FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPITULO 18

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance




Boa noite gente... E aí, vamos odiar um pouco a Jéssica nesse cap?
Não tem cenas românticas, pq tem que ter um pouco de confusão né kkkkkkk



Confuso
POV Jasper
Nervoso!
Eu estou bastante nervoso.
Quer dizer, eu e Alice trocamos telefone, e eu falei com ela quase o domingo inteiro. Ela é demais. Engraçada, inteligente e tem um coração de ouro.
Eu fiquei hipnotizado por ela. Não só pela beleza, mas também pelo seu carisma. Não sei muito bem como definir, mas ela tem alguma coisa diferente. Ela chega perto das pessoas e parece trazer algo de bom consigo. É como se um lugar estivesse escuro, e quando ela chegava, esse lugar se iluminava.
Olhei no relógio novamente. Já era hora de ela sair.
Pois é, estou eu aqui em frente a faculdade dela.
É quase hora do almoço, talvez ela queira almoçar comigo.
Claro que se eu ligasse antes eu poderia ficar um pouco menos nervoso com a possibilidade de ela recusar. Mas Edward me disse que ela gosta de surpresas, e então, eu pensei em aparecer e a convidar para um almoço, passar o dia ao meu lado.
Meu estômago gelou quando eu a vi saindo com duas amigas. Ela sorria bastante de algo que uma das amigas estava falando.
Meu estômago se retorceu quando ela me viu e franziu o cenho.
Droga! Eu devia ter ligado pra ela primeiro.
Enfiei as mãos no bolso da calça e tentei manter minha respiração sob controle.
Ela se despediu das amigas e caminhou até mim.
– Olá, Jasper.  perdido aqui? – ela sorriu e me deu um beijo na bochecha, em forma de cumprimento.
Eu definitivamente estou virando um boiola. Meu coração disparou porque uma menina beijou meu rosto.
– Ér, não. Na verdade eu queria te ver. – droga, por que estou hesitando? – Você quer almoçar comigo? Sei lá, pra gente bater um papo, passar um tempo juntos, essas coisas... – Alice sorria e eu fiquei mais constrangido.
– Claro. Aqui perto tem um fast-food maneiro. De vez em quando, eu e minhas amigas comemos lá. – ela sorriu.
– Ah sim, claro. Mas eu, na verdade, queria te levar em um lugar mais tranquilo. Um lugar que nós poderíamos comer sem pressa. O que acha da culinária francesa? Ou talvez outra coisa? Na verdade, tem um restaurante em Carmel que é especializado em comidas típicas do Mediterrâneo. Acho que você vai gostar de lá. – Alice respirou fundo e na hora seu sorriso morreu.
– Olha, esses lugares aí devem ser muito legais e tudo mais. Mas eu não estou vestida adequadamente pra isso, e prefiro comer em um fast-food. – ela coçou um pouco a cabeça. – Jasper, eu entendo que você é rico e é acostumado com essas coisas. Mas eu não. Então, não tenta me impressionar com o que você tem ou com o que você pode me proporcionar. Talvez as mulheres com quem você costuma sair se impressionem com isso, mas eu não sou assim, ok? – me surpreendi com seu desabafo e ao mesmo tempo me senti mais fascinado por ela.
Ela acenou e virou as costas, começando a andar pra longe de mim.
Saí do meu transe e segurei em seu braço.
– Ei, Alice. Espere. Desculpe, eu não queria usar desses artifícios pra te impressionar. – Ela arqueou uma sobrancelha. – Ok, eu totalmente usei desses artifícios pra te impressionar. Mas eu não penso que você é desse tipo de garota. Eu só queria te levar em um lugar legal, te deixar... Feliz. – me expliquei e ela sorriu.
– Se você me pagar um duplo cheddar com batata frita eu vou ficar bem feliz. – sorrindo, eu segurei sua mão e a levei até o carro.
– Que seja um duplo cheddar então. – eu afirmei.
[...]
– E então, fui uma companhia tão ruim nessas... – consultei meu relógio de pulso. – seis horas que estou contigo? – olhei para o rosto de Alice e ela sorriu.
