Boa tarde galera! Chegamos ao final da fic. E esse último capítulo está repleto de momentos lindos e perfeitos e uma grande surpresa no final...
Título: Love you´till the end
Autora(o): Janni
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Autora(o): Janni
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Love You´till The End
By Janni
Atenção: Este conteúdo foi classificado
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"
CAPÍTULO FINAL
- Claro.
- Mas não pode contar pra ninguém, eu prometi pra mamãe.
- Claro Thomas, o que houve?
- Há uns dias atrás, a mamãe passou mal e desmaiou.
- O que?
- Ela falou que não tinha comido nada o dia todo e por isso desmaiou.
- O papai sabe disso?
- Acho que não. Não conta pra ele, por favor, eu prometi que não ia contar nada pra ninguém.
- Mas ele tem que saber Thomas.
- Não Melissa, por favor, eu faço qualquer coisa que você quiser, até essa surpresa idiota.
Robert’s Pov
Kristen está muito estranha ultimamente, grita por qualquer coisa, chora mais fácil que criança mimada, está irritada, cansada.
É capaz de ela colocar um leão para correr só com um grito.
E pra quem sobra ter que aturar tudo isso? Sobra pra mim, claro.
Hoje é nosso aniversário de casamento, mas não estou nem um pouco empolgado para festejar, levei tanta patada nos últimos dias que não vou me importar de fingir que esqueci.
Para minha sorte ou azar, ainda não sei, só tive gravações pela parte da tarde, vou chegar cedo em casa, e ela também. Vou ver se consigo acalmar a fera.
Até que hoje o trânsito em Londres estava tranqüilo, deve ser por que as escolas já entraram de férias. Ou seja, Thomas e Melissa estão morgando em casa.
Tenho medo desses dois quando estão com mentes vazias. Mais medo de Thomas que Melissa, ela pelo menos se distrai com a banda, já ele... nas últimas férias de verão ele tentou fazer uma catapulta com algumas madeiras que estavam na garagem, o que me rendeu a janela da sala quebrada e muitos gritos da Kristen.
Cheguei em casa e nem sinal do carro dela, abri a porta e o local estava silencioso demais. Ok, tenho certeza que aqueles dois se mataram, vou esconder os corpos antes que alguém sinta o cheiro de putrefação.
- Pai? – Melissa apareceu assustando-se com minha presença, segurando algumas taças de vidro – O que está fazendo aqui?
- Eu moro aqui, Melissa.
- Isso eu sei, seu chato, pensei que o senhor fosse chegar mais tarde...
- Não... fui liberado mais cedo. Sua mãe ligou?
- Não.
- Vou tomar água... – fui em direção a cozinha.
- NÃOO. – ela ficou em minha frente, nervosa.
- O que houve Melissa?
- Nada. – riu sem graça.
- Anda, desembucha.
- Tá... – ela respirou fundo, vencida – eu e o Thomas estamos preparando uma surpresa para o senhor e a mamãe na sala de jantar.
- Uma surpresa? Pra gente? Por quê? O que vocês aprontaram?
- Nada, – ela sorriu – só queríamos fazer uma surpresa pro aniversário de casamento de vocês dois, ainda mais que vocês estão super cansados com essas gravações, achei que seria legal da nossa parte.
- Oh filha... – abracei-a – obrigado, muito legal da parte de vocês. – beijei o topo de sua cabeça.
- Acho que a mamãe vai demorar, ela falou que iria pegar o resultado de sei lá o que, que ela fez.
- Hum, espero que hoje ela esteja mais calma.
- Acho que o senhor deveria se arrumar, daqui a pouco ela chega e eu e Thomas já estamos terminando tudo aqui. Vamos sair... pegar um cinema assim vocês podem curtir a festa em paz.
- Obrigado filha.
Kristen’s Pov
Cheguei em casa e o carro de Robert já estava lá.
Coloquei todos os papéis dos exames que fui receber dentro da minha bolsa, respirei fundo e tentei controlar meus batimentos cardíacos, nós dois estávamos em uma grande enrascada.
