FANFIC INDIANÁPOLIS - CAPITULO 29

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance




Medo, mudança e paixão
POV Isabella
Após um relaxante banho, me permiti apenas colocar o roupão e me sentar na sacada do meu quarto.
Eu observava as estrelas, a lua cheia evidente no céu. Senti a brisa refrescante tocar meu corpo e balançar meus cabelos.
Observei a lateral da guarita de entrada da minha propriedade e vi os seguranças conversando. Eles pareciam rir de alguma piada que o homem mais alto, que estava de pé e fazendo gestos, contava.
Por que minha vida não poderia ser fácil como a deles?
Respirei fundo e olhei pra dentro do quarto, observando a figura de um homem grande, forte e ao mesmo tempo parecendo um menininho.
Ele estava deitado de braços abertos na cama, totalmente inconsciente, muito provavelmente pelo álcool, e nunca me pareceu tão desprotegido como agora.
Não foi nada fácil me controlar quando entrei no quarto e fui recebida por seus gritos e acusações, mas eu sabia que o ciúme o motivava a isso. A insegurança de sempre me dizer o tamanho do seu sentimento por mim e nunca escutar uma palavra em retorno.
Caminhei para dentro do quarto novamente e me sentei ao seu lado, na cama.
Retirei uma mecha do seu cabelo que caía em sua testa e fiquei ali, apenas deslizando as pontas dos meus dedos na sua pele quente e macia.
– Eu queria poder te dar mais... – sussurrei o que meu coração queria gritar.
Fechei os olhos, ainda acariciando sua testa, e me deixei levar pela lembrança do dia de cãoque tive hoje.
Assim que cheguei à empresa e mal havia sentado à minha mesa no escritório, meu celular tocou, com o número que eu não gostava quando me ligava. Nunca eram notícias boas.
– Isabella Swan falando. Algum problema, Rodrick? – fui direto ao ponto.
– Senhorita Swan, temo estarmos lidando com algo mais do que imaginamos. – ele respirou fundo. – Hoje, a dupla de seguranças que acompanha o carro que seu irmão e a senhorita Cullen vão para a faculdade, avistou um carro prata, com vidros escuros, os seguindo. – senti meu sangue gelar nas veias. – Eles ficaram alertas. Quando seu irmão e a senhorita Cullen estacionaram e entraram na faculdade, o carro ainda permaneceu por um tempo, e depois arrancaram de lá. Os seguranças o seguiu. Esse carro, devo acrescentar que sem placa, foi até a fronteira de Indianápolis com a cidade de Anderson e pegou a autoestrada. Provavelmente perceberam que estavam sendo vigiados. Os seguranças resolveram voltar e manter a vigilância mais estreita à eles.
– Jasper ou Alice perceberam algo? – minhas mãos tremiam, mas eu tentava manter a calma.
– Não, senhorita. Eles não perceberam absolutamente nada. – ele suspirou. – Mas os seguranças puderem perceber três homens estranhos no ambiente da faculdade. Não pareciam ser estudantes, e no mesmo momento em que viram os seguranças, disfarçaram e entraram em outro carro, também prata, sem placa e com vidros escuros.
Eu abaixei minha cabeça e fechei os olhos com força.
– Alguma sugestão de providência? – perguntei quase rendida ao desespero de ver que minha família e a de Edward estavam sendo alvos de uma força que eu nem sabia de onde vinha.
– Senhorita Swan, como profissional, posso dizer que nossa equipe é competente e fará de tudo pra garantir a segurança de todos enquanto não conseguirmos levantar pistas e descobrir de quem está partindo essas ameaças...- ele hesitou. – Mas como uma pessoa próxima, que já trabalha há anos para sua família. Primeiro com seu pai e agora com a Senhorita. Eu sugeriria que afastasse todos, pelo menos enquanto não resolvermos o problema. Estou há muitos anos nisso e sei quando o perigo está rondando.
– Eu não posso... – murmurei franca. Por um instante, esquecendo que estava falando com um funcionário e não com um amigo. – Eu não posso fazer isso na vida deles, e também não quero assustá-los deixando-os saber sobre as ameaças. – minhas mãos tremiam. – Eles me odiariam mais ainda... – sussurrei e não sei se Rodrick foi capaz de ouvir. Respirei fundo e voltei a falar. – Rodrick, não posso isolá-los nesse momento. Faça o que puder fazer para garantir a segurança de todos, e por favor, rastreie quem está fazendo isso e pegue-o. – encerrei a ligação e deixei o desânimo me pegar.
Céus, me irmão estava sob perigo. Eventualmente, minha mãe também estaria. Edward me odiaria pra sempre se sua família sofresse algo por culpa minha, por um inimigo meu, que eu nem faço ideia de quem seja.
Tentei pensar em várias possibilidades e rabisquei o nome de cada uma delas em um bloco de papel.
Liguei novamente para Rodrick.
– Rodrick, quero que vá até aquele seu amigo investigador do FBI e rastreie tudo sobre: A família Pirelli, Cesaro Santini, Aro Swan Volturi, Johnson Carter... – citei o nome de todos os acionistas do grupo Swan Spa. Pensei em mais algumas pessoas, que teriam poucas possibilidades, mas eu tinha que trabalhar até mesmo com o 0,01%. – Humm... Aquela repórter ruiva que frequenta os treinos e corridas de Edward... Hum... Victória Rosald... Eu acho... Ou Holand. Enfim, pesquise e me informe. Tânya, a ex vizinha maluca de Edward e que agora virou sua fã obcecada, eu não sei sobrenome dela, mas será fácil pra você descobrir. Levante a ficha também de Jéssica Stanley, minha secretária, todos os funcionários que trabalham dentro de minha casa, e indiretamente em minha vida particular e... – Céus, como eu não pensei nisso antes? Mas como era o nome dela? Eu deveria investigar isso também, obviamente. – Eu te ligo novamente para passar um último nome. Acha que consegue isso em breve?
– Uma semana ou duas. Depende de quanto pagaremos à ele. – revirei os olhos.
– Evidentemente, dinheiro não será problema, mediante a discrição dele, obviamente. – encerrei a ligação e vasculhei em todas as pastas do computador.
