Monday, December 19, 2011

FANFIC - FINDING HAPPINESS - CAPÍTULO 11


Bom dia pessoas! No capítulo de hoje rola momento amizade com Tom, Dakota e nosso casalzinho curtindo no apartamento dela...

Título: Finding Happiness
Autora(o): Belitta
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Sexo; Violência

Finding Happiness
By Belitta

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"

CAPÍTULO 11

Acordar na manhã seguinte foi mais difícil do que eu previra, eu estava tão confortável e tão quente envolvida por braços calorosos que eu não queria nem abrir olhos. Eu não queria nem pensar nisso.
Passei meu nariz por seu peito, onde minha cabeça repousava, apenas para inspirar mais e mais de seu cheiro bom. Mãos grandes apertaram a base de minhas costas como em um ato reflexo para minha atitude.
Com a claridade da luz que entrava pelas janelas do meu quarto, eu fui quase obrigada a abrir os olhos piscando- os várias vezes para afugentar a leve dor que eles tinham.
Encontrei um fundo escuro e minha mente demorou alguns segundos para processar que era a camisa de Robert que estava em meu rosto, logo bem a frente de meus olhos.
Senti um sorriso involuntário surgir em meus lábios quando percebi que havíamos dormido juntos, literalmente. Sim, apenas dormido.
E era tão bom dormir com ele, com o rosto enterrado em seu peito, sentindo seus braços em minha volta e seu queixo prendendo minha cabeça embaixo dele.
Abracei seu corpo mais uma vez fechando os olhos e sorrindo, como uma boba ou uma criança que estava prestes a ganhar seu presente de Natal.
Devo ter adormecido de novo por que quando acordei, ele passava suas mãos em movimentos lentos em minhas costas e meu rosto agora estava em seu pescoço sentindo seu cheiro mais acentuado.
– Acordou? – perguntou quando eu respirei fundo em sua pele, eu iria corar, mas não cheguei a tanto.
– Acho que sim. – respondi sonolenta e sorrindo.
Não tirei meu rosto de sua pele.
– É melhor levantarmos baby. Estamos dormindo a mais tempo do que posso me lembrar. – ele riu baixo contra meu cabelo.
– Sério? Que horas agora? – senti que ele virava o rosto para o lado, olhando a cabeceira da cama.
– 14:33.    
– OMG. – ele riu de novo.
– Não se preocupe, podemos colocar a culpa na cama ser confortável baby. – ele me puxou pra ele de novo, eu devia ter me afastado sem perceber. Mas dessa vez nós dois ficamos de lado olhando um para o outro, sorrindo.
– Então eu não tenho que trocar de colchão? – falei me lembrando de nossa conversa outro dia.
– Não, acho que não. Este está ótimo.
– É um expert em camas agora Pattinson? Já esteve em quantas? – é claro que eu tinha que soltar aquilo e ele obviamente percebeu o duplo sentido e riu de novo e longamente.
– Algumas. – respondeu evasivo sorrindo deixando uma mão em meu rosto me encarando. – Nenhuma tão confortável como essa agora.
– Nenhuma?
– Nenhuma. – garantiu. – E não estou falando da qualidade do colchão. – sorriu de novo pra mim.
– E está falando de quê?
– Da companhia e do sono profundo que a mesma me proporcionou.
Engoli em seco, alegre com suas palavras.
– Então dormiu várias vezes acompanhado uh? – sorri e me escondi em seu peito.
Eu não era uma louca que dava crises de ciúmes com tudo, mas era insegura.
Uma maldita insegura.
– Isso importa? – perguntou fazendo carinho em meu cabelo, sorri contra a sua camisa escura.
– Não. – senti que ele sorria.
– Então não vamos mais perder tempo discutindo sobre camas. – ele se virou me deixando na cama e se colocando por cima de mim. Constatei que ele realmente sorria, segurando seu peso em seus antebraços se inclinando para me beijar, mas eu desviei um pouco fazendo-o franzir a testa.
– Acabei de acordar. – e não tinha escovado os dentes, completei em pensamentos.
Ele revirou os olhos antes de voltar a sorrir e descer os lábios sobre os meus.
Dei de ombros quando sua língua pedia passagem e eu cedia sem pensar duas vez, passei minhas mãos por seu pescoço, infiltrando- as em seu cabelo.
Nós ficamos bastante tempo assim, nos beijando e nos tocando com cuidado a cada segundo. O sol que batia na janela de vidro não era desconfortável e nos proporcionava um calor gostoso.
– Vou fazer algo pra você comer. – ele disse entre beijos, me dando selinhos de leve a cada palavra pronunciada.
– Tudo bem. - Respondi virando minhas mãos em punho na sua camisa vendo seu riso baixo bater em meu rosto onde ele me beijava agora.
– Vou fazer bagunça na sua cozinha, você sabe.
– Eu não me importo.
Não estava me importando com nada na verdade, contanto que ele permanecesse ali comigo. Ele riu de novo descendo os beijos para meu pescoço antes de me olhar novamente nos olhos.
– O que você gosta de comer de manhã?
– Qualquer coisa. – respondi sorrindo espalmando minhas mãos em seu rosto masculino de feições fortes e bonitas, sentindo a barba por fazer arranhando minha pele.
– Okaay. – ele me deu mais um beijo antes de sair de cima de mim. – Vou à Starbucks.
– Tudo bem. – eu queria pedir para que ele não demorasse, mas me freei.
Ele sorriu entrando no banheiro e saindo de lá em pouco tempo, ele sorriu se inclinando para me dar um beijo na testa.
– Já volto.
Sorri, ele era capaz de responder as minhas perguntas, sem que eu nem as fizesse.
Ele saiu pela porta e eu me levantei abrindo mais as cortinas da minha janela e com um sorriso bobo nos lábios entrei no banheiro escovando meus dentes e jogando uma água na cara.
Saí de lá me trocando e indo pra cozinha, fiz alguns ovos mexidos enquanto Robert não voltava e percebendo que estava mais com fome do que eu imaginava, comi tudo antes que ele passasse pela porta.
Eu senti vontade de rir sozinha, tinha tanto tempo que eu não tinha um apetite assim, tinha até perdido peso nos últimos meses antes de Robert aparecer na minha vida.
Fiz mais ovos e coloquei bacons sentindo uma vontade enorme de comer bacon.
– Hey. Trouxe um café duplo. – ele disse assim que passou na porta da sala, me virei do banco sorrindo pra ele que se aproximava me dando um beijo.
– Come alguma coisa, ontem a gente só bebeu. – ele me entregou o meu copo de café me surpreendendo quando vi que estava com expresso.
– Como sabia que eu gostava de expresso? – perguntei enquanto ele se sentava do meu lado no balcão americano.
– Prestei atenção aquele dia em que saímos da faculdade direto para a Starbucks. – respondeu sorrindo comigo o acompanhando.
Assenti com a cabeça e comemos.
Sim, eu ainda comi mais aquela manhã, sentindo de novo a mesma vontade louca de rir sozinha.
– Tenho que ir pra casa, mas eu volto aqui ok?! – disse depois um tempo quando já estávamos no sofá vendo TV.
– Tudo bem.
– Quer sair hoje?
– Podemos dar uma volta. – ele sorriu se levantando e eu o acompanhei até a porta.
– Não vou demorar. – recebi seu beijo em minha testa.
Assenti com a cabeça ficando na ponta na ponta dos pés para receber seu beijo em meus lábios.
– Até daqui a pouco.
Disse antes dele se virar descendo as escadas.
Fechei a porta do apartamento atrás de mim depois de entrar e encostei-me a ela, mordendo os lábios para esconder um sorriso.
Eu estava apaixonada.
E queria gritar. Gritar de alegria.

