Friday, December 16, 2011

FANFIC - FINDING HAPPINESS - CAPÍTULO 8


Oi gente! Hoje Kristen ficará um tempo sem deu porto seguro e também receberá a visita de parte da família...

Título: Finding Happiness
Autora(o): Belitta
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Sexo; Violência

Finding Happiness
By Belitta

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"


CAPÍTULO 8

– Acho que está precisando de um novo colchão baby.
– Por quê? – perguntei ainda sonolenta.
– Você sempre dorme em mim enquanto vemos o filme. – ele riu me dando um beijo na testa. – Não que eu esteja reclamando é claro. – ele sorriu de novo me fazendo sorrir junto com ele e me aconchegar mais em seu corpo com minhas mãos em seu peito.
– Meu colchão não é tão confortável. – mordi os lábios sentindo meu rosto corar depois que disse isso, é claro que ele riu.
– Tudo bem, você pode dormir em mim quando quiser.
– Obrigado.
Eu iria soltar algo como ‘’vou me aproveitar disso‘’ mas me freei na hora mordendo minha língua.
Nós já estávamos no sofá há algum tempo, o filme já tinha acabado, assim como dois maços de cigarros de canela, nós realmente não levamos a sério a história de tentar parar.
Ele estava recostado no sofá com seus braços em minha volta e minha cabeça em seu ombro. O cheiro de sua camisa azul escura me invadia e o seu perfume me trazia aquela já conhecida sensação de paz e tranqüilidade.
– Tem show do Sam na sexta-feira naquele mesmo pub da praia. Vamos?
– Umhuum. – disse, mas ainda estava com medo de que ele não se sentisse a vontade em me mostrar aos seus amigos. – Eles sabem... que estamos... saindo?
– Sabem. – ele disse sorrindo passando a mão em meu rosto com o polegar fazendo círculos em minha bochecha, mandando embora meu receio anterior. Mas ele ficou sério de repente.
– O que houve?
– Não vamos poder nos ver amanhã.
– Não? - Eu não consegui disfarçar a tristeza em minha voz.
– Não. Eu tenho que estudar e terei que trabalhar por meio período.
– Ok.
Não. Não estava ok.
– Não tem prova amanhã? – perguntei como última esperança.
– Apenas na parte da tarde.
Eu não tinha mais aulas à tarde, mas por mais que eu não quisesse ficar longe dele, eu entendia e queria que ele estudasse para se dar bem na faculdade.
– Tudo bem. – Eu sorri a ele que me retribuiu.
– Fique com o celular na mão Stewart. – ele passou o indicador na ponta do meu nariz.
Ele me beijou antes que meu telefone tocasse.
Gemi contrariada me afastando e sentando no sofá, inclinando meu corpo para buscar o aparelho.
– Sim?
No momento em que atendi fiquei com medo de ser minha mãe, mas para minha alegria não era.
– Hey Kris.
– Melanie, oi. – me deitei novamente no ombro de Robert que continuou sorrindo pra mim beijando meu rosto.
– Então, como está?
– Estou bem e você? Parabéns, Taylor me disse ontem.
– Ah eu estou muito bem. Obrigada Kiki. – eu também podia sentir sua felicidade chegando até mim. – Mas eu te liguei para outra coisa.
– Claro. Pode falar. – empurrei o ombro de Robert de leve enquanto ele ria tentando chegar até minha boca.
– Haverá um seminário de psicologia em Palo Alto, na Universidade de Stanford, aí na Califórnia. E eu queria saber se poderemos ir visitar você. Taylor disse que não precisava ligar, mas eu queria te avisar que estamos indo neste seminário e queríamos muito te ver.
– Melanie, é claro que podem vir. – disse empurrando de novo o ombro de Robert e tampando sua boca com as mãos enquanto ele ria altamente.
Eu me controlava para não rir também.
– Obrigada Kiki de verdade. Nós nos vemos no próximo mês então, estou com saudade.
