INDIANÁPOLIS - CAPITULO 45

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance






Plenitude
POV Isabella
– Confessa, você está nervosa. – Rodrick me provocou.
– Por que eu estaria nervosa? Eu só tenho que atravessar esse jardim de braços dados com você e encontrar meu futuro esposo no altar. Simples assim. – dei de ombros e tentei disfarçar meu nervosismo. Por que eu estava nervosa, afinal? Era só uma cerimônia.
E esses saltos machucando meus pés? Eu estava louca para tirá-los e ficar descalça. Ótimo, agora a gravidez me deixou sem senso de moda. Sempre fui uma mulher de saltos altos, agora, não estou confiante em me equilibrar em cima de um salto médio.
– Não sei não, você me parece nervosa. – Rodrick zombou com um sorrisinho idiota.
– Isabella Swan não se sente nervosa nunca. Sou presidente de uma das maiores fábricas de pneus do mundo. – declarei altiva. – E não se faça de engraçadinho ou eu te deserdo do cargo de meu acompanhante até o altar.
– E quem você chamaria? Seu querido titio maricas? – essa nova intimidade com Rodrick às vezes me dava nos nervos.
– Nem pense em Aro. Deixe ele curtindo sua aposentadoria precoce. Eu já acho um absurdo ele estar com uma vida tranqüila agora, depois de me atormentar tanto na empresa. – Rodrick riu. – A única coisa boa disso é que ele foi absolvido após o julgamento e a apresentação das provas. Pelo menos, não tenho meu nome ligado a um presidiário.
– Uma sobrinha tão querida. – ele zombou.
Dei de ombros e passei a mão em meu ventre já um pouco volumoso.
– Eu sei que eu não tenho que ligar pra opinião de ninguém, mas essa coisa de casar grávida é meio estranho, não acha? Quer dizer, eu vou estar entrando de branco, o que seria pra ser uma imagem de pureza, quando na verdade, estou ostentando uma barriga que declara por si só o quão não pura eu sou. – Rodrick fez uma careta. – Não faça essa cara, você sabe muito bem como esse serzinho veio parar aqui dentro. – eu o provoquei.
– Pelo menos isso prova que você não é lésbica. – revirei os olhos.
A grande reportagem que Victória lançou com Edward em uma foto com a vizinha loira maluca e afirmando que eu era lésbica gerou frutos negativos à revista. É óbvio que com a minha influência eu consegui vencer judicialmente, receber uma indenização que não me fez mais rica, entretanto, era apenas pelo gosto de vencer, e ter uma grande nota esclarecedora na edição seguinte teve um gostinho bom pra mim também. Claro que a atenção negativa que isso obteve me deixou estressada, contudo, após o esclarecimento e o pedido de desculpas formal da revista, todos deixaram de dar credibilidade a essa notícia ridícula. Bom, pelo menos no meu trabalho isso não me afetou. Talvez o esclarecimento da foto de Edward com outra mulher não tenha colado tanto, o que a revista foi abrigada a lançar era que ele esteve em um almoço com uma velha amiga, mas nós sabemos que a indústria da fofoca não gosta de relações de amizades, pra eles, é muito mais interessante uma traição, um triângulo amoroso ou algum escândalo do tipo.
O contrato de Edward com a Rocket terminaria no próximo mês, e nós decidimos, juntos, que ele não correria mais. Infelizmente, minhas atitudes o prejudicaram com os grandes empresários da Nascar. Apesar de todo seu talento, ninguém gostaria de ter um piloto com vaga comprada em sua equipe, e isso não foi possível provar o contrário, já que a piranha da Victória apresentou provas inegáveis.
Como Emmett também se desligou da oficina em que trabalhavam, os dois decidiram abrir a própria oficina deles. Eu não fui muito à favor de ter meu futuro marido como dono de uma oficina, mas a nova Isabella aprendeu que em certos momentos temos que passar por cima de certas coisas para ver a pessoa que amamos feliz. Depois de muito diálogo, eu até gostei da idéia. Edward entraria com o capital e Emmett com a mão de obra, entretanto, eu sabia que Edward não ia agüentar ficar sem por a mão na massa. E a idéia de montar uma oficina para personalizar carros era até divertida no fim das contas.
