FANFIC INDIANAPOLIS - CAPITULO 14

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance
Encontros
POV Isabella
– Essa é a última proposta. Dois milhões e nada mais. – eu disse, enquanto bebericava mais um gole da minha taça de vinho.
Eu estava em um jantar com Cezaro Santini e Rosálie. Era um jantar de negócios. Negócios um pouco ilícitos, porém negócios.
Nosso jantar era pra ocorrer no domingo, mas com a nova informação que amanhã seria aniversário de Edward, eu fiz de tudo pra adiantar esse jantar e conseguir concluir meus assuntos na Itália nessa noite. Eu tomaria um voo de madrugada e chegaria a tempo para o tal churrasco.
Um arrepio passou por meu corpo.
Um churrasco! Eu nunca havia ido a um ambiente desse tipo. Mas era Edward... Minha consciência me acusou. Quando o assunto era Edward, eu ficava cega e fazia coisas absurdas.
– Eu não sei se por uma quantia tão rasa eu deveria trair minha família. – Santini me tirou dos meus pensamentos. Que hipócrita!
Rosálie revirou os olhos, mas manteve-se calada.
– Não pense que por minha pouca idade eu sou algum tipo de amadora. Conheço sua vida e seus passos. – eu comecei incisiva e ríspida. – Desde quando casou com Paolla Pirelli você vem se dando ao luxo de gastar fortunas em jogos e festas. A idiota fica em casa, sendo dopada pelos remédios pra dormir que você a aconselha a tomar. A família dela te odeia e está a ponto de cortar suas regalias. Creio que saiba que Paolla está perto de ser deserdada, justamente por sua causa. Então, não me faça esperar. Você, à contragosto da família, trabalha dentro das Indústrias Pirelli, e tem ao seu alcance o que preciso. – Olhei diretamente em seus olhos. – Dois milhões de Euros. Você me dá o material que preciso e se vê livre para iniciar seu próprio negócio longe da imbecil da Paolla. – ele arregalou os olhos assustado, provavelmente por eu saber tanto da sua vida. – Eu te avisei Santini, não sou amadora. Não se deixe enganar pela minha pouca idade.
– Swan, eu quero te ajudar, mas essa quantia é um pouco baixa... – ele começou incerto e eu disparei o tiro de misericórdia.
– Eu posso enviar à sua esposa e a toda família vídeos e fotos de você e sua amante, e então você pode dizer adeus ao cargo que tem nas Industrias Pirelli e adeus ao casamento com uma herdeira que está quase sendo deserdada. – tomei outro gole do meu vinho, para deixa-lo esperando ansioso pela sentença. – Dois milhões de euros ou sua vida na miséria.
Ele estalou os dedos das mãos. Suava como um porco. Por fim, suspirou e se rendeu.
– Tudo bem, dois milhões é uma boa quantia, afinal. Mas preciso de tempo pra reunir o material, sem que caia qualquer suspeita sobre mim. – sorri vitoriosa.
– Hale, por favor, passe os papéis para o senhor Santini assinar. – dei o comando à Rosálie e olhei novamente para Santini. – Tenho que me resguardar. Esse documento, obviamente, não diz nada sobre fornecimento de informações internas, mas me assegura que todos os seus bens e de sua esposa serão meus se não me prestar seus serviços de consultoria informática. – ele bufou, mas assinou. – Fico feliz que tenha percebido o quanto sou generosa e tenha aceitado minha oferta. – levantei-me da mesa e chamei Rosálie. – Não se importa de pagar a conta, não é mesmo meu caro amigo? – coloquei um sorriso plástico em meu rosto e ele amarrou a cara.
– Claro, Swan. Um cavalheiro sempre paga a conta. – toquei seu ombro ao passar por trás dele.
– Um verdadeiro gentleman. – elogiei falsamente.
Assim que saímos do restaurante entramos em um taxi que estava disponível.
– Você foi debochada. – Rosálie acusou sorrindo. – Te achei até divertida. Aconteceu alguma coisa? Está feliz?
