FANFIC INDIANÁPOLIS, CAPITULO 33

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance






Tempestade
POV Isabella
Acordei com o barulho do meu celular apitando estrondosamente.
Fiz força para retirar os braços fortes que metade de um corpo escultural que estava em cima de mim. Edward reclamou em seu sono e apagou novamente.
Atendi a chamada com voz baixa.
– Isabella... Ahhhh... – bocejei. - ... Swan.
– Senhorita Swan, desculpe o horário, mas creio que é de seu interesse o que tenho para falar. – despertei por completo ao ouvir o tom sério de Rodrick. – O dossiê ainda não está completo, mas devo ressaltar que eu tomei a liberdade de vigiar mais de perto os passos do seu tio Aro Swan Volturi. Nesse exato momento, estou seguindo-o. Rastreei uma ligação suspeita dele para um homem chamado James Durak. E o conteúdo da conversa era sua vida pessoal. – meu corpo se retesou.
– Como assim, Rodrick? – fiz esforço para falar baixo, de acordo que não acordasse Edward.
– Falava sobre seu noivo, sua mãe e irmão, a senhorita Hale e todos os outros Cullen. Nenhuma informação aprofundada, era mais sobre rotina e o quanto a senhorita estimava a todos. – ele pausou o que falava e pareceu conversar com outra pessoa. – Senhorita Swan, preciso desligar, rastreamos outra ligação dele. Estou num carro com mais dois seguranças, entretanto, todos podem seguir seu cotidiano perfeitamente, já dividi as equipes que manterão vigilância sobre cada um.
– Tudo bem, Rodrick. Qualquer coisa, me ligue. Estarei no escritório em uma hora. – passei a mão em meus cabelos. – Me lembre de te dar um aumento. – encerrei a ligação e fui rapidamente tomar banho.
Uma noite tão maravilhosa e já começo o dia seguinte cheia de problemas.
Me arrumei e Edward ainda dormia.
Eu poderia sair e deixar um recado pra ele com minha mãe, mas... Eu poderia fazer melhor, eu poderia e queria ser melhor pra ele.
Escrevi um rápido bilhete e beijei carinhosamente seu rosto ainda adormecido.
– Eu não vou deixar nada machucar você! – o olhei uma última vez e saí do quarto.
POV Edward
Acordei com o corpo em miséria. Contudo, eu estava feliz... Feliz não, completamente realizado.
Tateei o lado da cama, à procura da minha “anja”, e resmunguei quando só encontrei o vazio.
Peguei meu celular e me espantei com o horário.
– Poxa vida, nove e meia já? – me levantei e tomei um banho rápido, me vesti e só quando estava saindo do quarto, percebi um papel sob o criado mudo.
Bom dia... Como está se sentindo? Meu corpo está moído, porém feliz. Obrigada pela noite, por me amar, obrigada por tudo. Te ligo mais tarde. Um beijo e tenho um bom dia.
Sua Bella.
Era meio emboiolado beijar o bilhete e suspirar? Eu acho que sim, mas mesmo assim, foi essa a minha reação.
Me senti nas nuvens. Merda, se Emmett descobre que eu beijei um bilhete, ele vai pegar no meu pé até a próxima encarnação.
Desci as escadas, totalmente animado.
– I love you, baby... – cantei distraído, sorrindo para o nada.
– Tem alguém feliz aí? – Emmett, que estava sentado à mesa junto com Esme e Carlisle, me sacaneou.
– Eu estou feliz, por que não estaria? – sentei junto com eles e logo me servi de suco.
– Tô ligado porque você ta feliz. – ele cerrou os olhos e fez uma cara zombeteira. Lá vem! – Estou decepcionado com você, meu irmão. Espancando a coitada da minha cunhadinha dentro de sua própria casa. Coitadinha, gritou tanto ontem a noite, pedindo, clamando por ajuda. – ele dramatizou e meu pai e Esme riram de sua palhaçada.
