FANFIC INDIANAPOLIS - CAPITULO 17

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance
Uma nova ideia
POV Isabella
Após um relaxante banho, eu desci para a sala de estar, onde Edward estava conversando com a minha mãe e Jasper.
– Olha, a Cleópatra chegou. – Jasper comentou sarcástico. O ignorei e caminhei até os outros dois.
Edward levantou rapidamente do sofá, deixando sua taça na pequena mesinha e veio sorrindo ao meu encontro.
– Você está linda, Isabella. – ele me deu meu sorriso preferido. Aquele seu sorriso de menino inocente que eu tanto adorava.
– Obrigada. – agradeci polidamente enquanto ele me dava um breve beijo no rosto.
Ele sabia que eu não gostava de me expor na frente das pessoas, e eu o admirava por respeitar isso.
Edward insistiu nessa ideia de namoro, e pra mim não é nenhum sacrifício.
Pra mim as coisas continuam como sempre foram, a única diferença é que agora é oficial. E eu não tenho motivos pra viver um relacionamento escondido. E de qualquer forma, estando ou não no status namorando, como Edward gosta de especificar, aos poucos a nossa confiança mútua iria aumentar, e nós compartilharíamos mais coisas da vida um do outro.
Não tenho uma vasta experiência nesse quesito, mas tenho total noção do que estou fazendo. Sei que Edward tem expectativas em relação à mim, e não será nenhum absurdo responder da maneira que ele quer.
Nosso relacionamento é agradável, nós nos desejamos muito, gostamos da companhia um do outro, Edward entende meus horários e compromissos e não cria caso por isso.
Eu não diria problema, mas o único quesito que pode vir a se tornar um impasse, é essa questão toda de sentimentos.
É óbvio que eu tenho sentimentos por ele. O aprecio muito e estimo somente coisas boas para ele. Mas devo confessar que sinto um certo calafrio a cada vez que ele começa a falar que está apaixonado.
Sentimentalismo não é algo que eu saiba lidar, e eu ficaria profundamente triste se Edward construísse sonhos românticos para nós e no final se decepcionar.
Fui tirada de meus pensamentos quando minha mãe tocou meu ombro.
– Muito cansada, minha filha? – sorri e fiz um gesto de negação com a cabeça.
– O que estão bebendo? – perguntei a ela.
– Apenas apreciando um Barolo* enquanto a aguardávamos para o jantar. – minha mãe explicou.
* Vinho muito conhecido, fabricado na região da Toscana – Itália.
Fiz um gesto para a empregada se aproximar.
– Me prepare um dry Martini. Não demore. – mandei-a preparar.
Percebi Edward franzir o cenho e minha mãe meio desconcertada.
– Definitivamente nosso papai não colocou na cartilha de como ser uma mulher intragável que educação deve-se usar com todos. Amigos, familiares, empregados. – Jasper dizia de forma debochada.
– Ela é muito bem paga para fazer o que eu mando, se eu tivesse que pedir um favor, então eu não deveria pagá-la, correto? – respondi no mesmo tom.
– Meus filhos, por favor, vamos tentar ter uma noite agradável? – minha mãe intercedeu. – Isabella, querida, Edward está aqui, vamos tentar fazê-lo se sentir confortável. – respirei fundo e sorri.
– Claro, mãe. – segurei na mão de Edward. – Vamos para a sala de jantar. – o puxei comigo e ele veio ainda quieto. – Mãe, mande servir o jantar.
[...]
– Dorothy? Jura que você tinha uma galinha com esse nome, cara? – Jasper ria escandalosamente à mesa, por causa da história de infância de Edward. A galinha que a mãe dele matou e fez para o almoço.
– Meu Deus, coitadinho dele. Deve ter sido traumático para você, perder a melhor amiguinha dessa forma. – minha mãe também ria da história.
– Eu superei. – Edward deu de ombros. – À propósito Esme, a comida estava deliciosa. Quer dizer, eu sei que não foi você quem fez, mas mesmo assim, parabéns, estava muito boa. – minha mãe sorriu de forma amável pra ele.
– Obrigada, Edward. Isabella me confidenciou que você gostava de peixe e me sugeriu que mandasse preparar ceviche para o jantar. – ele olhou pra mim daquele jeito que me faz pensar em nunca deixa-lo sair da minha vida.
