FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPÍTULO 02

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance


Boa noite gente, vamos conhecer nosso "mocinho"?
Espero que todos gostem...

A toda-poderosa
– Pai? Emmett? Alice? – cheguei em casa gritando o nome de todos. Eu estava feliz com a notícia que havia acabado de receber.
– Onde é o incêndio, Edward? – Alice apareceu na sala correndo e assustada.
– Onde está Emm e papai? – perguntei ansioso.
– Papai está tomando banho, e Emmett ainda não chegou da oficina. Por que? O que houve, Edward? Você está me assustando. – ela falava tão rápido que atropelava as palavras.
– Alice, Jéssica me ligou agora mesmo. – comentei feliz. – O emprego é meu. Amanhã mesmo já entrego os documentos e começo. – ela se jogou em meus braços.
– Ai Edward, eu estou tão feliz por você. Que bom, meu irmão. Eu sabia que você conseguiria. – ela gritava feliz enquanto eu a girava no ar.
– E então, foi daqui que saiu o ganhador da mega-sena? – ouvimos a voz do meu pai. Coloquei Alice no chão e caminhei até ele.
– Pai, Jéssica me ligou. Eu fui escolhido pro cargo de motorista da Srta. Swan. – meu pai me estendeu a mão.
– Fico muito feliz por você, Edward. Eu sei o que é ficar desempregado, e não é nada fácil. – apertei a mão que meu pai me oferecia.
– Realmente é difícil pai. E eu agradeço o apoio de todos quando eu mais precisei. – Alice veio correndo pra nós e nos abraçou. Ela adorava essa coisa de abraço em grupo.
– Eu ainda acho que essa Jéssica é afim de você. – revirei os olhos. Alice sempre dizia isso.
– Alice, não estrague meu momento, ok? Jéssica é uma excelente pessoa, mas eu não a vejo assim. E também, o que ela iria querer com um cara ferrado como eu? Ela estudou e conseguiu crescer na vida. – comentei.
– Mas ela sempre foi caidinha por você, desde quando era adolescente e ainda morava aqui no bairro. – minha irmã adorava me atormentar.
– Ok, Alice. Fique com suas suposições amorosas. Eu vou tomar um banho. – fui para meu quarto, peguei uma bermuda e uma camisa e caminhei até o único banheiro da casa para tomar meu banho.
Minha casa não é grande. Quando viemos para cá, ela tinha apenas dois quartos, uma sala, um banheiro e cozinha.
Com o tempo, conseguimos construir uma varanda e mais um quarto. Alice já estava ficando grandinha e não poderia mais dividir o quarto comigo, e meu irmão mais velho, Emmett.
Morávamos em uma cidade chamada Mountawn, no interior do estado de Indiana. Vivíamos de forma humilde, porém felizes.
Quando eu tinha 10 anos, mamãe adoeceu. E depois de muito tempo lutando pela sua vida, ela não resistiu mais.
Viemos para Indianápolis, maior cidade do nosso estado, pertencente ao Condado de Marion, pois meu avô, pai da minha mãe, nos expulsou de nossa casa que ficava em suas terras. Ele sempre culpou meu pai pela vida simples que minha mãe levava. O sonho do meu avô era ver minha mãe casada com um fazendeiro ou político.
Chegamos a essa cidade enorme quando eu tinha 16 anos, Emmett tinha 18 e Alice 10 anos.
Eu e Emmett não pudemos estudar, pois tínhamos que ajudar meu pai nas despesas da casa, que na época era alugada ainda. Apenas Alice ia pra escola. Sempre fizemos questão que nossa irmãzinha estudasse.
Emmett e eu embalamos compras em mercados, entregamos jornais, limpávamos piscinas nas casas mais bonitas dos bairros distantes. Mas mesmo assim era pouco. Meu pai tinha dificuldade em arranjar emprego por já ter 40 anos.
Quando eu tinha 18 e Emmett 20, conseguimos emprego na oficina dos Black. Era um lugar legal e não pagava tão mal na época. Lá aprendemos muito sobre carros, e ambos conseguimos a profissão de mecânico.
Porém, o horário era péssimo, impossibilitando nossa volta à escola.
Há um ano atrás, Jéssica, uma menina que cresceu conosco aqui no nosso bairro, mas que conseguiu fazer faculdade e arranjou um bom emprego, conseguiu uma vaga de zelador para meu pai no prédio da Swan Spa. A maior marca de pneus do continente, e que a primeira fábrica e sede fica aqui na cidade de Indianápolis.
Há dez meses atrás eu tive uma séria discussão com Jacob Black, filho do dono da oficina, e pedi demissão. Eu só não esperava ficar esse tempo todo desempregado.
Emmett por várias vezes tentava me convencer a voltar pra oficina. Dizia que o Sr. Black me perdoaria e me aceitaria novamente.
Eu não precisava pedir perdão a ninguém. Eu não fui o errado.
Porém meu orgulho me fez ficar 10 meses rodando a cidade atrás de emprego, e voltando todos os fins de tarde com uma cara desanimada e cada vez menos expectativas.
