FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPITULO 08

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance


Santo Domingo – parte 2
POV Edward
– Edward... – ela gemeu. – Eu sou sua patroa... – tracei beijos do seu pescoço até o queixo e logo tomei sua boca.
– Não estou em horário de serviço. – chupei seu lábio. – E você não está em meus braços como minha patroa. – pressionei minha ereção em seu centro.
– Não? – ela perguntou sem fôlego e sem fazer forças pra escapar.
Desci uma mão por seu corpo, e apertei forte seu seio.
– Não... – guiei nossos corpos até o pequeno sofá. – Você está nos meus braços como a mulher que eu vou fazer minha. – tomei seus lábios nos meus e imprensei seu corpo contra o sofá.
Nosso beijo era desesperado e cheio de paixão. Abri seu fino robe de seda azul, e encerrei nosso beijo para poder apreciar a visão do seu corpo. Isabella estava arfante.
– Linda... Linda, você é muito linda! – exclamei ao ter a visão do corpo de uma deusa.
– Edward, a gente precisa parar. – ela sussurrou sem fôlego.
Imprensei minha ereção em seu centro novamente e fui agraciado com um gemido.
– Não me parece que você quer que eu pare. – eu disse maliciosamente enquanto abria o seu sutiã de renda.
– Edward.. – ela gemeu novamente quando eu continuei com o movimento de imprensar minha ereção em seu centro.
Toquei seus seios agora libertos. Gemi com a sensação de ter aqueles seios pequenos porém firmes em minhas mãos.
– Se entregue pra mim, Isabella. – sussurrei em seu ouvido. – Do que você tem medo? – meu corpo queimava pelo dela.
Desci uma mão por seu corpo e a toquei por cima da calcinha.
– Hum... Você está quente. – atravessei a barreira da calcinha e toquei sua entrada com um dedo. – Porra, Isabella! Você está encharcada por mim. – rugi como um leão feroz quando encontra sua presa.
Ela me queria. Ardia de desejo por mim.
Olhei para seu rosto e ela estava vermelha e mordendo o lábio. Sorri.
– É tímida? – ela desviou o olhar e meu sorriso aumentou. – Você é tímida na cama? – ela me olhou com uma expressão determinada.
– Para de falar! – ela ordenou e me puxou para outro beijo urgente.
Porra, ela também me desejava!
Rasguei sua calcinha com brusquidão e a levantei do pequeno sofá, fazendo-a agarrar-se ao meu corpo, uma perna de cada lado da minha cintura, e o nosso beijo nunca se interrompeu.
Beijando e esbarrando nos móveis, a levei para o quarto da suíte e me joguei na cama com ela. Minha ereção ameaçava arrebentar o fecho da minha bermuda.
Nunca me senti tão excitado em toda minha vida.
Levantei-me e me deliciei com a visão de Isabella nua na cama, bem à minha frente.
Ela me olhava com aquele brilho de desejo e excitação. Seu rosto corado, linda!
Retirei minha blusa rapidamente, e desci minha bermuda, ficando apenas de cueca.
Ela desviou o olhar.
– Você é realmente tímida? – perguntei ao notar seu desconforto em assistir eu me despir.
– Nã-não, claro que não. – ela gaguejou uma resposta. Eu sorri.
– Nesse caso... – abaixei minha cueca de uma vez, libertando finalmente meu membro que clamava pelo calor do corpo de Isabella. Ela arregalou os olhos e fitou intensamente minha dura ereção. – Gosta do que vê? – ela corou.
Subi na cama novamente e cobri seu corpo com o meu. Tremi pelo contato pele com pele.
Alisei seu rosto de forma carinhosa.
– Não sabe o quanto te quero. – beijei seus lábios. – O quanto te quis desde a primeira vez que te vi. – tomei seus lábios e a beijei de forma lenta e sensual.
Direcionei meu membro em sua entrada e empurrei.
– Merda, você é muito apertada. – forcei um pouco mais, mas parei. – Você é virgem? – Isabella arregalou os olhos.
– Não, claro que não. – negou rapidamente.