– Até mês que vem Mel. Dê um beijo em Taylor por mim.
– Darei. Se cuide Kiki.
Nos despedimos e eu desliguei o telefone.
– Você não pode ficar quieto? – disse rindo depois que coloquei o telefone novamente no gancho.
– Até você está rindo Kristen.
– Mas ela podia ter ouvido. – me deitei de novo nele recebendo seus braços em minha volta, respirei fundo seu cheiro e fechei os olhos.
– E quem é ela? – perguntou sorrindo passando a mão em meu cabelo, me deixando com sono novamente.
– Melanie, minha cunhada. Está vindo pra cá com meu irmão.
– Ah sim. – senti que ele hesitava em terminar de falar.
– O que foi?
– Tem problemas em eles saberem que estamos juntos?
Juntos...
Essa palavra me rondou por um instante antes que eu respondesse.
– Não. Não tem. – ele sorriu e me abraçou mais forte, fechei os olhos de novo descansando o rosto em seu peito sentindo um beijo leve em minha testa.
E realmente não tinha.
Eu sabia que Taylor ficaria com o pé atrás, mas eu não permitiria que ninguém tentasse controlar a minha vida.
Não mais.
Afinal, eu e Robert... estávamos juntos.
Eu sorri contra sua camisa antes de adormecer novamente.
Ele não ficou lá por muito tempo, em algum momento da noite eu me lembro de tê-lo levado até a porta e recebido seu beijo em meu rosto antes de voltar pra dentro do meu apartamento e caí na cama dormindo apenas para constatar que meu colchão não era realmente tão confortável como ele.

O resto da semana se passou em um borrão em minha frente.
Eu me encontrava com Robert sempre que dava na faculdade enquanto ele tinha as provas e depois – quando não tinha que estudar - ele vinha até meu apartamento e ficávamos mais um tempo juntos, é claro que para minha infelicidade isso não podia acontecer todos os dias, pois ele tinha o trabalho com o estágio e eu estava resolvendo as minhas coisas com meu próximo semestre, já começando desde agora a estudar.
Seus SMS’s eram companhias constantes em meu telefone, desde um pequeno e confortante ‘’boa noite’’ até um atencioso ‘’dormiu bem?’’
Era assim que geralmente nos falávamos quando não conseguíamos nos ver.
E assim o tempo foi passando, nós nos aproximávamos mais e mais a cada dia que passava, o meu medo de ficar perto dele tinha desaparecido completamente e hoje eu já contava as horas para vê-lo.
Meus sentimentos também foram mudando com o passar desse tempo, entramos em julho e com ele, as férias de verão e eu só podia reafirmar a cada dia mais que eu estava louca em relação ao que eu sentia.
Sim. Louca.
Por que não era normal você sentir o coração disparado só em ouvir a respiração de uma pessoa era?

Também não devia ser normal querer ser uma pessoa melhor e se esforçar pra isso apenas pra não decepcionar essa outra pessoa era?
Mas era exatamente isso que eu fazia, meu coração disparava tanto no peito quando ele estava perto que eu achava que ele pararia de bombear a qualquer segundo.
E a cada dia mais eu deixava um pouquinho de meus medos e receios de lado.
Robert me mostrava um lado da vida que eu nunca vira antes.
O lado em que era bom ter amigos como Tom, Sam e Dakota.
O lado em que era bom sorrir e que isso não te prejudicaria em nada.
Eu aprendia isso todos os dias quando ele passava pela minha porta com aquele sorriso dele que me deixava tonta só de olhar e que me fazia ficar embriagada com sua presença quando ele se aproximava.
Hoje faria uma semana completa que não nos víamos e os pesadelos me acompanharam a cada dia junto com minha garrafa de vodka que já estava preparada em algum canto da minha cozinha para o caso dele não conseguir aparecer hoje, afinal era o seu último dia no estágio antes das férias e não me surpreenderia que ele estivesse cansado para sair de casa.
