INDIANÁPOLIS - CAPITULO - EPILOGO

Indianápolis - O Preço De Uma Paixão

INDIANÁPOLIS - O PREÇO DE UMA PAIXÃO

Diana Artemis

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Hentai, Romance

Boa noite gente, é com muita dor no coração que venho me despedir dessa fic que sempre foi um sonho meu. Sonho antigo.






Epílogo
POV Isabella
Bati na mesa e tentei me acalmar. Como se todos os problemas da empresa já não me bastassem, a diretora da escola de Noah me liga solicitando minha presença ou a do pai ainda essa manhã na escola.
Tomei o resto da minha xícara de café, sentindo o peso de quase duas noites sem dormir direito.
Respirei fundo e me levantei. Peguei minha bolsa e deixei minha sala. Avisei a minha secretária, Kate, que eu iria sair e não voltaria mais hoje.
Kate substituiu Alice há pouco mais de dois anos. Minha cunhada ficou um bom tempo como minha assistente, aprendeu muito comigo e eu fui lhe dando mais autonomia e responsabilidades. Percebi seu potencial e reconheci seu desenvolvimento nesse tempo, e hoje, ela é gerente do setor financeiro.
Jasper, assim que acabou a faculdade, resolveu entrar de cabeça em nossa empresa. A psicologia fez bem a ele, e devo afirmar, ele nasceu para isso. Assumiu o setor de recursos humanos e eu nunca mais tive problemas com esse setor tão complicado.
Encontrei com Rosálie no elevador e ela me sorriu.
– Vai almoçar mais cedo? – ela perguntou.
Eu observei minha amiga, verdadeira irmã (não que eu vá admitir isso em voz alta), e vi que suas curvas ainda estavam bem acentuadas. Rosálie, quando decidiu ter um filho com Emmett, descobriu um problema no útero e teve que fazer alguns tratamentos. Foi um período difícil, ela estava triste, se sentia menos mulher por não conseguir engravidar, e Emmett foi fundamental mostrando todo seu amor por ela. Após cinco anos de tratamento e tentando engravidar, a boa notícia veio.
E bem, a filha de Rosálie já tinha um ano, porém, os quilos extras que a gravidez lhe trouxe ainda se fazem bem presente. Entretanto, minha amiga que sempre foi muito vaidosa e orgulhosa pelo corpo escultural, nem ligou para estar um pouco acima do peso. O importante é o pequeno ser que ela gerou dentro de seu corpo e que ela devota todo seu amor. A pequena Mandy.
– Não, vou a escola de Noah. A diretora ligou solicitando a presença de um dos pais. – ela franziu o cenho.
– Aconteceu alguma coisa com ele? – revirei os olhos.
– Não, mas quando eu chegar perto dele vai acontecer. – Rosálie riu. Acho que ela entendeu. Afinal, toda minha família sabia como o meu filho era um pouco, digamos, atentado.
– O que ele fez dessa vez? – ela perguntou ainda rindo.
– Usando o celular para tirar fotos das calcinhas da colegas de classe que estavam de saia. – eu respondi bufando. Rosálie gargalhou.
– Óh meu Deus, esse menino é impossível. – a porta do elevador se abriu e nós caminhamos até o estacionamento.
– Ele está impossível. Edward vive dizendo que é coisa da idade, mas eu não era assim quando eu era criança. – Rosálie me deu um olhar cético. – Ok, eu posso não ter sido uma criança normal, mas o ponto não é esse. O que quero dizer é que ele está levado demais. E Joanne não é assim. Ela é calma e centrada, e eu os crio da mesma forma.
– Filhos nunca são iguais Bella. – Rosálie consolou. – Olhe você e Jasper. Quer irmãos mais diferentes que vocês dois? – eu tive que rir, ela não era a primeira a fazer a comparação entre meus filhos e meu irmão e eu. – Tenha paciência, amiga, eu entendo que você esteja com muita coisa na cabeça, mas lembre-se que Noah só tem nove anos.
– Obrigada, Rosálie. E sim, vou lembrar que ele só tem nove anos. – a abracei e me despedi, indo em direção ao meu motorista que já esperava com a porta do carro aberta.
Mandei uma mensagem para meu marido, avisando o que aconteceu e que eu estava indo à escola para resolver.
