FANFIC INDIANÁPOLIS, CAPITULO 37

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance





Golpe final e sacrifício
POV Isabella
Acordei sentindo o corpo um pouco dolorido pela intensa noite de amor. Edward ainda estava apagado ao meu lado, chegava até a roncar levemente. Sorri daquele homem enorme com carinha de bebê, todo largado na cama e roncando. Por que as pessoas quando amam ficam rindo de qualquer coisa? Eu estava assim e estava me sentindo tão bem.
Dei um beijinho em sua testa e cobri sua nudez com o lençol que negligenciamos durante a noite. Se eu quisesse realmente sair dessa cama, eu deveria cobri-lo ou eu cederia ao desejo e o acordaria com um belo beijo de bom dia num local que eu sabia que ele iria amar.
Levantei sorrindo e fui para o banho. Que noite tivemos ontem!
Liguei o chuveiro e deixei a água quentinha escorrer por meu corpo.
Fechei os olhos e me lembrei de cada sensação que ele me proporcionou na noite passada.
Enquanto eu o lambia e chupava, ela segurava meus cabelos, empurrava seu quadril de encontro ao meu rosto e gemia, me mostrando que eu o estava agradando, como era o meu objetivo. Eu nunca me senti mais mulher em toda minha vida. Era algo sobre fazer seu parceiro se contorcer de prazer, totalmente submetido aos seus carinhos, que fazia a mulher se sentir feminina, poderosa e ativa sexualmente.
Despejei um pouco de sabonete líquido em minhas mãos, esfreguei e percorri meu corpo. Lavando o suor de momentos tórridos de paixão.
Lembrei-me dele me segurando praticamente sentada em seu rosto, me tocando com maestria, e por mais que eu tentasse segurar aquele líquido que saía de dentro de mim, eu não conseguia. Sim, eu tentava evitar. Morria de vergonha quando aquilo acontecia, mas Edward, com seu orgulho de macho alfa, achava a coisa mais linda. E céus, como aquilo era gostoso. Meu corpo todo se endurecia, meu sexo parecia pegar fogo e inchava o máximo que podia, e então, eu sentia aquele líquido saindo por todas as partes como se minha feminilidade fosse um vulcão em plena erupção.
E quando ele finalmente invadiu meu corpo... Céus, o paraíso!
Passei a mão em meu corpo, tirando o excesso do sabonete.
Era incrível, mas meu corpo ainda dava leves choques de prazer. Ele havia me tomado de uma forma tão gostosa. Um prazer incrível. Sintonia perfeita, intimidade extrema, confiança, liberdade e desinibição. Pode parecer bobagem, mas deixá-lo saber que eu o amava nos elevou a outro nível de intimidade. Parecíamos amantes de toda uma vida. Conectados por nossas almas.
Sorri com minha linha de pensamentos.
Olhando há quase um ano atrás, quando eu vi aquele homem lindo, parecendo meio desajustado naquele terno preto e gravata azul, o cabelo perfeitamente penteado e com muito gel, gaguejando em minha frente para se apresentar, eu nunca imaginaria que eu estaria hoje, tomando banho e sorrindo como uma menininha enquanto ele estava dormindo em minha cama – nossa cama – e eu estava ansiosa em me tornar sua mulher pra sempre.
Saí do Box e me sequei. Parei em frente a pia e escovei tranquilamente meus dentes. Passei a secar meus cabelos na toalha mesmo, hoje eu não estava com ânimo para secador, e eu também não sairia de casa. A empresa poderia esperar, mesmo essa tempestade toda acontecendo, baixa no mercado financeiro, a empresa esperaria. Hoje eu era toda do meu noivo.
Vagando o olhar pelo espelho e por toda a bancada de mármore e inox, me dei conta de um fato.
Nessa confusão toda, eu me atrapalhei com os anticoncepcionais e dei a pausa de uma semana para regularizar o ciclo. Entretanto, eu não fiquei menstruada nesse tempo. Será que eu estava com algum problema ginecológico? Era só o que me faltava, eu não tinha tempo para ir em uma consulta médica num momento como esses.
