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Tuesday, September 20, 2011

FANFIC - SEGUNDO PLANO - CAPÍTULO 17


Boa tarde gente! Hoje Bella e Edward fazem a última aula para gestantes e as coisas ficam complicadas para eles...

Título: Segundo Plano
Autora(o): Bruna Matheus
Shipper: Bellard
Gênero: Romance/Humor
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Sexo

Segundo Plano
By Bruna Matheus

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"
Capítulo 17

"Há algumas coisas sobre as quais não falamos
Melhor continuarmos assim e simplesmente segurar o sorriso
Apaixonando e desapaixonando
Envergonhado e orgulhoso
Juntos todo tempo
Você nunca pode dizer nunca
Ainda não sabemos quando
Mas de novo e de novo
Mais jovens do que éramos antes
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Imagine que você é a rainha de tudo
Na medida em que os olhos podem ver sob seu comando
Eu serei o seu guardião
Quando tudo está desmoronando
Vou segurar firme a sua mão
(...)
Nós estamos nos separando
E chegando juntos novamente e novamente
Nós estamos distanciando um do outro
Mas nós nos mantemos juntos
Nos mantemos juntos, juntos de novo
Não me deixe ir"

The Fray – Never say never.

No dia seguinte ao chá de fraldas, eu e Edward fomos às compras à tarde.
Compramos algumas coisas que faltavam pros bebês e os dois berços. Como a loja não montava, Edward ficou encarregado de encontrar alguém que montasse os berços no quarto que seria dos bebês. Eu pedi que fizesse isso ainda essa semana. Não queria que os bebês nascessem sem o quartinho deles.
Eu já estava ficando louca.
O quarto dos gêmeos era um grande vazio cheio de sacolas e só de pensar que eles podiam nascer a qualquer momento isso me desesperava.
Rachel viria dali uma semana. Ela lavaria as roupas em um dia e no outro passaria.
Não tinha condições de eu fazer tudo isso sozinha. Minha barriga parecia pesar 200 kg e meus pés estavam inchados.
Duas semanas depois do chá de fralda era nossa última aula do curso de gestante e talvez fosse a pior, nós iríamos dedicar o tempo da aula pra conhecer os tipos de parto e talvez fosse a última chance de mudar de opinião.
Nós vimos o parto cesáreo, natural, cócoras e na água.
Cada vez que o filme mudava Edward e Jasper ficavam em quatro tons diferentes de verde.
Tenho que admitir, eu estava ficando enjoada e assustada com aquilo.
Todo mundo diz que é tão lindo e eu, sinceramente, achei assustador como o inferno.
Eu não tinha pra onde correr, eu tinha que escolher qualquer um deles de qualquer forma, porque os bebês precisavam nascer, mas confesso que fiquei chocada.
Sangue, gritos, dor, corte, sutura e uma genitália deformada. Oh Deus!
A aula durou, como sempre, 50 minutos e quando saímos de lá Edward estava calado, nem se despedir de Jasper e Alice ele se despediu.
- Ok, o que houve? – perguntei assim que entramos em seu volvo.
- O quê? – ele me olhou confuso.
- Você está calado. Sua última palavra foi antes da aula e depois nem um suspiro. O que houve? – perguntei mais uma vez.
- Se importa de passarmos na livraria? Tenho que ir lá antes de ir pra casa. – ele me ignorou completamente.
Eu dei de ombros e ele colocou o carro em movimento.
Nos 20 minutos que levamos até a livraria Edward continuava calado, mudo, parecia uma estátua.
Ele parou o carro, saltou e abriu a porta do carona pra mim.
Eu não saí.
- Vai esperar aqui? – ele perguntou.
- Edward, você pode, por favor, me dizer o que está acontecendo? – perguntei. – Você está me assustando.
Ele suspirou e agarrou os cabelos com as mãos.
- É que... merda, eu não sei como te dizer isso. – ele olhou pro chão.
Eu saltei do carro e bati a porta atrás de mim, ficando na sua frente.
- Ok. – suspirei preocupada. – Sou eu... Bella, lembra? Estou te ouvindo.
Ele deu um passo pra trás pra me encarar.