Após comermos nosso almoço num fast-food, eu a levei até o parque da cidade, estacionei o carro, e nós andamos pelo pequeno bosque que havia dentro do parque, depois nos sentamos em um banco perto do lago e passamos a tarde toda conversando. Alice era demais. Uma menina esperta, batalhadora e otimista. Eu ficava fascinado por tudo que ela falava, e eu seria um mentiroso filho da puta se dissesse que não fiquei olhando sua boca e desejando ardorosamente beijá-la até perder o ar.
– Não, ruim não. Eu diria regular. – ela respondeu sorrindo e eu fiz uma falsa cara de indignação. Alice gargalhou e eu também não resisti.
Estávamos dentro do meu carro, que estava estacionado na entrada da rua de sua casa. Eu queria adiar ao máximo o momento de dizer “tchau” a ela.
– Garanto que vou me esforçar para ser uma companhia melhor da próxima vez. – eu disse um pouco mais sério e coloquei uma pequena mecha do seu cabelo curto atrás de sua orelha. Alice desviou o olhar e o clima mudou dentro do carro.
– Jasper... – eu a interrompi.
– Alice, eu amei o dia que passamos juntos, mas eu quero mais. Quero te levar pra sair a noite. Jantar em um bom restaurante e depois, quem sabe, poderíamos ir ao teatro, não sei. – alisei seu rosto. – Posso te chamar para um encontro? – cheguei meu perto dela e a senti ficar tensa. – Desde sábado, eu só consigo pensar em você. – cheguei mais perto e nossos rostos ficaram à menos de um palmo de distância. – Então, Alice, posso te convidar para um encontro? – ela segurou a respiração e me olhou nos olhos, de forma determinada.
– Não. – eu sorri e vibrei internamente já imaginando para onda a levaria e.... O quê? Me afastei um pouco e a olhei fixamente.
– Não? – talvez eu não tenha entendido direito.
– Jasper, eu disse que não. Eu não quero que você me chame para um encontro romântico. – senti como se tivesse tomado um soco no estômago e me afastei mais dela, voltando totalmente para o meu banco do motorista.
– O quê... Por quê? – ela respirou fundo.
– Jasper, eu... Nós somos muito diferentes. Não vou negar que me interessei por você. Mas as coisas não são assim. Eu estudo, quero algo melhor pra minha vida, corro atrás dos meus objetivos, até porque não nasci em berço de ouro. Agora você, tem vinte e seis anos e não fez faculdade nem nada. Você nem trabalha. Só porque é rico, não tem um objetivo, nem nada. Não posso ficar com um cara que só pensa em curtir a vida e nada mais. – ela hesitou. – E... Além disso... Tem seu, ér, envolvimento com as... drogas. Edward me falou... – dei um soco no volante e ela pareceu se assustar.
– Ele te falou isso? – a raiva que eu senti me fazia tremer. – Não era pra você saber assim, droga. Ele quis me ferrar. – Alice tocou meu braço e eu tentei me acalmar.
– Jasper, ele não quis te ferrar. Ele só conversou comigo pra eu não ser pega de surpresa. Olha, eu não te julgo. Mas não quero um cara assim pra minha vida. Sem objetivos, sem responsabilidades e envolvido com coisas erradas. Eu batalho demais para ter um futuro bom, e pra esse meu futuro, eu quero um cara que também batalhe comigo. – ela tocou meu rosto e toda minha raiva evaporou. – O que eu quero dizer é que, não é só porque você tem dinheiro pra caramba que você tem que viver sem metas e responsabilidades.
– Você não gosta de mim do jeito que eu sou? – eu parecia um menininho magoado, mas era exatamente o que eu era naquele momento.
– Eu gosto muito do seu jeito, Jasper. Você é simpático, não é preconceituoso só porque eu sou pobre, é divertido e é gentil. Mas até quando você vai passar seus dias sem ter uma rotina? Sem ter responsabilidades? Você não tem sonhos? – foi dolorido concordar com tudo que Alice falava.