Já bastava minha estética que estava totalmente deixada de lado. Minhas unhas estavam sem pintar, ainda bem que eram unhas saudáveis e sempre foram bem cuidadas, davam uma aparência boa mesmo sem ir à manicure há duas semanas. Meus cabelos estavam sem cuidados de um profissional há duas semanas também. Mas com esse eu não precisava me preocupar, já que sempre cuidei muito bem, com os melhores profissionais da área, não seria um curto espaço de tempo que iria danificá-lo. Minha depilação estaria sempre em dia, já que minhas sessões de laser há alguns anos exterminaram meus pelos das pernas, braços, axilas e virilha. A depilação intima também não era algo que eu devesse me preocupar, desde nova sempre fazendo na cera, há mais de um ano não crescia um pelo sequer.
Guardei em minha cabeça que eu deveria procurar minha ginecologista assim que toda essa tempestade passasse. Por enquanto, eu esperaria o próximo ciclo, já que esse eu perdi a data, apesar de não ter menstruado, e voltaria a tomar os anticoncepcionais.
Vesti apenas um roupão e voltei para o quarto.
Edward já resmungava em sono leve, sinal que estava acordando.
Me sentei ao seu lado na cama e fiz carinho em sua testa. Imediatamente seus olhos se abriram e eu fui pega por aquelas bilhas azuis que me fitavam com carinho.
– Bom d-dia. – ele sorriu sem graça por gaguejar, ainda em sua dificuldade na dicção.
– Bom dia, meu amor. – me abaixei e dei um beijinho na pontinha do seu nariz. Ele fechou os olhos parecendo aprovar o carinho.
– T-t-ão bom escutar você fahando assim. – ele me mandou um beijo no ar e eu fiz sinal que estava segurando-o e guardando em meu coração.
Meu Deus, quando eu fiquei assim?
– Fome? – perguntei e ele assentiu rapidamente. – Por que será que eu já imaginava que seria essa a resposta, heim? Acho que comer é a sua atividade favorita. – eu disse sem duplos sentidos, porém, com o noivo que tenho, sabia que sua piscada e o sorriso torto, aquele bem sem vergonha, me mostrava que ele sim tinha levado pro outro sentido.
– Eu sou um homem gand-de, tenho que me aliment-tar bem. – ele fez uma careta. – Eu odeio ão conegui fahar as coisas e as vezes gaguejar. – fez uma careta frustrada e eu logo o beijei para que ele não ficasse se sentindo mal.
– Ei, você já está melhorando bastante. As letras que você gagueja hoje, são as que você não conseguia falar há dois dias atrás. Sinal que em poucos dias você já vai estar falando tudo completamente bem. – dei mais um beijinho em seus lábios. – Agora vamos levantar porque temos que alimentar esse ser desconhecido que vive em seu estômago. – eu brinquei e ele fingiu cara de bravo.
– Ser esconecid-do é? – me agarrou forte, jogando sua perna boa por cima de mim. – Vou te mostar um ser que é bem conecido por você. – esfregou sua ereção em minha coxa me fazendo rir e sentir arrepios ao mesmo tempo.
– Não, Edward... Vamos descer porque eu também estou com fome. – ele continuava a se esfregar em mim e beijava meu pescoço, me apertando forte em seus braços. – Ai, amor, vamos descer. – eu pedi já rendida às suas garras. – Você é um tarado, pervertido, safado... – ele ajeitou seu quadril alinhado ao meu e imprensou sua ereção em meu centro, arrancando um gemido meu. - ... e é pervertido de novo, safado, gostoso... Sim, gostoso. – gemi rendida. – Meu Deus, Edward, estou com vontade de fazer amor. – me esfreguei nele, e quando pensei que iríamos realmente nos amar pela manhã, ele se afastou sorrindo sacana e, ainda com um pouco de dificuldade pelas dores na coxa e nas costas, se levantou com olhar zombeteiro e piscou.