– Pronta? – Rodrick me tirou de meus pensamentos.
– Pronta pra quê? – perguntei distraída.
– Como pra quê? Para caminhar comigo até o altar, oras.
– Ah isso, sim, estou pronta. – agarrei seu braço totalmente nervosa. Por que eu estava assim? Era só uma caminhada de no máximo dez metros em cima de um salto médio, com todos olhando pra mim e com o homem que eu amo me esperando pra dizer sim para ele.
– Fique calma, Isabella. – Rodrick beijou meu templo de forma carinhosa. – Eu estou aqui com você. – eu assenti nervosa.
– Só não me deixe cair, Rodrick. – pedi enquanto respirava fundo. – Ou eu te demito. – ele riu.
– Aí está minha garota durona.
Saímos de dentro da grande tenda montada no meio do jardim, dei dois passos e fizemos a curva de 90° que permitiu a todos que me vissem. Meus olhos, mesmo de longe, se encontraram com os de Edward.
Ali, naquele momento, eu sabia que por mais que minha vida tivesse sido diferente de todas as outras pessoas, tudo valeu a pena, porque o caminho que eu segui me fez encontrar Edward.
POV Edward
Quando vi minha “anja” aparecer na outra ponta do grande tapete vermelho, meu coração disparou. Ver sua barriguinha linda dando um relevo no vestido com rendas e de caimento perfeito em seu corpo de sereia, fez meu coração inchar de tanto orgulho. Ela estava carregando meu filho, e caminhando pra ser minha para sempre.
Assim que chegaram perto de mim, fui de encontro a eles, cumprimentei Rodrick e enfim, eu estava de frente pra ela.
Beijei carinhosamente sua testa e seu sorriso me fazia estourar de emoção. Ela estava feliz. Não era um feliz qualquer, ela estava muito feliz, e emocionada. Seus olhos brilhavam com lágrimas contidas e eu via tanto amor neles que minhas próprias lágrimas se represaram em meus olhos.
– Linda. – foi a única coisa que consegui sussurrar pra ela.
Bella agarrou meu braço e nós demos três passos até pararmos diante do reverendo.
A macha nupcial cessou e eu pude escutar o barulho dos convidados se sentando atrás de nós.
– Senhoras e Senhores, estamos reunidos aqui... – o reverendo começou, mas eu me perdi ali.
Eu não escutava mais nada além de frases de Isabella ao longo desse nosso caminho percorrido. Desde o início, quando ela ainda se negava a admitir seu sentimento por mim. Tudo isso vinha à minha cabeça nesse momento.
A primeira vez que a vi...
– Qual o seu nome? – a pergunta demorou alguns segundos para ser processada em meu cérebro.
– É Ed- Edward Cullen, Srta. Swan. – consegui dizer gaguejando apenas uma vez.
– Muito bem, Edward. Já sei quem você é, agora você pode sair da minha sala. Espero que tenha guardado bem as informações que Jéssica lhe passou, pois não suporto erros. – disse me olhando de forma incisiva e após isso, virou-se para o seu computador e voltou a digitar.
Quando eu fui verificá-la em seu escritório por já passar do horário e ela me chamou pra jantar com ela...
– De-desculpe Srta. Swan. Mas a senhorita não avisou sobre o horário e eu fiquei preocupado que alguma coisa pudesse ter acontecido e resolvi vir ver. – ela me encarava com aquele ar de superioridade ainda. – Ér... Me desculpe, vou voltar para o estacionamento.
Virei e antes que eu desse o terceiro passo, ela me chamou.
– Edward? – virei em meus calcanhares e a encarei ansioso. Ela deu mais um gole em seu uísque, e pelo leve rubor em sua face, julguei não ser o primeiro copo que ela bebia, e deu um meio sorriso em minha direção. – Eu tenho um jantar para ir em quinze minutos... E você irá me acompanhar.
Quando ela me chamou para a viagem a Santo Domingo...
– Bem... Ér... Seria mais fácil pra senhorita também contratar um motorista de lá, que conheça a cidade.... Eu tenho receio de não executar meu trabalho com eficiência.... – me enrolei um pouco, mas consegui falar. Ela demorou alguns segundos para responder.
– Você me disse na sexta-feira que nunca viu o mar...
Nosso primeiro beijo na praia paradisíaca do hotel em Santo Domingo...
