FANFIC INDIANÁPOLIS, CAPITULO 42

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance






O fim da escuridão
POV Rodrick
Eu me coloquei em uma estratégia arriscada, mas infelizmente, esse era o único jeito de resolver tudo e não deixar nenhuma ponta solta.
Não foi difícil descobrir o golpe que James estava armando para Victória. Ele a queria presa, para então fazer valer seus direitos de advogado e gestor de seus bens. Eu tenho que reconhecer, o idiota tinha uma corja de corruptos na sua lista de amigos e roubar muito do dinheiro que Victória herdou não seria um trabalho tão difícil pra ele. James só precisava que Victória estivesse fora da jogada, ou seja, que ela fosse presa, e hoje era o dia perfeito para ele conseguir dar seu golpe. Foi conivente com ela em tudo, a ajudou em todas as armações e a apoiou nesse plano louco de aprisionar todos nesse galpão. Chamou alguns de seus amigos corruptos da polícia para pegá-la em flagrante e os capangas que não teriam serventia alguma para ele. James apenas manteria Tyler fora da jogada. Eu era um caso que não fedia e nem cheirava pra ele.
Me certifiquei de infiltrar homens meus dentre os capangas de Victória, e a idiota nem percebeu.
Enquanto ela brincava de circo dos horrores na área principal do galpão, eu me certifiquei de pegar os originais que poderiam destruir a imagem da Swan Spa, destruí os arquivos do seu notebook pessoal, tendo em mente que os arquivos no computador de James e no computador que ficava na casa de sua tia já haviam sido apagados por mim, fiz alguns ajustes no sistema de iluminação local e fiz valer meus conhecimentos básicos em elétrica, jampeado a saída de todas as caixas de junção, e deixando apenas o painel elétrico que ficava localizado na área principal do galpão distribuindo.
Quando tudo estava pronto, Victória mandou me chamar.
Confesso que a situação em que ela me pôs eu não havia previsto. Entretanto, frieza e calma calculada foram coisas que aprendi quando defendia meu país na guerra no oriente médio.
Pela primeira vez, fiz contato visual com Isabella e tenho certeza que ela percebeu que eu nunca poderia traí-la. No fundo, acho que ela sabia, apenas o choque pode ter a deixado um pouco confusa em relação às minha atitudes.
Eu não sabia as barbaridades que Charlie Swan havia feito àquela garota, nunca procurei saber também o que ele fazia naquela época, mas quando descobri, logo no dia em que fiz contato com James, fiquei enojado.
Aquele verme não merecia ser tão respeitado pela filha maravilhosa que teve. Aquele merda não deveria ter podido ter filhos. Homens como ele, que fazem atrocidades como a que ele fez, não mereciam ser chamados sequer de homem.
A vida às vezes pode ser muito injusta. Um cara porco como ele, teve uma esposa linda e amorosa, um filho gentil e divertido, e uma filha inteligente e leal como Isabella. Enquanto eu, o cara que daria tudo pra ter uma família, nasceu fadado a não poder ter filhos.
Nunca tive qualquer tipo de paixão ou amor platônico por Esme Swan, apesar de ela ser a esposa que qualquer homem desejaria ter para lhe receber com um sorriso e um beijo na boca quando chegasse em casa após um dia exaustivo de trabalho, mas era aquela garotinha de cabelos castanhos e olhar determinado, como de uma gatinha selvagem, é que roubou meu coração. Talvez a filha que eu nunca pude ter? Sim, Isabella era uma filha pra mim. Desde as primeiras vezes que tive que fazer sua segurança pessoalmente em outros países, e ela ainda era tímida demais pra conversar, sempre centrada nos estudos, eu era uma espécie de pai coruja com ela, apenas vigiando de longe.
Eu sempre a protegi e daria a minha vida pra salvá-la se preciso fosse. Definitivamente, eu sim fui um pai de verdade pra ela. Não aquele crápula que deixou podres na empresa para que Isabella tivesse que lidar futuramente. Não aquele crápula que praticamente a proibiu de ter uma infância e adolescência normal.
Encarei mais uma vez a menina que sempre havia sido minha filha em meu coração, e que agora, carregava um serzinho dentro dela.
Meus amigos da CIA e FBI já estavam a postos do lado de fora, esperando a ação começar para me darem cobertura.