– Você ta com fome... Vai t-tomar café. – virou de costas e entrou sorrindo no banheiro.
– Seu cretino, você vai me pagar por isso, está me escutando Edward Cullen? – gritei fingindo ira e ainda pude ouvir sua estrondosa gargalhada vinda de dentro do banheiro. – Seu cretino... – agarrei o travesseiro que tinha seu cheiro. - ... Cretino que eu amo tanto. – sorri boba.
E tinha o que? 15 anos? Estava parecendo. Eu me sentia jovem, leve e feliz como nunca.
O mundo poderia se resumir ao meu quarto. Infelizmente, a realidade não era essa.
Escutei meu celular tocando, e rapidamente me levantei da cama ajeitando meu roupão e fui até a mesa perto do pequeno bar em meu quarto e o atendi.
– Isabella Swan. – por ser um número desconhecido, eu só poderia deduzir que seria uma pessoa. A voz eletrônica que agora eu sabia ser a mando de Victória.
– Olá, Isabella. – escutei a voz irritante que eu reconheci como sendo de Victória. No dia da festa da Nascar eu havia escutado sua voz e essa era fácil reconhecer. Abandonou o hábito cafona da voz eletrônica.
– Até que enfim, Victória. Em que posso ajudá-la? – fingi polidez.
– Muito educada... Bem que Charlie dizia como você era fina, requintada e foi ensinada pelos melhores educadores do mundo. Sempre os melhores cursos, melhores colégios, a melhor faculdade.– senti uma pontada de inveja em sua voz. – Pena que ele morreu, senão estaria muito orgulhoso de você. – trinquei os dentes ao ouvir o veneno em sua voz.
– Tenho certeza que ele sempre teve muito orgulho de mim. – respondi ainda com falsa polidez.
– Sim, eu também tenho certeza. Escutei muito sobre isso. – ela disfarçou a irritação de sua voz. – Bem, vamos deixar essa conversa para nosso encontro pessoal, irmãzinha. – me irritei com o deboche. – O que eu quero de você é simples.
– O que é, vai matar mais alguém hoje? – alfinetei e ela sorriu.
– Não, por incrível que pareça, não gosto de matar ninguém. É trabalhoso esconder os rastros.– ela sussurrou a última frase, como se estivesse confidenciando algo. – Dessa vez é simples. Quero que você faça todos abandonarem você.
– Como? – essa mulher era realmente maluca. Todos me abandonarem? Todos quem? Do que ela estava falando?
– Ai Isabella, pensei que você fosse mais rápida. Todos, oras. Sua mamãe, o namorado esfregador de chão dela, o irmãozinho drogado, a cunhadinha saltitante, a amiga loira oxigenada, o cunhadinho grande e burro e o noivinho apaixonado. Entendeu agora, ou prefere que eu envie um fax com descrições mais detalhadas de cada um? – debochou.
– Você é louca. Qual o seu problema? Qual o seu propósito? – enrolei na ligação, para que desse tempo de Rodrick e sua equipe rastreassem tudo que pudessem. Meu celular já enviava o sinal direto de cada ligação recebida para o notebook de Rodrick e de lá ele poderia obter todos os dados. A essa hora, o sinal de alerta deveria ter soado e provavelmente ele já estava trabalhando nessa ligação.
– Já disse, essa conversa está guardada para nosso encontro pessoal. E aliás, pode enrolar a vontade em nossa ligação, eu sei que seus soldadinhos de chumbo devem estar rastreando a esse momento. Mas será em vão, se você quiser, eu mesma te digo onde estou. – grunhi aborrecida. A vadia não era uma iniciante. – Então, já disse, eu quero que você faça todos terem ódio de você e deixá-la sozinha. Você sabe, eu tenho gente minha por todo lugar, caprichos que o dinheiro nos dá, não é mesmo? E eu tenho fotos de Edward conversando reservadamente com o diretor executivo da equipe Dodge. E implantar na mídia que ele bateu o carro para não ganhar a corrida e conseguir um contrato com essa equipe, não seria nada difícil. Além do que, eu tenho a gravação de uma conversa entre John Carter e Peter Robsman, onde Carter diz a Peter que não poderá efetivá-lo na equipe que disputa a Sprint Cup porque uma grande investidora comprou a vaga para Edward, o novo piloto.