Num impulso de coragem, segurei em seu queixo e a fiz me olhar. O brilho dos seus olhos denunciou a excitação que ela também estava sentindo.
Desci meu olhar pra sua boca levemente aberta, e o magnetismo me atraiu sem que eu pudesse lutar.
– Isabella... – sussurrei seu nome um segundo antes de tomar sua boca.
Nossa primeira vez na sua suíte em Santo Domingo...
Entrei em seu corpo ainda com certa dificuldade, mas ao conseguir penetrá-la totalmente, me senti no céu.
Fiquei parado por um instante, tentando não gozar.
– Você é apertada demais. – grunhi controlando meu prazer.
Ela fechou os olhos.
– Me olhe, Isabella. – ela me obedeceu. – Agora você já é minha. – sussurrei em seus lábios e a beijei com paixão enquanto saia quase totalmente de seu corpo e voltava com uma estocada forte e dura.
Quando ela me magoou na manhã seguinte após termos passado a noite fazendo amor...
– Edward, o que você esperava? – ela sorriu com escárnio. – Esperava que ficássemos noivos depois disso? Que nos casássemos e tivéssemos cinco filhinhos loiros de olhos azuis? – senti a ardência das lágrimas em meus olhos, mas me obriguei a não derramá-las.
– Eu não esperava isso. Não precisa falar dessa forma comigo. – disse ressentido. – Mas eu esperava ter significado algo pra você. Droga Isabella, eu te fiz mulher essa noite. – a cortei quando ela ameaçou falar algo. – E não venha me dizer que é mentira, pois sei que você teve outro antes, mas esse outro não te deu prazer, provavelmente até te machucou. Eu, está me escutando? Eu te fiz mulher! Você tremeu em meus braços, gemeu meu nome. – me abaixei em sua frente, tomando seu rosto em minhas mãos. – Você chorou ontem quando fizemos amor. Será que isso não significou nada? Céus Isabella, você chorou de prazer. Você se entregou pra mim. Por que você está fazendo isso agora? – por um instante percebi um brilho de dor em seus olhos, mas eles logo ficaram gélidos, assim como sua face.
Quando ela decidiu ficar comigo...
– O que nós temos? – antes que ela desviasse o olhar, eu segurei em seu queixo e a obriguei a me encarar. – Eu preciso saber. Não quero mais discutir ou me desentender com você. Apenas quero saber o que nós temos.
– Nada. – tomei uma profunda respiração me afastando dela, quando ela me disse isso. – Não, não foi isso que eu quis dizer. Eu disse nada, no sentido de que não estamos namorando. Quer dizer, eu não posso namorar. Eu sou muito ocupada, você sabe disso, eu não posso desviar o foco da minha atenção, que no momento tem que ser toda da minha empresa. Mas nós temos alguma coisa, eu só não sei o que é. Eu quero você comigo, isso é a única coisa que eu posso te dizer. – ela falou tudo num fôlego só, atropelando um pouco as palavras. Eu sorri e alisei seu rosto com carinho.
– Você me querer, por enquanto, é o que me basta. – beijei seus lábios novamente.
Sua primeira cena de ciúmes...
Entrei e fechei a porta, ela estava encostada à sua mesa, os braços cruzados e a expressão assassina em seus olhos.
– Você não sabe como você está linda. – disse enquanto chegava perto dela.
Isabella pôs uma mão em meu peito, me impedindo de chegar mais perto.
– Quantas vezes vou ter que dizer que não o quero de conversa com Jéssica? – eu tentei evitar o sorriso idiota que queria aparecer em meus lábios. Ela estava morrendo de ciúmes.
Quando atravessou o oceano para vir me ver em meu aniversário...
– Obrigado por vir me ver. – eu disse sincero e pude ver seus olhos brilharem.
– Você ficaria triste se eu não viesse. – ela comentou com fala arrastada. Sinal de cansaço.
– Eu ficaria muito triste. – concordei.
– Feliz aniversário.
Quando ela aceitou dar o segundo passo e ser minha namorada...
– Tenho medo de não dar certo. – beijei sua testa.
– Vai dar certo sim. – garanti. – Posso te chamar de namorada? – ela mordeu o lábio, hesitante.