– Conseguimos concluir todos os planos traçados para essa viagem. É claro que estou feliz. – dei de ombros.
– Você sabe que não sou muito à favor disso. Mas, nesse caso, eu te entendo. Foi uma negociação que você vivenciou por anos, e no fim, eles passaram a perna na Swan Spa de forma ridicularmente injusta.
– E agora vão ter o que procuraram. – fitei a paisagem que passava rapidamente por minhas vistas. – Meu pai, apesar de rígido, era politicamente correto nos negócios. Já eu... Nem tanto. – sorri com triunfo.
[...]
Chegamos ao aeroporto perto das duas da manhã.
– Eu já disse que odeio o trânsito? E já disse que odeio mais essa cidade por não poder me fornecer um serviço de taxi aéreo só porque era uma região movimentada e sem heliporto? – eu esbravejava à medida que ia entrando no aeroporto.
– Já disse isso umas trezentas vezes desde quando o taxi que estávamos ficou parado num engarrafamento no centro da cidade. Afinal, hoje é sexta, a cidade está movimentada, e adicionando a essa soma o acidente com três carros envolvidos, realmente não era de se espantar um engarrafamento tão longo. – Rosálie comentava tranquila enquanto me seguia. Eu odiava sua tranquilidade. – E você queria que um helicóptero te pegasse no meio da avenida cheia de carros e rodeada de prédios arranha-céu. Meio impossível.
– Rosálie, dá pra calar a boca? – explodi e ela gargalhou.
– Sabe, é muito bonitinho que você esteja desesperada pra chegar ao solo americano logo. Seu patriotismo me comove. – ela debochava. – Óh não, não é patriotismo. É apenas porque dentro de algumas horas acontecerá um evento super importante. O glamoroso churrasco de aniversário do motorista gostosão e bom de cama. – ela falava alto e ria.
Parei abruptamente e a encarei.
– Quem te disse que ele é bom de cama? Fale, Rosálie. Por acaso conhece alguma ex-namorada dele? Por acaso você já... Você já... –a raiva me subia à cabeça que eu não conseguia nem raciocinar e terminar uma frase,
– Ei, ei, ei. Calma, eu só estava brincando. Não conheço ex-namorada nenhuma e também nunca tive nada com ele. Eu nem conheço ele direito, o vi só quando saí pra almoçar com você e no dia em que te flagrei transando com ele. Aliás, ele é uma visão e tanto. Será que não tem um irmão ou um primo não? – não consegui conter o riso. Voltei a andar.
– Irmão... Ele tem um irmão, mas eu não o conheço. – eu disse baixo, mas ela escutou e logo apareceu ao meu lado.
– Mas deve ser gostoso igual a ele. Posso ir no churrasco com você? – pediu animada.
– Quem disse que eu vou a esse evento? – a quem eu queria enganar?
– Eu sei que você vai. Você moveu terras e céus pra adiantar tudo pra hoje, só pra podermos ir embora, por causa do aniversário dele. Você não quer admitir, mas está tão louca por ele, que não quer magoá-lo não indo vê-lo em seu aniversário.
Continuei quieta e andando.
– Essa é uma atitude bonita, Isabella. Você aparecer lá, com certeza, vai ser o melhor presente de aniversário que poderia dar a ele. – ela disse quando paramos para comprar as passagens.
Suas palavras me tocaram por um momento. Eu sabia que ele iria ficar feliz por me ver lá, e eu atravessaria esse oceano a nado só pra ver seu lindo sorriso.
Eu só não sabia que talvez teria mesmo que atravessar a nado.
– Como assim não tem passagens para os Estados Unidos? – a moça se desculpou, mas disse que só teria para a tarde de amanhã. – Ok, tudo bem, e classe econômica, você tem? – me doeu a alma pedir classe econômica, mas eu precisava pegar um voo o quanto antes.
A menina teve um pouco de dificuldade de entender meu inglês, mas me respondeu que também não tinha para classe econômica.
