FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPITULO 23

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance




Novo piloto
POV Isabella
Desci as escadas da minha casa e encontrei minha mãe sentada no sofá, sozinha na sala de estar.
– Bom dia, mãe. – a cumprimentei e caminhei diretamente para a saída. Mas ao não escutar sua resposta, eu parei e voltei para perto dela. – Mãe, está tudo bem?
Ela pareceu se dar conta de que tinha alguém falando com ela, e virou a cabeça para me olhar. Seus olhos estavam inchados, e o olhar desfocado.
– Ah, sim. Tenha um bom trabalho, minha filha. – seu tom foi tão desanimado que me fez estranhar.
Minha mãe sempre foi uma pessoa alegre e otimista. Até mesmo nos momentos mais difíceis, ela sempre sorria e tentava animar a todos nós.
Coloquei a bolsa no sofá ao seu lado e me sentei com ela.
– Mãe, aconteceu alguma coisa? Hum... Você quer... é... Conversar? – Esse momento era bem estranho. Não é que eu não me preocupasse com minha mãe, mas eu não costumava pergunta-la se estava tudo bem com ela.
– Coisas da idade, Isabella. – franzi o cenho.
– Como assim? – ela suspirou e sorriu sem humor.
– O tempo está passando, minha filha. Eu estou envelhecendo e ficando cada vez mais sozinha. – algo em seu tom de voz me fez perceber o quanto ela estava triste, e isso me fez sentir um forte incômodo.
Apesar de eu não ter um elo tão forte com minha mãe, me machucava vê-la assim, tão triste.
– Mãe, você ainda é bem jovem e bonita, não tem porque ficar pensando nisso. – respirei fundo. Era bem estranho ter essa conversa com ela. – Você... Hum... A senhora... ér... Sente falta de um... um... namorado? – talvez esse tenha sido o momento mais estranho da minha vida, depois da conversa sobre garotos que meu pai teve comigo aos quinze anos. Ainda era difícil me lembrar sem me sentir constrangida do meu pai falando sobre como os garotos só querem sexo e sobre como eu deveria evitar relacionamentos e me dedicar a minha carreira, e que meu corpo iria sentir vontade de conhecer o sexo, mas depois eu me acostumaria com isso. Foi horrível cada segundo daquela conversa, além de constrangedora.
Voltei à realidade quando escutei o riso fraco da minha mãe.
– Sabe, apesar de sermos mãe e filha, nós não temos intimidade nenhuma pra falar sobre essas coisas. – seus olhos brilharam com lágrimas contidas. – Eu me pergunto onde eu falhei como mãe. Eu deveria ser a melhor amiga da minha filha, e no entanto, não sabemos nada uma sobre a outra. – lágrimas rolaram por seu rosto e eu fiz esforço pra engolir o nó que se formava em minha garganta.
Segurei sua mão.
– Mãe, não pense besteiras. Você não falhou em nada. – era desconfortável ter esse tipo de conversa, mas ver minha mãe sofrer e chorar era algo que eu não gostava nem um pouco. – Olha, eu sei que sou um tanto reservada, mas isso não quer dizer que eu não goste de você. Sobre não sermos tão íntimas, eu diria que isso é característica do meu jeito pragmático de ser e não sua culpa.
Ela sorriu pra mim e limpou as lágrimas de seu rosto.
– Você costumava ser uma menininha tão carinhosa e sorridente. Mas, com o tempo, você se transformou. Me pergunto se essa menininha ainda vive aí dentro de você. – desviei meu olhar do seu. Eu não gostava quando ela falava assim. Como se ela não gostasse de quem eu sou agora. Posso não ser uma pessoa do tipo carinhosa e atenciosa, mas me preocupo muito com o bem estar da minha família.
– Mãe, eu preciso ir trabalhar. Você vai ficar bem? – ela suspirou.
– Claro que vou ficar bem. Aqui, nessa casa, sozinha. Eu estou bem. – fiz uma careta.
Eu não queria tentar entrar nesse assunto de novo, e de uma forma mais clara agora. Como eu mantenho uma segurança discreta em minha mãe, eu sabia que ela há um pouco mais de um mês, saiu pra tomar café com um homem. E que de lá pra cá, ela tem ido muito até a Swan Spa.
