FANFIC INDIANÁPOLIS, CAPITULO 41

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance







A mente doentia de Victória
POV Edward
Victória e eu íamos no caminho para essa boate que ela queria tanto ir. Comemorar nossa amizade minha bunda. Isso estava me cheirando mal. De alguma forma, eu sabia que ela planejava algo. Dei uma de inocente e disse que tinha que informar ao meu irmão que eu voltaria mais tarde.
Liguei para o apartamento de Rosálie e ninguém atendeu, então deixei um recado na secretária eletrônica em falso tom alegre que eu estava indo para uma boate em Anderson com Victória.
Ela saberia o que fazer com essa informação.
Victória sorria de uma forma animada demais para o meu gosto, mas eu tentava acompanhar sua animação, ou cantando junto com a música do rádio, ou puxando papo com ela.
Ao chegarmos na tal boate escondida, eu estranhei ver apenas dois seguranças na entrada e nenhuma movimentação do lado de fora. Tinha uns cinco carros prata estacionados do lado de fora, entretanto, nenhuma pessoa circulando.
Num lampejo de memória, lembrei-me do carro prata que havia me seguido uma vez na saída do autódromo. Era prata, do mesmo modelo que esses que estavam parados aqui.
Franzi o cenho. Não poderia ser coincidência.
– Vamos entrar, Edward? – ela me chamou sorrindo e eu assenti, falhando miseravelmente em esconder meu nervosismo.
Entramos naquele galpão sem sequer passar por um tipo de bilheteria ou qualquer coisa do tipo. Ok, que tipo de idiota sou eu que ainda estava esperando que isso fosse realmente uma boate? Engoli em seco e continuei a caminhar ao seu lado.
O local era amplo e tinha uma música eletrônica tocando alto. Pra onde eu olhava, via enormes cortinas vermelhas. Não sei por que exatamente, mas isso me causou arrepios.
– Victória, isso é realmente uma boate? – eu continuei fingindo inocência, e tremendo por dentro por saber que a resposta poderia acabar com a encenação. A música abaixou de volume consideravelmente.
– Não é uma boate, mas essa noite nós teremos um show de verdade aqui. – ela sorriu parecendo encantada. – Você o assistirá de camarote. – ela disse estalando a língua e me abraçando.
Eu permaneci quieto, com meus braços retos ao lado do meu corpo.
Ela beijou minha bochecha.
– Não é nada pessoal, baby. Eu gosto de você, mas você não acha que em algum momento me enganou, você acha? – quando tentei me mexer, braços fortes me seguraram por trás, e eu senti meus pulsos serem algemados.
Victória se afastou sorrindo e eu sentia a respiração pesada de alguém maior que eu atrás de mim.
– Victória, que merda é essa? – gritei me debatendo.
– Roy, leve esse belo homem para o seu devido lugar. – ela disse com voz falsamente encantadora.
O grandalhão me puxou e eu resisti. Má decisão. O soco que tomei na minha face direita me fez perder o raciocínio por uns segundos, e quando percebi, estava sendo arrastado pelo grandalhão, e em meu queixo escorria um filete de sangue.
– Sua vadia! – gritei, gemendo de dor logo em seguida pela minha face dolorida demais.
– Sua namoradinha também gosta de me chamar por esse nome. Gosto da forma como vocês me elogiam. – ela deu de ombros e olhou tudo em volta. Só havia cortinas grossas e vermelhas, o que ela tanto olhava? – Como eu disse, não é nada pessoal com você e nem com ninguém aqui. Meu alvo está a caminho. – a música encerrou de vez e eu podia escutar gemidos e resmungos vindos de algum lugar que eu não conseguia identificar.
Mais um homem me segurou, e eles soltaram minhas algemas rapidamente, apenas para me algemarem com os braços envoltos em uma grande haste de ferro no centro do galpão. Havia mais hastes de ferro, espalhadas pelo grande espaço. Provavelmente postes de iluminação improvisados.
Eu ainda olhava para todos os lados tentando identificar de onde vinham os sons de gemidos e gritos esganiçados.
Mais homens entraram no local e um em especial eu pude reconhecer. Quer dizer, eu não conhecia aquele homem loiro, mas eu já o havia visto algumas vezes no autódromo durante os treinos.
– James, veio para o show? – Victória perguntava animada.