– Ceviche é um prato típico peruano. Eu gosto muito da culinária sul-americana, e apostei que você gostaria também. Acho que conheço seus gostos já. – expliquei.
Ele segurou minha mão e levou aos lábios, depositando um beijo carinhoso ali.
Escutei o suspiro da minha mãe e revirei os olhos. Ela era tão sentimentalista às vezes. Talvez por isso se dava bem com Edward.
– Bom, se me dão licença, vou me recolher mais cedo. – Jasper chamou a atenção de todos, se levantando da mesa.
– Mas já, meu filho? Não quer esperar mais um pouco e tomar um café conosco? – minha mãe tocou seu braço.
– Não, mãe. Eu quero dormir cedo, amanhã tenho coisas a fazer de manhã. – ele trocou um olhar cúmplice com Edward. – Tenham uma boa noite.
Minha mãe segurou novamente o braço do meu irmão.
– Jasper? Você não vai sair mesmo não, não é meu filho? – sua insegurança e preocupação me deixavam triste. Desde quando descobrimos o envolvimento de Jasper com drogas, minha mãe não consegue mais ficar totalmente tranquila.
Jasper respirou fundo e deu um beijo no topo da cabeça da minha mãe.
– Eu apenas vou para o meu quarto e dormir. Eu te juro, mãe. Eu vou mudar. Tenho um motivo a mais agora. – novamente ele trocou um olhar cúmplice com Edward, e eu apenas tomei minha quinta taça de dry Martini sem me apegar a esses sinais de amizade deles.
– Tudo bem então, meu filho. Boa noite. – Jasper sorriu e deixou a sala de jantar.
Instalou-se um silêncio agradável. Pelo menos pra mim era agradável. Depois de um dia exaustivo e de um telefonema preocupante da fábrica de São Paulo, no Brasil, eu realmente apreciava aquele silêncio.
– Sabe, vocês formam um casal muito bonito. Eu estou muito feliz por vocês estarem juntos. – meu agradável silêncio foi quebrado pela minha mãe. Sorri e assenti.
– Somos um casal meio diferente, mas é nas nossas diferenças que encontramos força para ficarmos juntos. – Edward disse e eu o olhei.
Forças das nossas diferenças? Era isso que ele achava?
Pra mim era muito mais simples, eu o queria de um jeito quase insuportável e ele me queria da mesma forma e ponto. Estamos juntos. Não existe essa coisa de obstáculos a ultrapassar, diferenças a vencer.
Ele era meu e ninguém alteraria isso. Aliás, pobre alma que tentasse se intrometer nisso.
– Bem, eu vou me recolher também. Percebo que você está cansada, Isabella. Vamos quebrar o protocolo e deixar o café para outra ocasião. – minha mãe sorriu um pouco sem jeito. – Bem, Edward, fique à vontade, você se instalará no quarto de Isabella mesmo, não é? – minha mãe perguntou tímida e Edward sorriu. Eu teria ficado irritada, mas meus cinco dry Martinis conseguiram me segurar.
– Sim, Esme. Ficarei no quarto com Isabella, se não achar que é falta de respeito... – minha mãe interrompeu, antes mesmo que eu o interrompesse. Como assim falta de respeito? Ele iria ficar no meu quarto e ponto!
– Edward, claro que eu não acho falta de respeito. Já disse, torço por esse relacionamento. É que é a primeira vez que um dos meus filhos trás alguém especial aqui pra nossa casa. Jasper nunca trouxe nenhuma namorada, e Isabella nunca namorou, quer dizer, teve aquele menino da faculdade, mas... – eu a interrompi.
– Mãe, por favor, evite mencionar meu passado afetivo. Tenha uma boa noite. – ela assentiu sem graça pela gafe e se despediu de nós.
– Você está chateada com algo? – Edward questionou assim que ficamos sozinhos.
– Não. Preocupada com coisas do trabalho, eu diria, mas não chateada. – expliquei-me.
– Você não estava muito paciente hoje. – franzi o cenho.
– Eu disse algo que te ofendeu em algum momento? Fui grosseira com você? – me inclinei na mesa e toquei seu rosto.
– Não, minha linda. Só o jeito que você falou com os outros. Você parecia aborrecida em alguns momentos. – ele se inclinou e roçou seus lábios nos meus.