Entrei em casa e quase tropecei em Jella. Ouvi vozes da sala de jantar e fui nessa direção.
- O que é isso?
Robert, Melissa e Thomas estavam rindo, Robert com os cabelos úmidos e uma camisa social branca enrolada até o cotovelo, usando também um jeans escuro. Pela sala de jantar alguns vasos com rosas vermelhas, três velas redondas no centro na mesa. Uma barquinha, daquelas que servimos sushi sobre a mesa, repleta de componentes da culinária japonesa.
Eles me observavam, esperando uma reação, mas meus olhos fixaram-se naquela barquinha de madeira, aqueles camarões, salmões, alguns legumes e sei lá mais que gororoba crua, fizeram meu estômago revirar.
Mordi meus lábios tentando reprimir a vontade de vomitar, coloquei a mão na boca quando senti meu estômago comprimir, saí correndo para o banheiro da sala, mas ainda pude ver o olhar dos três, que não entenderam nada.
Levantei a tampa no vaso e só veio líquido. Claro não comi nada o dia inteiro, hoje foi horrível, nada segurou no meu estômago. Eu iria morrer, tinha certeza disso.
- Está tudo bem? – Robert perguntou entrando no banheiro, enquanto eu expelia minhas tripas. Piadinhas de lado, eu estava mal.
- O que acha? – tomei fôlego antes que meu estômago voltasse a se manifestar.
- Comeu alguma coisa estragada? – ele ajoelhou-se atrás de mim e senti suas mãos segurarem meus cabelos.
- Nada parou no meu estômago hoje. Eu preciso dormir, descansar.
- Tenta voltar para a sala de jantar, as crianças fizeram tudo isso pra gente. – notei que meu estômago não se manifestou novamente, então me distanciei do vaso – Vai lá e pelo menos fala que gostou, não faça essa desfeita. – senti seu beijo em minha cabeça e as lágrimas inundarem meus olhos.
- Amor, o que houve? – ele perguntou preocupado, segurando meu rosto.
- Estamos com um problemão.
- O que houve? – ele parecia inquieto – Fala Kristen, o que houve?
Respirei fundo tentando acalmar os meus soluços que se misturaram com o choro. Me levantei e enxagüei a boca.
- Kristen, fala alguma coisa, pelo amor de Deus. – ele alterou a voz, ficando mais nervoso, suas bochechas estavam rosadas, o sangue se concentrando na região.
- Vai lá com as crianças, vou escovar meus dentes e já volto, preciso falar com vocês.
- Pelo amor de Deus, não dá pra falar logo agora?
- Não honey. – sorri e toquei seu rosto – Eu já volto.
Subi as escadas temendo que aquele enjôo insuportável voltasse.
Fui direto para o banheiro do meu quarto, escovei os dentes e em seguida lavei o rosto, tentando me acalmar.
Peguei um elástico de cabelo e os amarrei no topo da cabeça, molhei minha mão e umedeci minha nuca. Enxuguei as mãos e voltei para a sala de jantar, e encontrei os três sentados em seus lugares, a barca não estava mais sobre a mesa.
- Mãe... – Melissa se adiantou assim que me viu – desculpa, eu e o Tomy só tentamos fazer uma surpresa para vocês.
- Está tudo bem Mel. – passei a mão em seus cabelos loiros – Obrigada pela surpresa crianças... precisamos conversar. – fiquei de pé e olhei àqueles três pares de olhos azuis me encarando, sentados.
- O que houve Kris? – Robert se levantou e se aproximou de mim – Você não estaria...? - apenas baixei a cabeça e confirmei, ele colocou as mãos na boca e sorriu bobo – Não acredito, juro que não acredito.
- Eu perdi alguma coisa? – Thomas olhava curioso sem entender o que se passava.
- Acho que perdemos, por que eu também não entendi nada. – Melissa falava nos olhando.
