FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPITULO 09

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance



Voltando pra casa
POV Edward
Acordei um pouco desnorteado. O sol já brilhava alto e invadia a suíte.
Senti o corpo quente de Isabella em meus braços. Ela parecia dormir tranquila.
Puxei o lençol, cobrindo nossos corpos. Após uma noite intensa de amor, dormimos exaustos nos braços um do outro sem trocar sequer uma palavra. E ter a visão do corpo nu de Isabella em meus braços não ajudaria no meu autocontrole nesse momento.
Eu não voltaria a dormir e não sabia o que fazer nesse momento.
Não sabia se levantava e saía de lá sem ela perceber. Não sabia se esperava ela acordar e veria qual seria a sua reação. E se ela me desprezasse de novo eu não aguentaria.
Ontem, eu havia acordado como um homem realizado. A procurei doido pra enchê-la de carinho e mimá-la o tempo todo. Mas depois do balde de água fria, eu não conseguiria ter essa mesma atitude hoje.
Decidi que eu permaneceria no quarto até ela acordar, mas não lhe entregaria meu coração de bandeja pra ela massacrar novamente.
Alguns minutos depois, senti Isabella se mexer em meus braços e de repente seus olhos estavam abertos.
Ficamos nos encarando em silêncio. Eu não sabia o que falar. Não sabia se eu tinha a Isabella quente e apaixonada em meus braços, ou a Isabella fria e calculista.
– Bom dia. – ela sussurrou.
– Bom dia, Isabella. – eu respondi automaticamente.
Ela se levantou, mas logo puxou o lençol para se cobrir quando me viu encarando seu corpo nu.
– Ér... Eu vou... Vou tomar uma ducha. – ela começou meio incerta. – Eu... Bem... Você quer... – eu a interrompi.
– Tudo bem, não precisa falar. Eu vou pegar minhas roupas e já vou indo. – me levantei e peguei meu roupão. – Ah, agora me lembrei, eu não estava com roupas ontem. Apenas o roupão. – o vesti rapidamente e fui até a porta da suíte.
– Espere. – ela pediu em voz baixa. Eu a olhei já esperando mais algumas palavras que me machucariam. – Você... Você não precisa ir. – ela segurava forte no lençol que cobria sua nudez.
– Por quê? – caminhei em sua direção. – Ah, já sei. Você ainda não me humilhou hoje. Tudo bem, pode ir tomar uma ducha, eu vou ficar aqui sentadinho esperando você sair pra poder me botar no meu lugar de simples empregado. – sentei novamente na cama e a encarei.
Ela desviou nosso olhar, totalmente desconcertada.
– Eu queria que você tomasse o café da manhã comigo. – ela disse em voz baixa e eu me espantei pelo pedido.
Talvez em tenha pegado pesado com ela.
Não! Ela pegou pesado comigo ontem. Mas eu não conseguia ver aquele rostinho lindo, aquele corpo maravilhoso em minha frente e continuar fingindo frieza.
– Tudo bem. – eu cedi e ela caminhou até o banheiro. Antes de ela entrar e fechar a porta eu a chamei. – Isabella? – ela me encarou mordendo o lábio. – Eu posso tomar um banho? Com você? – ela hesitou por uns instantes.
– Po-pode. – ela cedeu e entrou no banheiro.
Esperei alguns minutos e logo entrei também.
Ela estava se ensaboando, seus cabelos molhados caindo colados em suas costas, seu corpo delgado totalmente nu e cheio de espuma. Senti meu membro endurecer.
Abri o box e entrei. Ela abaixou a cabeça em claro sinal de constrangimento, e me deu o lugar embaixo do chuveiro.
Eu molhei meu corpo todo, ensaboei-me e retirei o excesso de sabão. O tempo todo, ela ficou no canto me observando.
– Está estranho. – eu comentei enquanto ainda retirava o sabão completamente do meu corpo.
– O que está estranho? – ela ainda não me olhava.