– Vamos subir? – o convidei. Ele se levantou e estendeu a mão de forma galante para mim.
– Para as estrelas? – segurei firme em sua mão e me levantei.
Literalmente, fomos às estrelas.
Transamos na cama, na banheira da minha suíte, na minha poltrona reclinável e novamente em minha cama.
Edward se dedicava totalmente ao meu prazer e me tratava como se eu fosse o que há de mais precioso nesse mundo.
Era tão bom me sentir assim.
Nossa relação a cada dia se fortalecia em minha mente. Nos desejávamos demais e nos dávamos bem. Isso é muito mais do que vários casais que conheço têm.
Edward adormeceu comigo em seus braços, mas antes ainda pude escutá-lo sussurrar.
– Eu nunca fui tão feliz em toda minha vida.
Pensei um pouco sobre isso.
Ele era feliz na nossa relação. Eu era feliz nessa relação também.
Éramos totalmente compatíveis e Edward era um homem bom, não se interessava pelo meu dinheiro. Ele via algo em mim que eu realmente não conseguia entender. Admito que não sou a mais simpática das pessoas, mas ele parecia ver algo em mim que ninguém mais via, e isso, de um modo estranho, me emocionava e me deixava completamente feliz.
O conselho já vinha há algum tempo dando a entender que me eleger oficialmente a presidente do grupo, não seria um impacto tão grande por causa da minha juventude, se no mínimo, eu tivesse uma figura mais familiar. Algo que inspirasse mais confiança nos investidores.
Isso sempre me deu uma grande vontade de mandar todos à merda e comprar todas as ações da minha empresa e fazê-la ser familiar novamente. Mas eu sabia que isso faria mal a Swan Spa, e faria também diminuir o índice de crescimento que teve nos últimos anos.
Talvez agora, a ideia de uma imagem familiar seja um pouco mais possível pra mim.
Obviamente, Edward não seria o modelo de marido perfeito para uma empresária bilionária, de acordo com a sociedade. Mas eu poderia dar um jeito de maquiar essa história.
Ninguém o conhecia. Eu poderia coloca-lo como empresário do ramo agricultor? Não, algo muito brega para a imagem de empresária sofisticada que carrego. Ganhador da mega-sena? Ridículo. Empresário do ramo petrolífero? Talvez.
[...]
Acordei com calor.
Havia um corpo grande e quente me segurando com firmeza e algo duro em meu traseiro.
Um arrepio passou por meu corpo ao me dar conta do que estava firme em meu traseiro era uma parte grande e deliciosa de Edward.
Com cuidado, me desvencilhei de seu abraço e fui tomar uma ducha.
Eu sabia que o sono de Edward era pesado e que ele ainda dormiria por no mínimo mais duas horas.
Eu estava vendo os índices da bolsa na Bovespa, e apreciando os números da minha empresa, quando a empregada bateu à porta e me passou uma ligação do meu tio.
– O que você quer, Aro? – fui direto ao ponto.
– Que jeito carinhoso de falar sobrinha querida. – ele desdenhou.
– Se não tem nada de interessante a falar, eu prefiro desligar e cuidar dos meus afazeres. – antes que eu pudesse fazer qualquer movimento para desligar ele falou.
– Isabella, eu quero uma reunião com você. – tive vontade de rir da sua tentativa de tom autoritário.
– Vamos fingir que eu me importo com o que você queira. O que você gostaria de discutir nessa reunião? – dei corda. Eu estava de bom humor, afinal, e rir um pouco das manobras idiotas do meu tio ganancioso era divertido.
– Eu exijo ter mais autoridade na empresa. Eu sou o presidente temporário, mas não posso assinar nenhum papel se não tiver sua assinatura. Não posso tomar decisões e sequer posso dirigir reuniões com o conselho dos acionistas. – quando seu desabafo patético terminou eu tinha uma grande vontade de rir, mas me segurei.
– Bem, acredito que é assim que as coisas devem ser, e é assim que continuarão sendo. – tentei soar o mais amável possível ao falar.
– Isabella, não teste minha paciência. Você está me fazendo passar por uma situação humilhante perante todos, sua fedelha. Você não tem uma imagem madura o suficiente para assumir formalmente essa empresa.
