FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPITULO 20

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance





Estado de alerta
POV Isabella
– Bom dia, Isabella. Onde está Edward? – minha mãe perguntou assim que me sentei à mesa com ela, para tomar o desjejum.
– Acordou cedo pra ir até a casa dele. Em breve ele estará aqui. – falei enquanto pegava uma torrada e minha geleia de damasco.
– Você está diferente. – revirei os olhos. Eu sabia que ela iria reparar e principalmente, iria comentar sobre minha roupa. – A última vez que te vi vestida assim, foi quando você estava na faculdade.
– Que bom que eu ainda tenho o mesmo manequim desde a faculdade. Essa roupa sobrou no fundo do closet. – expliquei um pouco a contragosto.
– Está bonita. Mais jovem e despojada, eu gostei. E aposto que Edward gostará também. – ela deu aquele sorrisinho sonhador que sempre dava quando tocava no nome dele. Minha mãe era romântica demais, e estava muito empolgada com o meu relacionamento com Edward. Eu apreciava a amizade fraternal que eles construíram rapidamente. Havia uma grande chance de Edward ser agregado à família, e minha mãe seria uma boa companhia pra ele nos períodos em que eu precisasse ficar ausente. Quando eu tomar a posse da presidência, oficialmente e publicamente, meus compromissos irão aumentar, e consequentemente, minhas viagens serão mais recorrentes e longas.
– Ele vai gostar. – eu pontuei e comi minha torrada.
Alguns minutos de silêncio se passaram, mas logo minha mãe voltou a puxar assunto.
– Seu irmão procurou ajuda médica pra se livrar do vício daquelas porcarias. Ele está se saindo muito bem. – tomei meu suco e a encarei.
– Mãe, o Jasper nunca foi um viciado em drogas. Ele sempre fez isso pra chamar atenção. Na adolescência, bebia pra chamar atenção do nosso pai, não quis ir a uma faculdade, preferiu frequentar festas todos os dias e viajar pelo mundo pra torrar dinheiro. Depois, ele migrou pra cocaína porque os que o cercavam, usavam essa substância, e querendo chamar a atenção da família, ele não fez esforço algum para esconder. E isso continua até hoje. Ele não é, e nunca foi um viciado, não trate-o como um doente. – fui direta e sincera. Eu não gostava de ver minha mãe sofrer por algo que Jasper fazia apenas pra chamar atenção. Algo que ele tinha controle. – Mas, voltando ao tópico, fico feliz que ele tenha percebido o caminho errado que havia tomado. – ela sorriu fraco.
– Ele vai fazer faculdade também. Só está decidindo ainda qual ramo quer seguir.
– Essa é uma notícia boa. Mande ele ir ao meu escritório e eu posso apresentar brevemente os departamentos da empresa. Isso pode ajuda-lo a decidir o que estudar. – o sorriso da minha mãe aumentou e eu retribuí gentilmente.
[...]
Eu estava em frente ao espelho do meu quarto e me olhando de forma estranha.
Há quanto tempo eu não vestia uma calça jeans? Realmente, desde a época da faculdade.
Meu pai sempre disse que assim que eu me formasse e ingressasse oficialmente na Swan Spa, eu deveria me vestir formalmente sempre, pra não passar uma imagem com pouca credibilidade.
Eu não sabia o quanto eu havia sentido saudades da minha velha calça jeans, meu all starvermelho e blusas de algodão.
Ajeitei minha camiseta branca e puxei levemente a manga da minha jaqueta de couro preta.
Edward me alertou que eu deveria usar jaqueta, e então, eu escolhi uma que havia comprado no inverno retrasado, mas não havia usado ainda por não combinar com meu estilo de roupa.
Na vitrine ela parecia tão linda, que não teve como resistir. Bem, hoje ela será usada, pelo menos.
Ajeitei meus cabelos e desci novamente para a sala de estar.
Edward estava demorando, e eu não gostava de esperar.