Rodrick levantou a ficha do sujeito e queria me passar. Mas eu pedi pra ele apenas me dizer se era alguém confiável ou não. Eu não queria invadir a privacidade da minha mãe, mas gostaria de saber se ela estava se envolvendo com alguém de boas referências.
Não sou cega, eu sempre vi que meus pais nunca se tratavam como um casal normal. Era uma vida de aparências. E depois de saber que meu pai teve uma amante, se contaminou com aquela doença maldita e nunca mais teve um contato com minha mãe, eu sabia que ela devia sentir falta de um... namorado.
– Mãe, você está assim por causa de um... cara? – ela prendeu a respiração e arregalou os olhos. – Olha, a única coisa que posso te dizer é que se esse cara está te fazendo ficar triste desse jeito, é porque ele não te merece. Você é uma mulher linda e maravilhosa, qualquer homem ficaria orgulhoso de merecer a sua companhia e atenção.
Por um momento ela arregalou os olhos e pareceu se surpreender, mas logo ela sorriu e me abraçou, me pegando totalmente desprevenida.
– Eu te amo, minha filha. E eu sei que aquela menina ainda está aí dentro, um pouco mais forte, mas está aí. – ela me deu um beijo no rosto e me soltou. – Agora, vai lá, eu não quero te atrasar. Bom trabalho, minha filha e obrigada pelas palavras.
Eu me levantei e peguei minha bolsa.
– Tchau, mãe. E... Hum... Fique bem. – saí de casa e avistei Edward me esperando, encostado em seu carro.
– Bom dia. Então, hoje você não é meu motorista? – ele me abraçou e me beijou.
– Não, hoje eu sou apenas o seu namorado que veio te buscar e irá te levar até o seu trabalho. Depois, seu namorado irá fazer o teste que ele está morrendo de medo, e se ele passar, irá ter muitas ideias gostosas pra comemorar com a linda namorada dele.
– Ideias gostosas, huh? Um motivo a mais pra eu torcer pra você passar. – ele sorriu de forma gostosa e me beijou novamente. Empurrei seu peito de leve. – Ok, sem show para os empregados. – ele sorriu e abriu a porta do carona pra mim.
[...]
Assim que me despedi de Edward, no estacionamento da Swan Spa, eu subi até a minha sala e logo pedi pra Jéssica iniciar um processo seletivo para meu novo motorista. Não gostei nada do sorrisinho malicioso que ela deu quando pensou que eu não estava olhando.
Preciso encontrar outra secretária/assistente imediatamente e me livrar de Jéssica. Algo me dizia que ela não era confiável quando se tratava de pedidos particulares meus.
Liguei meu computador e abri meu e-mail.
Aos poucos, eu estava parando de escrever e-mails para meu pai. E-mails que ele nunca leria, mas era uma forma de eu me expressar, colocar pra fora, em palavras, a falta que eu sentia dele.
Mas antes de eu abrir uma página em branco pra escrever, um e-mail de um endereço desconhecido chamou a minha atenção na minha caixa de entrada.
Franzi o cenho em confusão. Esse e-mail era reservado e pouquíssimas pessoas tinham o endereço.
De: yddaiwky @ kaktus. com. us
Eu vou acabar com você!
Senti meu sangue gelar.
Quem quer que fosse que estava por trás disso, estava chegando perto. Cada vez mais perto.
Peguei meu celular e liguei imediatamente para Rodrick.
– Rodrick, a pessoa entrou em contato novamente. Dessa vez por e-mail. Passe aqui na empresa e traga aquele rapaz de sua confiança que mexe com computadores. Não preciso nem dizer que tudo deverá ser de forma discreta, não é mesmo?
– Não, claro que não, senhorita Swan. Dentro de meia hora estaremos aí. – encerrei a ligação e me recostei em minha cadeira.
Como se eu não tivesse mais problemas, agora me aparece isso. Um louco me ameaçando.
Não tive nem tempo de pensar melhor sobre a situação. Logo o telefone tocou, e era Jéssica avisando que Rosálie estava aqui.
– Ok, Jéssica. Mande-a entrar. – fechei meu e-mail.
– Bom dia, toda-poderosa. – ela entrou fazendo gracinhas, como sempre.
– Isso era pra ser algo engraçado? – ela revirou os olhos e veio se sentar na cadeira à frente da minha mesa.
– Então, como anda a vida? – ela perguntou enquanto fitava as unhas.