– Eu, você.... Nós. – suspirei. – Você não é assim, eu não sou assim. Nós não estamos à vontade aqui. Eu acho melhor eu terminar meu banho e ir pra minha suíte. – desliguei o chuveiro e peguei uma toalha pendurada do lado de fora do box. – Só me diga a que horas devo estar pronto. – parei em sua frente e esperei por uma resposta.
Ela abaixou a cabeça e se recostou na parede.
– Você está diferente... – ela comentou ainda de cabeça baixa. – Você ainda quer se demitir?
– Você vai me liberar do contrato? – ela levantou a cabeça rapidamente e me olhou nos olhos de forma decidida.
– Não! De forma alguma! – disse rapidamente.
Gemi frustrado enquanto agitava meus cabelos.
– Droga, Isabella. Me diz o que você quer de mim. Nós fizemos amor, aí depois você me humilhou, de noite quando eu quis me demitir você não permitiu. Você me beijou e fizemos amor de novo. Agora você está aí, nem consegue olhar pra mim, e quando eu pergunto se você vai me liberar do contrato, você diz que não. – joguei a toalha no suporte e segurei em seus ombros. – Me diz o que você quer.
Ficamos nos encarando. Olhos nos olhos. Respiração acelerada.
– Eu quero você. – ela sussurrou.
Encostei nossos corpos. Envolvi sua cintura com meus braços, encostei nossas testas. Tão bom sentir seu corpo no meu, nos meus braços.
– Você me quer? – perguntei só pra ter o prazer de escutar novamente.
– Eu não podia querer. Eu não deveria querer. Mas eu te quero. Quero muito, e não consigo lidar com ideia de você sair de perto de mim. – tomei seus lábios num beijo apaixonado e cheio de desejo.
Imprensei seu corpo contra a parede, e esfreguei minha ereção em seu centro. Ela gemeu em meus lábios e eu já estava a ponto de toma-la ali mesmo no banheiro.
Ela encerrou nosso beijo, um pouco arfante e me empurrou de leve.
– Edward... Não, eu não consigo. – empurrei novamente minha ereção em seu centro. – Não Edward, eu estou dolorida ainda. Acho que não consigo fazer agora. – só então eu me dei conta da besteira que estava prestes a fazer.
Tomei seu rosto em minhas mãos.
– Isabella, me desculpe. Eu não tinha intenção de te machucar. Me perdoe, por favor. Eu nunca te forçaria a nada. Me desculpe, eu não pensei... – gemi frustrado. – Eu não tinha intensão de te machucar, é que ter você nua nos meus braços e dizendo que me quer, foi além do meu controle.
Ela sorriu tímida.
– Tudo bem, eu sei que você não me machucaria. – ficamos nos olhando. – Acho melhor eu me secar e sair. Estou com fome. – eu assenti bobamente e assisti ela se secar a deixar o banheiro.
Encostei meu corpo na parede gelada do box.
Céus, ela confessou que me quer. Ela disse que não consegue ficar longe de mim.
Sorri como um idiota.
Agora eu tinha esperanças, e eu faria de tudo pra conquistar essa mulher. Minha linda, meu anjo.
[...]
Demorei um pouco mais a sair do banheiro. Digamos que eu dei uma aliviada em minha tensão.
Passei pelo quarto pegando o meu roupão e fui até a sala. Avistei Isabella na sacada, com seu notebook e tomando um suco. A mesma cena de ontem.
Senti um calafrio passar por meu corpo ao lembrar disso. Será que ela voltaria a me humilhar?
Não, ela não faria isso. Ela estava diferente. Me agarrei a isso para me aproximar dela. Decidido a conquista-la com a única coisa que eu poderia oferecer pra ela, meu carinho, eu me aproximei a me sentei ao seu lado.
– Trabalhando? – ela assentiu sem tirar os olhos da tela, e alguns instantes se passaram naquele silêncio esmagador.
Ela fechou o notebook e me encarou.
– Eu pedi o nosso desjejum, está de acordo com o que você gosta? – eu olhei para a mesa cheia de coisas gostosas.
