INDIANÁPOLIS - CAPITULO 44

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance





Despedida de solteira
POV Isabella
Terminei de analisar os custos da nova fábrica que já está com o projeto em andamento. Abriremos uma fábrica nova no Brasil. Já temos uma em São Paulo, outra em Campo Grande, Resende, Pelotas e agora iremos abrir em Camaçari, no Estado da Bahia. Eu não conhecia o local ainda, mas pelas fotos e vídeos, me parece uma cidade bonita e o terreno em que a fábrica será construída é ótimo.
Quem sabe eu não faria uma visita pra acompanhar o andamento das obras, e de quebra leve meu lindo noivo que ama o mar?
Enviei um e-mail para Alice, afirmando que o relatório foi aprovado por mim e que eu não tinha nenhum comentário a acrescentar.
Alice era novamente a minha assistente, e muito competente por sinal. E bem, ela aguentava firme meus dias de estresse. Já era um bom ponto para ela.
Minha porta se abriu sem ninguém ter sido avisado. Eu já sabia quem era. A única pessoa petulante para entrar sem avisar e nem dar tempo de Alice ligar para saber se eu estou disponível. No entanto, já eram quase cinco e meia da tarde, eu não ficaria tão brava hoje com a invasão. Mas eu ainda a demitiria, talvez pela milionésima vez.
– Isabella, eu não acredito que você está trabalhando hoje. Tive reuniões o dia todo e não parei no escritório, mas agora pouco eu soube que você estava trabalhando normalmente e tive que vir aqui. – Rose despejou de vez.
– Vou tentar não levar em consideração sua falta de respeito para com a dona dessa empresa. – eu cliquei no botão para desligar o meu computador. – E sobre eu estar trabalhando, bem, alguém tem que trabalhar. Hoje é sexta feira, porque diabos eu não trabalharia normalmente? Pelo que eu saiba, folgas são aos sábados e domingos, e olha que por muitas vezes eu trabalho nesses dias. – respondi tranquila.
– Por que você não trabalharia normalmente? – ela perguntou incrédula, com dois tons acima de sua voz normal, e isso me irritou. Passei a mão em minha barriga já proeminente e me acalmei. – Bem, seria porque amanhã é seu casamento e você deveria estar nervosa, gritando com todos, cobrando prazos de tudo sobre a festa e enlouquecendo com cada erro do buffet.
– Eu posso ficar nervosa no trabalho e gritar com todos, aqui eu posso cobrar prazos e com certeza eu enlouqueço com cada erro. – dei de ombros. – Agora, sobre o casamento, eu não estou nervosa. Será apenas uma cerimônia para oficializar o que já vivemos. Edward vive comigo, colocou um serzinho em minha barriga e me ama. Já somos casados tecnicamente. Amanhã é só algo para tornar oficial. Algo muito especial para nós dois, entretanto, nada pode dar errado ao ponto de me deixar nervosa. Eu acredito que não existe perigo do noivo desistir ou alguém da família intervir no momento de falar ou se calar para sempre, então, eu não devo ficar nervosa, nem faz bem pro meu serzinho. – expliquei acariciando mina barriga.
– É, talvez você tenha razão, mas em seu lugar, eu estaria pirando. – ela se sentou na cadeira em frente a minha mesa. – Está feliz?
Acariciei novamente minha barriga de quatro meses, uau quatro meses! E sorri brilhantemente.
– Estou feliz de um jeito que eu nunca imaginei que era possível. – respondi sinceramente.
– Minha amiga, é tão bom te ver assim, tão leve e feliz. Aliás, graças a Deus, os bons tempos chegaram. Nada de ameaças e nem de ruivas loucas querendo se vingar de você. – ela suspirou teatralmente. – Mas mudando totalmente de assunto, você está pronta pra sua despedida de solteira?
– Edward reclamou uma vida por isso, mas eu prometi que não haveria nada demais além de bebidas e música alta. Bem, bebidas alcóolicas pra vocês, e suco pra mim. – revirei os olhos. – Quando fico estressada, não sabe a falta que sinto de tomar uma dose dupla do meu uísque preferido.
– Te entendo. – ela assentiu solidária. – Então, vamos pro meu apartamento? Decidi fazer a despedida lá já que os meninos vão sair hoje de qualquer forma para a despedida de Edward.
– Nem me fale nessa despedida de solteiro dele. Se eu ficar sabendo que teve mulher, arranco as bolas dele com alicate de unha. – grunhi só de pensar na possibilidade.
– Você não faria isso. Você arrancaria a cabeça dele, mas não arrancaria nada das partes íntimas do seu bofe.
– Realmente, eu não arrancaria. – concordei, porque essa era a verdade.
[...]
Horas depois, eu estava no apartamento de Rosálie, cercada por minha mãe, Alice, a secretária de Rosálie que eu descobri se chamar Marta, Angela, Camie e Christie, as três últimas amigas de Rosálie que eu até admito que elas eram pessoas legais.