– Você não tem provas de nada, sua vadia. – grunhi com força e espiei para ver se Edward já estaria saindo do banheiro. Para não arriscar, resolvi sair do quarto e me trancar num quarto de hóspedes vazio.
– Sim, eu tenho provas, e Isabella, não faça sua imagem de mulher educada cair no meu conceito. Não vamos começar com troca de elogios. – ela riu debochada. – Voltando ao assunto. Eu posso soltar isso, aliás, o material está na agulha, uma resposta negativa sua e bum. Edward estará humilhado publicamente. De piloto bonitão e herói, ele se transformará em fantoche de mulher rica. – apertei a ponta do meu nariz e tentei controlar a respiração. Isso não poderia estar acontecendo. – Ah, mas eu sei que você pode ainda assim enrolá-lo. O idiota é apaixonado por você, coitado. Então, eu posso apelar um pouco mais e expor na mídia papéis que provam falcatruas que seu querido papai fazia na época que gerenciava todo o grupo. Provas de que as fábricas na América Latina sonegaram impostos durante os dois anos de implementação, gerando custos mais baixos e tornando o investimento lucrativo para todos os idiotas que compraram ações na época, e que depois tiveram que pagar cotas para impostos, entretanto, impostos esses que nunca se reverteram para os países Latinos. Conversas gravadas do seu pai com dois senadores do Brasil, com o vice-presidente da Argentina na época, e com alguns empreiteiros que construíram as fábricas, maquiando as notas fiscais. E ah, tem também provas de que seu pai autorizou compra de materiais de baixa qualidade para a fabricação dos pneus nas fábricas de todo território dos Estados Unidos e vendendo a preço de produto de primeira qualidade, com ligeira diferença nos preços, para derrubar de forma suja a concorrência. Não seria nada bom os investidores terem conhecimento disso. E ah, como eu poderia me esquecer? Eu deveria expor na mídia o material que comprova que seu pai forneceu pneus de baixa qualidade a equipe Thunders da Moto Speed, para favorecer a equipe Capcom que venceu os campeonatos dos últimos cinco anos? Você sabe, vocês patrocinam as duas equipes, e os Thunderstem uma melhor infra-estrutura, vinham ganhando todos os campeonatos até 2008 e de repente, aCapcom começa a levar tudo, depois de vários incidentes com pneus da Thunders durante as corridas. Eu não sei, mas acho que isso poderia desmoralizar vocês e acabarem com qualquer tipo de contratos nas corridas, não entrariam nem em corrida de Kart. – ela riu diabólica.
– O que você ganha com isso? – perguntei com voz gélida. Não era possível que meu pai não tenha sido o empresário honesto e íntegro que sempre imaginei.
– Satisfação pessoal, é óbvio. – disse com descaso.
– Você é sádica. – explodi em raiva.
– Já disse, deixemos os elogios para depois. Então, voltando ao que é importante. Quero que você faça todos te odiarem, eu quero que você fique sozinha, sem ninguém, assim como o maldito do seu pai fez comigo. – ela se descontrolou por um momento, parou e respirou fundo. – Se você falar pra eles alguma coisa, eu vou saber. Quero que você faça algo que os humilhe, os faça com ficar raiva de você. Quando eu aparecer na cena da batalha, eu quero você sozinha, assim como eu fiquei.
– E se eu não fizer nenhuma dessas loucuras que você está propondo? – perguntei ganhando tempo.
– Aí é só dizer adeus a sua querida empresa e viver amargando o triste peso de ter deixado um império cair. Obviamente você não ficará pobre, eu sei que você é bem espertinha. Mas acho que ter o título de empresária perdedora não interessa a você. Não é o que o seu querido papai gostaria.
