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Thursday, September 15, 2011

FANFIC - FAZ DE CONTA QUE FOI ASSIM - CAPÍTULO 20


Olá galera! No capítulo de hoje Bella se vê obrigada a se reaproximar de Edward e essa pode ser uma boa chance para ele reconquistá-la...

Título: Faz de Conta Que Foi Assim – By Valentina
Autora(o): Valentina LB
Shipper: Bellard
Gênero: Romance.
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Personagens: Alice Cullen, Bella Swan, Carlisle Cullen, Edward Cullen, Emmet Cullen, Esme Cullen, Rosalie Hale, Jacob Black, Renée Dwyer
Avisos: Sexo

Faz de Conta Que Foi Assim
By Valentina LB

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"

CAPÍTULO 20 – Ainda existe amor...

“A felicidade é um sentimento simples; você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade.”

Nos dias que se seguiram a vida de Bella se limitou a se recusar a atender as dezenas de ligações de Alice e a brincar com seu não tão fiel amigo Bud.
Ficava a maior parte do tempo no seu quarto e, às vezes, na área da piscina, tomando sol ou nadando. Via Edward muito pouco. Alguns esbarrões nos corredores e nada mais. Cumprimentavam-se apenas com um “oi” rápido, mas era impossível não sentir o olho dele seguindo-a enquanto se afastava.
Jake também andava sumido. Já estava bem claro que ele nutria algum sentimento por ela, mas tentar alguma coisa com ele estava fora de questão. Bella queria distância de todos que a enganaram.

Edward se fechava no escritório bem cedo e só saía de noite. Não andava comendo muito, não tinha fome. As poucas vezes que se encontrava com Bella sentia uma emoção contraditória. Por um lado ficava feliz em vê-la, mas por outro sentia o peito se apertar ao perceber a mágoa e sofrimento em seus olhos.
Assim sendo, evitava encontrar-se com ela para não lhe impor a sua incômoda presença. Tinha medo que ela quisesse ir embora de novo.
Quem lhes passava toda a rotina dela eram Vera e Cornélia.

Jake também ficava praticamente o dia inteiro fora. Estavam fechando o cerco ao redor do atirador. Já tinham até um vídeo, de péssima qualidade, é verdade, com ele de costas, saindo da loja de armas, e um do retrato falado feito pelo dono do barco, mas suspeitavam que a barba e os óculos fossem falsos.
Esperava ansiosamente pela prisão desse bandido para poder se dedicar a conquistar Bella, agora que Roarke não teria mais motivos para impedi-lo.

Foi num desses dias de solidão que Bella resolveu abrir os pacotes que Edward tinha lhe dado. Dedicou o dia inteiro à leitura das cartas e se comoveu ao perceber que vivera por algum tempo a materialização daqueles sonhos juvenis.
Edward não tinha deixado nenhum detalhe passar. A casa, o mar, o cachorro, o casamento, a felicidade... Tudo o que estava diante de seu nariz tinha sido sonhado por eles há mais de dez anos atrás.
Não conseguiu conter as lágrimas enquanto lia as juras de amor que fizeram um para o outro. Era um amor tão puro, tão ingênuo, tão verdadeiro... E ao mesmo tempo tão parecido com os sentimentos que ainda guardava em seu coração.
Cada palavra que leu ficou gravada em seu coração e eram elas que lhe davam força para acordar todas as manhãs e enfrentar mais um dia. Aquelas cartas tinham sido escritas “para” e “pela” verdadeira Bella. Representavam a única parte da sua vida que não era falsa, que tinha realmente existido.
- Cornélia, - perguntou Bella durante o jantar – desde anteontem que não vejo o Sr. Cullen. Sabe se ele foi viajar?
Bella não queria assumir para si mesma, mas estava sentindo falta de Edward. Fazia tempo que não o via.
- Dona Isabella, ele me pediu para não contar nada, mas o Sr. Cullen está doente. Ontem pela manhã ele ficou internado no pronto atendimento tomando medicação. Veio pra casa dirigindo sozinho, coitado. Ele está de cama desde ontem de manhã, quando chegou do hospital. Olha o prato de sopa que eu levei pra ele, – a empregada mostrou – voltou sem ser tocado. O patrão não está comendo nada. Desse jeito ele vai acabar morrendo. A senhora precisa ver como está pálido.
Bella sentiu uma dor aguda no peito. Mesmo mentindo, ele tinha cuidado dela com todo carinho e agora estava doente e sozinho. Sentiu-se mal por só saber daquilo tanto tempo depois.
- Cornélia, me dê este prato de sopa.
Bella saiu da cozinha decidida a fazer aquele teimoso comer a comida.
Bateu na porta e não obteve resposta. Sem se importar, girou a maçaneta e entrou, deparando-se com Edward dormindo, enrolado em um edredom. Seu abatimento era visível.
Bella colocou a bandeja na mesinha e sentou-se ao seu lado. Relutou um pouco, mas finalmente se rendeu e passou a mão levemente em seu rosto, tirando uma mecha de cabelo que descia em sua testa.