- Eu não sei se eu posso fazer isso. – ele sussurrou e eu o olhei chocada. Do que ele estava falando? – Oh não... não Bella, não é isso! Eu digo, o parto... é surreal... eu, eu não sei se consigo estar lá com você.
Eu soltei o ar que prendia em meus pulmões aliviada.
- Edward, nós já conversamos sobre isso. Você disse que estaria ao meu lado. – o lembrei.
- Eu sei amor, mas isso foi antes de eu ver... aquilo. – ele falou a última palavra com nojo.
- Você está dizendo que vai me deixar sozinha quando eu mais preciso de você, é isso? – perguntei irritada.
- Bella, eu vou estar na sala ao lado e assim que eles nascerem vou ficar ao seu lado. – ele disse.
- São os nossos filhos Edward e você vai me deixar passar por isso sozinha? – minha voz saiu um pouco alterada.
- Bella, eu só não quero ser mais um paciente naquela sala. O foco tem que ser você e não o pai idiota que desmaiou por não agüentar. – ele sorriu.
Mas eu não vi humor. Eu estava muito, muito irritada.
Porra! Ele sabia que eu precisaria dele ao meu lado, me apoiando, me dando força.
Nós conversamos milhões de vezes sobre isso e trabalhamos isso no curso. Agora ele vem me dizer que vai me deixar sozinha?
- A Rose pode ficar com você. – ele disse.
- Eu não quero a Rose comigo. Eu queria você! Mas se você não pode, eu vou passar por isso sozinha, como eu já havia planejado. – joguei em sua cara.
- Podemos discutir isso em casa? Nós estamos na rua. – ele me lembrou.
- Nós não precisamos mais discutir sobre isso. – falei emburrada. – Eu já disse... – minha voz foi cortada por uma voz aguda gritando um apelido ridículo de Edward.
- Eddie! – a vaca loira da Tânia saía saltitando de dentro da livraria.
- Oi Tânia. – ele disse sem emoção.
Eu a olhei, mas acho que ela nem me notou ali.
Claro, ela estava ocupada secando Edward.
- Fiquei te esperando lá em casa, mas você não foi. – ela fez um bico. Edward me olhou, mas ela olhava pra ele.
Eu o encarei com ódio nos olhos.
- Eu falei que não ia Tânia. – ele deu de ombros. – Conhece Bella? – ela finalmente percebeu minha presença. – Bella essa é a Tânia. Tânia essa é a Bella.
- Oh... oi. – ela acenou com a mão pra mim e eu fiz o mesmo, além de dar meu melhor sorriso amarelo sem emoção a ela. – Edward fala muito de você.
- Oh sim! Eu sei que sim. – concordei ironicamente.
- Oh meu Deus! Você está grávida? – ela quase gritou. – Eu... eu não sabia que vocês estavam juntos a tanto tempo pra terem um bebê. – ela carregou sua voz de cinismo.
- São gêmeos querida. – usei meu sarcasmo.
- Você não me disse nada. – Tânia deu um tapa no ombro de Edward sorrindo pra ele.
Edward estava sem ação.
- Eu te disse que Bella estava grávida Tânia. – ele revirou os olhos.
- Não me lembro. – ela sorria de orelha a orelha. – Quando isso aconteceu? – ela perguntou.
- Eles não são meus, Tânia. – ele disse. – Mas eu os assumi.
A partir daquele momento eu não ouvi mais nada. Meu mundo literalmente caiu enquanto eu via aquela piranha mexendo a boca e falando sem parar.
Edward desviou seus olhos de Tânia e me olhou.
Ele deve ter visto minha cara porque logo estava ao meu lado afagando meus ombros.
- Você está bem? – ele sussurrou e a vaca continuava falando.
- O que você disse? – perguntei num fio de voz.
- Não me lembro Bella. – ele olhava em meus olhos.
- Você disse que eles não são seus. – eu sussurrei alto o suficiente pra que só ele ouvisse.
- Eu disse? – ele perguntou. Eu não conseguia ler sua expressão. – Foi da boca pra fora amor.
Eu tirei suas mãos do meu ombro com força.
- Está tudo bem? – Tânia perguntou. – Ela não parece bem Eddie. Não é melhor levá-la ao hospital? E se ela cair aqui e se machucar? É melhor... – Edward a interrompeu.
- Tânia, o que você ainda faz aqui? – ele perguntou a ela calmamente.
Ela levantou as mãos como se tivesse se rendendo e saiu, entrando na livraria.
- Bella amor, eu não quis dizer realmente aquilo, me perdoe. – ele se explicou.