Eu sabia que hoje ele teria que ir à cidade vizinha, Anderson, para fazer um grande entrega numa feira de automóveis personalizados que aconteceria lá, e voltaria tarde.
Cheguei na escola, ouvi o relato da diretora e da professora. Noah o tempo todo calado no canto. Por ser quem eu sou, a diretora foi muito simpática e condescendente no caso, e logo, Noah e eu, estávamos no banco de trás do carro contemplando o silêncio.
– Mamãe, a senhora está brava comigo? – ele perguntou ainda amuado no canto do carro.
O olhei atentamente. Tão parecido com o pai... Tão cheio de vida, alegre, uma criança comum de nove anos que faz coisas certas e erradas, porque afinal, é apenas uma criança.
– Não, meu bebê. A mamãe não está brava contigo, não. – o chamei e ele se arrastou rapidamente para o meu colo. – Eu só não gostei da sua atitude com suas colegas de classe. Você acha que foi uma atitude correta? – ela me fitou com aqueles olhinhos azuis que pareciam estampar “Sou filho de Edward Cullen”.
– Não mamãe, eu não acho certo o que eu fiz. Me desculpe. – ele me abraçou e eu senti sinceridade em suas palavras.
– Eu te desculpo, mas e suas amiguinhas? Você já pediu desculpas a elas?
– Pedi sim. A professora me fez pedir desculpas na frente da sala toda. – eu beijei seus cabelos. – Mas eu já ia pedir desculpa. A Corine ficou muito triste com o que eu fiz.
– Hummm, e eu sei quem é essa Corine? – suas bochechinhas ficaram rosadas e ele deu um sorrisinho encabulado.
– Ah, ela é minha amiga. Ela faz dever comigo, lancha junto comigo e é a garota mais legal que eu conheço. – ela deixou os ombros caírem. – Eu juro que não olhei a calcinha dela. Seria muito errado. Só que mesmo assim ela ficou triste comigo. – ele bufou. – Eu não sei se ela está triste porque eu olhei a calcinha das outras meninas, ou se é porque eu não olhei a calcinha dela.
Com essa eu tive que rir.
– Filho, eu acredito que seja a primeira opção. Não é atitude de cavalheiro olhar por baixo da saia de uma dama. – eu sorri. Seria já a febre do primeiro amor se aproximando do meu filho e de sua amiguinha? – Acho que você deveria chamar a Corine pra conversar e dizer a ela o quanto você está arrependido.
– Eu vou fazer isso. – ele prometeu.
– Agora conta pra mamãe. De onde você tirou essa ideia? – ele sorriu faceiro.
– Uma vez eu escutei o papai, o tio Jasper e o tio Emmett falando que já fizeram isso quando eram crianças. Eles olhavam com um espelhinho, mas como eu tinha o celular, eu achei mais fácil. – revirei os olhos. Que surpresa, Emmett, Edward e Jasper ensinando coisas erradas para o meu filho.
Chegamos em casa e Noah foi correndo tomar seu banho para almoçarmos.
– Mãe, peça para colocarem mais um lugar à mesa. Alguém me fez sair mais cedo do trabalho. – eu disse sorrindo.
– Esse Noah está terrível. – ela brincou.
– E Carlisle, como está? – ela revirou os olhos.
– Reclamão como sempre. Parece não aceitar o fato de ter quase 65 anos. Acha um absurdo ter que tomar remédio pra controlar a pressão.
Eu ri e passei por ela.
– Esses homens são muito teimosos, mas no fim sempre fazem o que mandamos. – eu subi para meu quarto para poder colocar uma roupa mais confortável para o almoço.
O motorista chegou com minha pequena Joanne um pouco antes do almoço e assim passamos a tarde.
Logicamente, permaneci algumas horas em meu escritório trabalhando em alguns relatórios, porém, em torno das quatro da tarde Joanne veio me procurar.
– Mamãe? Posso entrar? – eu assenti com um sorriso e ela logo veio para mim.
– Oi princesa, estava fazendo o quê? – ela sorriu animada.
– Fazendo dever de casa. – seus olhinhos brilhavam. – A professora de alemão passou um montão assim de dever. – ela abriu os bracinhos. – Eu gosto mais de alemão do que de inglês.
– Humm, estou percebendo. – beijei seus cabelos. – E agora já acabou todos os deveres? – ela assentiu. – E o que você acha de brincar?