– Menina, aí quando eu tentei dar uma de mulher fatal com ele, eu fui levar meu copo de forma sexy à minha boca, mas acabei me engasgando com a minha bebida. O bar todo estava me olhando e eu morrendo de tanto tossir. – Todas nós gargalhamos de mais uma história louca de Rosálie. Ela nos contava sobre o início de seu relacionamento com Emmett.
– Eu queria ter visto essa cena. – minha mãe, que já havia ingerido uma certa quantidade de álcool, comentou alegrinha demais. – Agora, a minha querida Isabella nunca me contou como ela e Edward começaram. Eu daria meu dedo mindinho pra saber essa história.
– Isso, eu também quero saber. Conta vai, chefinha. – Rosálie quando bebia se tornava uma chata insistente. Bufei diante de todos os olhares curiosos.
– Ok, ele foi contratado como meu novo motorista. – elas reviraram os olhos. – Bem, isso vocês sabem. E eu fui reparando como ele era legal, divertido e a gente conversava. Era legal conversar com ele. – bebi um pouco mais do meu suco e vi os olhos ansiosos por mais quase me perfurando. – Eu o levei como companhia a um jantar de negócios e ele não sabia nem com qual talher comer, e isso, sei lá, me chamou a atenção. Ele me deu o terno dele porque eu estava com frio. Então nós passamos a conversar bastante. Ele me dizia sobre suas histórias de sua infância humilde, e em meio a uma conversa, ele me confidenciou que nunca havia visto o mar.
– Edward até agora, é o único da nossa família que já viu o mar. – Alice comentou de forma humilde com um leve rubor.
– Então houve a viagem para Santo Domingo. – Rosálie me olhou de forma acusatória. – Ok, talvez eu tenha me empenhado em fazer uma viagem para Santo Domingo e o levei comigo. Nós passamos boas horas conversando mais, e quando ele entrou no mar, enfim o conheceu, ele sorria de um jeito tão verdadeiro que eu meio que fiquei encantada. – um coro de “own’s” dominou o ambiente por cima da música. – Eu acabei entrando no mar junto com ele e nos beijamos, foi inevitável. Eu fugi para o meu quarto e passei horas pensando sobre isso. Quando ele bateu no meu quarto a noite, eu tentei dispensar ele, porém, ele me agarrou e me jogou no sofá e... – Um grito estridente de Rosálie freou meus pensamentos.
– Sua vadia! Você deu pra ele no primeiro dia. – todas riram, inclusive minha mãe.
– Tecnicamente, não foi no primeiro dia já que nós já nos conhecíamos há duas semanas. – me defendi inutilmente. – Rosálie, me respeite, minha mãe está presente.
– Ok, como se eu não soubesse como essa criança foi parar dentro da sua barriga. – minha mãe debochou. – Mas isso é feitiço da família Cullen. Eu e Carl, no dia do primeiro beijo já aconteceu tudo. Não tem como resistir ao charme deles. – Arregalei os olhos. Minha mãe transou com Carlisle no primeiro dia em que ficaram de verdade? Céus, isso não era uma cena boa de se imaginar.
– Ah o tio Carl tem jeito de dar muito no coro ainda. – Rose comentou, fazendo todas rirem.
– Gente, por favor, vocês estão falando do meu pai. – Alice se manifestou.
– Um coroa com disposição, que mulher não gostaria? – Marta comentou de forma espirituosa.
Por um instante, minha mente vagou para o inicio da noite, quando ela disse ser divorciada, o único filho vivia em Nova York, estava na faculdade. Marta era bonita, será que combinaria com Rodrick? Bem, não é querendo ser a casamenteira, mas ele precisava de uma namorada, não é mesmo?
A empregada de Rosálie, que ficou trabalhando até mais tarde essa noite, cuidando dos petiscos e bebidas, veio até nós pra avisar que eles já haviam chegado.
Quem diabos eram eles?
– Rosálie... – ela me sorriu falsamente inocente.
– É só uma brincadeirinha, nada demais Bella. Só vamos olhar, não vamos tocar. – ela piscou e arrastou a mesinha de centro da sala. Ela deu um comando para a empregada e veio se sentar conosco novamente.
A empregada voltou, colocou um cd no aparelho de som, e logo uma música sensual e eletrizante começou a tocar. Bem, eu só iria olhar não é mesmo? Eu não iria tocar. Até mesmo porque, nenhum homem seria melhor que meu motorista idiota. Meu lindo e amado motorista idiota que arrematou meu coração.
Quatro homens altos, com máscaras e fantasias entraram na sala dançando e rebolando masculamente.
– Uhuuuuull – as meninas gritaram.
O bombeiro era muito forte e não sei não, me parecia um pouco familiar. O Capitão América era meio sem jeito, mas ok, Alice parecia estar gostando. O médico era realmente bom, mas não se movimentava tanto, e o policial, óh céus, esse policial era um candidato forte. Deus sabe o quanto eu amo meu noivo, mas era um belo pedaço de homem aquele ali dançando com roupa de policial. Ele estava de óculos estilo aviador, quepe e farda preta, mas mesmo coberto, era notável que era um belo pedaço de homem.