– Mas não transou muitas vezes, então. – afirmei e ela corou.
– Dez ou onze vezes, e faz mais de três anos. – ela declarou tímida.
– Merda, eu vou te machucar se continuar. – meu tesão só aumentava ao saber que era tão apertada e que não foi pra cama muitas vezes. – Eu vou fazer de um jeito que vai ser bem gostoso pra você. – disse ao seu ouvido e desci beijos por seu pescoço, colo e parei ao chegar aos seus seios.
Lambi e chupei um mamilo, enquanto manipulava o outro com meus dedos.
Isabella arqueou seu corpo e agarrou meus cabelos.
Desci meus beijos por sua barriga lisa e encontrei seu sexo brilhante de desejo.
Inalei seu cheiro e algo dentro de mim despertou. Um lado feroz que eu não conhecia em mim. Um desejo insano por essa mulher quase inexperiente. Um desejo de marca-la como minha pra sempre. Uma vontade de fazê-la delirar de prazer pra ela nunca mais querer outro homem em sua vida.
Segurei firme em sua cintura e passei a língua bem de leve em seu clitóris.
– Oh... – Isabella gritou enquanto seu corpo todo tremia. Ela segurou em meus cabelos novamente. – Não... Não faz isso. – pediu com voz arfante.
– Por quê? Não gosta? – indaguei. Ela mordeu o lábio de forma hesitante novamente. – Alguém já fez isso em você, Isabella? – ela corou e negou. – Quantos namorados já teve? Quantos, Isabella?
– Um.. Eu só tive um... Na faculdade... – ela dizia ainda arfante.
– Devia ser uma merda como homem em te negar essa carícia. – subi em seu corpo novamente e fiquei cara a cara com ela. – Me responda com sinceridade. Você já teve um orgasmo? – ela desviou nosso olhar. Segurei em seu queixo e a fiz me encarar. – Você nunca teve um orgasmo, é isso? – ela respirava com dificuldade, eu podia ver o constrangimento em seus olhos.
Beijei seus lábios vagarosamente e depois a olhei nos olhos.
– Agora você encontrou um homem de verdade, e eu não vou sossegar enquanto você não desfalecer de tanto prazer. – desci meus beijos por seu corpo novamente e abocanhei seu sexo com fome, com vontade de provar dessa mulher que ainda não conhece o prazer, mas que o conhecerá em meus braços.
– Óh, por favor... Por favor... – ela pedia desesperada.
Eu chupei forte o seu clitóris e introduzi um dedo em sua entrada molhada.
As coxas de Isabella prenderam minha cabeça e seu corpo começou a convulsionar.
– Óh meu Deus... óh meu Deus...Eu não aguento... – ela dizia desesperada.
Lambi freneticamente seu músculo pulsante e aumentei a força das estocadas com meu dedo. Senti as paredes de seu sexo se contraírem. Ela estava gozando.
Dei uma última lambida em seu clitóris e parei para ver o espetáculo.
Sua cabeça jogada pra trás, suas mãos agarravam os lençóis, suas coxas agora mais abertas libertando minha cabeça e seu corpo todo tremendo.
– Isso é lindo de ver... – murmurei enquanto retirava meu dedo de sua feminilidade e subia em cima de seu corpo novamente. – A coisa mais linda que já vi em toda minha vida. – disse ao seu ouvido.
– O que... Foi... Isso? – ela perguntava arfante, quase sem voz.
– Isso, minha linda, fui eu te dando seu primeiro orgasmo. – sussurrei ao seu ouvido. Me regozijei por saber ser o homem a apresentar o prazer a Isabella.
Ela sorriu verdadeiramente pra mim, e eu me senti um pouco mais apaixonado nesse momento.
– Foi maravilhoso... – ela murmurou relaxada pelo prazer.
– Ainda não acabamos, linda. – me posicionei em sua entrada. – Meu pau não abaixou um minuto sequer. Ele está com fome de você. – disse ao seu ouvido e Isabella prendeu a respiração.
Entrei em seu corpo ainda com certa dificuldade, mas ao conseguir penetrá-la totalmente, me senti no céu.