"E o pequeno príncipe disse ao homem: Adultos nunca entendem e é cansativo para as crianças sempre terem que explicar as coisas a eles."
(O Pequeno Príncipe)

Eu sempre me perguntava o que eu fizera na vida para merecer tudo aquilo que estava acontecendo comigo.
E em meio aos meus pensamentos, eu nunca encontrava uma resposta.
Quando eu tinha sete anos, meu pai me dizia que eu era grande demais para ser apenas uma criança, mas que ele queria que eu nunca deixasse de ser. É claro que eu nunca entendi o que ele queria me falar ou me mostrar com aquilo, mais sempre me esforcei em fazê-lo ter orgulho de mim; eu não precisava fazer muito esforço, ele não cansava de dizer que eu era o seu maior presente, assim como meus irmãos.
Meu pai era um homem alegre que era muito mais que feliz junto com a minha mãe e eu morria de vontade de saber se um dia, alguém me olharia com aquele brilho nos olhos de quando ele olhava pra ela.
E agora eu sabia.
Eu sabia disso quando via nos olhos de Robert.
Havia ali o mesmo tipo de brilho, embora eu não soubesse o que significava.
Talvez fosse felicidade.
Talvez o nome de tudo que eu estava sentindo fosse esse; felicidade.
Uma palavra ampla, mas que resumia o turbilhão de sentimentos dentro de mim.
Talvez ela não fosse completa, porque pesadelos e lembranças ainda são constantes em minha cabeça, mas ela era suficiente, ela era mais do que suficiente.

