FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPITULO 25

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance





Um troféu, uma festa, muito álcool e muito amor.
POV Isabella
Eu estava sentada à mesa, ainda de roupão, tomando meu desjejum quando minha mãe apareceu com uma cara desanimada. Suas olheiras eram evidentes.
– Bom dia, minha filha. – ela cumprimentou desanimada e eu apenas acenei com a cabeça.
Alguns minutos em silêncio e ela falou novamente.
– Não vai trabalhar hoje? – limpei minha boca com o guardanapo e a olhei.
– Na verdade, sim. Mas não no escritório. Preciso estar presente em uma reunião em Nova Iorque às três da tarde, por isso nem vou passar no escritório. Mais tarde irei direto para o aeroporto. Vou de jatinho. – expliquei.
– Hum... Volta hoje? – ela ainda estava desanimada, mas fazia força pra tentar manter assunto.
– Sim, devo chegar bem tarde, mas pretendo voltar hoje. – tomei um pouco mais do meu suco e continuei. – É uma reunião com os empresários da fórmula 1. – ela olhou um pouco mais interessada, mas ainda estava longe de ser a minha mãe de sempre. – Com tanta coisa em minha cabeça, acabei me esquecendo de comentar que eu consegui fechar o contrato com a escuderia japonesa, a Kasaki Gear. – comentei orgulhosa de ter concluído um trabalho que meu pai sempre batalhou.
– Eles retrocederam? Quer dizer, há poucos meses eles haviam fechado com aquela empresa italiana. – fiz uma careta ao lembrar-me disso.
Aqueles malditos italianos sabotaram minha transação, porém não imaginaram que eu poderia ir muito mais fundo que eles. Não imaginaram que eu poderia reverter esse jogo. Subornei Cezaro Santini, esposo de Paolla Pirelli e consegui informações sigilosas e valiosíssimas de dentro da empresa deles. Depois, foi só elaborar uma proposta melhor que a deles, traçar um plano de marketing mais forte e impactante e fazer um gráfico de todos os pontos positivos da minha empresa que se sobressaíam com folga nos pontos com baixos rendimentos atuais na Pirelli.
Sorri com triunfo.
– No fim, eles verificaram que a Swan Spa está em uma curva crescente, sempre batendo metas e cada vez se expandindo mais, consequentemente, com as ações subindo no mercado, e a nossa proposta contratual foi melhor. A decisão final foi pela nossa empresa. – anunciei triunfante.
– Você é uma excelente empresária. – ela elogiou sorrindo de verdade pela primeira vez hoje. – Seu pai ficaria muito orgulhoso de você... Assim como eu estou.
– Obrigada, mamãe. Fui treinada a vida toda para isso. – dei de ombros e ela me olhou daquela forma irritante, como se ela tivesse pena de mim por todo treinamento que eu recebi desde cedo para assumir as minhas responsabilidades na Swan Spa. Eu era muito grata ao meu pai por ter me preparado desde cedo para lidar com tudo que caiu sobre mim de forma tão repentina.
Resolvi mudar de assunto.
– E Jasper? Foi pra faculdade? – perguntei e ela sorriu novamente.
– Foi sim. Ele está muito animado pra estudar. Gosto de ver aquele brilho nos olhos dele. – assenti em entendimento.
– Só acho engraçada a decisão dele. Depois do tour pela empresa, pra ele conhecer mais sobre o ramo da família e ter uma direção melhor no que escolher, ele se decidiu pela psicologia. – sorrimos. – Poderá ser diretor de recursos humanos um dia.
– Sim, ele se interessou bastante pela profissão após conversar com um psicólogo do setor de R.H. – ela explicou. – Fico feliz que ele finalmente tenha encontrado uma direção. O amor realmente transforma as pessoas. – ela comentou um pouco sonhadora e seu olhar ficou perdido.
– Jasper está namorando? – indaguei. – Uma modelo farejadora de diamantes? Aspirante a atriz ou filha de político revoltada com a vida? – perguntei sorrindo. Afinal de contas, eu estava bem humorada.
– Hum... É aí que você se engana, minha filha. Dessa vez é uma menina excelente. Estudiosa, batalhadora e só pra constar, ela nem namora seu irmão. Ele se interessou por ela e aparentemente, ela também se interessou por ele, mas disse que não ficaria com um rapaz que não tinha objetivos na vida, responsabilidades de verdade e que se envolvia com aquelas coisas que você sabe. – olhei admirada. – Bem, parece que meu filho está realmente apaixonado, e por esse sentimento, ele se motivou a mudar, e percebeu que tudo que ela disse era a mais pura verdade. Não é porque ele é rico que não tem que ter planos e objetivos na vida.
– Sim, exatamente assim que eu penso. – concordei. – Bem, confesso que fiquei admirada com essa moça, apesar de nem conhece-la. A maioria nem ligaria em como Jasper leva sua vida, só se preocuparia em ganhar presentes, fazer viagens e não duvido que tentasse uma gravidez pra garantir uma parte na fortuna da família. –minha mãe assentiu em concordância. – É alguém que eu conheça? De que família é?
– É de uma família muito conhecida sua. – a olhei com interesse. Confesso que eu não conhecia tantas moças que batessem com a descrição que minha mãe deu. – A família Cullen, conhece? – ela brincou e eu sorri.
