MEU QUERIDO JARINEIRO - BONUS FINAL

Meu Querido Jardineiro

MEU QUERIDO JARDINEIRO
DIANA ARTEMIS


A milionária Isabella Swan, é divorciada, e tem uma filha de 6 anos. Sophie.

Ela é uma mulher independente, sofisticada e inteligente.

Mas vem sendo atormentada pelo corpo e os olhos penetrantes de seu jardineiro. Edward Cullen.

Ele vem sendo o protagonista de seus sonhos mais picantes.

Um problema: o cortador de gramas.

Uma solução: um quarto e uma cama.

Um desejo: ficar juntos para sempre.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Lemon
Avisos: Sexo
4 anos depois
Após a minha formatura, eu comecei a trabalhar na SESS, e até que me identifiquei bastante com meu setor.
Hoje, com 39 anos, consigo me sentir orgulhoso de mim mesmo. E sinto que meus filhos podem ter orgulho de mim. Pois não sou mais aquele cara sem uma casa pra morar, sem estudos.
Hoje, sou analista de finanças no setor de contas à pagar da empresa da minha esposa. Claro, eu mentiria se dissesse que não recebi ajuda dela. Mas eu me orgulho muito de ter sido ajudado pela mulher que amo. Mãe dos meus filhos.
Hoje, Sophie, que apesar de não ser minha filha biológica, eu a amo com loucura, está com 13 anos, Destinee está com 6 anos, e os gêmeos Brian e Corin estão com 4 anos.
Lembro-me da alegria que senti ao descobrir que Bella estava gravida de gêmeos. Nunca imaginei ser tão feliz assim em minha vida.
Cheguei em casa ao fim do dia, como sempre, e vi os meninos brincando com seus carrinhos na enorme sala.
– E aí, carinhas, como vocês estão? – chamei atenção dos meus meninos.
Eles olharam imediatamente pra mim, parado ao lado da escada e correram diretamente pra mim.
Larguei minha pasta no chão e me abaixei abrindo os braços para meus pimpolhos.
– Papaaaaaai! – eles gritaram correndo para meus braços.
Os abracei apertado. Deus sabia como era difícil sair de casa todas as manhãs e ver seus rostinhos chateados porque eu e a mãe deles ficariamos o dia todo fora.
Após nosso abraço, eles me contaram detalhe por detalhe de como foi o dia deles. Depois subi e passei pelo quarto de Sophie, e encontrei ela brincando de maquiar Destinee. Minha Titi era como uma boneca pra Sophie. Ela adorava testar penteados, roupas e maquiagens em minha pequena. Eu apenas ria deliciado com a proximidade de minhas filhas.
Eu esperava que elas fossem brigar o tempo todo, afinal, Sophie está na idade complicada. Adolescência. E Destinee ainda é muito criança. Não esperava essa cumplicidade toda. E no fundo, estou muito feliz de saber que as irmãs se amam tanto.
Já não posso dizer isso dos meninos. Eles passam cada momento do dia tentando irritar as irmãs mais velhas. Não gosto de atitudes violentas dentro de casa, mas tenho que confessar que acabo me divertindo ao ver as cenas rotineiras de Titi e Sophie arremessando sapatos e brinquedos na direção dos gêmeos, quando eles as irritam muito.
Eles estão na fase do odeio-meninas, e bem, isso deve durar até mais ou menos os 14 anos. Até lá ainda terei diversão garantida dentro de casa.
Cheguei ao meu quarto, me livrei de minhas roupas e logo entrei no banheiro pra tomar um banho.
Não vi Isabella na empresa hoje, e fiquei decepcionado ao chegar em casa e não encontra-la.
Nosso casamento não é um mar de rosas. O de ninguém é. Por mais que haja muito amor, temos nossas brigas. Isabella é muito cabeça-dura e orgulhosa. E na maioria das vezes eu tenho que dar o braço a torcer, e mesmo se não for minha culpa, eu peço desculpas e nós fazemos as pazes da forma mais prazerosa.
Oh sim, isso ainda é um mar de rosas. O sexo. Pra ser sincero, está cada dia melhor.
Não sei se é porque sou um doido apaixonado por minha mulher, ou se é outra coisa. Mas se fico muito tempo sem possuí-la, me sinto mal. Meu corpo até treme.
