FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPÍTULO 04

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance



vamos ao cap gente, sem enrolação

Verdes ou azuis?
POV Isabella
A vida é engraçada. As pessoas tem o péssimo costume de achar que tudo na sua vida é fácil, e você é quem as faz parecerem difíceis.
Eu estava agora dentro do meu carro. Pra ser mais precisa, sentada no banco de trás enquanto meu novo motorista nos guiava até o restaurante.
Ah, esse motorista. Não gosto nem de sequer pensar nele. Logo sou tomada por uma dúvida fútil, mas que vem me consumindo: Seriam verdes ou azuis os seus olhos?
Suspirei frustrada.
Talvez Rosálie tenha razão. Estou há muito tempo pensando em apenas trabalho. Talvez a chegada de um homem muito bonito em uma posição tão próxima a mim, esteja me fazendo sentir falta de um contato com o sexo oposto.
Reações estranhas. Lembro-me da nossa conversa durante nosso almoço de hoje.
Estávamos saboreando nosso ceviche enquanto falávamos dos meus problemas com meu irmão.
– Bem, vamos mudar de assunto então. – Rosálie anunciou. – Esse motorista novo, heim? – olhei imediatamente para sua face.
– O que tem o meu novo motorista? – sem saber o porquê, eu apertei mais forte o garfo em minha mão esquerda.
– É um gato. – ela se abanou teatralmente. – Um gato não. Um gostoso. Meu Deus, um homem do jeito que eu gosto: Grande, bonito, educado e com cara de quem te pega e te deixa com as pernas tremendo. – larguei meus talheres no prato causando um barulho irritante.
– Espero que você não tente nenhuma gracinha com meu funcionário. – disse entredentes. – Não se esqueça que você também é minha funcionária, e eu não admito casinhos entre as pessoas cujo os nomes estão na minha folha de pagamento. – avisei sombriamente.
– Quem disse sobre casinho? – Rosálie riu. – Com um gostoso desses sou capaz até de casar. Viu como é bonitinho quando o encaramos e ele desvia o olhar e cora? Acho que até fiquei excitada quando vi isso. – uma raiva insana se apoderou de mim.
– Chega desse assunto, Rosálie! – eu bradei. – Não quero mais escutar essas brincadeiras estúpidas. – respirei fundo. Rosálie me olhava um pouco assustada. – Não gosto de relacionamentos entre meus funcionários, e eu sei que você tem uma forte inclinação a se envolver com caras errados. Você é uma pessoa que estimo muito, portanto, não gostaria de vê-la passar por situações ruins. – expliquei-me.
– Por caras errados você quer dizer caras pobres? – ela inquiriu um pouco aborrecida.
– Rosálie, não seja tola. Você veio de uma família humilde, e realmente deve ter muito orgulho disso, porque você venceu na vida. Você estudou, conseguiu uma boa oportunidade e elevou seu poder aquisitivo. – expliquei de forma mais calma. – E um relacionamento entre pessoas de níveis diferentes não é algo comum. As pessoas de fora veem de uma forma ruim, você não se adaptará ao estilo de vida do cara e ele mesmo não se sentiria bem estando com uma mulher que é alguém melhor que ele. – Rosálie me olhou com raiva e mágoa.
– Alguém melhor? Você acredita que quem tem dinheiro é melhor do que alguém que não tem? – Ela estava prestes a se alterar.
– Não, Rosálie. Não foi isso que eu quis dizer. Me desculpe, me expressei mal. – pedi apologética. Ela respirou fundo.
– Se você quer jogar na minha cara sobre Royce novamente, eu reafirmo que eu não me dei mal. Nosso relacionamento apenas não deu certo. E não foi pela diferença social, foi por outros motivos que você sabe muito bem. – ela tomou um pouco do seu vinho. – Mas não me lembro de você criar tanto caso quando eu me envolvi com ele. Afinal, ele era contador na fábrica.
– Mas não quero você com meu motorista. – eu me assustei com meu tom de voz possessivo. Rosálie lentamente deixou escapar um sorriso.
– Agora entendo. – a olhei interrogativamente. – Sabe, talvez você esteja há muito tempo sem contato com o sexo oposto. Acredito que sua irritação seja apenas por isso. – ela sorriu zombeteira e eu não gostei nada daquilo.