Tudo bem, eu só estou olhando, não tem nada demais.
E esse cara até me lembra Edward.
Eu mataria meu noivo se ele estivesse em alguma boate olhando para uma dançarina que o fizesse se lembrar de mim. Dançarina uma porra! Ele tinha que olhar pra mim e só pra mim!
– Sei não, mas esse médico me parece familiar. – Minha mãe comentou chegando seu rosto perto do meu para que pudesse falar perto do meu ouvido. – Talvez seja o álcool que eu ingeri, não sei.
Num ponto alto da música, os quatro rasgaram a parte de cima das fantasias, já próprias para serem tiradas de uma forma brusca. Ok, isso era sexy.
Não sei não, mas aquele Capitão América e o Bombeiro me pareciam familiares, e céus, o policial me lembrava muito o meu noivo.
Meus olhos se arregalaram quando o policial, empolgado na dança, virou-se de costas, e pelo fato de estar sem camisa, eu pude ver sua enorme tatuagem nas costas. Era uma bela tatuagem escrita Isabella em letras bonitas.
Nossa, ele realmente era parecido com meu noivo, a não ser pelo fato de que ele era o meu noivo invadindo a minha festa com meu irmão, meu sogro e meu cunhado. Agora eu sabia por que eu conhecia o bombeiro e o Capitão América de algum lugar.
– Parem com a palhaçada agora! – eu me levantei e caminhei até eles. Segurei os ombros de Edward e o virei de frente pra mim, tirei seus óculos e ele sorriu amarelo. – Explique-se.
O som parou de repente.
Rosálie, minha mãe e Alice no segundo seguinte estavam ao meu lado, cada uma olhando para seus parceiros encrencados. Marta e as outras meninas apenas observavam sem saber o que fazer.
– Ok gente, acho que entendi. A festa acabou. – Marta se levantou e as outras meninas a seguiram. – Tenham uma boa noite e nos vemos amanhã no casamento. – Ela se despediu rapidamente e saiu sendo seguida pelas outras três.
– Muito bem, senhor Carlisle Cullen, que papelão é esse? – Minha mãe falou duro com Carlisle, e foi até quase engraçado.
– Amor, a ideia foi do Edward. – ele apontou para meu noivo. O homem daquele tamanho e tão sério se borrava de medo da minha mãe. Ok, os homens Cullen eram realmente bem parecidos em muitos quesitos.
– Obrigado, pai. Muito leal o senhor. – Edward resmungou.
Acariciei minha barriga de quatro meses que abrigava meu serzinho que ainda não nos permitiu ver o seu sexo, e respirei fundo.
– Edward, o que é isso tudo? – perguntei mais calma.
– Poxa Bella, quando Emmett descobriu que Rosálie queria contratar um grupo de dançarinos para essa reunião de vocês, ele nos contatou e nós planejamos isso. Emmett deu um jeito de falar com Marta para que ela passasse um número para Rose e Garret, nosso amigo, atendeu a ligação fingindo ser o administrador do grupo e enfim, o resto você já sabe. – ela abaixou a cabeça parecendo frustrado.
– Quer dizer que Marta sabia? – Rose perguntou e Emmett assentiu.
– Foi nojento ver meu pai dançando, mas foi quente ver meu namorado fazendo um número sexy pra mim. – Alice comentou e todas nós sorrimos.
– É, foi quente. E eu sabia que esse policial estava muito familiar pro meu gosto. – Edward sorriu e me abraçou. – Vai ter que guardar essa fantasia para nossas noites de oficialmente casados. – eu disse ao pé do seu ouvido o senti tremer.
– Eu tenho um par de algemar se você quiser incrementar a coisa toda, e minha arma nesse momento está com o cano muito duro. – ela mordiscou o lóbulo da minha orelha esquerda e eu ofeguei.
– Ok, não se peguem no meu apartamento. Vão embora, e Isabella, acorde cedo amanhã porque você tem um dia de noiva para cumprir. – Rosálie abraçou Emmett. – Me deixem com o meu estraga festas aqui que eu tenho uma lição ou duas para aplicar a ele. – todos reviraram os olhos e nos despedimos do casal grude total que eram Rosálie e Emmett.
Ok, eu não podia falar muito, Edward e eu éramos meio que uma coisa só quando estávamos juntos. Sempre nos abraçando, nos olhando, nos beijando, nos tocando, sempre e sempre em contato um com o outro.
Cada um voltou em seu carro, e assim que Edward e eu chegamos à mansão, tomamos um gostoso banho juntos, banhado a carícias e dedinhos tateando minhas partes sensíveis, e depois nos amamos antes de dormir. Não podíamos exagerar. Amanhã seria o dia da nossa oficialização, e apesar de eu já me sentir casada com ele, eu queria ter essa cerimônia e receber as bênçãos de Deus sobre nossa união.


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