FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPITULO 24

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance





Boa noite gente. Espero que todos estejam bem. Vamos ao capítulo, que não terá nada bombástico, mas é necessário para a continuação da história.


Tomando uma decisão
POV Edward
À medida em que os dias foram passando, as coisas foram tomando suas formas.
Eu me desliguei da Swan Spa e assinei contrato com a Rocket. Os treinos começaram e eu estava cada vez mais animado. O senhor Carter parecia animado com meu desempenho e eu já estava ganhando elogios de toda equipe, menos de Peter, evidentemente.
O cara que parecia ser tão legal na primeira vez que eu estive no autódromo, agora nem olhava em minha cara. Tentei não focar nisso, já que no meu caminho, eu sabia que iria encontrar vários obstáculos, e um deles com certeza seria a inveja.
Há uma semana eu fiz os testes e consegui receber o diploma do colegial. Ok, não era nada demais, mas pra um cara como eu, que há quatro meses atrás não tinha nada, não esperava nada e não era nada, cada conquista tem sabor especial.
Lá em casa as coisas continuavam na mesma. Quer dizer, eu já estava mais morando na mansão de Isabella do que em minha própria casa. Ela sempre pedia pra eu dormir com ela. Bem, quer dizer, se eu posso chamar de “pedir” o ato de me beijar com toda vontade e luxúria, gemer em meus lábios, me acariciar por cima da calça e arranhar minha nuca, então Isabella pedia para eu dormir com ela todas as noites. E eu posso dizer que era uma forma deliciosa de pedir.
Emmett e Rosálie estavam cada vez mais apaixonados. Era engraçado Rosálie achar “fofo”, palavras dela, cada vez que Emmett falava algo errado. Alice estava bem como sempre. Focada nos estudos e dando um verdadeiro trabalho para Jasper. Ele se matriculou na faculdade, procurou ajuda profissional para se livrar dos problemas das drogas, mas mesmo assim ela ainda jogava duro com ele. Mas lá no fundo todos sabemos que ela está louca pra ceder.
Meu pai já não estava tão bem. Vivia quieto no seu canto, sempre deprimido e por muitas vezes bebia além da conta e se isolava em seu quarto. Esme não estava diferente. Estava deprimida. Aquela alegria que brilhava em seus olhos já não existia mais. Seus sorrisos não eram mais cativantes. Ela não tinha mais vontade de pintar. Era triste ver o meu pai e Esme, uma pessoa que eu aprendi a amar como mãe, tão tristes e não poder fazer nada. Só eles poderiam resolver as coisas entre si.
E era bem ruim também ver Isabella ficar preocupada com a mãe, triste quando a via desanimada e não poder nem dizer que eu sabia o que estava se passando.
Amo Isabella com todo meu coração, mas eu sei que ela pode ser bem difícil. E não sei como ela aceitaria uma possível aproximação de nossos pais. Aliás, isso era algo que ninguém sabia, e por isso ninguém se metia na história deles, pra não prejudica-los ainda mais.
Cheguei na casa da minha família e admirei a bela fachada que nós tínhamos agora.
Com meu primeiro salário, eu fiz questão de arrumar nossa humilde casa.
Comprei piso novo e mandei trocar, troquei portas e janelas, embolsei e pintei a parte externa da casa e ainda consegui comprar alguns móveis novos. Minha casa, aos meus olhos, estava linda agora. Claro, nada parecido com o luxo e riqueza da casa de Isabella, mas para alguém que nunca teve uma casa tão arrumadinha, era gratificante poder olhar e admirar sua casa.
– Boa tarde, Edward. Está sumido. – Tânya me cumprimentou da entrada da casa dela.
– A vida tá corrida. Não tá dando muito tempo de parar em casa. – respondi simpático.
– Piloto agora, deve estar com a agenda cheia. Vê se não se esquece dos amigos pobres quando estiver famoso e cheio da grana. – eu sorri.
– Pode deixar, Tânya. Minhas raízes dinheiro nenhum consegue tirar. Até mais. – acenei e entrei dentro de casa.
Tânya era uma pessoa legal, mas era do tipo que não podia dar muita corda. Era nítido seu interesse em mim. Apesar de nunca faltar com o respeito em relação ao meu namoro, eu percebia seu jeito gentil, delicado e bonzinho demais pra cima de mim. Se ela soubesse que eu gosto mesmo é de mulher durona, daquelas que dá trabalho, que te enlouquece, que te faz pensar nela a cada minuto do dia, que te beija como se você fosse o único homem capaz de fazê-la sentir desejo, que é linda e sofisticada, com um corpo tentador e cabelos castanhos que caem em forma de cascata em suas costas e que se chame Isabella. Sim, é desse tipo de mulher que eu gosto.
