FANFIC INDIANAPOLIS - CAPITULO 13

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance
Laços
POV Esme
Estava saindo de casa quando vi Jasper chegar à sala, ainda vestido com seu pijama.
– Bom dia, mãe. Vai sair? – ele perguntou ainda sonolento.
Caminhei até ele e lhe dei um beijo na bochecha.
– Bom dia, meu filho. E sim, tenho que sair logo cedo. Vou passar na empresa e depois vou a Huntington pra arrumar tudo pra minha exposição lá. – eu disse sorrindo. Expor meus quadros era algo que eu estava me orgulhando muito.
– Mãe, espere um pouco, eu tomo um banho rapidinho e te levo lá. Não gosto que pegue estrada sozinha. – segurei em seu braço antes que ele saísse.
– Não precisa, querido. Isabella me emprestou Edward durante sua viagem. E ele está me ajudando muito com tudo isso. – Jasper suspirou e abaixou a cabeça. – O que houve querido?
– Nem pra levar a senhora até a cidade vizinha eu sirvo. – antes que eu pudesse falar, ele continuou. – Tudo bem, mãe. Estou feliz pela senhora estar realizando um sonho. E Edward é um motorista bom. Dirige com cuidado. Alias, eu até preciso me desculpar pelas palavras rudes que disse a ele no dia em que discuti com Isabella. – ele riu sem um pingo de humor. – Tenho até pena dele. Se relacionar com Isabella não vai trazer nada de bom à sua vida.
– Ela está mudando, Jasper. – argumentei.
– Não, mãe. Ela pode até estar empolgada com ele, posso até me arriscar dizer que ela está apaixonada. Mas a lavagem cerebral que meu pai fez nela nunca vai deixa-la viver. – ele me olhou daquela forma doce, como só meu filho sabe fazer. – A senhora pode pensar que não gosto dela, só porque brigamos o tempo todo. Mas eu amo minha irmã. Não esse protótipo de dama de ferro que meu pai construiu, mas a minha irmã amorosa que eu tinha. Agora vai, já que a senhora vai ter um dia cheio, é melhor ir. – ele me abraçou.
– Você é uma pessoa maravilhosa, Jasper. – o abracei apertado. – Por favor, pela sua mãe, pare de usar essas coisas ruins que você usa. – ele bufou e se soltou do meu abraço.
– Já disse que vou parar, não disse? Agora a senhora me dá licença, vou tomar meu café. Tenha um bom dia. – disse e se afastou de mim.
Tentei recuperar minha animação e saí de casa. Edward já estava me esperando com a porta do carro aberta.
– Bom dia, Edward. Como vai? – Entrei no carro e me acomodei.
– Bom dia, senhora Swan. Estou bem, obrigado, e a senhora? – ele respondeu antes de fechar a porta. E assim que entrou no carro eu voltei a conversar.
– Ah, eu estou empolgada com essa coisa toda de exposição. É bom fazer alguma coisa, se sentir útil. – entre sorrisos, nós conversamos até chegarmos ao prédio administrativo da Swan Spa.
Pedi para Edward me esperar no estacionamento comercial mesmo. Eu tinha que apenas ir até o setor de contabilidade e assinar alguns papéis. Minha exposição estava sendo patrocinada pela empresa, obviamente, e isso requeria muita burocracia.
Peguei um copinho de café e andei rápido ao ver que o elevador estava livre.
Porém, no meio do caminho eu esbarro em algo. Melhor dizendo, em alguém, e o café cai todo no chão.
– Oh meu Deus! – exclamei no susto quando perdi o equilíbrio, mas logo senti braços firmes me sustentarem.
– Senhora, me desculpe. A senhora está bem? Se sujou? – quando olhei para o rosto do homem que estava me segurando, senti meu coração disparar. Ele deveria ter seus cinquenta anos, mas era um homem lindo. A mulher desejosa em mim, que eu jurava ter morrido há muito tempo, despertou. Fiquei perdida naqueles olhos azuis e cheios de sabedoria. – Senhora, a senhora está sentindo alguma coisa? – ele me sacudiu de leve, e o roçar da minha coxa com a sua, me fez sentir excitada como nunca me senti.