– Sim... Namorado. – ela respondeu sorrindo.
Sorri como um bobo. Meu coração chutava rudemente meu peito. A abracei tão apertado, que tive medo de quebrar algum osso seu.
– Eu tô muito feliz. – eu disse enquanto distribuía beijos por todo seu rosto. Ela ria.
– Eu também estou. Muito feliz. – ela confessou.
O dia em que ela ficou bêbada pela primeira vez e disse que achava que me amava...
– Edward... Você é tão bonito. – eu sorri do seu jeito trôpego. – Eu quero trancar você nesse quarto e não deixar você escapar nunca mais. – ela soluçou e sorriu. – Meu pai vai brigar comigo... – ela fez um bico e eu prestei mais atenção ao que ela falava. - ... Maaaaaaas... Eu acho que amo você. – paralisei com o que ela disse. Meu coração disparou e eu tive medo de sofrer um ataque cardíaco de tanta emoção.
No seu aniversário, quando eu lhe mostrei que havia tatuado seu nome em minhas costas...
– Você está com a mente muito suja, minha futura esposa. Fique quietinha e apenas observe. – pisquei e continuei abrindo minha camisa.
Quando terminei todos os botões, eu tirei a camisa por completo e ela olhava com desejo para o meu corpo. Sorri com o ego inflado.
Lentamente, eu virei de costas pra ela e pude escutá-la ofegar.
– E então, patroa linda, gostou?
Quando, após meu acidente, ela disse que me amava...
– Eu queria te falar uma coisa... Eu já te disse, mas acho que você não escutou. – ela respirou fundo e parecia estar nervosa. – No começo do nosso relacionamento eu não estava muito aberta a sentimentos... E-eu achava que era só química, desejo... Sei lá. Entretanto, você sempre foi um homem carinhoso, atencioso e muito amoroso comigo. – ela tomou outra respiração profunda. – Com você eu senti desejo, tesão, prazer, ciúmes, insegurança, alegria, liberdade, agonia, felicidade... Com você eu me senti finalmente viva. E então, eu sabia que sentia algo mais que essa obsessão de querer você ao meu lado o tempo todo, só não conseguia admitir o que era. – acariciei seu rosto, limpando outra lágrima que descia em sua bochecha e sorri encorajador. Meu peito já se inflava por suas palavras. – Com você eu aprendi a dar valor às coisas certas... Ganhei uma nova família e consegui me reaproximar da minha mãe e do meu irmão. Com você eu finalmente entendi o que era ser feliz. – ela mordeu os lábios, parecendo estar nervosa e depois me deu um sorriso emocionado. – O que eu estou tentando dizer e estou me enrolando toda pra isso, é que... Primeiramente obrigada por ser tudo pra mim, o homem que qualquer mulher desejaria ao seu lado e eu te tenho só pra mim. – sorri com sua pontada de possessão. Deus, como eu amava essa mulher do jeito que era: possessiva, orgulhosa, teimosa... – Edward... Meu noivo, meu amigo, meu porto seguro... – ela subiu um pouco mais seu corpo por cima do meu, e eu tive que lutar contra a careta de dor que eu queria fazer por sentir uma pontada nas costas. Eu não estragaria esse momento deixando-a preocupada. Nossos rostos ficaram quase colados. Olhos nos olhos. Eu sentia em meu peito as batidas do coração dela. – Enfim eu admiti pra mim mesma... Eu amo você... Amo demais... Amo de um jeito que não sei explicar... Isso é além do que eu posso compreender... Eu só sei que você é tudo pra mim, é o ar que eu respiro, e imaginar uma vida sem você é como imaginar o mundo sem o sol. Frio, vazio, escuro e impossível de viver. Eu te amo, meu motorista idiota. – ela sorriu tímida e eu puxei seu rosto com força para o meu.
Quando nos separamos...
– P-por quê? – ela negou. – T-tudo bem... – respirei fundo. – Você pomete q-que volta pa mim? – mais lágrimas escaparam de seus olhos e ela negou. Eu tentei controlar meu choro. – Eu ão entendo.
– Não tente entender, apenas faça o que estou te pedindo. Todos vão sair dessa casa, e eu preciso que você também saia e esteja com raiva de mim. – ela beijou carinhosamente minha testa. – Rosálie estará para você. E lembre-se: Para qualquer pessoa, inclusive nossa família, nós terminamos e você está com ódio de mim, ok?