Alguns dos outros homens com postura de seguranças permaneceram atrás da dupla que conversava animada.
– Eu não poderia perder, minha querida. – ele sorriu brilhantemente pra ela.
Escutamos do grande portão sendo aberto. Victória bateu palmas como uma menininha alegre. Apesar de bizarra, a situação era aterrorizante.
– Abram as cortinas! – ela ordenou em tom alto e alegre.
Meus olhos saltaram quando, por trás das cortinas grossas e vermelhas, estavam meu pai, Esme, Jasper, Alice, Rosálie e Emmett, todos amarrados a hastes parecidas com a que eu estava amarrado, e eles estavam amordaçados. Eu podia enxergar o horror e desespero em seus olhos.
Meu coração se apertou, e eu sufoquei um grito de dor em ver minha família daquela forma.
Emmett tinha um roxo no olho como se tivesse levado um soco e meu pai tinha um corte na boca, provavelmente por também ter sido atingido.
– Família reunida, que lindo! – O loiro, que eu descobri se chamar James, debochou.
– Não! – eu seria capaz de reconhecer a dona daquele grito de horror em qualquer lugar.
Virei minha cabeça e vi minha Bella algemada e sendo segura pelos braços pelo chefe de segurança dela. Merda, ele era um traidor?
Eu tentava conectar meus olhos com os dela, mas era impossível.
Seu olhar estava vidrado, ela parecia hipnotizada. Seu rosto contorcido em dor.
– Irmãzinha, você chegou! – Victória exclamou.
Isabella pareceu despertar ao som da voz esganiçada de Victória e a encarou com todo ódio que eu poderia ver em seus olhar.
– O que minha família está fazendo aqui? – perguntou irada. – Liberte-os, o seu problema é comigo! – ela rosnou.
– Olha, você é corajosa. – Victória caminhou lentamente até ela. Bella ameaçou uma reação, mas o traidor a segurou firme e a olhou feio. – Mas não, não vou acatar suas ordens. Não sou como esses idiotas que se deitam no chão pra você pisar.
– Vadia! – Isabella gritou.
– Nossa, vocês não sabem outra palavra para me xingar? Está ficando repetitivo. – Victória continuou em tom debochado.
– Isabella, cuidado. – não me controlei e quando percebi, meu pedido já havia saído de meus lábios.
As duas me encararam.
Nos olhos de Victória eu via diversão e superioridade. Já nos olhos de Isabella, eu via algo como dor, tristeza, obstinação e um traço de crueldade. E esse último me assustou, pois eu sabia que ela não estava bem com a cena a sua frente, e na mínima chance que tivesse, tentaria acabar com Victória. Entretanto, era fazer um movimento errado, e nós não saberíamos o que essa louca poderia fazer.
– Edward querido, cale a boca. Você é mero figurante nessa história toda. – ela disse em tom doce para mim e se virou novamente para a direção de Bella e do traidor. – Você se acha muito inteligente irmãzinha, esse tempo todo esteve ao lado e confiando na pessoa errada. – ela olhou para o cara e tocou seu braço. – Bom trabalho, Rodrick. Você provou de que lado está.
– Pode confiar em mim, Victória. – rosnei e me sacudi em minhas algemas, irado com tamanha traição. Isabella estava estática. Ela conseguia muito bem controlar seus nervos, eu não conseguia.
– Agora eu sei que posso. – ela chamou dois dos seguranças que estavam parados perto de mim, e eles caminharam até ela. – Levem-na para o local. – ela ordenou. – Vou te contar uma história nada bonita sobre o seu papaizinho.
Victória caminhou até o centro do galpão novamente, a alguns metros de mim, e os seguranças trouxeram Bella com eles, a seguindo.
Isabella não oferecia resistência. Eu podia ver em seu olhar que sua mente trabalhava rapidamente.
Rodrick se afastou, e pelo canto do meu olho direito, eu pude vê-lo entrar em uma porta vermelha. Que diabos está acontecendo aqui?
Olhei para minha família novamente. Eles já não se contorciam ou resmungavam, apenas olhavam com os semblantes derrotados, Esme e Alice choravam, Emmett, Jasper e meu pai tinham um olhar impotente, e Rosálie parecia analisar a situação, como se ela estivesse vendo algo mais que meus olhos podiam captar.