– Ér... Estou sim. Foi só um pequeno acidente. – saí do meu transe, e relutante, me soltei de seus braços. Notei que ele vestia o uniforme da equipe de limpeza. E meu Deus, ele era grande e parecia sexy dentro de um uniforme de limpeza. Como ele conseguia isso?
– Tudo bem, eu limpo isso em um segundo. – ele sorriu. – A senhora não se sujou, não é mesmo? – fiquei perdida em seu sorriso. – Senhora.... – o cortei.
– Esme... Meu nome é Esme. – ele sorriu novamente e esticou sua mão para mim.
– Carlisle. – seria clichê dizer que quando toquei sua mão, senti a minha ficar dormente? – Ér... Então Esme, você trabalha aqui? – ele perguntou, já estava mais à vontade comigo. Será que ele estaria sentindo o mesmo que eu? Deus, a quanto tempo não me sinto tão mulher? Nos ultimos anos tenho sido apenas mãe e esquecido meu lado mulher.
– Não, eu não trabalho aqui. Só tive que vir até aqui assinar alguns papéis. Minha exposição é patrocinada pela Swan Spa. – expliquei.
– Você é artista? – ele se interessou. A vassoura que ele provavelmente carregava, estava totalmente esquecida no chão. Nós estávamos parados no corredor e parecíamos não ver nada ao nosso redor.
– Não, eu ainda sou amadora. Mas resolvi expor meus quadros depois de alguns anos tomando coragem. Meu falecido marido não me apoiava muito nisso. – me xinguei mentalmente por ter tocado no assunto “falecido marido”.
– Uma pena ele não ter te apoiado. Pra ver a felicidade estampada num rosto tão lindo, um homem deve fazer de tudo. – ele sorriu galante e eu senti meu corpo se aquecer ainda mais. – Eu também sou viúvo, só pra constar. – ele piscou e eu me peguei vidrada naquele rosto maduro e de viril. – Bem, já que minha distração jogou todo seu café no chão, o que acha de repararmos esse erro? – ele se afastou até a máquina de café no início do corredor e logo trouxe dois copinhos. Me entregou um e ficou com o outro.
– Obrigada, Carlisle. – tomei meu café rapidamente e senti uma gota escorrer pelo canto dos meus lábios. Droga, por que eu estava tão nervosa na frente desse homem? Limpei com a língua rapidamente e vi Carlisle se mexer inquieto enquanto soltava uma forte respiração. – Eu sou um pouco desajeitada, às vezes. – dei de ombros.
– Hummm é. – ele limpou a garganta. – É, não, acontece. – ele pareceu hesitar. – Esme, olha, eu sei que vai parecer um pouco estranho. Há muitos anos eu não faço isso, então me perdoe se eu estiver enferrujado. – ele sorriu. – Será que você não gostaria de... Hum... Ir algum lugar qualquer dia desses? Pra beber alguma coisa, conversar, não sei. – seu rosto estava um pouco vermelho, e eu me sentia como uma adolescente sendo chamada para um encontro.
Eu nunca tive um encontro!
Meus pais sempre fizeram questão de me empurrar Charlie garganta a baixo. E ele não me levava a encontros, não me escrevia poesias, não tomava um simples café comigo durante nosso namoro e muito menos no tempo de casados.
– Seria um prazer. – me peguei aceitando com um enorme sorriso no rosto. Ele soltou a respiração que parecia estar prendendo.
– Hummm, então você poderia, sei lá, me dar seu número? – eu pensei bem. Eu estaria bem ocupada nos próximos dias, devido a exposição.
– Carlisle, acho melhor você me dar seu número. Estarei atarefada demais essa semana. Quando esse ritmo desacelerar, eu te ligo e a gente marca. Pode ser? – peguei meu celular e anotei o número que ele me passou.
– Você vai ligar mesmo? – ele parecia um menino entusiasmado.
– Sim, vou ligar. Agora eu preciso ir, terei um dia cheio. – me aproximei para dar-lhe um abraço, mas Carlisle me surpreendeu ao enlaçar minha cintura e beijar minha bochecha.
– Não demore a ligar. – ele disse me olhando com aqueles penetrantes olhos azuis. Uma onda de excitação varreu meu corpo.