Quando assumi a presidência, por trás dos planos, eu mantive os arquivos todos do computador do meu pai, por motivos de necessidade de uma consulta futura. Talvez isso me ajude.
Procurei... Procurei... Procurei e não achei nada.
Suspirei frustrada e fui até as prateleiras, olhando em todos os armários atrás de algo que me desse uma pista.
Essas ameaças estavam passando dos limites. Agora minha família estava sendo perseguida também.
Durante essas últimas duas semanas, Edward não recebeu mais mensagem alguma, pelo menos ele não me disse. Mas eu vinha recebendo, no mínimo, três por dia.
Sempre dizendo que iria tomar tudo de mim, que eu pagaria muito caro por tudo, que eu não era soberana e uma hora eu cairia... Sempre mensagens desse tipo que ao mesmo tempo em que fazia muito sentido, não fazia também.
Tenho inimigos, obviamente, e não sou o exemplo de postura correta nos negócios. Mas nunca prejudiquei ninguém, salvo quando fui prejudicada e apenas revidei.
Expandi minhas possibilidades para um possível inimigo pessoal.
Passei a observar todos à minha volta, minuciosamente.
Rosálie estava fora de questão. Ela era como uma verdadeira irmã e leal à mim.
Observei os que me rodeiam na empresa. Os diretores, acionistas, meu tio Aro e minha secretária particular, Jéssica.
Por isso, seus nomes surgiram logo em minha cabeça para mandar investigar.
A única pessoa que notei comportamento diferente foi Jéssica. Ela me observava mais, sempre estava prestando atenção à cada movimento meu e eu não sei explicar, mas algo em seu jeito de me olhar, me dizia que ela não era uma boa pessoa.
Claro, a mantive para ficar de olho no que ela poderia fazer, já que, como minha secretária e do meu pai, por anos, ela sabia informações demais.
Pedi a Rosálie que providenciasse alguém de sua inteira confiança para fazer uma entrevista comigo, mas até agora não encontramos ninguém de inteira confiança e com gabarito para o cargo.
Sentei frustrada em minha cadeira e tentei pensar.
Onde meu pai poderia ter informações sobre suas amantes? Seu celular havia sido quebrado e o chip queimado após sua morte. Eu não queria que ninguém soubesse de suas traições quanto à minha mãe e acabasse manchando seu nome após sua morte.
– Merda! – praguejei e voltei meus olhos para o computador. Estava impossível me concentrar no trabalho, mas eu tinha um império para presidir.
Almocei em minha sala mesmo, e quando eu finalmente consegui me concentrar nos relatórios que recebi sobre a expansão da nossa fábrica em Buenos Aires, na Argentina, Jéssica me informou que uma pessoa estava em meu escritório. Não estranhei quando ouvi seu nome, afinal, desde a morte de seu pai, Mike tem feito bastante contato.
Assim que ele entrou, me levantei e apertei sua mão formalmente.
– E então, há que devo a honra? – apontei uma cadeira pra ele se sentar e pedi a Jéssica que nos trouxesse café.
– Conversar um pouco... Matar a saudade. – ele piscou e sorriu e eu me mantive séria. – E falar sobre negócios também, que é o que te move.
– Muitas coisas me movem. – respondi e sorri educadamente. – Pois não? Estou à dispor.
– Bem... – ele respirou fundo, e se ajeitou na cadeira, soltando o botão do terno e cruzando a perna de forma masculina. – Sabe que, com a morte do meu pai, eu, como filho único, assumo todo o comando da Newton Speed, que é uma empresa familiar. – trinquei os dentes e sorri. Sim, eu tinha inveja. Meu sonho era fazer a Swan Spa voltar a ser uma empresa apenas familiar e continuar lucrativa como é agora. – E eu gostaria que continuasse assim por gerações.
– Compreendo. – Jéssica entrou com nosso café e nos serviu. – Jéssica, estou em uma importante reunião com o senhor Newton. Não me interrompa. Não receberei ninguém. – a avisei e ela saiu após assentir.
– Fiquei sabendo que você fechou contrato temporário com a Kasaki Gear. – ele comentou displicente enquanto bebericava seu café. – Uma boa escuderia, não tanto quanto a da minha família, mas está ganhando seu espaço no mundo da fórmula 1. – ele provocou, mas eu apenas assenti, com as feições imóveis. – Sempre foi o sonho do seu pai, não é mesmo?
– Você sabe que sim. – bebi mais um pouco de café para me dar calma.
– Meu pai não facilitou as coisas quando eles estavam em negociações. Mas hoje eu o entendo. Na época, a Swan Spa ainda estava crescendo no marcado de ações, apesar de já ter 78 fábricas pelas Américas do Norte, Central e do Sul. Nessa época vocês estavam começando a dividir as ações e disponibilizar no mercado, pra ganhar nome e entrar no mercado europeu, correto? – prendi a respiração e assenti. – Sim, eu me lembro bem. Mas meu pai tinha contatos mais fortes, com grupos mais fortes. Aquela empresa australiana, por exemplo, que é a que mais vende pneus no mundo. – trinquei os dentes e tentei resistir ao tom provocatório. – E após meu pai encerrar as negociações com seu pai, misteriosamente, nosso namoro acabou. – ele disse um pouco mais nervoso, mas logo se recompôs.
– Eu não estava com cabeça para relacionamentos, precisava me dedicar à minha profissão e empresa. Mas enfim, isso está no passado. Não acredito que somos dois donos de empresas bilionárias, discutindo sobre um namoro na adolescência. – sorri e ele me acompanhou, mostrando seus dentes brancos em um sorriso nada verdadeiro.
– Tem razão. Me fale sobre você. – pediu enquanto bebericava mais um pouco do café e olhava a decoração da minha sala. – Bela sala.
– Obrigada. – fechei todas as abas que eu estava mexendo em meu computador, por via das dúvidas e o olhei. – Estou bem. Trabalhando bastante, como pode ver. Não foi fácil o período pós falecimento do meu pai. Você sabe bem, está passando por isso. É triste, mas precisamos seguir em frente com tudo que eles nos deixaram.
– E o coração? – ele arqueou a sobrancelha de forma sugestiva.