POV Isabella
Eu observava tudo atentamente. Tentava não me concentrar nos meus familiares amarrados e amordaçados, tentava não me concentrar em Edward com a boca machucada e algemado a uma haste de ferro, assim como eu, há menos de cinco metros de distância de mim.
Procurava não me concentrar na traição de Rodrick.
E merda, onde estavam os outros seguranças que vinham mais atrás nos dando cobertura?
Provavelmente jogando no time de Rodrick.
– Sabe irmãzinha, eu acho que você vai gostar de saber como o seu querido papai era na verdade. – ela parou na minha frente, poucos centímetros de distância.
Desviei os olhos e pude ver sua equipe de segurança à postos. O loiro, James, olhava tudo de um jeito muito profissional, e merda, onde Rodrick foi? E por que eu estou me importando? Ele me traiu.
Podia ser loucura, mas algo dentro de mim me dizia que as coisas não eram como eu estava vendo.
Senti meu queixo sendo apertado e meu rosto foi virado bruscamente. Victória me olhava com raiva e apertava forte meu queixo.
– Olhe pra mim quando eu estiver falando com você, sua piranha! – ela soltou meu queixo e sem que eu esperasse, desferiu um forte tapa em minha face. Remexi-me em minhas algemas, mas foi inútil. A raiva borbulhava dentro de mim. Eu nunca havia apanhado na face!
– Nunca.Mais.Faça.Isso. – falei pausadamente e explodindo de raiva.
– Ou vai fazer o que, irmãzinha? Vai chamar o papai? – ela gargalhou. – Pois eu faço quantas vezes eu quiser. – outro tapa forte em meu rosto, e eu senti o metal do seu anel cortando minha boca. Passei a língua e senti o gosto de sangue. Isso embrulhou meu estômago, mas eu me controlei pra não dar qualquer sinal de fraqueza. Ela poderia continuar batendo em meu rosto, contanto que não tocasse em minha barriga. Sim, havia alguém mais importante pra mim que qualquer um nesse galpão. O meu pequeno serzinho.
– Pare com isso Victória. – escutei o grito desesperado de Edward. O olhei por poucos segundos e vi um dos seguranças socando sua face.
Fechei os olhos com força e os abri novamente, respirando fundo pra aguentar aquela tortura que era ver o homem que eu amo apanhando sem poder se defender.
– Chega! – Victória mandou e o segurança parou de bater nele. – Não quero que a mocinhadesmaie ou algo do tipo. Quero todo mundo acordado e prestando atenção em mim. – ela disse girando a cabeça para olhar para todos.
Edward sangrava mais na boca, no nariz e tinha os olhos marejados, e eu sabia que era pelo desespero de me ver apanhando dela também. Agora eu percebi o quanto somos protetores um com o outro. Mesmo apanhando sem poder nos defendermos, nós nos preocupávamos primeiro com o outro. Como o amor pode mudar as pessoas!
– Como eu estava falando... – ela olhou pra mim na maior calma possível. – Seu papai não foi o homem que você cresceu imaginando ser. – ela remexeu nos cabelos. – Ele tinha um caso com a minha mãe, mas isso você já sabe. Enfim, ele frequentava a nossa casa, me tratava como uma filhinha, iludia minha mãe dizendo que em breve ele se separaria e nos levaria pra morar com ele, como uma feliz família. – ela sacudiu a cabeça. – Sabia que eu e minha mãe fomos idiotas em acreditar? – ela riu descrente, como se fosse uma piada. Me remexi levemente, pois a desert Eagle em minha cintura estava numa posição incômoda. Agradeci mentalmente por estar com um casaco grande e grosso que não permitia ver que eu tinha uma arma na cintura. – Ele sempre dizia que não podia sair de casa ainda por causa da filhinha Isabella, pois sua filhinha sofreria muito, então ele estava esperando ela crescer mais um pouco para poder enviá-la para um colégio interno, e então, ele sairia de casa e nos tornaríamos a família perfeita. – ela gargalhou. – Seu querido papai era um bom ator, isso eu tinha que reconhecer. Eu era uma idiota de 14 anos que sempre quis a presença de um pai, e fui fácil de ser enganada. Minha mãe, coitada, sempre foi louca por ele, se iludiu também. Sabe o que é engraçado? Seu papaizinho nunca mencionava seu irmão drogadinho. Acho que ele era tão sem importância que passava despercebido. – senti meu coração doer por ouvi-la falar assim de Jasper, e por infelizmente saber que era verdade. Meu pai nunca se importou com meu irmão.