– Não vou demorar. – sussurrei ainda presa naquele olhar.
– Então, até breve. – ele se afastou e foi até a lixeira jogar nossos copinhos vazios.
Ainda zonza com a situação, entrei no elevador e finalmente pude respirar normalmente.
Meu Deus! Isso realmente havia acontecido?
Que homem!
Eu raramente vinha a empresa. E em uma semana que venho duas vezes, na primeira, flagro minha filha com o motorista dela em uma situação bem embaraçosa, e na outra, encontro um homem lindo e simpático, e que ainda me convida para sair.
Sem me dar conta, eu estava me sentindo nas nuvens. Vivendo aquele sentimento adolescente que eu nunca tive a oportunidade de viver.
Ele parecia ser um homem tão cavalheiro, simpático, bonito, voz macia, educado. E ao mesmo tempo tinha cara de ser daquele tipo de homem que sabe fazer você se sentir mulher.
Corei um pouco com o pensamento.
Há anos não sei o que é ter contato com um homem. Charlie parou de me procurar muitas anos antes de sua morte. E ele também nunca foi um amante atencioso. Foram poucas as vezes em que cheguei ao ápice.
Nós não nos amávamos, não nos desejávamos. Eu sabia que ele tinha uma amante, mas eu não tinha coragem de pagar na mesma moeda.
Cheguei ao estacionamento comercial sorrindo.
Edward pareceu perceber meu estado.
– Viu algum passarinho verde, senhora Swan? – entrei no carro ainda sorrindo.
– Não Edward, era um passarinho loiro. E de olhos azuis. E muito agradável. – ele gargalhou enquanto dava a partida.
POV Edward
À medida em que os dias foram se passando, a senhora Swan, Esme como ele prefere que eu a chame agora, e eu fomos nos tornando cada vez mais próximos.
Estávamos com os dias corridos por causa da exposição. Estava sendo um sucesso pelas cidades pequenas ao redor de Indianápolis. Ela estava claramente feliz por isso, e eu sabia que ela também estava feliz porque havia conhecido alguém. Ela não me dizia com todas as letras, mas sempre dava a entender, dizendo que todos nós sempre teremos uma tampa para nossa panela.
Algo desse tipo, vindo de uma mulher cujo a família é bilionária, seria de se estranhar.
Mas a Esme era uma mulher maravilhosa e muito simples.
Sempre tratava bem a todos, independente de status social. Sorria o tempo todo, estava sempre preocupada com o bem estar das pessoas ao seu redor.
Ela se preocupava mais se eu almoçava no horário certo do que com o horário do início da sua exposição.
Ela me tratava como se trata um filho, e era bom ter essa coisa toda de figura materna, já que a minha se foi muito cedo. Quer dizer, eu não confundia as coisas. Eu sabia que ela era a mãe da minha patroa, mas nós estávamos nos dando tão bem, que às vezes isso se tornava apenas um detalhe.
Ela sempre fazia questão de me incentivar a lutar por Isabella, a não desistir dela e a lutar por algo melhor pra mim também. Lembro-me de uma conversa que tivemos dois dias atrás.
– Edward, você não pensa em fazer faculdade, tentar conseguir algo melhor? – ela me perguntou enquanto lanchávamos numa cafeteria na saída de Anderson, uma cidade vizinha. Estávamos voltando da primeira tarde de sua exposição naquela cidade.
– Até penso, Esme. Mas é que eu nem terminei o colegial, e eu fico com um pouco de vergonha de ter que voltar a uma escola, sabe. Tenho praticamente vinte e nove anos. – ela segurou minha mão e sorriu.
– Não seja bobo. Nunca é tarde pra estudar. E não faça essa cara pra mim, se estou falando, é para o seu bem. E além disso, seria algo que chamaria a atenção de Isabella. Eu realmente acho que você ganharia pontos com ela. Isabella é muito inteligente, e gosta de pessoas que apreciam o conhecimento. – ela conseguiu capturar minha total atenção. – Tá vendo, é só eu falar em Isabella e você logo se anima. Está totalmente apaixonado por ela. E não tente negar.
– Não tem como esconder nada de você, não é mesmo? – ela sorria orgulhosa.