Saí do meu banho, vesti apenas uma bermuda, pois estamos enfrentando um verão bem intenso, e peguei meu telefone.
Disquei o número de Isabella, e foi direto pra caixa postal.
Comecei a ficar nervoso. Não que eu desconfiasse dela, mas merda, eu morria de ciúmes, essa era a verdade.
Desci, jantei com as crianças. Brinquei um pouco com os gêmeos, os coloquei na cama. Desci novamente, assisti um pouco de tv com Titi e Sophie. E quando o relógio já marcava dez e meia da noite, mandei as duas para seus quartos.
Fui até a biblioteca, ainda apenas de bermuda, e me servi uma dose de Whisky. Sentei-me na poltrona e apenas fitei a enorme janela de vidro que dava de frente para a entrada da garagem.
Meia hora depois, e 4 doses de Whisky, vi o carro de minha esposa estacionando. Levantei-me e fui a passos duros em direção à porta da sala. Quando ela entrou e acendeu as luzes, se assustou quando me viu.
– Isso são horas, Isabella? – eu estava realmente nervoso.
Queria ela em casa cedo, pra curtimos nosso tempo com as crianças e depois curtimos nosso momento como casal. Isso era pedir demais?
– Ei, isso é modo de falar comigo? – na verdade, eu nunca falei assim com ela. Mas eu já estava cansado de sempre ter que segurar as pontas com as crianças. Sempre ser o marido perfeito e compreensivo. Eu queria minha mulher mais presente em minha vida.
– Esse é o modo que o seu marido, muito puto da vida por sinal, deve falar com você nesse momento. Onde você estava? – ela suspirou e caminhou até o sofá, jogando sua bolsa nele e se sentando para tirar as sandálias.
– Eu estava em um jantar de negócios. Acabou demorando mais do que previ, mas o resultado foi positivo, consegui fechar o contrato com a Oil GePRo. – sorriu vitoriosa.
Surtei ao ver seu sorriso, como se nada estivesse acontecendo. Eu sempre me calei ao vê-la chegar tarde, e falar de negócios.
Como mãe eu não podia reclamar de Isabella. Ela sempre foi muito carinhosa. Se ela ficasse ausente por um período, ela compensava tirando um tempo pra ficar em casa com as crianças.
Mas era como marido que eu estava aborrecido. Era com a Isabella esposa que eu estava chateado, e até um pouco decepcionado.
– Você não apareceu no meu setor o dia todo, você não me ligou, você não mandou mensagem, você não deu um sinal de fumaça sequer o dia todo. EU NÃO TIVE NOTICIAS SUAS A PORRA DO DIA TODO, ISABELLA. – gritei.
Ela se levantou rapidamente.
– Ei, por que você está gritando? Tá louco? – pôs a mão na cintura e me olhou indignada. Rá, ela estava indignada? Ótimo, éramos dois. – Toda essa gritaria só porque eu estive ocupada durante o dia todo e não pude te ligar? É isso, Edward?
Joguei meu copo longe, e o barulho que ele fez ao quebrar na parede, a fez me olhar assustada.
– Eu estou cansado de sempre ficar em último lugar em sua vida. Eu sou seu marido, Isabella. – passei a mão em meu cabelo, o bagunçando completamente. – Eu quero ficar com você em casa. Curtir nossos filhos. Curtir você. Eu preciso de você, Isabella. Quero ter um tempo com você, como homem. Nós não estamos tendo tempo pra nós. – desabafei. Ela sorriu em descrença.
– Você está armando essa briga toda por quê? Por ... deixa eu pensar... Três dias que eu nãofodo com você? – acusou-me.
Senti como se uma faca tivesse sido enfiada em meu coração. Senti meus olhos arderem pelas lágrimas que eu lutava pra conter.
– Eu realmente fico louco se ficar três dia sem fazer amor com você. Mas nesse momento eu só estou reivindicando o meu direito de ter minha esposa comigo. Eu sinto falta de quando você estava grávida dos meninos, e eu chegava da faculdade e você estava aqui pra me receber. Nós ficávamos juntos, como uma família. – expus humildemente o que havia em meu coração.
Isabella pareceu se afetar um pouco com o que eu disse. Desviou seus olhos do meu e tomou uma forte respiração.