– Para de ser Mané. Respeita a Esme. – dei um tapinha em sua cabeça e ele fez um gesto obsceno pra mim.
– Tudo bem, meninos. Já chega. – Esme interrompeu, tentando controlar seu próprio riso e nós paramos.
– Finalmente alguém que consiga colocar ordem em vocês. Encontrei a mulher certa. – meu pai comentou.
– Pai, o senhor não vai trabalhar não? – perguntei enquanto mordia um grande pedaço de bolo. Por que será que eu estava com fome?
– Na verdade, Edward, eu fui liberado por Isabella pra dar entrada nos papéis da minha aposentadoria. – ele disse tranquilamente. Fiquei feliz, se aposentar sempre foi um assunto ruim para meu pai. Ele, na verdade, tinha medo de parar de trabalhar e ficar sozinho dentro de casa. – Encontrei uma jovem mulher, e eu preciso dar atenção total para ela. Afinal, quem não dá assistência, abre à concorrência... – ele explicou.
– E perde a preferência. – Emmett completou sorrindo e relaxou na cadeira. – Esme, sua família se deu bem. Nós, os Cullen, somos cheios de amor pra dar. – ele disse faceiro, arrancando uma gargalhada da minha sogra e madrasta.
[...]
– Boa volta, Edward. – o senhor Carter veio me cumprimentar após o treino. – Sua última volta foi a mais rápida. – me deu dois tapinhas nas costas. – Como em dois dias estaremos partindo para Houston, Texas, eu vou te dar o dia de amanhã totalmente livre. Você tem ido bem e não precisa vir. Vou liberar o outro piloto também. Amanhã será mais para arrumar todos os equipamentos nas carretas.
– Sim, perfeitamente senhor Carter. – me despedi, e novamente, ao chegar no estacionamento, encontrei Victória.
– Estava te esperando. Você está me devendo uma entrevista. – cocei a cabeça.
– Sim, eu sei. Estive um pouco sem tempo. Mas, por hoje eu já estou liberado e amanhã não tem treino, eles vão desmontar tudo pra colocar nas carretas. – Dei de ombros. – Poderia ser nesse espaço de tempo?
– A entrevista sim, porque já tenho as perguntas selecionadas, entretanto, a sessão de fotos pode complicar. Preciso de um fotógrafo, e não é de uma hora pra outra que eu conseguirei os melhores com tempo disponível. – ela pegou o celular, pediu pra eu esperar e falou um tempo com alguém. – Ok, Edward, entrevista hoje e sessão de fotos amanhã. Será no parque do centro da cidade, ok? Lá tem um ambiente bonito, natural e simples, acho que combina com você.
Assenti. Entrei em meu carro e a segui até um café requintado, na mesma rua do prédio da Swan Spa. Ainda eram duas da tarde e acho que dava tempo de fazer a entrevista toda.
– Então Edward, conta um pouco da sua infância. – Victória pediu após algumas perguntinhas sobre data de nascimento, local e outros dados básicos. Ela ligou o gravador e ficou me olhando.
– Ah... Era muito bom lá no interior. A cidade de Mountown é pequena e eu morava na área rural, imagine você. – ela sorriu. – Minha infância foi brincando com os animais da fazenda, nadando pelado no rio e correndo descalço pela plantação de milho. – sorri com a lembrança. – Eu era muito amigo dos porcos do chiqueiro da fazenda do meu avô. Me jogava na lama com eles, e tenho certeza que o amor era recíproco. – pisquei, arrancando uma gargalhada da minha amiga repórter. – Mas a minha melhor amiga mesmo era a Doroty, minha galinha de estimação. Eu andava com a galinha pra cima e pra baixo, ela era minha companheira inseparável. Eu achava que quando eu crescesse e casasse, ela iria virar amiga da minha esposa também e morar todos juntos, minha família, a Doroty e seus pintinhos. – viajei na lembrança. – Porém, um dia eu cheguei em casa e não vi a Doroty. Fiquei desesperado. Perguntei a todos e ninguém sabia. Quando eu perguntei minha mãe, e ela disse que havia matado a galinha para fazer para o almoço, eu fiquei louco. Arrumei algumas roupas numa trouxinha e saí de casa. Me embrenhei no mato, puto da vida, chorando pela morte da minha amiguinha. Duas horas depois eu voltei pra casa porque estava com fome.