– Não, você não tem como esconder. Mas pode deixar, seu segredo estará guardado comigo. Não vou dizer isso a Isabella, isso é algo que vocês dois têm que viver e revelar um ao outro. Mas voltando ao assunto estudos. Como você sabe, tenho muitas amigas na cidade, e muitas trabalham com educação. Se eu te conseguisse um curso de aceleração, em que você fizesse em alguns meses, esses anos de colegial que te faltam? É claro, você teria que se dedicar muito lendo as apostilas, mas eu sei que isso não é problema pra você. O que me diz?
– Eu com certeza aceitaria, Esme. Meu pai ficaria muito feliz se eu voltasse a estudar e quem sabe ate entrasse numa faculdade, sempre foi o sonho dele ver todos os filhos formados. – ela sorriu simpática pra mim.
– Seu pai deve ser um grande homem. Não é fácil cuidar de três filhos sozinho. Sua mãe se foi muito cedo e ele aguentou tudo. – ela disse carinhosa. Eu já havia lhe contado minha história.
– Sim, ele é um cara e tanto. Mas não vou fazer propagando dele, pois me parece que já existe algum pretendente à vista. – ela corou na mesma hora.
– Não fale besteira menino. Apenas conheci um senhor muito simpático e que talvez possamos nos tornar amigos. É uma pena eu estar tão sem tempo para encontra-lo novamente. Mas assim que acabar essas exposições que eu marquei, quem sabe eu não ligue pra ele?
– Faltam só mais três dias e então acaba. Relaxa, você logo verá seu Dom Juan. – ela me deu um tapinha no braço.
– Ah seu menino bobo.
Fui despertado de minhas lembranças quando a secretária chamou meu nome.
Eu me levantei e peguei o envelope que ela me oferecia. Sorri em agradecimento e saí da clínica.
Fiz os exames de DST’s, como Isabella pediu. Depois de nos acertarmos em Santo Domingo, ela nunca mais havia tocado no assunto, mas eu fazia questão de lhe provar que eu estava limpo.
Meu ego foi ferido, e eu me senti na obrigação de fazer isso.
Entrei no carro novamente e dirigi até o prédio da Swan Spa.
Eu havia deixado Esme mais cedo lá. Ela iria acertar alguns papeis sobre o fim da exposição. Algo sobre prestar contas e que demoraria bastante. Então ela me liberou pra vir fazer meus exames.
É claro que eu não disse que exames eram, e ela também não perguntou para não ser invasiva.
Ao chegar na Swan Spa, senti meu celular vibrar em meu bolso. Sorri como um bobo. Eu estava morrendo de saudades de Isabella. Nós havíamos nos falado todos os dias, mas ela estava muito ocupada lá, e nós apenas trocávamos algumas palavras.
– Olá, linda. – gracejei. Escutei seu riso.
– Como vai, Edward? – ela perguntou com sua voz suave.
– Bem e você? Já resolveu tudo que tinha pra fazer aí? Quero te ver logo. – ela hesitou e falou mais baixo.
– Eu... Eu também quero te ver. Eu tive algumas... Ér... negociações difíceis por aqui, mas talvez eu tenha que ficar apenas mais dois ou três dias. – bufei.
– Poxa Isabella, eu estou sentindo sua falta. Eu queria que você estivesse aqui. – sem perceber, fiz birra como um menininho.
– Edward, você sabia o tempo todo em que estava se metendo. Sabe que sou uma mulher ocupada e com muitas responsabilidades em minhas costas. – pra dar bronca ela aumenta o tom de voz rapidinho!
– Tudo bem, desculpe, Isabella. É só que... Bem, amanhã é meu aniversário, e minha família vai fazer um churrasco durante o dia. E eu pensei que talvez eu pudesse te ver... Eu sei que é besteira minha, mas eu queria estar perto de você nesse dia... – me enrolei com as palavras.
– Amanhã é seu aniversário? – ela perguntou séria.
– É, faço vinte e nove anos. Cinco a mais que você. – brinquei.
– Amanhã é seu aniversário. – ela murmurou. – Por que você não me falou antes?
– Ah, é que eu pensei... Pensei que você voltaria antes, e nesses últimos dias você tem estado tão ocupada que nós não conseguimos nos falar muito bem. E quando conseguíamos, eu queria apenas escutar sua voz e acabava me esquecendo de falar. – cocei a cabeça.