– Você quer que eu simplesmente pare de trabalhar? É isso? – seu rosto ainda estava virado para o lado. Ela parecia fitar um ponto fixo na parede.
– Eu não vou ser hipócrita. Eu ficaria muito feliz se você parasse de trabalhar, sim. Não só eu, as crianças também. Céus Bella, você vê a carinha de choro de Brian e Corin quando saímos pra trabalhar, todos os dias pela manhã.
Ela olhou novamente pra mim. Dessa vez com um brilho estranho em seus olhos. Não era amor, não era arrependimento. Parecia mais com raiva, arrisco até a dizer ódio.
– Então qual seria o plano? Eu paro de trabalhar, e apenas você continua na empresa? É isso? – dei alguns passos, acabando com a distância entre nós.
– Isso amor. Você pode aproveitar e descansar também. Não tem motivo pra você ficar trabalhando tanto pra conseguir novos contratos. A empresa já está muito bem no mercado. Você tem uma excelente equipe. Pode até trabalhar apenas daqui de casa. – sugeri.
– E supõe-se que eu colocaria um representante em meu lugar em todas as reuniões diárias que eu tenho atualmente? – sua voz ainda era baixa. Parecia conter raiva, rancor e desprezo.
– Isso! Seria perfeito. Você teria tempo pras crianças, pra você mesma e teria tempo pra mim, amor. – sorri e levei uma mão ao lado do seu rosto, para acaricia-lo. Eu estava feliz que ela tivesse aceitado minha sugestão. E pra falar a verdade, estava louco pra ficarmos bem, e acabar com esses três dias sem sexo.
– E é claro que esse meu representante seria você, não é mesmo? – franzi o cenho. – É claro que seria você. – disse com escárnio enquanto tirava minha mão de seu rosto. Eu estava paralisado. – O que é agora, Edward? Só porque fez uma faculdade já acha que é o maior empresário da América? Já acha que pode comandar a empresa? Não tá gostando do seu cargo? Se quisesse um mais significativo, era só ter me falado. Eu te colocaria na posição que quisesse dentro da empresa.
– Isabella, do que você está falando? – minha voz quase não saía. Eu nunca a vi falar assim comigo.
– Ora, Edward, não é isso que você quer? Estava aí fazendo um teatrinho que sentia minha falta e me queria mais em casa, pra apenas ser nomeado meu representante, não é mesmo? É meu marido, nada mais justo que você dirigir a empresa e as finanças da família, correto? – perguntou em tom de deboche.
Ao mesmo tempo em que a raiva cresceu dentro de mim, a decepção e a dor cresceram também.
Senti uma lágrima escapar pelo meu rosto.
– Era por isso que eu não queria ir trabalhar na sua empresa. – minha voz saiu baixa e amarga. Meu coração parecia estar se desfazendo dentro de mim. Era uma dor insuportável. Olhei em seus olhos, e a raiva, decepção e acusação ainda estavam lá. – Eu nunca deveria ter entrado nessa casa há 7 anos atrás. – me referi ao dia em que nos beijamos e nos amamos pela primeira vez.
Percebi a dor passar por seus olhos, quando ela me olhou espantada.
Dei as costas, e rapidamente subi as escandas. Entrei em nosso quarto me sentindo magoado, injustamente acusado, e destroçado por dentro. Todo meu orgulho e amor próprio jogados na lama quando ela insinuou que eu queria me beneficiar de sua empresa, quando ela pensou que eu a pedi para ficar mais em casa, apenas para tomar seu lugar.
Entrei no closet decidido.
Peguei apenas um tênis e uma camisa. Voltei novamente para o quarto, e calcei o tênis. Quando estava colocando a camisa, Isabella entrou no quarto.
– O que você está fazendo? – perguntou irritada.
– Me vestindo. – respondi secamente.
– Você acha que eu sou algum tipo de burra? Eu estou vendo que você está se vestindo. Quero saber o porquê. – disse ríspida.
– Estou me vestindo porque eu deixei de ser um burro. – fui até o criado mudo e peguei minha carteira. Voltei ao closet e peguei uma mochila. Derrubei o máximo de roupa que pude dentro dela e a fechei, colocando-a em minhas costas.
Saí do closet e Bella ainda me olhava chocada.
– O que você está fazendo? Onde você vai? – agora o desespero estava presente em sua voz.