– Se eu gosto? Acho que se eu comer isso tudo, eu fico uns três dias sem comer. – ela sorriu.
– Eu gosto desse seu jeito. – sem me controlar, inclinei meu corpo para perto do seu e beijei seus lábios.
Me afastei minimamente e olhei dentro dos seus penetrantes olhos castanhos.
– O que nós temos? – antes que ela desviasse o olhar, eu segurei em seu queixo e a obriguei a me encarar. – Eu preciso saber. Não quero mais discutir ou me desentender com você. Apenas quero saber o que nós temos.
– Nada. – tomei uma profunda respiração me afastando dela, quando ela me disse isso. – Não, não foi isso que eu quis dizer. Eu disse nada, no sentido de que não estamos namorando. Quer dizer, eu não posso namorar. Eu sou muito ocupada, você sabe disso, eu não posso desviar o foco da minha atenção, que no momento tem que ser toda da minha empresa. Mas nós temos alguma coisa, eu só não sei o que é. Eu quero você comigo, isso é a única coisa que eu posso te dizer. – ela falou tudo num fôlego só, atropelando um pouco as palavras. Eu sorri e alisei seu rosto com carinho.
– Você me querer, por enquanto, é o que me basta. – beijei seus lábios novamente.
Tomamos nosso café conversando assuntos diversos. A cada minuto que passava, e Isabella me contava sobre sua infância e sua adolescência, eu ficava com uma grande raiva do que o pai dela havia feito. É óbvia a devoção dela pelo pai, por isso eu não me expressava, mas eu fervia de raiva por saber que ela não viveu. Só estudava o tempo todo, nunca teve amigos, não saía, não teve juventude.
Mais tarde, fui para minha suíte, tomei outro banho e vesti meu terno.
Nós almoçaríamos e partiríamos logo em seguida.
O almoço foi ótimo, ela ria das minhas histórias do interior, e de todas as minhas brigas com Emmett, que sempre terminava nos dois ficando de castigo.
Dentro do carro, à caminho do aeroporto, nós continuamos conversando de forma descontraída. Eu podia ver que Isabella sorria de verdade a cada piada idiota que eu contava, a cada elogio bobo que eu dava a ela.
Eu sabia que isso logo ia mudar. Mas eu estava decidido a conquista-la, e eu não a deixaria me afastar dela.
Nosso voo foi tranquilo. Dormimos a maior parte do tempo. E quando ficamos acordados, estávamos nos beijando e nos esfregando como dois adolescentes na poltrona do jatinho.
– A comissária vai ver. – ela sussurrou quase ar.
Eu estava praticamente em cima dela, com a mão por dentro do seu vestido, tocando sua intimidade por cima da calcinha.
– Ela não vai vir agora não. – mordisquei o lóbulo de sua orelha. – Vamos combinar então, você goza e eu te libero. – ultrapassei a barreira da sua calcinha e toquei sua feminilidade encharcada. – Eu amo o jeito como você fica molhada por mim, Isabella.
– Sim... Tão bom... – ela gemeu quando deslizei um dedo em seu canal apertado. Passei a estocar forte. Eu queria que ela gozasse logo.
– Eu amo fazer você gozar, minha linda. – curvei meu dedo dentro dela, atingindo aquele ponto que eu sabia ser prazeroso para as mulheres. Isabella mordeu meu ombro com força enquanto seu sexo pompeava meu dedo.
Aos poucos, sua respiração voltou ao normal. Ela me olhou ainda sorrindo.
– Você ainda vai acabar comigo. – biquei seus lábios.
– Adoro acabar com você desse jeito. – nós rimos com vontade.
Logo a comissária entrou no compartimento para nos informar de que já iríamos pousar.
[...]
Assim que desembarcamos, avistamos dois seguranças da casa de Isabella. Um deles me entregou às chaves do carro, e caminharam para o carro deles, que nos acompanharia de longe, como Isabella gosta. Segurança discreta, ela sempre diz.