– E onde entra minha culpa nisso tudo? – perguntei e a vi me olhar com ódio.
– Você é a culpada de tudo. – ela rosnou e me deu outro tapa. Estremeci de ódio, mas procurei me acalmar, sempre mantendo meu semblante frio, sem emoção alguma. Pelo menos nisso eu era boa, e ela não saberia o quanto estava me afetando. – Você não se afeta, não é mesmo? É tão fria quanto seu pai era.
– Herança genética. – a provoquei.
– Piranha! – outro tapa. Minha face já estava ardendo, mas nada disso transparecia em meu rosto. – Minha mãe foi ficando doente e eu tinha medo de perde-la. Seu papai sempre dizia que estaria comigo pra sempre, que eu era como uma filha pra ele, a filha que ele sempre sonhou em ter com a minha mãe. – ela riu sem qualquer resquício de humor. – Uma noite ela ficou muito ruim e a levamos para o hospital. No caminho ela nos confessou que tinha Aids e que ela sentia que não passaria daquela noite. Ela estava muito mal com apenas um resfriado que não derrubaria uma criança. Eu devia ter imaginado que porque ela estava tão frágil, mas eu era uma criança, como saberia? Na mesma hora ela me garantiu que eu não estava infectada, pois ela contraiu o vírus depois que me teve. Ela e meu pai, em seu breve relacionamento, não eram muito ligados um ao outro, como você deve imaginar. – ela fez uma careta como se isso realmente lhe causasse sofrimento. – Minha mãe morreu ainda naquela madrugada e eu me senti sem chão. Seu pai, obviamente cuidou do enterro e tudo mais, e quando eu pensei que ele me levaria pra algum lugar, ele apenas me deixou naquela casa vazia e disse que viria assim que pudesse. Preferia que ele não tivesse ido. – ela riu novamente sem humor. – Ele voltou dois dias depois, totalmente transformado. Quando eu fui dar um beijo no rosto dele, como sempre fazia, ele me deu um forte tapa na cara, me empurrou pro quarto e começou a me xingar. Eu não sabia porque ele estava fazendo aquilo, pedia pra ele parar e ele me xingava mais. Rasgou minha roupa e apertou tão forte meus seios que eu chorei de dor. – meu coração se contorcia ao reconhecer que ela dizia a verdade, visto pelo seu olhar vidrado, como se estivesse entrando na cena de sua lembrança novamente, e saber que meu pai foi um monstro me machucava demais. – Ele debochou de mim quando eu perguntei se ele ia cuidar de mim como uma família. Ele disse que minha mãe tinha passado a doença maldita pra ele e nada seria mais justo que passar essa doença pra putinha mais nova. Um porco! – ela rosnou. – Ele disse o quanto eu era idiota de pensar que ele um dia me consideraria sua filha. Jogou na minha cara o quanto a Isabella dele era melhor que eu. O quão inteligente e linda você era, o quanto melhor que eu você era e se tornaria uma mulher poderosa e não uma vagabunda como eu e minha mãe. Ele me bateu muito naquele dia, me obrigou a tocar seu corpo, me obrigou a chupar aquele pênis nojento e flácido dele. Ele roubou minha virgindade como um bruto, o tempo todo gritando o quanto eu era uma vadia e idiota por pensar que ele cuidaria de mim. Gritava que eu devia ter sido infectada com o vírus da Aids e não ele. E não se contentando com o estado em que ele me deixou, ele me estuprou por trás também, e não se importou por todo o sangue que saiu de mim. Ele batia na minha cara e dizia que eu era culpada, porque eu deveria ter Aids e não ele. Ao fim daquela tortura, ele disse que se eu contasse a alguém, ele me mataria. Eu, boba como era, preferi viver na merda do que morrer, e foi assim por um mês. Ele vinha até minha casa, trazia comida e me violentava. Eu tinha que usar roupas grandes e largas porque eu estava toda roxa. – ela parou por um momento e eu, a cada palavra dita, sentia mais tontura ao imaginar meu pai fazendo isso com uma adolescente sozinha no mundo. – No último dia em que ele me torturou, ele disse que não voltaria mais, me jogou um maço de dinheiro e me mandou esquecer que ele existia, pois a única filha que ele um dia considerou era sua querida Isabella. Tem uma frase dele que eu não vou esquecer jamais. “Quando você estiver em uma casa velha, com um marido bêbado que te espanca toda noite e crianças nojentas te chamando de mãe, procure nos jornais o nome Isabella Swan, ela será a empresária mais importante do país, porque ela é minha filha. Você será só mais uma coitada morta de fome, porque você nunca foi minha filha, você era apenas a filha estúpida da piranha que eu comia.” A profecia dele não se cumpriu. Você é a empresária mais importante do país na atualidade, ou uma delas, mas eu não sou uma coitada morta de fome. Eu me tornei a mulher que vai acabar com a sua vida.