– É sério isso? – ela assentiu sorrindo, mas eu podia ver um traço de tensão em seu rosto. – Alice? Bem, eu nunca imaginaria. – pensei um pouco. – Eles se conheceram no dia do aniversário do Edward? – minha mãe confirmou. – Ela é bem falante... – sorri ao lembrar de toda sua empolgação quando ela me conheceu. – Mas vem de uma família muito boa. – minha mãe pareceu surpresa pelo meu comentário, ou pela minha reação, eu não saberia distinguir. – Os Cullen, apesar de humildes, são pessoas de ótima criação e índole. Isso eu posso afirmar. E quem sou eu pra julgar? Estou com o irmão mais velho dela. – sorri achando engraçada a situação. – Eu estou com Edward, Rosálie está com o mais velho, Emmett, e Jasper está interessado na mais nova, Alice. O que essa família tem, huh? - minha mãe sorriu. – Agora me fale de você. Reparei que ainda continua triste por esses dias.
Ela desviou o olhar, um pouco sem graça.
– Não é nada. É só crise da idade mesmo. – deu de ombros e eu suspirei derrotada.
Eu estava tentando melhorar. Eu juro que estava. Confesso que por um bom tempo eu me afastei emocionalmente da minha família, estava apenas focada na empresa e obcecada por conseguir esse contrato na fórmula 1. Mas depois da chegada de Edward em minha vida, eu passei a enxergar algumas coisas que antes estavam nubladas pra mim.
Eu poderia continuar sendo a empresária que sempre fui, mas também devia dar atenção à minha família, que por um bom tempo, esteve quase se dissipando. Hoje, tento ser mais amiga da minha mãe, assim como fui do meu pai. Jasper e eu nos tratávamos com cordialidade, mas não havíamos voltado ao que éramos quando criança.
Mas ainda assim, eu sentia que minha mãe não via em mim uma amiga com quem ela pudesse conversar. Essa amiga pra ela era Rosálie. E só agora eu notei o quanto isso me magoava.
– Tudo bem, mãe. Eu sei que deve ser estranho pra você ter esse tipo de conversa comigo, já que eu nunca fui muito aberta a isso. – me levantei da mesa. – Com licença, vou fazer algumas ligações. Ah, deveria chamar Rosálie para jantar aqui hoje. Você poderia conversar com ela, quem sabe ela tenha algo bom a te falar. Não gosto de vê-la triste como está. – percebi os olhos da minha mãe brilharem e ela franziu o cenho parecendo estar sofrendo algum tipo de dor.
– Filha, não é que eu não queira conversar com você. Deus sabe o quanto eu queria ser sua melhor amiga. Assim deveria ser as mães e as filhas. Melhores amigas. – ela abaixou a cabeça. – Eu só não acho que devo aborrecê-la com situações que nem aconteceram.
– Tudo bem, mãe. Eu entendo. – saí do cômodo e subi diretamente para meu quarto.
A cama ainda estava desarrumada. Edward acordou atrasado e saiu correndo para o treino. Muito mal deu tempo de me dar um beijo antes de ir.
Edward, Edward, Edward. O que você está fazendo comigo? Só penso em você, só quero você e estou virando uma molenga sentimentalista, indo contra tudo que meu pai me ensinou, só por causa de você.
Deitei na cama e peguei meu celular para acessar as notícias do dia e verificar e-mails.
Sorri das manchetes especulando sobre o grau de envolvimento entre eu e Edward. Fotos nossa da noite passada na festa da Nascar circulavam por todos os sites de jornais que eu acessava pelo celular. Todos apenas especulando sobre um possível romance, com notas cheias de palavras de romantismo barato. Era até engraçado.
Franzi o cenho ao lembrar que a repórter ruiva, conhecida de Edward, havia perguntado sobre nosso envolvimento e Edward havia respondido que estávamos juntos. Para qual jornal ou revista ela trabalhava? Era estranho que uma repórter, com uma informação exclusiva, não se manifestasse. Ela poderia conseguir um bom dinheiro vendendo a declaração.
Não sei explicar, mas meu faro não me enganava. Havia algo nessa mulher que não me agradava.
Deixei de lado esse assunto, por enquanto, e entrei em minha caixa de e-mails.
Suspirei mais tranquila quando vi que não havia nenhuma mensagem da tal pessoa que anda me cercando. Ultimamente isso vinha acontecendo com frequência, e isso me incomodava demais.
Eu não poderia me abalar por isso. Pela fortuna que tenho e importância dentro do mercado continental, eu sou um ótimo alvo de perseguições, atentados e até mesmo tentativas de sequestros. Mas o que mais me preocupava era a possibilidade de minha família sofrer algo, ou até mesmo Edward.
Esse era o perigo de se sentir assim por alguém. Sentimentos não devem fazer parte do cotidiano de uma pessoa como eu. Com inúmeras responsabilidades nas costas, com ampla visibilidade e exposta a situações perigosas. Por gostar de alguém, o ser humano não pensa de forma neutra, não calcula seus passos, ele age com a emoção, e isso é perigosíssimo.
Mas se tinha uma coisa que eu não sabia como fazer, e nem tinha certeza se seria possível, era tirar Edward de dentro de mim, do meu sistema e do meu... Coração.
Eu gostava dele. Isso é fato. Estar com ele era maravilhoso, esplêndido... Me faltavam palavras pra descrever. Mas será que isso era estar... Apaixonada? Amando?