– Srta. Swan? Nós chegamos. – fui tirada de meus pensamentos pelo meu motorista.
Endireitei-me, peguei minha bolsa e fiz um gesto de cabeça para que ele abrisse a porta para mim.
Ele rapidamente saiu do carro, deu a volta e abriu minha porta, logo me estendendo uma mão.
Seu toque era tão macio e ao mesmo tempo másculo. Tirei rapidamente esses pensamentos de minha cabeça.
– Edward, deixe a chave com o manobrista. Como eu já disse, você irá me acompanhar nesse jantar. – esperei ele fazer o que mandei e com um suspiro, caminhei para dentro do restaurante ao seu lado.
POV Edward
Ok, eu estava nervoso.
Durante o trajeto da empresa até o restaurante, a Srta. Swan não falou nada, não resmungou nada, ela sequer arriscou me dar uma olhada.
Pensei que talvez ela tivesse percebido a besteira que fez ao me convidar... ou intimar? ... para esse jantar. Mas assim que ela saiu do carro, me disse toda soberana que eu a acompanharia.
O que há com essa mulher que ela não consegue falar nada que não seja em tom autoritário? E o que diabos há comigo que acho isso a coisa mais sexy do mundo?
Ao chegarmos em uma mesa reservada, com três homens de meia idade que pareciam ter todo dinheiro do mundo, uma mulher na faixa dos 40 anos e cheia de pose e duas mulheres de no máximo 20 anos que tinham mais silicone em seus seios do que a Pâmela Anderson, a Srta. Swan parou e cumprimentou a todos, que foram muito educados com ela, e logo me apresentou. E eu sorri como um idiota quando ela me apresentou apenas como Edward, e não deixando espaços para mais perguntas.
Nos sentamos e logo saquei que a mulher de meia idade era empresária também, e casada com o empresário que estava sentado ao seu lado. E os outros dois empresários estavam com as duas jovens loiras siliconadas, mas eu duvido muito que casamento era o nome do relacionamento entre eles.
Um garçom engomadinho nos entregou o cardápio. Tentei me esforçar, mas eu realmente não entendia nada que estava escrito ali.
A Srta. Swan percebeu meu desconforto.
– O que houve? – sussurrou pra mim. Apenas indiquei com um olhar o cardápio. Ela rapidamente entendeu. – Vou pedir Cuisses de grenouilles pra você. – eu acenei como se tivesse entendido o que ela disse.
Ela fez o seu pedido e o meu e voltou a conversar sobre negócios com os três homens presentes e a mulher de meia idade. As duas siliconadas estavam sobrando na mesa, assim como eu. Bem, elas estavam em melhor situação, pois pelo menos tinham uma a outra para falar dos assuntos que quisessem.
Não sei se me distraí demais, mas o jantar chegou rapidamente. Eu já estava relativamente cheio pelas torradinhas com creme que eu comi no que eles chamam de entrada.
O garçom nos serviu e juro por Deus que nunca vi nada igual na minha vida. O que era aquilo no meu prato?
As outras pessoas à mesa começaram a comer, mas eu não sabia que talher usar, não sabia como comer aquilo e nem se eu iria gostar daquilo.
– O que foi dessa vez? – A srta. Swan perguntou aos sussurros novamente. Olhei para todos e vi que estavam entretidos com seus pratos.
– Eu não sei que talher usar. E o que seria isso que está em meu prato? – tentei soar da forma mais humilde e educada possível.
A srta. Swan respirou fundo, como claro sinal de impaciência e chegou um pouco mais perto de mim.
Céus, seu cheiro é tão malditamente bom!
– Edward, use aquele garfo com os dentes mais espaçados e aquela faca reta. Não use a outra, pois é para peixe. E esse não é o caso do seu prato. Tudo bem? – apesar do tom de impaciência, eu pude notar uma leve diversão em sua voz.
– E essa coisa aqui no meu prato, o que é? – já que ela deixou brecha eu resolvi perguntar. Ela sorriu minimamente, mas foi a coisa mais fofa que eu já vi.
– Cuisses de grenouilles? – dei de ombros. Eu não sabia o nome do prato. – É um prato francês exótico. São coxas de rã. – meus olhos se arregalaram imediatamente e a Srta. Swan não conseguiu reprimir um sorriso.