– Batendo. – ele sorriu da minha resposta e insistiu com o olhar. – Estou brincando. Não tive muito tempo de me relacionar com ninguém nos últimos 3 anos. Eu estava estudando bastante e já assumindo responsabilidades na empresa. Há um ano meu pai faleceu, e bem, as responsabilidades se multiplicaram de forma rápida. Mas consegui estabilizar minha vida e encontrar um tempo pra mim. – levantei minha mão direita à sua frente. – Estou noiva. – sorri quando percebi seus olhos se arregalando e sua boca abrindo.
– É sério isso, então? Não é invenção dos tabloides? – ele parecia abismado. – Você está com aquele novo piloto da Nascar? – assenti. – Eu vi fotos de vocês dois em alguns sites e revistas, mas pensei que era apenas algo passageiro ou até mesmo armação de paparazzi loucos.
– Estou noiva, realmente. Ainda não defini a data, mas não demorará muito. – ele fechou os olhos por uns instantes, e depois os abriu, já recomposto.
– Por que vai se casar? – se eu fosse uma mulher corajosa eu diria que era porque não sabia mais como viver longe do meu motorista idiota dos olhos azuis e sorriso cativante. Mas eu não poderia perder minha postura. Não diante de Mike. Só Edward poderia ver meu lado mais frágil, e mesmo assim, ainda era difícil mostra-lo.
– Ora, tenho quase 25 anos, mas ainda sou considerada muito jovem no meio executivo. Sou a presidente dessa empresa, mas na mídia, meu tio Aro recebe esse título. Você sabe, que por baixo dos panos, sou eu quem faço tudo. Eu, e apenas eu, comando essa empresa. – declarei segura e ele assentiu. – Mas acho que me casando, eu teria uma imagem mais responsável perante a mídia e assim, as ações da empresa não sofreriam qualquer tipo de queda ou negativa quando eu assumir a presidência.
– Vai se casar apenas por isso? – ele perguntou interessado e eu batia meu pé esquerdo no chão, de forma impaciente.
– Não, claro que não. Ele é um bom homem. Gentil, educado, gosta de mim, da minha família.
– E você? Gosta dele? – bufei.
– Mike, acho que não deveríamos ter esse tipo de conversa. Sabe que não sou muito de falar sobre minha vida pessoal. Se não se importar, gostaria de escutar sobre os temas, relativos à negócios, que você veio falar comigo. – me xinguei mentalmente. Por que eu não conseguia exteriorizar o que sinto por Edward? É certo que nunca gostei de falar sobre sentimentos e sobre minha vida pessoal, mas eu tinha que aprender a fazer isso pelo meu noivo. Ele não escondia de ninguém, e gritaria se fosse possível, que ele me ama.
– Bem, é uma pena que irá se casar. Mas nunca se sabe. As corridas da Nascar são bem perigosas. – ele deu de ombros e uma linha fria correu por minha espinha. Anotei mentalmente de adicionar Mike à lista de pessoas que passei à Rodrick. – Então, eu gostaria de lhe informar que este ano o contrato da Newton Speed com a Bridgestone se encerra. É de seu interesse entrar nas rodadas de negociação?
– Evidentemente. – adotei minha postura rígida e continuamos conversando.
Poucos instantes se passaram e meu celular vibrou com mensagem.
Outro número aleatório, de provavelmente, outro celular com chip descartável.
Um importante dado: 79% dos acidentes da Nascar são fatais e 91% causados por falha humana. Qual seria a porcentagem de um acidente causado por estar ligado diretamente à pessoa que eu quero destruir? Faça os cálculos...
Me peguei tremendo e rangendo os dentes de ódio.
– Isabella, algum problema? – Mike perguntou solícito.
Eu o olhei espantada. Era coincidência demais ele mencionar um acidente com Edward e logo após eu receber uma mensagem dessas?
Eu tinha que trabalhar com as duas possibilidades.
Encaminhei a mensagem para o celular de Rodrick e tentei me acalmar.
– Não é nada. Apenas um e-mail com dados não satisfatórios que eu acabei de receber. Prossiga. – Mike ia abri a boca quando Jéssica me chamou no telefone.
– Jéssica, eu não estou maluca. Lembro-me perfeitamente quando disse que não deveria me interromper – a interrompi nervosa. Tudo estava girando em minha cabeça e eu estava à ponto de explodir.
– Lamento senhorita Swan, mas eu expliquei isso ao seu... Noivo, porém ele insistiu que eu deveria anunciar a sua presença. – respirei fundo e vi Mike fazer uma careta ao escutar ela mencionar meu noivo. Céus, Edward, isso não é hora de aparecer aqui. Não quando eu estou quase tendo um lapso nervoso por me preocupar demais com você, seus familiares e os meus. - Senhorita Swan, o que eu faço? Permito a entrada dele ou peço para aguardar?
Ele ficaria irritado, mas eu não teria condições de recebe-lo após terminar a reunião informal com Mike. Eu deixaria transparecer todas as minhas preocupações, e eu não queria que ele sentisse medo. Eu temia que ele quisesse se afastar de mim, por estar correndo perigo justamente por estar ao meu lado.
O melhor seria eu ganhar um pouco mais de tempo para me acalmar e depois encontra-lo.
– Diga a ele que eu estou em uma reunião importante e que irei demorar. Diga que eu pedi para que não me espere, que vá para casa, quando eu estiver saindo eu ligo para ele. E Jéssica, não me interrompa mais. – encerrei a ligação e olhei novamente para Mike.
– Você está pálida. Não me parece bem. Se quiser, podemos falar de negócios outro dia. – ele ofereceu solícito.
– Em outro momento eu não aceitaria... Mas agora... Eu realmente não estou bem e não estou conseguindo me concentrar em nossa conversa. Perdoe-me. – ele se levantou e parou em minha frente. Pegou minhas mãos nas suas e me olhou nos olhos.
– Antes de termos sido namorados, fomos amigos. Você foi minha única amiga. – ele se abaixou à minha frente. – Está acontecendo algo? Pode confiar em mim. – Não, eu estava num momento que não poderia confiar em ninguém.
– Está tudo bem, só me senti um pouco mal mesmoIsso é normal, estive com uma gripe esses dias e talvez não tenha me recuperado totalmente. – menti.