– Eu não tenho culpa de nada que meu pai fez pra você. – ela riu, porém, ignorou meu comentário e continuou.
– Uma vizinha começou a cuidar de mim, e eu finalmente achei que aquele tormento tinha acabado. Eu estava muito traumatizada e já tinha nojo de homens. Eu já não ia mais pra escola, não saía de casa pra quase nada. Um dia senti uma forte dor e a vizinha que tomava conta de mim me levou para o hospital. Eis a surpresa. Grávida aos 14 anos! O filho da puta do seu pai não só me transmitiu o vírus HIV, como também me engravidou. – ela rosnou e eu arfei. Meu Deus! Grávida do meu pai? Olhei para os lados e todos olhavam espantados para nós duas. – Mas a criança não resistiu ao sangramento que tive, e eu perdi quando ainda estava internada. Melhor assim. – ela deu de ombros. – À partir daquele momento, eu jurei acabar com a vida do seu pai. Mas me dei conta de que ele mesmo acabaria com a própria vida, pois não é fácil conviver com essa doença maldita. O coquetel de remédios ainda era algo novo na época, mas felizmente eu consegui receber todo o tratamento na rede pública. Então, eu queria atingir o seu pai, e onde mais doeria? Sim, você é a resposta. A vida seguiu, como você já deve saber, eu me casei com um homem muito rico e ele logo morreu. Conviver com a Aids não foi difícil já que os remédios me ajudam a viver bem e ter mais resistência. Quando finalmente procurei seu pai pra deixa-lo saber que eu me vingaria, ele já estava debilitado demais. E acho que eu tê-lo deixado saber que eu acabaria com a vida da tão querida filhinha dele pode ter contribuído muito pra prejudicar sua saúde tão debilitada já. Um idiota que vivia de status, não poderia deixar ninguém saber que era portador da Aids, negligenciou o próprio tratamento. Pena que morreu sem ver a queda da querida Isabella Swan. – ela terminou falando meu nome com tanto ódio, que se por um momento eu tive pena de sua história, agora eu estava pouco me ferrando. Ela quase matou meu noivo e mantém minha família toda amarrada nesse galpão como a merda de um jogo doentio. Pena uma merda! Na primeira oportunidade que eu tiver, que se danem os papéis que podem destruir a minha empresa, eu vou enfiar uma bala no meio da testa dela e acabar com toda essa palhaçada.
– O que você pretende com todo esse jogo doentio? Por que essa fixação por mim? – ela me olhou irritada e segurou forte em meu queixo.
– Porque eu sempre quis ter a sua vida. Sempre quis ser a filhinha amada e cuidada. Se não fosse por você existir, seu pai me consideraria uma filha e cuidaria de mim depois que minha mãe morreu. – ela gritou em minha face.
– Você é louca! Isso é infantil demais. – retruquei.
– Sua piranha, eu te odeio! Eu deveria ter a vida que você teve! – ela soltou meu rosto bruscamente e desferiu em minha face, dessa vez não um tapa, mas um soco forte, e eu senti o forte gosto de sangue na boca novamente.
– Você é doente! – gritei de volta.
– Você me roubou tudo que eu poderia ter só por existir. – outro soco forte, e eu já sentia minha cabeça girar. Tentei me concentrar pra não perder o foco. – Se você não existisse eu seria a filha amada dele e ele nunca teria me espancado e estuprado durante um mês, e eu não teria ficado grávida e perdido meu filho aos 14 anos, e eu não precisaria ter casado com um velho nojento pra ter uma vida digna. – outro soco e eu já sentia o sangue escorrer pelo meu queixo. – Eu tenho tanta vontade de te matar. Mas eu prefiro ver você sozinha, como eu fiquei depois que seu pai não cumpriu a promessa de cuidar de mim.