Edward fingiu dormir.  Não podia acreditar que era ela quem estava ali, preocupando-se com seu bem-estar. Aquilo só podia ser um daqueles delírios a que vinha tendo. Manteve os olhos fechados e pediu a Deus para não recobrar a consciência. Queria delirar pra sempre.

Bella percebeu que todo corpo dele tremia. Colocou a mão em sua testa e viu que estava muito quente. Sua febre estava altíssima.
Foi até o banheiro e molhou algumas toalhas na água fria para servir como compressas.
- Edward, você está com muita febre. Vou colocar algumas toalhas úmidas em você. – falou baixinho, sem saber se ele estava ouvindo o que ela estava dizendo.
Ela levantou sua cabeça delicadamente e colocou uma das toalhas sob sua nuca. As outras colocou na testa e nas axilas.

Edward abriu os olhos, temendo descobrir que tudo era imaginação sua. Não era... Bella estava mesmo ali, ao seu lado, colocando a mão em seu pescoço para sentir a temperatura. Por fora ele tremia de frio, mas por dentro seu coração estava aquecido como nos dias em que viveram o sonho de serem marido e mulher.
- Pensei que estivesse dormindo. – Bella falou meio sem graça, retirando a mão rapidamente.
- Pensei que eu estivesse sonhando...
- Você está ardendo de febre, precisa tomar um antitérmico.
- O médico me receitou uns comprimidos, mas estão no banheiro.
Bella levantou-se e foi pegá-lo. Voltou com o remédio e um copo de água, ajudando-o a tomar.
- Obrigado, Bella.
- Você devia ter mandado Cornélia me avisar que estava doente. Eu teria vindo te ajudar.
- Não era para ela ter ido encher sua cabeça com meus problemas.
- Não fique bravo com ela, fui eu que perguntei por você. Agora fique quieto até começar a se sentir melhor. Depois vai comer toda aquela sopa que ela fez, nem que eu tenha de te dar na boca.
Edward sorriu e revirou os olhos por causa de seu jeito mandão.
Bella se inclinou sobre ele e arrumou a toalha que estava sobre sua testa. Ficaram com os rostos bem próximos.
- Eu não mereço o que está fazendo por mim... – ele sussurrou.
- Descanse Edward. – Bella sussurrou também, colocando o dedo em sua boca para que ficasse em silêncio. Não era hora para discutirem merecimentos.
- Quando eu ficava doente minha mãe segurava minha mão até eu dormir. – Edward comentou, lembrando sua infância.
- Meu Deus, como vocês homens são manhosos.  – Bella falou rindo, dando a mão para ele. – Pode dormir que eu estarei aqui quando acordar, Edward.
Ele segurou sua mão e fechou os olhos, adormecendo com um enorme sorriso no rosto.
Bella ficou sentada ao seu lado, meio desconfortável. Sempre que tentava soltar-se para levantar, sua mão era apertada pela dele, fazendo-a ficar onde estava.
Edward acordou uns trinta minutos depois se sentindo todo molhado. Tinha suado muito e sua roupa estava úmida. Apertou os frágeis dedos que segurava. Apesar de ter dormido, em momento nenhum perdeu a consciência de que tinha de se manter unido àquela mão, agora entendia por que... Era a mão de Bella.
- Você ficou aqui esse tempo todo?
- Fiquei. Tinha um menininho carente agarrado em mim. – Ela falou sorrindo, se esquecendo por alguns minutos de seu próprio sofrimento.
- Obrigado! – Edward falou comovido.
- Não foi nada. – Bella disse, se espreguiçando com cara de dor, afinal suas costas estavam doloridas de ficar sentada sem apoio.
- Você está com dores. Desculpe-me por estar te dando trabalho, Bella. Vá descansar, eu já estou bem melhor.
- Nada disso, agora você vai tomar um banho para se livrar desse suor e quando voltar vai comer toda a comida. Vou pedir Cornélia para esquentá-la novamente.
Edward levantou-se ainda meio tonto, pegou roupas limpas e foi para o banheiro tomar um banho. A água estava lhe fazendo muito bem. Quando terminou, percebeu que tinha demorado mais que o necessário.
Ao voltar, sua cama estava forrada com lençóis limpos e um prato quente de sopa o aguardava. Bella estava sentada na cama, com as costas apoiadas no travesseiro. Dormia profundamente.