– Estranho, você não me pareceu doente nas últimas vezes em que te vi ou falei no telefone com você nessas duas semanas. – ela disse desconfiado.
– Não sou de me entregar à qualquer gripe. – sorri e soltei suas mãos, num claro sinal para que ele se afastasse.
Após isso, ele foi embora e eu liguei pra Rodrick, pra saber se ele já havia entrado em contato com seu amigo investigador do FBI.
O mundo parecia querer cair em minha cabeça, e eu era egoísta demais para afastar de mim as pessoas que eu gosto. Mesmo que isso fosse para a segurança deles.
Voltei ao presente e o olhei na cama, novamente.
Um anjo adormecido.
Como poderia alguém nesse mundo ser capaz de machucar um ser tão doce e carinhoso?
Sorri da minha falsa inocência.
Eu mesma o machuquei e machuco tantas vezes.
Não conseguir falar sobre o que sinto por ele, não ser carinhosa, sempre me por em primeiro lugar... Por que não consigo mudar? Ele merece mais... Ainda mais agora, que pode correr perigo por minha causa.
Mas eu era egoísta demais. Não conseguiria deixa-lo ir para sua própria segurança.
Eu não conseguiria atravessar essa tempestade sem ele. Não conseguiria fazer mais nada sem ele em minha vida.
Meu pai ficaria totalmente frustrado em me ver tendo um sentimento tão forte por alguém.
Logo ele, que dizia que o amor só destrói, e se eu o sentisse por um homem, o amor destruiria minha vida, assim como o amor que sentiu por uma mulher destruiu a dele.
Uma luz se acendeu em minha cabeça.
Saí rapidamente do quarto e desci as escadas, rumo ao escritório.
Percebi uma movimentação vinda da cozinha e quando olhei melhor, vi que era Carlisle.
– Oi. – parei abruptamente e o cumprimentei.
– Boa noite, Isabella. – ele me olhou um pouco constrangido. Eu sentia que ele ainda ficava meio deslocado aqui em casa quando nos encontrávamos. Respirei fundo e o olhei mais amigável. Eu sabia que ele era importante pra minha mãe e a fazia feliz. Eu deveria deixa-lo mais à vontade.
– Carlisle, eu percebi que você ainda trabalha, mesmo estando com minha mãe... – ele me interrompeu.
– E vou continuar trabalhando, Isabella. Me desculpe os modos, mas eu não consigo ser sustentado por ninguém. – ele disse orgulhoso e eu sorri, ao ver o mesmo ar de homem orgulhoso de Edward nele.
– Eu sei, e era exatamente isso que eu esperava de você. Posso não ter muito contato, mas só de te observar, percebi sua personalidade. – respirei fundo e sorri novamente. – Carlisle, o que eu quero dizer, na verdade, é que você pode, aliás, deve se sentir à vontade aqui nessa casa, que agora também é sua. – ele abriu a boca pra falar, mas eu o cortei. – Sei que você e minha mãe estão tendo algo bem sério e fico muito feliz por isso. Então quero que você realmente se sinta bem dentro dessa casa. Isso vai fazê-la feliz. – percebi seus olhos azuis brilharem quando falei da minha mãe. Ele era como o filho. Seus sentimentos eram explícitos. – Se for por respeito à lembrança do meu pai, não precisa se sentir um visitante aqui. Você é morador, e estando com a dona da casa, minha mãe, você também é dono. Todas as lembranças do meu pai estarão para sempre conosco, mas ele se foi e a nossa vida seguiu, principalmente da minha mãe, que finalmente parece ter encontrado a felicidade. – após terminar meu breve discurso, eu mesma me peguei perguntando o porquê de ter dito aquilo tudo. Eu não era de me abrir tanto, e falar tão naturalmente sobre a vida pessoal de outra pessoa... Eu estava confusa.
Carlisle me olhava um pouco admirado, mas logo sorriu.
– Tudo bem, Isabella. Eu admito que me sinto um pouco travado aqui, mas vou fazer de tudo pra me sentir mais à vontade. Se isso fará sua mãe mais feliz, eu vou me esforçar. – ele sorriu ao falar dela.
– Com certeza fará. Nunca vi minha mãe tão bem como agora. – sem que eu conseguisse controlar, falei. O que havia comigo hoje que estava conversando mais que todos os outros dias? Talvez fossem as ameaças que estivessem me deixando mais sensível, frágil, precisando conversar, saber que as pessoas que prezo estão bem... E comigo. – Carlisle, eu só te peço uma coisa. – ele me olhou atentamente. – Cuide da minha mãe. Ela é muito boa e não enxerga esse mundo que vivemos com malícia. Ela confia demais nas pessoas, é doce demais... Prometa pra mim que cuidará dela sempre. – de repente, uma angústia me tomou, só de imaginar a possibilidade algo acontecer à minha mãe por minha culpa.
Carlisle me olhou um pouco duvidoso por uns segundos, mas logo seu olhar ficou sério e determinado, e ele assentiu.
– Sou capaz de dar a minha vida pela felicidade e bem-estar dela. – ele disse convicto e isso, de um certo modo, me sensibilizou. – Você pode não perceber, mas todos vocês, inclusive você, Jasper e Rosálie, são importantes pra mim, não só por namorarem meus filhos, mas por fazer parte dessa família que nós, inconscientemente, formamos.
– Obrigada, Carlisle. – ficamos em silêncio e ele entendeu que nosso assunto havia acabado. Passou por mim e eu caminhei lentamente até o escritório. Me virei e antes dele subir as escadas, eu o chamei. – Carlisle? – ele olhou. – Ér... Hum... Não sei se algum dia pareceu o contrário, mas eu... Hum... Gosto de você. – eu estalava meus dedos, nervosa em dizer essas palavras. Mas ele me passava uma certa confiança e eu queria que ele se sentisse bem em nossa casa. Ele me passava uma confiança difícil de explicar. Não sei se era pelo seu modo paternal ou se simplesmente meu subconsciente o colocou no posto de pai, já que agora ele era o companheiro da minha mãe.
– Eu... Hum.... Também gosto de você, Isabella. – fizemos gestos afirmativos com a cabeça e ele subiu as escadas.