- E o que você realmente quis dizer? – perguntei sentindo as lágrimas descendo dos meus olhos.
- Bella, você sabe que eu amo você e as crianças, por favor? – ele pediu.
Eu me afastei de frente pra ele e sai dali.
Peguei o primeiro táxi que passava na rua e fui pra casa.
Eu entrei pela porta lateral pra que ninguém na Boston me visse naquele estado.
Fui direto pro meu quarto e me joguei na cama chorando tudo que me corpo me permitiu.
Eu tinha vários motivos pra estar com raiva dele por causa dos ciúmes da Tânia. A intimidade entre eles, o convite a casa dela... Pelo amor de Deus! Nem contar a ela que eu estava grávida ele contou!
Mas o pior foram aquelas quatro palavras.
"Eles não são meus"
Como ele pôde fazer isso comigo?
Além da humilhação na frente daquela piranha, me desmerecer.
Desmerecer os meus filhos!
Meus!
Me levantei com fúria e peguei a primeira mala que eu vi. Fui até o closet e fui jogando as roupas dele que eu encontrava pela frente dentro dela.
- Bella? – ele me chamou provavelmente da sala. - Bella?
Eu continuei colocando suas coisas dentro da mala.
- O que você está fazendo? – ele perguntou chocado quando entrou no closet.
- Não está vendo? – perguntei com ironia. – Estou te livrando do fardo que é assumir os meus filhos Edward.
- Bella, pare, por favor. – ele pediu.
- Eu não quero sua piedade Edward. Eu não quero compaixão, eu não quero seu dinheiro, não quero nenhum favor seu... e o principal... eu não quero, eu não pedi pra você ser o pai dos meus filhos, portanto... pegue suas coisas e vá embora.
- Não! Eu não vou! – ele disse firme. – Você pode me deixar explicar? – ele pediu. – Deus Bella, você está tremendo. – ele ia se aproximar de mim, mas eu o impedi.
- Por favor, não toque em mim.
- Bella, você entendeu errado amor... – eu o cortei.
- Me diz qual outra interpretação você me daria pra "eles não são meus"? – perguntei.
- Bella, eu só usei as palavras erradas. – ele suspirou derrotado. – Tânia estava me irritando, te irritando, eu perdi a cabeça e eu falei merda. Me perdoe.
Eu ri.
- Quantas vezes você já me disse isso Edward? Quantas vezes você já me pediu perdão? – perguntei. – Por favor, vá embora, acabou. Eu não quero que você se sinta obrigado a assumir meus filhos porque você acha que me ama.
- Não diga isso! – ele pediu irritado. – Eu amo você merda! E eles são meus também. – ele apontou pra minha barriga.
- Não! NÃO SÃO! – gritei. – Você sabe que não são. Você mesmo disse isso... Não seja hipócrita Edward. Pegue suas coisas e vai embora.
- Já disse que não vou. – sua voz estava firme.
- Se você não for, eu vou. – eu disse.
- Bella, por favor, isso não é bom pra você, pros bebês, tente se acalmar amor.
- QUE INFERNO EDWARD! – eu gritei. – SAÍ DA MINHA CASA, DA MINHA VIDA. – solucei. – Por favor, apenas vá embora.
Meu estômago estava embrulhado, minha cabeça doía e minhas mãos tremiam.
- Eu não vou desistir de vocês Bella. – ele disse indo até a porta.
- Não faça isso Edward, acabou. – solucei mais forte.
Dizer essas palavras doía. Demais.
Ele saiu do quarto ignorando a mala com as suas roupas.
E foi embora. Da minha casa, da minha vida.
O resto que sobrava do meu mundo terminou de desabar na minha cabeça.
As palavras que ele e Tânia disseram ficavam dançando na minha cabeça.
Eu me levantei da cama por que não conseguia respirar deitada. Eu estava sufocada e não conseguia mesmo respirar.
Eu forçava o ar a entrar nos meus pulmões, mas nada passava.
Me sentei com dificuldade no chão me agarrando ao mantra de que eu tinha que me acalmar.
Isso é só um ataque de pânico. Se acalme! Lembre-se... seu oxigênio, oxigênio dos bebês.
Minhas narinas já estavam começando a ficar secas e eu respirava como um asmático em crise.
Deus! Eu ia morrer. Sozinha nessa casa.
Por alguns minutos eu desejei que Edward ainda estivesse na sala. Tentei chamá-lo, mas minha voz não saia.
