FANFIC INDIANÁPOLIS, CAPITULO 32

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance





Felicidade
POV Isabella
O dia não tinha sido bom. Participei de três reuniões seguidas logo pela manhã, almocei rapidamente em minha sala mesmo e presidi uma videoconferência com os diretores de todas as fábricas que eu tenho espalhadas pelas Américas e Europa.
No meio da tarde, Rodrick me ligou.
– Alguma novidade? – atendi ansiosa. Já fazia duas semanas que ele e o amigo do FBI estavam levantando todos os rastros das pessoas que eu lhe passei os nomes, mas até agora não havia ficado completo o dossiê.
– Não exatamente, senhorita Swan. Na verdade, estou ligando pra informar sobre o seu noivo. – senti meu sangue gelar e a boca secar. – Assim que ele saiu do prédio onde fica o estúdio de gravação, ele foi seguido por dois carros pratas, provavelmente os mesmos que vêm rondando a faculdade em que o seu irmão e sua cunhada estudam.
– Prossiga. – eu disse já desanimada, prevendo o pior. Meu Deus, eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a Edward.
– Bem, ele deve ter percebido, pois pegou uma rua totalmente oposta ao trajeto comum dele e depois pegou a rodovia que leva em direção ao subúrbio da cidade. Em determinado ponto, ele acelerou bastante e cortou muitos carros. Fez uma manobra arriscada e pegou o contorno, dando um bom drible nos carros que o perseguiam. – pude enfim respirar aliviada. – Nós, como estávamos um pouco mais atrás, por discrição, conseguimos segui-lo durante todo o caminho. – Rodrick deu um sorrisinho incomum ao seu jeito sempre sério. – Ele tem habilidade no volante, não podemos negar. – logo retornou ao seu tom sério. – Senhorita Swan, a situação está se complicando. Essas sondagens e perseguições estão sendo feitas unicamente para nós sabermos.
– Como assim, Rodrick? – indaguei.
– Quem quer que seja que esteja fazendo essas ameaças e seguindo seus familiares, está fazendo isso por saber que a senhorita mantém vigilância sobre eles. E essa pessoa está tentando lhe impor pressão psicológica. Quer te deixar com medo, acuada, tecnicamente, quer lhe levar ao extremo do medo e preocupação, para depois, enfim, agir. – ele respirou fundo. – E seja lá quem for... É alguém com recursos.
– Tudo bem, Rodrick. Mantenha a vigilância e me informe qualquer anormalidade. E veja se consegue adiantar o dossiê sobre as pessoas que eu lhe falei.
– Sim, senhorita. – encerrei a ligação e me recostei na minha cadeira.
Eu estava cercada, isso era fato. E a pessoa por trás das ameaças estava querendo brincar de pressão psicológica comigo. Menos mal, eu poderia, nesse tempo, investigar e tentar encontrar um ponto de partida para pegar esse desgraçado.
Logo após a ligação, eu tomei um café para relaxar e Jéssica anunciou a chegada de Edward. Sorri internamente ao perceber o tom cordial dela ao falar da presença do meu noivo.
Ela não era boba. Após eu ter uma conversa de mulher para mulher com ela, e expor que se ela falasse mais uma besteirinha que fosse para ele, ela iria sofrer as conseqüências de desafiar uma empresária bilionária e sem medo de agir. Ela prometeu nunca mais agir daquela forma e me implorou por perdão. Claro, talvez eu possa ter mencionado que meus seguranças não hesitariam em cuidar de uma simples secretária que tenha me desagradado, e que eles podiam ser caras maus, se o propósito fosse defender a pessoa que lhes paga um salário muito acima do padrão.
Acho que ela entendeu o recado.
Edward entrou em minha sala com um buquê de rosas vermelhas e me dizendo que hoje era meu aniversário. Céus, como uma pessoa pode esquecer o próprio aniversário? Eu não sei como, mas eu havia esquecido.
Fomos para casa e me surpreendi ao ver a comemoração que minha família havia preparado pra mim.
E agora eu estava aqui, olhando hipnotizada para as costas larga e forte do meu noivo, e totalmente encantada com o que ele havia tatuado.
Isabella
Com uma letra bonita e com um desenho meio esfumaçado na primeira e última letra, parecendo-se com asas de um anjo. Era uma tatuagem masculina, entretanto, não sei se eram meus olhos, mas ela tinha algo doce e romântica que contrastava e ao mesmo tempo casava com as formas masculinas da tatuagem.