– Senhorita Hale, estou entendendo mal ou a senhorita veio até a minha sala, em horário comercial, para perguntar sobre a minha vida?
– Sim. Exatamente isso. – ela sorriu de forma debochada. – Ai Isabella, eu pensei que depois que você encontrasse um bofe você fosse ficar com o humor um pouquinho melhor. – ela suspirou. – Mas enfim, fiquei sabendo do teste do Edward para piloto da Rocket através de Emmett. E saiba que fiquei muito chateada por você não ter me contado.
– Eu não tive oportunidade. Ando muito ocupada, como você pode ver. – ela bufou.
– Ok, vou direto ao ponto. Você tem algo haver com esse teste? – olhei de forma séria pra ela.
– Não. – respondi firme.
– Não acredito. – ela rebateu.
– Problema seu. Tenho mil coisas a fazer e não tenho tempo de ficar te convencendo que não sou culpada do que me acusa. – ela me olhou de forma cética.
– Continuo não acreditando, mas ok. Sabe, talvez um dia eu canse das suas patadas. – eu sorri pra ela.
– Isso é uma promessa? – ela, de forma infantil, fez um gesto obsceno pra mim.
– Sabe, acho que poucas pessoas entenderiam a nossa estranha amizade. – ela comentou.
– Não sou sua amiga. – ela deu de ombros.
– Claro, claro. Você não tem amigos, não gosta de ninguém e come fígado de criancinhas. Eu sei disso.
– Você é nojenta. – ela sorriu faceira. – Rosálie, falando sério agora. Eu sei que você tem um bom contato com a minha mãe. Ela comentou algo diferente com você ultimamente? – perguntei.
– Diferente como?
– Bem, hoje, antes de eu sair de casa, a encontrei na sala, sozinha e com o semblante triste. Ela falou algumas coisas meio depressivas. Fiquei preocupada. – confessei.
– Você deveria se aproximar mais da sua mãe. Ser mais amiga dela. – eu sabia que ela estava certa, mas eu não sabia como fazer isso. – Bem, ela deve estar sentindo falta de um companheiro, não sei. – algo em seu jeito me fez pensar que ela sabia muito mais do que estava dizendo. Mas deixei passar.
– É, deve ser isso. – o telefone tocou e eu atendi.
– Senhorita Swan, o gerente do departamento pessoal está na linha. – Jéssica informou.
– Ah, sim, claro. Passe-me ele. – respondi.
– Senhorita Swan?
– Sim Holmes. A promoção foi dada? – fui direto ao ponto.
– Sim, senhorita Swan. Tudo foi seguido da forma que a senhorita pediu.
– Excelente, Holmes. Conto com sua discrição.
– Evidentemente, senhorita. – encerrei a ligação. Pelo menos, um problema resolvido.
Rosálie sorriu.
– Promoção? Será que é pra mim? – ela perguntou, engraçadinha como sempre.
– Eu deveria diminuir seu salário, já que a senhorita gasta o tempo em que deveria estar trabalhando e produzindo, aqui, no meu escritório, me impedindo de trabalhar também. – ela revirou os olhos.
– Eu realmente deveria ganhar uma promoção por aguentar seu humor ácido. – ela deu de ombros. – Então, que funcionário importante é esse que merece uma promoção recomendada pela poderosa chefona?
– Pedi uma promoção para o pai de Edward. – ela arregalou os olhos. – O que foi? Não é nada demais. Não é um cargo que exija habilidades profissionais adquiridas em uma faculdade. Pedi para criarem um cargo de supervisor de serviços. Ele vai apenas comandar a equipe de limpeza, ficar responsável pelo bom funcionamento do trabalho e resolver problemas de compra de materiais de limpeza, controlar falta e atrasos das faxineiras e zeladores, controlar o abastecimento de água e café nas salas. – expliquei.
– Não tinha alguém que fizesse isso antes? – ela perguntou, ainda de olhos arregalados.
– Era uma pessoa do departamento pessoal que fazia isso. Acredito que dessa forma, além de estar ajudando a família de Edward, eu estou acertando a distribuição desse serviço.
– Por que você fez isso?
– Ora, Rosálie, eu queria ajudar a família do meu namorado. Eu sei a história deles, uma família humilde, já sofreram muito, passaram por várias privações. E além do mais, Carlisle é um funcionário exemplar. Nunca faltou, nunca sequer se atrasou e sempre está disposto a qualquer trabalho, a fazer hora extra. É uma promoção merecida e uma ajuda que eu me sinto bem em fazer.