Que merda de vida eu vivia? Eu sou um cara de vinte e seis anos, venho de uma família bilionária, mas não fiz faculdade de nada, não trabalho com nada e passo meus dias implicando com minha irmã que trabalha demais e quando tô afim, saio a noite e levo pra cama mulheres que só ficam comigo para viajar ou ir a restaurantes caros.
– Já está na hora de eu entrar. Eu passei o dia todo fora e não falei pra ninguém. Meu pai já deve estar em casa e deve estar estranhando minha demora. – ela beijou meu rosto. – Boa noite, Jasper. Espero que fique bem. – ela saiu do carro e antes de se afastar ela me chamou. – Jasper, não fica com raiva do meu irmão, ele me contou isso porque por algum motivo ele acha que eu posso te ajudar. Tchau. – dizendo isso, ela caminhou até o portão da sua casa e entrou.
Encostei a cabeça no volante do carro.
O que era a minha vida? O que eu fiz? Será que no fundo eu não sentia inveja da minha irmã por ser alguém importante e por fazer algo útil com sua vida?
POV Edward
– Não, não e não, Isabella. – ela bufou e desconectou a ligação. Olhei irritado para o celular. Ela acabou de desligar da minha cara?
Saí da recepção e entrei no elevador. Eu iria na sala dela e não importa se ela estivesse ocupada.
Bufei irritado dentro do elevador.
Pelo amor de Deus, que mulher dá um carro pro namorado de presente de aniversário?
Assim que o elevador abriu no último andar, eu saí a passos duros, porém fui parado por Jéssica.
– Edward, eu quero falar com você. – ela colocou a mão em meu peito, me impedindo de prosseguir. Respirei fundo e me controlei.
– Pode falar, Jéssica. – ela tirou a mão do meu peito e cruzou os braços.
– É verdade essa história de que você está saindo com a senhorita Swan? – bufei irritado.
– Eu não estou saindo com ela, estou namorando com ela. – expliquei e o rosto de Jéssica se contorceu em raiva.
– Eu fui no seu churrasco de aniversário no sábado, aliás, churrasco esse que você nem me convidou, seu pai que por educação me chamou, e ouvi boatos sobre isso, mas achei que era mentira. Nunca imaginei que a senhorita Swan iria num churrasco de funcionário, apesar de ver a família dela lá. Mas agora, você me confirma isso na maior cara de pau? Eu estou muito decepcionada com você. – ela me olhava com raiva e desprezo.
– Jéssica, o que você tem haver com isso? Se eu estou ou não com Isabella, o problema é meu. E você não tem que ficar decepcionada comigo. Não sou nada seu, além de colega de trabalho. – me defendi.
– Não se esqueça que fui eu quem te colocou nesse trabalho. Eu te ajudei quando você estava desempregado e sem dinheiro pra comprar um pastel na feira. – respirei fundo e tentei me controlar. Nunca imaginei que Jéssica me jogaria isso na cara um dia. – Eu te admirava, Edward. Você sempre foi um cara correto e honesto, e eu sempre almejei ter um homem assim na minha vida. Sempre te convidei pra sair, mas entendia quando você não aceitava. Eu imaginava que você tinha receio de se envolver com alguém do trabalho por causa das regras da senhorita Swan. Aí, eu descubro que você está se vendendo dessa forma vil. Ela  te pagando um dinheirinho a mais pra você foder com ela? Ela tá te dando presentinhos pra retribuir cada orgasmo que você dá pra ela? Não sabia que você se vendia. Me fala o preço, de repente eu conheça um monte de ricaças loucas pra encontrar um garotão disposto a foder com elas. – a ira me invadiu completamente e eu segurei Jéssica pelos braços de forma bruta.
– Cala a boca! Você não sabe nada sobre mim. Você não sabe nada sobre minha relação com Isabella. – eu a sacudia e ela ria na minha cara.