Minha mãe realmente tinha encontrado um homem bom. Assim como eu também tinha, e Rosálie, e Jasper havia encontrado uma garota legal também. Seria coincidência todas essas pessoas boas e legais serem da mesma família? Sorri com meus pensamentos e me dei conta que de que nós somos, agora, realmente uma grande família, como Carlisle disse.
Era uma sensação nova, saber que eu tinha tantas pessoas próximas. Nova e boa. Não era incomum agora eu chegar em casa e ouvir risadas ecoando pela sala. A mesa de jantar sempre tinha conversas animadas e piadas contadas por Emmett quando ele e Rosálie vinham jantar conosco, o que era, basicamente, quase todos os dias da semana.
Surpreendentemente, me peguei gostando desse novo quadro familiar.
Ter pessoas animadas e felizes dentro de casa, conversas e piadas a todo momento, risos e as implicâncias de Emmett e Edward com Alice, e no fim da noite, braços fortes e possessivos circulando minha cintura e me colando a um corpo másculo e quente, definitivamente era uma realidade que eu estava gostando muito e não queria perde-la.
Entrei no escritório da casa e comecei a mexer nas coisas que foram do meu pai e eu as mantive intactas.
Eu tinha que descobrir logo de onde partiam essas ameaças.
Agora que eu estava, finalmente... Feliz, eu não podia perder isso.
Eu tinha uma família de verdade, meu relacionamento com minha mãe havia melhorado bastante, finalmente nos tornamos amigas, Jasper e eu já nos falávamos com mais cortesia, e eu sei que futuramente poderíamos voltar às boas, assim como era quando éramos crianças, e Edward... Ah, ele mudou tudo em mim, mudou minha vida. Através dele, minha família ressurgiu e reencontrou a felicidade, ou talvez tenha apenas a encontrado pela primeira vez, já que não consigo me lembrar com clareza uma época em que tenhamos sido felizes nessa casa.
Eu precisava proteger minha família. Todos eles. Eu não me perdoaria se alguém se machucasse por uma briga minha. Briga essa que eu nem sei o motivo ou o combatente.
Continuei por mais um bom tempo procurando e quando estava quase desistindo, algo me chamou atenção na última gaveta de uma das estantes de livros.
Parecia ter um... Fundo falso?
Retirei tudo que havia dentro e puxei com força a madeira que escondia o fundo falso.
Peguei tudo que havia ali dentro e me sentei à mesa do escritório para analisar.
Fotos do meu pai com uma mulher branca, com sardas no rosto, e com olhos castanho-esverdeados, até um pouco parecidos com os meus.
Eles riam em todas as fotos e em algumas estavam trocando carinhos típicos de namorados. Seria essa a amante que lhe infectou com Aids?
Havia alguns telegramas com datas de meses após o casamento dos meus pais até um pouco antes de eu fazer 9 anos.
Céus, eles se falaram durante todo esse tempo? Mas meu pai disse que só a reencontrou alguns anos depois de eu nascer.
Li os telegramas e pelos locais do remetente, era verdade a versão do meu pai. Ela deveria estar viajando pelo mundo antes deles se reencontrarem, porém, sempre mantiveram contato.
Li as cartas escritas à mão que havia ali. Todas dessa tal de... Como é o nome que está escrito aqui nessa assinatura?
Inclinei uma carta mais legível até a luz e tentei decifrar o garrancho da assinatura.
– Resse... – balbuciei. – Reneé. Isso Reneé. Agora o sobrenome.... – murmurei. – Dwyer... Reneé Dwyer... Reneé Dwyer. – falei mais alto e consegui olhar as assinaturas das outras cartas e entender que o nome era realmente esse.
Sem olhar as horas, mas já sabendo que devia se passar da meia-noite, eu liguei para Rodrick. Ele atendeu no terceiro toque.
– Rodrick, encontrei aquele nome que faltava. Dê prioridade a esse. Ela já morreu há alguns anos, mas quero que levante tudo sobre a vida dela. – eu disse.
– Sim, senhorita Swan. Pode falar o nome. – ele falou prontamente.
– Reneé... Reneé Dwyer. A amante do meu pai. – encerrei a ligação e fitei o vazio.
Era uma probabilidade, e eu tinha que trabalhar com todas. O ataque podia estar vindo de todas as direções e eu tinha que, além de me resguardar, estar um passo à frente quando essa pessoa decidisse pesar esse jogo.
Eu tinha que descobrir sua estratégia e armar minhas peças, e quando ele avançasse seus peões, eu lhe daria xeque-mate.
De uma coisa eu tinha certeza: Na minha família ninguém tocaria!
POV Edward
Abri os olhos para logo em seguida fechá-los. A claridade os machucava.
Minha cabeça estava doendo, meu corpo estava doendo e meu estômago revirava.
Fui até o banheiro e não consegui evitar o vômito. Me debrucei sobre o vaso e vi apenas o líquido amarelado sair. Parecia que eu vomitava o uísque misturado à vodca purinhos.
Tomei uma ducha, escovei os dentes e fui até o closet. Vesti uma cueca, bermuda e camiseta, e descalço mesmo eu desci até a sala de estar.
A mesa do café já havia sido retirada e eu estranhei isso.
– Bom dia, Esme. Já tomaram café? – perguntei após lhe dar um beijo no topo da cabeça.
– Já estamos prontos para montar a mesa do almoço. – ela respondeu e deve ter visto minha cara de espanto. – O que foi, Edward? Já estamos quase na hora do almoço.
– Eu dormi tanto assim? – perguntei perplexo.
– Pelo que Isabella me disse hoje mais cedo, você exagerou um pouquinho na bebida e provavelmente dormiria até mais tarde. – levei as mãos ao cabelo e o baguncei, andando de um lado para o outro. Eu estava ferrado de todos os lados. – Ei, Edward, calma. Isabella ligou para Johnson Carter e disse que você estava sofrendo com uma indisposição estomacal e por isso, não compareceria ao treino hoje. Ela ainda deu uma disfarçada, disse que você receberia a visita de um médico para melhorar o mais rápido possível. – ela deu um tapinha em meu braço. – Virou moda encher a cara aqui em casa?
Sorri um pouco sem graça.
– Problemas. – dei de ombros.