– Você está falando sério? – ela parecia incrédula.
– Claro. – afirmei. – Eu não sou essa pessoa tão ruim como todos pensam. E eu quero ajudar, de forma discreta, a família de Edward. Pessoas que nunca tiveram oportunidade na vida.
Rosálie sorriu.
– Se tem alguém que sabe que você pode ser uma pessoa maravilhosa, esse alguém sou eu. Nunca vou esquecer a oportunidade que você me deu, minha amiga. – sorri pra ela, lembrando de como Rosálie chorou de felicidade quando eu consegui um estágio pra ela na Swan Spa, e do seu sorriso largo e orgulhoso quando eu, assim que assumi a empresa, fiz uma reunião com os acionistas, e nomeei Rosálie a pessoa responsável pelo setor jurídico.
Logo desfiz o sorriso e me recostei na cadeira.
– E me arrependo até hoje por isso. – ela sorriu abertamente.
– É claro que se arrepende.
POV Edward
– Meu Deus, por favor, me deixe fazer tudo certo e conseguir essa vaga. Essa é a minha chance. Se for da vontade do Senhor, me conceda essa bênção. Amém. – fiz minha pequena prece pedindo a ajuda dos céus.
Eu cheguei no autódromo, meia hora antes do combinado. O senhor Carter me recebeu com muitos sorrisos e logo me encaminhou para o box e pediu pra Peter me dar todo suporte que eu precisasse.
Me senti mal no momento que cumprimentei Peter e ele apenas acenou com a cabeça, me tratando de forma fria e me olhava com raiva.
Deixei pra lá, eu sabia que com essa oportunidade que eu estava tendo, poderia gerar inveja em muitas pessoas. Mas se Carter acha que eu tenho talento e me ofereceu esse teste, é porque eu mereço.
Agora, dentro desse carro, eu podia sentir meu corpo todo tremendo de nervosismo.
Ajeitei meu capacete e olhei para o câmbio novamente.
Ok, eu posso fazer isso.
O sinal tocou. O painel acendeu. Era hora de ligar o carro.
Luz vermelha. Me concentrei.
Luz amarela. Acelerei com o pé ainda na embreagem, só para roncar o motor.
Luz verde. Soltei o pé da embreagem e saí com o carro.
A cada marcha que eu trocava, eu me sentia mais leve. Tudo estava indo bem.
Ao entrar na primeira curva, um frio na espinha. Reduzi o mínimo possível e acelerei antes mesmo de completar os 90 graus. Eu recebi a oportunidade do teste por dirigir de forma arrojada e atrevida, e era assim que eu deveria fazer pra conseguir essa vaga.
Tudo estava indo bem. Eu já estava na quinta volta e não relaxei um só momento.
Entrei na curva em forma de “S” com o carro muito acelerado. Soltei um pouco o acelerador e dei apenas um toque no freio. Os pneus de trás cantaram e eu estava indo em direção à barreira de pneus. Senti meu sangue gelar.
Soltei o freio e pisei forte no acelerador e engatei a sexta marcha novamente. O carro embicou para a esquerda e eu escapei dos pneus por poucos centímetros. Ganhei a reta novamente e pude, enfim, respirar aliviado.
Parei no box depois da décima volta na pista.
O senhor Carter veio me parabenizar e dizer que eu fui incrível.
– Obrigada senhor Carter. Fico feliz que o senhor tenha gostado do meu desempenho. – agradeci.
– Filho, por um momento pensei que perderia meu mais novo piloto, antes mesmo de ele ser efetuado em minha equipe, mas você, mais uma vez, me provou que é arrojado e ousado, e saiu daquela curva de forma brilhante. Parabéns filho, você é o novo piloto da equipe Rocket. – ele me abraçou e eu sorri extremamente feliz.
– Obrigado senhor Carter. O senhor não vai se arrepender. Eu vou me dedicar ao máximo em todas as corridas. – respirei fundo. – Meu Deus, não consigo acreditar. – ele sorriu e me deu dois tapinhas nas costas.
– Pode acreditar, filho. Agora vá se trocar e me procure no meu escritório para acertarmos alguns pontos.
Assenti e fui rapidamente para o vestiário para tirar o macacão e os outros epi’s e pegar minhas roupas.