Mas isso não me impedia de morder as pontas dos dedos e ficar apreensiva segurando o telefone na mão.
Não foi até a campainha tocar que meu coração quase pulou pra fora do peito e eu disparei pela sala para abrir a porta.
– Oi. – era ele.
Ele e seu sorriso inabalável.
 Abri a boca para responder, mas ele não me deu tempo, puxando minha cintura pra ele e colando nossos rostos e nosso corpo antes de me beijar.
Apaixonadamente e intensamente.
Retribui na mesma intensidade ficando na ponta dos pés para enlaçar seu pescoço com meus braços enquanto uma de suas mãos subia pelas minhas costas chegando a meu cabelo, puxando os fios de leve.
Sua língua pediu passagem que foi cedida instantaneamente.
Seus dentes puxaram meu lábio inferior arrancando um gemido baixinho de mim, ele entrou pelo apartamento fechando a porta com o pé sem desgrudar um minuto sequer de mim.
Eu suspirava enquanto nossos lábios se devoraram em um beijo delicioso e urgente onde eu colocava toda a saudade que eu senti dele durante toda essa semana, essa maldita semana.
Ele nos guiou pra trás e eu acabei caindo no sofá com seu corpo em cima do meu, suas mãos  agora apertavam minha cintura e sua língua se enroscava com a minha me deixando embriagada com seu gosto.
Mas quando suas mãos tentaram entrar por debaixo da minha blusa apenas para se espalmar em minha pele eu estaquei. Não por medo dele, nem nada do tipo.
Mas sim medo de que ele sentisse as marcas das cicatrizes que eu trazia na lateral de minha barriga.
Seus lábios deixaram os meus quando ele sentiu que eu não correspondia mais ao beijo e para meu contragosto ele se afastou, se sentando no sofá com o cenho franzido me puxando pra perto dele.
– O que foi? – ele passou a mão em meus cabelos e eu tentei sorrir deixando minha mão em seu rosto.
– Nada. Não foi nada. – ele suavizou a expressão apesar de não parecer acreditar no que eu disse, mas no minuto seguinte ele estava sorrindo me dando mais um beijo demorado e gostoso nos lábios deixando o gosto entrar por completo em minha boca.
Nos afastamos depois de alguns minutos.
Ele não me deixou mais sozinha, suas mãos estavam sempre em mim como agora, que elas seguravam meu rosto. A temperatura morna me deixando com sono.
Eu sorri, sua testa se colando a minha enquanto ele ainda tinha os olhos abertos e me queimavam por dentro.
– Eu senti sua falta Kristen.
– Eu também. Eu também senti sua falta.
Eu nunca tinha sido tão verdadeira em algumas palavras.

– De que você quer baby?
– De cogumelos.
– Ok. – e ele sorriu me olhando através do balcão da cozinha pegando o celular e pedindo uma pizza.
– Ah pede com abacaxi pra mim? Eles sempre colocam quando pedem.
– Abacaxi?
– É, é bom Robert.
Ele riu assentindo com a cabeça levando o cigarro à boca, eu continuei deitada no sofá, já tinha mais de 2 horas que estávamos ali e ficamos com fome em determinado momento. Eu disse que sabia cozinhar, mas ele não acreditou em mim.
– Eu vou tomar um banho. – disse, me levantando e lhe dando um selinho na ponta dos lábios.
Claro que ele teve que se abaixar para que eu conseguisse fazer isso e ainda riu baixo quando eu revirei os olhos.
Peguei minha toalha na área de serviço entrando no banheiro e logo após em minha banheira, eu sentia que queria relaxar.
Mas não demorei nada por que logo estava de volta à sala, encontrando-o assistindo The Big Bang Theory.
– Já pediu? – me sentei ao seu lado e ele me puxou para perto deixando minhas pernas dobradas em cima das suas.
– Ahaam. – ele respondeu apenas passando o nariz por meu rosto e depois minha orelha e meu cabelo me deixando arrepiada. – Mel e guaraná. – ele sussurrou.