Eu disse impropérios que me envergonhariam em outra ocasião e saí do guichê.
– Merda, merda, merda. – eu caminhava de um lado pro outro. A equipe de seguranças que eu havia contratado para me escoltar durante minha estadia na Itália, me fitavam completamente perdidos enquanto seguravam minhas malas.
– Isabella, tente se acalmar. Vamos pensar em algo. – Rosálie tentou me acalmar.
– Como eu fui deixar isso passar? Eu sempre planejo tudo. Eu deveria ter ligado para a companhia aérea de tarde e reservado nossas passagens. Mas não, eu não fiz isso. – peguei meu celular e tentei pensar em alguém que pudesse me servir de ajuda. – Droga, desde que esse motorista idiota entrou em minha vida, eu não faço nada direito. Só penso nele, só penso em ficar com ele, e não faço minhas coisas direito. Droga, droga. – resmunguei enquanto passava por minha agenda telefônica. Escutei um baixo risinho de Rosálie. – Por que você está rindo? – rugi pra ela.
– Nada. – ela parecia fazer um grande esforço para não rir. – Nada, Isabella. Continue o que está fazendo e eu vou ver o que posso fazer também. – pegou seu celular e se levantou.
– Maluca... – murmurei e continuei repassando minha agenda.
Liguei para dois amigos que poderiam me emprestar seus jatos. Os dois estavam em uso da empresa.
O jatinho da Swan Spa eu não pude usar, já que essa viagem eu aleguei ser de caráter pessoal. Eu iria fazer as coisas por debaixo dos panos e não podia envolver nada da empresa. Nem mesmo usar o jatinho.
Usei Rosálie, porque além de fazer parte da equipe jurídica da empresa, ela era minha advogada pessoal. Uma exceção.
– Isabella? Isabella? – Rosálie tocou meu ombro e eu olhei atenta em sua direção. – Olha, eu não consegui nenhum jato, mas há a possibilidade de um voo fretado. Seríamos só eu e você nesse voo, por isso, sairia muito caro, mas... – tomei o telefone de sua mão e não a esperei terminar de falar.
– Isabella Swan falando. – anunciei-me. – Em quantos minutos poderia me disponibilizar essa aeronave? – o senhor ao telefone comigo, muito possivelmente um cargo alto na empresa de aviação me informou que levaria duas horas. – Não tenho duas horas, te dou meia hora pra você me apresentar essa aeronave. Não, não importa o preço. – ele tentou ganhar tempo, mas eu fui incisiva. Por fim ele concordou em meia hora me disponibilizar. Disse-me que isso afetaria o tráfego e as escalas, por isso, o preço poderia ser bem maior. Que se danasse o tráfego aéreo, a escala e o preço!
Assim que desliguei, Rosálie veio ao meu encontro.
– E aí? Conseguiu? – perguntou ansiosa.
– Claro, em meia hora estaremos voando para Nova York e de lá seguiremos para Indianápolis. – eu disse calma, enquanto lhe devolvia seu celular.
– Posso perguntar o preço dessa negociação? – ela sorria debochada.
– Seiscentos mil dólares. – dei de ombros. – Ele disse algo sobre atrapalhar o tráfego, a escala, e o preço aumentaria.
Rosálie cobriu a boca. Parecia espantada.
– O que houve, Rosálie? Por que está me olhando desse jeito? – perguntei sem entender sua reação.
– Edward é o cara. Apenas isso. – ela disse.
POV Edward
– Pai, o senhor já acendeu a churrasqueira? – gritei ao meu pai.
Eu estava arrumando a mesa na parte da frente da casa. A churrasqueira não ficava longe, mas com o som alto que Emmett colocou, teríamos que nos comunicar aos gritos.
– Estou acendendo. – ele gritou de volta. Olhei para seu rosto e ele não parecia estar muito feliz.
Deixei o que estava fazendo e fui até o som e abaixei o volume.