– Tudo bem? – Um dos empresários nos perguntou.
– Sim... Sim, está tudo bem. – consegui responder ainda sem respirar. Meu Deus, coxas de rã? Qual o problema dessas pessoas ricas, que tendo todo o dinheiro do mundo resolvem comer coxas de rã?
Minha patroa, ainda com um sorriso, se concentrou em sua comida. Eu encarei meu prato. Rã? Bem, eu não estava com tanta fome assim, mas pelo menos umas três garfadas eu tinha que dar.
Olhei minha taça e ainda estava cheia de vinho. Ótimo! Eu comeria as três garfadas e viraria o vinho de uma vez só, quem sabe assim eu não sentiria tanto o gosto desse treco.
Passado a “fase da rã” o jantar correu bem. Os empresários, que pelo sotaque pude julgar serem canadenses, congelaram o assunto negócios e conversavam sobre amigos em comum. Pessoas que obviamente eu não conhecia. E pelo que parece, nem as loiras peitudas.
– E então Isabella, o seu acompanhante trabalha com o que? – o senhor mais careca, acompanhado de uma das peitudas, perguntou.
– Ele trabalha pra mim. – Ela foi evasiva, mas o cara não pareceu se dar por satisfeito.
– Que maravilha! – exclamou sem muita empolgação. – E diga-me, é Edward, não é mesmo? – assenti. – Diga-me Edward, qual a sua especialidade? – franzi o cenho e ele esclareceu. – Em que se formou, rapaz?
Fiquei sem palavras. Eu não havia me formado em nada. Não havia nem terminado o colegial.
Engoli em seco.
– Eu não fui a faculdade. – hesitei. – Ainda. – pude ver que todos os rostos se viraram em minha direção. – Sou o motorista da senhorita Swan. – abaixei um pouco minha cabeça. Eu não queria ser o “coitadinho”, mas estava constrangido.
Pude perceber a senhorita Swan me encarar por alguns segundos e logo olhar para os outros presentes.
– Essa é nova. Nós nunca a vemos ir a eventos ou jantares acompanhada, Isabella. E agora, nos apresenta seu motorista. É uma simetria, no mínimo, interessante. – olhei para o rosto daquele senhor e senti raiva pela forma que ele falou.
– Bem, acho que meu acompanhante não é o assunto que nos trouxe a esse jantar, tendo em vista que o assunto principal já foi abordado e tudo foi acordado da melhor forma. – A Srta. Swan disse de forma seca porém requintada, de um jeito que só alguém muito acostumado com as palavras conseguiria. – Meu acompanhante, como puderam perceber, é uma excelente companhia, e foi um perfeito cavalheiro em me acompanhar nesse jantar, já que eu soube em cima da hora que seria algo mais informal e os senhores também estariam acompanhados.
– Um perfeito cavalheiro, realmente. Não é tão fácil encontrar um homem assim. – A empresária de meia idade comentou de forma educada.
– Com uma jovem e bela mulher, não tem como ser menos que um gentleman. – o careca comentou de forma maliciosa. – Herdeira de um verdadeiro império e belíssima...- ele divagou. – Isso mexe com a cabeça de qualquer homem. – senti meu corpo se retesar na hora. Ele acabou de insinuar que eu teria um ato de cavalheirismo por interesse?
– Agradeço o elogio Laurent. – a senhorita Swan se remexeu em sua cadeira. – Mas está tarde, e eu acredito que irei recusar a sobremesa. – sorriu apologeticamente. – Bem, o acordo está perfeito para mim, assim como sei que para vocês também. Amanhã minha secretária irá contatá-los.
– Estaremos aguardando. – O outro senhor, esposo da empresária, se manifestou.
– A propóstio, Laurent. Como está Sophie, sua esposa? – todos à mesa enrijeceram. A loira peituda franziu o cenho e olhou feio para o careca. A minha patroa sorria educadamente, mas eu podia ver em seus olhos o sorriso de diabinha que ela é.
O empresário careca logo se recuperou do tapa de luvas e sorriu maliciosamente.
– Espero que ela não esteja jantando com o motorista. – todos à mesa riram e até mesmo a senhorita Swan.
– Nunca se sabe. – ela disse sorrindo e se levantou. Eu levantei-me e puxei sua cadeira para que ela pudesse sair.