Suspirei e me joguei no sofá da sala.
Nunca me imaginei sentindo isso por uma mulher.
Eu sempre tive o sonho de casar e formar uma família. Mas nunca pensei que eu amaria tanto assim. E que seria tão bom, apesar de complicado, sentir isso.
Me peguei sorrindo ao pensar em minha “anja”. Ela era tudo pra mim e eu não conseguia mais viver com essa insegurança dentro de mim. Apesar de estarmos bem, eu ainda tinha medo de Isabella me deixar, ver que eu não sou bom o suficiente pra ela e se afastar de mim. Eu teria uma vida melhor agora, com certeza, com o salário que eu estava recebendo, eu conseguiria juntar um dinheiro legal, comprar uma casa bacana e viver bem. Mas eu ainda tinha a insegurança dentro de mim.
E foi por isso e por esse louco amor que sinto dentro de mim, que peguei meu segundo salário e gastei quase ele todo em um anel de brilhantes.
Toquei a caixinha em meu bolso. Eu havia acabado de compra-la na melhor joalheria da cidade.
Se Isabella disser sim, ela será minha pra sempre.
Alguns dias depois
– Estou nervoso. – eu disse enquanto ajustava pela milésima vez a porcaria da gravata borboleta que estava apertando meu pescoço.
Isabella tocou minha mão.
– Não fique. É só uma festa de muitas que você terá que frequentar à partir de agora. – olhei diretamente em seus olhos.
– Está pronta para aparecer publicamente comigo pela primeira vez? Quer dizer, isso vai sair na mídia, e as pessoas podem criticar e falar que eu estou de olho na sua grana e... Meu Deus, eu estou nervoso. – ela sorriu e beijou rapidamente meus lábios.
– Devo te alertar que a mídia é traiçoeira. Mas não se importe, eu tenho bastante influência e alguns veículos pensariam mil vezes antes de mexer com meu nome. E bem, não é você quem diz que quer ficar comigo pra sempre? Você não pode passar esse tempo todo escondido. – segurei em suas mãos e levei aos meus lábios e as beijei.
– Você quer ficar comigo pra sempre? – a resposta dela a essa pergunta poderia me dar coragem para lhe entregar o anel ou aniquilar totalmente meu coração.
– Claro que quero. – ela disse e abaixou a cabeça. Ela sempre ficava tímida quando deixava transparecer qualquer indício de que ela tinha sentimentos por mim.
Puxei seu rosto pra próximo do meu e biquei seus lábios.
– Obrigado por me acalmar. – me ajeitei no banco traseiro da limusine e continuamos nosso trajeto até o salão onde aconteceria a festa oficial de abertura da temporada da Nascar.
Era até engraçada a situação. Eu, o ex-motorista, agora estava sentado no banco traseiro de uma limusine.
Me peguei sorrindo. A vida dá voltas.
[...]
Assim que o carro parou e o motorista abriu a porta pra nós sairmos, os flashes das câmeras me assustaram. Eu não conseguia enxergar direito, mas Isabella disse que eu deveria sorrir.
Ela segurava em meu braço e muitos repórteres tentavam furar o bloqueio dos seguranças para chegar até nós.
Alguns jornalistas credenciados conseguiam chegar um pouco mais perto de nós.
– Isabella, Isabella. Você é patrocinadora oficial do novo piloto da equipe Rocket? – uma jornalista baixinha e afobada perguntou a Isabella.
Minha namorada sorriu e aproximou seu corpo do meu.
– Nunca patrocinei pilotos de forma isolada e não será agora que irei começar. – a jornalista ficou sem fala e eu fiquei sem graça por ela. Isabella me puxou e nós continuamos andando pela entrada.
– Nossa, amor. A coitada ficou até desnorteada. – eu comentei rindo.
– Com jornalistas não podemos pegar leve. Eles são traiçoeiros. Distorcem qualquer palavra mal empregada. – bem, talvez ela esteja realmente certa.
– Edward, Edward. – Avistei Victória e puxei Isabella até ela. – Vejo que você está acompanhado pela famosíssima empresária Isabella Swan. Podemos dizer que o coração da nova aposta da Rocket está ocupado por essa belíssima mulher? – sorri pela pergunta de Victória. Sempre querendo o lado descontraído da vida dos atletas, como ela mesma diz.