– Pai, aconteceu alguma coisa? O senhor não me parece bem. Está meio triste. – ele me olhou meio hesitante, mas por fim respirou fundo e sacudiu a cabeça.
– Não estou triste, meu filho. Hoje é seu aniversário. Meu moleque está fazendo vinte e nove anos já. E eu sou muito orgulhoso do homem que criei. – ele passou uma mão em seus cabelos loiros com alguns fios brancos já. – É só que eu conheci uma mulher, a gente trocou telefone e até hoje ela não ligou. – ele disse triste.
– Ué, então por que não liga pra ela? – sugeri.
– Ela pegou meu número, mas não me passou o dela. Disse que estaria com uma semana cheia por conta do seu trabalho. E eu, burro, acreditei. – ele sorriu sem humor. – Eu fiquei um pouco balançado por ela. Quer dizer, só nos vimos uma vez, mas... Foi algo diferente. – seus olhos brilharam. – Ela era muito bonita, devia ser uns quinze anos mais nova que eu, viúva também. Muito simpática e usava roupas muito bonitas. – ele sorriu e me deu um soquinho no braço. – É claro que ela não ia ligar. Que mulher iria querer um coroa pobretão, não é mesmo? Vamos lá, vamos iniciar esse churrasco. – ele tentou mostrar bom humor e animação, mas eu via em seus olhos que ele havia se decepcionado por essa mulher não ter lhe telefonado.
Terminei de arrumar a mesa, espalhar algumas cadeiras e conferi o freezer. Lotado de cerveja e refrigerante.
Corri para tomar um banho e me arrumar rapidamente. As pessoas chegariam logo.
Era hora do almoço, hora de começar o churrasco.
Assim que saí na varanda, encontrei Alice conversando com a nova vizinha, Tânya. Sorri e ela veio rapidamente para perto de mim.
– Ei Edward, feliz aniversário. – ela me abraçou e logo me estendeu um embrulho. – Espero que goste.
– Obrigado, Tânya. Mas realmente, não precisava. – abri o pacote e vi que era uma blusa polo preta e muito bonita. – Obrigado, Tânya, eu gostei muito. – acenei e entrei novamente na casa para poder guardar meu presente.
Ao sair novamente para a varanda, encontrei Emmett, que logo me deu uma latinha de cerveja.
– Emmett, você convidou Tânya? – puxei-o pro canto e perguntei.
– Ué, convidei. Ela é nova no bairro, não conhece quase ninguém, então pensei que seria uma ótima maneira de fazê-la interagir. E fora que ficaria chato ela escutar todo esse barulho ao lado da casa e não ser convidada. – ponderei por um momento suas palavras, e realmente, ele estava certo.
– Ok, é só que não gosto muito do jeito dela. – ele arqueou uma sobrancelha. – Acho que ela deu em cima de mim ontem a noite. – ele riu.
– E por isso, você não gosta dela, sua bichona? – revirei os olhos.
– Não é isso, é que não gosto de ter uma mulher se insinuando pra mim. Já gostei, não gosto mais. – esclareci.
– Ah, agora só te interessa a toda poderosa né? – ele me cutucou com o cotovelo enquanto erguia as sobrancelhas sugestivamente. Falar nela me fez lembrar que ela não estaria comigo nesse dia importante. Deixei meus ombros caírem em desânimo. – O que foi, Edward?
– Nada não, Emmett. É só que... Sei lá, eu queria que ela estivesse aqui. Só isso. – tomei mais um gole da minha cerveja e olhei as pessoas que chegavam. Todos vizinhos e amigos.
– Cara, nunca se sabe. – Emmett deu de ombros e eu sorri por sua inocência.
Isabella nunca viria a um ambiente desses. Quer dizer, ela nem sabe onde eu moro. Sabe o bairro apenas. Não que seria difícil ela descobrir. Ela poderia entrar no cadastro de funcionários e procurar meu endereço, mas...
Fui ao encontro das pessoas que chegavam e cumprimentei a todos. Lhes servi com bebidas e os deixei à vontade, como já era de costume.