– E eles sumiram depois do porre? – ela arqueou uma sobrancelha, bem do seu jeito mãezona, me dando um esporro mudo.
Deixei meus ombros caírem e fiz uma careta frustrada. Ela apenas sorriu e eu a puxei para um abraço.
– Esme, a melhor coisa que o destino fez foi unir nossas famílias. Eu já te via de uma forma meio maternal, pelo modo como você me tratava e por ser mãe da mulher que eu amo. Mas agora que você está com meu pai, sinto como se você realmente ocupasse esse lugar em minha vida. – beijei seus cabelos e respondi à sua pergunta. – Não, Esme... Meus problemas não sumiram.
– Eu já me considero mãe de seis filhos. Isabella e Jasper, meus biológicos, e você, Emmett, Rose e Alice, meus filhos do coração. – ela se afastou do meu abraço e me olhou sorrindo. – Sabe que quando eu era mais mocinha, eu sonhava em ter um monte de filhos? Eu ficava imaginando como seria o rostinho de cada um, e me via em uma casa grande e feliz... – ela comentou sonhadora.
– E sonhava com um maridão, alto, loiro e com os olhos azuis? – perguntei matreiramente e ela sorriu após suspirar.
– É por isso que a realidade é melhor que o sonho. – ela piscou e bagunçou meus cabelos. – Agora vá até a cozinha e peça para a cozinheira lhe preparar algo. Mas não coma muito, pois em alguns minutos mandarei servir o almoço. Jasper e Alice devem chegar da faculdade a qualquer momento, e Carlisle também vem almoçar. – ela disse animada como uma menininha quando mencionou o nome do meu pai.
– Sei... Pode deixar, eu espero pelo almoço. Vou só tomar um suco. – antes de sair e a olhei novamente. – E Isabella?
– Ela disse que trabalharia só metade do dia hoje. Disse que tinha coisas a resolver e que voltava no meio da tarde. Ah, já ia esquecendo. Ela disse que era pra você ficar descansando, já que ela imaginou que você acordaria de ressaca, e que assim que ela estiver livre, ela vem pra casa. – assenti e fui até a cozinha.
O almoço foi bom. Em meio a conversas animadas, nós saboreamos um delicioso risoto de frutos do mar com legumes.
Após o almoço, Alice e Jasper foram para o quarto dela. Ele disse que ela o ajudaria a fazer um trabalho da faculdade, mas eu bem sabia o que eles estavam fazendo, e como irmão mais velho, eu tentava não pensar nisso.
Esme saiu um pouco antes das três da tarde, disse que iria até o shopping comprar algumas coisas necessárias. E pelo seu sorriso ao mesmo tempo malicioso e tímido, eu vi que meu pai estavamandando ver ali. O sangue Cullen não nega.
Subi para o quarto e tomei outro banho, agora me sentindo bem melhor. Praticamente novinho em folha.
Saí do banheiro apenas com a cueca boxer e estaquei ao ver Isabella sentada, com postura ereta, na beirada da cama.
Ficamos nos olhando por um tempo, em silêncio, apenas conversando pelo olhar. Ela sabia que tinha muito a me falar e eu sabia que também tinha coisas a dizer.
– Oi. – eu disse baixo e me aproximei. Ela deu uma boa olhada em meu corpo ainda um pouco úmido, e isso inflou meu ego, como sempre.
– Você está melhor? – ela perguntou de forma doce. Sentei-me meio hesitante ao seu lado e lhe dei um beijo casto nos lábios.
– Sim. Acordei com um pouco de dor de cabeça, mas agora já estou bem. – respondi, ainda achando estranho ela não estar brigando por eu ter ficado embriagado ontem e falado de forma ríspida com ela. Mas eu também tinha motivos para estar chateado.
– Me desculpe. – ela pediu em um sussurro e eu franzi o cenho.
– Pelo quê? – não era normal ela pedir desculpas.
– Por não permitir sua entrada ontem em meu escritório. Eu sei que você ficou com ciúmes de Mike. Mas não precisa. – ela tocou meu rosto de forma carinhosa. – Eu posso ser uma mulher pragmática, com dificuldade de expressar sentimentos, e confesso que às vezes sou calculista demais, mas não sou infiel. Tenha certeza disso. – sua inédita doçura e o brilho da verdade em seus olhos me desarmaram.
– Eu não penso que você seja infiel, meu anjo. – virei a cabeça e beijei a palma da sua mão. – É que eu sou um louco apaixonado, ciumento, apaixonado, obsessivo, apaixonado, dependente e apaixonado por você. – ela sorriu.
– Você disse apaixonado quatro vezes. – segurei sua outra mão e beijei.
– É porque eu sou muito apaixonado por você, aí tenho que falar várias vezes pra você entender o tamanho do meu sentimento. – percebi um brilho intenso em seus olhos de gata e seu peito subir e descer de forma rápida. Ela havia ficado emocionada com o que eu havia falado?
– Eu realmente estava em uma conversa sobre negócios com Mike, e pode haver outras vezes em que eu receba a visita dele para isso. – ela avisou calmamente e eu assenti. – E eu estava muito nervosa naquele momento. Ontem não foi um dia fácil. Me desculpe, novamente. Mas eu não tinha cabeça naquele momento para te atender. – a abracei a puxei para o meu colo.
– Tá desculpada, minha “anja”. – distribuí beijos por todo seu rosto.
– Por favor, me prometa que você nunca mais vai dizer que irá embora daqui. – ela pediu séria, olhando fixamente pra mim, e naquele momento, eu vi o quanto ela me queria, precisava de mim ao seu lado. Era amor, só podia ser.
– Nunca mais vou falar isso, meu amor. Foi por impulso. – ela sorriu, parecendo aliviada.
– Por impulso e pelo álcool. – fiz uma careta e ela sorriu. – Ok, a irresponsabilidade está perdoada, já que eu fui exemplo há algumas semanas atrás, não é mesmos? – sorrindo, nos deitei na cama e passei a beijar seu pescoço. – Edward? Tem algum outro motivo pra você ter ficado tão alterado ontem? – cessei o carinho e pensei por alguns instantes. Ela já tinha muitos problemas e eu não devia ficar enchendo sua cabeça, mas já estava passando dos limites essa implicância de Jéssica.