Eu estava conferindo meus e-mails pelo meu celular, só por costume, quando uma das empregadas entrou na sala me estendendo o telefone.
– Telefone para a senhora. John Culligan. – franzi o cenho. Eu não conhecia nenhuma pessoa com esse nome.
– Isabella Swan. – atendi firme.
– Se continuar brincando com fogo, logo se queimará. – uma voz eletrônica soou e logo a ligação caiu.
Fiquei por uns instantes paralisada, apenas pensando e analisando o que poderia significar isso. Quem poderia ser? A que se referiam? E pelo que eu deveria estar preparada para enfrentar?
– Algum problema, senhora? – a emprega me tirou dos meus pensamentos.
– Não. Pode voltar ao seu trabalho. – entreguei-lhe o telefone e ela saiu rapidamente.
Peguei meu celular dentro da bolsa e contatei Rodrick, meu chefe de segurança.
– Acabo de receber uma ameaça por telefone. A voz era computadorizada. Veja o que pode fazer a respeito disso para rastrear o autor ou pelo menos conseguir uma direção, e contrate mais seguranças do mesmo padrão dos que já estão na equipe, e distribua mais alguns pela propriedade, alguns no escritório, quero mais dois carros acompanhando todo trajeto que eu fizer. Um carro irá a frente e o outro atrás, como fazemos quando viajo. – eu expliquei rapidamente.
– Inclusive no trajeto da mansão para o escritório central, Senhorita Swan? – Respirei fundo. Esse era o único trajeto que eu me permitia a liberdade de ir apenas com o motorista, sem a necessidade de carros com seguranças acompanhando. Porém, por prudência, eu deveria modificar isso.
– Sim, inclusive no trajeto da mansão para o escritório. Mantenha a segurança discreta, porém com mais seguranças habilitados para atirar, com minha mãe, meu irmão e... Edward. Quero que tenha pelo menos uma dupla acompanhando os passos dele, de forma discreta, obviamente. – foi um momento desconfortável falar isso para Rodrick. Eu não escondia de ninguém que Edward e eu estávamos juntos, mas eu ainda era relutante em expressar isso.
– Compreendido, Senhorita Swan. Sugiro um número de vinte seguranças a mais, e precisarei de mais quatro carros para isso. – Rodrick era bom por isso. Sempre me dava respostas rápidas, e me dava a informação necessária para eu autorizá-lo a executar minhas ordens.
– Pode contatar seus conhecidos à partir de agora. Escute Rodrick, eu sei que você só conhece profissionais bons, mas eu quero os melhores. O salário você sabe e tudo mais. Os carros estarão à sua disposição, no máximo em dois dias. Conto com sua discrição nesse caso de estado de alerta.
– Perfeitamente, senhorita Swan. E eu trarei os melhores. – eu encerrei a ligação e logo contatei o gerente da concessionária de veículos que fornecia carros para a empresa. Além do meu nome de peso, eu era muito conceituada e bem recebida pela concessionária por ser uma cliente que comprava valores altíssimos. Pedi quatro carros para segunda-feira, do mesmo modelo de todos os carros da equipe de segurança, e lembrei ao gerente que ele ficaria muito alegre com sua conta bancária se essa operação de venda não passasse daquela ligação adiante.
Guardei meu celular na bolsa novamente e me sentei no sofá.
Minha mãe e Jasper nunca concordaram com essa situação de viver cercados de segurança, então, a solução que meu pai havia encontrado e que eu mantinha, era manter um pequeno numero de seguranças na mansão e a base da equipe na saída do bairro.
Sempre que minha mãe ou Jasper saem de carro, um segurança da mansão comunica uma dupla de seguranças da base que eles estão saindo, e como meu bairro tem apenas um lugar por onde entrar e sair, quando o carro passa, os seguranças o seguem discretamente.
Isso tem funcionado até hoje, e espero que com esse aumento na vigilância, eles não descubram.