Abri a porta do carro pra ela e sorri.
– Senhorita Swan. – ela passou direto, sem falar comigo, empinando aquele narizinho lindo.
Olhei para todos os lados para garantir que ninguém estava vendo, e antes de ela se sentar no banco traseiro, dei um tapa estalado em sua bunda.
Ela me olhou espantada, e eu apenas pisquei pra ela e fechei a porta quando ela sentou ainda boquiaberta.
Entrei no carro dei a partida, rumo ao bairro de Carmel, onde sua mansão ficava.
– Esse tapa foi inadmissível, você será punido por isso. – ela disse indignada.
Eu a encarei pelo retrovisor.
– Estou doido pra ser castigado por você. Podemos usar chicotes e algemas? – ela jogou a cabeça pra trás e gargalhou. Era maravilhoso aquele som para os meus ouvidos.
Prestei atenção na estrada novamente.
– Motorista idiota. – ela disse rindo.
– Patroa linda. – respondi no mesmo tom, e nós rimos novamente.
[...]
Entrei com o carro na propriedade de Isabella, e assim que parei em frente a entrada principal, percebi uma movimentação.
Desci do carro e abri a porta traseira para Isabella.
Sua mãe e seu irmão estavam à espera, mas as coisas não pareciam estar boas.
Isabella desceu do carro e no mesmo instante seu irmão avançou.
– Eu vou matar você, sua estúpida. – ele gritou avançando nela. Eu entrei na frente por puro instinto.
– Ei calma. – empurrei Isabella para trás. A mãe deles chorava de forma descontrolada, pedindo para o filho parar.
– Você me dá nojo. – ele gritava para Isabella sobre meu ombro. Eu não o soltaria. Não sei o que faria se ele encostasse sequer um dedo nela.
– O que houve com você? Está drogado novamente? – Isabella gritou e eu me espantei.
– O que eu faço não é nada perto da sua crueldade. Você sabia que nossa mãe estava planejando a exposição dos quadros dela há três anos. Nossa mãe passou longos três anos tomando coragem para expor seu trabalho, e quando ela faz, você simplesmente viaja. Sua estúpida, você não tem consideração pela nossa mãe. Só dava valor aquele idiota que se dizia ser nosso pai. Aquele ditador que não deixou você viver, que te transformou nesse mostro que você é. – ele gritava de forma descontrolada, a mãe de Isabella chorava, os empregados olhavam de longe, e eu segurava firma o corpo de Jasper. Ele não passaria por mim de forma alguma, ele não machucaria Isabella.
– E você esta fazendo esse escândalo todo por causa de uma exposição? Acha que não tenho trabalho à fazer? – Isabella respondeu no mesmo tom. – Eu fui resolver assuntos da empresa. Vocês abominam tanto meu trabalho, mas é do dinheiro dessa empresa que eu tanto trabalho que vocês fazem os caprichos de vocês. Se nossa mãe pinta esses quadrinhos, é porque tem um monte de empregados e lhe sobra tempo pra tudo. Essa empresa que você tanto critica é que paga as suas viagens, sua jogatina e suas drogas. Ela mantém essa sua vida de vagabundo, de moleque sem responsabilidades. – Jasper ficou lívido e tentou a qualquer custo passar por mim.
– Você não vai fazer isso. – eu disse entredentes. Ele não encostaria um dedo nela.
– E o que você está fazendo aqui? Isso é assunto de família, você está dispensado. – ele falou comigo de forma rude.
– Eu não vou enquanto a senhorita Swan não me dispensar, e eu não vou deixar você machuca-la. – eu o empurrei. Ele nos olhou por um instante e depois começou a gargalhar com deboche.
– Então é isso? Deixou de ir a exposição de um trabalho de três anos da sua mãe, pra viajar com o motorista e foder com ele? Você está passado de frígida para uma vadia completa. – ele disse com escárnio.