– Por que quer que eu tire minha família de perto de mim? – perguntei já deixando o desespero sair em minha voz. Como ela conseguiu essas provas? Coisas que nem eu sabia.
– Já disse, quero você sozinha, assim como eu. Quero sua vida. Quero Edward, quero tudo. E eu vou saber se você disser a eles e for uma cena. Eu tenho infiltrados em todas as partes. – levei a mãos aos cabelos e tentei controlar a raiva e desespero.
– Você sabe que essa ligação está sendo gravada, eu posso provar que você está me chantageando.
– Sim, você pode. Mas isso não muda o fato de que sua empresa será destruída em público quando eu mostrar todo o material de provas. Bem, pra mim, é irrelevante isso. Você decide, perder a empresa ou perder os que te cercam. – ela disse com voz monótona.
– E se eu fizer algo que afaste todos de mim?
– Bem, aí eu consolarei seu bonitinho de cabelos bronze, ele pensa que sou amiga dele e acha que sou lésbica, vai se sentir confortável em desabar em meus braços. Aí, te entrego as provas e vejo você sozinha e amarga, assim como o desgraçado do seu pai me deixou. – Céus, ela era doente! –Você escolhe, sua paixão ou a empresa? É triste destruir uma historinha de amor, mas sabe, eu nem ligo. – riu doente como era. – Eu tenho dinheiro, Isabella. Pra mim não fará diferença o que acontecer com sua empresa. Eu só quero que você fique acabada, assim como eu fiquei. Sem família, sem amigos... Sem ninguém.
– Quem são seus infiltrados? Eu preciso que me diga para eu demiti-los. Se eu fizer o que você quer, eu exijo que não tenha mais ninguém em meu pé.
– Acho justo. Os tirarei de cena assim que você cumprir sua parte. Depois que você passar pelo que eu passei, sua vida não me interessará mais. Enfim, vou poder seguir adiante. – ela bufou. –Foram anos imaginando o dia em que eu conseguiria minha vingança. Já sabe, Isabella, sua empresa ou o amor dos seus queridos. Você é quem escolhe. – desligou.
Me deixei cair na cama e mordi grande parte da minha mão direita para abafar meu grito de dor.
Rapidamente, me levantei e fui ao meu quarto. Entrei no closet e me vesti formalmente. Me maquiei de forma sóbria e desci para o andar térreo.
– Ond-de você tava, amor? – Edward me recebeu com um sorrisão. – T-te pocurei depois do bano, mas eu tava com fome. – levou um pedaço grande de bolo à boca e piscou brincalhão.
Senti meu estômago se retorcer de dor. Aquela mulher sádica queria me ver sozinha, assim como ficou. Eu perderia todos.
– Estava me arrumando. Vou precisar sair, volto mais tarde. – sorri polidamente para todos. Dei um rápido beijo na testa de Edward e ainda pude perceber todos me olhando interrogativamente, parecendo confusos, quando eu dei as costas e fui em direção a porta principal da mansão.
Rodrick, pra quem eu já havia ligado, me esperava no carro logo na descida das escadas da entrada.
Entrei no carro e ele tocou diretamente para fora da propriedade.
– Vou ter que fazer o que essa maluca está pedindo. Essas provas podem ser reais. – eu disse apressadamente e nervosa.
– Vamos ao escritório e analisar com calma. Com certeza, algum material referente a isso nós vamos achar e veremos se ela está blefando ou não. – ele deu um longo suspiro enquanto dirigia apressadamente pela rodovia. – Apesar de eu ter certeza que não é blefe. Ela age por vingança, um plano premeditado, não se arriscaria em vão. Se fosse blefe, você logo teria como saber, poderia procurar sua família, contar a verdade e ela não ganharia nada.
– É uma vingança infantil. – eu disse exasperada.