– Edward... – eu disse verdadeiramente emocionada com o gesto.
Ele se virou de frente pra mim novamente, sorrindo como um menininho e com os olhos ansiosos.
– Gostou, amor? – fechei a distância entre nós e o abracei apertado.
– Se eu gostei? Céus, eu nunca havia imaginado que alguém faria um gesto como esse pra mim. Quer dizer, eu nunca havia pensado nessa coisa de tatuagens, mas nossa... Estou sem palavras. – A mulher possessiva e territorial em mim estava regozijada.
– Essa foi mais uma forma que eu encontrei de declarar meu amor por você. – ele beijou o topo da minha cabeça. – E em breve o mundo verá. Já que eu gravei o comercial hoje e a tatuagem apareceu, porque que eu a fiz ontem. – me afastei e o olhei com o cenho franzido. – Por isso eu dormi de camisa ontem, não era porque estava com frio. – piscou esperto.
– Você tirou a camisa pra gravar o comercial? – perguntei com o ciúme já transbordando em minhas veias. Ele era só meu, seu corpo era só meu, não queria que mulher nenhuma ficasse vendo meu deus pagão particular.
– Ah amor, foi só na cena do banho. – arregalei os olhos e ofeguei. – Ei calma, eu estava de sunga e só filmaram da cintura pra cima. – tentei controlar a respiração e não deixar transparecer toda a minha possessão.
– Ok, no final das contas, você é só meu, não é? – o abracei novamente e ele sorriu.
– Sim, amor. Sou só seu, assim como você é só minha. – apertou meu quadril de encontro ao seu e eu senti meu corpo amolecer. – Agora vamos, futura esposa. Vamos voltar para perto de nossos familiares.
Ele voltou com a camisa na mão e todos ficaram surpresos ao ver suas costas com meu nome tatuado. Após isso, foi uma agitação total. Emmett e Jasper encarnando nele, dizendo como ele estava dominado por mim e Carlisle rindo das brincadeiras dos meninos.
Eu estava feliz. Acho que esse era o melhor aniversário da minha vida.
Já tive inúmeras festas com pessoas da alta sociedade dos Estados Unidos, mas nunca me diverti tanto como agora. Nunca tive tanta afinidade com as pessoas como eu tenho com minha grande e recente família.
Eu ainda estava preocupada com as ameaças e esperava que Edward viesse me falar sobre a perseguição, mas, só por essa noite, eu me permiti esquecer de tudo e ser só mais uma mulher jovem em seu aniversário de 25 anos.
– Menina, fiquei com inveja agora. – Rosálie me abraçou de lado, já parecia bem alegrinha. Alice e minha mãe vieram pra perto de mim também, enquanto os rapazes ficavam dançando, falando besteiras um pro outro e bebendo.
– Alice, me desculpe pelo que vou falar, afinal, ele é seu irmão, mas é tão boa a sensação de ter meu nome tatuado nele. É algo primitivo, mas que dá uma satisfação fora do comum. – todas riram.
– Tudo bem, eu também estaria me sentindo assim se Jasper tatuasse o meu nome em seu corpo. – ela deu de ombros.
Alice era uma garota legal, e em breve trabalharia comigo, já que foi bem na entrevista que eu fiz com ela. Obviamente, eu deixei passar algumas respostas que ela deu, que com certeza teria eliminado outro candidato, entretanto, ela era da família, estava nervosa por ser sua primeira entrevista e era alguém em quem eu poderia confiar.
– Amor, vem cá dançar comigo. – Carlisle puxou minha mãe e essa abriu o maior sorrisão. Era palpável sua felicidade, e eu me sentia muito bem em vê-la assim, sempre sorrindo.
Jasper também puxou Alice, e ficamos eu e Rosálie, apenas observando nossos namorado e noivo, respectivamente, dançando e fazendo gracinhas para nós vermos.
– Ele te ama muito. – Rosálie comentou de forma mais séria.
– Sim, eu sei. – respondi encantada com as bobeiras que Edward fazia e apontava em minha direção. Tocava uma música do Village People e ele e Emmett faziam poses e mais poses engraçadas.
– E você o ama também. – Rose declarou. Suspirei e olhei rapidamente em sua direção.
– Eu queria conversar uma coisa com você. Afinal, você é minha única amiga e eu preciso falar sobre isso. – ela me olhou espantada.