O som estava alto, a música era animada, alguns já se balançavam enquanto conversavam uns com os outros. Meu pai estava revezando o cargo de churrasqueiro com Gerald, nosso vizinho da frente, um senhor muito gente boa.
Peguei mais uma cerveja no freezer e senti braços finos rodearem minha cintura.
– Não vá se embebedar, Edward. – Alice disse brincalhona.
– Claro que não, Alice. Estou devagar, fique tranquila. – eu sorri enquanto passava um braço em torno dos ombros da minha irmãzinha.
– Então... Tânya é muito legal, não acha? – Alice, sutil como um elefante. Coisa de família.
– Alice, por favor, sem bancar o cupido. Um dia vou casar e te dar um monte de sobrinhos, mas não será Tânya a escolhida, ok? – ela fez bico e eu ri disso.
– Poxa, mas ela pareceu tão empolgada ao falar de você. Em como você era lindo, e cavalheiro, alto e cheiroso. – ela enumerava.
– Deixe ela apenas pensar, ok? – toquei seu nariz e a soltei.
Caminhei até meu pai e o ajudei um pouco a cortar a carne e servir as pessoas.
Olhei em meu relógio. Já eram duas da tarde. Esme até agora não havia chegado. Será que havia desistido de vir? Fiquei um pouco triste com esse pensamento. Esme já havia ganhado seu espaço em meu coração.
Continuei a cortar a carne e a servir meus amigos.
POV Esme
– Mãe, é essa a casa, eu tenho certeza. Olhe a movimentação, com certeza ali está tendo um churrasco. – Jasper apontava uma casa ao fim da rua.
Era uma casa simples, sem qualquer detalhe requintado de acabamento.
– Tudo bem, então vamos ao churrasco. – eu disse animada.
Jasper fechou o carro e caminhamos até o portão da casa, que estava aberto.
– A senhora gosta mesmo de Edward, não é mesmo? – ele se expressou antes de entrarmos.
– Gosto muito. Quero que ele fique com Isabella. Ele é um ótimo rapaz, e eu gostaria que você também se desse bem com ele. – o olhei de forma significativa.
– Eu também gosto dele, mãe. Me exaltei um pouco no dia da briga, mas eu realmente o acho um cara legal. – ela sorriu me tranquilizando. – Vamos? – me deu seu braço, que eu prontamente agarrei e então entramos.
Estava cheio de pessoas dançando e conversando alegremente. Sorri. Eu nunca havia ido a nenhum lugar assim.
Assim que Edward me viu, veio rapidamente em minha direção.
– Esme, você veio. – seu sorriso parecia de um menino. – E você também Jasper, sinta-se a vontade. – Jasper apertou a mão que ele lhe oferecia.
– Edward, primeiramente, eu tenho que te pedir desculpas pela maneira que falei com você no dia que discuti com Isabella. Você é um cara legal e não tinha nada haver com a briga. Fui rude, me perdoe. – meu filho disse apologético.
– Relaxa, cara. Já passou. Contanto que não queira avançar em Isabella novamente. – senti meu coração se aquecer ao ver o rapaz tão obstinado a defender minha filha. Que mãe não se sente feliz em saber que a filha tem um homem tão apaixonado? Eu ficava muito feliz com isso.
– E então, Edward, cadê sua família? Quero conhecer todos. – eu disse empolgada.
O segui até a varanda e ele trouxe uma mocinha pequena, de cabelos castanho escuro e espetados. Parecia uma bonequinha de tão linda.
– Alice, essa é Esme, mãe da minha patroa. E ultimamente, uma amiga muito querida. – A mocinha sorriu pra mim de forma encantadora. – Esme, essa é minha irmã Alice.
– Muito prazer, querida. Você é mais linda do que seu irmão diz. – ela deu um sorriso tímido. – Esse é meu filho Jasper. – apresentei.
Olhei para Jasper e tive vontade de rir de sua cara de embasbacado ao olhar para a menina.