– Meu Deus, tadinho de você quando era pequeno. Crianças realmente pegam amor fraternal pelos bichinhos. – Victória comentou solidária.
– Sim, por isso fiquei tão triste. Mas enfim, passou. – dei de ombros.
– Ok, agora conte-me sobre sua vinda para a metrópole. – respirei fundo e organizei tudo em minha mente.
– Bem, nós viemos logo após minha mãe falecer. Meu avô não soube lidar bem com isso, e meu pai nos trouxe pra cá. Foi difícil, e bota difícil nisso. Eu e meu irmão mais velho limpávamos piscinas nas casas mais ricas da cidade, embalamos compras no mercado, entregamos jornal, por fim, conseguimos emprego numa oficina mecânica no subúrbio. Meu pai tinha dificuldade de conseguir um emprego fixo, por já ter mais de 40 anos, e minha irmã era muito novinha, e nós fizemos de tudo para que ela pudesse apenas se dedicar aos estudos. Enfim, foi um tempo difícil, mas conseguimos passar todos juntos.
– Sua família é muito unida. Fale-me um pouco sobre eles. – ela pediu, concentrada em tudo que eu falava.
Fiquei um bom tempo falando sobre a minha família, amigos do subúrbio, micos que já paguei, foras que já tomei. Era uma entrevista bem divertida.
– E então, veio o romance com a herdeira Swan. Você pode falar sobre isso? – respirei fundo e balancei a cabeça.
– Bem, o que posso dizer é que Isabella é a mulher que eu sempre sonhei. Ela me olhou quando eu não era nada e não tinha nada. Me fez sair da minha zona de conforto e querer algo mais. Posso dizer que sou realizado com ela e que ela é a mulher da minha vida. – ela entendeu que sobre meu relacionamento, isso era tudo que eu falaria.
– Ok, e a sua entrada na Nascar? Fale-me sobre isso. – assenti.
– Isabella e eu fazíamos um passeio comum de namorados e fomos ao autódromo, ela sempre soube do meu amor por tudo ligado a carros. Eu pude pegar um carro da equipe Rocket e dar algumas voltas, o diretor da equipe viu meu desempenho e gostou. Me convidou para fazer um teste e... Aqui estou eu. – contei resumidamente.
Nós ainda conversamos mais algumas coisas. Victória perguntava sobre o que me atrai nas mulheres, qual a minha melhor qualidade e pior defeito, cor preferida, prato predileto, viagem inesquecível – Alguma dúvida que foi a viagem a Santo Domingo? – música favorita, filme favorito, o que curto fazer no tempo livre e o que faço pra manter o corpo em dia. Ela ficou pasma quando eu disse que adquiri esse corpo sem malhar. Apenas no trabalho braçal da oficina e hoje mantenho com alguns minutos nadando na piscina.
No fim, até achei legal a entrevista. Victória combinou comigo o horário da sessão de fotos e nos despedimos.
[...]
Naquela noite, eu contei a Isabella minha suspeita sobre um possível seqüestro, referente aos carros que me seguiram. Ela ficou apreensiva, mas parecia já estar esperando que eu falasse isso. Tentou me passar tranquilidade e pediu encarecidamente que eu evitasse fazer rotas incomuns às minhas cotidianas. Eu concordei, sua preocupação era notável e eu não queria vê-la apreensiva.
No outro dia, a sessão de fotos foi até bem interessante.