– Eu vou embora, Isabella. Eu posso suportar tudo, menos ser humilhado por você. Eu suportei toda sua ausência, eu suportei sua altivez, suportei por muitas vezes você estar errada, e mesmo assim não dar o braço a torcer, e eu ter que te pedir desculpas só pra ficarmos bem. Mas você duvidar do meu caráter, da minha índole... – senti minha garganta arder. – Você duvidar do meu sincero amor por você, eu não suporto.
Senti uma lágrima rolar por meu rosto. E antes que eu pudesse me mexer para sair do quarto, Isabella correu até a porta a fechando.
– Você não vai sair desse quarto. – Seu rosto banhado em lágrimas. – Você não pode sair. Não pode. – sua respiração estava acelerada. – Me-me desculpe pelo que eu disse. Eu estava fora de mim. Eu sei que você não é e nunca foi interessado no meu dinheiro. Eu nem sei por que falei isso. Me perdoa, amor. – correu para mim e me abraçou.
Senti meu coração golpear fortemente meu peito. Como eu podia amar tanto essa mulher, mesmo ela tendo acabado de me machucar da pior forma?
– Fica aqui, amor. Seu lugar é do meu lado. Não vai embora, por favor. Me desculpa, eu não quis falar aquilo. – chorava agarrada a meu corpo. Instintivamente, meus braços a rodearam. Eu estava muito magoado com ela, eu ainda iria embora, mas eu precisava abraça-la uma última vez.
Ela se desfez de meu abraço, e rapidamente tirou minha mochila, minha camisa e beijou meu peito.
– Bella... – tentei impedi-la. Seria pior se fizéssemos amor. Mas ela não me deu bola.
Imediatamente tirou seu vestido. Arfei ao vê-la apenas de calcinha. Seu corpo ainda era espetacular, mesmo aos 35 anos.
Senti meu corpo tremer ante a necessidade de tocá-la e possuí-la. Meu membro endureceu na hora. Mas eu não poderia fazer isso com ela. Não poderia amá-la e deixa-la. E a idéia de ir embora ainda estava viva em minha cabeça.
Se eu ficasse, essas brigas se tornariam rotineiras.
Eu não queria ir embora pra sempre, mas eu precisava ficar um tempo longe. O golpe dessa noite me pegou desprevenido, e me nocauteou.
Meus pensamentos foram interrompidos quando Bella se ajoelhou a minha frente, e baixou minha bermuda e cueca, e logo abocanhou meu membro.
Um forte tremor passou por meu corpo. Levei uma mão ao sua cabeça e gemi, instintivamente a conduzindo a me engolir mais e mais.
– Bellaaa... Ah Bella... – ela sabia como fazer pra me deixar doido.
Eu estava na borda, pronto pra gozar, quando ela me soltou de sua boca, se levantou e me puxou pra cama.
Eu, como um animal, rasguei sua calcinha e nem conferi se ela estava molhada ou não. A invadi com brusquidão.
– Oh Edward... – ela gemeu meu nome, e meu peito retumbou.
Investi forte contra ela. Era raiva, desespero, tesão, paixão, amor. Uma mistura de sentimentos nublando meus pensamentos.
– Não me deixa, amor... – ela me pediu em meio a gemidos. Algumas lágrimas voltaram a aparecer em seus olhos.
– Eu te amo tanto, Bella... – gemi, declarando meu amor. Meu choro também era evidente.
Nós estávamos nos amando e chorando. De algum jeito, ela sabia que eu ainda iria embora.
Investi com mais força. Eu queria mais dela, mas ao mesmo tempo não queria que acabasse.
– Goza Isabella. – no momento em que disse isso, senti ela se contorcer embaixo do meu corpo.
Não parei um segundo sequer de investir.
Isabella me agarrou com mais força, como se sua vida dependesse disso. Eu estava começando a repensar minha decisão.
Eu não poderia fraquejar, mas seria doloroso demais ficar longe do amor da minha vida.
– Mais... Eu quero mais, Edwaaaard. – ela gemeu. Investi mais forte. Eu estava depositando todas as minhas forças naquele ato.
– Quer mais forte, é? Tá com fome do meu pau? – levantei uma perna sua, e a trouxe até meu ombro, conseguindo um ângulo melhor e mais prazeroso.