– Shampoo. – mordi os lábios repetindo o mesmo que disse antes.
Ele riu baixo em meu ouvido antes de se voltar para meus olhos e me beijar como antes.
Apaixonadamente.
Deixei meus lábios nos seus se movimentando e recebendo seu gosto enquanto sua língua se enroscava com a minha com um carinho e adoração sem igual.
Até que nosso momento foi cortado pela campainha.
– Humpf. – ele resmungou puxando meu lábio inferior.
– A pizza. – resmunguei quando seus lábios voltaram aos meus ainda me beijando. Rob... – disse abafado com seus beijos.
– Haam? – ele não me soltava e a campainha voltou a tocar.
– A pizza. – ele ainda não me largou.
– Ah sim baby, a pizza... – ele me soltou com uma cara irritada e eu segurei o riso.
Era tão bom rir, que se eu soubesse disso tinha feito há mais tempo.
Ele se levantou indo atender a porta. Vi quando ele pegou a carteira pagando e pegando a caixa em suas mãos.
Saí do sofá pegando duas cocas na geladeira sorrindo e voltando pra sala onde ele me sorriu colocando a caixa em cima da mesinha de centro.
– Cogumelos com abacaxi... – ele disse me olhando. – Tem certeza que é bom não é?
– Tenho e você podia ter pedido apenas metade. – ele riu.
– Mas você gosta, então pedi tudo logo. – eu o acompanhei na risada.
– Toma, não tem cerveja. – ele sorriu abrindo as duas latinhas e me entregando uma.
Começamos a comer e nos dividíamos entre a pizza, os beijos e a TV.
Era tão gostoso ficar desse jeito, eu nunca imaginei estar assim um dia.
Nunca.
– Eu te ajudo a arrumar. – ele disse sorrindo, me seguindo para a cozinha e começando a jogar as coisas no lixo.
– Dá próxima vez eu cozinho. – apontei pra ele lavando as mãos na pia.
– Espero que você esteja bem humorada no dia. – ele riu.
– Hey, eu não sou mal humorada. – cerrei meus olhos pra ele que apenas riu mais.
– Você é sim, mas eu posso dar um jeito nisso. – ele sorriu malicioso e eu o olhei com olhar de desafio.
– Pode é?
– Ah eu posso.
E quando eu pensei que ele ia fazer outra coisa, ele me pegou de surpresa no colo, me levando pra sala e me jogando no sofá. Me fazendo cócegas.
– Está bem humorada agora uh? – ele perguntava enquanto eu arfava e lágrimas de tanto rir saiam de meus olhos, mas ele não parava.
– Robe..rt, para, para, eu estou bem humorada.
– Tem certeza? – ele continuou.
– Te..nho. – eu já estava me contorcendo. – Para, pa..ra.
– Ok, eu estou bonzinho hoje. – ele disse divertido se sentando no sofá e me ajudando a fazer o mesmo enquanto eu recuperava o ar. – Melhor? – ele perguntou sorrindo com as mãos em meu rosto.
– Sim. – eu ainda arfei. – Preciso de água. – disse com a voz arrastada e ainda soltando alguns risos.
– Vou pegar pra você. – ele riu me soltando e me dando um beijo na testa.
A campainha tocou e eu me levantei enquanto ele ia pra cozinha.
Quando abri a porta foi pra ver meu irmão e minha cunhada ali.
O sorriso em meu rosto continuou e Taylor me olhou fascinado.
– Oh meu Deus, eu errei de apartamento.
– Taylor. – eu cantei correndo e me atirando em seus braços.
– Ok, agora eu tenho certeza que eu errei de apartamento. – ele disse rindo e me abraçando de volta. – Olá Kiki.
– Olá. – respondi a ele indo abraçar Melanie que ainda não tinha muita barriga.
– Oi Kris! – me falou sorrindo.
– Olá Mel.
– E então, que alegria é essa? Não te vejo assim, sei lá... desde os nove anos? – vi Melanie bater no braço dele com cara feia, mas eu sorri.