Eu não conseguiria ficar em paz se não soubesse de todos os passos da minha mãe e do meu irmão.
Às vezes, eles parecem não se dar conta do quão somos ricos e visados, mas eu tenho total noção e não deixo brechas para minha família ser atingida por qualquer coisa.
Edward... Esse seria um problema. Eu não sabia como ele reagiria se soubesse que está sob vigilância vinte e quatro horas por dia. Aliás, tenho uma vaga ideia de que ele não gostaria nada disso. Seria melhor manter a vigilância discreta com ele também.
As pessoas do meu meio social ainda não sabiam do nosso envolvimento, já que ainda não aparecemos publicamente em nenhum evento, tempo livre não é algo que eu tenha gozado ultimamente, mas eu deveria protege-lo por qualquer eventualidade.
Eu não sabia com quem estava lidando, quem estava ameaçando. E se essa pessoa descobriu o telefone da minha casa, que não consta em lista telefônica alguma, essa pessoa com certeza poderia ter feito uma investigação sobre meus últimos passos.
Eu aguardaria qualquer informação que Rodrick conseguisse, o que eu acho difícil já que a ligação foi rápida e a voz computadorizada, e manteria vigilância extra indeterminadamente.
Estava concentrada em meus pensamentos, desenhando minimamente os passos a tomar caso a pessoa que havia feito a ameaça ligasse novamente, quando escutei um barulho alto e diferente aos meus ouvidos.
O que era esse... Ronco? Parecia ronco de um motor.
– Senhorita Swan, o senhor Edward já está na entrada da casa lhe esperando. – uma empregada me informou.
Meio desconfiada, eu saí da sala de estar e caminhei até a porta da entrada principal.
Quando eu saí pela porta e desci pelas escadas, paralisei com a cena que vi.
Edward estava de calça jeans escura, camiseta preta e jaqueta preta também, em cima de uma moto velha, porém grande e bem conservada, e me dava aquele seu sorriso que me fazia quere-lo em qualquer lugar a qualquer hora do dia.
Ele me olhava de cima a baixo e parecia gostar muito do que estava vendo.
– Pronta pra dar uma volta de moto, patroa linda?
– Ah... Eu... Hum.. – pela primeira vez na minha vida, eu fiquei sem palavras.
Uma moto? Nós sairíamos em uma moto?
Edward estendeu uma mão para mim e me chamou novamente.
Um pouco hesitante, eu caminhei até ele, e ele me ajudou a subir naquela coisa barulhenta e grande.
– Coloque esse capacete e aperte ele. Não pode ficar frouxo, ok? – ele me estendeu um capacete preto.
Eu enrolei meu cabelo da forma que dava e travei o capacete em minha cabeça.
– Agora me abrace bem apertado. – ele deu o comando.
– Edward, as motos são um pouco perigosas. Você sabe o quanto de responsabilidade eu tenho em minhas costas, eu não posso me permitir correr qualquer tipo de risco e... – ele deu um tapinha em meu joelho.
– Calma, amor. Eu nunca colocaria sua integridade física em risco. E além disso, eu não vou correr, eu juro. – confiando nele, eu o abracei pela cintura e me agarrei às suas costas. – Você já andou de moto alguma vez?
– Não, nunca. Eu sempre tive motoristas para me levarem a qualquer lugar, e meu pai também não me permitiria me expor a um risco desses, de qualquer forma. – expliquei.
– Então apenas confie em mim. Nas curvas, a moto se inclina um pouco pros lados, mas não tenha medo, é só acompanhar a inclinação do meu corpo. Nunca jogue seu peso pro lado contrário, ok?
– Ok, tudo bem. Entendi. – o apertei mais um pouco.
– Agora, deixe sua bolsa presa firmemente entre nós. – eu fiz o que ele pediu e ele ligou novamente aquela coisa barulhenta. Colocou seu capacete e acelerou com ela ainda parada, para fazer mais barulho.