Óh céus, só poderia ser brincadeira. Será que meu filho se interessaria pela irmã do namorado da minha filha? Seria algo interessante.
– O-oi Alice. – ele gaguejou enquanto apertava a mão da mocinha. Tentei conter a vontade de rir da sua total falta de jeito. Logo ele, tão mulherengo!
Ela corou.
– Oi Jasper. – seu sorrisinho inocente pareceu desconcertar mais ainda meu filho.
– Alice, fique fazendo companhia pra Jasper, apresente-o aos nossos amigos. Vou levar Esme para conhecer Emmett e papai. – Edward me puxou pelo braço e piscou conhecedor. – Ele gostou dela... – comentou sorrindo.
– Eu vi, ficou desconcertado e tímido! – sacudi a cabeça. – Eu ficaria encantada se meu filho se aproximasse de sua irmã. Quer dizer, ainda é cedo, eles acabaram de se conhecer, mas não podemos deixar de lado o que presenciamos. Se ela é de sua família, com certeza só poderia fazer bem a Jasper.
– Não vamos imaginar as coisas, deixe que conversem. Alice é uma boa menina, mas tinhosa que só. Colocaria Jasper no caminho rapidinho. – ele comentou displicente, mas logo corou. – Desculpe Esme, eu não quis dizer que... – o interrompi.
– Eu sei, Edward. Meu filho tem seus problemas... E o que mais quero é que ele pare com isso. E acredito que a garota certa poderia ajuda-lo e muito. – ele concordou.
Um rapaz bem forte parou a nossa frente. E logo Edward me apresentou como seu irmão, Emmett.
– É um prazer conhece-lo. – estendi a mão, mas ele logo me deu um abraço apertado.
– Muito prazer mãe da toda poderosa. – ele sorriu e me entregou uma lata de cerveja, se despediu e saiu para uma roda de pessoas jovens.
Olhei para a lata, eu nunca havia tomado cerveja em toda minha vida. Sempre bebi vinhos, licores e champanhe.
Resolvi tentar. Era amarga, mas até que gostei.
– Dona Esme Swan, tomando cerveja em um churrasco de bairro. Se contar, ninguém acredita. – Edward comentava rindo.
– E estou me divertindo bastante. – ele me levou até a churrasqueira, disse que queria me apresentar seu pai.
O lugar era pequeno, mas por estar cheio de gente, parecia ser bem maior.
Paramos atrás de um senhor loiro e alto.
– Pai, quero que conheça a mãe de Isabella. Esme Swan. – ele tocou o ombro do pai que se virou sorrindo. Seu sorriso morreu na hora e minha boca pareceu ficar seca.
Era ele!
Carlisle.
O homem que eu cruzei no corredor da Swan Spa.
– Carlisle, você é o pai do Edward? Que feliz coincidência! – exclamei alegre. Ele continuou sério.
– Pai, não vai falar nada? – Edward parecia confuso, e eu também fiquei.
– Swan? Esme Swan? Mãe de Isabella? – ele quis confirmar.
– Sim, pai. E tem sido uma grande amiga ultimamente. – Edward sorriu e eu também.
– É claro que sim. – ele jogou o pano de prato, que estava sobre seu ombro, na mesa. – Com licença. – disse ríspido e entrou na casa.
– Esme, eu não... Não sei o que aconteceu... O que deu no meu pai... Ele não é assim... – o interrompi.
– Eu sei o que aconteceu. Nos conhecemos na semana passada e eu havia me apresentado apenas como Esme. – uma luz se acendeu em sua cabeça.
– Então você é a moça que ele ficou todo encantado e que não ligou pra ele? – ele perguntou, mas não foi em tom de acusação.
– Bom, eu não liguei porque não tive tempo. – me defendi mesmo assim.
– Esme, ele acha que você não ligou porque não queria sair com um cara... Pobre. – arregalei meus olhos. Óh céus, ele acha mesmo isso?
– Edward, me leve até a casa, eu preciso falar com ele. – pedi aflita.
Ele me levou até a casa e voltou para fora, para dar privacidade a mim e ao seu pai.
