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Wednesday, December 21, 2011

FANFIC - FINDING HAPPINESS - CAPÍTULO 13


Bom dia gente! O capítulo de hoje também está curtinho, mas ele vem com uma grande revelação...

Título: Finding Happiness
Autora(o): Belitta
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Sexo; Violência

Finding Happiness
By Belitta

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"

CAPÍTULO 13

“Nada nos deixa tão solitários quanto nossos segredos.’’
(William P.Young)

Barulho irritante do inferno.
Quem foi o ser inteligente que tinha inventado o despertador afinal de contas?
Levantei meu rosto arrasado por ter sido acordada pelo som estridente daquela porcaria que chamavam de alarme.
Bufei, passando a mão no cabelo e olhando pela minha cama – que estava vazia – apenas para ficar mais irritada.
Levantei de lá entrando no meu banheiro, quase gemendo me lembrando que hoje eu tinha aula.
– Fuck!
Escovei meus dentes e tomei um banho para me despertar.
Já estávamos no final de novembro e daqui a pouco as provas chegariam, eu não podia me dar ao luxo de faltar a universidade, mesmo que tudo que eu quisesse fosse voltar agora para o meu edredom branquinho e aconchegante que me aguardava em minha cama.
É claro que ele não era tão confortável ou confortante quanto um certo par de braços fortes e longos ao qual eu já estava acostumada, afinal, já tínhamos quase seis meses que estávamos juntos e que há muito, nós já dormíamos todos os dias aqui.
Mas nem tudo era alegria.
Minha mãe ainda me ligava constantemente, junto com Taylor que agora pareceu querer me encher o saco para saber como Robert estava se comportando comigo; mas eu ficava feliz por ter noticias do bebê dele e de Mel, que já estava com uma barriga enorme de sete meses pelo que ele me informou por e-mail.
Eu me lembro de ter ficado horas e mais horas em frente à tela do computador, imaginando como deveria ser a sensação de estar grávida do homem que se amava.
Pela expressão no rosto de Melanie, deveria ser a coisa mais especial e importante que acontecia na vida de uma mulher.
Ser capaz de gerar um filho.
Eu tinha fechado a página da internet antes que meus olhos enchessem de lágrimas e afundado a parte masoquista do meu ser para o fundo da minha mente.
Parei os pensamentos antes que eles me traíssem e acabassem me levando novamente para o mesmo rumo.
Me enrolei na toalha indo para o quarto trocar de roupa.
Hoje eu veria Robert.
Depois de longos três dias em que ele estava apenas trabalhando e estudando, eu o veria.
Parecia uma eternidade, apesar dele nunca ter deixado de me ligar ou me mandar SMS’s. Ainda sim, eu tinha uma necessidade quase gritante de vê-lo. A ele e a seu sorriso.
Coloquei um jeans claro skinny de strech e um par de sapatilhas, com uma T-shirt branca que tinha o desenho de um urso panda muito fofo na frente.
Prendi meu cabelo em uma trança que acabou ficando mais longa do que eu previra e saí do apartamento com minha bolsa no ombro.
Esperei um táxi parar no meio fio para que eu entrasse dando a ele a direção da faculdade.
Meu telefone começou a tocar dentro do bolso da minha jeans e eu atendi vendo o toque personalizado de quando Robert me ligava.
– Kris, onde está amor?
– Acabei de chegar no campus. Está na biblioteca?
– No refeitório, vou até aí buscar você. – eu sorri.
– Não precisa, já estou chegando.
– Ok então, não demore.
Senti que ele sorria do outro lado e apressei o passo até o refeitório, entrei pelas portas duplas começando a procurar entre a quantidade absurda de estudantes que estavam ali.
Olhei pra minha esquerda quase achando que estava vendo uma miragem quando o inglês dos meus sonhos estava vindo em minha direção.
O cabelo de areia na sua atual bagunça charmosa, com um jeans escuro e uma blusa verde escura, de botões.
Mordi os lábios esperando que ele se aproximasse mais, se eu desse um passo, era provável que eu me jogasse nele no minuto seguinte.