Engatilhei a arma, apontei para o ventre de Isabella. Segurei a respiração e fiz o que tinha que ser feito.
POV Isabella
Encarei Rodrick profundamente, e em seus olhos e vi algo brilhar, era tanto carinho e amor que eu vi ali, exatamente do mesmo jeito que Carlisle olha pra Alice, sua filha caçula, era o modo que Rodrick me olhava, como se eu fosse algo que ele daria a vida pra proteger. Um jeito de olhar que Charlie, a essa altura eu me recusava a chama-lo de pai, nunca havia me olhado.
Ele segurou a respiração, e numa fração de segundo, desviou a mira para o alto e atirou, fazendo as luzes apagarem e todos gritarem.
Escutei gritos de homens que pareciam estar invadindo o local, e vi brilho de lanternas.
Arfei ao sentir mãos me agarrarem.
– Calma, sou eu. – relaxei ao escutar a voz de Rodrick em meio ao caos.
Ele me puxou e eu apenas o segui em meio à escuridão.
Havia dois caras com lanternas no canto onde ele estava me levando, eu podia ver toda a minha família com eles, e pude respirar aliviada.
Ouvi um alto barulho de tiro e Rodrick me soltou.
Senti alguém me puxar e só então pude escutar o gemido de dor de Rodrick.
– Sua piranha, eu vou te matar. – Arfei ao escutar a voz de Victória. Tentei me debater, mas ela empurrou sua arma contra as minhas costas e eu me controlei. – Eles podem até sair vivos, mas você não vai, sua ordinária.
No lado em que ela me levava estava muito escuro, ela andava rápido e me obrigava a andar rápido também.
Eu podia escutar as vozes e os passos de homens que vinham atrás de nós.
Victória abriu uma porta e nós saímos de dentro do galpão, meus olhos doeram ao me deparar com a iluminação da rua.
– Parem de me seguir ou eu atiro nela. – Victória gritou.
Olhei para os homens de preto que vinham nos seguindo juntamente com um Rodrick segurando o ombro direito que estava sangrando.
Eles pararam, ao comando dela, que estava apontando a arma com força, agora contra a minha cabeça.
Ela me imobilizava pelo pescoço, e eu não teria chance de me mexer e pegar minha arma antes que ela plantasse uma bala em meu cérebro.
– Vem irmãzinha... – ela me puxou, ainda andando de costas, de modo que ficássemos de frente para os homens parados na saída do galpão. – Finalmente vamos fazer algo juntas... – ela riu sombriamente. – Nós vamos morrer juntas. Não é lindo isso, irmãzinha? – ela perguntou sussurrando ao meu ouvido e eu gelei.
Ela continuou me puxando, me dando uma bela gravata para que eu permanecesse imóvel, e sua arma gelada sempre apontada para a minha cabeça.
Entramos numa área cheia de árvores e mato, e saímos da vista dos homens do lado de fora do galpão. Eu tentava pensar num jeito de apenas pegar minha arma e atirar em Victória, sem que ela tivesse chance de me acertar primeiro.
– Não foi assim que eu imaginei. – ela dizia entre arfadas pela velocidade que nós estávamos andando. – Mas eu não sou idiota, sei que aquele idiota não te traiu de verdade. Eu fui estúpida em acreditar nele. Maldito seja. E sei também que se eu te matar, eles vão acabar comigo, ou me matando ou me mandando pra prisão, e se eu te soltar, eu também posso ser morta ou ir pra prisão. Então eu decidi. Eu vou cair, mas vou levar você comigo. – ela apertou o cano da arma contra a minha têmpora. – Vamos morrer juntas!
Eu fiz um esforço pra não responder às suas palavras, e procurava pensar em um jeito de pegar minha arma.
– Perdeu a língua, vadia? – ela apertou um pouco mais meu pescoço, e num esforço maior ainda, eu me mantive quieta.
Chegamos a um ponto onde só a lua cheia no céu era nossa iluminação. Estávamos rodeadas de mato por todos os lados, e o medo corroía minhas estranhas.
– Aposto que você não vai fazer falta, Isabellinha. Em um mês sua mãe e irmão já te esquecerão, e em no máximo dois meses, Edward já vai estar fodendo com outra. – ela provocou.
– Vadia! Eu vou acabar com você. – não resisti mais e gritei.
Ela me jogou no chão e eu bati meu cotovelo em uma pedra.
– Droga. – praguejei com a dor.
