas agora elas eram de raiva. – Saia dessa casa se é o que você quer.
– Eu não estou brincando, Bella. Isso já está passando dos limites pra mim. – ele se virou de frente pra ela. – Você não se parece nada com a mulher que eu me apaixonei e me casei. Aquela mulher lutava ao meu lado, me dava apoio.
– Sim, ela te dava apoio no que era importante, não na sua tentativa estúpida de ser um playboy dos eventos sociais. Essa mulher ainda está aqui. – Bella defendeu.
– Não, ela não está aí. – Edward disse com escárnio.
– Bem, se você acha que ela não está aqui, o que você ainda está fazendo aqui comigo?
– Me estressando, é apenas isso que eu estou fazendo aqui. – ele respondeu amargo.
– Não se estresse mais então. – Bella jogou o coração sangrando.
– Tem razão, não vou me esforçar mais. – Edward pegou uma camisa e a vestiu rapidamente. – Parabéns, você conseguiu estourar minha paciência. Estou saindo dessa casa. – ele passou por ela rapidamente e saiu pela porta do quarto.
Bella desceu as escadas atrás dele.
– Edward... – ela chamou.
Antes de ele sair pela porta da frente, ele ainda se virou pra ela.
– Agora curta sua casa, sua vida simples em família, se entoque aqui dentro e hiberne eternamente. – Edward debochava de forma amarga. Queria ferir Bella para que ela sofresse do mesmo modo que ele estava sofrendo. – Mando alguém vir buscar minhas roupas e te mando dinheiro regularmente.
– Enfie seu dinheiro... – ela começou a gritar.
– Já que você se gaba de ser uma mãe tão boa, use esse dinheiro pras crianças. Afinal, tudo que é meu é delas também. – ele abriu a porta da frente, e de costas mesmo avisou: - Amanhã eu ligo pra falar com as crianças, sábado eu venho pegá-las pra passearmos.
– Eu te odeio! – Bella gritou.
– O sentimento é recíproco. – ele respondeu asperamente e bateu a porta ao sair.
Tempo atual
Edward tinha lágrimas nos olhos quando conseguiu expulsar aquelas lembranças dolorosas de sua mente.
Se fez de forte no momento de raiva, mas a verdade era que estava morrendo por dentro durante aquela briga. Assim que entrou no carro chorou como um bebê e não sabia nem para onde ir.
Sua vida era ali, junto da amada. Entretanto, o orgulho e teimosia o fizeram girar as chaves do carro e sair da propriedade. E assim ficou pelas primeiras semanas, movido a orgulho e teimosia, com o tempo, foi percebendo seus erros e dessa vez era a vergonha e o arrependimento que não o deixavam rastejar para que Bella o aceitasse de volta na casa deles.
Por que raios estava pensando nisso agora? Bella e ele estavam se dando bem novamente. Ela ainda estava ferida, mas queria dar uma nova chance ao relacionamento tão abalado.
Hoje faria quatro meses que estavam separados, aliás, fazia quatro meses que eles não eram mais um casal dentro de uma mesma casa, mas agora eles eram um casal novamente, não eram? Eles se beijaram e ela disse que queria tentar novamente.
Sem pensar, pegou o telefone e discou o número da amada.
– Alô. – ela atendeu com a voz alta.
– Bella? Está ocupada? – ele escutou risadas infantis ao fundo.
– Mais ou menos. Pra falar a verdade, eu trouxe as crianças até o parque central para que eles pudessem andar de bicicleta e eles estão fazendo a maior baderna. Renesmee está de patins. – ele escutou a risada gostosa de Bella e se pegou sorrindo. – Hoje Renesmee não tinha curso de tarde e nem Anthony tinha natação, então viemos curtir esse belo fim de tarde. – ela explicou. – Anthony, eu disse pra não ir pra longe! Se você for de novo vai ficar de castigo, sentado aqui do meu lado e vendo seus irmãos brincarem. – Bella gritou e Edward não conseguiu se segurar. Riu ao lembrar-se como sua amada podia passar de um anjinho doce para uma fera quando tinha que dar broncas nos filhos.
– Vocês vão sair daí agora? – ele perguntou.
– Em alguns minutos. Não gosto que as crianças comam tarde e eles tem lição de casa pra fazer. – ela respondeu.
– Tudo bem... Ér... Não quero forçar nada, mas... Eu posso ir jantar com vocês? – ela sorriu.
– É óbvio que pode, Edward.
– Que bom, nos vemos mais tarde então?
– Sim, até mais. Beijos.
– Beijos, eu te... Eu estou louco pra te ver. – ele desligaram e Edward ostentava um brilhante sorriso.
[...]
Ao chegar à casa em que Bella vivia com seus filhos, ele não sabia ao certo o que fazer, entretanto, Bella foi decidida e lhe deu um selinho. Ele sorriu como um bobo.
Jantaram em meio a brincadeiras e peraltices dos filhos.
Era impossível não enxergar como as crianças estavam felizes por ter o pai jantando com eles durante a semana, do jeito que era antes de ele se separar da mãe deles.
Após o jantar, Bella e Edward ajudaram as crianças a fazerem as lições de casa e os colocaram pra dormir. Bem, Renesmee já era grandinha e ia pra cama sozinha, até porque gostava de ler um pouquinho antes de dormir. Anthony pegou no sono rápido, e Daniel demorou pouco também para dormir.