Foi quando meu pai encontrou Jessica na rua, que comentou com ela que eu estava sem emprego. Dois dias depois, ela ligou pedindo para eu ir fazer um teste para motorista particular. Tinha que ter boa habilidade para direção, noções de mecânica e disponibilidade de horário.
Com certeza eu tinha isso tudo.
Fiz o teste, e hoje a tarde ela me ligou me informando que eu havia sido escolhido para o cargo.
Fiquei muito feliz. O salário é bem melhor do que o que eu ganhava na oficina.
Três mil dólares.
Eu nem conseguia acreditar que eu ganharia tudo isso.
Mês que vem seria meu aniversário de 29 anos, e eu estava muito desanimado de passar uma data importante sem dinheiro algum. A quem estou querendo enganar? Eu estava chateado por não ter dinheiro pra nada, nem pra poder ajudar em casa.
Após tomar meu banho, jantei com minha família e fui me deitar.
[...]
– Merda de gravata apertada! – resmunguei.
Logo cedo, compareci à sede da Swan Spa e entreguei meus documentos para Jéssica, secretária da mulher que seria minha patroa.
Jéssica me fez assinar vários papéis, um contrato de 1 ano e termos de responsabilidade.
Após isso, ela me encaminhou para outros setores, para tirar foto para o crachá de acesso, assinar contrato com o plano de saúde que a empresa oferece, passar meus dados bancários para receber meu salário, e por último, ela me entregou duas sacolas.
Fiquei surpreso ao ver o conteúdo. Dois ternos pretos, duas calças sociais pretas, três blusas sociais brancas, um par de sapatos sociais pretos e finalmente, a chave do carro que eu fiz o teste.
E não era apenas um carro, era uma Mercedes S600. O sonho de qualquer cara que já assistiu a trilogia “Carga Explosiva”.
E eu ainda receberia pra dirigir aquele lindo bebê.
Eu tinha a impressão que esse emprego só traria coisas boas.
[...]
– Edward? – Jéssica me chamou.
Eu estava sentado no sofá em frente à mesa dela há quase uma hora. Era como uma antessala grande, e havia uma enorme porta cinza, que pelo que eu entendi, era o escritório da dona da Swan Spa. Bem, não entendo muito dessas coisas, mas a empresa sempre foi da família, o pai falecera à pouco tempo, e a filha assumira tudo.
– Sim, Jéssica. – levantei-me, alisando o terno para ficar bem apresentável.
– Ela quer te ver. Saber quem será o novo motorista dela. – Jéssica parecia um pouco desconcertada. – Edward, a Srta. Swan é um pouco difícil de lidar. Portanto, não dê motivos, ok? É um trabalho bom e o salário é legal. Às vezes temos que tolerar certos momentos de estresse dela.
– Ok, Jéssica, pode deixar comigo. Estou muito feliz em ter conseguido esse emprego. Não vou dar nenhum vacilo. – ela sorriu um pouco afetada, e caminhou à minha frente, abrindo a tal porta cinza.
– Srta. Swan, o novo motorista está aqui. Eu já lhe passei todas as recomendações, os seus itinerários e deveres. – Jéssica disse para a pessoa que estava na mesa à sua frente. Eu não conseguia enxerga-la.
– Sim, Jéssica. Mande-o entrar. – Céus, que voz é essa? Uma voz aveludada com um quê de sedução. Suspirei e varri esses pensamentos da minha cabeça.
Jéssica deu-me passagem, e eu dei dois passos à frente, ficando ao alcance dos olhos da minha nova patroa.
Levantei a cabeça e... Meu Deus do céu! A tal Srta. Swan é a mulher mais linda que eu já vi em toda minha vida. Não sei quanto tempo fiquei perdido naquele olhar penetrante, no rosto angelical e nos lábios tentadores, mas fui tirado dos meus pensamentos nada impróprios para se ter com sua patroa, pela sua sedutora voz.
– Qual o seu nome? – a pergunta demorou alguns segundos para ser processada em meu cérebro.
– É Ed- Edward Cullen, Srta. Swan. – consegui dizer gaguejando apenas uma vez.
– Muito bem, Edward. Já sei quem você é, agora você pode sair da minha sala. Espero que tenha guardado bem as informações que Jéssica lhe passou, pois não suporto erros. – disse me olhando de forma incisiva e após isso, virou-se para o seu computador e voltou a digitar.
O quê? Era só isso? O que eu deveria fazer agora? Deveria sair?
Achei melhor sair.
Assim que fechei a porta cinza, saindo do escritório da Srta. Swan, eu pude voltar a respirar normalmente.
– Meu Deus! – suspirei.
– Pois é, eu disse que ela é difícil às vezes. – Jéssica comentou.
Olhei meio atordoado pra ela. Eu nem havia reparado se ela foi difícil ou não comigo. O que me deixou abismado foi tamanha beleza e juventude em uma pessoa que eu imaginei ser bem diferente.
– É.. É sim. – me peguei confirmando, mesmo sem saber o que estava confirmando.
– Ok, agora se você quiser tomar um café, fique à vontade. Ela só sairá em duas horas. Então aconselho que no horário, você esteja no estacionamento, ao lado do carro e pronto para abrir a porta pra ela. – Jessica instrui-me. Assenti e fui em direção à máquina de café.