Nos despedimos de todos de forma educada e caminhamos em silêncio até a saída.
Pedi ao manobrista para pegar o carro e voltei para perto da senhorita Swan.
Uma brisa fria passou por nós, e eu pude vê-la se encolher um pouco.
Ela usava uma saia preta apertada e uma fina blusa de seda branca.
Percebi os pelos de seus braços se eriçarem, e céus, seus mamilos se enrijeceram, e ficaram perceptíveis na blusa de tecido fino.
Uma onda de excitação se apossou do meu corpo.
Percebi que um dos seguranças que estava na entrada do restaurante também percebeu a protuberância nos seios da senhorita Swan e logo senti meu sangue mais quente em minhas veias.
Sem pensar, retirei meu terno e envolvi em seu corpo. Ela pulou de susto.
– De-desculpe. É que percebi que a senhorita estava com frio. – droga, minha face estava quente. Provavelmente eu estava corando como um maricas. Mas o que deu em minha cabeça pra cobri-la como se ela fosse minha? – Desculpe-me, senhorita Swan.
Ela deu um sorriso fraco.
– Tudo bem, Edward. Eu estava com frio, realmente. – ela percorreu meu tórax com o olhar e foi subindo até chegar aos meus olhos. Merda, isso foi sexy! Engoli em seco.
Pode ser idiotice da minha cabeça, mas eu podia jurar que uma bolha de sensualidade havia nos envolvido. Nossos olhares estavam conectados, e eu sentia vontade de chegar mais perto dela, de abraça-la e....
O manobrista me estendeu a chave.
Olhei assustado para trás e o carro já estava lá.
Acenei com a cabeça em agradecimento e abri a porta traseira para minha patroa.
Ela parou ao meu lado e me olhou daquela forma altiva porém sensual.
– Obrigada por me acompanhar, Edward. – ela deu um pequeno sorriso de lado.
Sorri como um idiota e assenti. Se eu falasse alguma coisa, com certeza sairia alguma idiotice, então preferi apenas gesticular.
Dei a volta e entrei no carro. Dei a partida e andei alguns metros com o carro, até parar em um semáforo. Eu olhei pelo retrovisor e ela me encarava. Seus olhos já ficavam um pouco desfocados. Sinal que as doses de uísque somadas às taças de vinho tinham feito algum efeito nela.
– Diga-me, Edward. – a olhei atentamente pelo retrovisor. – Quantos anos tem?
– Eu tenho 28 anos. Faço 29 no mês que vem. – sorri enquanto andava novamente com o carro.
– Você é mais velho que eu. – olhei rapidamente pelo retrovisor e pude ver que ela já não me olhava. Ela fitava o nada através da janela. – Eu tenho 24 anos, mas às vezes parece que tenho 50. – senti-me triste pelo seu tom. Ela parecia tão angustiada, tão triste e sozinha.
– Não deve ser fácil comandar uma empresa enorme. – tentei manter o assunto, porém, sem invadir seu território pessoal.
– Não, não é nada fácil. – ela suspirou. – É algo que se eu pudesse ter adiado, eu teria feito, mas as coisas nem sempre saem como planejamos. – ela ficou alguns segundos em silêncio e eu a fitei novamente. Ela ainda encarava o vazio através da janela lateral. – Eu sou uma cadela com você, não sou, Edward? – assustei-me com seu jeito de falar e meus olhos se arregalaram. Ela sorriu. – Rosálie estaria orgulhosa de mim se me ouvisse falando assim. Mas eu sei que sou uma verdadeira cadela com você, Edward. – aumentei meu aperto no volante. Eu queria segurar sua mão e lhe dizer que ela não era uma cadela, era apenas uma jovem mulher que tinha uma responsabilidade muito grande em suas costas. – Você foi muito gentil essa noite, e eu sinto muito se em algum momento aqueles imbecis hipócritas o fizeram se sentir mal.
– Está tudo bem, senhorita Swan. – disse rapidamente.