– Sim, meu coração está muito bem ocupado pela mais bela mulher de todas. – sorri para Isabella, que, estranhamente, não retribuiu meu sorriso. – Até mais Victória. – nos afastei dali, mas ainda pude escutar um grito de “até breve”.
Assim que entramos no salão, deixando pra trás todos os jornalistas, resolvi conversar com minha namorada.
– Isabella, algum problema? – ela me olhou ainda séria.
– Você conhece aquela mulher? – ela foi direta.
– Sim, ela vai algumas vezes até os treinos. É repórter. E às vezes puxa papo comigo, mas é só. – me expliquei.
– Não gostei dela. Não sei, senti algo estranho no olhar dela. Fique esperto com essa mulher. Eu consigo sentir cheiro de coisa ruim de longe, e essa mulher fede a isso. – assenti em concordância com o que ela falava.
No fundo eu sabia que era apenas ciúmes da parte dela, mas eu não a contestaria. Eu bem sabia que minha baixinha ficava uma fera se contestada. E quando ela virava uma fera, o ideal seria estar num quarto com ela. Pra segurá-la com força, jogá-la na cama e domá-la da melhor forma que eu sei.
– Edward, meu querido. – o senhor Carter se aproximou de nós, cortando totalmente meus pensamentos sobre domar Isabella.
– Senhor Carter. – ele apertou minha mão e beijou a de Isabella.
– É sempre um prazer encontra-la. – ela sorriu de forma polida e nós nos afastamos para circular na festa.
Andávamos de um lado a outro e pessoas que eu nunca vi em minha vida vinham falar conosco. Na verdade, me cumprimentavam rapidamente e logo tentavam puxar papo com Isabella, esquecendo completamente da minha presença. Era incrível a forma como as pessoas queriam uma brechinha para iniciar algum assunto sobre negócios com ela.
Peguei minha quinta ou sexta taça de champanhe quando conseguimos ficar num cantinho do salão.
– Pretendendo se embebedar? – Isabella perguntou em tom de brincadeira.
– Isso aqui está uma chatice. –bufei. – As pessoas nem me conhecem e estão sorrindo e me cumprimentando como se me conhecessem há anos, e logo depois disso esquecem totalmente da minha presença e ficam tentando puxar seu saco. Essa gravata borboleta tá apertando meu pescoço, a música é chata e lenta demais, esses pãezinhos com creme em cima não preenchem nem um terço do meu estômago. Sério, quando chegarmos em casa vou ter que bater um rango. Aqui só serve esse champanhe. É até gostoso, mas eu gosto mesmo é de cerveja. E tem esses caras que ficam te secando na maior cara de pau porque você está muito gostosa com esse vestido decotado. E eu não vou nem falar sobre esse vestido, senão nós vamos brigar. – ela riu, quase gargalhando, ao fim do meu desabafo.
– Bem, você vai ter que se acostumar com isso. – ela ainda ria e eu fiz uma careta.
– Isso é muito chato. Ia ser tão bom se eu só acordasse de manhã, fosse pro autódromo correr, voltasse pra casa, comesse um rango bem legal, te buscasse no seu trabalho e te levava pra casa pra gente fazer amor. Seria a vida perfeita. – disse sonhador e ela riu.
– Infelizmente eu tenho muitos compromissos desse tipo e você também terá à partir de agora. – ela deu de ombros.
Cheguei um pouco mais perto dela e acariciei seu rosto.
– Isso tudo só vale a pena porque eu tenho você. – percebi seus olhos brilharem, mas ela logo desviou o olhar do meu e iniciou outro assunto.
Sorri por dentro.
Ela estava lutando pra não me deixar perceber, mas eu já sabia que o sentimento estava ali.
Eu tinha a total certeza do que eu iria fazer.
Em uma semana, seria minha primeira corrida. Meu irmão e Rosálie estavam confiantes que eu venceria e mesmo se não vencesse, eles já estavam organizando uma festa na casa de Isabella. É claro, ela implicou muito com a ideia, mas como Rosálie parece não ter medo da minha namorada, insistiu e ganhou na queda de braços. A festa será na mansão. Uma festa com animação, com música de verdade, principalmente com comida de verdade e com pessoas que eu gosto.
E na festa, eu não comemoraria apenas uma possível vitória. Nessa festa, eu iria abrir meu coração na frente de todos e torcer pra Isabella aceitar ser minha pra sempre.
Daqui a uma semana eu pediria minha “anja” em casamento.


E então, concordam com a ideia de Edward pedir sua "anja" em casamento? E essa antipatia por Victória, será que foi só ciumes? Bem, já disse que Victória não entrou na história à toa. 

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