– É, pode ser. – deu de ombros, e aos poucos, um risinho arteiro foi se formando em seus lábios. – Vou lá no quarto do vovô chamar ele pra jogar nominó. – ela pulou animada do meu colo.
– É dominó, meu amor. – eu a corrigi sorrindo, ela apenas fez um sinal de “tanto faz” e correu porta a fora.
Recostei-me em minha cadeira e remoí pensamentos.
Joanne tinha apenas quatro anos. Será que eu não estava forçando-a demais? Ela estava na escolinha ainda, mas era alfabetizada em duas línguas: inglês e alemão. Ela lia e escrevia bem para uma menininha de quatro anos, e amava aprender sempre mais coisas. Confesso que isso me empolgou. Eu adorava trazer para o escritório comigo e incitá-la a escrever e ler, a fazer cálculos simples, mas que seriam complicados para uma criança tão nova. E minha Joanne me surpreendia sempre, se esforçando e tentando até acertar. Ela era muito inteligente. Entretanto, eu não poderia esquecer que ela é só uma criança e merece viver cada fase em sua vez. Ela merece ter uma infância... A infância que eu não tive.
Edward vinha discordando muito de mim em relação a Joanne nos últimos tempos, e dois dias atrás, tivemos uma briga realmente feia.
A professora sugeriu que eu levasse Joanne a um profissional e realizasse o teste de qi nela, e, dependendo do resultado, encaixá-la em uma turma mais avançada, já que ela parecia estar anos luz na frente dos coleguinhas de classe.
Eu fiquei muito animada com a ideia, eu confesso, entretanto, meu marido não.
FlashBack
– Bella, ela é apenas uma criança. – ele gritou.
– Sim, ela é. Uma criança acima da média, que se destaca entre todos de sua classe e que foi recomendado pela própria professora dela que fizesse um teste de qi. Qual o problema disso? – eu argumentei.
Edward passou a mão nos cabelos de forma exasperada.
– O problema é que você quer tornar a infância dela um inferno, assim como foi a sua. Mas eu não vou deixar. – ele foi duro e suas palavras, de certa forma, me feriram. – Você não tem essa fixação de inteligência acima da média com Noah. Por que apenas com Joanne? Heim, Bella, me diga. – ele agarrou-me pelos braços. – Eu sei o que está acontecendo aqui. – ele me soltou bruscamente e eu não reconhecia meu marido naquele momento. – Você vê sua infância se repetindo com nossos filhos. Você vê Noah como se ele fosse Jasper, seu irmão. O cara que não é tão bom na escola, que gosta de ser bagunceiro, que vive sua fase. E em Joanne, você enxerga a si própria. A menina criada para comandar um império. A menina extremamente inteligente e que deve sempre estudar e aprender muito mais para estar preparada o quanto antes em sua fase adulta.
– Não, Edward... Você está errado. – me defendi. As coisas não eram assim. Não mesmo.
– Não me tire como idiota, Bella. – ele levou as mãos na cintura e ficou de costas pra mim. – Você está cometendo o mesmo erro que seu pai. Teve sua vida prejudicada por causa dele, e agora, quer repetir com nossa filha a mesma monstruosidade.
Senti como se todo ar do meu corpo tivesse sido sugado. Meu sangue drenado.
Caí, sem forças, sentada na cama e vi quando Edward apenas calçou os chinelos e saiu do nosso quarto.
Tempo Atual
Naquela noite dormimos em quartos separados. Na noite seguinte, dormimos na mesma cama, porém, só falando o necessário. Ele não me procurou, não me tocou, e eu também não o fiz.
Eu tinha que resolver essa situação com meu marido hoje.
Ele não foi justo ao me acusar de estar cometendo o mesmo erro que meu pai. Eu nunca ousaria prejudicar a infância de Joanne, contudo, eu queria que ela tivesse um futuro brilhante, e se ela realmente tivesse o qi avançado, como a professora dela vem desconfiando, o certo seria coloca-la em uma turma avançada. Ela ainda teria sua infância e viveria todas as suas fases. Ser educada em duas línguas não a fazia uma criança mais “adulta” que as outras. Essa é a melhor fase para aprender, e hoje em dia, a maioria das pessoas com condições fazem isso. É um benefício que será de muito valor no futuro, quando ela resolver se especializar em outras coisas.