Seu cheiro me inundou quase no mesmo instante em que seus lábios tocaram minha testa, controlei meus dedos para que não se crispassem em sua camisa puxando-o para mais perto de mim.
Lutei contra meu corpo que queria ficar na ponta dos pés para alcançar sua boca perfeita de encontro a minha.
– Eu senti sua falta. – ele disse me dando um selinho demorado.
– Eu também senti sua falta. – mordi os lábios de novo fazendo-o rir baixo.
– Vem. – ele me puxou com ele, me abraçando pela cintura, até a mesa que estava com Tom e Dakota e onde também estava Nina.
Eu não gostei desse fato.
Aliás, ninguém ali parecia gostar disso.
– Kristenzinha. – Tom cantou me cumprimentando sorridente.
– Hey Tom, Dak. – beijei o rosto dela dando um abraço em Tom, morávamos no mesmo prédio, mas eu os via mais era aqui na faculdade.
– Então qual é a boa? – ele perguntou enquanto Rob me puxava pra ele, dando um beijo em meu rosto, rindo. – Você não poderia largar ela por um minuto? Estou tentando manter uma conversa aqui. – Tom disse se fazendo de indignado, Rob ria altamente já.
– Idiota, eu não vou largar minha namorada só porque você brigou com a sua Sturridge. – ele respondeu divertido apertando ainda mais meu corpo.
Olhei rápido para Dakota, mas ela também ria.
– Hey, nós não brigamos. Apenas nos... desentendemos. Não é amor?
– Não. Não é Sturridge. E fica quieto.
Rob já ria escandalosamente quase e Nina estava ficando de fora da conversa.
– Mas Dak, eu estava mesmo doente.
– Não estava não. Eu liguei pra tia Clare e ela disse que quando você passou mal aos seis aos, não fora nada demais e você me fez ficar acordada a noite toda.
Dakota soltou, mas ela estava divertida, estava apenas tentando – assim como Tom – não perder a oportunidade de ser mimada, eu acompanhei Robert nos risos.
– Quem é Clare? – perguntei sorrindo bebendo do copo de café de Rob.
– É a sua sogra Kristenzinha. – Tom respondeu pra mim sorrindo.
– Ah sim. – preciso falar que eu corei?
Robert percebeu e riu baixo beijando meu rosto.
– Vamos pra aula? Te deixo na sua sala.
– Claro.
Me levantei e me despedi de Tom e Dakota que ainda fazia doce para não perdoar Tom.
– Eles estão bem não é? – perguntei a Rob no corredor das escadarias.
– Estão ótimos baby, Dakota não vai dar o braço a torcer.
– Não sabia que ela conhecia seus pais. – ele riu.
– Ela é namorada do Tom amor, com certeza ela conhece meus pais. Tom a apresentou pra eles quando começaram a namorar.
– Oh. – eu fiquei sem saber o que falar.
– E ... – ele parou em frente a minha sala se escorando na porta, sorrindo torto pra mim me deixando perdida por um momento. – Você também os conhecerá... se aceitar ir pra Londres comigo no final do ano.
Suas mãos colocaram uma mexa do meu cabelo atrás da minha orelha e eu fingi que não vi a quantidade de garotas que nos encaravam com expressões de choque e surpresa no rosto.
– Como? – eu acho que não tinha entendido muito bem a fala dele.
Ele riu baixo ainda sem tirar as mãos de meu cabelo.
– Quer ir pra Londres comigo no final do ano? Serão apenas cinco dias e teremos o feriado de primeiro de janeiro, não vamos perder nada da faculdade.
– Oh... eu não...
– Não precisa responder agora, você sabe. – ele sorriu de novo me dando um beijo na testa antes de se virar e começar a andar pelos corredores de forma rápida para chegar a tempo para sua primeira aula.
Levei dois segundos para perceber que ainda estava parada estática na porta da sala.
Balancei com a cabeça tentando libertá-la de pensamentos e entrei em minha sala, sentando na cadeira de sempre.
Certo.
Ele tinha me convidado para viajar com ele.
Isso era normal.
Eu iria conhecer os pais dele.
Ok. Isso era meio assustador.
Por que existiam milhões de motivos para eles não gostarem de mim.
Só de pensar em uma possibilidade do tipo minhas mãos começavam a suar, mas a principal questão por trás daquilo era:
Eu era importante pra ele. Eu era diferente.
Como ele havia me dito que eu era.
Isso me fez sorrir involuntariamente.
Neguei com a cabeça mordendo os lábios.
Eu não iria conseguir prestar atenção na aula.
Dito e feito.