Meu pai sempre disse que devíamos amar somente nossos familiares. Que o amor por outras pessoas poderia destruir-nos. Algo dentro de mim me dizia que ele poderia estar errado. Mas como ir contra tudo que meu pai me ensinou? Como ir contra um esquema de vida que ele montou pra mim, quando tudo, absolutamente tudo estava dando certo? E como saber se você é ou não capaz de amar alguém?
Alguns dias depois...
POV Edward
Freios Ok. Câmbio Ok. Família e namorada no camarote vip Ok. Rádio comunicador Ok. Confiança e tranquilidade... ér... Não, isso não está Ok.
Meu Deus, por que estou sentindo que vou desmaiar?
– Ei garoto. – o senhor Carter bateu em meu ombro através da janela do carro. – Faça o que sempre faz nos treinos e tudo dará certo. – assenti freneticamente. – E trate de ganhar essa corrida. Você é o piloto principal hoje. Tenho sentido que Eric não esta bem, então minha aposta é em você. Quero meus dois pilotos no pódio, e você no lugar mais alto. É a primeira corrida da temporada, todos os olhos estão voltados pra esse autódromo. Faça valer minha aposta em você.
– Sim, senhor Carter. – concordei.
– Você sabe, sem pressão. – ele sorriu e saiu.
Claro, sem pressão. E isso foi o quê?
A luz piscou, indicando que deveríamos sair dos boxes e irmos pra pista, cada um em sua posição de largada.
Eu largaria em segundo, a poli position escapou por pouco no treino de ontem. E isso me custou uma olhada muito feia do Senhor Carter e um sorriso debochado de Peter.
Fiz o sinal da cruz e pedi a Deus que olhasse por mim e me livrasse de acidentes.
3... 2... 1.
Acelerei com empolgação e na primeira reta consegui ultrapassar e assumir o primeiro lugar. Passei tirando fino do carro, mas a jogada ousada valeu a pena. Engatei as marchas até chegar a sexta e me concentrei no circuito. Era só eu não vacilar e fazer as curvas como venho fazendo nos treinos, que eu ganharia muitos segundos de vantagem em relação aos meus concorrentes.
À medida que o tempo passava, eu estava cada vez mais confiante, apesar de todos os palavrões que eu escutava dos engenheiros e diretores da escuderia através do radio comunicador a cada curva em alta velocidade que eu fazia, escapando por pouco das derrapagens. Bom, pelo menos eu ouvia o claro elogio do Senhor Carter, que admira muito meu jeito corajoso e arrojado de dirigir, como ele mesmo diz.
Faltavam poucas voltas para o fim e eu estava confiante na vitória. Os engenheiros me aconselhavam a apenas manter o ritmo, pois eu estava com uma larga vantagem para o segundo lugar.
Confesso que não foi fácil ver o dois acidentes que ocorreram na pista. Um frio cortante passou por meu corpo e por um minuto o pânico me invadiu. Após o safety Car, a corrida retomou e o primeiro lugar nunca deixou de ser meu após a primeira reta da corrida.
A euforia tomava conta de mim.
Uma volta, e eu seria o campeão da primeira corrida da temporada.
Quem diria? O piloto estreante, até esses dias, motorista particular, seria o campeão da primeira corrida da temporada Nascar.
– Uhuuuuuuuuulll Porraaaaaa!!!!!! – gritei a plenos pulmões quando recebi a bandeirada ao ser o primeiro a completar as cinquenta voltas.
Fiz o percurso mais uma vez, um pouco mais devagar, e buzinando muito para o público que gritava e aplaudia.
A equipe Rocket era da casa. Uma equipe de Indianápolis, não a única, mas a mais conhecida e querida. Por isso, o apoio da torcida era acalorado.
Deixei o carro no box e saí pra ser abraçado por todos da equipe, menos Peter que estava isolado no canto. Eles gritavam e pulavam à minha volta.
Tirei o capacete e baguncei meus cabelos, podendo enfim, respirar melhor.
– Ah meu garoto. Eu sabia que você não ia me decepcionar. Há uma temporada e meia, ou seja, há trinta corridas a nossa equipe não sobe no lugar mais alto do pódio. – ele ria extasiado. – Isabella, mesmo sem querer, me empurrou um grande piloto. – franzi o cenho.
– Como? – questionei.
– Eu quis dizer que ela te trouxe pra apenas sentir como é dirigir um carro da Nascar, num autódromo de verdade, e olha onde isso foi parar. – ele sorriu sem graça. – Foi isso que eu quis dizer.
– Ah, entendi. – sorri e corri pra abraçar minha família que pelo visto havia abandonado o camarote vip pra vir comemorar comigo no box mesmo.
– Ah, seu viadinho, você dirige muito bem. – meu irmão gritava enquanto me dava um abração apertado, quase me tirando do chão.
Meu pai chegou e Alice também, e me abraçaram forte, muito emocionados pelo momento. Emocionados pela virada que minha vida deu. Há alguns meses, eu era um desempregado, sem esperanças, sem estudos, sem amor próprio. Hoje, sou o piloto campeão da primeira corrida da temporada da Nascar, tenho orgulho de mim mesmo, e tenho a mulher mais linda e mais maravilhosa do mundo.
E por falar nela...
Me soltei do abraço coletivo da família, apertei rapidamente a mão de Jasper e dei um beijo rápido na testa de Rosálie, e corri diretamente pra minha “anja”. Minha sempre patroa linda.
Ela sorria orgulhosa de mim de forma discreta.
Eu não era discreto porra nenhuma.
– Eu te amo mais que tudo. – a abracei e beijei seus lábios com paixão e gratidão.