Eu sei que já cometi muitos erros em minha vida, fui uma pessoa egoísta quando Edward me conheceu, entretanto, eu sei que mudei, e hoje, eu sei reconhecer quando erro, e logo, peço perdão.
Mas nesse caso, eu não acho que esteja errada.
Subi até meu quarto, tomei um relaxante banho e desci para a sala de estar.
Fiquei sentada no sofá conversando com minha mãe e Carlisle, enquanto Joanne e Noah jogavam dominó no carpete. Sim, eles realmente amavam esse joguinho. Uma atividade antiga, quase esquecida entre crianças e adultos, mas que Carlisle fez questão de ensiná-los e lhes fazer ficarem interessados no jogo.
Minha mãe chegou um pouco mais perto de mim, e num tom baixo, me perguntou:
– E você e Edward, como estão? – eu respirei fundo.
– Na verdade não sei, mãe. Desde o dia que brigamos, estamos meio que nos evitando. Falamos apenas o necessário. – olhei para Carlisle, e vi que ele ainda observava atento o jogo das crianças. – Nem amor nós fizemos esses últimos dois dias. Nem um beijo nós trocamos.
– Filha, fique calma. Casamento tem disso. Vocês são duas pessoas que se amam muito, mas são pessoas diferentes, com ideias diferentes. Brigas são normais. Essa não é a primeira e nem será a última. – eu assenti. – Você sabe a minha opinião. Eu concordo com você. – arqueei uma sobrancelha pra ela, e minha mãe sorriu. – Sim, dessa vez não estou do lado de Edward. Você está certa nesse caso e ele fez tempestade em um copo d’água. Se ele discordava disso, bastava conversar, não tinha necessidade de falar coisas para te magoar, inclusive, te comparar com seu pai.
– Aquilo realmente doeu. – sussurrei.
– Eu sei que doeu, minha filha. Mas entenda-o. Quando estamos bravos com uma pessoa e queremos brigar com ela, não nos passa na cabeça se vai machucar ou não, queremos apenas usar o que pudermos para não perdermos a briga. Mesmo que isso seja entre um casal que se ama muito. – ela segurou minha mão. – Eu sugiro que você o chame para uma conversa hoje. Você verá que tudo vai se resolver.
– Eu espero que sim. – percebi Carlisle nos olhando e sorri sem graça.
– Se estão falando mal do meu filho, continuem. Ele foi um babaca nessa briga de vocês. – o olhei espantada. – O quê? Você compartilha suas coisas com sua mãe, e ele, com o pai, oras. – ele revirou os olhos. – Fazia tempos que eu não via meu filho choramingar como um menininho. Fala besteiras, se arrepende e depois fica sofrendo. – Carlisle ria.
Edward chegou alguns minutos depois.
– Boa noite, família. – ele entrou e sorriu quando as crianças correram para se jogarem em seu colo. – Ah meus moleques. – ele beijou o rosto de cada um.
– Papai, eu não sou moleque. Sou mocinha. – Joanne reclamava em meio a sorrisos.
– Jura? Nossa, sempre pensei que você fosse o molequinho do papai. – ele fez cosquinha nela e os três sorriram.
Edward caminhou até nós, cumprimentou o pai e minha mãe. Quando olhou pra mim, seus olhos pareciam torturados.
– Bella... – ele murmurou meio incerto.
– Oi, amor. – biquei seus lábios e sorri sinceramente.
Se eu queria resolver nosso problema, eu não poderia alimentar mais esse mal estar entre nós. Um casamento de nove anos é muito maior que qualquer problema, apesar de ser recheado deles.
– Ér... Eu vou subir e tomar um banho rapidinho. – ele foi para nosso quarto e eu entendi o olhar que minha mãe me dava.
– Jasper e Alice devem chegar tarde. Iriam sair com alguns amigos do escritório mesmo. Suba e vá se resolver com seu marido. Pode deixar que as crianças jantam conosco e depois, se vocês não descerem, nós as colocamos na cama. – agradeci minha mãe e me preparei para subir.
– Isabella, por favor, faça meu filho parar de choramingar em meus ouvidos. – Carlisle reclamou brincalhão e eu revirei os olhos.