As aulas passaram como um borrão lento e demorado na minha frente, eu via apenas s professores entrando e saindo vez ou outra, escutava as conversas paralelas e estava até vendo alguns olhares – femininos – serem direcionados a mim.
Rolei os olhos quando o último professor saiu.
Eu não gostava de atenção.
Saí da sala em passos rápidos, Robert havia me mandado mensagem enquanto eu ainda estava em aula dizendo para que eu o esperasse no pátio externo da faculdade.
Cheguei até lá e fiquei esperando-o, sentada em um dos bancos que tinham na frente de algumas estátuas com o símbolo da universidade.
Peguei uma garrafinha de água da minha bolsa e meu livro de Jane Austen que eu estava lendo. Abri na página que eu tinha parado e comecei a ler enquanto esperava por ele.
– Ele é perfeito não é? – me assustei com a voz estridente acima de mim, fazendo sombra bem em cima do meu livro, me segurei para não revirar os olhos ou bufar irritada para a voz e a presença de Nina.
– Depende do que está falando. – nem olhei pra ela, não perderia meu tempo. Jane Austen e Mr. Darcy tinham mais o que me ensinar do que uma garota com ciúmes de um cara que nunca fora nada dela.
– Você sabe do que estou falando. – ela se sentou ao meu lado, eu continuei olhando pro meu livro e bebendo minha água, ela iria embora logo não ia? Suspirei. – Estou falando do Robert. – ela apontou aleatoriamente. Humpf, como se eu não soubesse.
– Eu não sei. Me diz você que parece tão íntima dele. – soltei um sorriso de ironia em sua direção.
– Oh sim, nós somos íntimos. Muito íntimos. – ela mordeu os lábios olhando para o nada.
Se controle Kristen. Não ria dela. Se controle.
– Mas é claro que são. – virei a página do livro, lamentando que minha água tivesse acabado e ficando com preguiça de pegar mais.
– Não acredita em mim? – perguntou parecendo ofendida.
– Eu acredito nele apenas.
– Ele pode mentir, você sabe.
– Talvez ele já tenha feito isso com você Nina. – sorri pra ela já me cansando daquela conversa. – Mas mentira é uma coisa que não existe entre mim e Robert.
Poderia até haver omissões, principalmente da minha parte.
Mas eu sabia que ele nunca mentiria pra mim.
– Homens são homens. Eles sempre mentem.
E eu ri. Não consegui me controlar.
– Claro, claro. Qual o objetivo dessa conversa mesmo Nina? Ainda não entendi a sua.
Fui direta, ela já estava me enchendo o saco.
– Ela não tem motivo nenhum Kristen. – me virei com voz de Robert que estava atrás de mim, o sol me atrapalhava de ver um pouco seu rosto, mais ainda sim conseguia definir suas feições, e ele não estava alegre com aquela conversa, assim como eu.
– Olá Robert. – ela sorriu brilhantemente pra ele e eu a olhei com consternação.
– Vamos Kris? – ele perguntou se aproximando de mim e ignorando Nina.
– Claro. – me levantei de um pulo reparando que ele tinha dois copos da Starbucks na mão, ele me deu um beijo na testa de leve e rápido e eu quase pude ouvir Nina trincando os dentes.
– Até Kristen, foi muito bom falar com você.
– Idem. – ela se levantou indo embora.
– O que ela queria?
– Nada demais. – sorri pra ele, ficando na ponta dos pés para lhe chegar aos lábios, mas nem isso era suficiente, ele teve que se abaixar um pouco segurando minha cintura com seus braços por causa do café e me beijando pacientemente. – Vamos pra casa? – perguntei depois de um tempo.
Ele me passou o copo de café com expresso, sorrindo e me enlaçando pela cintura enquanto íamos a pé para a rua.
– Tenho que ir à empresa agora, mas não devo demorar, eu esqueci de pegar uns relatórios de valores e preciso deles. – mordi os lábios.
– Okaay então.
– Vou te deixar em casa e depois volto aqui rápido, vou à empresa e volto pra sua casa.
– Tudo bem. – eu sabia que ele não ia demorar.