Ela correspondeu o beijo, de forma contida, mas correspondeu.
Encerrei o beijo com selinhos e ela sorriu sem graça.
– Tem um monte de gente gritando e uma câmera focando diretamente em nós. – ela disse sem graça.
– É bom pra todo mundo saber o quanto eu te amo e que eu tenho dona. A mais bela de todas. – ela sorriu triunfante.
– Pensando por esse lado, é bom mesmo. Ao que parece, você já tem um fã clube formado só por mulheres. – eu sorri extasiado pelo seu jeito ciumento. A abracei forte novamente.
– Eu não vejo mulher alguma... Só você, minha vida. – beijei seus lábios novamente e me afastei para ir até o pódio.
Não consigo nem descrever a emoção que senti ao receber o troféu dourado. De campeão da corrida.
Meus olhos ficaram marejados e eu fazia caretas pra tentar conter o choro.
O choro não era só pela emoção da vitória na corrida. Era pela vitória na vida. Por tudo que conquistei nesses últimos tempos. Por um dia ter sido embalador de compras no mercado, limpador de piscina, mecânico e motorista particular, e hoje ser um piloto campeão.
Olhei pra maior “culpada” de tudo de bom que estava acontecendo em minha vida. Ela estava lá, um pouco afastada da multidão que gritava e comemorava. Estava perto de Rodrick e outro segurança, sempre discreta, mas, do seu jeito, fazendo de tudo por mim, até mesmo vir em uma corrida e torcer pela vitória do namorado.
Não havia mais dúvidas, se é que um dia houve. Era ela que eu queria pra vida toda.
Beijei o troféu e o ergui, no momento em que as pessoas estouravam champanhe e jogavam em mim.
[...]
Após a premiação, eu fui correndo para o box novamente. Tive que dar várias entrevistas, tirar fotos e cumprir com as burocracias da pós-corrida.
Quando finalmente consegui tomar um banho e colocar uma roupa normal, já haviam se passado mais de duas horas.
Minha família e Jasper ainda me esperavam, mas Isabella e Rosálie já haviam ido pra mansão, como avisaram anteriormente.
Esme havia ficado sozinha na mansão, recebendo algumas coisas para a festa. A confiança que eles tinham na minha vitória era um afago em meu ego. E Rosálie e Isabella foram na frente pra evitar tumulto com repórteres na hora de ir embora.
– Vamos, então? Tô afim de comemorar bastante. – eu disse animado.
– Eu quero é cerveja. Muita cerveja. – Emmett gritou empolgado e todos sorrimos.
Meu pai estava bem triste ultimamente, mas até que hoje ele estava mais animado.
Jasper ria de tudo. Sua felicidade estava estampada em sua cara. Só por ter dado um jeito em sua vida e estar perto de Alice, o cara parecia outro. E minha irmã, havia ficado mais tagarela do que nunca, se é que isso é possível. Sempre empolgada em dizer como Jasper era inteligente, como ele estava indo bem na faculdade, com ideias geniais e como ele era cavalheiro. Mas eu acho que ainda não estava rolando nada. A baixinha joga duro.
Estávamos indo em direção ao estacionamento quando Tânya apareceu.
– Edward, parabéns. – ela se jogou em meus braços e por reflexo eu a segurei para que não caísse.
– Ér... Obrigado, Tânya. – a afastei gentilmente.
– Nossa, foi uma bela corrida. Você é muito bom. O único ruim é que eu tive que ficar esperando mais de duas horas pra poder te cumprimentar. Não me deixavam entrar na área que dá acesso aos boxes de maneira nenhuma. – ela fez um bico estranho e eu tive vontade de rir de sua tentativa de ser manhosa.
– Fico agradecido pelo apoio. Até mais. – me afastei gentilmente e minha família me seguiu.
Antes que eu conseguisse entrar em meu carro, fui interceptado novamente, dessa vez por Victória.
– Edward... Parabéns pela vitória. Você mostrou muita técnica e ousadia. – me abraçou e cumprimentou todos os outros.
– Obrigado, Victória. Eu te vi lá dentro, mas não deu pra cumprimenta-la. – ela sorriu.
– Não, tudo bem. Tinha muita gente perto. Então, posso tirar uma foto sua com sua família? – eu fiz uma careta. Eu já havia tirado tanta foto, queria ir logo pra casa de Isabella. Pra minha festa. – Por favor, pra sua amiga aqui.
– Ah, tá bom. Vai lá, só uma, heim. – fiquei ao lado dos meus familiares e Jasper e ela tirou a fotografia.
– E então, vai ter comemoração pela vitória? – ela perguntou.
– Vamos dar uma festança pra ele. – meu irmão bocudo anunciou.
– Sério? Onde vai ser? Será que eu poderia ir? – puta que pariu, Emmett. Eu vou te matar.
– Ér.. Victória, é que não vai ser na minha casa. Apesar de a festa ser pra mim, eu não posso convidar porque a casa não é minha. Então... – ela ficou um pouco sem graça.
– Ah, ok, tudo bem. Desculpe minha intromissão. É na casa da sua namorada, Isabella Swan, não é mesmo? – percebi um certo tom irritado quando ela disse o nome da minha “anja”, mas não dei importância. Talvez ela esteja irritada e sem graça por não poder ir.
– É, agora eu tenho que ir. Bom te ver, Victória.
Finalmente entramos no carro e saímos do estacionamento do autódromo.