– Sim, é infantil. Mentes perturbadas, na maioria dos casos, agem por traumas que sofreram na infância ou adolescência, e chegam a vida adulta arquitetando milimetricamente cada passo para se vingar e só então se libertar desse trauma. – Rodrick afirmou. – Na cabeça deles, eles acham que se libertaram para uma vida comum depois que se vingarem. Obviamente isso não acontece.
– O que você sugere? – eu sabia que ele estava querendo chegar a algum ponto.
– Temos que pegá-la. Se você apenas afastar sua família como ela está sugerindo, ainda assim, ela terá as provas contra você, e depois pode sentir que não se satisfez com a vingança e inventar outro modo de te chantagear. – assenti, acompanhando sua linha de raciocínio. – O que sugiro é: vamos dar a vantagem a ela, deixar ela pensar que realmente você fez da forma como ela quer. Ela estará voltada para o êxito que conseguiu e aí sim, nós a pegaremos de guarda baixa.
– Como faremos isso? – perguntei interessada. Talvez uma luz no fim do túnel.
– Eu já descobri quem é o infiltrado dela entre nós. – o olhei ansiosa. – Tyler Crowley, um antigo companheiro no exército que infelizmente se vendeu. – ela me olhou pesaroso enquanto parava em um sinal vermelho. – Me perdoe, Isabella. Eu nunca imaginaria que ele se venderia, sempre foi um soldado leal. – ele olhou pra frente novamente. – Pelo que pude descobrir essa madrugada, ela é primo por parte de mãe de James Durak, por isso não têm o mesmo sobrenome. – arrancou com o carro quando o sinal abriu. – Ontem, no final da tarde, o flagrei numa ligação suspeita, depois rastreei tudo e pude ouvir a gravação grampeada. Para melhor funcionamento do esquema e total segurança, nenhum dos outros da equipe sabem que têm o telefone pessoal e de trabalho grampeados por mim. – assenti feliz que eu tivesse alguém tão competente comigo. – Bem, provavelmente ele informará sobre como você haverá procedido com sua família, como uma maldita velha fofoqueira. – não pude evitar um meio sorriso quando ele rosnou. – Através dele nós vamos chegar a Victória. Eu trabalhei a noite toda focado em James. Ele tem contato com dois hackers bastante conhecidos na região, provavelmente os que burlaram o sistema de segurança do prédio da Swan Spa, mas como eu disse, eu conheço os melhores. Meu amigo com conhecimentos de informática, para não usarmos a palavra hacker, já rastreou o IP dos computadores que invadiram seu sistema, e devo alertá-la, isso vem acontecendo há seis meses.
– Nossa, tudo isso? – me espantei.
– Sim. Seis meses. Meu amigo já conseguiu provas de que o sistema de segurança foi burlado, mas isso só serviria para inocentar seu tio. Em uma pequena câmera, do lado de fora da empresa, na parte de trás, onde o pessoal da limpeza costuma armazenar o lixo para ser recolhido, nós conseguimos capturar a imagem da pessoa que entrou na empresa e provavelmente matou Jéssica, de acordo com os horários. Com certeza, seu inteligente tio já havia encostado na arma anteriormente por algum motivo besta, e o assassino, devo informar que contratado apenas para isso, foi fácil de perceber, apenas usou uma luva para não deixar as digitais dele sobrepor a de Aro. – entramos no estacionamento da Swan Spa. – Mas é como eu disse, isso apenas inocentaria seu tio. Podemos considerar isso se ele cooperar, porque claramente foi enrolado por Victória e James.
– Sim, ele é um idiota. – permanecemos dentro do carro, parados na minha vaga.
– Se ele cooperar será mais fácil, entretanto, se não cooperar, não haverá problema. Com o rastreamento de IP dos computadores que invadiram seu sistema, nós poderemos invadir o deles e ver onde nos levará. Posso afirmar que Victória não é burra, mas é confiante. Ela guarda todas as informações em um lugar onde não imagina que desconfiaríamos. – ergui uma sobrancelha questionando-o em silêncio. – Na casa da Tia. Susan Dwyer. Há três anos Victória comprou uma casa confortável para a tia e lá ela mantém um computador com informações valiosas. Fiquei até tarde trabalhando com meu amigo em James e nisso. Eu só não consegui descodificar a tempo os arquivos que copiei. E infelizmente, não conseguimos apagá-lo, ela tem uma boa proteção.