Fiquei parado por um instante, tentando não gozar.
– Você é apertada demais. – grunhi controlando meu prazer.
Ela fechou os olhos.
– Me olhe, Isabella. – ela me obedeceu. – Agora você já é minha. – sussurrei em seus lábios e a beijei com paixão enquanto saia quase totalmente de seu corpo e voltava com uma estacada forte e dura.
– Humm... Hum... – ela gemia desesperada em meus lábios.
Soltei seus lábios e encostei nossas testas. Olho no olho. Eu podia ver o claro prazer que ela sentia.
– Você é minha. Totalmente minha. – grunhi quando uma vontade de gozar avassaladora se apossou do meu corpo. – Preciso que você goze comigo.
– Sua... – ela murmurou. – Isso é muito bom. – gemeu entregue.
Segurei em uma coxa dela e a inclinei, engatando em minha cintura, causando assim uma penetração mais profunda. Passei a estocar com mais força.
Eu já sentia meus músculos se retesarem, meu pau pulsava e estava a ponto de se libertar.
– Goza, Isabella. – estoquei com toda minha força e me derramei dentro dela, no mesmo momento em que percebi Isabella se agarrando a mim com força e tremendo de forma violenta.
Deixei meu corpo cair em cima do seu. Eu estava arfante, anestesiado pelo prazer e feliz.
Levantei a cabeça para olhar o rosto de Isabella e percebi suas lágrimas. Segurei em seu rosto, desesperado.
– Minha linda, eu te machuquei? – perguntei aflito. Ela tomou fôlego e abriu os olhos um pouco vermelhos e brilhantes.
– Não... – ela sorriu de leve. – Eu nem sei porque chorei... Teve um momento que o prazer era tanto que as lágrimas vieram. Eu nem sabia que isso existia... Meu Deus, não sinto minhas pernas. – nós sorrimos.
– Não sabe como você está me fazendo feliz. – beijei delicadamente sua testa. – Não durma. – sussurrei quando ela fechou os olhos. – Eu quero mais. Quero muito mais. – ela abriu os olhos e sorriu.
– Não sei se aguento. Nunca foi assim pra mim. – nesse momento, ela não se parecia com a mulher fria e decidida. Ela parecia uma mulher quente e apaixonada, que confia em seu homem.
Senti meu membro endurecer novamente. Eu ainda estava dentro dela. Dei uma leve estocada.
– Hummm... – ela gemeu e sorriu.
 Tá vendo como você aguenta? – nós sorrimos e voltamos a nos amar. O resto da noite.
Não me lembro que horas adormeci. Só sei que estava exausto, feliz e com a mulher por quem sou apaixonado em meus braços.
POV Isabella
Flutuando.
Eu sentia meu corpo flutuando após horas de prazer.
Ver Edward em trajes despojados despertou meu corpo de uma forma que não sei explicar. Suas roupas, apesar de simples, me mostravam o quão simples e másculo ele era.
Ao ver seu sorriso brilhante quando entrou no mar. A felicidade de um menino, eu não resisti e entrei no mar com ele também. Há anos não tinha um momento como aquele. Eu nunca tinha tempo.
Mas olhar seu peito nu e molhado. Seus olhos azuis brilhantes, sua boca convidativa, foi difícil resistir, e quando ele me beijou, nada mais importava. Foi o segundo cara que beijei em minha vida, mas posso afirmar que ele tem o melhor beijo que deve existir.
Mas eu fugi.
Eu não podia acreditar que eu havia beijado o motorista.
O rosto do meu pai apareceu pra mim no mesmo momento. O que eu estava pensando? Ter um caso com o motorista? Perder o foco da empresa?
Fiquei em minha suíte durante o resto do dia. Consegui cochilar um pouco, mas logo fui acordada por meu telefone que tocava insistentemente.
Minha equipe havia chegado à Santo Domingo. Ótimo, eu havia esquecido o motivo pelo qual resolvi vir até aqui. Quer dizer, foi um pretexto para conseguir viajar com Edward e saciar esse desejo insano que venho sentindo por ele. Mas eu havia percebido a tempo o grande erro que eu estava prestes a cometer.