– Peraí. Você disse que eu sou sua amiga? – ela colocou a mão em seu peito, teatralmente fingindo ter um ataque do coração. – Meu Deus, é o fim dos tempos. Jesus, me perdoe pelos meus pecados. Me perdoe por ter beijado o Tobby atrás da igreja no dia da missa de sétimo dia da minha avó. Me perdoe por ter ido em festas de fraternidades na faculdade e me perdoe por transar como uma coelha no cio com Emmett a cada minuto que estamos sozinhos. – ela dramatizava.
– Foi um ato falho, eu não sou sua amiga. – dei de ombros. – É sério que você beijou um cara atrás da igreja?
– Eu passei minha adolescência toda querendo aquele garoto, e no dia que ele me deu mole você acha que eu não iria pegar? – a olhei espantada e depois balancei a cabeça. Rosálie era doida. – Mas não vamos desviar do assunto, o que você quer conversar? – senti meu rosto afoguear e pensei se foi realmente uma boa idéia ter uma conversa dessas com Rosálie. Ela me infernizaria até o fim dos meus dias.
– Ér... Hummm... Edward... Hummm... Pediu aquilo. – eu disse totalmente sem graça.
– Aquilo o quê? – olhei em seu rosto e ela realmente parecia não saber do que eu estava falando. Busquei forças dentro de mim e me permiti dividir coisas íntimas com uma amiga, a amiga que sempre esteve ao meu lado, mesmo com meus atos arrogantes e individualistas.
– Ér... Humm, preciso de um conselho. Eu quero agradá-lo, mas eu não sei como... Hummm... – eu estalava meus dedos e ela me olhava compenetrada. Isso não estava ajudando. –Vocêjáfezsexoanal? – perguntei rápido e tudo de uma vez.
– O quê? Isabella, que porra de idioma é esse que você falou? Você sabe que eu falo alemão e espanhol, mas meu italiano e mandarim ainda não são tão bons como o seu, então fala em inglês comigo mesmo. – bufei e abaixei a cabeça.
– Eu quero saber... Se você já fez... Ér... Sexo anal... Edward vem pedindo isso e... – fui interrompida por um grito ensurdecedor de Rosálie.
– Oh meu Deus!!! – belisquei seu braço e ela se calou rapidamente.
– Shhhi, não faz alarde, por favor. – eu estava com o rosto fervendo de vergonha. – Rosálie, você não sabe o quanto é difícil pra eu ter essas conversas... De amigas. Mas eu estou tentando... Me ajuda vai. Eu quero ser uma pessoa melhor para todos vocês, e além disso, além de querer me aproximar mais de você e ser uma amiga até para dividir coisas íntimas... Eu preciso de uns conselhos. – assumi humildemente e ela me direcionou um olhar carinhoso.
– Eu sei que você está tentando, minha amiga. E todos nós estamos muito felizes com sua mudança, não que nós não gostássemos de você antes, mas você está mais solta, mais jovem e isso nos deixa feliz, porque é o jeito certo de você viver sua vida. – ela respirou fundo. – Olha, e sobre sua pergunta... Sim, eu já fiz. Faz um pouco mais de um mês. Acho que é de família, pois Emmett pediu também.
– E então, como é? Como faz? – perguntei ávida.
– Bem... Incomoda um pouco no início. Então o cara tem que ser bem carinhoso e cuidadoso, mas eu sei que Edward vai ser... Ele te ama. E é fundamental usar lubrificante. – ela respondeu didaticamente. – E oh, isso é uma coisa que quase ninguém fala, mas é muito importante. Você não pode estar com vontade de ir no banheiro fazer número dois. – eu ri sem graça. – Eu to falando sério, senão pode haver acidentes, se é que me entende. E antes de você fazer, é bom você tomar um banhozinho legal, higienizar a via de mão dupla. – ela ergueu as sobrancelhas de forma sugestiva e eu apenas ri de suas palhaçadas. – O básico é isso. Você tem que estar relaxada e confiar no seu noivo.
– Eu confio. – disse convicta. – Obrigada pela explicação divertida. – a empurrei com o ombro e ela sorriu.
– É bom ter essas conversas com você. Afinal, você também é minha única amiga de verdade. Esme não conta porque é minha segunda mãe e Alice é minha cunhadinha do coração, mas não temos toda essa intimidade. – ela me empurrou com seu ombro e sorrimos. – Você é minha irmã... E irmã serve pra essas coisas.