– Tudo bem, Rodrick, você não tem que virar a noite trabalhando. – falei calma, me espantando comigo mesma.
– Precisamos ter acesso a todos esses arquivos e sumir com eles. James deve ter cópias e Victória deve ter cópias em outro computador também. Precisamos manter os olhos em Tyler, ele nos levará ao local de segurança de James, e aí, será fácil dar o xeque-mate em Victória.
– Sim, assim eu espero.
Subimos para minha sala, e uma secretária substituta estava na mesa que foi de Jéssica, e por poucos dias de Alice. Minha cunhada voltaria para o trabalho assim que Edward se recuperasse. O médico recomendou que a família permanecesse unida, sempre em torno dele e conversando bastante para que isso servisse de estímulo a falar e recuperar a dicção correta. Além da fonoaudióloga, é claro.
E a essa altura, era até melhor que todos permanecessem juntos em minha casa. Rosálie não veio trabalhar hoje apenas para reorganizar sua agenda pessoal, já que agora está morando na mansão, e amanhã já estaria de volta ao trabalho.
Procurando bem em toda a sala que herdei do meu pai, achamos poucos documentos antigos. Nada que nos desse esperanças de negar as provas que Victória tinha.
– Estou começando a pensar que realmente meu pai fez todas essas jogadas erradas. – lamentei enquanto sentava em minha cadeira. Rodrick, que estava mexendo em seu notebook, se recostou em sua cadeira e assentiu.
– Acabei de descompactar todos os arquivos. Pelo visto, seu pai realmente fez isso e essas provas podem acabar com o nome da empresa.
Apoiei meus cotovelos sobre a mesa e afundei meu rosto em minhas mãos.
– O que faremos? – perguntei desanimada.
– O que conversamos dentro do carro. Daremos a vantagem a ela e depois a cercaremos de todos os lados.
Assenti totalmente desanimada e fiquei em silêncio. Rodrick recebeu uma ligação de seu amigo hacker e eu o liberei para ir.
Liguei para meu motorista e pedi que viesse até o prédio da Swan Spa e que me esperasse no estacionamento.
Fui até o discreto bar que tenho em meu escritório e me servi de uma dose dupla de uísque. Que Deus me desse forças, eu estava pagando por todos os erros do meu pai.
Esse pai que eu tanto idolatrei, esse pai que sempre controlou minha vida, alegando ser exclusivamente para meu bem. O pai que me fez jurar que eu nunca sentiria amor por ninguém e que me fazia sentir culpada por sentir isso por Edward. Eu sentia como se estivesse traindo-o. Eu tinha certeza, meu pai havia feito maus tratos a Victória. Para uma vingança tão premeditada, ela teve um trauma forte.
Virei de uma vez o copo e servi de outra dose dupla.
Caminhei até minha mesa e sentei em minha cadeira, fitando o céu cinzento pelo vidro da enorme janela do meu escritório.
Eu poderia entregar uma cópia da gravação para a polícia, como eu havia levantado a hipótese, mas de nada adiantaria. Victória seria processada, entretanto, a empresa ainda sofreria com o material provando falcatruas do meu pai vindo à tona.
Eu poderia dizer a minha família e armar uma cena, entretanto, o segurança, Tyler, perceberia algo. Ele não é idiota, e se eu bem me lembro, ele é um moreno de estatura média e musculoso que vivia de conversas com uma das empregadas. Eu tinha que fazer algo real, ou Victória poderia saber. E seria até bom ter todos afastados de mim, sem correr perigo. Assim, eu poderia me concentrar em apenas cercar Victória, recuperar esses arquivos e tentar resolver minha vida.