– E você não tem competência. Olha que engraçado? – pude escutá-lo bufar do outro lado da linha.
– Você tem podres. Não pense que eu não sei do seu envolvimento com o motorista. Você deve estar surpresa por eu saber isso, não é mesmo, querida sobrinha? Eu também tenho meus truques. – ele sorriu vitorioso e eu juro que senti pena.
– Tio Aro, namorar meu motorista é o maior podre que você consegue levantar contra mim? Ora, vamos lá, eu pensei que você fosse melhor que isso. – zombei. – Meu relacionamento com ele não é nenhum segredo.
– Você... Você vai apresentar um motorista pobretão como seu futuro marido? Faça isso. Todos vão rir de você e perder totalmente a confiança nessa empresária séria que você diz que é. – a mente do meu tio era mais limitada do que eu imaginava.
– Vou apresentar à sociedade como futuro esposo, um homem bem sucedido e que só acrescentará à minha imagem como empresária. – eu disse calmamente. – Então, se era só pra lamentar como um perdedor e discutir meu futuro afetivo que você ligou, lhe desejo um bom dia e peço que não me incomode mais com seus assuntos patéticos.
Desliguei e sorri.
Tão ambicioso e idiota ao mesmo tempo.
Ele poderia ser o presidente temporário, mas eu o deixei tão amarrado que ele tinha a mesma autoridade que uma secretária.
Coloquei o telefone na mesinha de canto e tomei um susto ao me virar e ver Edward sentado na cama me fitando de forma estranha.
– Bom dia, o que houve? – cheguei perto dele e lhe dei um breve beijo.
– Bom dia. Nada, não houve nada. Vou tomar uma ducha, ok? – ele se levantou ainda nu e meu corpo reagiu no mesmo instante.
Fiquei acompanhando-o caminhar até o banheiro e fechar a porta.
Estranho ele não me chamar para tomar banho junto com ele. Obviamente eu já havia tomado uma ducha ao acordar, mas acompanha-lo não seria sacrifício algum.
Dei de ombros e saí do quarto.
Instruí a empregada para servir o café da manhã à beira da piscina e para enviar Edward para lá assim que descesse.
[...]
Eu estava tomando um suco quando Edward apareceu vestindo apenas uma sunga.
A visão do seu corpo me desestabilizou um pouco, mas me contive. O que eu havia me tornado? Uma viciada em sexo? Ou melhor dizendo, uma viciada em Edward Cullen?
– Estava preparado para um banho de piscina? – indaguei quando ele se sentou ao meu lado.
– Imaginei que poderia precisar. – ele deu de ombros sorrindo, mas algo em seu sorriso não me convenceu. Ele parecia preocupado, ou até mesmo triste.
Tentei imaginar o que eu poderia ter feito a ele para que estivesse desse jeito. Ontem nós estávamos bem. Vivemos uma noite intensa e prazerosa, e ele dormiu dizendo que nunca havia sido tão feliz em toda sua vida. E hoje, acordou um pouco triste, ausente.
Tomamos o café em silêncio e logo Edward perguntou por minha mãe.
Ela havia deixado recado com a empregada de que sairia cedo e não tinha hora para voltar, e Jasper foi ao compromisso que tinha pela manhã, que provavelmente Edward sabia, mas não cabia a mim perguntar.
Edward ficou um tempo parado me olhando fixamente, e eu me senti estranha.
Ele não estava me olhando com desejo, bem, era desejo, mas tinha algo a mais. Ele parecia perturbado e aflito? Talvez.
De súbito ele se levantou.
– Vou dar um mergulho. – e dizendo isso, pulou na piscina.
Ele nadou um pouco e eu peguei meu celular para conferir meus e-mails.
– Vem pra cá. – ele me chamou de dentro da piscina.
Eu apenas sorri e declinei do convite. Eu estava sentada em minha espreguiçadeira, abaixo do guarda-sol, tomando um suco natural e lendo meus e-mails pelo meu celular.
Sorri ao ler o e-mail que Jéssica havia me enviado, informando-me da cotação das ações da Swan Spa hoje. Abriu em alta em Tókio, Londres e São Paulo.
Fiquei tão absorta lendo cada detalhe do e-mail, que nem percebi quando uma sombra me cobriu e eu senti um corpo molhado acima de mim.