– O que eu faço com você, heim? – escutei um leve tom de diversão em sua voz.
– Fica comigo. – respondi brincalhão.
– Eu já estou com você. Contra todas as regras e probabilidades, mas estou com você. – ela disse de uma forma intensa. Eu nunca ouvi Isabella falar desse jeito. Fiquei sem palavras. – Ér, Edward, eu tenho um almoço de negócios, e eu preciso desligar. De noite eu te ligo, quer dizer, quando for noite aqui. Bem, você entendeu. – sorri.
– Tudo bem, nos falamos mais tarde. Um beijo. – ela se despediu e desligamos.
Assim que guardei meu celular, vi Esme vindo em direção ao carro. Corri para abrir a porta e ela entrou.
No caminho para a mansão, eu tomei coragem e falei com ela.
– Então Esme, sei que não é nada com que você esteja acostumada, mas amanhã é meu aniversário... – ela me interrompeu.
– Oh meu Deus, menino, é seu aniversário amanhã, e você só me fala agora? Mude o caminho, vamos para o shopping. – eu ia negar, mas ela me encarou pelo retrovisor e apertou os olhos em fenda. – Eu estou colocando o assunto em pauta? Direto para o shopping, vamos comprar seu presente.
[...]
– É sério Esme, duas camisas já são suficientes. Aposto que elas duas devem custar o meu salário. – resmunguei enquanto Esme me fazia entrar em outra loja.
– Alguém falou de preço aqui? – ela me olhou daquele jeito que uma mãe olha pra um filho que faz arte. Suspirei rendido. – Foi o que pensei. Me siga.
E eu a segui.
Duas camisas, duas calças, um tênis e um sapato depois, nós saímos do shopping.
– Esme, eu sei que criamos uma amizade muito especial nesse tempo juntos, mas eu não acho certo você me dar tantos presentes pelo meu aniversário. – eu estava realmente constrangido com a situação.
A encarei pelo retrovisor e ela sorriu ternamente pra mim.
– Edward, desde quando te vi a primeira vez, senti um carinho muito especial por você. É estranho, mas sinto como se você fosse um filho pra mim. – seu sorriso sumiu um pouco. – Meus filhos têm cartão de crédito desde os doze anos. O que dar para um filho que tem tudo no momento em que quer? Aniversários lá em casa nunca foram como nas famílias que a gente vê na televisão, onde o aniversariante fica feliz ao ganhar os presentes, todo mundo se abraça e confraterniza. Todos lá em casa sempre tivemos tudo. E eu não me isento da culpa. – a olhei novamente pelo retrovisor e que seu rosto estava um pouco triste. – Me desculpe se te constrangi com os presentes. É que você tem sido um filho pra mim nesses dias, e eu sempre quis poder fazer isso que fizemos hoje, com os meus filhos. Ir ao shopping no aniversário de cada um e manda-los escolherem o que quisessem. Mas eles sempre tinham tudo. Antes mesmo de eu saber que algo estava na moda, eles já tinham. – sua voz falhou por um momento. – Me desculpe estar toda sentimental com você. É que eu realmente gosto de você, gosto do seu jeito humilde, carismático e cavalheiro. E eu quero muito que você e Isabella deem certo. Eu ficaria muito feliz em ter você na família. – sorri pra ela. Eu também queria muito dar certo com Isabella e fazer parte da família.
Assim que parei o carro em frente a mansão, eu abri a porta pra ela.
– Ah Esme, eu comecei a falar dentro do carro, mas nem consegui terminar. – cocei a cabeça. – Amanhã vai ter um churrasco lá em casa. Eu sei que não é nada com o qual você esteja acostumada, mas se quiser aparecer, está convidada. – ela continuou em silêncio. – Eu sei, idiotice minha misturar as coisas assim, a senhora é mãe da minha patroa, não vai querer ir ao churrasco na casa do motorista, mas... – ela me deu um tapinha no braço.
– Ei menino bobo. Pare com isso, é claro que eu vou. – ela me entregou um papel e uma caneta que tirou de dentro da bolsa. – Anote aí o endereço e eu vou. Posso levar Jasper? Só pra eu ter mais alguém que eu conheça. – assenti sorrindo. - Então, tenha uma boa noite Edward, e até amanhã.