O pôr-do-sol se fazia no horizonte enquanto eu estava na beira da praia de Santa Monica, o céu naquela cor bonita de laranja, misturado com um rosa e com um vermelho brilhante que me fazia querer alcançá-lo.
O inverno não demoraria a chegar, estávamos no começo de novembro, mas em Los Angeles jamais esfriava. Esse foi um dos motivos pelo qual eu seria eternamente grata ao meu pai – não só pelo herói que ele foi pra mim – por ele ter escolhido LA como um local para que eu morasse quando me deixou o apartamento.
Ele me conhecia como ninguém e sabia que eu odiaria continuar a viver em Miami, mas eu lamentaria deixar o sol e a praia da Flórida.
Acabou por achar uma solução, a Califórnia.
Com todo o sol e praia que eu gostava e que foram fundamentais para me ajudar em minha fuga contra as lembranças ruins.
Meu pai não estava mais em Miami quando retornei pra casa aos 12 anos, eu conseguia me lembrar da gritaria e dos escândalos quando eu, uma menina, machucada por dentro e por fora apareceu do nada, novamente naquela casa.
As imagens da minha mãe correndo ao meu encontro em meio aquele jardim enorme, com os olhos chorando em emoção por me ter de volta e por ver o estado em que eu me encontrava.
Eu tinha medo de que ela me tocasse, eu tinha raiva e nojo de mim mesma para deixar que ela me repudiasse também. Ela ou qualquer outro.
Jamais dei explicações a ninguém sobre detalhes do que tinha me acontecido. Taylor e Melanie, que na época eram apenas noivos, perceberam minhas atitudes estranhas e não foi difícil para eles conseguirem chegar a um denominador comum, já que eram ambos psicólogos.
A verdade acabou vindo à tona pra eles da minha própria boca, depois disso, o meu quarto foi minha principal companhia, eu não abria a porta nem para comer.
Havia passado semanas até que eu pudesse encarar os dois novamente, minha mãe ficava sempre na sombra, preocupada, arranjando um jeito de chegar até mim, mas eu já tinha sofrido demais e não queria que ela sofresse.
Foi por isso que nunca contei nada a ela.
Para protegê-la de meus próprios fantasmas.
A primeira atitude após minha confirmação dos fatos para Mel e Taylor, foi ir ao hospital, eu fiz exames de sangue, hemogramas e tudo o mais que eles queriam que eu fizesse até que eles chegaram pra mim e disseram que incrivelmente, eu estava limpa.
Com 12 anos eu não sabia nada daquilo, apenas presumi que era algo bom, já que limpa, era uma coisa que eu nunca mais sentiria que estaria em vida.
Uma vez Charles Bukowski disse que ‘’nós sempre estamos maduros e prontos para sermos levados’’ e eu acreditei nisso durante um tempo, porque com o passar do mesmo, você aprende a ser forte e a levantar a cada vez que te derrubam.
É claro que agora as coisas eram mais fáceis de serem enfrentadas.
Agora eu tinha um motivo pra viver.
Um motivo que eu nunca imaginei ter antes.
Eu tinha Robert e seu sorriso perfeito.
Que agora sempre se juntava ao meu próprio sorriso.
Ergui os olhos mais uma vez para o sol que estava se despedindo do céu naquela tarde e vi que já era hora de voltar pra casa ou então ficaria tarde e eu teria medo de andar por aí sozinha.
Cheguei em casa abrindo logo a porta do apartamento, tirei minhas sandálias baixinhas deixando do lado da porta e indo pra cozinha, eram mais ou menos 17:56 da tarde e eu estava morrendo de fome, já que estava desde do almoço na rua.
Almocei com Dakota que agora morava um andar abaixo do meu junto com Tom, eu havia ficado muito alegre que eles estivessem por perto e Rob também tinha ficado.
Ele estava sempre aqui comigo agora, nós dormíamos juntos praticamente todas as noites, menos quando ele tinha hora extra na empresa e quase nunca tínhamos tempo de nos ver, com os meus trabalhos da faculdade e ele se esforçando entre os estudos e o trabalho, mas suas ligações e SMS’s eram constantes.
Peguei um macarrão instantâneo no meu armário de cima da pia e esquentei a água para mim, Robert teria as horas extras hoje e não aparecia por aqui me deixando sentir sua falta durante todo o tempo.
Ele sempre ligava quando tinha um tempo do trabalho e outras vezes como ele mesmo dizia: eu te ligo nem que seja direto da sala de reuniões Kris, mas eu ligo.
Logo depois ele me dava aquele sorriso que era só dele e eu retribuía com outro fazendo-o sorrir ainda mais largamente.
Ele gostava quando eu sorria, já tinha percebido isso.
Sorri para o nada involuntariamente colocando o macarrão dentro da panela com a água e esperei os malditos minutos se passarem, coloquei depois em uma tigela e fui pra sala colocando no programa da Oprah e assistindo enquanto ela entrevistava os garotos de uma banda que eu nunca tinha ouvido falar.
Minha campainha tocou e meu coração deu um pulo com a esperança correndo por minhas veias, limpei minha boca com as mãos me levantando de um salto e indo pra porta.
– Sei que estava achando que era o Rob, mas sou eu e pode acreditar Kristenzinha, eu sou muito melhor que ele. – Tom disse rindo de mim enquanto eu revirava os olhos dando passagem para ele entrar no apartamento.
– E então? Cadê a Dak?
– Ela está chegando agora do estágio e vem direto pra cá, o Rob me ligou e disse pra você atender ao telefone por que ele está te ligando há horas.
Meus olhos se arregalaram e eu fui direto pro meu quarto ouvindo a risada de Tom atrás de mim, meu celular ainda tocava em cima da cama e eu o peguei rápido.
– Hey.
– Kris. Ainda bem, aconteceu alguma coisa? – ele parecia aliviado em me ouvir, fazendo um pequeno sorriso brotar em meu rosto.
– Desculpe Rob, almocei com a Dakota e depois fiquei na rua, acabei esquecendo o celular.
– Ah sim. – ele sorriu do outro lado. – Tom está aí?
– Sim, acabou de chegar, Dakota também vem pra cá. Vai direto para o campus não é? – falei já triste de que ele não poderia ficar hoje.