Eu só esperava que meu sacrifício fosse recompensado depois. Que minha família retornasse e que Edward me perdoasse.
Recebi uma mensagem em meu celular, do mesmo número que Victória havia me ligado mais cedo.
Te dei uma forcinha. Olhe em qualquer site de notícias. Espero seu noivinho de braços abertos.
Acessei um site qualquer em meu computador e vi a matéria enorme na página inicial.
Vaga comprada!
Piloto Edward Cullen, da equipe Rocket, teve vaga comprada por noiva milionária. Foi divulgado num canal do youtube, vídeos com gravações do diretor executivo da equipe, Johnson Carter, explicando a um piloto interino que ele não iria ter a prometida chance de disputar o Sprint Cup porque Edward Cullen, até então, mecânico por anos e motorista particular, havia sido imposto a ele, em troca de um aumento de cinco milhões de dólares nos incentivos à equipe dados pela Swan Spa.
Ainda há fotos em que, momentos antes da corrida em que bateu o carro, Edward está conversando com o diretor executivo da Dodge, que já havia confirmado seu interesse pelo piloto. Muitos rumores foram levantados depois do acidente inacreditavelmente estúpido do piloto queridinho entre as mulher, Edward Cullen, para depois ser divulgada uma nota apontando erro de manuseio no carro. Mas nós perguntamos: Não seria uma jogada para não ganhar a corrida e com isso prejudicar a equipe Rocket? Assim, ele estaria ajudando a Dodge, possível futura equipe.
Bem, parece que os planos de Edward Cullen, o piloto comprado, foram frustrados depois de toda essa história. Afinal, que equipe gostaria de ter um fantoche de mulher rica como piloto?
Barbara Evans.
Afundei o rosto em minhas mãos e chorei. Em breve isso estaria nos programas estúpidos de Tv e Edward estaria desmoralizado. Meu Deus, ele não merecia isso!
Eu não fiz por maldade, mas aquele era o jeito que eu sabia fazer. Eu queria que ele fosse algo mais que motorista em sua vida... Droga, isso não é totalmente verdade. Eu queria que ele fosse alguém para que assim eu pudesse apresentá-lo como futuro marido e manter um bom conceito perante o conselho acionista.
Agora nada mais adiantava. O conselho estava se dissipando. As ações da empresa caíram consideravelmente depois do escândalo envolvendo a morte de Jéssica e Aro sendo indiciado. Eu não tinha que agradar mais ninguém, automaticamente fui nomeada presidente interina da Swan Spa. E justamente comigo, a empresa está desmoronando. Empresa de tanta luta da minha família. Começando com a simples fábrica que meu bisavô abriu, depois meu avô expandiu, meu pai multiplicou o número de fábricas pelo mundo, fazendo muita coisa errada, agora eu sei, e então a empresa agora está caindo em minhas mãos. Sob o meu comando, um tesouro de gerações pode perder totalmente a credibilidade.
Sequei as lágrimas e deixei minha sala. Eu teria que ter sangue frio para meus próximos passos.


E então, gostaram? Eu sei que não.. rs
Isabella, quando finalmente se rendeu ao amor, sofre esse golpe que doeu na alma.

Explicações:

Eu sei que vai ter uma galera q vai questiona a vingança de victória, mas lembrem-se, ele é atormentada por um trauma que se explicará melhor nos próximos caps. Ela quer a vida de Isabella que ela acha que deveria ser a dela.
Muitas vão achar a Isabella egoista em afastar a família para não perder a empresa. Veja bem, uma empresa construída pelo bisavô dela, e tudo desmoronaria... E ela ainda tem a esperança com o que Rodrick falou, eles vao dar a vantagem para victória se distrair e pegá-la pela emenda...
Pq não matar victória de uma vez? Pq é evidente q matá-la nao salvará ninguém, já que existe James e pode existir outras pessoas... Rodrick e Isabella ainda estão descobrindo tudo...

Então, nos vemos no próximo e por favor, não xinguem a Isabella, ela está sofrendo muito....

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