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Friday, October 07, 2011

FANFIC - WAKE UP - CAPÍTULO 13


Oi galera! E os preparativos para a chegada da Ava continuam. E as coisas estão começando a ficar boas...

Título: Wake Up
Autora(o): Juliana Dantas
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Sexo

Wake Up
By Juliana Dantas

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"
Capítulo 13

POV Kristen

Finalmente parecia que estava tudo pronto.
Eu caminhei pelo apartamento e entrei no quarto que seria de Ava e olhei ao redor, insegura.
Ouvi passos atrás de mim.
-Parece que acabamos. – Rob disse.
Nas últimas horas eu, ele e John havíamos corrido para arrumar tudo no apartamento.
Eu o encarei mordendo os lábios nervosamente.
-O que foi?
-Acha que Ava vai gostar? E se odiar?
Ele riu.
-Nós fazemos tudo de novo.
-É... parece bem prático.
Eu tive que rir de sua teoria simples, mas o fato era que eu sentia uma dorzinha do estômago de nervoso e ansiedade.
Agora faltava bem pouco para termos Ava ali.
John entrou no quarto.
-Aqui que eu deixo isto? - indagou com o quadro que minha mãe havia dado.
-Sim, pode deixar.
-O que é isto? - Rob indagou.
-É um quadro que minha mãe pintou para Ava. 
-Como seus pais estão encarando tudo?
Eu dei de ombros, enquanto subia na cama para pendurá-lo.
-Estavam loucos para vir pra cá. Eu não deixei. 
-Sim, ainda não é o momento. – ele respondeu subindo ao meu lado e retirando o quadro das minhas mãos – Está torto.
-Eu já vou Kristen. – John falou.
-Por que não fica para jantar com a gente?
-Eu tenho que ir ainda hoje pra LA.
Eu o abracei rapidamente.
-Obrigada por tudo.
-Boa sorte com a Ava.
Eu suspirei pesadamente.
-Eu te ligo se precisar de algo. – falei acompanhando-o até a porta.
-Vou te enviar uns roteiros.
-Eu não terei cabeça pra isto agora, John.
-Mesmo assim eu enviarei. Tchau, Kris.
Ele se foi e eu fechei a porta.
Olhei em volta.
Anoitecia em Nova York.
E eu estava sozinha com Rob naquele apartamento.
Fingindo que éramos como qualquer casal que acabava de se mudar.
Oh, Oh.
Caminhei até o quarto, pela primeira vez me dando realmente conta que aquele era único quarto, tirando o de Ava.
E que obviamente era um quarto de casal.
Ok. A partir de agora éramos um casal. 
Pelo menos para mundo.
Certo. Não era tão absurdo assim. Já fomos namorados. Praticamente vivemos juntos por algum tempo.
E, apesar das duas noites que passamos juntos nas últimas semanas, se me perguntassem se havia alguma chance de volta eu diria um sonoro não.
Mas agora era diferente. Havia tanto em jogo. Tanto a perder. 
Eu faria qualquer coisa por Ava. 
Mesmo encarar aquela situação com Rob.
-Eu liguei para a tia de Ava.
A voz de Rob atrás de mim me fez voltar à realidade.
-E aí?
-Eu pedi para trazer Ava aqui amanhã. Acho que será mais fácil.
-Sim, pode ser.
-Elas virão para jantar.
-Teremos que jantar com aquela mulher horrorosa?
-É a tia de Ava.
-Ela já explicou para Ava sobre a mudança?
-Disse que explicará amanhã quando pegá-la na escola.
-Eu só me sentirei tranqüila quando ela estiver aqui. Ao nosso alcance. – murmurei.
As mãos de Rob tocaram meu ombro.
-Ela estará. Amanhã Kris. Amanhã.
Eu me virei para encará-lo e por um momento eu quis mesmo que ainda fossemos um casal e que fosse permitido que eu encostasse minha cabeça em seu ombro e pedisse que me abraçasse.
Mas me afastei.
-Está com fome? Posso fazer alguma coisa?
-Já trabalhamos demais hoje. Podemos pedir.
-Tudo bem, eu vou... tomar um banho. - falei entrando no banheiro.
Quando me encarei no espelho estava vermelha.
O que era totalmente ridículo.
Ri de mim mesma. 
Quando saí do chuveiro eu podia ouvir uma música tocando na sala.
Laura Marling. Old Stone.
Era algo que Rob tinha me ensinado a gostar. E toda vez que eu a ouvia, me lembrava dele. 
E enquanto eu me enxugava, eu deixei meus pensamentos voltarem para ele, como sempre acontecia e foi fácil deixar minha mente imaginar que tudo era diferente
Que era real.
De repente, ouvi uma batida na porta do banheiro.
-Kristen, telefone pra você. 
Eu segurei a toalha na minha frente e abri a porta.
Rob me encarou, através da névoa de vapor que saia.
Peguei o telefone da sua mão, tentando ignorar que ele me media sem disfarçar.
E também tentando ignorar o calor que isto me causava.
-Alô?
-Espero não estar atrapalhando nada. – a voz da minha mãe em uma mistura perfeita de acidez e divertimento chegou até mim.
-Não, não está. – falei entre dentes. Esperando mesmo não estar vermelha, ao relancear o olhar para a porta e ver que Rob continuava ali.
Me deu vontade de fechar a porta na sua cara, mas talvez fosse muito descortês da minha parte.
Minha mãe ria do outro lado da linha.
-Fala logo o que quer mãe, estou saindo do chuveiro.
Fiquei ainda mais vermelha ao imaginar o que minha mãe estaria pensando agora.
-Estou brincando, Kristen... – ela disse por fim – liguei para saber como está tudo aí.
-Arrumamos o apartamento e amanhã ela virá para cá;
-Tem certeza que não quer que eu vá...?
-Não, mãe. Vai ficar tudo bem.
E enquanto dizia estas palavras eu queria mesmo acreditar nelas.
Eu precisava.
Minha mãe detectou minha insegurança.
-Ela é sua filha, querida. Tenho certeza que tudo dará certo.
-Eu espero que sim. Amanhã eu te ligo ok?
-Tudo bem. Boa noite. Mande um abraço para o Rob.
-Mandarei.
Desliguei e encarei Rob, que ainda estava ali e lhe passei o aparelho.
-Era minha mãe. – falei desnecessariamente.
-Eu sei.
-Ela queria saber se está tudo bem.
-Entendi.
Ok... acabaram-se as palavras. E eu continuava ali, os dedos amassando a toalha em frente o corpo. O cabelo molhado pingando sobre meus ombros. A névoa do vapor nos envolvendo.
E seu olhar. 
Porque ele tinha que me olhar assim, como se eu fosse algo de comer? 
Eu sentia tudo tremendo dentro de mim. E esquentando. E derretendo. 
Talvez se eu desse apenas um passo...
A campainha tocou e eu quase dei um pulo de susto.
-A pizza. – Rob falou, não sem antes limpar a garganta.
Eu me virei.
-Melhor atender logo então.
Ele se afastou e eu corri pro quarto, procurando logo uma roupa.
Reparei que a mala dele também estava por ali.
Deus, como é que a gente ia conseguir conviver ali.
Se tudo o que me passava pela cabeça quando ele me encarava daquele jeito era em sexo?
Talvez se fosse em outro momento. Se fossemos outras pessoas...
Mas sinceramente, aquela não era a hora de agir inconseqüentemente.
A verdade era que eu não queria me envolver com ele de novo.
Precisava manter meus pensamentos claros. Para que tudo desse certo com Ava.
Era só o que interessava agora.