Victória apontou a arma pra mim.
Era uma situação muito difícil.
Eu estava caída no chão e Victória estava de pé à minha frente com a arma apontada pra mim.
Será que esse era o fim da linha? Tudo acabaria assim? Eu pagaria pelo erro que meu pai cometeu com ela?
Eu Estava quase desistindo de lutar pela minha vida, quando Victória se aproximou, ficando com as pernas abertas em cima de mim, uma de cada lado das minhas coxas, e ainda de pé, mantinha a arma apontada para mim.
Era agora a minha chance.
– Durma para sempre, querida Isabella. – ela disse com falsa voz doce e engatilhou a arma.
Respirei fundo e rapidamente segurei em seu tornozelo que estava próximo a minha mão direita e puxei. Ela se desequilibrou e disparou para cima, no momento em que caía para trás.
Eu me joguei em cima dela, e ambas seguramos a sua arma, ela tentando aponta-la pra mim e eu tentando não deixa-la apontar em minha direção.
– Sua estúpida! – ela grunhiu entredentes.
Venci no jogo da força e sua arma caiu para o lado. Ela me deu um soco no rosto no momento em que acompanhei a trajetória da arma, e pode se levantar.
Ela correu, se embrenhando entre as árvores e eu rapidamente fui atrás dela.
Agora eu era a caçadora.
Peguei minha desert eagle em minha cintura e corri com todas as minhas forças atrás dela, esperando o melhor ângulo para atirar.
– Serzinho, aguenta as pontas aí, porque a mamãe tem um assunto a resolver. – Falei em meio a minha corrida.
Disparei quando senti que podia atingi-la, mas a vadia era rápida e eu não consegui acertá-la.
– Covarde! – gritei tentando desequilibrar sua mente já perturbada.
– Você não vai vencer! – ela revidou aos gritos e continuou correndo muito.
Atirei e, novamente, não consegui atingi-la.
Chegamos perto de um morro de pedras, Victória tentou subir, mas seu pé escorregou e ela caiu novamente.
Parei em frente a ela, seus olhos arregalados e pela primeira vez, assustados.
Ela se levantou e encostou-se às pedras.
– Você não pode ganhar! – ela afirmou novamente, com ódio.
Eu mantive minha arma apontada pra ela.
– Esse jogo nunca foi meu, Victória. – eu declarei com raiva por ela ter feita uma merda de uma bagunça em minha vida.
– A culpa é sua. Sempre foi sua. Se você não existisse ele poderia me ver como uma filha, e não teria feito aquelas coisas porcas comigo. – ela tremia de raiva. – Tudo que eu queria era só que ele gostasse de mim igual gostava de você. Mas você, sua idiota, roubou o que era pra ser meu.
– Você não está em seu juízo perfeito, Victória. – por um instante eu senti pena dela. Charlie fez tanto mal a ela, enquanto tudo que ela queria era só que ele a amasse como uma filha. – Você pode mudar seu destino, Victória. – por um momento, apenas por um momento, considerei não atirar, e talvez permiti-la sair dessa e ir para um tratamento psicológico.
– Eu não preciso dos seus conselhos estúpidos, piranha! – ela se jogou pra cima de mim, e a única reação que eu tive foi apertar o gatilho. Tratamento psicológico e pena dela é o caramba!
– Ahh... – ela berrou a plenos pulmões e caiu à minha frente, de olhos arregalados, o medo e a incredulidade estampados em seu rosto. – Sua... Sua... – ela levou a mão à barriga. – Vadia... – ela cuspiu sangue.
– Você não vai me fazer mal, e muito menos ao meu filho! – pude ver seu rosto queimar em fúria e atirei novamente, dessa vez no peito.
Seu corpo saltou no chão e ela continuou se retorcendo em dor, gemidos e tosses eram os únicos barulhos que ela fazia agora.
Escutei barulho atrás de mim, e os homens vestidos de preto juntamente com Rodrick que ainda segurava o ombro, chegaram até mim.
– Vem, Isabella. Deixe isso com eles, você não precisa se sujar com isso. – ela me puxou para seus braços e me abraçou com força.
Pude escutar mais dois tiros sendo disparados, e um dos homens dizendo apenas “morta”.
– Desculpe não ter evitado isso. Eu não esperava que ela tivesse outra arma. – ele me apertou forte em seus braços. – Eu sabotei todas as armas dos capangas dela e a que ela usava, mas não imaginava que ela tivesse outra a tiracolo. – ele lamentou.