– Kristen? – ouvi o sotaque britânico lá de dentro me chamando e me virei novamente pra Taylor, que tinha fechado a expressão e franzido o cenho.
– Quem é Kristen? – mordi os lábios para evitar sorrir.
– Vamos entrar. – os chamei e Taylor pegou a mala deles me seguindo, ainda emburrado, para o apartamento.
– Rob? – vi da sala suas costas na cozinha e ele franzindo o cenho se aproximando de mim.
– Boa noite. – ele disse a meu irmão que não respondeu e a minha cunhada que lhe sorriu, estendendo a mão pra ele.
Num gesto que mais me surpreendeu, ele passou os braços em minha cintura, como se fosse para me proteger de algo depois que cumprimentou Melanie.
O sorriso dela se expandiu e meu irmão estava quase tendo um AVC ali na minha sala.
– Robert. Esses são Melanie e Taylor.
– Mel, esse é Robert meu...
– Namorado.
Eu quase engasguei com minha saliva.
– Sou irmão dela. – Taylor disse entre dentes.
– Haam, Rob... ela é minha cunhada, Mel. – disse ainda um pouco atordoada.
Ele sorriu a ela e depois a abraçou, meu irmão não se moveu.
A sala caiu num silêncio e por mais que eu quisesse quebrá-lo, não conseguia, as palavras de Robert ainda estavam por minha cabeça.
Namorado.
Namorado.
Namorado.
Eu estava parecendo uma adolescente idiota e chata.
Humpf.
Quase rolei os olhos irritada comigo mesma.
– Então Kiki, onde podemos colocar a mala? – a voz de Melanie veio ao fundo de uma forma distante pra mim.
– Ah claro Mel. No quarto de sempre.
– Certo. Vem comigo querido?
 Agora não Mel, podemos ir depois. – ele ainda encarava Robert que não desviava o olhar.
Eu já estava pirando.
– Vamos Tay, por favor? – Melanie o puxou e ele se rendeu antes de suspirar, me lançando um olhar do tipo ‘’nós vamos conversar sobre isso.’’
Eu rolei os olhos pra ele.
Eu não devia satisfações a ninguém. Ele era meu irmão, que eu amava demais, mas não deixaria que ninguém se metesse em minha vida.
– Ele não gostou muito de mim. – Robert disse rindo baixo pra mim depois que eles sumiram no corredor.
– Não ligue pra ele. – eu sorri.
– Acha melhor eu ir embora? É sua família, assim pode dar um pouco de atenção a eles.
Eu não queria que ele fosse, não mesmo.
Mas ele tinha razão.
– Vamos nos ver amanhã?
Insegura agora. Ótimo Kristen.
– Se você quiser. Sabe que vou te ligar. – eu sorri ficando na ponta dos pés para que ele me enlaçasse pela cintura.
– Tudo bem então.
Ele me beijou de novo e de novo quando o levei na porta e eu vi seu sorriso até que ele desapareceu pelas escadas.
Me virei pra sala sorrindo dando de cara com Taylor que tinha os braços cruzados no peito.
– Posso saber o que foi isso?
– Pode me dar um desconto? Tem dez minutos que chegou Taylor. – disse passando direto pra cozinha.
Ele me seguiu, claro.
– Exatamente. Dez minutos e eu vejo você com esse cara.
– Robert. Esse cara tem nome Taylor.
– O que pensa que está fazendo Kristen?
– O que pensa você que está fazendo Taylor? – eu estava começando a ficar realmente irritada. – Eu entendo que se preocupe comigo, mas sou dona da minha vida e faço dela o que quiser.
– Não vou deixar você se machucar Kristen.
– Você não entende que eu estou bem? Olhe pra mim Taylor. Há quanto tempo não me vê sorrindo?
Ele não respondeu, apenas me encarou.
– Eu estou mudando e é pra melhor.
– É ele que está fazendo isso com você? Deixando-a assim?
– É.