Assenti e a abracei apertado novamente.
– Eu te a-amo... – enfiei meu rosto na curva de seu pescoço.
– Eu te amo também, meu motorista idiota. – ela brincou em meio ao choro.
Ela tocou minhas costas por cima da camisa, no local onde fiz a tatuagem.
– Eu sempre estarei com você, te protegendo de tudo, pode ter certeza.
Aquela noite de terror que Victória nos fez passar...
– Bella! – gritei enquanto corria e pude ver o sorriso lindo que ela me deu. Ela se desvencilhou dos abraços de Rodrick e veio em minha direção.
Meu coração quase explodiu quando finalmente a tive em meus braços novamente.
A abracei forte e deixei a emoção de tê-la novamente comigo fluir em lágrimas.
– Edward... Desculpe fazer você passar por tudo isso. – ela pediu com a voz chorosa.
– Não foi culpa sua, meu amor. Está tudo bem. – enterrei meu rosto na curva do seu pescoço.
– Sim, agora está tudo bem. Rodrick cuidou de tudo. Infelizmente, nossa família teve que presenciar isso tudo, mas agora, finalmente, estamos livres dela. – afastei um pouco meu rosto de seu pescoço para poder ficar cara a cara com ela.
– Eu te amo demais, Bella. – segurei seu rosto com minhas duas mãos e beijei seus lábios com força. Minha língua buscou ávida pela dela e gemi em prazer quando elas se encontraram. Encerramos o beijo e permanecemos com as testas coladas. – Eu te amo mais que do eu podia imaginar.
– Eu também amo você. – ela declarou emocionada. – Vamos pra casa meu amor, temos muito para conversar.
Quando ela me disse que esperava um filho meu...
– Pode ter certeza que pra mim foi muito difícil tomar banho com você e não tocá-la. – deslizei minhas mãos pelo seu corpo, e segurei seus seios. – Você está tão gostosa, Bella. Meu Deus, acho que a saudade acabou comigo, porque eu lembrava deles um pouco menores. – eu franzi o cenho. Estavam mais inchadinhos os seios dela, não estavam?
– Bem, isso era algo que eu queria conversar também. – ela se ajeitou e ficou com o rosto de frente para o meu. – Como eu posso te falar isso? – ela pareceu pensar por um instante. – Bem, vou ser direta. Eu estou grávida.
O tempo parou.
Minha mente congelou.
Grávida.
Voltei ao tempo presente quando o reverendo me fez a famosa pergunta que só poderia ter uma resposta.
– Aceito. – respondi convicto e olhando nos olhos de minha amada.
A pergunta se repetiu para ela e a resposta, como não poderia ser diferente, também foi positiva.
De alianças trocadas, com juramentos feitos e sob os olhos de Deus e nossos convidados, eu selei nossa união com um beijo em seus lábios, passando todo meu amor naquele contato íntimo.
As palmas soaram e eu não conseguia afastar meus lábios dos dela.
Pude percebê-la soluçar e quando enfim deixei seus lábios, vi que ela chorava de felicidade.
– Eu amo você. – ela sussurrou emocionada.
– Eu te amo mais. – a abracei de lado e nos viramos de frente para nossos convidados que ainda nos aplaudiam.
[...]
Após cumprimentarmos todos os convidados na nossa recepção de casamento, o jantar foi servido e Isabella e eu aproveitamos para sentar com nossa família.
Estávamos radiantes, sorrindo um para o outro a cada minuto. Parecia bobo, eu sei, mas quando se ama, não interessa se você está agindo como um louco, um tolo ou um bobo. A única coisa que interessa quando você ama alguém é fazê-la se sentir bem, fazê-la feliz, porque é através da felicidade da pessoa amada que você consegue encontrar a sua.
Os brindes começaram e tivemos que aguentar alguns diretores da Swan Spa puxando um saco da minha esposa e falando coisas lindas no pequeno palco onde a banda estava posicionada.