Quer dizer, não era legal ficar fazendo pose e ficar obedecendo cada vez que o demasiado afeminado fotógrafo me mandava fazer cara de sexy. Como que fazia essa porra? Eu só olhava sério pra câmera e ele dizia que estava bom... Vai entender.
Troquei de roupas na tenda que a equipe de Victória montou, e toda hora uma mulher vinha com um pincel grande ficar esfregando pozinho na minha cara. Isso foi irritante. Fora isso, eu até me diverti. Tinha fotos que eu tirava deitado na grama, outras eu fazia embaixadinha com uma bola de futebol, pra mostrar meu esporte favorito nas horas vagas, e assim o dia se passou.
Cheguei em casa e todos já estava na sala conversando animadamente, inclusive minha noiva.
– Oi, amor, chegou cedo. – a cumprimentei com um beijo na boca.
– Eu quis vir mais cedo, já que amanhã você viaja. – fez um biquinho lindo e me peguei olhando feito um bobo pra ela.
– Então vamos aproveitar as últimas horas juntos. – pisquei safado e ela sorriu.
– Ah não, vocês dois querem parar de ser tão tarados? Respeitem minha mãe, por favor. – Jasper reclamou brincalhão.
– Alice, dá um jeito no engomadinho. – brinquei e minha irmã mostrou a língua pra mim. – Ei, cadê Rose e Emmett?
– Não virão essa noite jantar conosco. Me parece que Rose está com trabalho acumulado e levou pra casa. – Esme explicou no mesmo momento em que direcionava um olhar culpando Isabella.
– Ela é a responsável pelo setor jurídico e recebe muito bem pra isso. Estamos passando por uns transtornos com as fábricas de São Paulo, no Brasil, e a de Buenos Aires, na Argentina. Rosálie está cuidando diretamente disso. – minha noiva se explicou.
Após nosso jantar em família, fomos para nosso quarto e nos amamos loucamente.
Eu já estava com saudade só de pensar em ficar dois dias longe dela.
Na manhã seguinte, quando nos despedimos, eu a senti um pouco angustiada, triste e preocupada.
– Amor, já disse que volto inteirinho pra você. Não precisa ficar assim. – beijei seus cabelos e ela me abraçou apertado.
– Só não gosto de ficar longe de você. – ela disse carinhosa e eu senti meu coração se encher de amor. Cada vez mais ela se soltava comigo e eu me sentia o homem mais feliz do mundo.
– Ok, eu também não gosto de ficar longe de você. Mas pense assim: Quando eu voltar, vou estar tão louco de saudade que vou te trancar nesse quarto e usar cada pedacinho desse corpo delicioso que você tem. – dei um beijo estalado em seus lábios e ela sorriu finalmente. – Isso é uma promessa.
– Terá que cumprir. – declarou olhando de forma profunda em meus olhos.
– Pode ter certeza que sim. Agora tenho que ir. Eu te amo. – beijei sua testa.
– Eu... Eu... – ela parecia querer dizer algo, mas estava engasgada. – Eu... Ér... Hum... Eu... Quero que você volte bem... E pra mim. – disse por fim e abaixou a cabeça, parecendo nervosa e decepcionada com algo.
– Claro que eu voltarei pra você. Afinal, pra onde mais eu poderia ir? – beijei novamente sua boca e deixei o quarto.
[...]
Eu estava feliz. Fiz um bom treino oficial e largaria na primeira posição. O senhor Carter estava me elogiando para todos os empresários que ele fazia questão de me apresentar.
Ajeitei a gola do meu macacão e fiz minha costumeira prece antes de cada corrida.