Era a única certeza que eu tinha, era Robert o motivo da minha mudança.
– Kris...
– Eu realmente entendo Taylor, como você se sente, nem eu me sinto segura de tudo, mas eu estou bem. Pela primeira vez desde que eu tenho nove anos, eu posso dizer que estou bem.
Disse a ele com toda confiança que eu tinha na voz encarando seus olhos para que ele acreditasse em mim.
– Sei que você tem sua vida Kiki, mas não vou permitir que alguém te machuque.
– Eu não vou me machucar. Ainda tenho senso de preservação Taylor. – disse irritada, me virando para a pia e apoiando minhas mãos ali.
Ouvi seu suspiro.
– Sinto muito ok. – ele deixou uma mão em meu ombro e eu me virei pra ele.
– Eu sei me cuidar Taylor. Não sou idiota. Sei o que estou fazendo.
E eu sabia.
– Eu sei Kiki, me desculpe, só fiquei preocupado. – assenti com a cabeça e ele me abraçou.
Retribui seu abraço percebendo só agora como ele me fizera falta.
– Senti saudades.
– Eu também Kris. Muita. – ele sorriu.
– Atrapalho? – ouvimos a voz de Melanie que agora tinha os cabelos loiros amarrados em uma trança e molhados e ela já estava de pijama e com um roupão.
– Claro que não, Mel.
– Então, já fez o seu papel de cara chato? – perguntou pra Taylor erguendo uma sobrancelha. Ele revirou os olhos enquanto eu ria.
Ela me olhou como se estivesse fascinada com algo.
– Eu não fui chato. – ela revirou os olhos.
– Não se preocupe Kiki, eu dou um jeito nele.
– Obrigada. – disse rindo de novo.
– Quer ajuda pra arrumar algo por aqui?
– Ah não, não, Robert já me ajudou por aqui. Vão dormir, devem estar cansados.
– Okay, até amanhã Kiki.
– Até amanhã.
Os dois me deram um beijo na bochecha antes de saírem.
Amanhã conversaríamos mais e eu poderia matar a saudade que tinha deles.
Fui pro meu quarto e adormeci de imediato segurando meu celular em mãos e recebendo uma de suas mensagens na madrugada, cocei os olhos, sonolenta, mas tinha um sorriso no rosto.
“Bons sonhos baby.”
Sim, eu teria bons sonhos e em todos eles eu estava com um certo inglês de cabelos de areia bagunçados e um perfume que me enlouquecia até na inconsciência.

Acordei ainda bocejando e desejando voltar pra cama, fazia um dia gostoso em LA e o calor não estava desagradável. Abri as janelas do meu quarto para depois entrar no banheiro escovando meus dentes e jogando uma água na cara.
– Bom dia. – ouvi a voz de Melanie logo que cheguei à cozinha me sentando no balcão.
– Bom dia Mel.
– Fiz o café da manhã, se importa? – revirei os olhos pegando algumas torradas.
– Claro que não. Onde está Tay?
– Foi na Starbucks, ele queria um cappuccino. – disse sorrindo.
Assenti com a cabeça e ela se sentou ao meu lado no banco alto do balcão colocando a caixa de leite a sua frente.
– Como está a gravidez? – perguntei curiosa.
– Estou com três meses. – disse sorrindo visivelmente animada. – Fase dos enjôos. – ela me olhou para logo depois morder os lábios, eu percebi o que ela queria e a parei antes que ela começasse a falar.
– Isso é ótimo Mel, eu fico muito feliz. – disse sincera pronta pra me levantar dali e voltar pra cama, mas ela me segurou na mão.
– Kristen, nós podemos ir ao médico você sabe.
– Ninguém vai tocar em mim. – disse séria.
– Eu vou com você Kris e peço pra ficar na sala enquanto os exames são fei...
– Não Mel, por favor, não me faça repetir isso. Eu estou muito bem assim. – ela suspirou e assentiu com a cabeça, respirei um pouco mais aliviada e voltei a tomar meu suco que já tinha colocado no copo pra mim.