Caminhei pela sala humilde e escutei alguns impropérios vindos do que parecia ser a cozinha.
– Carlisle? – o chamei. Ele estava encostado na pia, de costas para mim.
– O que você quer? – perguntou de forma ríspida.
– Quero conversar. Me explicar porque não te liguei. – cheguei mais perto.
– Eu já sei porque não ligou, não se dê o trabalho. Agora, se puder fazer o favor de me deixar sozinho. – fiquei paralisada. Ele não era assim. Grosso e mal educado. O Carlisle que conheci no prédio da Swan Spa era simpático e sorridente.
– Carlisle, eu estava muito ocupada com minha exposição.... – ele me interrompeu.
– Não precisa inventar historinha nenhuma de exposição pra mim. Você é bilionária, acha que vou acreditar que ganha a vida vendendo quadros? – ele se virou, abriu a geladeira e pegou uma cerveja. A abriu e tomou um bom gole.
– Carlisle, não ganho minha vida assim. Eu sempre pintei, e a só agora tive coragem de expor meu trabalho. Por isso me dediquei tanto a esse trabalho meu. Eu ia te ligar na próxima semana. – cheguei um pouco mais perto dele.
– Uhum, tudo bem. Parabéns pela exposição. Agora você já pode ir. – ele tomou o resto de sua lata e a jogou no lixo.
– Carlisle, por favor, não seja assim. Eu sei que você está chateado por eu ter demorado a ligar, mas não é pra tanto. – argumentei.
– Realmente, não é pra tanto. Está tudo bem, fico feliz que seja amiga do meu filho. Agora pode ir lá comemorar com ele, meu assunto com você já se encerrou. – ele ia passar por mim para sair da cozinha, e num ímpeto de coragem, agarrei seu braço.
– Carlisle, por que está me tratando assim? – olhei em seus hipnóticos olhos azuis.
– Não quero nenhuma dama da alta sociedade brincando com a minha cara. – eu ia abrir a boca para argumentar, mas ele me cortou. – Nossos filhos que são jovens, eu não acredito que a relação deles durem, não me peça pra tentar investir em algo com você. Sou faxineiro na empresa da sua família. Se deu conta disso? – ele fez um movimento brusco e eu soltei o seu braço. – Eu limpo o chão pra você e sua família passar. Não quero ninguém rindo da minha cara. – ele saiu novamente da casa e eu fiquei parada, atônita na cozinha.
Saí lentamente da casa. Eu estava desanimada.
Carlisle havia sido tão simpático comigo quando nos conhecemos, e agora, só por saber que sou rica, me tratou como um lixo, por puro medo de ser tratado como um lixo.
Como entender?
Sequei uma tímida lágrima que escapou de meus olhos.
Botei uma máscara de tranquilidade, que esconderia a dor de ter perdido minhas esperanças de que um dia poderia viver realmente um romance. Foi tolice minha pensar isso. Uma mulher na minha idade se apaixonar e viver uma relação intensa? Isso é coisa dos livros que leio.
Como fui tola de pensar que eu poderia viver essas emoções que não tive oportunidade de viver quando jovem.
Saí da casa e fui para onde estava Alice e Jasper. Fiz companhia aos dois, que conversavam sobre a faculdade dela. Alice era encantadora, e meu filho parecia perceber muito bem isso.
Em determinado momento, Alice saiu de perto de nós para ir ajudar Edward a cortar a carne e servir.
– O que houve, mãe? Está com o semblante diferente de quando chegamos. – Jasper reparou.
– Nada, meu filho. Só estou um pouco triste por Edward. Isabella não pôde vir e ele, apesar de disfarçar, está triste também. – menti parcialmente. Eu realmente havia reparado nos olhos tristes dele por querer a presença de minha filha e a mesma estar viajando a negócios.
– Eu não vou comentar mais sobre esse assunto. A senhora tem esperanças com eles dois, eu já não tenho. – ele deu de ombros.