– Tudo bem, Rodrick. Você fez o que pode. – finalmente o peso da noite caiu em meus ombros e eu chorei. – Eu tive tanto medo.
– Shhh Não chore. Você foi muito corajosa, Isabella. Eu estou muito orgulhoso de você. – ele me deu um beijo paternal na testa.
– Ele foi um monstro, Rodrick. Um monstro. – ele me apertou em seus braços. – E seu ombro, como está? Você ainda está sangrando? – perguntei preocupada que ele estivesse muito machucado.
– Não, foi só de raspão, está tudo bem. – ele me puxou. – Vem, vamos voltar pra onde sua família está. Meus amigos aqui cuidarão de tudo. Não se preocupe que nada disso respingará em você.
Ele continuou me puxando em seus braços e nós caminhamos.
– Tudo acabou, Isabella. James já foi rendido pelos meus amigos do FBI que eu trouxe, as provas já estão comigo e meus amigo da CIA já têm uma história para encobrir tudo isso aqui. – murmurei um “obrigada” e ele assentiu. – Agora você tem a dura missão de avisar a todos que teremos mais um Swan em breve.
– Você acha que está muito novo pra ser vovô? – ele me olhou em claro espanto, e logo seu olhar se tornou cheio de ternura e amor.
– O que posso fazer? Eu não tive a oportunidade de ter “a conversa” com você. – ele deu de ombros com um sorriso enorme estampado em seu rosto.
– Por favor, sem essa de “a conversa”. – eu ri e nós continuamos caminhando.
Apesar de todo o drama vivido nos últimos tempos e principalmente essa noite, agora eu estava bem. O peso havia saído dos meus ombros, e tudo que eu queria era o aconchego dos braços do meu noivo e saber que minha família ainda estaria comigo.
POV Edward
O nervosismo tomava conta de mim.
Todos aqueles instantes de horror ainda estavam vívidos em minha cabeça.
Isabella algemada àquela barra de ferro, assim como eu, Victória batendo nela, Rodrick apontando a arma pra ela, o desespero que eu senti.
E agora, mesmo sabendo que minha família estava bem, eu ainda não conseguia sossegar.
Isabella havia se embrenhado entre as árvores com Victória, e Rodrick e os homens que ele trouxe as seguiram.
Os seguranças estavam a postos, apenas esperando nosso sinal de que queríamos ir embora, mas ninguém sairia daqui antes de saber se Isabella estava bem.
– Calma irmão, vai dar tudo certo. – Alice, que ainda chorava por toda a situação, me abraçou.
– Eu ainda lamento muito que ela tenha conseguido atrair vocês até aqui. – beijei a testa dela.
– Tudo bem, não foi culpa de ninguém. Aquela mulher é desequilibrada. – ela me apertou na cintura.
Pude escutar barulho de passos e meu coração disparou. Eu sabia que era ela. Meu corpo sentia o magnetismo da sua presença antes mesmo de meus olhos a avistarem.
Quando Isabella apareceu abraçada a Rodrick, eu soltei Alice e corri desesperadamente até ela.
– Bella! – gritei enquanto corria e pude ver o sorriso lindo que ela me deu. Ela se desvencilhou dos abraços de Rodrick e veio em minha direção.
Meu coração quase explodiu quando finalmente a tive em meus braços novamente.
A abracei forte e deixei a emoção de tê-la novamente comigo fluir em lágrimas.
– Edward... Desculpe fazer você passar por tudo isso. – ela pediu com a voz chorosa.
– Não foi culpa sua, meu amor. Está tudo bem. – enterrei meu rosto na curva do seu pescoço.
– Sim, agora está tudo bem. Rodrick cuidou de tudo. Infelizmente, nossa família teve que presenciar isso tudo, mas agora, finalmente, estamos livres dela. – afastei um pouco meu rosto de seu pescoço para poder ficar cara a cara com ela.
– Eu te amo demais, Bella. – segurei seu rosto com minhas duas mãos e beijei seus lábios com força. Minha língua buscou ávida pela dela e gemi em prazer quando elas se encontraram. Encerramos o beijo e permanecemos com as testas coladas. – Eu te amo mais que do eu podia imaginar.
– Eu também amo você. – ela declarou emocionada. – Vamos pra casa meu amor, temos muito para conversar.