E ela estava certa. Não éramos apenas amigas. Éramos irmãs.
– Ei Loirona, essa é pra você. – Emmett gritou Rosálie e chamou a atenção de todos com isso.
Ele mexeu no notebook que estava ligado às caixas de som e logo a música da Glória Gaynor, I Will Survive, começou a tocar.
– At first, I was afraid, I was petrified. Kept thinkin' I could never live Without you by my side. But then I spent so many nights Thinkin' how you did me. – ele cantava e dançava de modo afetado, fazendo todos nós gargalharmos.
Edward, que apenas olhava e ria, resolveu entrar na brincadeira e dançar afeminado, como Emmett. Eles riam e rebolavam, como se fossem bichas, e era engraçado ver aqueles dois homens grandes e fortes, que exalavam masculinidade por todos os poros, desmunhecando.
– Go now go, walk out the door. Just turn around now, cause you're not welcome anymore. – eles vieram para nossa frente e rebolavam pra nós. Minha barriga já doía de tanto que eu gargalhava.
Emmett pegou o fru-fru que Rosálie tinha enrolado no pescoço e fazia caras e bocas, desmunhecando totalmente.
– Oh not II will survive. As long as I know How to Love, I know I'll stay alive. I've got all my life to live. I've got all my love to Give. I will survive, and I Will survive... Hey Hey. – Edward cantava e olhava pra mim, seus olhos zombeteiros, me mostrando seu lado de menino que aflorava ao lado do seu irmão. Logo, Jasper entrou na brincadeira e Carlisle balançava a cabeça em negação, teatralmente, perguntando-se onde havia errado.
Eu nunca havia me divertido tanto em um aniversário meu. Apesar de todo esse clima de suspeita e ameaças, eu pude me permitir ser feliz nessa noite.
– Você é louco. – eu disse para Edward que dançava em minha frente, todo suado.
– Por você. – ele declarou sorrindo.
– Larga essa mocréia. – Emmett puxou Edward e os dois voltaram a dançar de forma afetada. Eram duas crianças cheias de músculos. Meninos em corpos de homens. Corações puros que não viam o mal no mundo.
– Olha o que arranjamos. – Rosálie comentou brincalhona ao meu lado.
– Arranjamos a cura pra todo mal que o estresse do nosso trabalho nos trás. – eu afirmei. Rosálie me olhou por uns instantes e sorriu.
[...]
Eu estava sentada na cama, um pouco nervosa, quando Edward saiu do banho, vestindo apenas uma boxer vermelha. Molhei meus lábios com a língua e tentei desviar os olhos daquele corpo que me atraía como imã.
– Hummm... Agora vou te dar seu presente. – ela sorriu e foi até o closet. Voltou com um pacote e se sentou ao meu lado. – Eu sei que você é muito rica e tem tudo que precisa e quer... Então, eu resolvi comprar uma coisa simples, mas que faça você lembrar de mim. – ele disse sem graça e me entregou.
Abri o embrulho rapidamente. Eu estava curiosa.
Aos poucos, percebi que era uma jaqueta de couro amarela e preta, boné preto com traços amarelos e um baby doll de algodão curtinho amarelo com letras pretas.
– A jaqueta e o boné são da equipe Rocket. A linha que eu assino, mas esses eu mandei bordar especialmente pra você. – ele explicou.
Estava bordado na jaqueta seu nome e o meu, com letras entrelaçadas e sua assinatura. No boné a mesma coisa.
– Obrigada, vou usar em todas as corridas. – eu agradeci sincera. Eu realmente havia adorado o presente. Algo que me faria sempre lembrá-lo e ter seu nome em meu corpo, de alguma forma.
– Olhe o pijama. – ele disse empolgado.
– É baby doll, Edward. – corrigi sorrindo e estiquei a peça de cima para olhar. Gargalhei com o que estava escrito na parte da frente.
“ Nas pistas eu piloto um carro... Em casa eu piloto esse avião” .
– Gostou? – ele perguntava ansioso.
– Meu Deus, eu adorei. Obrigada, amor. – o abracei e beijei seu rosto. Eu havia adorado o baby doll também, apesar de ter o costume de dormir nua. Quando me afastei ele me olhava de um jeito estranho. – O que foi?
– Você me chamou de amor. – ele sorriu, parecendo encantado e eu senti minha face corar.
– Quê? Não, não chamei não. – abaixei a cabeça e balbuciei.