Assim que cheguei ao nosso quarto, percebi a porta do banheiro aberta e um barulho vindo de lá. Ele estava no banho.
Num impulso, retirei toda minha roupa e entrei no banheiro. Abri o box e o percebi escorado à parede, com a testa colada no azulejo e olhos fechados, deixando a água cair em seu corpo.
Toquei-o em suas costas e ele estremeceu.
– Posso tomar banho com você? – perguntei porque no momento, sinceramente, eu não tinha a mínima ideia do que falar. Ele respirou fundo.
– Sempre. – foi o que ele respondeu.
Me abracei ao seu corpo, apoiei minha cabeça em suas costas e deixei-me me molhar junto com ele.
Aos poucos, percebi seu corpo dar espasmos. Me afastei brevemente e puxei seu rosto para que fosse possível eu olhá-lo.
– Está chorando? – ele tinha o olhar torturado. Eu não queria que ele chorasse. Eu queria me resolver com ele.
– Cinco segundos após eu te dizer tudo aquilo, eu me arrependi. – ele revelou e me abraçou com força. – Eu sei que doeu ser comparada com seu pai. Eu não deveria ter tocado nessa ferida. Me perdoe. – distribuí beijinhos em seu ombro. – Eu só fiquei com medo que você estivesse, sei lá, surtando com Joanne. Me perdoe, eu não quis duvidar de sua capacidade de mãe, do seu amor por nossos filhos.
– Tudo bem, Edward. Eu te entendo. – me afastei dele e acariciei seu rosto.
Ele desligou o chuveiro, pegou uma toalha e nos secamos juntos.
Ele me puxou, ainda nus, para fora do banheiro até nossa cama e me deitou lá junto com ele.
– Me perdoe, eu não tinha intenção de te machucar. – ele beijou minha testa e ficou acariciando meu rosto. Me deixei levar por seu toque suave. – Você estava certa, Joanne deve fazer o teste, e se ela for realmente acima da média, deve estudar com crianças como ela. Não seria justo privá-la de sua inteligência só por medos bobos. Vamos nós dois procurar um profissional, ok? – eu beijei seu queixo.
– Sim, meu amor. Nossa pequena merece estudar com crianças que têm o mesmo ritmo que ela. Entretanto, ela não deixará de ser criança, eu te garanto. Ela irá brincar, ter crises de adolescência, namorar... Tudo na fase certa. – eu disse.
– A parte de namorar a gente pode pular. – ele comentou com uma careta e eu ri.
Ficamos em um gostoso silêncio por alguns instantes.
– Bella, eu estou um pouco sem graça, mas devo dizer isso a você. – olhei-o fixamente. – Eu não havia entendido direito o que você queria dizer com aquela coisa de teste de qi, turma avançada, inteligência acima da média. Quer dizer, eu entendia isso separadamente, mas não junto, você consegue entender? – eu assenti. – Bem, eu meio que surtei porque pensei que você estava querendo que nossa filha ficasse o dia todo à mercê de estudos e que não teria uma infância normal. – ele balançou a cabeça. – Eu fui estúpido. Por ser burro, e não saber exatamente o que era isso tudo, discuti com você, e ficamos dois dias nos evitando.
– Você não é burro, meu amor. – acariciei seu rosto. – Mas se você não estava entendendo bem a ideia toda, por que não me perguntou?
– Porque eu estava achando que havia entendido. – ele me beijou forte e nos girou na cama, posicionando-se em cima de mim. – Estou perdoado? De verdade? – perguntou intenso após soltar meus lábios.
– Não tem o que perdoar. Nosso casamento é grande demais perto de uma briguinha dessas. – rocei meus lábios nos seus. – Nós ainda discutiremos muito, provavelmente nos evitaremos também. Casamento não é fácil, e nesses nove anos você viu isso, principalmente com filhos. Mas nosso amor é maior, nossa vontade de permanecermos juntos é maior, e independente do motivo ou gravidade da briga que tivermos, eu sei e você também sabe que nós não sossegaremos enquanto não conversarmos e ficarmos bem.
– Porque eu simplesmente te amo demais. – ele declarou apaixonado.