– Edward, você está aí. – o senhor Carter veio ao meu encontro. – Filho, sabe que você é favorito, não porque vai largar na primeira posição, mas pelo seu desempenho nas últimas quatro corridas. – assenti. – Não me decepcione, garoto. Todas as bancas de apostas apontam o seu nome disparado, e você sabe que um percentual dessas apostas vem pra nossa equipe. – ele me deu um olhar com um misto de estímulo e ameaça para que eu vencesse a corrida. – Garoto, você é o primeiro piloto da história da equipe Rocket que já estreia na Sprint Cup*, tenho pilotos há mais de três anos na Nationwide Series**, portanto, não decepcione a confiança que deposito em você.
*Sprint Cup é o atual nome da principal divisão da NASCA que já foi chamada de Strictly Stock, Grand National, Winston Cup e Nextel Cup.
** Nationwide Series é uma das divisões da categoria de automobilismo NASCAR. Encarada como a segunda divisão por ser muito utilizada por equipes para testar e amadurecer pilotos visando a Sprint Cup, que é a divisão principal.
– Nunca decepcionei, senhor Carter. – respondi sério.
– E por isso é o meu menino de ouro. – deu dois tapinhas em minhas costas. – Vamos, me faça um homem com um pouquinho a mais de moedas de ouro essa noite e conversaremos sobre o seu contrato de 5 anos com nossa equipe. – ele deu a deixa, me desejou boa sorte e se foi.
O velho era uma raposa velha. Não sei se era totalmente legal essas bancas de apostas, entretanto, tenho certeza que o diretor principal da equipe levar uma porcentagem nisso era errado.
Peguei meu celular para desliga-lo e guarda-lo no armário, porém, não o fiz por ver um alerta de mensagem.
De: 555 86750
Pena, pena... O que você faria se soubesse que sua amada prefere o dinheiro a você? O que faria se algo ruim acontecesse a você por egoísmo dela? E se fosse algo com sua família? Sua amada fez a escolha... Pena, pena.
Franzi o cenho não entendendo a mensagem. Tentei retornar para o número e dava apenas desligado.
Bateram à porta me chamando e eu apenas desliguei o celular, o joguei dentro do armário, peguei meu capacete e saí.
Um pouco antes de eu entrar no carro, um senhor vestido num terno preto elegante veio me cumprimentar.
– Edward Cullen, prazer poder enfim conhece-lo. – apertei a mão que ele me oferecia e ele deu um sorriso amarelo. – Gerard Goffman, diretor executivo da Penske RacingDodge *. – permaneci em silêncio. – Você tem um grande talento, vem chamando atenção de muitas equipes, mas como você sabe, a Dodge é uma das principais, se não a principal, equipe da NASCAR. Nessa temporada nossos pilotos não vêm dando o resultado esperado... Sabe como é. Gostaria de marcar uma reunião informal com você para após essa corrida. Evidentemente, se você ganhar essa reunião ficará inviável. Como meu piloto largará em segundo, se ele vencer a corrida, poderemos conversar em paz, se é que me entende. – ele apertou minha mão novamente. – Boa sorte na corrida, rapaz, e pense a respeito disso. Eu saberei como te encontrar, basta você não vencer. – ele sorriu amarelo e se afastou.
* Equipe campeão da temporada 2012. A equipe é Penske Racing e a Dodge é a fornecedora do motor, ou seja, a montadora.
Céus, isso está acontecendo? Que merda!
Eu nunca faria isso. Perder uma corrida, propositalmente, só para ajudar uma equipe maior que estava me sondando. Isso é um absurdo e falta de caráter.
Coloquei o capacete, ainda muito puto da vida com a proposta disfarçada do senhor Goffman.
Dei uma última olhada pelos arredores e percebi o senhor Carter me olhando de forma estranha.
Oh foda-se, agora só faltava essa. Espero que Johnson Carter não esteja pensando que eu estaria tendo qualquer tipo de conversa imoral com aquele outro senhor. Não gosto de coisas por baixo dos panos, não gosto de coisas desonestas.
Eu iria entrar em meu Mustang e dar o melhor de mim para ganhar essa corrida e ganhar meus 43 pontos, disparando de vez no campeonato e abrindo 49 pontos para o segundo colocado.