Assim que saí do vestiário, esbarrei em uma pessoa.
– Me desculpe. Eu estava distraído. – a ruiva alta e magra que eu havia esbarrado, sorriu gentilmente e ajeitou os cabelos.
– Não, tudo bem. Eu estava andando distraída. Edward Cullen, certo? – ela estendeu uma mão pra mim.
– Sim, como você sabe? – apertei sua mão e ela sorriu.
– Sou repórter. É meu dever saber disso. Sou Victória Holand, à propósito. Bem, pelo seu teste, posso acreditar que você será efetivado, não é mesmo? – cocei a cabeça um pouco desconcertado.
– Bem, não sei se posso falar. – ela sorriu.
– Tudo bem. Perdoe meu jeito invasivo. Minha alma de repórter fala mais alto. – ela caminhou ao meu lado. – Bom, eu tenho certeza que em breve farei uma matéria sobre você. Então, acho melhor eu ser muito simpática pra poder ganhar algum material exclusivo em breve, não é mesmo? – eu ri ainda um pouco tímido.
– Você é repórter esportiva? – perguntei.
– Não exatamente. Eu sou repórter de um veículo esportivo, mas eu cuido mais da parte de perfil íntimo dos atletas. As más línguas diriam fofocas, mas eu prefiro dizer o lado descontraído de cada um. E sou responsável por chamar a atenção do público feminino para o jornalismo esportivo. Fazer matéria com caras bonitões como David Backham, Tigger Woods, Lewis Hamilton, Cristiano Ronaldo, talvez você futuramente, ajuda bastante nisso. – corei um pouco.
– Bem, não sei se eu venderia tanto como esses caras. – ela sorriu.
– Não seja modesto, um cara gatão em um carro veloz é uma coisa quente. As mulheres gostam disso. Posso ver você sendo a nova sensação das pistas. Homens indo aos autódromos torcer por você, e mulheres indo para gritar por você. – sorri do seu jeito engraçado.
– Ok, Victória, vamos torcer pra isso acontecer. Agora eu preciso ir ao escritório do senhor Carter. Até mais.
– Até muito em breve, Edward. – acenei e caminhei até a sala do senhor Carter.
[...]
Dirigi até o prédio da Swan Spa e logo subi até o andar de Isabella.
Eu estava louco pra contar a novidade pessoalmente. Contar que eu passei no teste e serei o novo piloto da Rocket.
Nem acreditei quando o senhor Carter citou o salário inicial. Setenta mil dólares por mês mais a porcentagem de direitos de imagens e patrocínio. Ao todo, ele disse que daria cem mil dólares.
Estava difícil até agora acreditar nisso. Mas eu sabia bem que o salário dos pilotos girava em torno disso mesmo. E esse era o inicial. Se eu começasse a ganhar corridas, eu traria mais patrocínios e meus ganhos subiriam.
Ao sair do elevador, me deparei com Jéssica sentada em sua mesa, mexendo no computador.
Respirei fundo e fui até ela.
– Jéssica, por favor, diga a Isabella que eu estou aqui. – ela desviou a atenção da tela do computador e me olhou de forma debochada.
– Vá aproveitando enquanto pode, querido Edward. – não entendi seu comentário, mas ela logo interfonou para Isabella e minha entrada foi autorizada.
Assim que entrei, tranquei a porta para evitar qualquer tipo de interrupção.
– Oi, meu amor. – ela sorriu e veio ao meu encontro.
– Oi, motorista idiota. – enlacei sua cintura e beijei seu pescoço.
– Acho melhor você me chamar de piloto idiota à partir de agora, minha quase ex-patroa linda. – ela arqueou uma sobrancelha pra mim.
– É o que eu estou pensando? – assenti. – Parabéns, Edward. Fico muito feliz por você. – a abracei forte e enterrei minha cabeça na curva do seu pescoço.
– Depois que eu te conheci, minha vida só melhorou. Você é o anjo, é a minha sorte, você é a luz da minha vida. – segurei seu rosto com minhas duas mãos e a beijei com paixão.
Minha língua invadiu sua boca e eu gemi ao puxar seu corpo junto ao meu com força.
Ainda nos beijando, eu fui a empurrando até encostarmos na parede e desci uma mão até seu seio.
Apertei com vontade e ela gemeu em meus lábios.
Desci as duas mãos até sua bunda e apertei.