Deitei de novo na cama tentando me acalmar, mas não conseguia. Nem me acalmar e nem respirar direito.
- Bella! – a voz de Rose saiu como um grito. – Oh meu Deus! – ela correu até mim. - Se acalme está tudo bem. – ela me pegou em seus braços me embalando como um bebê. – Shhh está tudo bem, respire querida. – eu inspirei e consegui um pouco de ar. – Isso... assim... respire de novo pra mim Bella... isso... por favor, se acalme e respire querida.
Ela ficou durante minutos me acalmando e me embalando nos seus braços.
Até que eu adormeci.
No dia seguinte eu, infelizmente, acordei.
Minha garganta estava seca, minhas narinas queimavam e eu não sentia os bebês se mexerem.
Eu só queria que eles estivessem bem ou eu não agüentaria, ou nada teria valido à pena.
Me ergui e vi Rose dormindo na poltrona do meu quarto.
Um anjo em minha vida.
Me levantei ignorando a tontura e fui tomar um banho.
Quando a água quente caia pelas minhas costas a realidade me esmurrou.
Edward não fazia mais parte da minha vida.
Ele foi embora, eu o mandei embora, e deixou um buraco no meu peito.
Minhas lágrimas se misturavam com a água do chuveiro e eu agradeci a isso quando Rose entrou no banheiro e não reparou que eu chorava.
- O que houve minha amiga? – ela perguntou triste.
- Eu o mandei embora Rose. – minha voz saiu firme. – Apenas, acabou.
- Por quê? – ela perguntou. – Vocês se amam tanto Bella.
- Só amor não é suficiente Rose, é preciso coragem, vontade. – falei.
- O que aconteceu Bella? – ela sentou na borda da banheira.
Eu contei tudo pra ela, desde a saída do curso até os minutos antes dela chegar e me encontrar naquele estado.
- Você não o deixou se explicar por quê? – ela perguntou.
- Rose, a boca fala o que o coração está cheio. Meu pai sempre me disse isso. – eu disse. – Se ele disse é porque realmente sente.
- Ele te ama Bella, até um cego vê isso. – ela disse séria.
- Eu sei que ele me ama Rose, mas eu quero mais que amor. – sussurrei. – Por favor, não quero mais falar sobre isso. – ela assentiu. – Me leva na clínica?
- Você está bem? – ela se levantou me passando minha toalha.
- Estou, mas eles ainda não se mexeram hoje. Eu quero ter certeza que estão bem.
Depois que tomamos café, Rose me levou a clínica e o Dr. Cox disse que estava tudo bem com Nicolas e Olívia.
Rosalie me disse que Edward ligou pra ela antes de sair. Ele disse a ela que eu estava muito nervosa e pediu pra ela me fazer companhia. Segundo ela, ele ficou esperando-a chegar e lhe deu sua chave pra que ela entrasse.
Alice esteve lá em casa e assim como Rose, tentou me confortar.
Talvez alguém conseguisse... eu não tinha certeza.
Toda vez que aquelas palavras apareciam pra mim mais um pedaço era arrancado do meu peito.

Continua...

Que triste essa briga agora... logo quando os bebês estão perto de nascer. Gostei quando o Edward disse que não ia desistir deles... espero que eles façam logo as pazes como na outra briga. Amanhã eu volto. Beijos.
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3 comments:

  1. Meu Deus do céu, Bella, ele te ama garota, perdoa ele, ele ñ falou aquilo por querer, e seu nervosismo faz mal pros bebês!!! ~~ TOMARA Q ELES FAÇAM AS PAZES LOGOO!! aiai...

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  2. ai Bella as vezes da raiva de ti, sabia? ta loko eu entendi q ele falou isso pq a Tania falou "Quando isso aconteceu?" entao ele so respondeu q nao sao dele mais q ele ta assumindo, tomara msm q eles fazem logo as pazes!! ate amanha

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  3. OMG! q dó. tomara msm q eles facam a pazes! ate amanha Beijusculo

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Twilight Moms Brasil é parte de mim e espero que seja de você também, Forever.

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