– Aaaaah Edwaard, me fode, amor. – Bella pedia desesperada. Ainda chorávamos e nos doávamos à aquele sexo avassalador que fazíamos. – Eu... Eu... Ai amor... Eu vou... Óh eu vou gozar.
– Goza Bella... Goza agora comigo. – gritei pedindo pra ela gozar comigo, e me derramando dentro dela no mesmo momento em que ela cravava os dentes em meu ombro, tentando, em vão, abafar o grito de prazer que ela deu quando seu orgasmo a atingiu.
Fiquei deitado em cima de seu corpo após esse orgasmo avassalador. Meu coração trovejava em meu peito.
Lentamente, comecei a me levantar. Isabella me olhou com seus olhos desolados. Ela sabia que eu sairia agora.
Levantei-me e ajustei minha cueca e bermuda. Minha camisa estava colada ao meu corpo, devido ao suor. Mas não me importei. Se eu não saísse agora, eu não conseguiria mais.
Peguei minha mochila e olhei para a cama.
Bella havia enrolado o lençol em torno do seu corpo. Ela chorava. Me senti mal por tê-la amado e a estar deixando agora. Mas a dor causada por sua insinuação ainda estava em meu coração.
Ficamos nos olhando durante uns instantes. Não sei se foram segundos ou minutos. O tempo parou enquanto estávamos nos olhando, e enxergando a alma um do outro.
– Você vai deixar sua família? – ela perguntou. Nossos olhos ainda conectados.
– Eu estou deixando a mulher que duvidou do meu amor. – me virei e saí do nosso quarto.
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[...]
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Eu estava na casa de Emmett. Um amigo que conheci na faculdade, e desde então, tem sido como um irmão pra mim.
Eu não consegui dormir nessa noite, é claro. Me deitei no sofá da sala de Emm, e passei a noite relembrando todos os momentos bons ao lado de Isabella.
Pela manhã, tomei um banho, bebi um café amargo, mas não tive coragem de me vestir e ir trabalhar.
Eu não conseguiria encontrar Isabella. Ela provavelmente estaria trabalhando normalmente. Não deixando transparecer seu momento. Ao contrário de mim, que visivelmente estava desolado, acabado.
Talvez eu não a encontrasse, da mesma forma como no dia anterior. Talvez ela ficasse presa em muitas reuniões, e até mesmo esquecesse que estava separada.
Passei a manhã toda deitado no sofá. Emmett foi trabalhar e me deixou a vontade em sua casa.
Olhei para o telefone muitas vezes. Preocupado com o que ela havia dito para as crianças. Eu sentia saudade dos meus pequenos, e não queria que essa situação fosse contada de qualquer forma para eles.
No meio da tarde, eu tomei coragem e liguei.
A nova empregada atendeu, e disse que Esme e Carlisle haviam levado as crianças para passearem no zoológico.
Desliguei o telefone com um misto de alívio e tristeza.
Alívio por não ter que explicar agora porque eu não havia dormido em casa, e porque eu não voltaria a noite. E tristeza por sentir falta de falar com meus filhos. Eu não estava acostumado a ficar longe.
A tarde se passou, e no comecinho da noite, o sono acabou me vencendo.
E a semana passou assim.
Eu ligava todas as tardes para casa, mas as crianças sempre estavam em algum programa com Esme ou Carlisle.
Eu poderia ligar para o celular de Sophie, mas a coragem me faltava.
Em nenhum dia que liguei, eu perguntei por Isabella.
Eu não queria escutar que ela estava trabalhando ou em algum compromisso de negócios. Eu não queria ter a confirmação de que ela estava levando uma vida normal, enquanto eu estava morto por dentro.
O fim de semana chegou.
Tomei uma decisão. Eu iria até em casa visitar meus filhos. Eu já não aguentava mais essa distância.
Avisei a Emmett, e torcendo para não encontrar Isabella, eu fui.
Talvez eu não estivesse torcendo tanto para não encontrar Isabella.
A quem eu queria enganar? Eu necessitava pelo menos ter um vislumbre de Isabella.
Ao chegar no portão da residência, os seguranças rapidamente abriram pra mim.
– Sr. Cullen, como vai? Fez boa viagem? – assenti meio desconcertado e passei.
Viagem? Será que os funcionários da casa estavam pensando que eu havia viajado?