– Chamou sim. – persistiu.
– Não, não lembro disso. – ele sorriu e pegou os presentes.
– Ok, você não lembra então. Agora deixa eu guardar esses presentes pra você, que ainda tem seu terceiro presente guardado. – ele colocou os embrulhos na poltrona e voltou pra cama.
– Que terceiro presente? Onde está? – ele me olhou safado, daquele jeito que eu adorava.
– Tá bem aqui dentro. – passou a mão em sua boxer, por cima do seu membro que já dava sinais de animação.
– Hummm, então eu acho que vou querer agora. – tentei me libertar da timidez e entrar em seu jogo safado.
– Ai amor, ele escutou isso e ficou animadinho. – ele deu um aperto em seu membro e me fez salivar com sua carinha de prazer.
– Edward... Eu estou um pouco sem graça... – ele se aproximou de mim e beijou minha bochecha, me esperando completar. – Eu quero fazer aquilo hoje.
– Aquilo o que, gostosa? – ele foi nos deitando na cama e roçando seu membro já completamente endurecido em minha coxa.
– Aquilo que você me pediu algumas vezes. Aquilo, Edward... Lá atrás. – senti seu corpo paralisar. Ele parou de beijar meu pescoço e levantou a cabeça, me olhando num misto de ansiedade e dúvida.
– É o que eu estou pensando? – mordi o lábio inferior e assenti. – Tem certeza, meu amor? Se você não quiser, não precisa fazer por mim. Eu entendo que você possa ter medo e... – o calei com um beijinho e logo afastei nossos rostos novamente, para olhá-lo.
– Eu quero! – afirmei decidida. – Quero aquilo, por querer te agradar e por ter vontade de experimentar também. – eu corei. – Eu achava sexo ruim antes, mas com você, tudo é bom. A-acho que isso pode ser bom também.
– Ai, Bella. Você é tudo. – ele disse já com os olhos cheios de luxúria e me beijou de forma arrebatadora.
Gemi e me esfreguei sem vergonha em seu corpo rígido. Eu estava apenas com o robe fino de ceda, e já podia sentir a umidade cremosa em minha intimidade.
Ele abriu meu robe, ainda me beijando desesperadamente e levou uma mão até meu seio, apertando-o rudemente, e me fazendo sentir prazer até com a leve dor que senti no bico rígido.
– Edward... – gemi quando ele desceu beijos pelo meu queixo, pescoço e colo. E sua mão desceu de encontro ao meu centro úmido.
– Amo você assim... Quente... Molhada... Pronta pro meu pau te devorar. – ele chupou forte o bico do meu seio e eu ofereci mais o meu corpo pra ele.
Seus dedos maravilhosos brincaram com minha intimidade e tocaram meu ponto sensível, que já estava duro de tesão, me fazendo gemer sem vergonha e sem pudores.
– Se liberta pra mim, meu amor. Sou seu homem, não tenha vergonha, não tenha pudores, não pense em nada... Apenas sinta o prazer que seu homem te dá. – ele disse, parecendo ter escutado meus pensamentos. E eu me deixei fazer exatamente o que ele pediu. Me libertar.
– Sim... Sim... Meu homem... Forte, gostoso e grande... Só meu... Todo meu! – gemi alto ao sentir um dedo grosso me invadindo e tocando naquele pontinho duro dentro de mim. Aquele ponto que me faz ver estrelar e faz as paredes do meu sexo se contraírem instintivamente.
Meu ataque verbal possessivo parece ter desencadeado seu lado animal, pois ele passou a chupar... Praticamente mamar em meus seios com toda força.
Ele descolou seu corpo do meu, e ficou de joelhos na cama, apenas me estimulando em minha entrada e olhando extasiado para lá.
– Ela é tão linda... Lisinha... Cheirosa... Tá vermelhinha de tesão... – ele molhou os lábios e levou sua outra mão até lá.
– Ahh Edward.... Eu não agüento. – gritei rendida quando senti o aumento de força em suas estocadas com um dedo, fazendo pressão em meu ponto G, e os dedos de sua outra mão esfregando em movimentos rápidos e circulares em meu clitóris.
– Vai amor... Eu sei que você agüenta... Você é mulher pra isso. – ele dizia ensandecido, fora de si, seu olhar vidrado em minha intimidade. E eu? Ah, eu me contorcia como uma serpente. O prazer era tão grande que eu não mais gemia, e sim urrava.