– Na verdade eu já estou no campus baby. Estou indo aí em dois minutos, se você quiser, é claro.
– Eu não vou responder a você. – ele riu.
– Ok amor, não vou demorar, estou levando comida chinesa pra você, frango xadrez. – sorri, ele sabia de tudo o que eu gostava.
– Obrigada.
– E manda o Tom para de ser folgado e comprar uma pizza, antes que ele durma no seu sofá. – eu ri acompanhada por ele.
Nos despedimos e desliguei o telefone voltando pra sala.
– Eu sei, eu sei, já estou indo comprar a pizza. – Tom disse erguendo as mãos, rindo e se levantando do sofá.
– Como sabe? – perguntei sorrindo pegando a tigela com o macarrão dentro e indo pra cozinha.
– Ele me ligou antes de eu vir aqui e por Deus, quem é que come pizza de cogumelo com abacaxi?
Ele saiu resmungando fechando a porta atrás dele, na certa Robert o pediu pra comprar a minha pizza com abacaxi e ele estava achando estranho.
Neguei com a cabeça ouvindo o telefone na sala tocar, deixei que a secretária atendesse antes de pegar o aparelho nas mãos, e fiz muito bem, já que era minha mãe.
– Kris? Kristen, por favor, filha atenda. Estou tão preocupada com você. – ouvi seu suspiro sentindo meu coração falhar uma batida. – Filha? Eu só quero ouvir sua voz. – outro silencio e eu senti algo quente e molhado correndo por meu rosto, meus dedos doendo para pegar o telefone e falar com minha mãe. – Me ligue quando achar que deve Kristen. Eu amo você.
O chiado na ligação indicava que ela havia desligado.
– Eu também te amo. – resmunguei antes de mais e mais lágrimas saírem pelo meu rosto, encostei minhas costas na parede da cozinha e deslizei por ela, puxando meus joelhos para meu peito e me permiti chorar silenciosamente ali.
Chorar por tudo que eu queria naquele momento, e eu queria poder ter coragem de falar com minha mãe sem sentir vergonha ou raiva de mim.
Queria abraçá-la e contar a ela sobre Robert para que ela pudesse ter uma conversa de garotas comigo e eu queria nunca ter passado por tudo que eu passei, por que eu poderia estar com minha mãe agora, em algum lugar de Miami, levando o Rob para que ela conhecesse.
– Kris? Trouxe a sua comida chinesa ba.. – ele de repente parou e tentei enxugar as minhas lágrimas o mais rápido que pude enquanto me levantava e tentava sorrir a ele normalmente.
– Hey. – passei a mão no rosto. – Que bom que trouxe, eu acabei só almoçando por hoje. – disse me aproximando dele e rezando para que ele não visse meu rosto vermelho, mas ele estava sério e não sorria pra mim como seria o normal sempre que ele me via.
Seus cabelos de areia estavam molhados indicando que realmente tinha acabado de sair do campus, sua calça jeans e uma blusa verde de mangas acompanhavam as chuteiras que ele calçava.
– O que houve? – perguntou com seriedade na voz colocando as sacolas de comida em cima do balcão.
– Nada. – neguei com a cabeça. – Eu estava apenas...
– Chorando. Você estava chorando.
– Não estava não.
Ele suspirou vindo até mim e colocando suas mãos em meu rosto, baixando o olhar para que ficasse na altura dos meus.
– Sabe que não vou acreditar nisso. Quer, por favor, me dizer o que te fez ficar assim?
– Não é nada Rob, já disse.
Eu não queria falar daquilo, na verdade eu queria apenas que ele me abraçasse e me deixasse deitar o rosto em seu peito naquele momento.
– Tudo bem. Falamos disso depois. – ele olhou pra mim esperando claramente que eu concordasse com ele, eu fiz assentindo com a cabeça depois de uns segundos.
E depois do que parecia uma eternidade sem, seus braços me envolveram, circulando minha cintura e prendendo minha cabeça abaixo de seu queixo.
Fechei os olhos travando os meus próprios braços ao redor de seu corpo apertando meu rosto em seu peito sentindo o cheiro da camisa verde escuro que ele usava.
– Sabe que pode me contar qualquer coisa Kristen, eu vou ouvir você.
– Eu sei. Obrigada.
Eu quis chorar de novo, mas ele levantou meu queixo com seus dedos, me fazendo encará-lo.
– Eu vou te ouvir e vou ficar com você. – ele repetiu com os olhos azuis esverdeados me mostrando a veracidade por trás daquelas palavras, assenti com a cabeça, sem tempo de responder por que Tom e Dakota entraram no apartamento.
– Hey casal, vimos a porta aberta e entramos. – Dakota disse pra mim enquanto sorria.
Sorri de volta pra ela dizendo que estava tudo bem.
– Encontrei com Tom. Amor? – ela olhou para a porta, mas Tom já estava sentado no sofá encarando a caixa de pizza aberta com uma expressão pensativa.
Robert me abraçou pela cintura rindo da atitude de Tom.
– O que está fazendo? – perguntei a ele.
– Estou pensando se essa parada é boa. – ele apontou para a caixa de pizza.
– É uma delícia Tom. – puxei Rob para o sofá e todo mundo se sentou encarando a caixa assim como Tom.
– Então é você que gosta de cogumelos com abacaxi?
– Ahaam. – resmunguei pegando uma fatia e levando a boca.
– Logo vi porque ele quis desse sabor também. – disse revirando os olhos recebendo um olhar fulminante de Dakota.
– Não deve ser tão ruim amor. – Dakota pegou uma fatia levando a boca.
Robert caiu em uma gargalhada alucinante quando Tom pegou a fatia e fez cara de vomito ao colocar na boca
– AMOR. – Dakota gritou de repente me fazendo rir.
– O que Dak?
– Você é alérgico a abacaxi. – ela lembrou tarde demais fazendo Rob rir ainda mais.
– É claro que não Dak, dá onde tirou isso? – ela revirou os olhos tirando a fatia de suas mãos.
– Deixe de ser idiota Sturridge, você não come abacaxi desde que tinha seis anos e minha mãe te levou para o hospital cara. – Rob lembrou-o.
– Oh meu Deus. – ele estava chocado agora fazendo Rob e eu rir ainda mais.
– Tudo bem amor, você só deu uma mordida.
– Ah honey, acho que estou ficando com febre. – ela riu.
– Exagerado.