Alice estava indo com Jasper no carro dele, e meu pai e Emmett comigo no meu carro.
Eu estava louco pra chegar logo na mansão em Carmel e beijar muito minha namorada e futura esposa.
POV Esme
Passei um pouco mais de perfume e ajustei meu vestido em meu corpo.
Será que não estava muito justo pra minha idade esse vestido?
Quer dizer, a boa alimentação e pilates me garantem um corpo magro e firme, mas... E se ele me achasse ridícula por me vestir como uma mulher jovem? Quer dizer, eu não estava com nada inadequado. Era apenas um vestido creme na altura dos joelhos, com decote fechado e uma leve marcação na cintura.
Respirei fundo e saí do meu quarto. Já estava tudo organizado para a festa de Edward.
Eu estava nervosa. Veria Carlisle hoje. E não sei se meu coração iria aguentar.
Cheguei na sala de estar e Isabella já tomava um drinque com Rosálie.
– Fiu-fiu. Tá gostosa heim Esme. – Rosálie gracejou.
– Maneira na bebida, Rose. – eu disse sem graça. – E então, cadê o campeão? – minha filha abriu um sorrisão. Era tão bom vê-la assim.
– Está vindo, teve que ficar para dar entrevistas e coisas burocráticas. Alguns membros da equipe dele virão e poucos amigos do bairro dele. – Isabella avisou.
– Algumas amigas minhas também. – Rosálie comentou risonha. – Cuida do teu homem heim Isabella, três amigas minhas e solteiríssimas estão à caminho. – ela provocou e Isabella fechou a cara.
– Como é ciumenta minha filha. – eu resolvi descontrair também.
Ouvimos barulho de carros e um falatório vindo do lado de fora da casa.
– Chegaram. A voz do meu namorado eu conheço até há quilômetros. – Rosálie anunciou.
– Falando alto do jeito que ele fala, até eu. – Isabella provocou e Rosálie fez sinais obscenos pra ela. Era muito engraçado ver a interação das duas.
Minha filha era durona, mas todos sabíamos o quanto ela amava Rosálie como uma irmã.
Jasper foi o primeiro a aparecer em nosso campo de visão, junto com Alice, como sempre.
– Meu Deus Jasper, que casa linda você tem. E grandona. – ela comentou boquiaberta e veio nos cumprimentar. Jasper era só sorrisos.
Edward chegou logo atrás e veio correndo dar um beijo em minha filha. Esses dois eram um grude só. Acho que só ela não via que isso era amor.
– Ae cunhada. Que casão heim, dá pra ter uns dez filhos e num vai encher esse lugar. – Emmett entrou gracejando com Isabella que apenas o olhou assustada, beijou Rose e veio me cumprimentar. – Senhora Swan, que casa heim. E no jardim, um monte de estátuas com mulher do peito de fora. Adorei isso tudo aqui. – ele dizia animado e todos gargalharam pelo seu jeito tão espontâneo.
– Fico feliz que tenha gostado. Sinta-se à vontade. A casa é de vocês. – eu disse já empolgada pela alegria daquela família.
Foi então quando ele entrou.
Meu coração disparou.
Ele parecia tímido em entrar em minha casa e eu sentia minhas mãos suando de tantonervosismo.
– Olá, Esme. Bom te ver. – ele apertou minha mão e eu sorri sem graça.
– Bom te ver também, Carlisle. – eu respondi.
Não sei se as pessoas na sala perceberam o clima, acho que provavelmente sim, já que era possível que todos soubessem da nossa quase história. Todos, menos Isabella. Mas essa estava entretida nos braços do namorado, mais solta pelos drinques que havia tomado, e não via ninguém à sua volta.
[...]
A casa já estava um pouco mais cheia. Os convidados já haviam chegado e estavam se divertindo aparentemente com as músicas agitadas que o dj colocava.
Emmett e Rose davam um show dançando. Aqueles dois eram pura comédia e divertiam a todos nós com seus jeitos maluquinhos de ser.
Jasper e Alice estavam em um canto conversando e eu tinha a leve impressão que hoje as coisas andariam pra esses dois.
Isabella dançava com Edward. Um pouco contida, mas eu já percebia que ela não era aquela Isabella de sempre. Fria, com movimentos calculados e séria demais. Ela sorria, recebia alegre os afagos de Edward, e esse, vez ou outra roubava beijos dela e sussurrava coisas em seu ouvido que eu, como mãe, prefiro nem imaginar o que era.
Todos estavam se divertindo. Menos eu... E ele.
Carlisle tomava uma cerveja vez ou outra, mas ficava em seu canto, introvertido, apenas sorrindo das vezes que os filhos mexiam com ele.
Me virei e decidi ir até a cozinha verificar com o buffet se tudo estava correndo bem.
Eu estava passando pelo corredor em frente à biblioteca da casa quando sinto alguém me empurrar porta à dentro e me prensar à parede, ainda no escuro.
Antes de poder gritar eu escutei a voz que há mais de um mês não escutava.
– Esme... Desculpa agir assim como um louco... Mas é assim que eu estou... Estou louco. – Carlisle disse com a voz grave, ao pé do meu ouvido, enquanto me abraçava forte.
De repente, eu já não fazia questão nenhuma de acender a luz, de ir na cozinha verificar buffet. Eu estava onde sempre sonhei. Em seus braços.
– Carlisle... – ele colocou dois dedos sobre minha boca.