[...]
– Emmett, é sério. Ela é a mulher mais linda que eu já vi. Não tem como explicar. Na hora que eu olhei pra ela, foi meio que... Como posso te explicar? – estava ao celular com meu irmão. Eu estava, como Jéssica instruiu, ao lado do carro, esperando a Srta. Swan.
– Já sei. Você sentiu seu coração disparar, sua cabeça girar e borboletas no estômago? Aí depois você se descobriu gay? – Emmett ria com vontade.
– Ah, vá se foder. Não sei por que ainda perco tempo conversando sério com você. – nós ríamos. Emmett sempre teve o poder de me sacanear, e ainda assim, não me deixar zangado.
Escutei sons de passos apressados se aproximando. Levantei a cabeça e a vi vindo em minha direção.
– Emmett, preciso desligar. Tchau. – desliguei o telefone e rapidamente o deslizei em meu bolso.
Abri a porta traseira e sorri.
– Srta. Swan. – a cumprimentei.
Ela nem se deu ao trabalho de me olhar. Entrou no carro em total silêncio.
Respirei fundo, fechei a porta, e rapidamente dei a volta e entrei no carro, dando a partida logo em seguida.
O que tem de bonita, gostosa e sedutora, tem de mal educada.
Durante todo o tempo, pude perceber olhando pelo retrovisor, que a Srta. Swan digitava algo em seu celular cheio de tecnologia, e em alguns momentos seu olhar se perdia, mas logo seu semblante se fechava e ela voltava ao seu celular.
Por que ela era tão fechada assim? Por que ser tão carrancuda, quando se tem um rosto de um anjo?
Chegamos ao endereço que me foi ensinado no teste para essa vaga. Uma bela mansão no bairro de Carmel.
Parei em frente ao portão, mas logo os seguranças liberaram minha entrada.
Estacionei bem em frente a escada que dava acesso à entrada principal da casa, como me foi instruído.
Saí do carro, dei a volta e abri a porta para a toda-poderosa.
Ela saiu em sua glória, linda e cheia de confiança.
– Tenha uma boa noite, Srta. Swan. – eu sorri, mas meu sorriso idiota logo sumiu da minha cara quando ela passou por mim e nem sequer me deu um aceno.
Fechei a porta e logo escutei a voz sedutora me chamar.
– Edward? – virei-me rapidamente.
– Sim, Srta. Swan? – caminhei para perto dela por puro instinto.
– Não se atrase amanhã. Eu não dou duas chances. – disse de forma soberana e virou-se para entrar em sua bela mansão.
Passei a mão no rosto.
Desgraça de mulher gostosa e intragável!
Entrei no carro e o guardei na garagem.
Caminhei até a guarita onde os seguranças ficavam, e me despedi de todos.
– Tchau rapazes, boa noite. Até amanhã. – eles me cumprimentaram e abriram o portão de pedestres para mim.
Peguei a condução, e logo estaria em casa.
[...]
– E então filho, como foi o primeiro dia? – meu pai perguntou assim que entrei na cozinha. Ele estava providenciando nosso jantar.
– Ah pai, ela é bem difícil, não é mesmo? – ele riu. – Mas foi bom. Não tem mistério. Ela não tolera atrasos, isso já deu pra perceber. Fora isso, acho que será bem tranquilo. – abri a geladeira e me servi de um copo d’água.
– Espero que tudo realmente dê certo. Apesar da fama de intragável que a Srta. Swan tem, ela é justa. Pelo menos a empresa é. Paga sempre em dia, não tem descontos abusivos e paga todas as horas extras de forma correta. – ele continuou a mexer algo na panela.
– Você a conhece, pai? Quer dizer, já a viu? – tentei soar de forma casual, mas meu pai me conhecia melhor que qualquer um.
Ele me olhou de forma interrogativa e depois suspirou.
– Edward, eu sempre a vejo. Geralmente estou limpando o andar da sala dela, quando ela chega. – ele hesitou. – Filho, ela é realmente uma mulher muito linda. Mas não se esqueça que lá é seu trabalho, e essa gente rica só olha pra gente rica. – fiz uma careta.
– Eu não quis dizer isso, pai. Só fiquei admirado por ela ser tão jovem. Afinal, ela é responsável por todo esse império. Sempre pensei que as pessoas com responsabilidades assim eram velhos, gordos e carecas. – meu pai sorriu.
– Os tempos estão mudando. As mulheres estão vindo com tudo. – ele comentou com voz solene.
– Edwaaaaard. – Alice entrou correndo na cozinha e se pendurou em meu pescoço. – Me conta tudo. Como foi o primeiro dia? Nossa, que terno lindo. Você ganhou na empresa? Como é o carro que você dirige? – ela me bombardeou. Olhei para meu pai em busca de ajuda e ele ria.
– Está vendo? Eu disse que as mulheres estão vindo com tudo.


E então, gente? Como está indo até agora a fic?

espero que ela agrade.

Obrigada por todos os comentários... beijos.


Até mais

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