- Eu te amo, te amo, te amo. – Robert falava enquanto segurava meu rosto, dando repetidos selinhos.
- Alguém fala o que está acontecendo? – Melissa falava nervosa.
- Filha... – tentei sorri – mamãe está grávida.
- O QUE? – Melissa e Thomas nos olharam com olhos arregalados. - Ai meu Deus, encarar bebê de novo não. – Melissa deitou a cabeça sobre seus braços, na mesa – Já não bastava esse pentelho? Vocês têm que me dar outro irmão?
- Eu não sou pentelho, e agora vou ter em quem mandar.
- Kris, por que você não me falou isso antes? – senti seus lábios tocando os meus, sugando-os, com tanta felicidade que os senti arder. – Eu tô muito feliz...
- São dois... - falei baixo.
- Eu sei amor, somos dois que estamos felizes.
- Não Rob... quer dizer... sim... – balancei minha cabeça tentando arrumar meus pensamentos – são dois bebês...
- Dois bebês? – seus olhos azuis dobraram de tamanho, olhando-me sério – Tipo assim, dois? Um, dois...
- Sim Rob, dois, o que vem depois do um e antes do três. Dois bebês, gêmeos.
- Ai que fofo. – Melissa sorria.
- Tá louca? Vai ser choro em dobro. – Thomas protestou – Não podemos ficar só com um, o outro a gente devolve?
- Larga de ser idiota Thomas. – Melissa o repreendeu.
Robert’s Pov
Caralho, dois bebês? Fralda em dobro, mamadeira em dobro, choradeira em dobro, tudo em dobro. Acho que esse choque foi maior que o que tive com meus outros filhos.
- Rob, fala alguma coisa. – Kristen parecia apavorada – Eu sei, a gente tá com um problemão. Me ajuda, por favor, não faz essa cara.
Respirei fundo algumas vezes e tentei me acalmar, caramba dois filhos.
Puxei-a para perto de mim e beijei seus lábios, eles me acalmavam, sempre me acalmavam, eles eram macios e doces, nossas línguas se tocaram e me coração desacelerou. Eu iria ser pai novamente, de mais dois bebês.
Alguns Meses Depois
- Rob... – ouvi meu nome ser chamado de longe, uma mão pequena balançava meu braço – Robert... – abri meus olhos pesados de sono.
- Hummm... – não consegui falar apenas resmunguei.
- Rob, não dá pra dormir, tô com falta de ar.
Virei e vi Kristen sentada na beira da cama, com cara de choro, sua barriga enorme, seus braços mais redondos e seu rosto mais fofo.
- Calma... – bocejei alto – calma sweetie... – massageei suas costas doloridas e ela respirava fundo.
- Eu preciso dormir, descansar. – choramingou.
- Eu sei amor. – beijei seu ombro
- Mas não consigo respirar quando estou deitada, minha barriga está muito pesada. – ela passava a mão na barriga redonda.
- Essas duas vão dar trabalho.
- Não fale assim das minhas princesas.
Sim, seriam duas meninas, Jules e Clare, duas gêmeas que já aprontavam dentro da mãe, não paravam quietas, sempre chutando fazendo com que Kristen tomasse alguns sustos.
Pov Off
- O bebê “A” já está vindo... – o médico falava na mesa de cirurgia, Kristen estava deitada, com o auxilio de oxigênio. Robert ao seu lado, segurando sua mão e com a livre filmando tudo. – vamos lá – ele puxou a criança e deu duas batidinhas em suas costas fazendo com que a criança berrasse alto.
- Nossa, que pulmão! – Kristen sorriu.
- É uma menina, mamãe. – o médico ergueu a criança sobre uma pequena cortina que impedia Kristen de ver tudo, a linguinha avermelhada tocava o céu da boca, protestando da invasão de ar em seus pulmões.
- Rob. – Kristen falou com a voz embargada.
- É a Clare, sweetie. – beijou a testa da esposa, e limpou as lágrimas que escorriam por seu rosto com o dedão.