Logo após os puxa-sacos, quer dizer, diretores da Swan Spa, meu irmão resolveu falar. Não possível segurar os risos durante seu discurso. Meu pai, um pouco tímido, disse apenas algumas palavras e fez o brinde. Esme rasgou elogios a mim e ressaltou o quanto bem eu faço por sua filha. Rosálie... Bem, Rosálie foi apenas Rosálie, provocando e dizendo coisas que faziam minha amada ter vontade de demiti-la pela, deixa eu pensar, milionésima vez? Rodrick fez um discurso calmo e contigo, mas era claro o amor de pai que ele sentia por Isabella.
E qual não foi minha surpresa quando minha, enfim, esposa resolveu fazer um brinde?
Ela, linda em seu vestido branco com rendas e sua barriga em alto relevo mostrando a todos o fruto do nosso amor que estava a caminho, subiu no pequeno palco e olhou para todos.
– Nós passamos a vida toda fazendo metas e tentando cumpri-las. – ela começou. – E essas metas variam de pessoa para pessoa. Cada um sabe onde pode alcançar. Eu tenho metas, aliás, eu sempre tive metas, desde quando eu provavelmente nem sabia o que essa palavra significava. – algumas pessoas sorriram. – Desde pequena, fui moldada para ser quem eu me tornei hoje. Não me arrependo disso, pois amo o que faço e me sinto realizada por ser uma empresária de grande importância no cenário nacional. Trilhei um caminho brilhante, o caminho do sucesso. Seria perfeito se eu não sentisse um vazio dentro de mim. – enfim, ela me olhou. – Um vazio que eu não entendia porque estava lá, eu não sabia o que mais eu precisava para preencher esse espaço. – ela pausou por uns instantes e eu sentia meu coração bater disparado em meu peito. – A resposta chegou logo. O preenchimento desse meu vazio chegou com toda sua humildade e simplicidade e me tomou de forma irrevogável. Eu relutei, não admitia nem pra mim mesma os meus sentimento, mas ele... – ela apontou pra mim com a mão que segurava sua taça com suco de maçã. - ... não desistiu um segundo sequer de mim. Com seu carinho, atenção e amor, quebrou todas as minhas barreiras, derrubou os muros que criei em volta de mim e chegou ao meu coração da forma mais intensa que pode existir. – limpei meus olhos que já teimavam em liberar minha emoção. – Obrigada Edward, por me mostrar que eu posso ser uma mulher independente e empresária de sucesso, mas ao mesmo tempo ser uma mulher amada por um homem que me apoia e me escuta. Obrigada por me amar e nunca ter desistido de mim. – ela sorriu brilhantemente. – Um brinde ao homem que eu amo com loucura. Meu esposo, Edward Cullen.
Me levantei imediatamente e caminhei em direção a ela, que desceu os dois degraus da pequena escada do palco e se jogou em meus braços.
– Eu não poderia nunca desistir de você. – declarei fervorosamente e a beijei, escutando, mais uma vez, o aplauso dos convidados.
[...]
4 meses depois...
Poderia existir uma vida mais perfeita?
Cheguei em casa de mais um dia de trabalho. Eu e Emmett conseguimos montar rapidamente nossa oficina de personalização de carros e eu não imaginava que seria um grande sucesso. As pessoas ainda me reconheciam e eram muito amigáveis comigo. Os caras de Indianápolis gostavam de tunar seus carros e personaliza-los a seus modos.
Claro, eu não poderia sustentar Isabella com meus lucros da oficina, entretanto, eu sempre soube que ela era uma mulher com muita grana. Não é a coisa mais linda do mundo ser sustentado por sua esposa, mas, éramos casados afinal, o que era meu era dela e vice-versa, isso era um fato. Eu não poderia inventar problemas em nosso casamento porque eu não gostava do fato de ela ser uma empresária de sucesso que tinha uma conta bancária bilionária.
Como todos resolvemos continuar na mansão, a propriedade era mantida pela empresa. Cada um usava seus ganhos para consumo pessoal. Meu pai e Esme agora viviam viajando, mas apenas pelo país, pois a gravidez de Isabella era algo precioso pra eles, então, eles não passavam de cinco dias fora de casa. Alice e Jasper passaram a dormir no mesmo quarto, e eu sou um hipócrita por ficar incomodado por isso. Eu não poderia falar nada com Jasper, afinal, eu dormia com sua irmã antes de nos casarmos, eu até mesmo a engravidei antes de casarmos.