– Olha, que bonitinho, você acha que ela vai se casar com você e ter muitos filhinhos? – ela se soltou do aperto das minhas mãos. – Acorda, Edward. Você tá divertindo ela agora, mas quando um empresário ricaço aparecer e ela decidir que está na hora de assumir um compromisso com alguém, ela vai te chutar e ficar com um cara do nível dela. E você, além de perder a namoradinha, vai perder o emprego também. – ela dizia com desdém e eu estiquei o dedo em riste, em frente ao seu rosto.
– Você não sabe nada do que acontece entre Isabella e eu, então, guarde sua imaginação suja só pra você. – minha respiração estava acelerada e eu juro que estava a ponto de burlar minha regra de nunca levantar a mão para uma mulher. – Fico muito agradecido que você tenha me arranjado esse emprego, mas é só isso. Eu nunca tive interesse em você, e agora, conhecendo esse seu lado invejoso e podre, eu não tenho vontade nem de olhar na sua cara. E preste atenção, se você falar algo ofensivo em relação à minha namorada novamente, eu juro que não respondo por mim.
– Vai começar a bater em mulher agora? – ela, apesar de estar assustada, ainda debochava.
– Apesar da enorme vontade, eu não vou fazer isso. Mas fale qualquer coisa ofensiva em relação à Isabella, e eu conto pra ela. E você a conhece, sabe que ela pode fazer com que você não arranje emprego nenhum nesse país. – ela arregalou os olhos quando mencionei isso. – Agora, se eu fosse você, eu voltava pra sua mesa e fazia apenas seu trabalho. Eu não vou falar nada agora, em agradecimento pelo emprego que você conseguiu pra mim. Mas não haverá próxima vez.
– Eu tenho pena de você. – ela disse isso, se virou e voltou para sua mesa.
Escutei som de palmas vindo da porta do elevador. Me virei e vi um homem alto, branco e com os cabelos longos e pretos.
– Que maravilha. O motorista, que se acha muito esperto por estar saindo com a patroa, brigando com a amante enfurecida. – sua voz era dócil, mas o veneno veio nas palavras.
– O quê? – meu Deus, que inferno eu fui me meter! Quem é esse cara, e do que ele está falando?
– Jéssica, diga a minha querida Isabella que eu estou entrando. – ele disse esnobe e caminhou até a porta. Jéssica fez o que ele mandou, e o cara me deu uma boa encarada. Eu estava estático e não sabia o que fazer.
Logo a porta foi aberta e Isabella saiu apressada, parando logo assim que me viu.
Ela franziu o cenho e olhou para todos que estávamos no cômodo.
– Isabella, minha querida sobrinha, imagina que eu resolvi vir até aqui pra acertas alguns pontos com você e vi os dois pombinhos tendo uma briga calorosa. Imaginei que você não permitisse namoro no ambiente de trabalho. – ele dizia sorrindo e eu vi o corpo de Isabella ficar tenso. Ele sorriu ao ver que havia atingido seu objetivo. Eu queria gritar e bater nesse cara, por estar distorcendo tudo, mas ele se dizia tio de Isabella e provavelmente eu arranjaria confusão se fizesse algo. – Reparando bem, esse não é o seu motorista particular? Não sabia que ele mantinha um relacionamento com sua secretária.
Jéssica estava de olhos arregalados em sua mesa, e eu queria gritar na cara dela que isso tudo era sua culpa. O tio de Isabella sorria em claro sinal de deboche, e Isabella mantinha o corpo tenso e olhava fixamente para o tio.
– Sabe por que você é uma figura insignificante para minha empresa? – ela caminhou lentamente até ele, e falava num tom de voz baixo, porém letal. – Porque você é tão fútil, que se preocupa com a vida afetiva dos funcionários. Você estava vindo à minha sala pra quê? Implorar pra poder ter um pouquinho de poder na minha empresa? Suplicar um pouco de responsabilidade? Ou estava vindo simplesmente fazer papel de ridículo reclamando do seu cargo inútil? – ele segurava a respiração e se encolhia a cada passo dela. – Se eu fosse você, eu ficaria muito agradecido à minha extrema bondade de te manter na empresa e te pagar um salário milionário para não fazer nada. Se eu fosse realmente ser justa, você não ocuparia nem o cargo de auxiliar de escritório. Sabe por quê? Porque você é burro, incompetente e tem a péssima mania de se achar esperto. – ele visivelmente tremia de raiva. – Agora, saia da minha frente imediatamente porque eu tenho uma videoconferência pra presidir.