– Pare, Jasper. Por favor, filho, pare com isso. – A senhora Swan pediu chorando muito. Jasper olhou pra ela pela primeira vez, e meio relutante ele se virou e entrou correndo dentro da casa. – Me desculpe por isso, Isabella. Ele está descontrolado... – Isabella interrompeu.
– Ele está drogado. – ela suspirou e tocou meu ombro. – Você pode ir pra casa, amanhã mesmo horário ok? – eu fiquei relutante em ir. – Se algo acontecer, temos os seguranças aqui. Agora você pode ir e descansar. – eu assenti.
Eu queria abraça-la e beija-la, mas com sua mãe ao nosso lado, eu tinha que apenas obedecê-la como minha patroa.
Dei a volta e entrei no carro. O guardei na garagem, e caminhei até a saída da mansão. Ainda dei uma olhada para a entrada principal, mas elas já haviam entrado.
Quando passei pelos guardas da guarita, eles me cumprimentaram.
– A coisa voltou a pegar fogo aí – um mais velho comentou.
– Ainda bem que você estava ali, hoje eu pensei que ele ia bater nela. Nós ficamos olhando de longe, mas não tínhamos ordem pra nos aproximarmos. – o outro falou.
– É, ainda bem que eu estava perto. – eu disse meio abalado ainda pelos acontecimentos.
– Ele voltou a se drogar, com certeza. Os dois brigam como cão e gato e sobra pra coitada da mãe. – o mais velho tornou a falar.
– É meu amigo, mas isso é coisa deles. Não me envolvo com problema de patrões. Eu já tenho os meus pra me preocupar. – o outro comentou e se voltou pra mim. – Até amanhã Edward.
Acenei com a cabeça e fui para o ponto esperar minha condução.
Ao chegar em casa, joguei minha mochila no sofá e Alice veio correndo me abraçar.
– Meu irmão, senti sua falta. – eu sorri e a abracei de volta.
– Eu senti falta de todos. – Emmett e meu pai apareceram na sala também.
– E então, conta. Você foi na praia? Entrou no mar? Como é? – Alice perguntava rapidamente.
– Ah Alice, é tudo muito lindo. É mágico pra falar a verdade. Mas amanhã nós conversamos, ok? Eu estou realmente cansado. Esse negócio de andar de avião cansa. – eu sorri enquanto abraçava meu pai, e depois meu irmão.
– Tá metido só porque andou de avião. Um dia eu também vou andar, tá seu metido. – ela me deu a língua e eu fui pro meu quarto sorrindo.
A minha recepção foi calorosa, minha família sorrindo e perguntando como foi a viagem, já a de família de Isabella.... Não consigo entender.
Eu não queria me meter no assunto ou julgar, mas Isabella ter esquecido uma coisa tão importante para a mãe dela, foi algo um pouco ruim. Quer dizer, ela é muito ocupada, tem mil coisas na cabeça, não pode ser culpada por esquecer as coisas.
Mas Jasper foi além dos limites querendo partir pra cima dela.
Se ele sequer encostasse nela, eu provavelmente seria demitido, mas eu acabaria com ele.
Tomei um banho rápido e me deitei, louco para o dia logo amanhecer e eu ver minha linda.
Um pouco antes de eu adormecer, meu pai entrou no quarto.
– Muito cansado? – ele perguntou sorrindo.
– Agora que eu deitei, sim, eu estou bastante cansado. – me sentei na cama e o encarei. Ele se sentou na cama de frente pra minha, a de Emmett.
– Filho, eu te conheço muito bem... Te carreguei no colo, moleque. Eu sei quando tem algo diferente em você. – ele disse de forma calma. – Agora o que quero saber é se você vai ser sincero comigo e me dizer o que aconteceu nessa viagem.
Suspirei. Não havia como manter segredos com meu pai.
– O senhor estava certo no domingo. – ele arqueou uma sobrancelha. – A mulher por quem estou apaixonado. – ele fez uma careta. – Não pai, eu... Eu acho que talvez a gente possa dar certo... – ele me interrompeu.
– Vocês já estão se envolvendo? – perguntou espantado.