Deixei um recado na recepção para ele me procurar em minha suíte. Eu iria conversar com ele e explicar que o beijo foi um erro, coisa de momento e iria pedir pra esquecer esse acontecido.
Mas quando o vi perdi a fala. Perdi a capacidade de raciocinar também, e só lembro de estar sendo imprensada contra o sofá e seu corpo glorioso aquecendo o meu.
Ele me despiu, me carregou pra cama e me olhou como se fosse me devorar. Ele retirou sua roupa e todo meu controle foi por água abaixo quando vi seu corpo nu.
Ele falava coisas que me deixavam extremamente envergonhada. Coisas que Mike não falava. Ele me beijou toda, e meu corpo explodiu em um prazer que eu nem conhecia quando me provou intimamente.
Depois ela invadiu meu corpo e fez de um jeito tão bom, que não consegui me conter e chorei de prazer.
E ele me deu prazer a noite toda.
Agora, eu estava em seus braços, nessa cama enorme, nua e devastada de tantos orgasmos que tive.
Olhei para aquele rosto lindo. Um anjo.
Toquei de leve seus lábios que tanto prazer me deram essa noite.
– Como eu queria poder fazer isso... – eu sussurrei. – Mas eu não posso... Não posso.
Encarei a enorme porta de vidro que dava para a sacada do quarto.
O dia já estava nascendo. Se eu havia dormido duas horas, foi muito.
Lentamente, saí de seus braços e gemi ao sentir uma pontada em meu sexo. Eu estava muito ardida.
Caminhei silenciosamente para o banheiro e tomei um rápido banho.
Vesti apenas um roupão e fui para a pequena sala da suíte.
Liguei meu notebook e conferi meus e-mails. Trabalhar sempre me ajudava a clarear a mente.
Pensei em meu pai novamente.
Ele ficaria muito irado se soubesse o que eu havia feito.
Eu pensei que uma vez só, fosse satisfazer meu desejo por Edward, mas acho que piorou.
Porém, eu não podia continuar com isso. Não posso desviar meu foco da empresa. Não tenho tempo para relacionamentos e muito menos com uma pessoa pobre. Ele não sobreviveria em meu meio social.
Olhei hesitante para a porta do quarto.
Eu o queria tanto!
Gemi frustrada.
O que está acontecendo comigo?
Eu fui preparada a vida toda pra ser uma grande empresária. Não posso desviar meu foco por causa de um homem. Meu pai se decepcionaria muito.
E ao lembrar de meu pai, lembrei de algo muito importante também.
– Merda, não usamos camisinha! – exclamei irritada.
POV Edward
Acordei com os raios de sol que se infiltravam pelo vão da cortina.
Sorri ao lembrar da noite que vivi.
Céus, eu fui pro paraíso. Eu tive Isabella em meus braços e ela se entregou de forma tão apaixonada que fez meu coração se encher de esperanças.
Tateei a cama à procura do seu corpo, mas só encontrei o vazio.
Sentei-me na cama e procurei freneticamente pelo quarto. Gemi frustrado ao constatar que estava sozinho.
Fui até o banheiro e joguei uma água no corpo, me sequei e amarrei a toalha na cintura. Minhas roupas estavam espalhadas pelo quarto.
Saí à procura de Isabella e a encontrei na sacada da suíte, sentada à mesa tomando suco e mexendo em seu notebook.
Trabalhando como sempre.
Sorri e fui até ela em silêncio.
Me abaixei e lhe roubei um beijo de surpresa.
– Bom dia, minha linda. – seu corpo se retesou pelo susto, eu sorri. – Trabalhando já? – sentei-me em uma cadeira ao seu lado. – É bom que esteja tomando seu desjejum, precisa recuperar as energias pra eu poder gastá-las novamente. – disse malicioso enquanto a puxava para mais um beijo.
Ela não correspondeu e eu franzi o cenho intrigado.