Fomos andando conversando sobre as aulas e ele me contou do trabalho, como estava e que teria muitas chances de continuar na empresa, eu fiquei muito feliz e orgulhosa dele.
– Entregue. – falou divertido me beijando de verdade, com suas mãos puxando meus fios de cabelo e seu corpo totalmente grudado ao meu.
– Até mais tarde. – lhe dei um selinho.
– Eu já volto.
Entrei pela portaria sentindo que ele ainda me observava para só depois virar e caminhar de volta para o campus.
Minha cabeça começou a doer no instante que eu coloquei meus pés dentro do meu apartamento, gemi irritada, indo direto pro banheiro e buscando um remédio para aquela dor infernal que fazia minha cabeça latejar.
– Merda.
Bufei, voltando meus passos para cozinha pra pegar uma garrafinha de água na geladeira.
Foi quando eu ouvi a voz.
A voz assustadora e perigosa que há anos eu não escutava.
Ela me parecia tão real que eu me virei horrorizada para a direção que saía o som.
Era minha secretária eletrônica.
Meu coração acelerou, minha garganta travando me impedindo de respirar direito e corretamente, minha boca ficou seca e a garrafa de água em minhas mãos foi parar diretamente no chão.
– Kristen, todos nós estamos preocupados com você, querida. Atenda ao telefone e pare de preocupar a sua mãe. Ela anda chorando muito e você sabe que eu, como marido dela, odeio vê-la desse jeito. Então ligue pra ela, está bem gracinha? Não quer que eu volte a telefonar de novo quer? Você não gostaria se eu o fizesse, Kristen.
Ele desligou o telefone.
Eu estava estática. Não conseguia me mover.
Algo que eu achei ser o pânico começava a me invadir, engoli em seco o excesso de saliva que minha boca estava produzindo e me senti doente.
Meus estômago se embrulhou, fazendo com que tudo que tinha comido hoje durante todo o dia fosse parar no chão já que eu não tive coragem de me mexer para chegar até a pia.
Soluços.
Soluços fortes e horríveis irradiavam do meu peito e era o único som no meu apartamento.
Aquilo não podia estar acontecendo, ele não podia estar me ligando, não podia.
Eu estava tão feliz sem ele para atormentar minha vida.
Deixei-me cair no chão puxando meus joelhos em meu peito numa tentativa inútil de não me quebrar, as lágrimas caiam e caiam por meu rosto com as lembranças vindo com força em minha mente.

– Eu quero a criança. – o policial disse apontando claramente pra mim.
– NÃO. – era Dorothy quem falava se colocando em minha frente, me protegendo com seu corpo. – Ela é apenas uma criança, não façam isso com ela... comigo... façam comigo... não com ela.
Eu comecei a chorar, eu sabia o que eles iriam fazer com ela, foi com o seu choro que eu acordei na última manhã antes de ser colocada nesse caminhão frio.
Um homem diferente e mais velho estava por cima dela enquanto ela chorava, ele ria e eu chorei junto com ela ao ver que ela estava sofrendo.
Dorothy era muito mais velha que eu ou a Ash e tinha mais coragem que muito homem que eu já havia visto com meu pai.
– Eu quero a criança. – o policial falou de novo.
Eles queriam fazer comigo o mesmo que fizeram com ela, eu comecei a chorar ainda mais me agarrando a blusa de Dorothy.
Eu queria ir pra casa.
Meu papai já devia ter chegado de viagem, mas então onde ele estava que não veio atrás de mim?
– Você terá a criança Sr.Wood. Não se preocupe com isso. Estamos liberados na próxima guarda? Vamos passar pela fronteira ainda hoje.
– A guarda não será problema se a menina for delicada comigo. – ele sorriu.
Eu não gostei de ver o sorriso nele.
– Ela será. Com certeza ela será.
O moço alto subiu no caminhão pegando a Ash e o Aaron pelo cabelo, puxando-os pra fora de lá, meu corpo começou a tremer e a ficar gelado.
– Por favor, por favor. Não faça isso com ela. – Dorothy chorava em minha frente.
– Saia daí vadia. - o moço também a tirou de lá pelos cabelos, colocando todos para fora do caminhão, menos eu que a cada segundo chorava mais e mais.
O policial subiu no caminhão me encurralando, não me deixando saída.
– Se acalme gracinha. Você vai se divertir um pouco.
A última coisa que senti antes do horror e do pânico, foram suas mãos retirando minha saia pela força de seu braço.