Empurrei meu quadril de encontro ao seu corpo para ela sentir meu membro duro, implorando para se afundar em seu corpo.
– Eu quero você agora, meu amor. – eu disse ofegante enquanto descia beijos por seu pescoço.
– Agora. – ela levou uma mão até minha excitação, e me tocou por cima da calça.
– Ah diaba. – eu gemi e subi rudemente sua saia.
Com violência, abri sua blusa e puxei seus seios para fora do sutiã. Abaixei a cabeça e chupei com vontade um, enquanto apertava e brincava com o mamilo de outro.
Continuei empurrando minha ereção em seu centro, simulando o ato sexual, e ela gemia enlouquecida.
Larguei seus seios e abri rapidamente minha calça, abaixei a cueca apenas o suficiente para libertar meu membro.
Ela já estava tirando a calcinha quando voltei minha atenção para ela.
– Safada. – segurei em sua coxa e a fiz engatar suas pernas em volta do meu quadril. – Deixa eu ver se minha safadinha está molhada. – brinquei com um dedo em sua entrada e pude senti-la pronta pra mim. – Alguém aqui estava com saudades do meu corpo.
– Por favor, Edward. – ela pediu enlouquecida e eu não precisei de outro convite.
A invadi e passei a estocar com força.
– Gostosa... Você é muito gostosa. – eu estocava enquanto a imprensava contra a parede, para me dar um ângulo melhor para a penetração.
– Sim... Você também... Óh céus... Você... É.. Muito... Bom... – ela gemia enlouquecida e dizia as palavras que me davam mais tesão.
Soltei uma mão que a segurava e imprensei meu tórax de encontro ao seu corpo, para ajudar no equilíbrio, e levei uma mão até o ponto onde nos uníamos.
Com dificuldade, passei a estimular seu clitóris.
Meu braço, com certeza, ficaria dolorido pela posição, mas eu queria lhe dar prazer. Eu não duraria muito tempo e não gozaria antes dela.
– Vem pra mim, meu amor. Eu estou quase gozando. – pedi em meio ao desespero dos meus gemidos.
– Sim... Eu também... Quase... Edward... – ela se esticou toda e gritou de prazer. Seu sexo se contraiu, prendendo meu pau dentro dela. Ela estava gozando e eu não consegui me segurar mais.
Aos poucos, minhas forças foram voltando, e eu fui soltando seu corpo, para que ela pudesse ficar em suas pernas.
– Sou um tarado por você. – eu declarei e ela sorriu.
– A recíproca é verdadeira. – nós sorrimos.
– Vamos pra casa dar continuidade na comemoração? – eu sugeri.
– Por você eu nunca trabalho, não é mesmo? – fiz minha melhor cara de garotinho carente e ela cedeu. – Ok, vamos pra minha casa. Nós fazemos uma breve comemoração em meu quarto e depois jantamos com a minha mãe. Ela está um pouco desanimada hoje. E depois, a gente pode comemorar um pouco mais. – sorri de orelha a orelha.
– A gente pode comemorar dentro do carro também? – pedi esperançoso e ela sorriu.
– Não, Edward. – antes de eu conseguir abrir a boca para contestar ela falou novamente. – Você já conseguiu que eu saia mais cedo do trabalho. Não seja um menino mimado e queira tudo de uma vez.
A puxei para os meus braços e a abracei forte.
– Ok, você está certa. – beijei seu pescoço. – Eu te amo demais, Isabella.
Eu sabia que eu não escutaria isso de volta tão cedo. Mas eu sabia, que lá dentro do seu coração, ela sentia algo forte por mim. E eu trabalharia isso até se tornar amor, se é que já não era amor, e a faria enxergar e assumir isso.


E aí, o que acharam? espero que tenham gostado.
essa personagem nova, eu tinha imaginado, lá no comecinho, quando eu montei a fic na minha cabeça, que seria um homem, até colocaria o Riley, mas depois, minha mente maliciosa achou que a Victória cairia melhor nesse personagem. Vocês entenderão a importância dessa personagem com o tempo.
E então gente, sabemos que a Isabella pediu a promoção de Carlisle, mas foi com boa intenção...
Rosálie está na sinuca de bico. Sabe os dois lados da história, mas não pode dar uma de fofoqueira e contar. Edward está empolgado e não enxerga nada na frente dele além da "anja" dele rsrsrsrsrs

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