- Vamos lá pequena... – o médico falava enquanto puxava a segunda criança, - o cordão está em volta do pescoço. – falou tirando-o – Feliz aniversário princesa. – falou quando a segunda criança nasceu, já chorando, as mãozinhas abertas e corpinho tremendo.
- Jules. – Kristen sussurrou.
- Elas estão ótimas, saudáveis. – o médico sorriu por trás da máscara.
Elas foram pesadas e limpas, uma enfermeira trouxe as duas no braço, já calmas, sem chorar.
Robert segurou-as e mostrou-as para Kristen, que chorava emocionada. As meninas estavam de olhos fechados, Clare mexeu os lábios, tranquila, enquanto Jules arriscava abrir os olhos, incomodando-se com a luz.
- Elas parecem com você. – Robert beijou os lábios de Kristen, sorrindo.
- Já temos muitas miniaturas sua em casa, agora é minha vez amor – Kristen sorriu.
Kristen’s Pov
Um ano depois e eu estava nervosa, muito nervosa.
Desfilei pelo tapete vermelho e milhares de flashes nos bombardearam, eu e Robert estávamos nos Estados Unidos, na premiação do Oscar, os dois indicados para uma das melhores categorias, melhor ator e melhor atriz.
Depois de anos, voltamos a fazer um par romântico em um filme campeão de bilheteria.
Estava sentada em minha poltrona de veludo vermelho, Robert ao meu lado, os apresentadores entraram com um envelope nas mãos. Falaram milhões de coisas, mas meu nervosismo impediu que meu cérebro registrasse alguma coisa.
- As indicadas para melhor atriz, são...
Cenas dos filmes apareciam apresentando cada uma, senti meu rosto arder quando apareci no telão e meu nome soou pelo teatro. Robert apertou minha mão, olhei para ele e sorri.
- Boa sorte. – ele falou em meu ouvido e beijei-o.
- E o Oscar de melhor atriz desse ano vai para... – o envelope foi aberto e meu coração explodiu – Kristen Stewart.
Ouvi aplausos, mas minhas pernas não me obedeciam, estava assustada, emocionada e não sei mais o que sentia, Robert me ajudou a levantar e me abraçou, consegui caminhar até o palco e pude ver todo o palco me aplaudir de pé, recebi a estatueta pesada e uma imagem ridícula me veio a cabeça, quando eu tinha dezoito anos, derrubei um prêmio na frente de todos, segurei a estatueta com mais força, com medo que ele escapulisse.
- Obrigada. – consegui falar - Nunca... nunca fui boa em discursos... – a gagueira ridícula voltou – mas vou tentar fazer meu melhor. – sorri e vi Robert sorrir de volta – Obrigada a Academia, obrigada a produção que teve muita paciência comigo nesse filme... – olha a besteira saindo – e muito obrigada por terem me dedicado um papel tão importante quanto foi este. Vocês me proporcionaram a realização de um grande sonho, o sonho de qualquer ator. Muito, muito obrigada.
Robert’s Pov
Eu vi Kristen esplêndida naquele palco, seu vestido vermelho, comprido e com um decote a deixava maravilhosa. Não pude desfrutar sua beleza por muito tempo, a categoria de melhor ator foi anunciada e eu senti meu intestino dar um nó. Meu estômago revirou quando escutei meu nome, Kristen ao meu lado sorriu satisfeita e me abraçou. Eu havia ganhado? Eu ganhei um Oscar? Acho que sim, por que todo mundo está me aplaudindo.
Subi até o palco e senti o peso da estatueta. Nossa, ela deveria pesar toneladas. Na verdade não era só o peso, sabe aquele peso que você sente sobre os ombros quando está se empenhando cem por cento em alguma coisa? Pois bem, esse peso foi transferido para aquela estatueta, ter seu trabalho reconhecido daquela forma te tirava do chão, te fazia perder a razão.