Liguei o carro e, ao sinal de comando, fui para a posição de largada, me reunindo com os outros competidores.
Fiz o sinal da cruz e pedi mais uma vez que Deus me protegesse.
Ao sinal, engatei a primeira marcha e acelerei meu potente Mustang. Tive uma boa largada e abri distância do bolo intermediário.
Eu estava num ritmo bom, mas sentia que o carro estava diferente.
– Não tá bom, não tá bom. – eu gritava no rádio para que os engenheiros e mecânicos da equipe entendessem o que se passava. O carro não estava respondendo direito aos meus comandos. O freio estava desregulado. – Quem mexeu na porra da pastilha do freio? Porra. – rasguei o verbo, pois eu não conseguia diminuir a velocidade e a cada curva, eu me safava por pouco de uma colisão com as grades e muros.
– Na última revisão, o carro estava em perfeita ordem. – um dos engenheiros respondeu. – Tente manter o ritmo, faltam só mais 7 voltas e você está com grande vantagem. – bufei abismado.
– Puta que pariu, você não está entendendo que a merda do freio está ruim? – explodi.
Mais uma curva acentuada e eu tentei girar de leve o volante, para abrir na curva sem ter que diminuir muito a velocidade, já que a pastilha do freio parecia estar muito gasta.
– Droga, droga, droga. – gritei desesperado ao perceber o volante travado. – A homocinética*quebrou! – gritei desesperado e o último pensamento que eu tive foi “Deus, me ajude!”.
Também conhecida por mecânicos como "bolacha", é uma peça que recebe a rotação do câmbio e transfere para as rodas do carro.
POV Isabella
Eu estava em casa, esperando a corrida de Edward começar. Eu nunca me imaginaria num sábado a tarde, sentada em meu sofá na sala de estar, usando a jaqueta e boné personalizados que ganhei, e esperando ansiosamente por uma corrida da NASCAR.
– Rose, para de comer a minha pipoca, você tem a sua. – Emmett reclamou brincalhão e Rosálie apenas sorriu piscando os olhos cinicamente.
– Crianças, parem de brigar. – minha mãe entrou na brincadeira.
Era bom ver essa interação da família. Eu percebia que minha mãe se sentia realizada com a casa sempre cheia, ela parecia se sentir mãe de todos e o brilho que isso dava ao seu olhar, era impagável.
Deixei minha mente se afastar daquele ambiente familiar e foquei nas últimas informações adquiridas.
James Durak, o homem que meu tio Aro foi encontrar, era um advogado jovem, nunca teve casos muito importantes, mas já fazia algum nome no cenário jurídico.
O estranho é que, da lista de clientes e relações comerciais que Rodrick levantou dele, não havia nenhum nome conhecido meu.
Obviamente, ele poderia ter algum cliente por baixo dos panos, ou algum dos nomes da lista sejam possíveis laranjas. Entretanto, as coisas ainda não se encaixavam. Todas as informações passadas por meu tio foram apenas sobre costumes meus, sobre minha família, minhas coisas preferidas e outras informações pessoais que eu não conseguia ver como poderiam me prejudicar.
Eu não confrontei meu tio, obviamente, contudo, solicitei que Rodrick mantivesse vigilância constante sobre ele, e grampeamos todos seus telefones.
Mexi em meu celular e olhei novamente o e-mail que recebi mais cedo, do mesmo endereço que sempre enviava e que, de acordo com o rastreamento de IP, era sempre enviado de lan houses de cidades vizinhas, sempre com nomes diferentes no cadastro, e obviamente, falsos.
Quero que você anuncie que venderá 30% da Swan Spa. Disponibilize no mercado financeiro 30 dos 80 por cento que sua família tem. Anuncie da bolsa de Dubai, que abrirá em uma hora. Está nas suas mãos... Você tem coisas que são importantes pra você... Mas qual o preço? Sua família é importante? Sua empresa é importante? Edward é importante? Qual o preço de cada um deles? Quanto eles valem pra você?... Querida Isabella, qual o preço da sua paixão?