Ele estava vermelho de raiva, mas continuou quieto e saiu a passos duros. Entrou no elevador e sumiu de nossas vistas.
– O que estava acontecendo aqui? – Isabella perguntou, tentando controlar sua voz. Sua irritação era evidente. Ela olhava pra Jéssica que tremia e tinha os olhos brilhando pelas lágrimas represadas.
– Isabella, eu... – ela virou o rosto pra mim e me deu um olhar mordaz.
– Você fica quieto, eu estou falando com ela! – eu queria revidar, mas sabia que ela estava nervosa, e com razão. – Vamos Jéssica, explique-se.
– E-eu es-estava co-conversando com o Ed-Edward sobre o chu-churrasco de sábado, senhorita Swan. – Isabella permaneceu um tempo em silêncio, apenas a olhando.
– Mais uma confusão e você nunca mais conseguirá emprego nesse país. – Isabella disse mordaz e se virou pra mim. – Você. Me segue!
Ela apertou o botão do elevador e alguns segundos depois, ele se abriu.
Eu entrei atrás dela, sem nem dispensar sequer um olhar para Jéssica.
Assim que as portas do elevador se fecharam, ela apertou o botão para travar.
– Agora você vai me explicar direitinho o que meu tio quis dizer. – respirei fundo e a olhei nos olhos. Eu odiava mentir para Isabella, mas eu não detonaria Jéssica dessa vez por gratidão ao emprego que ela me arranjou.
– Jéssica apenas me perguntou por que eu não a havia convidado para meu churrasco. Ela reclamou que meu pai a convidou apenas por educação. Disse que ficou chateada pela minha falta de consideração com a nossa amizade. – ela ficou alguns segundos me olhando nos olhos. Parecia que ela estava percebendo que eu estava mentindo. Por fim, ela suspirou e me abraçou.
– Eu só não a demito porque ela te ajudou. Apenas por isso. – eu rodeei seu corpo com meus braços.
– Deixa ela pra lá, meu amor. E esse seu tio, heim? Que cobra. – ela sorriu e se afastou para me olhar.
– Ele sabe sobre nosso relacionamento, por isso falou aquelas coisas. É um idiota, mas, pro bem da empresa perante os acionistas, eu o coloquei o cargo de presidente, mas é fachada, ele não manda em nada e todos sabem.
– Por que você faz isso? Você não pode ser a presidente? – ela passou a mão nos cabelos e sorriu amarga.
– Eu sou jovem e solteira. O conselho não acha que eu passe uma imagem de confiança perante a mídia. Todos no mundo dos negócios sabem que sou eu quem administra tudo, mas publicamente, meu tio é quem aparece como presidente. – ela mordeu o lábio inferior. – Se eu me casasse, minha imagem se tornaria mais familiar, mais responsável perante a mídia, e assim, com certeza o conselho me apoiaria na posse da presidência da Swan Spa.
De novo essa história.
Depois do telefonema de Isabella, onde eu a escutei falar que apresentaria um empresário bem sucedido como futuro esposo, eu tentei espantar esse fantasma da minha cabeça, e fazer de tudo pra provar pra ela que eu sou o homem pra ela.
Mas agora, ela falando de novo nessa coisa de casamento, me leva a pensar se o que Jéssica disse não seria a realidade e eu estaria tentando não enxergar.
– Não vai falar nada? – Isabella chamou minha atenção.
– O carro. – mudei de assunto. Ela fez uma careta. – Isabella, eu não posso aceitar um carro de presente de aniversário. É absurdo isso.
– Eu não vejo problema nenhum em te dar um carro. Você não tem um. Pelo amor de Deus, Edward, é só um carro. – ela argumentou.
– Um carro que custa cento e cinquenta mil dólares!