– Amar também é entender. Quantas vezes te falei coisas da boca pra fora em momentos de irritação? E você sempre perdoou essas palavras que você sabia serem da boca pra fora. – enrolei meus braços em torno do seu pescoço, e ele se aproximou mais de mim. Alguém sentiu saudades! Notei ao sentir algo me cutucando  embaixo.
– Se eu tivesse que passar por tudo novamente, eu passaria, pois hoje eu sei que eu tenho a mulher mais perfeita do mundo. – ele deslizou uma mão por todo meu corpo e eu arqueei pra ele. – Hummm Bella, eu casaria todos os dias com você. Eu sempre, sempre correria para seus braços.
Nos beijamos e nos esfregamos. A melhor coisa era fazer as pazes e logo fazer amor bem gostoso. Nós não nos resolvíamos na cama, não! Porque seria só um adiamento do problema, ou varrê-lo para debaixo do tapete, entretanto, uma hora ou outra, ele apareceria novamente.
Nós conversávamos, nos resolvíamos primeiro, e apaixonados como sempre, nos amávamos com toda a alma.
– Edward... Estou com saudades... – sussurrei ao pé do seu ouvido e ofeguei quando ele levou a mão à minha feminilidade.
– Foi muito difícil dormir ao seu lado e não te tocar, não conversar, não te dar pelo menos um beijo de boa noite. – ele bolinou meu nervo pulsante e depois deslizou um dedo em meu canal, curvando-o dentro de mim e logo atiçando meu ponto de prazer.
Deixei minha mão passear por seu corpo e encontrei sua ereção que já babava em antecipação. Tomei-a em minha mão e fiz movimentos de vai e vem, arrancando gemidos do meu marido.
– Ah mulher, a cada dia que passa você fica mais gostosa, como pode isso? – ele perguntou em meio ao prazer, e passou a praticamente foder minha mão. Seu quadril se movimentava rápido e a ministração de seu dedo dentro de mim ainda continuava forte, me trazendo até a borda.
Edward retirou o dedo de dentro de mim, e livrando seu membro da minha mão, ele se alinhou e me penetrou.
Mordi seu ombro com o prazer e estremeci. A cada dia que passava, o sexo era mais gostoso. Nos conhecíamos mais, sabíamos o ponto certo onde ir para levar um ao outro à loucura. Evidentemente, nós sempre inovávamos, pois o sexo em um casamento, mesmo havendo muito desejo e amor, corre o risco de cair na rotina se não for tratado com a devida importância. Mas os momentos de amor cru e nu, como agora, um simples papai e mamãe, ainda existiam e eram deliciosamente bem vindos.
– Oh amor... Mais forte. – eu pedi jogando minha cabeça pra trás. Eu estava quase lá.
– Vem Bella, vem comigo. Eu tô louco pra gozar. – ele estocou mais forte, quase violento, e foi muito, muito bom.
Circulei sua cintura com minhas pernas e deixei meu orgasmo me levar.
Edward derramou seu prazer quente e denso dentro de mim e assim permanecemos por algum tempo.
Ele em cima de mim, ainda com nossos corpos conectados, e no silêncio do nosso amor, apenas escutando o coração de ambos se comunicarem.
Alisei seus cabelos.
– Eu realmente amo você. – afirmei. Ele enfiou a cabeça na curva do meu pescoço e suspirou.
– Eu sempre te amei Bella. E vou te amar até meu último suspiro. – ele me abraçou forte, como se quisesse selar a promessa e voltamos a ficar em silêncio, apenas curtindo a sensação de saciedade e paz por termos conversado e resolvido nosso problema.
[...]
Estávamos todos reunidos em um almoço de domingo especial. Aniversário da minha mãe, e todos estávamos muito felizes.
Edward e eu combinamos de levar Joanne num especialista na próxima semana, e nunca mais discutimos sobre isso.
Noah brincava com Josh, neto de Marta, e corriam pelos jardins da mansão. Joanne estava sentada em uma manta, próxima a nossa mesa, com Mandy ao seu lado. A pequena Mandy já engatinhava e ficava sentada. Joanne amava brincar com a prima. De alguma forma, elas se entendiam. Acho que Joanne fazia Mandy de sua filhinha ou algo assim, mas era algo bonito de ver.
Rodrick, há alguns meses, se afastou de vez dos serviços de segurança, entretanto, me deixou com um time bem eficiente. Afinal, nossa família tinha que ter uma segurança reforçada, nossa empresa é bilionária, consequentemente, somos alvo de sequestros ou grandes assaltos.