Eu estava com medo, mas tudo bem. Eu estava com Edward. Nada de mal me aconteceria, certo?
Tudo bem, acho que estar tremendo era normal nesse caso.
Ainda vi minha mãe aparecer na porta da entrada principal da mansão antes do meu pesadelo começar.
Edward andou com aquela coisa, e eu tinha plena certeza que meu coração iria parar.
Ao passarmos pela portaria, todos os seguranças da guarita olharam com sorrisos maliciosos pra nós. Se eu não estivesse precisando muito de seus serviços, eu demitiria todos.
Edward pegou a rotatória, e ganhou estrada, aumentando assim a velocidade da coisa barulhenta que eu recuso a pronunciar o nome.
Me apertei mais ao corpo dele e fechei os olhos. Eu não queria ver as coisas passarem rapidamente por nós desse jeito. Sem estar no conforto do banco traseiro de um carro.
E se acontecesse alguma coisa? E se caíssemos? Tudo bem, os seguranças estariam nos acompanhando com a vigilância secreta de sempre e eles poderiam chamar os paramédicos.
Óh meu Deus, o que eu estou pensando?
Não, Edward não vai deixar nada acontecer comigo. Eu confio nele.
– Ahhh!! – gritei quando a moto se inclinou e meu joelho direito quase bateu no chão. Eu juro, ficou a uma distância mínima.
Pelo estremecimento eu seu abdômen, eu sabia que Edward estava rindo do meu desespero, e nesse momento eu não confiava tanto assim nele. Pelo menos não nas curvas.
Nós estávamos passando por uma estrada um pouco mais deserta, e a paisagem era bem bonita. Apenas árvores e flores.
Ok, não era tão ruim assim sentir o vento contra seu corpo, passear livremente.
Respirei fundo e me permitir tentar aproveitar o passeio.
Eu prometi a Edward que tentaria viver um dia mais simples com ele, e eu sempre cumpro minhas promessas.
[...]
– E então, como foi a sua primeira vez em uma moto? – ele perguntou assim que descemos da moto, e ele me ajudou a tirar o capacete.
– No começo foi desesperador, mas depois eu até que apreciei a viagem. – fui sincera e ele sorriu.
– Fico feliz que tenha conseguido relaxar e aproveitar. – ele me abraçou pela cintura e roçou seus lábios nos meus.
– Que lugar é esse? – eu indaguei ao reparar no belo lugar onde paramos.
– Ah, eu não sei o nome ao certo, mas é uma bela visão, não é mesmo? – ele deixou nossos capacetes no chão, ao lado da moto, e me puxou pela mão para a beira do penhasco. – Eu queria te trazer em um lugar bonito e simples. E pra mim, os melhores lugares são os que a gente pode ficar em contato com a natureza e sem influência nenhuma do homem. Aqui é assim. A única coisa que o homem fez foi essa trilha que pegamos para chegar aqui.
Ele me abraçou por trás, e ficamos ali parados, na beira do penhasco, apenas sentindo o vento em nossos rostos.
O lugar era maravilhoso, mas estar com Edward era melhor.
Eu sentia algo diferente dentro de mim, que não conseguia identificar.
Eu sentia que Edward era essencial em minha vida. Era como se ele fosse o centro do meu mundo. A coisa mais importante pra mim.
Fechei os olhos com força e tentei controlar esse sentimento.
Eu tinha uma empresa bilionária pra cuidar, e nada deveria ser mais importante que isso. Meu pai me instruiu a nunca deixar ninguém tirar meu foco da empresa, e aqui estava eu, colocando Edward acima de todas as coisas.
Eu tinha que tê-lo só pra mim, pra sempre, porque essa química forte que nós sentíamos, eu tinha certeza absoluta que jamais sentiria por outra pessoa, mas também tinha que controlar esse desejo dentro de mim de coloca-lo acima de qualquer coisa.