Ela se afastou e caminhou em volta de todos que estavam presos ali. O olhar me medo e horror dos meus familiares doeu demais em mim. Doeu não saber o que fazer para defende-los.
– Foi muito fácil arrastar vocês até aqui, seus idiotas. – ela disse pra todos. – Agora todo mundo vai morrer. – ela cantarolou a última frase de forma diabólica e eu senti meu sangue gelar em minhas veias.
Olhei em volta e eu via um monte de seguranças dela.
Onde diabos Rodrick foi parar? Algo na atitude dele ainda não se encaixava.
– Todos morrerão por você, Isabellinha querida. Épico, não acha? – Victória gargalhou. – Vá chamar Rodrick. – deu o comando para um dos seguranças.
James observava tudo calado. Algo em seu olhar me dava dúvidas de suas intenções.
Rodrick apareceu.
– Seu traidor de merda. – Edward gritou e levou outro soco de um dos seguranças. Eu queria gritar para ele ficar calado, mas tive medo que isso só desencadeasse mais problemas.
– Rodrick, meu querido. Agora é a hora de você ganhar minha total confiança. – Victória pegou a arma de um dos seguranças e a estendeu para ele. – Atire nela. – arregalei meus olhos e senti meu coração doer quando Rodrick não esboçou reação alguma. Ele apenas pegou a arma e caminhou em minha direção, nunca olhando em meus olhos.
Ele e Victória pararam em minha frente, e ela sorria vitoriosa enquanto resmungos e gritos esganiçados da minha família, que ainda estava amarrada e amordaçada, foram ouvidos e o grito desesperado de Edward quebrou meu coração.
Merda, Rodrick sabia da minha gravidez. Será que ele havia falado pra Victória?
– Onde você quer que eu atire? – ele perguntou friamente a Victória, mas nunca olhando em meus olhos.
– Deixa eu pensar... – ela bateu dois dedos na testa. – Eu não quero que ela morra, pois quero vê-la sozinha e sofrendo. – ela respirou fundo. – Bem, poderia ser no braço ou na perna, mas aí não teria graça, não é mesmo irmãzinha? – ela tocou meu rosto machucado por seus tapas e socos e sorriu. – Eu a quero sozinha pra sempre, então um bom modo de evitar que você tenha alguma realização nessa vida é... – ela se interrompeu. - Eu já sei onde você pode receber esse tiro. – ela sorriu brilhantemente. – Se meu filho não veio ao mundo e eu fiquei impossibilitada de engravidar, você também não poderá ter filhos. – arregalei meus olhos em desespero, sentindo meu coração disparar. – Rodrick, atire um pouco abaixo da barriga, no ventre. Quero que o tiro cause algum estrago aí dentro e você seja impossibilitada de ter filhos, assim como eu.
Olhei desesperada pra Rodrick. Se ele atirasse ali ia matar meu serzinho.
Victória se afastou alguns passos.
– Vai ser o ponto alto da noite. Grite bastante, irmãzinha, deixe-me saber o quanto de dor você estará sentindo. – Victória disse diabólica.
– Não! Não faça isso! Atire em mim! Por favor, atire em mim! – Edward gritou desesperado e eu o olhei triste. Ele sofreria demais me vendo levar um tiro. Tanto ele quanto minha família. E nenhum deles sabia que eu carregava um serzinho em mim.
– Cala a boca, Edward. Que graça teria atirar em você? Seu merda insignificante. – Victória foi até ele e desferiu um tapa em seu rosto machucado. – Você é um merda, sempre foi e sempre será. – ela caminhou até o lugar onde estava e me olhou zombeteira. – Vamos Rodrick, atire nela e ganhe minha total confiança.
Engoli em seco e olhei pro rosto impassível de Rodrick.
Com meus olhos eu o implorava pra, pelo menos, não atirar em meu ventre.
Ele finalmente olhou em meus olhos, e o que eu enxerguei em seu olhar fez o tempo paralisar. Minha cabeça girou as engrenagens rapidamente e eu soltei a respiração que eu nem havia percebido estar prendendo.
Rodrick engatilhou a arma e a apontou pra mim.
Era chegada a hora.


E então, gostaram? rsrsrs eu sei, foi maldade parar aí, mas se não parasse, que graça teria? rsrsrs
Até o próximo cap e obrigada a todas que me passam forças 

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