Parei meu carro na garagem, desci rapidamente. Abri a porta de entrada da casa e me deparei com minhas crianças deitadas no tapete, falando baixinho.
Destinee foi a primeira a me ver, e logo avisou aos irmãos, e todos eles correram para meus braços.
– Papaaaaai. – os menores gritaram.
Eu me ajoelhei no chão e os recebi em meus braços.
Tentei controlar as lágrimas. Eu havia sentido tanta falta dos meus filhos.
Aos poucos eles foram se soltando dos meus braços.
Os três menores mantinham sorrisos largos, mas Sophie ainda tinha um olhar triste e duvidoso.
– Papai, porque o senhor foi viajar? Você nunca viaja papai. – Destinee me cobrou.
Viajar?
Segurei em seu rostinho.
– A mamãe disse que eu viajei? - perguntei.
– Uhum. Ela disse que o senhor teve que viajar porque o senhor não é amelicano. Americano. – se corrigiu. – E que tinha que viajar pra assinar um montão de papel.
Meu coração se apertou. Isabella teve a preocupação de manter uma boa imagem minha perante as crianças.
Ela poderia ter dito que eu abandonei a família, poderia ter dito que eu fui embora no meio da noite e não quis me despedir deles. Mas ela não fez isso.
Percebi que fiquei tempo demais de olhos fechados, pensando em Isabella, quando Corin puxou minha camisa.
– Oi filho, pode falar. – sorri para sua carinha sapeca.
– Papai, a mamão tá dodói. – senti um baque em meu coração.
– A mamãe tá dodói? Tem certeza? – ele assentiu. Olhei para Sophie.
– Ela não sai do quarto desde segunda-feira a noite. Não saiu de lá desde quando você viajou. – a última frase, Sophie disse em tom de deboche.
Ela sabia que eu não havia feito uma simples viagem.
– Crianças, o papai vai ver como a mamãe está, ok? Vocês ficam aqui embaixo, depois eu desço pra brincar com vocês. – dei um beijo na testa de cada um. – Sophie, você vem comigo.
Ela subiu em silêncio ao meu lado.
Entramos em seu quarto, eu sentei em sua cama e a olhei. Ela estava parada ao lado da mesinha de seu computador.
– E então? Agora somos só nós dois, pode falar. – ela me olhou com mágoa nos olhos.
– Você nos deixou. – acusou. Senti meu coração apertar.
– Eu e sua mãe tivemos uma grave discussão. Não seria possível permanecermos na mesma casa. – abri o jogo com ela.
– Você nos deixou. – acusou novamente, já com os olhos marejados.
– Sophie... – fui interrompido quando ela se atirou em meus braços.
– Você não pode ir embora, nunca. Você não disse nada, não disse pra onde ia. Eu fiquei com tanto medo de você nunca mais voltar. – ela chorava agarrada a mim. Uma lágrima rolou por meu rosto. – Eu fiquei com medo de nunca mais te ver.
– Não diga isso, Sophie. É claro que você ia me ver. Mesmo se eu e sua mãe não nos acertarmos. – senti um arrepio só em mencionar a possibilidade. – Mesmo se isso acontecer, eu sempre vou vir visitar vocês. Assim como seu pai faz.
Ela me abraçou mais apertado.
– Meu pai é você, Edward. Eu não ligo de ver Michael uma vez no mês. Mas você eu quero ver todo dia. Você e a mamãe e meus irmãos. Todos nós juntos. Nós somos uma família. – sorri encantado por ela me reconhecer como seu pai. – Uma família tem que ficar junta, e nós vamos ficar.
– Nós vamos ficar juntos sim, minha princesinha. – beijei sua testa.
– Eu te amo, pai. – uma emoção tomou conta do meu corpo.
– Também te amo muito, filha. – permanecemos abraçados.
Após minha conversa com Sophie, ela desceu pra ficar com os irmãos e eu fui para o quarto que Bella estava. Será que ainda era nosso quarto?
Entrei, e senti uma pontada no peito ao notar uma bandeja com o café da manha intocado. O quarto estava escuro, Bella estava deitada na cama.
Ela estava sofrendo. Ela não havia saído do quarto durante todo esse tempo. Como eu pude ser tão estúpido ao ponto de deixa-la?
Nossa discussão foi séria, eu estava magoado, mas talvez ter saído de casa tenha sido drástico demais. Já que tanto eu quanto Bella, ficamos devastados.