– Jéssica vem sendo hostil comigo desde quando descobriu que estávamos juntos. – ela se retesou. – Eu relevava, achava que ela só estava brava por ter pensado algum dia que teria chances comigo. Mas ontem ela passou dos limites. – Isabella endireitou o corpo e me encarou séria. – Ela insinuou que eu virei piloto da noite pro dia, insinuou que você estava trancada com o ex namorado em sua sala... – me sentei novamente e cocei a cabeça. – Ela disse que eu era um cachorrinho seu. Que você mandava e eu obedecia. Que você me dava comida e casa e enfim... – não completei. Era ruim lembrar das coisas que Jéssica falou, e não pensar que em partes parecia ser verdade.
– Por que você nunca me disse nada disso? – ela perguntou séria.
– Eu não queria encher sua cabeça com bobeiras. Mas ontem ela pegou num ponto frágil, e a presença de Mike na sua sala e você se negando a me atender e me mandando pra casa... Bem... – ela respirou fundo e parecia nervosa.
– Quando você vai entender que você é importante pra mim? – encarei seus olhos que estavam encolerizados.
– Quando você mostrar que eu sou. – respondi convicto. Afinal, eu precisava expor o que eu queria também desse relacionamento. Eu posso ter exagerado na bebida ontem, e esse não é o caminho certo, mas eu ainda tinha em mente que algumas coisas deveriam mudar em nosso relacionamento.
Isabella pareceu se abalar com o que eu disse e desviou o olhar do meu.
– Não posso demiti-la agora, pois não tenho ninguém pra contratação imediata, mas pode ter certeza que tomarei providências. – ela disse séria, ainda evitando me olhar. Isso me irritou.
– Droga, Isabella. Jéssica é o menor dos problemas. O fato é: Eu realmente sou um cachorrinho de estimação pra você. Você me trouxe pra sua casa e me trata como se eu fosse um móvel de decoração que você gosta de olhar. – explodi e ela ofegou.
– Claro que não. Edward, você é... Você... – ela parecia procurar as palavras. – Você é importante demais pra mim. Me perdoe se tenho te dado pouca atenção, mas esse não tem sido um momento fácil na minha vida. Estou com muitos problemas e acabo absorvendo isso tudo para minha vida pessoal. – ela explicou um pouco hesitante. Eu percebi que ela dizia meias verdades, mas não insisti nesse pensamento.
– Por que você quer se casar comigo? – perguntei subitamente e ela me olhou por alguns segundos, parecendo organizar os pensamentos, e como uma menininha assistindo um filme de terror, ela fechou os olhos com força e ofegou.
– Eu sei que não demonstro muito... Mas... E-eu... Não consigo mais viver longe de você. – ela soltou o ar com força. – Sinto uma necessidade que não entendo. Minha vida estava controlada, eu sempre fui ensinada para evitar isso, mas do nada você apareceu e virou... O centro do meu mundo. – ela respirava rapidamente, como se estivesse doendo falar isso. – Eu sinto que só agora eu comecei a viver, me sinto feliz ao seu lado... E nossa família... Eu não me perdoaria se alguma coisa acontecesse a vocês, principalmente a você. E-eu... Acho que eu... Daria a minha vida... – ela respirou fundo ainda de olhos fechados. - ... Por você.
Eu não entendi quando ela envolveu nossa família, ou se algo nos acontecesse, mas meu coração parecia que iria explodir em escutá-la falar do que ela sente por mim.
A abracei com força e enterrei meu rosto na curva do seu pescoço.
Agora sim, eu sabia que ela também tinha essa necessidade por mim, da mesma forma que tenho por ela. Sei o que ela sente por mim. Sei que ela me ama, mesmo não dizendo com essas palavras, e acho que ela finalmente se deu conta e aceitou isso. Ela, agora, parece ter aceitado o fato de me amar.
– Eu te amo tanto, Isabella. – beijei seu ombro e ela se afastou um pouco. Olhou em meus olhos e eu nunca a vi tão frágil.
– Você qu-quer que eu diga as... As palavras? – ela perguntou insegura e eu a encarei, sorrindo de felicidade ainda.
– Não, meu amor. Quando você disser, quero que venha daqui. – apontei para seu peito, na direção do coração. – Eu sei que você já se deu conta disso, mas também sei que não está preparada para dizer. – biquei seus lábios.
– Eu não sei o que faria se eu te perdesse. – ela disse de forma acalorada e voltou a me abraçar com força. Retribuí o abraço, mas estranhei seu jeito. Ela estava diferente, parecia estar aflita. E toda hora falando essa coisa de alguma coisa me acontecer... No mínimo estranho.
Após isso, nós ficamos no quarto entre beijos e carinho, e quando a noite caiu, ela tomou um banho e nós descemos para ficar um pouco com nossa família.
Conversávamos animadamente, e eu via Isabella mais participativa. Ela parecia querer ser agradável com todos. Não que ela não fosse, mas era sempre tão reservada, mas nós estranhamos seu jeito. Menos meu pai, que a olhava parecendo estar... Satisfeito? Talvez.
– Alice, você está já no fim do seu curso, não é mesmo? – Isabella perguntou interessada e Alice sorriu. A baixinha sempre quis uma brecha pra ser amiga dela, então, ela aproveitaria essa oportunidade.
– Sim, faltam só mais três meses, e finalmente, serei administradora. – ela deu um sorriso brilhante e todos nós sorrimos de sua empolgação, inclusive Isabella. Ela parecia saborear cada momento com nossa família. Até as piadas sem graça de Emmett, que veio jantar junto com Rosálie, ela ria e parecia se deliciar com aquilo.
– Por que você não marca um dia e vai até o meu escritório? – os olhos de Alice se arregalaram e todos nós olhamos pra Isabella. – Estou precisando de uma assistente, que futuramente substituirá minha secretária, quem sabe você não atenda aos requisitos? É uma possibilidade. – Isabella disse de forma calma.
Alice parecia extasiada.
– Sim... Com certeza eu vou. Nossa, meu Deus, nem acredito nisso. – Alice sorria brilhante e parecia não acreditar.