- Nossa... – falei me aproximando do microfone – não, não acredito que isso realmente esteja acontecendo. – sorri sem graça – Há alguns anos atrás, recebi uma proposta de um filme realmente muito bom, mas não pude fazê-lo, a imprensa caiu sobre mim, falando que eu estava doido por negar aquele papel, que com certeza me daria um Oscar. Mas eu decidi ficar ao lado da minha família, meus filhos precisavam de mim. Mas tudo tem seu tempo, sua hora certa de acontecer... – ergui um pouco a estatueta – muito obrigado por esse prêmio.
Nosso filme ainda foi premiado em melhor filme e melhor direção, acabamos levando cinco das seis indicações que recebemos. O que nos rendeu muitos elogios.
Ficamos na festa cerca de apenas uma hora e corremos para o aeroporto. Precisávamos voltar para Londres, afinal de contas tínhamos dois adolescentes e duas crianças esperando por nós.
Pov Off
Chegaram em casa, cada um com uma maleta preta e a estatueta tão valiosa e desejada dentro. Melissa correu na direção dos pais, abraçando-os.
- Parabéns... nossa, vocês estavam lindos.
- Obrigado filha. – Robert a beijou.
- Cadê, cadê? – Thomas desceu as escadas correndo – Cadê? Eu quero ver, quero ver a estatueta. – ele pegou a maleta do pai e abriu. – Caramba, isso pesa.
- Hey, cuidado com isso. – Robert o repreendeu.
- Vou pegar as meninas. – Kristen saiu pela casa, atrás das babás que deveriam estar com as filhas.
- Robert Pattinson, Melhor Ator... – Melissa leu o que estava gravado na estatueta. – papai vai se achar agora. – eles riram.
- Um dia eu ainda vou ganhar uma dessa... – Thomas falou admirando a estatueta.
- Olha quem também estava com saudades papai? – Kristen voltou à sala, com as duas filhas no braço, as meninas tinham cabelos loiros, olhos verdes, o rosto no formato do de Kristen, eram Kristen com um ano de idade, cabelos com cachinhos curtos, sorridentes. Jules esticou os bracinhos e Robert a pegou no colo.
- E aí mocinha, se comportou? – beijou a barriga da filha mais levada – E você florzinha? – beijou a bochecha de Clare.
Estavam todos sentados no sofá, Kristen olhando os cinco brincando e sorrindo. Jules em pé, balançando um brinquedo, Clare sentada no colo da irmã mais velha, que cantava acompanhando o pai que tocava violão, Thomas prestando atenção. Ela sorriu. Aquele era o quadro perfeito de sua família.
Um clarão invadiu sua visão, deixando-a cega por alguns instantes, seu coração palpitando, sentiu seu rosto arder, seus olhos inchados, como se chorasse por horas, o nervosismo fazia suas mãos tremerem, sua boca seca, sentindo o gosto das lágrimas salgadas que tocavam seus lábios.
Kristen’s Pov
O clarão abandonou minha visão, uma música invadiu meus ouvidos, Teenage dream, Katy Perry. Que música é essa que a rádio tocava? Ela era velha, de no mínimo 20 anos atrás.
Abri os olhos com cuidado e a imagem que vi ao meu redor era diferente da de segundos atrás.
Estava dentro no meu carro, no estacionamento do aeroporto de Los Angeles, olhei meu rosto no retrovisor e estava vermelho, mas estava jovem, ainda aparentava ter vinte anos, olhei para minhas mãos, nada de aliança de casamento em meu dedo, apenas a que Robert havia me dado, com sua caligrafia cravada no ouro amarelo.
- Eu sonhei?
Falei sussurrando, meu coração pulsava. Minha vida havia passado literalmente diante dos meus olhos? Era isso... tinha sido um sonho.
Olhei um casal feliz entrando em um táxi, ele empurrando um carrinho com malas.
- ROBERT...
Minutos atrás eu havia deixado-o no portão de embarque.