– Edward. Você está me molhando. – eu reclamei, enquanto tentava tirá-lo de cima de mim.
Ele deitou-se completamente por cima do meu corpo e lambeu meu pescoço, causando-me arrepios
– Eu adoro te molhar. – ele disse com sua voz rouca ao pé do meu ouvido.
Senti aquela conhecida onda de calor passar por meu corpo, o sangue correu mais rápido na minha região íntima e meus mamilos ficaram mais sensíveis ao contato com o top do biquíni.
– Eu sei... – sussurrei trêmula e sem saber direito o que estava falando.
Ele pressionou seu quadril contra o meu, e eu pude sentir a protuberância do seu membro grande e grosso.
Mordi o lábio pra conter um gemido.
– Nesse momento, eu posso falar com certeza que você está molhada. – ele sorriu e desceu uma mão por meu corpo todo. Pescoço, seios, barriga e por fim, deixou sua mão em concha cobrir meu sexo por cima do biquíni. – Acho que aqui também está bem molhado. – ele me olhou travesso e seus dedos ultrapassaram a barreira do biquíni, me tocando intimamente.
Eu estava sensível demais. Com apenas um toque, meu corpo todo tremeu.
Edward sorriu confiante.
– Eu estava certo, você está completamente molhada aqui. – ele começou a desenhar círculos com a ponta do dedo em meu clitóris e eu não consegui mais segurar meus gemidos. – Vem pra água comigo. – ele disse e se levantou abruptamente, me puxando com ele.
Ele pulou na piscina e me olhou ansioso, esperando que eu pulasse também.
Por um motivo que eu ainda desconheço, eu fiz exatamente o que ele queria, e me joguei na piscina, louca para voltar a ter contato com ele.
Ele me puxou e me prensou contra a borda da piscina.
– Te quero demais, Isabella. – não tive tempo de responder. Sua boca devorou a minha, num ataque poderoso de luxúria, que me fez, vergonhosamente, choramingar e empurrar minha pélvis de encontro ao seu pênis.
Ele desceu beijos por meu pescoço e colo, e arrancando rudemente meu biquíni, ele engoliu um seio meu enquanto apertava forte o outro.
Sua selvageria estava me fazendo enlouquecer.
Sem que eu pudesse fazer algo, se é que eu faria, ele desatou o nó da minha parte de baixo do biquíni e me penetrou com um dedo.
– Edward... – gemi jogando a cabeça pra trás e curtindo o prazer.
– Isso, geme meu nome. O nome do seu homem. – ele voltou a chupar meus seios, enquanto bombeava um dedo dentro de mim.
Aquela onda de calor quase insuportável apareceu novamente. Eu conseguia sentir meu sexo se apertando, como se quisesse expulsar o dedo de Edward de dentro de mim, ou traga-lo de vez. Meus músculos foram se esticando e eu senti um nó dolorido se formar em meu ventre. Não suportei, gritei seu nome enquanto gozava.
– Agora você vai me dar outro. – ele disse assim que soltou meu seio de sua boca.
Ele fez um movimento que me pareceu que estava tirando a sunga e novamente colou seu corpo ao meu.
Senti a cabeça do seu membro em minha entrada. Eu ainda estava zonza pelo orgasmo quando o senti me penetrar forte.
Um soluço escapou por minha garganta. O fogo estava de volta.
– Outro? – perguntei meio torpe, mas já gemendo pelo prazer da penetração.
Ele segurou rudemente em meu queixo e me fez olhá-lo.
– Mulher minha não goza só uma vez. – e dizendo isso ele tomou minha boca de forma violenta e deliciosa.
Sua língua chicoteava a minha, suas mãos me seguravam tão forte, e ele estocava duro dentro de mim. Eu estava enlouquecendo de prazer.
O ar se fez necessário e ele encerrou o beijo com uma boa mordida em meu lábio inferior.
Ele continuou a estocar, e mesmo dentro da piscina, conseguíamos um ritmo bom. Nossos olhos se conectaram, e ficamos ali, nos amando de forma animal e nos olhando.
Senti meu orgasmo se formar novamente.
– Edward... está vindo... – eu avisei. – Eu vou... Eu vou gozar. – ele me apertou novamente num abraço e enterrou o rosto na curva do meu pescoço.