– Calma, Alice. É só uma entrevista. Você agora é da família, quero que comece bem, e se possível, na empresa da família, mas você será submetida a uma entrevista, como qualquer outra pessoa. – Isabella disse, e naquele momento, todos nos atentamos no fato dela considerar Alice da família... Considerar todos nós como da família.
Esme sorria emocionada enquanto olhava a filha. Percebi Jasper apertar o abraço na cintura de Alice. Rosálie olhava carinhosa para minha “anja”, e eu? Bem, eu me sentia nas nuvens por finalmente não precisar pisar em ovos com ela.
Agora eu sei e principalmente, ela sabe, que me ama. Ela considera a todos nós como uma grande família. Não sei o que mudou e nem como aconteceu, mas parece que agora, finalmente, as coisas se encaixaram.
Assim que demos boa noite à todos e fomos para o nosso quarto, eu tranquei a porta e a enlacei pela cintura.
– Hoje você não me escapa, meu amor. – beijei seus lábios e fui nos empurrando até cairmos na cama.
– Não quero nunca escapar. – ela sussurrou e desceu beijos até meu pescoço.
Eu a olhei fascinado. Ela estava se libertando, se expressando.
Hoje não era dia de sexo selvagem, com força... Não. Hoje era dia de amor terno e apaixonado.
Voltei a beijá-la, nossas línguas se encontrando com toda química e sentimento que há entre nós e fomos nos despindo, sem desgrudarmos nossas bocas.
Quando, finalmente, retirei a última peça que impedia nosso total contato, sua calcinha, desci beijos para seu colo, mordisquei o bico do seu seio esquerdo e ela arqueou, se oferecendo pra mim.
Eu estava louco pra me afundar nela e fazer forte e selvagem, mas a maior parte de mim queria amar seu corpo. Adorar aquele corpo que ela me dava sempre de boa vontade.
Continuei descendo os beijos e cheguei a sua feminilidade. Ela soltou gemidos sufocados e infiltrou seus dedos em meus cabelos.
Lambi com carinho toda a extensão do seu sexo e ela deu gritinhos.
Enfiei minha língua dentro dela e saboreei o gosto da sua lubrificação. Voltei ao clitóris, e de maneira muito carinhosa, o lambi e chupei. Isabella se contorcia e puxava meus cabelos com força.
Senti ela soltando seu líquido de prazer a primeira vez e logo subi beijos para seu ventre e barriga, escutando murmúrios de reclamação.
Não, ela não teria orgasmo completo ainda. Só comigo dentro dela.
Alinhei nossos corpos e nossos olhares se conectaram. Nossas respirações ficaram mais aceleradas à medida que nossa conexão visual se intensificava e nós dizíamos nossos sentimentos um ao outro só pelo olhar.
Lentamente, deslizei pra dentro dela que soltou o ar com força e mordeu o lábio inferior.
Senti que havia entrado todo dentro dela, e passei a sair, quase tirando-o todo e voltando com força, porém, sem selvageria. Força suficiente para nos dar prazer, mas sendo o máximo delicado que eu poderia. Ela merecia ser amada hoje.
Continuamos nos amando e nos olhando de forma intensa. Eu já não conseguia mais segurar meus gemidos, pois suas paredes internas me mastigavam e eu lutava corajosamente para não gozar.
– Eu te amo, Isabella. Amo tanto. – beijei seus lábios e voltei a olhá-la. – Você é tudo pra mim. É a mulher da minha vida. – percebi seus olhos se enxerem e ela lutar para manter as lágrimas represadas. Isso acarretou minha emoção. Ela sentia essa conexão comigo. Ela sabia a intensidade do que eu sentia, porque ela também sentia. Meus olhos também se inundaram de lágrimas de amor, paixão e devoção por essa mulher. Continuei nosso movimento gostoso de amor e colei nossas testas, deixando uma lágrima minha pingar em sua bochecha. – Isabella, eu te amo mais que tudo nessa vida. Promete que vamos ficar juntos pra sempre. – pedi num desespero repentino. Nem eu entendia, mas eu precisava saber que ficaríamos juntos para sempre.
– Sim... Juntos para sempre. Não me abandone, Edward. Nunca. – ela falava arfante e desesperada. Seu corpo se contraiu fortemente, e eu sabia que ela estava tendo seu orgasmo, o que desencadeou o meu. – Edward... – ela gemeu.
Ficamos em silêncio. Eu ainda dentro dela, respirando pesadamente com a cabeça apoiada em seu peito.
Ela alisava minhas costas e era tão bom estarmos em nossa bolha.
– Obrigada. – ela disse baixo, e eu apenas virei o rosto para olhá-la. – Obrigada por nunca desistir de mim, mesmo quando eu fui fria. Obrigada por sempre ser doce e companheiro... Obrigada por existir. – ela disse de forma tão profunda que senti como se meu coração fosse parar.
– Isabella... – sussurrei e ela alisou minha bochecha.
– Me chame de Bella. – franzi o cenho e ela sorriu. – Quando estivermos só nós dois, me chame de Bella. É quem eu costumava ser antes de me obcecar pelos negócios, basicamente até os nove anos. – ela sorriu e eu fiquei admirado por ela ter começado a pensar nisso tão cedo. – E nesse momento, é a Bella que eu estou sendo. Eu nem sabia que ela ainda existia dentro de mim, mas você a trouxe de volta.
Ajeitei meu corpo na cama, de modo que ficássemos cara a cara.
Biquei seus lábios e nós sorrimos um para o outro.

– Eu te amo... Minha Bella. – eu disse emocionado e nós nos beijámos com paixão, e nos amamos mais uma vez.

E então, gente, gostaram? Espero que sim, escrevi com muito carinho esse cap...
Façam suas apostas: Quem será o ameaçador? Qual será o motivo? Algo acontecerá a essa nova grande família?

Eu amei a postura da Isabella em relação à familia dela, tanto com Carlisle, Alice e principalmente Edward. Nós sabiamos desde o inicio que ela não é ruim, só estava cega pelos ensinamentos errados do pai e com o coração totalmente gelado, mas um certo homem charmoso com os olhos azuis e uma boa pegada, deu um jeitinho de derreter esse gelo todo. rsrs

Beijos a todas e obrigada pelos coments, fiquei realmente emocionada com a quantidade... Sinal que estão gostando.

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