Eu ainda tinha que moldá-lo para poder apresenta-lo à sociedade como meu futuro esposo, para evitar escândalos que agradariam as colunas de fofocas, mas tinha que pensar em um jeito de driblar seu orgulho, ou fazer parecer que ele recebeu uma grande oportunidade sem minha ajuda.
Eu sabia da sua paixão por carros, corridas e mecânica. Talvez eu pudesse...
– Amor? Você está tão quieta. Não gostou do lugar? – ele perguntou ao pé do meu ouvido e meu corpo se arrepiou por inteiro.
– Na verdade, eu adorei o lugar. – me soltei do seu abraço e me virei de frente pra ele. – Obrigada por me trazer aqui. Às vezes nessa minha vida agitada e rodeada de tecnologia e luxo ostensivo, eu acabo me esquecendo que existe lugares como esses.
Ele segurou de forma suave em meu rosto e me beijou.
Foi um beijo doce, terno, e eu me senti incomodada por meu coração disparar e minha garganta se apertar como se eu fosse chorar.
Eu podia contar nos dedos as vezes em que chorei nos últimos quinze anos de minha vida, e uma dessas vezes foi nos braços de Edward.
Mas não fazia sentido isso agora. Eu estava feliz. Preocupada com a ameaça que recebi mais cedo sim, porém feliz por estar com Edward.
Encerramos nosso beijo e permanecemos abraçados. Ali, sozinhos, em silêncio, apenas sentindo o corpo um do outro.
[...]
– Hambúrguer com batata frita? – exclamei ao ver o nosso pedido chegando na mesa.
Depois de muito insistir e me vencer com uma chantagem emocional, Edward me convenceu a ir em um fast-food para almoçarmos.
Eu nunca entrei em um fast-food. Meu pai não achava bom para mim, comer nesses lugares, nem quando eu era criança e sonhava em ir no McDonalds, como todas as crianças da minha escola iam com os pais enquanto as mães faziam compras no shopping.
Nós ficamos um bom tempo no penhasco, apenas conversando sobre nossas vidas. Edward me contava mais sobre sua difícil adolescência. Ele teve que desistir de ir a escola para poder trabalhar, e o estilo de vida que levavam naquela época era à beira do miserável. Eles eram pessoas simples, que nunca receberam qualquer tipo de oportunidade na vida. Talvez não me custasse facilitar algumas coisas que estivessem ao meu alcance, para eles.
Eu me sentia mal por ele. Eu tive o mundo aos meus pés, e ele, por um bom tempo, não tinha nem uma casa própria.
Quando a fome ficou quase insuportável, já era quase três horas da tarde. Nós subimos na moto novamente, e dessa vez eu já não tinha mais medo, e viemos até esse lugar lotado de gente que fala alto.
Eu tinha certeza que não era impressão minha. As pessoas estavam me olhando, apesar de eu não estar vestida formalmente, eu sabia que era uma peça estranha naquele cenário.
– Só hoje, amor. O lanche aqui é bem gostoso. E se for por causa das calorias, não se preocupe, seu corpo é maravilhoso e um dia só não vai te fazer sair de forma. – ele piscou e mordeu seu grande hambúrguer cheio de molho e mostarda.
– Ok. Eu prometi que iria tentar, certo? – ele me deu um sorriso encorajador e eu levei à boca aquela coisa cheia de molho.
Se você parar para olhar, era um alimento meio nojento, mas o gosto... Hummm, era maravilhoso.
Um pouco de molho escorreu na parte externa do meu lábio e eu o lambi rapidamente. Aquilo era realmente bom.
Pude escutar Edward gargalhar ao me ver comer com mais vontade, e a única coisa que eu pude fazer no momento, foi sorrir pra ele também.
Até que era legal comer num lugar simples como esse.
[...]
– Não, Edward. Eu não quero ursinho nenhum. Por favor, não me faça passar por isso. – eu pedi, enfiando meu rosto em seu peito.