– Não fala nada... Me deixa falar primeiro. – ele pediu agoniado. – Esme, me perdoe por tudo de ruim que eu te falei. Eu estava fora de mim. Tentando lutar contra tudo que sinto. – ele respirou fundo e eu sentia que seu corpo já dava claros sinais de gostar da proximidade que tínhamos naquele momento. – Eu me sentia mal por você não ter me ligado naquela primeira semana. Depois eu me senti humilhado por descobrir quem você era. O seu dinheiro me assusta, Esme. Eu sou um zelador, prestes a se aposentar. Viúvo, com três filhos e moro em uma casa simples. O que eu poderia lhe oferecer? – me apertei mais o seu corpo, querendo sentir o contato de nossas peles. Há muito tempo eu não me sentia viva desse jeito. Tendo desejos percorrendo meu corpo quente pelo contato com o corpo másculo. – E quando veio minha promoção, eu fiquei tão irado pensando que era alguma armação sua, que acabei falando um monte de merdas. Me perdoe, por favor. Eu sofri muito em todo esse tempo que fiquei sem te ver. Muitas vezes eu peguei o telefone pra te ligar, mas não tive coragem. Mas hoje, te vendo tão linda... Eu não resisti.
– Carlisle... – eu disse seu nome, embevecida por suas palavras.
– Não sei se eu sou merecedor... Não sei se eu posso me permitir sonhar com isso... Mas Deus sabe o quanto eu te quero, Esme. Eu quero muito. E se você me perdoar... – ele respirou fundo e eu já sentia as lágrimas de emoção queimar meus olhos. – Se você me perdoar pelo meu jeito estúpido de tentar te afastar, de tentar resistir a você... Eu juro que vou me esforçar pra te fazer feliz a cada segundo que eu estiver contigo. Mesmo sendo um velho pobretão. O que eu não puder te oferecer financeiramente, eu vou te dar em forma de carinho, atenção, desejo e amor. – ele segurou em meu rosto e nossos olhos, mesmo na semiescuridão, se conectaram. – Eu te amo, Esme. E eu quero você mais que tudo.
– Carlisle... – arfei emocionada. – Eu também te... – ele me puxou para o beijo mais maravilhoso da minha vida.
Minhas pernas tremiam. Eu sentia o sangue correr queimando em minhas veias. Ele inseriu a língua quente e molhada em minha boca e eu gemi com a sensação.
Carlisle mordeu meu lábio inferior e soltou um tipo de rosnado, puxando rudemente minha cintura para nossos corpos se colarem mais, e eu senti sua excitação bem no ponto onde eu há muito tempo não era tocada. O ponto em meu corpo que queimava de desejo nesse momento.
– Eu te quero, Esme... – ele desceu beijos pelo meu pescoço. – Não aqui, na parede dessa sala que eu nem sei o que... – eu o cortei.
– Biblioteca... Aqui é a biblioteca. – arfei de desejo ao sentir roçar sua excitação em mim.
– Já é a parte da casa que eu mais gosto. – ele sorriu. – Eu quero muito seu corpo, Esme. Eu não sou mais um garotão, com tanta disposição, mas o desejo queima em minhas veias. Desde quando eu te conheci, eu sonho com você, com seu corpo lindo, e acordo assim... – ele esfregou sua excitação novamente em mim, e eu gemi com o prazer. – E tenho que me conter apenas com a autossatisfação. Eu já não sou mais moleque, não tenho idade pra fazer isso. Mas me sinto como um adolescente apaixonado desde o dia que te conheci.
– Eu também me sinto como uma adolescente com você. – beijei seu pescoço. – Eu quero isso, Carlisle. Quero muito isso com você. Há anos eu sequer beijava na boca... – ele me olhou espantado. – Meu casamento acabou muito tempo antes de meu marido falecer. – eu expliquei sem graça e ele alisou meu rosto com carinho, enquanto delicadamente, afastava seu corpo do meu.
– Mais um motivo pra eu não dar asas ao meu desejo e fazer isso aqui, de qualquer jeito. – ele beijou minha testa e me abraçou de forma carinhosa. – Você tem certeza que quer ficar comigo mesmo? Por que se você disser sim, vai ser difícil me tirar da sua vida. – ele avisou de forma brincalhona e eu sorri enquanto ao mesmo tempo tentava conter as lágrimas de alegria.
– Sim, Carlisle. Eu te quero muito. E por mim, você não sai da minha vida nunca mais. – ele me beijou mais uma vez.
Agora o beijo era calmo, carinhoso e cheio de amor. Nossas línguas se encontravam com tranquilidade e carinho. A felicidade corria em meu corpo e eu queria gritar pro mundo que eu estava amando e finalmente, depois de 46 anos de vida, eu era amada.
POV Edward
A música continuava rolando e todos dançavam. Isabella parecia se divertir também. Ela dançava colada à mim e fazia cara de devassa.
Era nítido que ela tinha bebido além da conta, mas eu não a freei. Ela nunca se divertia, sempre trabalhava muito, com mil responsabilidades em suas costas.
Ela já havia cuidado da segurança da festa. Ninguém poderia entrar com câmeras, e todos os celulares foram desligados e depositados em pacotes lacrados. Assim, evitaria qualquer tipo de foto ou filmagem vazar, já que havia pessoas que não eram da família aqui, e nunca se pode confiar em todo mundo.