– Sim. – sorri bobamente. – Pai, ela também quer ficar comigo. Quer dizer, esses dois dias foram uma confusão só, mas no fim ela admitiu querer ficar comigo e que não consegue conviver com a ideia de eu ficar longe dela. Isso deve significar alguma coisa. – eu disse esperançoso.
– Significa sim.. Significa problemas, meu filho. – eu ia me manifestar, mas ele foi mais rápido. – Não quero te botar pra baixo, mas não quer ver meu filho sofrer. Edward, você tem noção de quanto dinheiro a família dela tem? Você tem noção de o quanto ela é uma empresária importante pra esse país? Porque às vezes tenho a impressão que você só a vê como sua linda patroa. Mas ela pertence a um grupo muito seleto da sociedade, pessoas com muito dinheiro, esnobes, pessoas que não são sociáveis com pessoas como nós, pobres. – ele respirou fundo, passando as mãos no rosto. – Eu não quero que você seja humilhado por ninguém, e nem saia com um coração partido. Porque na hora que ela precisar assumir compromisso com alguém, ela provavelmente se casará com algum empresário rico ou político. É assim que acontece com as pessoas ricas e influentes desse país.
– Pai, não precisa se preocupar. Está tudo bem, eu realmente quero isso, e vou lutar por ela. O senhor vai ver, ela vai ser minha, pai. Escreva o que eu estou falando. – afirmei categórico.
Ele se levantou e veio ate mim. Bagunçou um pouco meu cabelo e caminhou até a porta.
– Não me culpe por me preocupar. Você pode ter seus quase 29 anos, mas será sempre meu filho. E o que dói em você, dói em mim. – ele deu um pequeno sorriso.
– Eu sei pai. E agradeço muito por ter o melhor pai do mundo. Mas agora o senhor pode ficar sossegado, não sou nenhum menininho, sei lidar com os obstáculos. – eu sorri e me deitei novamente. – Ah, pai, o senhor pode apagar a luz? – ele sorriu e assentiu.
Ele apagou a luz, e antes de a porta se fechar, ainda escutei ele murmurando. “Não, você não sabe lidar.”
As palavras do meu pai me deram muito no que pensar.
Eu sabia que enfrentaria muito preconceito se quisesse realmente ficar com Isabella. Mas eu estava disposto a lutar por ela com unhas e dentes.
Sei que ela não é o tipo de mulher que pensei que me casaria um dia: A mulher simples, simpática e que seria uma boa esposa e boa mãe.
Isabella não era nada simples, eu sabia que ela não era simpática com todos, provavelmente seria daquelas esposas difíceis de lidar e não consigo nem imaginá-la como mãe. Mas eu mudaria esse quadro.
Ela pode ter um monte de diplomas, ter feito inúmeros cursos, ela podia saber quase tudo. Mas eu iria ensiná-la a única coisa que ela não sabia.
Eu iria ensiná-la a amar. E então, ela seria minha pra sempre.


E então, gostaram? Pois é, ele está decidido a conquistá-la, agora que ele sabe que ela o quer. E pra voces verem como é o amor, ele sempre arranja uma desculpa para as mancadas dela. Foi cruel isso com a Esme, o Jasper exagerou, ainda mais motivado pelas drogas (adivinhem quem vai motivá-lo a sair dessa vida?) mas a Isabella foi má em esquecer a exposição da mãe, e por se referir ao trabalho dela como "quadrinhos". Não se enganem, ela não é boazinha e nem ficará de uma hora pra outra. Com o Edward, ela é outra pessoa, a Isabella da infância, mas com os outros, ela é realmente mazinha rsrsrs

Meninas, é importante, essa fic tem quase 200 leitores, mas são poucos os que deixam comentários. E obrigada a todos que estão sempre comentando e expressando suas opiniões. Isso faz toda a diferença.

beijos

2 comments :

  1. Eu fiquei a tarde toda atualizando para ver esse capitulo, e eu tenho que dizer que valeu á pena! Eu simplesmente amei cada palavra!

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