– Não, Edward. Não está tudo bem. – olhei rapidamente pelo retrovisor e pude vê-la ajeitar uma mecha do cabelo atrás da orelha. – Acho que eu sou hipócrita como eles. Vivo nesse mundo sujo de pessoas que acham que são melhores que todos os outros. – ela sorriu com escárnio. – Os dois caras acompanhados pelas barbies siliconadas são casados com senhoras fúteis e uma delas tem um caso com seu personal trainner. As jovens loiras nem preciso dizer. São farejadoras de diamantes. Tanto que estão indo pra cama com velhos nojentos a troco de jóias, jantares e viagens. – minha mente viajou para uma linda cena quando ela disse “indo pra cama”. Na cena, éramos eu e ela em uma cama. – A mulher mais velha é casada com o idiota que estava ao seu lado. Ele é uma anta nos negócios, ela é sagaz e educada, e vive um romance lésbico com a secretária do marido. – ela suspirou. – Todos ali estavam se achando melhor que você, mas no fundo são podres. Suas vidas são podres e mesquinhas.
– Eu não me senti mal, senhorita Swan. – menti.
– Mas eu fiquei mal. Eu fiquei com raiva quando percebi o que Laurent queria insinuar. Todos ali tem suas vidas amarradas a podridões e se julgaram melhor que você. Mas você, Edward. Você é um cara honesto, trabalhador e educado. No fim das contas, quem era a melhor pessoa à mesa?
– A senhorita é uma boa pessoa, senhorita Swan. – me arrisquei a dizer no momento em que passávamos pela guarita da entrada de sua mansão.
– Não sou, Edward. Eu sou podre como eles. Pensando bem, eu também me julgo melhor por ser quem eu sou. – ela ficou em silêncio.
Eu parei o carro em frente a entrada principal e rapidamente abri a porta traseira. Lhe estendi a mão e ela segurou firme quando saiu do carro.
Seu rosto estava ruborizado e seu olhar continha o brilho da pouca embriaguez. Pouca, porém suficiente para fazê-la trocar um bom par de palavras comigo dentro do carro.
Ela ficou me encarando de um jeito que fez meu coração disparar e minha respiração engatar.
– Me tira uma dúvida. – ela pediu chegando seu rosto mais próximo ao meu. Eu sentia um magnetismo me puxando para seus lábios, e fiz um esforço incalculável para me segurar.
– Cla-c-claro. – gaguejei como um idiota. Ela segurou em meu rosto com sua outra mão, pois uma ainda estava presa à minha, e traçou a linha da minha sobrancelha esquerda com a ponta dos dedos. Ela desceu seus dedos por meus olhos, nariz, bochecha e boca.
– Seus olhos são verdes ou azuis? – ela estava perto demais. Perto demais!
– À- as vezes parecem ve-verdes, mas são azuis. – esclareci aos gaguejos.
– Eu gosto de azul. – ela sorriu e logo nosso contato se cessou. – Boa noite, Edward. – ela caminhou para dentro de sua mansão, desaparecendo logo das minhas vistas.
Encostei minha testa no capô frio do carro.
– Meu Deus, isso realmente aconteceu? – perguntei a mim mesmo.
Guardei o carro na garagem e logo fui para o ponto e peguei minha condução até minha casa.
Como cheguei tarde, todos já haviam se recolhido.
Tomei um banho rápido e me deitei.
O sono não vinha. A lembrança do toque de seus dedos em meu rosto, do seu cheiro inebriante e sua risada rouca não saiam da minha mente.
Ela me acha uma pessoa boa! Minha mente me lembrou. Meu coração se aqueceu com esse fato. Afinal, ela dispensou mais que 20 minutos de conversa comigo.
E ela queria saber a cor dos meus olhos. O que diabos isso significava?
Num estalo, lembrei-me que meu terno ficou com ela.
Sorri. Eu precisava recuperá-lo antes que alguma empregada da casa lavasse. Eu precisava conservar seu cheiro nele.
Não lembro que horas dormi, só sei que eu estava pensando nela.


e então, gostaram? Eu sei que devem ter odiado o jantar, mas é foda, preconceito social é evidente demais para eu deixar fora dessa fic... e bem, parece que o alcool estimulou nossa mocinha a soltar língua um pouco, nao é mesmo?
e ela, digamos que aos poucos, está percebendo que não é melhor que ninguém... e essa duvida se sao verdes ou azuis? de onde ela tirou essa cisma? Hummm... Bem, aos poucos vou incorporar mais os outros personagens da fic... primeiro, preciso apresentar os personagens principais de forma completa pra vcs, nao é mesmo?

beijos

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