Mandei-o para fora da minha vida. Terminamos de gravar Breaking Dawn uma semana atrás e nossas vidas estavam um inferno, não queria mais viver assim e pra mudar tudo, comecei mandando-o ir embora, não queria mais vê-lo.
Mentira. Eu o queria perto de mim.
Saí do carro, deixando a chave na ignição, pouco me importava se aquela merda de veículo ainda estaria lá quando eu voltasse, eu só queria uma coisa para mim e não era a merda de um carro, era Robert Pattinson.
Corri em direção ao portão, eu não poderia perdê-lo, e se tudo isso que sonhei não acontecesse? E se eu nunca mais o visse? Não poderia correr esse risco.
- Senhor, preciso entrar para o portão E. – falei no balcão.
- Só com passagem senhorita.
- Mas eu não quero viajar...
- Desculpe, mas só tem acesso aos portões de embarque quem vai viajar.
- Merda...
Não credito, não acredito que paguei por uma passagem, nem sei pra onde me mandei.
Por curiosidade olhei o bilhete. Porra eu comprei uma passagem para o Alasca. Quem vai pro Alasca? Não importa, só preciso ter acesso aos portões.
Passei por todo aquele processo humilhante de fiscalização.
Acho que a galera pensa que eu tenho cara de mulher bomba ou coisa do tipo.
Dezenas, milhares, zilhões de pessoas estavam na área de espera.
Que bela merda, como vou achar aquele inglês aqui?
Peguei meu telefone no bolso e disquei o seu número, desligado. Bosta.
Andei rápido por uns quinze minutos, dando uma passagem rápida com o olhar em cada homem que eu via.
Consegui avistá-lo no final do corredor, brincava com o anel par do meu, entre os dedos, de cabeça baixa, pensativo. Me aproximei e não pude deixar de sorrir.
- Ainda dá tempo de consertar a burrada que eu estava prestes a fazer? – perguntei parada à sua frente, ele levantou a cabeça e sorriu, fechou um olho, como se algo incomodasse, tentando não sorrir bobamente.
- Sempre dá.
Sentei eu seu colo, meus braços ao redor de seu pescoço, nossos lábios se tocando, parecia que eu havia vivido séculos sem ele, sua língua explorando a minha boca, suas mãos apertando minha cintura com força. Senti um flash contra meus olhos.
- Acho que isso vai parar nas revistas sweetie. – ele falou entre o beijo.
- Não me importo mais, quero você... vamos embora, por favor, volta pra casa, pra nossa casa.
Saímos do aeroporto, por sorte meu carro estava ainda no estacionamento.
Dirigi feito louca por Los Angeles, queria ele, só queria ele, iria me desligar do mundo por no mínimo uma semana.
Chegamos em casa, ele largou a mala em algum canto que não me importava agora, me abraçou e beijou meus lábios, com força e vontade.
Andamos nos beijando até chegar ao quarto, ele chutou a porta que abriu fazendo um barulho, arrancou minhas roupas e se livrou das dele.
Fui andando de costas e ele beijando meus lábios, senti a cama bater em minha panturrilha, acabei caindo sobre o colchão, rindo.
- Não faça mais isso, por favor. – ele falou contra meus lábios, sobre meu corpo.
- Jamais. Nunca mais saia da minha vida.
- Eu não saí. Você me mandou sair.
Voltamos a nos beijar, senti suas mãos massageando meus seios e arfei. Sua boca desceu por meu pescoço, distribuindo beijos que me faziam arrepiar. Senti sua boca sobre meu seio, sugando-o, gemi alto. Ele puxou meu corpo para seu colo e o senti perto de mim, perto demais. O senti me invadindo.
Era diferente, aquilo estava mais prazeroso, acho que era o medo que eu tive de perdê-lo.
Puxei seus cabelos, fazendo-o largar meu seio, beijei sua boca, sentindo seus lábios, nos beijávamos com fervor, um beijo quente.
Nossos movimentos velozes ansiavam o prazer total. Movi minha cintura contra seu corpo, rebolando.