Senti a famosa pressão crescendo em meu ventre. A chama de prazer queimando da ponta dos meus dedos dos pés, até a boca do meu estômago.
Minha coxa endureceu e meus dedinhos se entortaram.
Meu orgasmo estava vindo arrebatador, eu já choramingava entre os urros de tesão.
– Não para... Por favor, não para! – pedi enlouquecida.
– Nunca vou parar de te dar prazer, gostosa. – ele jurou intenso e safado ao mesmo tempo, e o trabalho de suas mãos me fazendo perder os sentidos.
Senti um líquido quente sair de dentro de mim, no momento em que todos os músculos do meu corpo estavam tensos. Gritei de prazer, mas sensação não abrandou, muito pelo contrário, continuou, e mais líquido quente saiu da minha feminilidade. Parecia sair por todo o comprimento dela.
– Isso... Vem pra mim, Bella... Goza mais... Eu quero mais... Você pode fazer mais... – ele esfregou meu clitóris com mais força, fazendo até barulho com o movimento em uma carne encharcada.
– Meu coração... Ai... Tá batendo rápido demais... – gemi desconexa... Eu não sabia mais o que estava falando, só conseguia sentir aquele fogo me queimando e o líquido saindo de mim, com intervalos pequenos. Que líquido todo era esse? Nunca foi assim.
– Vai, amor... Você ta se entregando de verdade... Se liberta... Não tenha pudores. – ele me incentivava e o prazer não passava, por mais que eu expelisse aquele líquido quente, sempre tinha mais, e meu corpo dava espasmos sem parar. Meus músculos não relaxavam, e eu não conseguia parar de urrar.
Senti ele retirar seus dedos de mim, e antes que eu pudesse reclamar, o seu membro duro e grosso me invadiu, fazendo meu tórax sair da cama, no momento em que meu corpo deu um espasmo forte.
– Tão quente... Tão minha... Porra, Bella... Me aperta vai. – ele bombeava e pedia enlouquecido. Seus olhos nublados de prazer. Meu corpo continuava dando espasmos, e meus músculos se apertavam. Não era uma reação que eu pudesse controlar. – Isso, mastiga meu pau. Nossa, como eu amo você, mulher. – ele urrou essa última frase e eu me senti plena com sua fase primitiva. – Você já gozou tanto, e ainda ta querendo mais. – estocou forte e saiu completamente do meu corpo. Eu o olhei em expectativa, e ele, ajoelhado na cama, passou um dedo por todo comprimento da minha feminilidade, e se abaixando, depositou um beijinho simples ali. – Toda melada... Quente... Ela ta com fome hoje. – ele desceu um pouco mais seu dedo e chegou naquele ponto ainda inexplorado do meu corpo. – Mas agora eu vou dar atenção aqui... Vou te dar prazer por aqui.
Ele se levantou rapidamente da cama, pegou um tubo branco na gaveta do criado mudo e pulou na cama novamente.
Eu ainda estava quente e sentia choques perpassarem por todo meu corpo. Gemi quando senti algo cremoso e gelado naquela entrada.
– Hummm... To louco pra entrar aqui... – ele acariciava com o dedo e ia abrindo caminho. Aquele lubrificante geladinho ajudava e eu me permiti relaxar. Confiar em Edward. Ele é o senhor do meu corpo, me conhece mais que eu mesma, ele sabe o que é prazeroso pra mim e nunca iria me machucar.
Rebolei em seu dedo para provocá-lo e ele me olhou com furiosa luxúria.
– Quero que você rebole assim quando for o meu pau aí dentro. – eu gostava de provocá-lo. Seu palavreado baixo, sujo, na hora do sexo me deixava quente como o inferno.
Ele retirou o dedo de dentro de mim, e passou um pouco mais de lubrificante em seu membro grosso que apontava pra mim, como quem dissesse “Vou entrar em você”.
– Abre bem as perninhas, vai amor. – pediu manhoso e cobriu meu corpo com o seu, me fazendo ficar com as pernas totalmente abertas e dobradas. Meus joelhos estavam na altura dos meus seios. Eu estava exposta e à mercê dele. E nunca me senti tão segura como agora.
Aos poucos, o senti deslizar naquela entrada apertada, e por enquanto, não sentia incômodo, só prazer.
– Confia em mim? – perguntou sério e intenso.