– Edward... Olha como eu tô rebolando... Hahaha. I’m sexy and I Know it. – ela cantarolou e rebolou de um jeito que me fez sorrir safado. Rosálie cada vez que nos olhava, ria do jeito de Isabella, nitidamente solta pela bebida. Bem, Rosálie também não estava diferente, a julgar pelos beijos pra lá de quentes que dava em Emmett no meio da sala, enquanto dançavam.
Puxei Isabella pela cintura e fiz seu corpo colar ao meu, com ela de costas pra mim e ainda dançando e rebolando. Afastei seus cabelos e mordi sua orelha.
– Diabinha, você está me provocando. Fica dançando e rebolando pra mim, e eu fico aqui, de pau duro sem poder fazer nada. – empurrei minha pélvis em suas nádegas e mordi novamente sua orelha. Ela gemeu.
– Ai... Eu quero você. – ela disse daquele jeitinho manhoso e eu tive que resistir bravamente pra não levá-la pra qualquer cômodo da casa e fodê-la contra a parede. Eu estava louco de tesão e precisava me saciar em seu corpo.
– Agora não, amor. Ainda tem bastante gente na festa e pegaria mal a dona da casa e o homenageado da festa sumirem. Já basta no meu aniversário que nós fizemos isso. – eu sorri com a lembrança e ela virou o corpo e me olhou safada.
– Então pega mais um cerveja pra mim que eu adorei isso. – ela me abraçou sorridente. – Sabia que é a primeira vez que eu tomo cerveja? Na faculdade todo mundo ia pras festas e bebia isso, mas meu pai sempre disse que eu tinha que focar nos estudos e não ir a nenhuma festa. Cada tempo livre que eu tinha eu fazia cursos ou lia livros. – ela me deu um beijo estalado na boca. – Cerveja é bom... Dá vontade de fazer sexo. Mais vontade do que eu já tenho. Pega mais uma lá. – ela sorria faceira, e eu ria do seu desabafo e do seu estado cômico de bêbada.
– Não sei, amor. Acho que você já bebeu bastante. Misturou uísque com cerveja. Você já tomou quantas? Umas quinze cervejas, se eu não me engano. – ela pôs a mão na cintura e me olhou feio, tentando manter o corpo reto sem balançar.
– Você não manda em mim. Eu que mando em você. - disse com a voz enrolada. - Eu mando em todo mundo. – um garçom passou com vários drinques na bandeja e duas garrafas long neck de Heineken e ela pegou uma. – Eu só deixo você... – ela soluçou. - ... Mandar em mim quando estamos fazendo... Amor... – ela fez uma cara engraçada na palavra “amor”, e meu coração deu um salto ao ouvi-la falar assim. – Aí sim eu deixo você mandar em mim, me chamar de gostosa, me dar tapinhas... – ela contava nos dedos. – Mas só assim. No resto, sou eu quem manda.
Eu sorri e a puxei pela cintura novamente.
– É claro, amor. É você quem manda. – beijei seu ombro nu pelo vestido tomara-que-caia e ela voltou a dançar colada a mim.
Pelo jeito, meus planos de pedi-la em casamento hoje foram por água a baixo. Mas eu não estava triste. Como ela mesma admitiu, ela nunca ia a festas na época da faculdade, ela nunca se divertia, e aposto que nunca tomou um porre na vida.
Eu poderia deixar pra amanhã, e fazer alguma surpresa romântica, ou algo do tipo. O importante era vê-la feliz. E ela, pela primeira vez, estava se permitindo ser uma jovem de 24 anos.
A abracei forte.
– Sabia que eu te amo muito? – perguntei ao pé do seu ouvido e ela virou o corpo de frente pra mim e me beijou.
[...]
– A toda-poderosa tá bêbada. – Rosálie, que estava no mesmo estado, senão pior, que a minha namorada, debochava.
– Rosenli. Eu vou te demitir. Está demitida, passe no r.h. agora mesmo. – Isabella dizia com voz enrolada e apontava pra Rosálie que ria debochadamente. Era uma cena cômica. Duas mulheres bem sucedidas e importantes no mundo dos negócios, totalmente bêbadas.
Os convidados já haviam ido embora e o dj e a equipe de buffet também.
Jasper e Alice haviam sumido pelo jardim. Aposto que estava dando amassos em algum lugar. Era ruim admitir que sua irmãzinha cresceu e já faz certas coisas.
Meu pai e Esme estavam sentados no sofá, sorrindo um pro outro e conversando de forma empolgada. Acho que esses dois se acertaram. Finalmente. Vibrei internamente.
– Rose, amor. Vamos embora. – Emmett chamou pela décima vez.
– Eu não vou. Tô cansada e eu quero ver a Isabella bêbada mais um pouco. Eu tenho quarto aqui, então vou ficar. Você pode dormir comigo se quiser, só não pode gemer alto senão a Esme pode brigar. – ela falava enrolado e alto e todos riam das besteiras dela.
– Eu não brigo, Rosálie. Mas por favor, se puderem controlar o volume, eu agradeço. – Esme entrou na brincadeira também.
– Eu quero dormir... – Isabella se encostou ao meu peito e fez manha.
– Pai, pode ir com a Alice pra casa. Pelo visto, Emmett e eu vamos dormir aqui. – eu avisei, já que já estava tarde.
Meu pai ficou sem graça e Esme estalava os dedos freneticamente e não sabia pra onde olhar.
– Acho que já entendi. – eu sorri feliz e eles sorriram sem graça. – Fico muito, muito feliz mesmo por vocês dois. – meu pai segurou na mão de Esme. – Bem, pelo visto Alice vai dormir aqui também. – fiz uma careta teatral. – Converso com Jasper amanhã. – todos riram.