Voltei pra sala e Laura Marling continuava cantando.
Meu estômago roncou com o cheio de pizza.
-Espero não ter esquecido da sua preferida.
Eu dei uma olhada.
-Não, não esqueceu. – respondi, tentando não ficar derretida só porque ele lembrava de um detalhe tão bobo.
Nós comemos em silêncio, ao som de folk inglês e minha mente apenas girava em torno do pensamento de que teríamos que dormir juntos.
Eu devia ter sido mais esperta e insistido em achar um apartamento com um quarto a mais.
Agora era tarde.
-Rob, eu queria te falar uma coisa.
Ele me fitou.
-Fale.
Eu mordi os lábios nervosamente.
-Sobre nós... quer dizer... nós dois aqui.. tendo que fingir e... espero que saiba que tudo continua o mesmo.
Ele ficou em silêncio por um instante, como se ponderasse minhas palavras.
-Porque eu acharia diferente? Não estamos aqui para que acreditem que somos um casal para conseguir a guarda de Ava?
Suas palavras estavam carregadas de uma frieza inesperada e isto me feriu um pouco.
Quem estava sendo estúpida de novo?
Se ele podia lidar com tudo com esta frieza eu também podia.
-Claro. – falei, me levantando e levando os pratos vazios para a pia. - Eu só queria deixar bem claro.
-Não precisava.
Eu abri a torneira e comecei a lavá-los com uma certa fúria.
Foi um milagre que nenhuma louça tenha se quebrado.
-Amanhã eu lavo, combinado? – sua voz chegou até mim diferente agora, com uma certa suavidade e... arrependimento?
Eu o encarei.
Ele sorria agora. Um pequeno sorriso de lado, que me deixou com as pernas bambas.
Oh caramba.
Respirei fundo, desviando o olhar.
-Combinado.
Ele se afastou e eu acabei de lavar a louça e o encontrei na sala carregando cobertas e travesseiro.
-O que está fazendo?
-Não se preocupe, eu durmo no sofá.
Eu o encarei.
-Não precisa...
-Precisa sim.
-Não é muito justo. 
-Não vou discutir isto, Kristen.
Eu quis insistir que aquilo era desnecessário.
Mas eu sabia não era.
Não adiantava eu me enganar que iríamos dormir na mesma cama como se fossemos dois amiguinhos.
-Tudo bem. Boa noite.
-Boa noite, Kristen.
Eu fechei a porta atrás de mim e me deitei.
Podia ouvir Rob falando com alguém ao telefone.
Quem seria? Tom? Seus pais?
Alguma mulher?
Eu bufei, fechando os olhos.
Era melhor tentar dormir. Porque amanhã finalmente era o grande dia.

