FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPÍTULO 01

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance
Oi gente, vamos embarcar em mais uma loucura da minha cabeça...
antes de iniciar o cap, gostaria que voces lessem essa nota abaixo:
Imunodeficiência é uma inabilidade do sistema de defesa do organismo para se proteger contra microorganismos invasores, como o vírus HIV. A Aids não é causada espontaneamente, mas por um fator externo (a infecção pelo HIV).
Mas o vírus tem um longo período de incubação antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso. Por isso, uma pessoa pode ser portadora do vírus sem necessariamente estar com Aids.
Atualmente, a Aids é considerada uma doença de perfil crônico. Ela não tem cura, mas tem tratamento, de maneira que uma pessoa com a doença pode viver com o vírus HIV por um longo perído, sem apresentar nenhum sintoma. Quanto mais cedo a presença do vírus for detectada, mais eficiente poderá ser o tratamento.
O Vírus da Imunodeficiência Adquirida é o vírus causador da Aids.

Apenas uma menina
POV Charlie
Fim da década de 90.
– Isabella? – chamei assim que cheguei a nossa casa. Estive durante toda a tarde em uma reunião cansativa, porém promissora para meus negócios.
– Papai. – minha menininha gritou enquanto corria para meus braços.
A peguei no colo e a rodopiei. Como eu amava minha filha.
– Como foi seu dia, meu anjo? – perguntei para minha menininha.
– Eu fui pra escola... – ela enumerava em seus dedinhos. – Depois eu voltei pra casa e almocei. Aí o professor de alemão veio, aí ficamos fazendo dever. Aí ele foi embora, e o professor de piano chegou, aí eu toquei “brilha brilha estrelinha”, aí ele foi embora e o senhor chegou. – ela sorria lindamente pra mim. Minha menininha ficava eufórica quando eu chegava em casa.
– Hum, que bom, minha princesa. No próximo ano, já podemos contratar um professor de francês. – ela sorriu, e exibiu novamente seus dentinhos brancos, com uma porteirinha adorável. Seus dois dentinhos da frente haviam caído.
– Charlie, Isabella tem apenas nove anos. Não acha que sobrecarrega demais nossa filha com todos esses professores particulares? Ela é só uma criança. – Esme, minha esposa chegou à sala reclamando como sempre.
Rolei os olhos, e coloquei Isabella no chão.
– Esme, ela é uma criança agora, mas os anos passam rápido, e em breve ela será uma mulher, e ela tem que estar preparada para assumir suas responsabilidades na empresa. – eu repeti pela milésima vez para ela.
– Charlie, você não vê que depositar toda essa responsabilidade nos ombros de uma criança pode fazê-la crescer com traumas? – bufei cansado desse assunto. – E além disso, temos Jasper. Ele é dois anos mais velho que Bella, o correto seria ele assumir as coisas quando adulto. – trinquei os dentes de raiva.
– É Isabella! O nome dela é Isabella, e não Bella. – rosnei irritado. – E Jasper não quer saber de nada, ele nem consegue um bom desempenho na escola. Ele não seria capaz de passar pelo treinamento que planejo para Isabella.
– Não diga que nosso filho não é capaz. – ela me olhou irritada.
Passei a mão no rosto tentando me acalmar.
– Escute Esme, não quero brigar mais por esse assunto. Isabella será treinada para ser uma das mulheres mais influentes dos Estados Unidos. Ela será presidente da Swan Spa e será respeitada pela inteligência e pulso firme nos negócios. – falei da forma mais calma que consegui. Eu já tinha todos os planos traçados para a minha princesinha.
– E você vai fazer sua filha perder a infância e adolescência por um sonho que é seu, e não dela? – Esme perguntou sarcasticamente.
– Mas é claro que esse é o sonho dela. – virei-me para Isabella. – Filha, diga pra mamãe qual é o seu sonho.
Ela sorriu e olhou pra mãe.
– Eu vou ser presidente da Swan Spa. Serei a mais inteligente e respeitada empresária dos Estados Unidos. – ela disse estufando o peito, e me enchendo de orgulho.
Esme me olhou boquiaberta.
– Você está fazendo uma lavagem cerebral na cabeça da minha filha. – me acusou.
– Ela é minha também. – rosnei. – E eu não estou fazendo lavagem cerebral nenhuma. Estou cuidando do patrimônio da família, e fazendo com que Isabella se torne uma mulher forte e independente. Não quero que o destino dela seja se tornar uma dondoca que passa o dia todo pensando em flores e decoração. – Esme me olhou chocada e depois a mágoa tomou seus olhos.
– Entendo, Charlie. Você não quer que minha filha seja igual a mim. – ela respirou fundo, e exibiu um sorriso forçado para nossa filha. – Venha filha, vamos lavar a mão para jantarmos. – segurou nas mãos de Isabella e a levou para a sala de jantar.
Suspirei frustrado e fui para meu escritório. Mais uma noite que eu não jantaria na companhia da minha família.
Servi-me de uma dose de uísque e sentei-me em minha confortável poltrona.