Após comermos naquele fast-food, Edward fez questão de me levar ao parque da cidade para caminharmos e visitarmos a feira que havia lá todos os sábados.
Eu nunca fui em uma feira em toda minha vida!
Quer dizer, as únicas feiras que eu conheço e fui, são feiras de lançamentos de carros, feira de novidades tecnológicas e de moda. Mas todas essas feiras sempre foram realizadas em grandes salões, com um serviço de buffet refinado, pessoas usando trajes de gala ou esporte fino.
Mas isso aqui é uma loucura!
Pessoas andando de um lado ao outro, algumas pessoas em barracas gritando pra atrair freguesia para seus artigos, crianças correndo, tropeçando, caindo e chorando, casais se beijando em público, e havia um grupo que tocava uma música agitada, que me lembrava salsa, não sei ao certo.
E aqui estávamos parados. Edward insistindo para ir na barraca de tiros para tentar ganhar um urso pra mim.
Eu só espero não ser fotografada nessa situação. Isso poderia render ibopes altíssimos para jornais sensacionalistas, e minha credibilidade perante o conselho de acionistas cairia consideravelmente.
– Vamos lá, Isabella. É só um urso. – ele beijou minha cabeça e me arrastou até aquela barraca. – Você vai ver como eu sou bom. – ele piscou e comprou uma ficha com o atendente. Eu apenas soltei a respiração, vencida.
[...]
– Dá pra parar de rir? – Edward pedia emburrado. Eu ria de um jeito que há muito tempo eu não fazia.
– Eu não consigo parar. – tentei controlar o riso e a respiração. – Isso porque você disse que era bom, huh? – ele fechou a cara, fazendo um bico lindo, e eu ri mais ainda.
Ele continuou me puxando pela mão em direção a moto.
Era novidade pra mim essa coisa de andar de mãos dadas, mas eu estava gostando muito da sensação.
– Aquilo estava rodando rápido demais. O cara com certeza adulterou pra ninguém ganhar. Nunca aconteceu isso comigo. – quanto mais ele reclamava, mais engraçado ficava a situação.
Edward não acertou sequer um tiro em um dos patinhos do grande círculo. A cada ficha, ele tinha cinco balas para tentar acertar três patinhos. O fato de ele errar todos os tiros, o deixou bastante irritado, e ele começou a comprar fichas compulsivamente.
Na décima segunda ficha dele, ele finalmente desistiu.
– Tudo bem, eu nem queria o urso mesmo. – continuei sorrindo.
Paramos ao lado da moto. Ele circulou minha cintura com seus braços e encostou sua testa na minha.
– Não conseguir isso pra você feriu meu orgulho de homem. – isso soou bem engraçado e infantil, mas diante de seu semblante sério, eu percebi que ele realmente estava chateado.
Alisei seu rosto e beijei rapidamente seus lábios.
– Eu estou aqui, vestida desse jeito que não é o meu normal, eu andei de moto, eu comi em um fast-food, eu andei de mãos dadas com você, estou te acariciando e acabei de te beijar em público. Eu não faria isso por ninguém além de você. Esqueça aqueles ursos idiotas. – ele deu aquele sorriso torto lindo, roçou seus lábios nos meus e ficou me encarando de forma intensa.
– Eu amo você. – ele disse aquilo.
Por um momento, eu senti meu estômago se revolver, minhas pernas fraquejaram, o ar estava escasso e meu coração se apertou de um jeito estranho.
O que escutar estas palavras me fez sentir? Eu não conseguia identificar.
Era muita informação na minha cabeça.
Uma pessoa está me ameaçando. Edward me ama. Eu tenho que dobrar a segurança de meus familiares. Edward me ama. Eu tenho que monitorar os passos de Cezaro Santini, o italiano que estava me enviando informações sigilosas dos Pirelli. Edward me ama. Eu tenho uma reunião importantíssima essa semana, para tentar dar o contragolpe nos malditos italianos, e fazer uma oferta com preço mais baixo para a escuderia japonesa. Edward me ama. Os funcionários da fábrica da Swan Spa de São Paulo, no Brasil, estão ameaçando entrar em greve se não receberem um aumento acima de dez por cento. Edward me ama.