A noite se passou mais agradável do que eu pensava, Tom havia ficado levemente vermelho e havia exagerado nos sintomas, fazendo Dakota perder a cabeça e ficar irritada, com Rob rindo horrores ao meu lado segurando minha mão.
– Anda logo Tom.
– Mas amor, eu estou morrendo. – ela revirou os olhos saindo do apartamento escorando Tom em seus ombros, levei-os até a porta rindo dos dois.
– Se cuide Tom. – eu disse a ele antes deles começarem a descer as escadas.
Fechei a porta rindo e indo até Rob que estava na cozinha arrumando a bagunça que tínhamos feito.
– Ele está bem não é? – perguntei me aproximando enquanto ele jogava a caixa de pizza no lixo e ria da minha pergunta.
– Ele está ótimo Kris, mas não vai perder a oportunidade de fazer Dakota ficar mimando-o a noite inteira.
– Ah sim. – eu ri junto com ele que acabava de limpar a pia e me olhava nos olhos que estavam sérios agora.
– Quer me contar o que houve?
Suspirei deixando minhas mãos em cima das suas em meu rosto.
– Foi minha mãe. Ela me ligou e acabei não atendendo e...
– É só ligar pra ela, não?
– Não é tão simples. – soltei um sorriso sem humor por baixo do fôlego.
– O que houve Kris?
– Nós não nos falamos desde que eu saí de Miami, eu mando notícias por Taylor, mas ela quer falar comigo, mas eu não po...
– Há algum motivo para você não querer falar com ela? – seus olhos tão intensos em mim com tanta emoção que eu tive que desviar os meus.
– Eu não quero falar sobre isso Rob, por favor. – engoli em seco e ele me abraçou.
– Tudo bem.
– Vai ficar aqui não vai? – perguntei abafado contra a sua camisa, me apertando contra ele.
– Se você quiser. – rolei os olhos fazendo-o rir baixo.
Me abracei a ele novamente e ficamos ali por muitos minutos até que ele me pegou no colo sorrindo me levando até o quarto.
Ele me deixou em cima da cama e foi até a cômoda pegar uma calça de pijamas pra mim junto com uma blusa que ele sabia que eu sempre usava pra dormir, depois pegou a calça de flanela dele que agora ficava ali também, já que ele sempre ficava por aqui, era bem mais simples do que dormir de jeans.
Eu me troquei no banheiro aproveitando para escovar os dentes e soltar meu cabelo, sorrindo quando vi minha escova de dente ser colocada ao lado da de Robert e voltei pro quarto para receber seu beijo e seu sorriso.
Ele entrou no banheiro saindo de lá para se deitar ao meu lado, me puxando para o seu peito que ainda tinha a blusa verde escura.
Busquei seu cheiro quente e não demorei a adormecer.