– O que houve, minha linda? – perguntei enquanto alisava seu rosto. Ela me olhou de forma torturada, mas logo desviou seu olhar.
– Não houve nada, e por favor me chame pelo meu nome, não sou mulher de apelidinhos. – disse de forma ríspida.
Senti como se tivesse levado um soco no estômago. O que aconteceu?
– Des-desculpe Isabella, eu não sabia que você não gostava. Ontem você não reclamou sobre isso... – murmurei totalmente constrangido. – Mas tudo bem, isso é só um detalhe. – sorri tentando quebrar a tensão. – Você me deixou sozinho na cama. Acordei e senti falta de ter seu corpo em meus braços. – falei manhoso, me aproximando de seu corpo e beijando seu ombro.
Ela se esquivou do meu carinho e meu coração se apertou. O que estava havendo?
– Edward, temo que você esteja confundindo as coisas. – ela falou de forma seca.
– Isabella, eu não estou entendendo. Me explica porque você está assim, por favor. – pedi já à beira do desespero. – Ontem você... – ela me interrompeu.
– Ontem foi um erro. – disse categórica. Senti uma pontada forte em meu coração. O ar parecia faltar. – Mas já que aconteceu, não vou me lamentar pois não sou mulher de me arrepender. Só peço que seja discreto quanto ao acontecido.
– Você acha que vou sair contando pra todo mundo que fizemos amor? – perguntei irritado e angustiado.
– Somos adultos e podemos encarar o fato que fizemos... – ela hesitou. – Sexo. No trabalho as coisas continuarão normais e à propósito, após o almoço você vai me levar até a fábrica. Hoje realizo meu discurso.
Levantei da cadeira de forma brusca.
– Isabella, o que está acontecendo aqui? O que mudou de ontem pra hoje? Por favor, me explica, porque eu sinceramente não estou conseguindo entender sua mudança. – pedi desesperado.
– Não houve nada. – ela disse de forma calma e seca enquanto tomava um gole de seu suco. – Nós... Transamos e ponto. Nada além disso. – deu de ombros.
– Nada além disso? – eu gritei indignado.
Ela me olhou de uma forma estranha. Seus olhos continham um brilho de tristeza, mas seu rosto era impassível, não me expressava nada.
– Edward, o que você esperava? – ela sorriu com escárnio. – Esperava que ficássemos noivos depois disso? Que nos casássemos e tivéssemos cinco filhinhos loiros de olhos azuis? – senti a ardência das lágrimas em meus olhos, mas me obriguei a não derramá-las.
– Eu não esperava isso. Não precisa falar dessa forma comigo. – disse ressentido. – Mas eu esperava ter significado algo pra você. Droga Isabella, eu te fiz mulher essa noite. – a cortei quando ela ameaçou falar algo. – E não venha me dizer que é mentira, pois sei que você teve outro antes, mas esse outro não te deu prazer, provavelmente até te machucou. Eu, está me escutando? Eu te fiz mulher! Você tremeu em meus braços, gemeu meu nome. – me abaixei em sua frente, tomando seu rosto em minhas mãos. – Você chorou ontem quando fizemos amor. Será que isso não significou nada? Céus Isabella, você chorou de prazer. Você se entregou pra mim. Por que você está fazendo isso agora? – por um instante percebi um brilho de dor em seus olhos, mas eles logo ficaram gélidos, assim como sua face.
– Não vou mentir. Você é muito bom no que faz. Eu realmente apreciei o... Sexo entre nós. – ela se livrou de minhas mãos e se levantou. – Agora eu peço que coloque sua roupa e leve tudo como sempre foi. Eu sou sua patroa e você meu funcionário.
Me custou toda uma vida me levantar e encará-la. Ela falava sério. Ela estava me desprezando após ter se entregado da forma mais apaixonada possível.
– Se é isso que quer. – fui para o quarto, tirei a toalha que estava enrolada em minha cintura e rapidamente peguei minhas roupas e as vesti.
Passei pela sala da suíte e ela estava ao telefone com alguém. Ao me ver, desligou imediatamente e me encarou.