Tirei meus sapatos e camisa, e me deitei ao lado dela na cama. Passando imediatamente um braço em torno de seu corpo.
– Edward? – ela perguntou um pouco espantada e emocionada. Se virou para me olhar.
– Meu coração não bateu essa semana. – eu disse olhando em seus olhos.
– Nem o meu. – ela disse sem desviar o olhar.
– Eu não vivo sem você. – declarei.
– Nem eu. – ela fechou os olhos, suspirou, e os abriu de novo. – Eu amo você.
Meu coração falhou uma batida. A intensidade dela ao dizer isso me comoveu.
– Esperei sete anos pra escutar isso. – eu disse.
– Se você voltar pra mim, eu te digo isso todos os dias. – acariciei seu rosto.
– Eu volto até se você disser que me odeia todos os dias. – ela abriu um sorriso fraco. – Você me perdoa? – ela suspirou.
– Só se você me perdoar pelas coisas que eu te disse, e pela maneira que eu sempre agi. – beijei sua testa. – Você sempre foi o marido dos sonhos de qualquer mulher, e por muitas vezes eu não reconheci isso.
– Não tem problema.. – ela me interrompeu.
– Tem problema sim. Eu me senti morrer quando te vi saindo desse quarto na segunda-feira. Não quero passar por isso nunca mais. Eu te amo demais, Edward. Eu não quero te perder. E eu quero te fazer feliz, do mesmo jeito que você sempre me fez.
A abracei apertado.
– Amor, o melhor período da minha vida foi esses anos que passei ao seu lado. – beijei seu rosto. – Me perdoe por dizer que eu nunca deveria ter entrado nessa casa há 7 anos. Eu disse da boca pra fora, só pra, sei lá, te ferir do mesmo modo que eu estava ferido. – afastei um pouco meu rosto e olhei em seus olhos. – A decisão mais acertada da minha vida foi entrar nessa casa há 7 anos atrás e ceder a aquele desejo insano.
– Vou nomear Jasper como presidente da empresa. – disse de repente.
– O que? Como? Por quê? – me senti confuso.
– Eu quero ficar mais em casa. Não quero ter que participar de jantares de negócios, reuniões intermináveis. Não quero mais nada disso. Quero curtir minha vida, meus filhos e meu marido lindo, gostoso e maravilhoso. – me beijou.
Invadi sua boca com minha língua. Gemi ao sentir seu sabor. Como eu senti falta dela. Minha mulher, minha amiga, minha amante, minha vida.
Cedo demais o beijo acabou. Mas a excitação já estava em meu corpo.
– Você tem certeza disso, meu amor? Eu sei que eu te pedi pra parar de trabalhar, mas você ama o que faz, eu não tenho o direito de fazer isso com você. – ela sorriu.
– Eu vou continuar trabalhando. Mas vou na empresa apenas três vezes na semana, para assinar alguns papéis e ficar à par da situação. Não vou dar poderes plenos para Jasper. Ele só vai me representar em compromissos que antes tomavam meu tempo. Vou estar coordenando tudo por trás, e o melhor de tudo, vou ter tempo pra nossa família. – sorri como uma criança.
– Eu tive medo de voltar e você não me aceitar. – beijei carinhosamente seus lábios.
– E eu tive medo de você nunca mais voltar. Medo de nunca mais me sentir amada. Nunca mais ter a sensação dos seus braços em torno de mim. – mordi seu lábio inferior.
– Não me provoca, Isabella. Estou desde segunda sem sexo, e nesse momento tenho uma ereção dolorida em minhas calças. – ela mordeu os lábios, e de forma safada, acariciou meu membro dolorido.
Gemi.
– Amor, desculpe falar dessa forma. – mordisquei sua orelha. – Mas eu preciso me enterrar em você, senão eu fico louco.
Bella gemeu e se esfregou em mim.
– Pode me invadir, meu amor. – sussurrou ao meu ouvido. Fiquei louco.
Levantei sua camisola e abaixei sua calcinha por suas pernas. Desci beijos por seu corpo, e logo minha boca encontrou seu músculo pulsante.
Lambi e chupei com voracidade. Isabella gritou de prazer.
Senti meu líquido pré-seminal escorrer em minha glande. Eu estava a ponto de gozar, só por estar chupando Isabella.