Emmett e Rosálie permaneceram no apartamento dela, e já planejavam formalizar a união deles em breve.
E tínhamos um novo casal. Rodrick e Marta, a secretária de Rosálie. Ela era uma comédia, fazia comentários que o deixava vermelho como um pimentão, mas é claro, ele a amava justamente por isso. Pelo seu espírito jovem e que fazia de tudo para diverti-lo.
– Amor, pega água pra mim. – Bella me pediu assim que ela entrou no quarto, logo após eu sair do meu banho.
Ela parecia cansada. Sentou na cama e tirou seus saltos médios e fez uma cômica cara de alívio.
Eu não estava gostando nada dessa coisa de minha esposa estar trabalhando até os oito meses e meio de gestação. Não tinha uma lei que dava o direito de a mulher sair de licença um tempo antes do parto? Ok, essa lei, mesmo que exista, não se aplica na empresa em que sua mulher malditamente teimosa é a manda-chuva.
Peguei água para ela no frigobar que mantínhamos no quarto, e ainda de toalha enrolada no quadril, caminhei até ela e entreguei o copo.
– Aqui está, Cleópatra. – ela revirou os olhos.
– Antes de eu tomar um banho, você podia fazer massagem nos meus pés. – ela jogou com aqueles olhos de gata me pedindo por um agrado.
– Só se você tirar a roupa. – eu pisquei safado. O que há? Um homem pode tentar. Afinal, por recomendação do filho da p... ops, do médico, nós estávamos há mais de um mês sem sexo. Ele dizia que isso poderia induzir ao parto e coisas que eu não entendia tão bem, mas se era pro bem do meu bebezinho, que por ser teimoso como a mãe ficava de pernas fechadas e não mostrava o sexo, eu ficaria sem transar. E aqui estou eu, subornando minha esposa com uma massagem em troca de vê-la nua.
– Você é um pervertido. – ela ralhou em tom de brincadeira, mas tirou a roupa. Yes, ponto pra mim.
Beijei seu pé esquerdo, desci beijos pelo tornozelo, joelho, coxa, inspirei o doce cheiro de sua feminilidade. Óh céus, tem alguém debaixo dessa toalha enrolada em meu quadril que está louco de saudade da sua casinha.
Subi beijos por seu ventre e ela sorriu.
– Oi serzinho. Será que você não vai deixar a mamãe e o papai saberem se você fará pipi em pé ou sentado? – Bella riu de forma gostosa. – Eu já te amo tanto. – espalhei mais beijos em sua enorme barriga. – Não importa se você for menino ou menina, eu vou te ensinar a jogar bola, nós vamos jogar videogame juntos, eu vou te encher de beijos todos os dias e vou ficar louco quando você for adolescente e começar a me enfrentar.
– Amor, não sofra por antecedência. – Bella me alertou sorrindo.
– Noah ou Alicia... Eu amo você. – beijei estalado sua grande barriga e ela sorriu.
Nós havíamos escolhido dois nomes, já que o bebê não cooperava nos informando seu sexo.
– Ok, já conversou com nosso serzinho hoje, agora por favor, massageie meus pés, meu amor. – ela fez manha e eu não resisti.
– O que a patroa pedir. – pisquei e me direcionei aos seus pés.
Sete horas mais tarde...
– Amor... – escutei a voz de Bella me chamar lá no fundo. Talvez eu tenha sentido algo me balançar, mas o sonho molhado que eu estava tendo com minha esposa estava me prendendo.
Em sonho, eu e Bella estávamos fazendo amor, louca e selvagemente, na praia em Santo Domingo. Eu estocava sem piedade e ela gemia meu nome com declarado desejo. Suas pernas enroscadas em minha cintura, minhas mãos espalmadas em seus seios, sua boca na minha, um engolindo gemidos e urros do outro. Tão bom, eu estava quase chegando lá. Meu corpo se esticando, a pressão se formando em meus testículos...
– Edward, pelo amor de Deus, me ajuda! – Bella gritou e eu acordei na hora. Assustado, suado e excitado.
– O quê? O que houve? – me sentei na cama de imediato e pude ver minha esposa suando e segurando com força um dos travesseiros. – Bella, amor, o que houve?