- Kris... – ele gemeu contra minha boca – te amo...
Ele aumentou os movimentos e eu senti minha respiração falhar a cada vez que sentia seu corpo completo dentro de mim. A adrenalina invadiu meu corpo, descontrolando-o por completo, ele me abraçou mais forte, seu coração acelerado, o suor brotando em nossas testas.
- Ooohhh, sweetie...
Senti seu líquido invadir meu corpo e o meu desfalecer sobre o seu, meus músculos relaxados demais, me davam uma sensação sublime e saciada.
Meu corpo caiu ao seu lado e ele deitou puxando-me para mais perto, afastou meus cabelos e beijou meu pescoço com seus lábios gelados.
Estávamos deitados de conchinha, seu braço abraçando minha cintura, o outro sob minha cabeça, meus dedos acariciavam seu braço que estava ao redor do meu corpo e eu deixei escapar um sorriso.
- O que foi? – ele me olhou beijando o canto da minha boca.
- Ela era você de saia...
- Do que está falando?
- Ela não tinha nada da mãe, era idêntica a você. É quase impossível uma pessoa ser assim.
- Kris, surtou?
- E a Sophie não lutou por ela. Se ela voltou para ter a filha de volta, deveria ter lutado, desistiu muito fácil. – sorri olhando-o – Eu a amava muito, mas acordei e vi que era um sonho... talvez não fosse. Ela era minha filha e ponto. Acho que tudo voltou para eu concertar as coisas e ela fazer mais sentido para a Melissa. Ela vai ser minha, e não de uma louca inconseqüente.
- Do que você está falando Kris? Quem é Sophie, e quem é Melissa?
- Eu vou ser a mãe da Melissa, agora eu vou ser a mãe de sangue dela. – fiquei de frente para ele e segurei seu rosto – E não vejo a hora de conhecer o Thomas, a Jules e a Clare.
- Acho que você bateu sua cabeça na hora da transa. – ele riu e beijou minha testa.
- Não. – eu sorri e beijei seus lábios – Digamos que eu sei o que aconteceria se você tivesse entrado naquele avião.
- E como teria sido?
- Digamos que não seria tão perfeita como vai ser agora. – beijei seus lábios, com calma e apaixonada, como sempre, ele era meu e nada iria mudar isso. Por enquanto aguardo ansiosamente o meu encontro com Melissa, Thomas, Clare e Jules, meus pequenos amores.
******THE END******
Que lindo esse final! Então toda a história não passou de um sonho. Ainda bem que ela voltou para buscá-lo e agora eles vão poder escrever uma nova história. Espero que seja tão linda como foi o sonho, mas sem os problemas causados pelo Fernando entre outros.
Muito obrigada pela companhia por todos esses capítulos, pelos comentários e pelo carinho de sempre. Amanhã eu volto com a sinopse de nova fic. Preparem-se por que é muito linda também. Beijos no coração de cada uma.

Jessus amado, esconde a cruz e o alho!!! Nossa adorei esse foi \o/ sonho! Chorei mt como sempre agora ela vai ser realmente a mae da Mel!! Ameiii beijusculo ate amanha. Ps. Foi a melhor fic q ja li ate o momento vamos ver a proxima!
ReplyDeleteQue bom q vc gostou Nessie. A próxima é Bellard e tenho certeza que vc tbm vai amar. Te espero amanhã. Bjs.
DeleteMuiiiiiiiiito liindo...chorei d+...Ameei,amei,amei!!
ReplyDeleteTbm chorei muito com essa fic Maaa, foi uma das mais bonitas q editei. Espero vc amanhã pra acompanhar a próxima. Bjs.
DeleteMuito linda!!!! A cada Fic que passa, melhora ainda mais!!!
ReplyDeleteSucesso pra vocês, sempre!!!!
Own obrigada amiga. Espero q vc goste da próxima fic tbm. Te espero amanhã. Bjs.
DeleteAhhhhh que pena que acabou.....
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