– Vou entrar em depressão quando todos eles forem adultos. – Edward brincou ao sentar-se ao lado de Bella na sala de estar.
– É por isso que devemos curtir essa fase deles, aproveitar enquanto ainda dependem totalmente de nós. – ela sorriu.
Ficaram se encarando por uns momentos. Olhos nos olhos. Várias coisas passando por suas mentes.
– Eu sinto tanto sua falta. – Edward declarou ao tocar o rosto delicado de Bella.
– Eu também sinto... – ela respondeu com um suspiro.
– Eu sinto sua falta como mulher... – ele murmurou aproximando seu rosto do dela.
– Sinto sua falta como homem... Meu homem. – Edward gemeu ante as palavras dela e tomou a doce boca de Bella.
As línguas se encontrando, as mãos de Edward viajando para a cintura fina dela. Bella ajeitou as pernas por cima do colo de Edward. Uma mão dele foi para sua coxa desnuda pelo short dela. Ele amava os shortinhos de Bella. E a outra tocou suas costas por dentro da camiseta.
Bella enfiou os dedos nos fios sedosos de Edward e gemeu de leve em sua boca quando Edward apertou sua nádega, a aproximando dele.
– Porra, Bella. Eu  a ponto de explodir. – ele desceu beijos pelo pescoço dela e a puxou mais para que ela se encaixasse em cima de sua ereção. Cada perna dela de um lado do seu corpo.
Bella se remexeu no colo dele e gemeu com a fricção.
Céus, estavam voltando a ser adolescentes e fazer sexo seco?
– Edward... Eu estou tão... – Bella gemeu antes de ele tomar-lhe os lábios novamente.
– Você deve estar molhada. Eu te conheço. – ela se esfregou nele de novo. – Hummm, se esfregando assim no meu pau, eu sei que você fica toda molhadinha. – Edward segurou na cintura dela e aumentou o ritmo de seu rebolado para acentuar a sensação gostosa do sexo seco. Aquele famoso amasso adolescente de roupas, mas com sensações ótimas.
– Sim, eu estou... Estou a ponto de enlouquecer. – ela confessou em sussurros, quando soltou os lábios dele e passou a mordiscar a orelha de Edward.
– Sim, pequena. Eu também vou enlouquecer. Cada vez que penso em você meu pau fica duro como uma rocha. – ela ofegou com o palavreado sujo dele que sempre a estimulou. – Estou tendo um caso de amor com minha mão de tanta punheta que eu bato pensando em você, relembrando nossos momentos. – Ela não pode deixar de sorrir um pouco.
– Esses dias... Esses dias eu me toquei pensando em você. – Edward empurrou rudemente o quadril de encontro ao dela e rosnou.
– Porra, eu amo ver você se tocar. – ele fechou os olhos e pode relembrar várias cenas onde ela se tocava pra ele dentro do quarto do casal.
– Edward... – ela se esfregou mais, sentindo que a estimulação que seu clitóris recebia no sexo seco a faria chegar ao ápice.
– Mamãe... Mãããe. – Bella saltou rapidamente do colo de Edward, ajeitando a roupa, Edward colocou uma almofada em cima do seu colo para esconder a evidente ereção. – Mãe... Eu tive pesadelo.
Daniel desceu correndo o mais rápido que pode as escadas e correu para o colo da mãe.
– Pesadelo, meu bebê? – ele chorava fraquinho e enterrou o rosto na curva do pescoço da mãe.
– O bicho-papão quelia me pegar. – ele soluçava baixo e Bella sentiu o coração afundar ao escutar o tom triste do seu caçula.
– Tudo bem, meu bebê. Mamãe e papai estão aqui e nada vai acontecer. E essa coisa de bicho-papão não existe, ok? – ela desencostou o rosto do pescoço dela e a olhou.
– Mas o Thony disse que existe. – Bella já estava pensando no esporro que daria no filho do meio. Isso lá era coisa de falar pro irmãozinho dele?
– O Thony quis brincar com você. Isso não existe. Você acredita na mamãe? – ele assentiu. – Vamos lá, eu e o papai vamos colocar você na cama.
Daniel direcionou seus olhinhos brilhantes ao pai, e Edward abriu os braços. Daniel não hesitou, pulou para o colo do pai.
– Vamos lá garotão, não precisa ter medo. Bicho-papão não existe, e além disso, você sempre terá papai e mamãe pra te proteger de tudo.
Edward piscou pra Bella e ambos foram até o quarto de Daniel, contaram uma breve história pra ele dormir e depois desceram.
O clima quente foi totalmente atrapalhado, e com isso, apenas se despediram com um beijo e Edward foi embora.
Bella, antes de dormir, ainda ficou um bom tempo pensando. Será que já não seria hora de voltar a morar com Edward?
O amava demais, e tinham que ir devagar, mas ela não queria ir devagar coisa nenhuma. Queria seu marido de volta. E dessa vez, se os problemas chegassem novamente, conversariam, gritariam, se xingariam até, mas ela não deixaria o orgulho ser maior que o amor deles.
Esse era um assunto a pensar, e Bella teria um bom tempo para isso

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