– Ah Edward... Você tá pegando a irmãzinha dele, deixa ele pegar a sua também. – Rosálie disse alto e gargalhou. Meu pai respirou fundo e sorriu também. – Ih, a Esme vai namorar o papai gostoso também. – Rosálie apontou pras mãos de Carlisle e Esme unidas. – Todos os Swan vão transar com um Cullen hoje. Ah, só eu que sou Hale. Eu quero ser Swan também. Esme me adota. – Esme e meu pai ficaram vermelhos e Emmett ria bastante das besteiras que a namorada bêbada falava.
A minha namorada já estava apagada, encostada ao meu peito.
Levantei do sofá com Isabella em meu colo. A ajeitei para que ficasse cômodo carrega-la.
– Boa noite a todos. Vou levar minha bela adormecida para o quarto. Emmett, você deveria levar sua mulher pra dormir também. Tá deixando nosso pai constrangido. – eu brinquei. – E vocês crianças. – olhei pra Esme e Carlisle. – Sejam muito felizes e usem camisinha. – eles ficaram sem graça e Emmett e Rosalie gargalhavam da cara deles.
Todos estavam felizes na casa, e por isso as brincadeiras eram bem-vindas. Finalmente, a vida estava se encaixando para todos.
Assim que entrei no quarto, depositei Isabella na cama.
Eu queria dar um banho nela, já que ela cheirava a cerveja, mas eu não sei ela ia gostar.
Quando comecei a tirar seu vestido, ela acordou.
– Hum... Meu namorado é tão tarado. – ela continuava com a voz enrolada e com o olhar desfocado. – Eu não estava dormindo não. Só de olho fechado. Quem que você mandou usar camisinha? – ela soluçou e sorriu.
– Ah, ninguém amor. – eu disfarcei. Isso não era assunto pra hoje, até porque ela não se lembraria de nada amanhã, pelo visto.
– Edward... Você é tão bonito. – eu sorri do seu jeito trôpego. – Eu quero trancar você nesse quarto e não deixar você escapar nunca mais. – ela soluçou e sorriu. – Meu pai vai brigar comigo... – ela fez um bico e eu prestei mais atenção ao que ela falava. - ... Maaaaaaas... Eu acho que amo você. – paralisei com o que ela disse. Meu coração disparou e eu tive medo de sofrer um ataque cardíaco de tanta emoção.
– Fala de novo. – senti minha voz embargar e meu peito inflar. Meus olhos marejaram na hora. – Fala, meu amor. Fala de novo pra mim.
Ela sorriu e se ajeitou na cama. Fechou os olhos e respirou fundo.
– Meu pai vai brigar comigo... – ela murmurou.
– Não, amor. A outra coisa que você falou. Depois disso. – eu insistia ansioso. Por favor, baby, fala pra mim isso mais uma vez.
– Eu to com um soninhoooo... – ela deu outra respiração profunda e logo ficou em silêncio.
Pelo visto caiu no sono.
Larguei meu corpo na cama e gemi frustrado. Eu queria escutar de novo. Será que eu havia escutado direito ou foi fruto da minha imaginação? Será que ela falou isso consciente ou foi coisa do efeito do álcool? Mas sempre dizem que quando estamos bêbados falamos tudo que guardamos dentro de nós e não falamos pra ninguém.
Levantei e tomei um banho. Não adiantaria eu remoer isso dentro de mim.
O importante é que eu estava muito feliz com a minha vida.
E se ela realmente me amasse, a felicidade só iria se multiplicar.
Saí do banho, coloquei uma cueca boxer preta e terminei de tirar o vestido do corpo de Isabella. Preferi deixa-la de calcinha e sutiã, apesar de ela gostar de dormir nua. Não sei se eu conseguiria ter paz pra dormir se ela estivesse nua ao meu lado. Ainda mais que já fazia mais de vinte e quatro horas que nós havíamos feito amor pela última vez.
Apaguei a luz, me deitei ao seu lado e cobri nossos corpos.
Beijei sua testa e fiquei olhando seu belo rosto.
– Você mudou minha vida. Eu devo muito a você. – acariciei sua face. – Eu te amo, meu anjinho. Te amarei para sempre. – fechei meus olhos e deixei meu corpo relaxar, e logo o sono me alcançou.


E então, o que acharam? Isabella já começa a tentar se aproximar da família e depois dessa bebedeira, será que vai lembrar q disse acha que ama o Ed? RSRSRSRS Enfim, Jasper e Alice estão de chameguinho e Carlisle e Esme se acertaram. Mas vcs sabem, quando eu faço todo mundo ficar feliz é pq logo vou aprontar muaáhahahahaa...

ENQUETE: Vou deixar a pergunta no ar e me respondam através dos comentários.

Vocês querem que eu escreva um pov da Esme para a primeira vez dela com Carlisle no próximo capítulo ou não?
Esse casal é um xodózinho meu, já que já são maduros e se apaixonaram. Tenho amigas mais velhas e leitoras tambem acima dos trinta anos, e gosto de escrever sobre eles, pq quase não encontramos romances sobre casais mais velhos. Eles não são o foco, e sim Beward, mas eu gosto deles tambem... Então, vocês decidem.
Liguem 0800 433 567 se você quer que a primeira vez seja relatada... KKKKKKK sacanagem
beijos a todas e até

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