Edward teve remorso por tê-la feito ficar ao seu lado até tão tarde da noite. Com pena de acordá-la, retirou seus sapatos e a deitou confortavelmente, cobrindo-a com o edredom.
Jantou sem vontade, apenas para satisfazer Bella, mas em nenhum momento afastou os olhos dela, admirando sua beleza ao dormir. Ela estava novamente em sua cama e isso o deixava radiante, mesmo que a virose fizesse parecer que seu corpo tinha sido atingido por um piano caído do céu.
Questionou se deveria ou não deitar-se com ela e acabou optando pela opção que lhe agradava mais, ainda que soubesse que Bella poderia achar ruim.
Ficou ali na cama, descansando ao seu lado, sentindo o calor e o perfume dela tão perto dele...
Nem percebeu quando o sono chegou.
Bella acordou sem saber onde estava. A escuridão do ambiente não lhe dava nenhuma pista. A única coisa que reconhecia eram os braços fortes e o cheiro maravilhoso do homem que a abraçava, apertando-a junto a seu corpo. Essa sensação de paz e proteção ela conhecia bem.
De repente caiu em si. Estava na mesma cama que Edward, o homem que mentiu pra ela cruelmente, o homem do qual ela queria a maior distância possível.
“O que eu estou fazendo aqui, meu Deus?
Bella se sentou, saindo do abraço de Edward bruscamente. Percebeu, aliviada, que estava vestida. Ainda usava a mesma roupa da noite anterior.
- Não fizemos nada, Bella, você apenas ficou cuidando de mim e acabou adormecendo de cansaço. Devemos ter nos abraçado durante o sono. – Edward lhe explicou, quando percebeu seu nervosismo.
A voz dele a assustou, mas serviu para lembrá-la de tudo o que tinha acontecido. “Ele estava doente e eu o ajudei apenas isso.” Bella tentava se convencer que seu impulso em cuidar dele tinha motivação exclusivamente altruísta. Mas algo bem no fundo de sua mente lhe dizia que era bem mais do que solidariedade.
- Você devia ter me acordado. – reclamou. - Vou para meu quarto.
Mais que chateada, ela estava era envergonhada por sua fraqueza, sua incapacidade de repudiá-lo.
- Você parecia tão cansada. Fiquei com pena de interromper seu sono. Desculpa!
- Esquece. Você já melhorou Edward. A febre passou, não precisa mais de mim.  – Bella disse, saindo da cama.
- Obrigada, Bella. O que você fez foi muito... não sei nem dizer... como posso agradecer?
- Eu faria isso por qualquer um. Tchau, Edward – Bella disse, tentando demonstrar uma falsa frieza.
Saiu do quarto com o coração acelerado. Esteve muito perto de se render aos sentimentos que ainda nutria por Edward e se entregar ao prazer de ficar em seus braços. Não entendia como podia odiá-lo e amá-lo ao mesmo tempo.

O coração de Edward encheu-se de esperança. Bella ainda o amava e ele ia lutar por ela até o fim de seus dias. Abraçou seu travesseiro e ficou se deliciando com o perfume que ela deixou ali.

Bella sabia que teria de se afastar de Edward se quisesse fugir da tentação de perdoá-lo. Sua carência e abandono a deixavam vulnerável e propensa a se colocar em segundo plano na busca de companhia e segurança. Ela tinha literalmente “dormido com o inimigo” e se não se segurasse, acabaria dormindo de novo...

Continua...

Essa virose veio na hora certa pro Edward. Talvez agora a Bella perceba que, apesar de tudo, o amor é muito grande para ser ignorado. Vamos esperar que eles se reconciliem rápido. Beijos e até amanhã.
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3 comments:

  1. Ô Bella boba, meu Deus... ele fez tudo por amor e culpa... ela quer mais o quê???

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  2. Tomara q eles se acertem logoo

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  3. óin assim como ele cuido dela, ela ta cuidando dele, mais ainda uma burra por nao perceber q o lugar dela é ao lado do Edward!! ate amanha

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