Eu guardei o carro e saí da mansão.
Esme era um encanto de pessoa. Estava sendo pra mim uma verdadeira mãe.
Um pensamento de apresentar Esme ao meu pai me passou pela cabeça, mas logo descartei.
Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Eu estou com a filha. Meu pai ter alguma coisa com a mãe, seria algo muito surreal e difícil de acontecer.
Sacudi esses pensamentos de minha cabeça e fui pra casa.
Assim que cheguei ao pequeno portão da minha casa, vi uma mulher loira, cheia de sacolas de mercado penduradas nos braços e lutando contra a fechadura.
Me aproximei.
– Ei, precisa de ajuda? – ela me olhou como se eu fosse seu salvador da pátria.
– Ah, por favor. Estou toda enrolada com essas sacolas e minhas chaves. – peguei as sacolas de suas mãos e ela finalmente conseguiu abrir o portão. Entreguei novamente as sacolas. – Obrigada, eu estava já enrolada ali.
– Não tem que agradecer. A propósito, sou Edward. Edward Cullen. – ela sorriu.
– Tânya Denali. Me mudei tem duas semanas, mas nunca havia te visto. Você mora nessa casa aqui ao lado? – assenti. – Ah, então eu conheço sua família. Quer dizer, apenas Emmett e Alice. Seus irmãos, certo? – assenti novamente. – Então tá, obrigada Edward, você foi muito gentil.
– Já disse, não tem que agradecer. Só ajudei uma vizinha um pouco enrolada. – ela sorriu.
– Você é um cavalheiro. Sua namorada é uma garota sortuda. – truque velho! Mencionar uma namorada só pra escutar que ela não existe. Mas não no meu caso.
– Eu é que sou um sortudo. Ela é uma mulher maravilhosa. – lhe desejei boa noite e fui pra minha casa.
Realmente, Tânya é uma mulher bonita, como Emmett já havia dito. Mas nenhuma mulher conseguiria atrair minha atenção. Meu coração já tinha dona. E uma dona bem arredia e ciumenta.
Corri para o banheiro, tomei um banho relaxante e fui para o meu quarto.
Mal entrei e meu celular tocou novamente.
– Olá, minha linda. – atendi com o maior sorriso do mundo.
– Boa noite, Edward. Eu tive que adiantar algumas coisas aqui, então não vou poder ficar no telefone com você essa noite. Só liguei para te desejar boa noite. Eu teria um jantar de negócios no domingo, mas consegui adiantar para hoje, sexta-feira. Então, boa noite, e fique bem, ok? – ela disse tudo de uma só vez. – Estou atrasada. Beijos.
– Beijos. – foi só o que consegui falar.
Sentei na cama e suspirei.
O que havia acontecido? Pensei que ficaríamos um tempinho no telefone hoje a noite, já que ela terá que ficar mais dois ou três dias na Itália.
Bem, ela adiantou um jantar de negócios... Será que ela fez isso por mim? Será que...?
Não, não me permiti ter esperanças que ela viesse só porque seria meu aniversário amanhã.
Deitei na cama e fitei o teto.
Eu não queria me permitir ter esperanças disso, mas se ela viesse, seria o melhor presente de aniversário da minha vida.


Carlisle é pra frente, como não? Já sentiu a atração e chegou na Esme... mas bem, quando ele descobrir quem ela é na verdade, aliás, quando descobrir que é mãe de Isabella e que é uma mulher podre de rica, as coisas podem complicar pro lado da nossa mãezona que está caidinha pelo coroa dos olhos azuis rsrsrsrs

E Isabella heim, durante a semana não falou muito com Edward, tentando manter distancia ou realmente ocupada?

E esse jantar que foi adiantado? Será que alguém vai atravessar o oceano pra ir em um churrasco num bairro pobre? Será?
E Tânya tomando um toquinho de leve... Bem feito, foi fazer esse truque antigo de mencionar namorada... Mas ela é gente boa na fic...

3 comments :

  1. amei o capitulo tomara que Esme e Carlisle deem certo ja ansiosa pelo próximo....

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