Nossa família chegou até nós e todos a abraçaram, finalmente entendendo todo seu comportamento nos últimos tempos.
Sim, nós tínhamos muito a conversar.
Mas agora estava tudo bem, e estaríamos todos juntos novamente.
[...]
Após todos chegarmos em casa, decidimos que tudo estava já meio que explicado, e que poderíamos apenas tomar banho e descansar, pois já se passavam das quatro da manhã e todos estávamos exaustos. A conversa poderia ficar pra depois.
Bella e eu fomos para o quarto e tomamos banho juntos, sem qualquer conotação sexual, apenas nos limpamos e nos secamos.
Deitamos ainda nus e nos abraçamos.
– Quando eu acordar eu resolvo tudo. Rodrick também merece descansar. – ela se aninhou em meus braços. – Se eu não estivesse tão cansada, eu te atacaria. – ela piscou safada e eu sorri.
– Pode ter certeza que pra mim foi muito difícil tomar banho com você e não tocá-la. – deslizei minhas mãos pelo seu corpo, e segurei seus seios. – Você está tão gostosa, Bella. Meu Deus, acho que a saudade acabou comigo, porque eu lembrava deles um pouco menores. – eu franzi o cenho. Estavam mais inchadinhos os seios dela, não estavam?
– Bem, isso era algo que eu queria conversar também. – ela se ajeitou e ficou com o rosto de frente para o meu. – Como eu posso te falar isso? – ela pareceu pensar por um instante. – Bem, vou ser direta. Eu estou grávida.
O tempo parou.
Minha mente congelou.
Grávida.
Grávida.
Grávida.
Grávida.
A palavra finalmente fez sentido em meu cérebro e a alegria transbordou em forma de lágrimas.
Segurei seu rosto e ela também estava emocionada.
– Grávida, meu amor? Vamos ter um filho? – ela mordeu o lábio inferior e assentiu.
Puxei seu rosto para mim e a beijei com todo o amor que eu tenho dentro do meu peito.
Nós teríamos um filho!
A mulher que eu amo com loucura me daria um filho.
Nos separamos ainda arfantes pela intensidade do beijo, e sorrimos bobos um para o outro.
– Meu Deus, você passou por tudo isso estando grávida. – ela bicou meus lábios.
– Esse serzinho dentro de mim me deu mais forças pra enfrentar tudo isso. – ela segurou minha mão e levou até sua barriga ainda lisa. – Diz “oi” pro papai. – chorei mais forte ao ganhar o título de “papai”.
Afastei o lençol e ajeitei meu corpo de modo a ficar com o rosto de frente para seu ventre.
– Oi meu bebezinho. – beijei a barriga de Bella. – Papai já te ama muito, sabia? Acabei de saber que você está chegando e já tenho o coração cheio de amor por você. – beijei novamente a barriga dela e olhei para seu rosto. – Obrigado por transformar a minha vida. Com você eu sofri, amei, tive que lutar pelo seu amor, quase morri num acidente, entretanto, eu nunca me senti tão vivo e feliz como eu me senti nesses meses ao seu lado. Você ainda está disposta a se casar comigo?
– Eu nunca tirei nossa aliança. É claro que eu vou me casar com você. – ela me puxou para cima e me beijou. – Está achando que vai me engravidar e depois fugir? – ela perguntou brincalhona.
– Eu nunca fugiria da felicidade, minha Bella. – nos beijamos novamente e contrariando o cansaço, nós fizemos amor, calmo e lento.
Nós havíamos vencido tudo de ruim que nos aconteceu e finalmente poderíamos seguir nossas vidas do jeito que planejamos.


E então, gostaram? Espero que sim. Escrevi hoje esse capítulo que já estava em minha mente há muito tempo, mas a faculdade entrou em período de testes, os que são online me tomaram as noites durante a semana e o sabado e domingo até agora a pouco. Culpa minha que muitas vezes deixei de estudar pra escrever rsrs...
Bem, vamos lá, últimos emoções de Indianápolis, bem, agora a loucura de Victória acabou, James foi pego pelos caras do FBI que Rodrick chamou. E bem, vamos ver nós próximos caps como a vida irá se ajeitar.
Beijos e obrigada por todos os comentários...

2 comments :

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  2. Ameeii!! Mas que agonia ler esses ultimos capitulos!! Haha a fic é mto linda parabens!!

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