Eu tinha traçado um plano brilhante para minha filha. Ela não seria uma mulher fraca como Esme era. Como minha mãe foi.
Jasper, apesar de ser meu filho, não se interessava por nada relacionado a mim. Ia mal na escola, não se esforçava em nada.
Isabella não. Ela era inteligente, curiosa, tinha personalidade forte, mas era uma menina doce. E era isso que tinha que tirar dela. Ela poderia ser doce comigo, com sua mãe e com seu irmão, mas não com os outros. Sendo uma menina tão doce e simpática, seria esmagada no mundo dos negócios, mesmo sendo extremamente inteligente e sagaz.
Ainda havia um longo caminho pela frente, mas Isabella seria treinada pra ser uma das mulheres mais fortes e importantes desse país.
Ainda mais agora, que a nossa fábrica de pneus havia entrado para o mundo das corridas da Nascar. Em poucos anos, seríamos a maior do continente, e Isabella teria de estar preparada para isso.
Levantei-me e olhei pela imensa janela de vidro. O céu estava estrelado. Se essa baboseira toda de pessoas quando morrem viram estrelas fosse verdade, então meus pais estavam lá, e talvez em breve eu também estaria.
Fechei os olhos com força.
O amor não serve pra nada, só pra destruir sua vida.
Nunca amei Esme, mas casamos mais por conveniência. Uma boa junção de bens, que impulsionou a economia da fábrica.
Renée... A mulher que amei minha vida toda, mas que fiquei durante muitos anos sem vê-la.
Quando finalmente nos encontramos, há alguns meses atrás, não conseguimos resistir à força da nossa paixão.
Desde então, nunca mais consegui tocar em Esme. Eu sabia que ela não merecia isso, pois era uma pessoa boa. Era uma típica mulher fraca, porem de bom coração e uma boa mãe.
Senti meu coração se apertar. Três semanas atrás, perdi a mulher da minha vida. Renée morreu e eu perdi meu chão.
E o pior de tudo foi descobrir a causa de sua morte. Aids.
Quer dizer, Renée nunca levou uma vida muito regrada. Bebidas, cigarro e festas. Mas eu nunca desconfiaria que sua vida terminaria desse jeito.
Agora, como dizer a minha família que contraí o vírus HIV da minha amante morta? Como confessar isso e olhar nos olhos da minha princesinha?
Eu só esperava que com os avanços da medicina, eu pudesse ter tempo suficiente para treinar minha filha para a vida.
Ouvi falar algo sobre “coquetel”. Não li muito sobre isso. O choque ainda me deixa atordoado pelo meu diagnóstico.
Só espero haver algum remédio que me deixe mais tempo nessa vida.
Ouvi passinhos se aproximando de mim e abri os olhos. Minha princesinha me olhava com tanto amor. Doía pensar que talvez eu não tivesse tanto tempo assim com ela.
– Papai, o senhor não vai jantar? – sorri. Minha Isabella tão doce, carinhosa e preocupada. Meu sorriso morreu na hora. Ela não poderia ser assim tão amorosa. O amor só nos leva a destruição. O amor vai me separar dela.
– Mais tarde, minha princesa. E você, já jantou? – ela assentiu sorrindo.
Caminhei de volta até minha poltrona e me sentei.
– Isabella, venha cá. – a chamei e ela veio correndo para meu colo. – Quero que escute o que o papai vai falar, e leve isso pra sua vida toda. Consegue fazer isso?
– Sim, papai. – beijei sua testa com carinho.
– Eu te amo de verdade. – ela sorriu e circulou meu pescoço com seus bracinhos miúdos.
– Também amo, papai. Muitão. – retirei seus bracinhos do meu pescoço e a fiz me olhar novamente.
– Então escute o que o seu pai vai falar. Só eu sei o que é melhor pra você, porque eu te amo acima de tudo. – olhei sério pra ela e ela continuou me encarando, prestando atenção em cada palavra que eu falava. – Apenas eu, sua mãe e seu irmão te amamos. Apenas nós queremos o melhor pra você. O amor das pessoas que não são da nossa família só nos faz mal. Nos destrói. Um dia você vai crescer e muitos homens vão querer te namorar, porque eu tenho certeza que você será uma mulher linda. Mas lembre-se: O amor só destrói. Só vai te fazer mal. Não sinta essas coisas por pessoas que não são sua família. Pra você ser a mulher que eu sonho que você se tornará, o amor não pode existir em sua vida. Você tem que ser uma mulher forte. As pessoas tem que temer você. Eu vou te treinar e você vai ser a maior empresária que esse país já viu. Você pode fazer isso pelo papai? – ela olhou diretamente em meus olhos.
– Eu entendi, pai. Vou ser a mulher que o senhor quer que eu seja. Não vou amar, não vou ser fraca. O senhor vai ter muito orgulho de mim. – ela disse decidida de uma forma que me surpreendeu, e ao mesmo tempo me fez ver que Isabella seria a mulher que eu desejei que minha mãe fosse. A mulher que nunca sofreria humilhações de um marido, a mulher que nunca seria submissa a ninguém. A mulher que nunca seria prejudicada pelo amor, assim como seu pai foi.



E então? O Charlie é um pai diferente, não é mesmo? Ele quer o melhor pra Isabella, e ela é devota pelo pai, então, acho que vocês já entenderam o estrago

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