Fechei os olhos com força e a única coisa que apareceu na minha mente, foi quando meu pai me chamou no escritório dele, me olhou sério, e me disse pra nunca amar alguém que não fosse ele, minha mãe e meu irmão, porque o amor por pessoas que não são nossa família, só nos destrói.
– Edward... – seu nome escapou por meus lábios.
Senti o toque suave de suas mãos em meu rosto e abri os olhos.
– Eu te disse isso do fundo do meu coração, e não para escutar essas palavras de volta. Eu só precisava dizer, precisava que você soubesse o que sinto por você e que faria de tudo pra ficar ao seu lado pra sempre. – meu coração nunca bateu tão acelerado como nos últimos tempos. Era uma sensação estranha. Sufocante e revigorante ao mesmo tempo. A química e simpatia que eu sentia por Edward fazia isso tudo comigo? – Você, do seu jeito, me mostra o que eu preciso saber. Você ter passado esse dia comigo, vivendo a minha realidade, me diz muita coisa.
Ele me beijou novamente, e eu já não ligava se estávamos em público. Beijá-lo era maravilhoso e eu não conseguia mais ser tão contida com ele.
Encerramos nosso beijo com selinhos e ele logo me estendeu um dos capacetes que ele havia deixado numa redinha presa à moto.
– Agora vamos pra sua casa. Eu sei que você deve estar louca para um banho e trocar de roupa. E enquanto você faz isso, eu vou até a casa do meu amigo Garret, devolvo a moto e pego meu carro que eu deixei lá. – ele me ajudou a subir na moto e eu agarrei seu corpo com força. – Vamos logo que depois de um dia maravilhoso como esse, eu estou louco pra fazer amor com você. – suas palavras me arrepiaram de desejo e eu me vi implorando para chegarmos em casa logo.
Tudo que meu pai me ensinou e instruiu a fazer, sempre me levou a caminhos certos e a vitória. Eu sempre confiei em sua palavra exatamente por isso. Ele não dava passos errados e me ensinou a não dar também. Seu único passo errado, agindo em função do amor, o levou a se infectar pela doença que o matou. Mas será que ele estava realmente certo em dizer que o amor destrói? Será que ele estava certo em me instruir a nunca sentir isso por alguém que não fosse minha família?
Às vezes, quando eu olhava pra Edward, ou quando apenas estava tocando em seu corpo, como agora, eu considerava a possibilidade de meu pai estar errado em relação a isso. E que talvez eu pudesse ser uma mulher de pulso firme nos negócios, forte, mas que também pudesse ter um relacionamento com sentimentos de verdade.
Sacudi esses pensamentos da minha cabeça.
Eu tinha muitas coisas com o que me preocupar, não tinha tempo para isso agora. E a segurança de Edward, da minha família e a minha, eram o fator principal da minha preocupação nesse momento.


E então, gostaram? Quem estará ameaçando Isabella? Seria um perigo real? Nesse cap vocês puderam ver que ela não é tão sem sentimentos, é pragmática sim, mas tem sentimentos, e se preocupa com a família, já que os mantém sob vigilância dos seguranças. Ela se preocupa. E agora o Edward tbm é sua responsabilidade, na cabeça dela, e ela tbm quer a segurança dele.

E essa confusao de sentimentos? Será que ela vai descobrir o óbvio ou ainda vai dar mais mancadas? E até quando Edward irá aguentar?

Beijos e obrigada pelas reviews, isso é muito importante pra dar motivação para nós, ficwritters, esrevermos

1 comment :

  1. ta ficando cada dia mais emocionante essa fanfic mt maravilhosa..... parabéns Diana Artemis vc é ótima

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