– Não, não, não. Por favor, não.
As lembranças não me deixavam, me sufocando, eu não conseguia respirar.
O policial era o mesmo homem no telefone.
Ele era marido da minha mãe.
Tenente Brian Wood e sua crueldade sem limites. Foi o primeiro a me lançar naquele mundo de horror e pesadelos no qual eu vivia.
Era por isso que eu não falava com ela, para que ela não sofresse em dobro pelo meu passado.
O maldito a fazia feliz, ele ainda conseguia fazer alguém feliz, quando tinha roubado tudo que eu tinha com apenas nove anos.
Eu ainda fiquei ali alguns minutos me contorcendo em dores que talvez jamais passariam, até que eu me lembrei do meu motivo pra sair dali.
Robert.
Meu sonho.
Com a minha fortaleza em seus braços, eu estaria segura.
Me levantei de um salto ignorando os soluços que machucavam meu peito, fui direto para meu quarto, minha banheira e me lavei, esfregando-me com tanta força que mais um pouco sairia sangue de minha pele, mas eu estava suja, tinha que limpar aquilo de alguma forma.
Tomei mais três banhos naquele final de tarde, eu arranquei meu telefone e todos os seus fios da tomada guardando-o no fundo do armário da área de serviço, limpei a cozinha para tomar outro banho depois.
Deitei em minha cama me sentindo mais composta e bem, ainda me abraçava, mais já estava muito melhor.
Ser forte Kristen. Seja forte.
Robert.
Robert.
É disso que você tem que se lembrar.
O sorriso, os cabelos de areia, o toque macio e carinhoso de suas mãos, sua voz sussurrando que me amava.
Me amava.
Robert me amava.
Eu chorei de novo e de novo rezando para que ele chegasse logo.
E realmente não demorou muito para que ele o fizesse.
Limpei meu rosto rapidamente, jogando uma água na cara e saí do meu banheiro praticamente correndo ao ouvir a sua voz me chamando pelo apartamento.
– Kristen?
– Aqui. – eu parei meio ofegante no corredor de acesso a sala.
Ele sorriu se aproximando e me enviando uma paz que só ele era capaz de me proporcionar.
Meus pés saíram do chão quando ele me abraçou apertado, afundando o rosto em meu pescoço e respirando na minha pele, para logo depois seus olhos virem sob os meus.
– Eu te amo.
– Eu também te amo. – disse depois de enlaçar sua nuca com meus braços.
Ele sorriu antes de me beijar deliciosa e calmamente.
Robert tinha esse dom, de fazer as coisas em minha volta se tornarem absolutamente coisas.
Ele era o centro do meu mundo, eu praticamente gravitava ao seu redor.
E quando sua língua se enroscava com a minha daquele jeito e suas mãos me apertavam com carinho e habilidade era que eu via que não existia nada melhor no mundo.
Foi ali que eu tomei duas decisões, essências em nossa vida.
– Rob... – ele continuou me beijando. – Rob.
– Huum...
– Eu vou.
– Vai? – perguntou confuso.
– Pra Londres. Eu vou pra Londres com você no final do ano.
Seu sorriso foi o bastante para iluminar qualquer rastro de tristeza ou dor que havia em mim naquele dia.
Ela era capaz de fazer sumir qualquer dor em minha vida.

Continua...

Nossa, o que aconteceu com ela foi pior do que pensei... o próprio padrasto... mas acho que ele ainda não conhecia a mãe dela... que confusão essa história. Ainda bem que ela conseguiu pensar no Robert e se recuperar, por que ele ficaria desesperado se chegasse e a encontrasse daquele jeito. Espero que ela consiga compartilhar com ele todo esse sofrimento para que ele possa continuar ajudando-a. Até mais tarde. Beijos.
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1 comment:

  1. Meu Deus q horror!! tadinha da Kris, só tinha 9 anoos!!! Aii, tomara q ela consiga desabafar com o Rob pra q ele possa ajudar ela... mas do q ja ajuda!!
    bjoos, até.

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Forever

É difícil às vezes olhar para trás e ver quanto tempo passou. As amizades conquistadas e algumas perdidas no caminho. A maturidade que inevitável atinge nossas vidas e altera nossos rumos. Aquilo que nos atingiu não podemos mudar, apenas aproveitar para encher nossa história de belos momentos vividos e aprendidos.
Twilight Moms Brasil é parte de mim e espero que seja de você também, Forever.

TwiMom Indica

TWIMOMS BRASIL INDICA: "PROCURA-SE UM MARIDO" DE CARINA RISSI

Uma joia deliciosa de se ler, fluente e brilhante que prende você do inicio ao fim. Desde seu lançamento, fiquei muito curiosa para le...