Rosálie e Emmett estavam radiantes com Mandy e vivam bem do jeito deles, era um amor bonito de se ver.
Alice e Jasper vivam conosco na mansão. Bem, minha mãe meio que surtou ao saber que Alice e Jasper se casaram na Inglaterra numa viagem que fizeram pela Europa. Casaram-se em uma pequena capela, apenas com o padre e dois amigos como testemunha. Minha mãe ficou realmente uns dois meses chateada, pois queria organizar um grande casamento para eles. Jasper e Alice ainda não resolveram ter um filho. Apesar de Jasper já estar com 36 e Alice com 31, eles ainda meio que tinham medo de perder o espírito aventureiro que eles tinham. Eram profissionais muito eficientes e responsáveis, mas saltar de bunge-jump ou fazer trilha depois que se tem filhos? Difícil!
Minha mãe e Carlisle? O que dizer? Apaixonados na terceira idade. Minha mãe não escute meus pensamentos. Ela não gostava desse título “terceira idade”. Entretanto, pessoas com 56 e quase 65 anos, são da terceira idade, não são? Entretanto, continuavam lindos e radiantes. Carlisle era daquele tipo coroa bonitão e charmoso, e minha mãe fazia mais a linha mulher madura e elegante. Eram um casal lindo de se ver. Se encontraram e se amaram já há certa altura da vida e se entregaram de corpo e alma a esse amor.
Eu e Edward? Eu não precisava nem desfiar nossa história. Era um amor intenso, além do que eu conseguia raciocinar. Fui arrebatada por esse sentimento, relutei, tentei evitar, contudo, quando se está destinado a amar alguém, não há outro caminho. E meu caminho era esse. Amar, ser amada e ser feliz ao lado do melhor homem que eu já poderia ter conhecido.
– ... E acima de tudo, eu gostaria de brindar ao amor. – minha mãe encerrou o pequeno discurso que fazia.
Todos elevamos nossas taças e brindamos.
– Ao amor, que uniu nossa família e nos ajudou a vencer todos os obstáculos impostos em nossos caminhos. – eu disse e olhei para Edward, que me fitava com um brilho de admiração. – Ao amor que nos trouxe até aqui, e ao amor que nos levará pelo resto de nossas vidas. – brindamos novamente e logo Edward me puxou para seu colo.
– Acabei de me apaixonar por você mais uma vez. – ele disse com os lábios quase colados aos meus.
– Que bom, porque nesse exato momento, eu estou terrivelmente apaixonada por você. – rocei meus lábios nos seus.
Assim éramos nós. Nos apaixonando um pelo outro uma e outra vez. Um conquistando o outro a cada dia. Não deixando nunca de dizer o quanto éramos apaixonados, o quanto nos amávamos. Porque, por mais que soubéssemos disso, era gostoso falar e ouvir. Essa era a nossa fórmula. Nunca viver como se fossemos casados há nove anos. Vivíamos como duas pessoas que vêm se apaixonando por nove anos. Que brigam, ficam de mal, conversam e fazem as pazes. Dois seres humanos que não viveriam sem o outro.
Duas almas que se amariam...
... Para sempre!



Espero que tenham gostado. 

Beijos,fiquem com Deus e eu aguardo a opinião geral de vocês em relação à fic nos reviews. Obrigada pela atenção nesses meses.



A Equipe Twilight Moms agradece a Diana Artemis pela confiança e a parabeniza pelo enorme talento. Obrigada também a todos vocês que nos acompanharam durante esses 47 dias felizes ao lado de Indianápolis. Nosso site apoia os autores e suas fics que reacendem cada vez mais nossa paixão eterna por Twilight.

Beijusculos.

2 comments :

  1. Que fofooo! Muito linda! Parabens pela fic!

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  2. Eu simplesmente não tenho palavras para falar o quanto eu amei - e amo - essa fanfic, vou sentir muita falta das atualizações de capítulos novos :(
    Mas eu sabia que esse dia iria chegar! Bom, com um aperto no coração eu te dou tchau. Espero ler mais fanfics sua!
    Isabella xxo.

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