– Goza pra mim, meu amor. Goza só pra mim. Só eu te faço sentir isso. – ele rugiu, enquanto eu alcançava meu êxtase e ele também, provavelmente.
Permanecemos abraçados e ofegantes na piscina.
A cada dia eu me realizava mais com Edward.
Eu não precisava dessa coisa de amor que todos pregam. Meu pai me ensinou bem isso. Amar pessoas que não são da sua família não te fazem bem algum. Amar algumas pessoas da sua família, algumas vezes, já é algo que só te faz mal.
Edward e eu tínhamos algo especial e raro. E poderíamos viver com isso, sem envolver sentimentalismo.
Bem, ele tinha essa necessidade de expressar que estava apaixonado, e eu gostava disso. Ele só não podia esperar isso de mim.
Mas fora isso, nosso relacionamento era perfeito. E cada vez mais a ideia de tornar Edward alguém bem sucedido e me unir oficialmente a ele se fortificava em minha cabeça.
Eu teria uma imagem mais familiar perante o conselho, Edward teria uma grande oportunidade na vida, e nós dois seríamos felizes porque sabíamos que isso só seria possível se estivéssemos juntos. Tínhamos a química perfeita e eu não desperdiçaria isso.
POV Esme
Cheguei à cafeteria que combinei com Carlisle e me sentei.
Ele ainda não havia chegado.
Hoje pela manhã, bem cedinho, telefonei para ele pedindo para encontra-lo, e ele disse que teria um intervalo de uma hora no meio da manhã, por ele chegar uma hora mais cedo, como é o horário da equipe de limpeza, ele tinha esse direito à uma pausa no meio do dia, fora o horário do almoço.
Nervosa, eu comecei a estalar os dedos.
Será que dessa vez ele me escutaria? Será que enfim nós nos acertaríamos?
Pelo menos amigos nós tínhamos que ser... Bem, a quem estou querendo enganar? A única coisa que consigo fazer nos últimos dias é pensar nele e desejar veemente que ele me queira do mesmo modo que o quero.
Pode ser tolice minha, à essa idade, sonhar com um romance, mas eu via sempre na tv histórias de casais que se conheceram e se relacionaram já depois da idade madura.
Meu coração disparou quando o vi entrar na cafeteria.
Ele estava com uma calça jeans comum e uma blusa branca de mangas.
Ele não era muito forte. Mas tinha seus músculos no lugar ainda, e sem indícios de barriga.
Um corpo lindo para um homem na idade dele.
Ele sorriu brevemente e se sentou.
– Desculpe o atraso. – disse apenas isso e pediu seu café. Eu pedi meu expresso e donuts.
Segurei em sua mão e ele se sobressaltou.
– Carlisle, será que hoje você estará de coração aberto, livre de preconceitos e me ouvirá? – nos encaramos durante alguns segundos, e eu vibrei internamente quando ele assentiu. Relutante, mas assentiu.
Meu coração, esperançoso, saltou de alegria e o sorriso que apareceu em meus lábios foi inevitável.
– Vamos começar de novo. Eu sou Esme Swan. Tenho dois filhos e gosto de pintura abstrata nas horas vagas. – ele sorriu da minha brincadeira.
– Eu sou Carlisle Cullen, tenho três filhos e gosto de assistir futebol na tv nas horas vagas. – ele estava mais solto e eu fiquei feliz com isso.
– Tenho certeza que nos daremos muito bem, Carlisle. – nosso café chegou e logo iniciamos uma boa conversa sobre nossos filhos.
Talvez ele não queira nada comigo além de amizade, mas quem sabe com o tempo e muita insistência, ele deixe cair algumas barreiras e dê uma chance a nós dois?


E então, gostaram? Desculpe qualquer erro, foi na pressa esse cap.
Então, será que o Edward escutou alguma coisa do telefonema e entendeu errado? A Isabella está apaixonada por ele, só não consegue enxergar. Já deu pra perceber que ela quer EDWARD como algo a mais que namorado. Dois coelhos numa cajadada só.
E a Esme e o Carlisle? Será que dessa vez vai ou será só amizade? Compromisso do Jasper de manhã cedo? E Edward sabendo disso? Será que tem algo haver com Alice?
Perguntas, perguntas...

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