Continua...

Eles estão praticamente morando juntos. Isso é ótimo! Faz tão bem pra ela. O que vocês acham que aconteceu com a Kris pra ela ter tanto problemas em falar com mãe? Vamos ver quem vai acertar o motivo. Até mais tarde. Beijos.
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3 comments:

  1. hm... ela foi sequestrada e estrupada! omg, q horror! kkkk' mas é o q eu acho... sei la... ela pode ter fugido tbm por algum motivo ai, e ter sido violentada! éé... será q eu acerto??? kkkkkkk' mas to muito curiosa, sério mesmo! rsrs... a fic ta linda, e esse casal então... omg, amoo! kk' bjoos

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  2. ´etambem ainda nao sei oque aconteceu ;s
    ahsuashaush'

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  3. Quero saber logo oque aconteceu! não aguento mais esperar!!

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Forever

É difícil às vezes olhar para trás e ver quanto tempo passou. As amizades conquistadas e algumas perdidas no caminho. A maturidade que inevitável atinge nossas vidas e altera nossos rumos. Aquilo que nos atingiu não podemos mudar, apenas aproveitar para encher nossa história de belos momentos vividos e aprendidos.
Twilight Moms Brasil é parte de mim e espero que seja de você também, Forever.

Twilight Moms Indica

TWIMOMS BRASIL INDICA: "PROCURA-SE UM MARIDO" DE CARINA RISSI

Uma joia deliciosa de se ler, fluente e brilhante que prende você do inicio ao fim. Desde seu lançamento, fiquei muito curiosa para le...