– Você ainda não está em horário de serviço até depois do almoço. Então se quiser dormir, ir à piscina ou à praia, fique à vontade. Almoce também à vontade. Eu vou precisar de você às duas horas em ponto. Esteja vestido adequadamente e com o mapa da cidade em mãos. Me encontrarei com o grupo que solicitei na fábrica. Bem, você me conhece, não gosto de atrasos.
A olhei indignado.
– Como você consegue? – ela me olhou como se não entendesse. – Você faz amor comigo como uma mulher apaixonada, você dorme em meus braços, depois você me despreza da pior forma possível e agora fala sobre trabalho como se nada tivesse acontecido. – desabafei.
– É por isso que sou uma empresária de sucesso. Não deixo nada interferir em meu trabalho. – ela disse simplesmente.
Virei-me irado e abri a porta.
– Ah Edward, nós acabamos... Transando sem proteção. Não teremos problemas com algo indesejável, pois tenho meus meios de prevenção. Mas peço que assim que chegarmos à Indianápolis, que faça um exame de DST’s e me entregue o resultado. Sabe, pra deixar tudo esclarecido. – ela disse de forma prática.
Meu coração se afundou. Eu saí daquela suíte antes que ela visse a humilhação escorrer por meus olhos em formas de lágrimas.
Entrei em minha suíte e me joguei na cama.
Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Tinha que ser um pesadelo. Como a mulher doce e quente que esteve em meus braços ontem se transformou nessa mulher fria e prática que encontrei essa manhã?
[...]
Às duas em ponto eu estava parado ao lado do carro que foi solicitado, e já estava hotel.
Não consegui comer muita coisa do meu almoço. Minha garganta ainda estava fechada. Havia um nó ali, um choro contido que eu recusava a libertar. Eu não queria chorar mais por ela. Nunca havia chorado por uma mulher antes.
Sempre fui um cara bem resolvido sexualmente, não fui de ter muitas namoradas, mas tive muitas amantes e encontros de uma noite só.
E justamente quando me apaixonei...
Meus pensamentos foram interrompidos quando escutei o barulho dos seus saltos.
Ergui minha cabeça, abri a porta do carro e fingi alisar uma ruga inexistente em meu terno.
Não a cumprimentei e nem estendi minha mão para ajuda-la a entrar no carro.
Ela entrou em silêncio, eu fechei a porta e caminhei até a porta do motorista.
Com o carro já na estrada, eu ia me orientando pelo mapa que eu havia trago. O silêncio dentro do carro era esmagador.
Chegamos em frente a fábrica. Eu parei o carro, abri a porta e ela saiu em sua glória num terninho preto, os cabelos presos num penteado formal, e aqueles mesmo óculos escuros que sempre me esconderam seus olhos.
Os seguranças que estavam nos seguindo de longe se aproximaram e armaram uma escolta para ela entrar na fábrica. Alguns funcionários, todos de terno, já a aguardavam sorridentes.
– Eu vou entrar e fazer meu discurso agora. Você não gostaria de entrar e participar da cerimônia? – ela perguntou de forma educada porém distante.
– Não, obrigado. Vou esperar a senhorita aqui. Como é o meu dever. – disse de forma automática e fechei a porta. Dei as costas a ela e nem vi sua reação.
Fria como é, provavelmente nem se abalou pela minha resposta.
Duas horas se passaram e ela apareceu novamente. Abri a porta, ela entrou escoltada pelos seguranças, e logo já estávamos na estrada rumo ao hotel.
Outra vez o silêncio imperou dentro do carro.
Chegamos ao hotel, eu abri a porta para ela na entrada do hall. Ela saiu, eu fechei a porta e logo virei-me para entrar no carro novamente.
Guardei o carro no estacionamento, após dispensar o manobrista e fiquei alguns minutos pensando na montanha-russa de emoções que vivi 24 horas.
Eu fui ao céu e ao inferno em muito pouco tempo.
Como eu poderia conviver com ela daqui em diante?
Como eu conseguiria ser profissional? Hoje foi um desastre. Eu fui seco e rude. E isso foi um pré-requisito para o preenchimento da vaga. Ser simpático e agradável.