– E daí? – ela deu de ombros e eu fiquei sem palavras. Quem fala “e daí’ pra cento e cinquenta mil dólares? Aparentemente, minha namorada. – Edward, já está comprado e no seu nome. Você decide o que fazer com ele. Quer vender e ficar com o dinheiro? Fica a vontade. Quer deixar ele na garagem e nunca usá-lo? A escolha é sua. Eu te dei porque quis. Eu sei que você não tem interesse nenhum no meu dinheiro, mas se eu posso te dar um presente legal, por que não fazer?
Soltando a respiração, eu me dei por vencido. A puxei para meus braços novamente e beijei o topo de sua cabeça.
– Você faz de mim o que quer. – eu declarei sorrindo.
Ela me deu um breve beijo e apertou novamente o botão para destravar o elevador.
– E você é teimoso demais. – ela sorria. – Dorme comigo hoje no meu apartamento na saída da cidade? – eu assenti e ela saiu no andar que ela havia pedido.
Desci até o hall e encontrei Rosálie entrando.
– Oi. – ela sorriu e veio ao meu encontro.
– Olá. Tudo bem, Rosálie? – a cumprimentei.
– Tudo ótimo comigo, mas pela sua cara, você não está bem. – suspirei.
– Dá pra perceber, é? – ela assentiu.
– Algo entre você e Isabella está errado? Pode confiar em mim, sou amiga dela, mas se você me disser algo que não quer que ela saiba, ela não vai saber. Eu juro. – sem conseguir me segurar, eu desabafei.
– Tenho medo de não ser bom o suficiente pra ela. – Rosálie me deu um olhar interrogativo. – Tenho medo que ela só esteja passando um tempo comigo, mas quando ela quiser ter um compromisso sério, ela escolha um empresário ricaço.
– Edward, posso te garantir que seu medo é bobo. Isabella pode ser difícil, fechada e durona, mas ela gosta de você. Talvez nem ela saiba, mas ela gosta. E eu sei que ela não está disposta a te perder de forma alguma.
– Será? – eu havia ficado bastante inseguro depois do telefonema dela.
– Eu a conheço desde a época da faculdade, e eu sei que ela realmente está gostando de você. Charlie colocou muitas coisas na cabeça dela, e por isso ela pode parecer insensível às vezes. Mas uma coisa posso te garantir. Ela está realmente vivendo agora, com você na vida dela, e eu sei que ela não vai deixar isso escapar. Se ela tiver que ter algum compromisso mais sério com alguém, como você mesmo falou, esse alguém será você.
– Eu espero que sim. – nós sorrimos.
– Mais algum problema? – ela perguntou humorada.
– Acredita que ela comprou um carro de cento e cinquenta mil dólares pra mim? – Rosálie não se espantou.
– Ela pagou seiscentos mil dólares alugando um avião pra poder chegar a tempo no seu churrasco. – ela deu de ombros e eu arregalei meus olhos.
– Ela fez o quê?
– Ops, acho que falei demais. – eu balancei a cabeça. – Você ainda tem dúvidas que ela gosta de você?
– Se ela falasse, eu não teria mais dúvidas. – Rosálie me deu um soquinho no braço.
– Boa sorte até lá. – ela deu três passos e parou. – À propósito, talvez eu possa me tornar sua nova cunhada. – piscou e caminhou em direção ao elevador.
Seiscentos mil dólares alugando um avião só pra chegar a tempo no meu aniversário?
Apesar do jeito estranho de demonstrar, talvez Isabella realmente goste de mim.


E aí, gostaram? Eu sei, não teve nada de Esme e Carlisle nesse cap, mas vcs saberão se eles ficaram na amizade ou se acertaram... E Alice heim, deu um choque de realidade no Jasper e fez o rapaz pensar na vida.
Jéssica se mostrou uma verdadeira vaca, nao é mesmo, e o Aro é patético nas tentativas de envenenar Isabella.
Edward encucado com medo de Isabella querer casar com um cara rico... Ai ai, vamos lá girls, ela, do jeito dela, demonstra que gosta dele. Bem, próximo cap terá momentos românticos, já que nesse eu não coloquei...

beijos e comentem.

1 comment :