Continuei meu trabalho com a língua em seu clitóris, e quando senti Isabella se retorcer, subi beijos por seu corpo, e sem aviso, lhe invadi.
Não aguentei, e gozei vergonhosamente. Meu corpo todo tremeu, soltei um gemido gutural. Isabella fazia isso comigo.
Lhe dei um beijo na boca, e comecei a estocar com força.
Rapidamente, senti meu membro enrijecer.
– Óh Edward... Eu quero mais, amor. Me dá mais... – Bella pedia desesperada.
– Você quer mais, é? Vou te dar tudo, amor. – levantei suas duas pernas, e as coloquei em meus ombros. Criando assim um ângulo que me permitia lhe penetrar até o limite.
Um novo orgasmo já começava a se construir dentro de mim.
– Ai Edwaaaard... – Isabella gritava. – Eu te amo. – gemeu uma declaração.
– Te amo muito, meu amor. Minha vida. – me forcei a aumentar a força das estocadas. Nós chegaríamos logo ao ápice.
– Eu vou gozar, amor. – Bella começou a tremer.
– Goza comigo, Bella. – senti meus jatos preencherem Isabella, e ela tremer e se apertar em torno de mim.
Tirei suas pernas de meus ombros, e desabei em cima dela. Estava exausto.
Ficamos alguns instantes em silêncio, só curtindo nossa bolha de amor.
Beijei sua testa, a ponta do seu nariz, seu queixo, e subi pra sua boca.
Bella segurou em minha nuca, me afastando de sua boca. Ela olhou em meus olhos.
– Edward, você quer se casar comigo? – senti minha respiração parar. Eu queria responder, mas as palavras ficaram presas em minha garganta. Bella continuou. – Eu quero ser sua esposa perante Deus, perante a sociedade. Quero carregar seu sobrenome. Quero ser Isabella Cullen. – meu coração estava disparado.
– Mas meu sobrenome não significa nada. Não tem peso, não tem tradição. – ela sorriu.
– Carregar seu sobrenome, pra mim, vai significar a felicidade eterna. Pertencer pra sempre ao homem que eu amo com loucura. O homem que me faz feliz a cada minuto da minha vida. – bicou de leve meus lábios. – E então, você aceita se casar comigo?
– Mal posso contar os segundos para te ver entrando na igreja, com um vestido branco, e caminhando pra mim. – beijei sua boca com paixão.
Encerramos o beijo, e ficamos alguns instantes apenas nos olhando. Sorrindo como bobos apaixonados.
– Seremos felizes para sempre. – eu disse.
– Felizes para sempre. Eu gosto disso. – Isabella afirmou.
– Nós poderíamos ter mais um filho. – eu sugeri. Isabella sorriu. – O que foi?
– Você quer um time de futebol? – até que era uma boa ideia. – A gente pode conversar sobre isso mais tarde. Os gêmeos ainda são novinhos demais. – enterrei meu rosto na curva de seu pescoço.
– Eu vou cobrar isso, pode ter certeza. – eu disse.
– Ok, eu sei que você vai me cobrar. Mas agora nós temos um casamento para planejar. – sorri feliz. – E enquanto as crianças não vem bater na porta, e saber porque não descemos ainda, por que a gente não começa o treinamento para fazer esse filho que você quer? – levantei a cabeça e olhei nos olhos de Isabella. Pude ver o brilho de excitação.
– Como eu estava com saudades da minha esposa tarada. – nos beijamos e nos amamos mais uma vez.
A separação foi dura demais pra nós dois, mas foi preciso para podermos nos acertar de uma vez. Eu tinha certeza que de agora em diante, a nossa felicidade seria plena.
Isabella finalmente abriu todas as portas de seu coração pra mim. Entendeu que tanto ela quanto eu, teríamos que ceder um pouco, para podermos viver bem com nossa família.
E o melhor de tudo. Agora nós casaríamos no papel e na igreja. Ela seria, legalmente, minha esposa.
Sophie havia me reconhecido como seu pai. Bella e eu nos casaríamos. Nossos outros filhos estavam felizes por eu ter voltado da minha “viagem”.
A vida finalmente havia entrado, pra sempre, nos eixos.
O jardineiro que entrou na casa da patroa para usar um telefone, e que hoje, tem uma linda família com ela.
FIM

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