Saí do carro e voltei ao hotel.
Jantei antes de subir ao meu quarto. A comida não tinha gosto pra mim.
Meu coração e orgulho estavam feridos. Eu estava devastado.
Subi para meu quarto e tomei uma ducha. Iríamos embora no outro dia pela manhã. Pelo menos isso.
Vesti apenas o roupão, já que não tinha mais roupas limpas para usar, além do terno.
Sentei-me na pequena sacada da suíte e repassei em minha cabeça a noite passada.
Isso só serviu pra me fazer sofrer mais.
Ela se entregou. Ela confessou que era inexperiente. Ela me deixou amá-la e ensiná-la o que é o prazer. O que havia mudado de ontem para hoje?
Agarrei meus cabelos em desespero.
A dor em meu peito era dilacerante.
Ela me desprezou da pior forma nessa manhã, e pra terminar de pisar em mim, ela me pediu um exame de DST’s. Tá certo que é o prudente a se fazer. Mas porra, isso doeu muito. Eu nunca transei com uma mulher sem camisinha. Não confiava em nenhuma.
Mas nela eu confiei, não só meu corpo, mas meu coração e minha alma na nossa noite de amor.
Eu, definitivamente, não conseguiria mais trabalhar pra ela depois do que vivemos.
Decidido, eu saí da minha suíte, ainda de roupão. Seu quarto era logo ao lado do meu, só por muito azar eu seria flagrado por outro hóspede no corredor.
Toquei o interfone à sua porta.
Toquei novamente, impaciente por ela estar demorando atender.
Logo a porta foi aberta por uma Isabella descalça, ainda com a roupa que foi à fábrica, porém sem o blazer, e com um olhar torturado.
– Eu me demito! – eu disse decidido.
Seu rosto se tornou lívido.
– Você não pode se demitir. Eu te proíbo de fazer isso. – gritou exasperada.
– Eu tenho o direito de me demitir, e é isso que estou fazendo. – declarei decidido.
– Você assinou um contrato de um ano, e só trabalhou duas semanas para mim. Sua multa será absurda e você não tem dinheiro pra me pagar, portanto, você continua trabalhando pra mim. – ela disse firme e eu fiz uma careta ao lembrar-me disso.
– Me libere desse contrato, Isabella. Não tem porquê ficarmos convivendo um com o outro. – pedi impaciente.
– Não! – declarou enérgica. Dei um passo rápido em sua direção. Ficamos de corpos colados.
– Por que, heim? Por que você ainda me quer sendo seu motorista? Pra me humilhar mais? – segurei em seu rosto e a fiz me olhar. – Me responde, Isabella. – pedi irritado.
Ficamos naquela guerra de olhares por uns instantes.
– Responda, Isabella... – murmurei quando a nossa tensão era quase palpável. Nossos olhos não se desconectavam, e isso era algo viciante. – Me diga porque... – eu não terminei a frase.
Ela segurou em minha nuca e me beijou com fúria.
Meus braços a rodearam e a carreguei para dentro da suíte, chutando a porta para fechá-la.
Nos joguei na cama e nosso beijo continuava alucinado, cheio de desejo e raiva.
– Você me quer... – disse descendo beijos por seu pescoço.
– Você vai ser um problema... – a escutei sussurrar antes de tomar minha boca novamente.

E então, me odeiam, me amam ou os dois? rsrsrsrs essa Isabella não vai se entregar fácil, mas ela já demonstrou não saber ficar sem ele... bem, essa viagem ainda tá light, quando voltarem os problemas vão além... enfim... vocês ainda vão me odiar muito, me ameaçar parar de ler minha fic, mas ainda vão se apaixonar por esse casal mas ainda... pelo menos eu espero..

então, até amanhã?

beijos beijos, obrigada pelos comentarios

2 comments :

  1. Meu deus!! Acho que isso está me deixando ainda mais louca por eu me imagino! ''Sei que lá, Isabella...'' porra! (desculpe pela palavra) eu estou amando!! Doida por mais <3

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