– Mas vejo que gostou de Alice. – comentei maliciosa e ele sorriu.
– Ela é linda! – exclamou. – E um doce de menina. – sorri conhecedora. Uma mãe sabe quando o filho encontra alguém especial.
Suspirei. Pelo menos Isabella e Jasper haviam encontrado pessoas boas com quem poderiam ter uma relação boa e duradoura.
POV Edward
Alice terminou de me ajudar a servir o pessoal e foi pegar um refrigerante para ela e Jasper.
Sorri conhecedor daqueles brilhinhos em seus olhos.
Lembrei de Isabella e senti meu coração falhar uma batida. Ela não viria, disso eu sabia, mas não me ligou uma vez sequer.
A música animada que tocava parou de repente, e logo, iniciou uma mais lenta. O sol já estava fraco e era um belo fim de tarde.
Alguns casais começaram a dançar colados e eu fiquei observando.
Senti alguém tocar meu braço e me virei. Era Tânya.
– O cavalheiro me daria uma dança? – ela sorria simpática. Pensei em negar, mas por fim, não quis fazê-la se sentir mal. Era só uma dança afinal.
– Claro. – sorri e a enlacei pela cintura.
Ela segurou em meus ombros e começamos a nos balançar no ritmo da música.
– Vinte e nove anos, heim? Uma boa idade. Jovem ainda, porém maduro. – ela comentou ao pé do meu ouvido. Me senti mal por sua insistente aproximação de corpos.
– Uma excelente idade. Cinco a mais que minha namorada. – menti. Não na idade, mas no fato de ter uma namorada. Isabella não se considerava assim.
– Por que sua namorada não está aqui no dia do seu aniversário? – ela tocou na ferida. Pode não ter sido de propósito, mas a raiva que senti por ela tocar nesse assunto me fez ter que contar até dez mentalmente para não lhe dar uma resposta atravessada.
– Infelizmente teve que viajar a trabalho e não deu pra voltar a tempo. – encerrei o assunto.
– Entendo. Que pena. – ela murmurou.
Continuamos dançando. Apesar de Tânya ser uma moça bonita e simpática, eu não estava gostando de dançar agarrado a ela. Ou melhor dizendo, dançando com ela agarrada a mim.
Quase no fim da música, eu já estava aliviado que poderia dar uma desculpa e sair de seus braços.
Fechei os olhos. Eu iria me dar por vencido e telefonar para Isabella. Já não aguentava mais ficar sem escutar sua voz.
Eu iria ligar pra ela no dia do meu aniversário. Meu orgulho iria ao chão, mas esse amor louco que sinto por ela era muito maior que qualquer orgulho idiota.
Abri os olhos assim que ouvi alguns burburinhos. Olhei para o lado e algumas pessoas olhavam para algo atrás de mim.
Antes que eu me virasse e visse o que era alvo da atenção dos meus convidados, escutei sua voz gélida e fatal.
– Edward! – era a voz dela!
No mesmo momento me dei conta de duas coisas: primeira, Tânya ainda estava em meus braços, com seu corpo totalmente colado ao meu. E segunda, Isabella via isso e com certeza entenderia tudo errado.


E entãoo, gostaram? Espero do fundo do coração que sim. Até ontem eu tava preparando um mega capitulo, mas com os problemas de hj, acabei desanimando e perdi a inspiração. Entao só postei o que eu ja tinha.

Isabella chegou ao churrasco! E moveu ceus e terras para atravessar o oceano e ver seu motorista idiota. Jasper ficou gamadinho na alice, e carlisle desprezou esme. Façam suas apostas e palpites... O que irá acontecer a esses personagens nos proximos capitulos? Só deixo um pequeno spoiler: no proximo cap, Isabella vai deixar cair um enorme muro que existe entre ela e edward. Não é o unico, mas é um enorme

beijos e obrigada pelos comentarios

1 comment :

  1. tomara que a Esme e carlisle se deem bem..... Foi um otimo capitulo

    ReplyDelete