Dentro de uma hora, se você não agir, eu irei.
Obviamente, eu encaminhei o e-mail para Rodrick. Eu não poderia disponibilizar 30% da minha empresa no mercado financeiro. Isso era insano, e um ato desses, de uma hora pra outra, seria taxado como desespero, logo, boatos de que eu estaria à beira da falência tomariam conta da mídia, e o trabalho que meu pai levou muito a sério e que eu dei continuidade, seria todo jogado por água a baixo.
Rodrick supôs que poderia ser mais um ato de pressão psicológica, mas que deveríamos ficar de olho, tanto que ele entrou em contato com a dupla de seguranças que viajaram até Houston para manter a vigilância em Edward. Os seguranças ficariam mais atentos e manteriam uma vigilância mais estreita.
Tentei me acalmar e apenas torcer pelo meu namorado.
Eu não tinha como atender a um pedido, aliás, chantagem tão absurda assim. Seria mais que um tiro no pé, seria um suicídio nas bolsas de valores, e não era uma decisão que eu pudesse tomar sem antes passar por reuniões com o grupo de acionistas, eram em número minoritário, mas participavam do conselho afinal.
Deixei o celular de lado e prestei atenção na tv. A corrida estava começando e eu deixei me levar pela empolgação da minha família que vibrou quando Edward largou bem, deixando o pelotão principal para trás.
– Vou pegar mais uma cerveja, alguém quer algo da cozinha? – Carlisle perguntou quando se levantava.
– Não precisa ir, Carlisle, peça para uma das empregadas que elas trazem. – eu opinei.
– Prefiro ir buscar... Ainda não me acostumei. – ele deu o mesmo sorriso torto que seus filhos têm. – Não me custa nada. Alguém vai querer algo?
Alice, Jasper e minha mãe pediram refrigerantes, Rose e Emmett pediram cerveja e eu apenas acenei que não queria nada.
Levantei, fui até o bar e peguei uma dose de uísque e me sentei novamente no sofá.
– Edward está estranho... – Alice comentou. – Reparem bem, nas curvas, ele parece que a qualquer momento vai perder o controle... Não sei, parece meio... – ela estava apreensiva e quando eu prestei realmente atenção, concordei com seu ponto.
– Ele dirige assim mesmo, anã. – Emmett brincou.
– Não é isso não, Emmett. Ouça, até mesmo o comentarista está dizendo isso. – ficamos todos em silêncio, prestando atenção ao que o narrador e comentarista da corrida falavam.
Eles também concordavam que Edward parecia não ter bem o controle do carro.
Senti um bloco de gelo em meu estômago e algo impedia a passagem de ar em meu corpo. Meus olhos ficaram vidrados na tv, mas minha mente vagou para o e-mail que recebi mais cedo.Querida Isabella, qual o preço da sua paixão? Meu Deus!
O silêncio permaneceu na sala.
Os comentaristas falavam cada vez mais sobre a instabilidade do carro de Edward e meu coração se apertava. Eu já sentia dor física ao imaginar que algo poderia acontecer ao meu noivo por minha culpa.
Em uma curva acentuada, Edward não diminuiu e também não fez a curva. Seu carro bateu com força contra a grade e capotou três vezes, voltando para a pista e foi acertado por dois carros que vinham lado a lado.

– NÃO! – gritei com toda minha força.


E então, gostaram? Não me matem! rsrs
Coitada da Isabella... a cada dia um novo golpe... será que Edward está bem? Será que sobreviveu? Meu Deus, fiquei preocupada com ele...

Obrigada pelos comentários, meninas, vocês são demais. Fico muito feliz com cada um que leio.

Beijos e tenham todas uma semana abençoada.

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