– Está doendo... – ela gemeu. – A bolsa... A bolsa estourou, Edward... A contração vai e vem, eu não pensei que poderia estourar, mas agora ficou muito forte a dor e eu senti o líquido. – ela soltou tudo em uma respiração só.
– Ok, eu vou ligar para a clínica. – me levantei rapidamente, colocando uma calça de moletom e uma camiseta e entrando em contato com a clínica em que ela fazia o acompanhamento de sua gravidez. Claro, o dinheiro nessas horas garantia muitas coisas. O atendimento foi de pronto. A atendente me garantiu que estaria entrando em contato com o médico da minha esposa e que uma equipe especializada estava vindo para a mansão para fazer o deslocamento dela para a clínica em uma ambulância bem equipada.
Em questão de minutos, eu vesti minha esposa em um vestido largo e leve, todos da mansão acordaram, a equipe médica chegou e ela foi removida para o hospital já com as dores das contrações controladas.
Parecia uma coisa que ia e vinha, ou algo assim, mas quando vinha, pelo seu trincar de dentes e suor na testa, era uma dor fodida.
Chegamos ao hospital em poucos minutos, me deram uma roupinha verde meio estranha, touca e máscara, eu me vesti mais do que rápido e entrei na sala de parto com minha esposa.
– Ela já está com a dilatação ideal. Foi rápido, apesar de ela estar sentindo isso desde as cinco horas da tarde. – eu não sei se o fodido médico falou isso pra mim, mas eu entendi o recado e olhei acusador pra Isabella. Ela estava sentindo isso desde a hora que chegou em casa e não me falou nada? Me pediu apenas uma massagem nos pés? Depois, depois que ela der a luz e eu a bajular por trazer meu filho à vida, eu juro que vou dar um esporro nela.
– Amor, fica comigo. – ela esticou o braço pra mim e eu logo segurei sua mão. Ok, talvez não seja um esporro que eu darei nela, pode ser que seja apenas uma leve chamada de atenção. – Me ajude a trazer nosso filho saudável, Edward. Fique comigo. – seus olhos marejados de emoção e medo me desarmaram. Tudo bem, eu não darei esporro algum nela, eu vou beijá-la e lhe jurar, mais uma vez, amor eterno e agradecê-la eternamente por gerar um fruto do nosso amor.
– Eu estou aqui com você, minha vida. – eu lhe jurei.
Gritos de minha esposa, suor e algumas trincadas de dentes depois, foi possível ouvirmos aquele chorinho fino que fez nossos corações se derreterem de vez.
O médico levantou aquele serzinho coberto de sangue e ao mesmo tempo tão lindo e me deu a honra de cortar o cordão umbilical. Eu estava tremendo de emoção, mas cumpri o objetivo.
– Parabéns papai e mamãe, é um meninão. – O médico anunciou.
Minhas lágrimas que já não eram contidas, pareceram se triplicar.
Me abaixei um pouco e beijei a testa suada de minha esposa.
– Obrigado por tudo, meu amor. Eu estou muito orgulhoso, você foi uma guerreira. – ela sorriu emocionada.
– Alguém quer conhecer a mamãe. – uma das enfermeiras, que agora tinha embrulhado nosso serzinho em uma manta e o limpado superficialmente, trouxe nosso pequeno Noah até nós.
– Eu te amo tanto. – Isabella chorou ao depositar um beijo carinhoso na testinha dele.
Era o momento mais lindo da minha vida.
– Agora vou levá-lo pra fazer alguns exames enquanto as outras enfermeiras cuidam de você. Já já ele volta pra mamãe, ok? – Isabella assentiu ainda sorrindo emocionada e a enfermeira saiu da sala de parto com nosso pequeno tesouro nos braços.
– Você transformou a minha vida. – eu declarei apaixonado.
– Assim como você transformou a minha. – ela replicou e eu biquei seus lábios, e se possível, o amor entre nós se multiplicou.
Deixei a sala para que as enfermeiras cuidassem de Isabella e encontrei minha família, juntamente com Rodrick e Marta na sala de espera.
– É um meninão! – anunciei enérgico.
Todos sorriram e vieram me abraçar emocionados.
Se eu pudesse definir esse momento da minha vida em apenas uma palavra, eu escolheriaplenitude.


E então, gostaram? Próximo cap já é o fim... snif snif...
Espero que todos tenham gostado.

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