Eu acordei tarde. Sai do quarto e Rob já estava de pé na cozinha.
-Boa tarde. – ele sorriu e eu cocei o cabelo, sonolenta.
-Que horas são?
-Quase meio dia.
-O que? - não fazia idéia que era tão tarde – porque não me acordou?
-Parecia cansada...
-Droga! Preciso achar um mercado, comprar tudo para o jantar e...
-Calma, Kristen, ainda tem tempo.
-Vou me trocar.
-Eu vou com você e te ajudo.
-Vai me atrapalhar isto sim! - falei já entrando no quarto e caçando uma roupa rapidamente.
Nós fomos ao mercado e algumas pessoas nos encaravam com curiosidade.
Graças a Deus, Nova York era um lugar onde as pessoas não davam muito atenção a celebridades.
Ou talvez fosse minha cara de poucos amigos.
Mas conseguimos comprar tudo e Rob insistiu para que almoçássemos antes de voltar.
-Estou meio nervosa. Acho que não conseguirei comer nada. – murmurei.
-Mas tente pelo menos. 
Eu suspirei e tentei comer sem muito sucesso.
Voltamos à tarde para casa e eu comecei a fazer o jantar.
-Em que posso te ajudar?
-Apenas não me atrapalhe.
Ele riu, pegando seu violão e uma cerveja.
Jogou uma pra mim.
-Não quero ficar bêbada. - e o encarei – E nem você, espero.
-É só uma cerveja, Kristen.
-Talvez não seja legal você beber quando a Ava estiver aqui. Não quero que ela pense que somos alcoólatras.
Ele riu mais ainda.
-Aposto que ela já viu a tia dela bebendo também Kristen.
-A tia dela não precisa provar nada para o juizado de menores.
-Ok, você venceu. – ele acabou concordando e jogou a cerveja fora.
Sentou e ficou tocando violão enquanto eu cozinhava.
Sem perceber, comecei a cantarolar junto com ele, enquanto assava minhas famosas tortas de nêspera.
Há quanto tempo eu não cozinhava? Não tinha tempo.
Ou não queria ter tempo para cozinhar apenas pra mim.
Mas agora era diferente.
-Está com um cheiro bom. - Rob se aproximou e colocou o dedo na torta.
Eu bati na sua mão.
-Espero que Ava goste de nêspera... - falei insegura.
-Todo mundo gosta das suas tortas Kristen.
-Se a tia chata não gostar não me importarei.
Rob riu.
-Que horas elas vão chegar?
-Sete, acho.
Eu olhei o relógio.
-Certo. Isto nos dá 1 hora. Porque não vai tomar um banho enquanto acabo aqui?
-Porque tenho que tomar banho?
-Não me venha com piadinhas, não quero ouvir.
Ele riu ainda mais enquanto se afastava.
E eu estava rindo também.
Seria bem fácil eu me acostumar com aquilo.
Muito fácil.
E muito perigoso.
E meia hora depois quando ele voltou pra cozinha, com os cabelos molhados eu tive que me segurar para não me aproximar e puxá-lo pra mim e ver se ele estava cheirando tão bem como parecia.
-Está tudo certo por aqui... – falei tirando o avental – vou me arrumar.
Achar uma roupa foi um martírio. Eu nunca ligara muito pra estas coisas, mas agora achava importante.
-Vista seu jeans, Kris.
Eu me virei ao ouvir a voz de Rob e corei ao perceber que ainda estava de calcinha e sutiã.
O que não tinha cabimento, ele já me vira com menos que isto.
Já vira, já tocara, já beijara...
-Não precisa impressionar ninguém sendo quem não é.
-Tem razão. – murmurei pegando um jeans e vestindo.
De repente a campainha tocou.
-Droga! - gritei, procurando uma blusa desesperadamente.
-Vista isto. – ele me passou uma camisa sua.
Eu vesti rapidamente e corri para sala atrás dele, passando os dedos pelo cabelo.
Rob me encarou, agora tão nervoso quanto eu e sorriu.
-Oh Deus, está mesmo acontecendo. - murmurei – Nosso bebê está voltando.
-Sim, Kris. Nossa Ava.
Eu sorri de volta e ele abriu a porta.

Continua...

Tô adorando esses preparativos... essa “brincadeira de casinha” tá ficando muito divertida. Só lamento o Rob ter dormido no sofá, mas acho que será por pouco tempo. Estou ansiosa para a chegada da Ava e pra ver como vai ser o convívio entre eles. Até amanhã. Beijos.
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2 comments:

  1. Esses dois já podem parar de brincar e admitir q se amam né?!? Espero q a Ava goste de ficar com eles..

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  2. Ai meu De-Deus!! Quero brincar de casinha com o Rob!!
    Ela ta voltando!!

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