– A minha vida. – respondi o que meu coração queria gritar. E com isso, ele se afundou um pouco mais, me fazendo sentir um pouco de incômodo. – Ai.
– Shhh... Só sinta. – pediu e beijou minha boca com todo amor e desejo que ele tinha. Eu sentia que naquele beijo ele reafirmava que eu poderia confiar nele. Aos poucos, ele foi deslizando mais, e o incômodo ainda estava lá, mas não era maior que a satisfação de estar agradando meu homem, não era maior que o prazer de abrigá-lo em meu corpo. – Pronto, entrou todinho. – ele disse carinhoso após encerrar o beijo, e ficou parado dentro de mim, me dando tempo de acostumar com essa nova invasão.
– Vem... – pedi, e coloquei minhas mãos em sua gloriosa bunda e o puxei pra mim.
Ele começou a estocar devagar, e... Céus, era um prazer que eu não imaginava que poderia existir ali. Aos poucos, aumentou a pressão das estocadas e eu já gemia louca de tesão. Ali também era bom... Era prazeroso e eu já não sentia incômodo nenhum.
– Edward... É tão bom... – eu gemi rendida ao prazer recém-descoberto.
– Só é bom porque é comigo. Porque eu sou seu homem. – disse possessivo e urrando de prazer. Seu semblante me mostrava a força que ele fazia pra segurar seu orgasmo. – Porra, é tão apertado aqui. Tão bom. Você é a mulher da minha vida, nunca duvide disso. Você é tudo pra mim, tudo! – afirmou enérgico e eu gritei quando senti o orgasmo crescendo novamente.
Quantas vezes eu já havia gozado hoje? Será que conseguiria mais uma?
– Vem, Bella... Vem pra mim. Vem, amor. – pedia desesperado e logo deu uma estocada forte e me apertou em seus braços fortes. – Porra... – gemeu num fio de voz e se derramou ali.
Eu ainda estava na expectativa, meu orgasmo estava na borda, mas não vinha. Ele pareceu perceber isso. Saiu de dentro de mim e voltou a estimular meu clitóris, me fazendo explodir em um orgasmo intenso, expelindo meu gozo molhado e quente. Gritos de prazer saíam da minha garganta e meu corpo estava todo esticado, dedos do pé retorcidos e eu tinha certeza que meu coração não suportaria aquilo.
Logo, meus músculos enfim relaxaram, me senti sonolenta e fui aconchegada por um corpo forte que me puxava para seus braços.
– Meu Deus, Bella... Isso foi... Não sei o que dizer... Obrigado amor, por confiar seu corpo a mim. – beijou carinhosamente minha testa.
– Obrigada por me fazer uma mulher de verdade, uma mulher saciada... – eu dizia com a voz fraca. Arrumei meu corpo de forma mais relaxada, e logo me retraí sentindo a parte molhada do lençol. – Ai, ta molhado aqui.
– Você gozou tanto, amor. Fiquei hipnotizado enquanto via aquele líquido saindo de você. Estava na dúvida se colocava a boca e bebia da fonte ou se só observava. Preferi ver e gravar em minha memória. – ele disse sem vergonha alguma, e antes que eu ficasse tímida diante do seu comentário, me esforcei em me soltar com o homem que era minha vida agora.
– Vou te dar a oportunidade de beber da fonte numa próxima vez. – ele sorriu e eu fiquei feliz em poder me soltar com ele, falar besteiras e rir após o amor, como qualquer casal jovem que se...Ama. É, qualquer casal jovem que se ama de verdade. Meu pai que me perdoe por cair nas garras do amor, mas era isso que eu sentia pelo meu motorista idiota, enfim eu pude perceber e aceitar.
Ele apagou a luz do abajur e ficamos ali deitados, um agarrado ao corpo do outro, só sentindo nossas respirações se regularizarem.
Beijei seu peito duro e forte.
– Eu amo você. – olhei para seu rosto, mas ele já estava de olhos fechados, com a respiração calma. Estava dormindo. – Uma outra hora eu te falo isso novamente então. – sorri e me aconcheguei a ele de novo, deixando o cansaço de uma rodada de prazer intenso me levar.


E então? gostaram? espero que sim... Isabella - até que enfim - assumiu seu amor por Edward... mas ele tava dormindo ¬¬
Esse cap não foi muito revelador porque eu tava afim de mostrar a felicidade que eles estão vivendo dentro do romance, já que as coisas "podem" ficar feias mais pra frente rsrsrsrs

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