– Quer me contar sobre o Robert? – ela disse voltando a sorrir, mordi os lábios para não fazer  mesmo. – Estão mesmo juntos?
Eu sabia que ela não estava querendo se meter em minha vida ou tentar me controlar como Taylor fez noite passada, ela estava apenas curiosa e animada por mim.
– Eu acho que sim. – soltei um sorriso pequeno.
– Por que não me ligou pra contar? – ela parecia ofendida, mas estava divertida.
– Isso não tem muito tempo Mel e as coisas foram simplesmente acontecendo. – sorri bebendo mais do suco.
– Ele te faz bem.
Era uma afirmação.
– Ele faz. – concordei pegando outra torrada com geléia de morango.
– Ele é bem bonito. – ela piscou um olho pra mim levando seu leite aos lábios e eu sorri limpando minha boca com a mão.
– Eu sei. – mordi os lábios novamente.

– Acha que ele aceitaria jantar hoje com a gente? Ele me pareceu bem educado e gentil.
– Ele é, é inglês. – acrescentei sorrindo.
– Ah bem que eu sabia, aquele sotaque bonito. – eu ri um pouco.
– Pois é, vou falar com ele quando ele me ligar.
– Certo. O que acha de irmos à praia agora?
Suspirei olhando pra ela cm cara de cética.
– Sabe que não vou a praia Mel. – apontei me levantando levando as coisas pra pia e abrindo a torneira.
– Eu sei Kiki, mas é apenas para caminharmos um pouco e use roupas de ginástica, vamos fazer Cooper. – ela disse animada batendo as mãos uma na outra, eu ri da sua animação quando ela pegou o pano e começou a enxugar a louça que eu lavava.
– Tudo bem, mas nada de banho de mar.
– Feito. – ela sorriu.
Fui pro quarto pegando uma blusa qualquer de cor escura e uma legging, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e calcei meus tênis pegando meu iPod e indo pra sala esperar Melanie, já estava sentada quando Taylor chegou com um copo da Starbucks.
– Hey, aonde vai?
– Caminhar com Mel. Não vem?
– Claro, vou trocar de roupa. – ele me deu um beijo no rosto entrando pelo apartamento até seu quarto, que ficava em frente ao meu.
O apartamento não era grande, mas tinha dois quartos e um banheiro social, além da minha suíte.
Eles não demoraram a aparecer, e fomos juntos andando até a praia, onde de lá, coloquei meus fones no ouvido e começamos a correr, não muito depressa por causa de Mel.
Eu adorava correr, era uma sensação tão gostosa que me fazia ficar bem enquanto estava fazendo. Fazia-me sentir livre, como se não houvesse barreiras e o horizonte fosse meu destino, era bom, relaxante e viciante.
Mas eu nunca o fazia realmente. Apenas quando Melanie vinha me visitar – eu nunca saía de LA – porque não gostava de ficar andando por aí sozinha, mesmo que fosse de manhã ou qualquer outro horário.
Fizemos duas voltas, vendo pessoas patinando em meio ao calçadão, outras jogando vôlei na praia ou fazendo caminhada como a gente.
– Alguém aqui quer beber algo? – perguntou Taylor colocando os óculos de sol na cabeça.
– Sim, eu quero uma água querido.
– Um suco, eu acho. – respondi.
– Que horas são Mel? – perguntei enquanto Taylor ia comprar as coisas.
– 10:30. Quer continuar caminhando?
– Você pode?
– Não sei, mas estou me sentindo bem até agora.
– Nada disso senhora, iremos pra casa. – disse a voz de Taylor atrás de nós.
– Não é preciso de verdade. – ele ia retrucar, mas seu telefone tocou e ele soltou uma imprecação ao atender. – passei a mão no cabelo em um gesto de nervoso e já acostumada a isso.
Bebi do suco de laranja que ele havia trazido enquanto conversava com Mel.
– Kris?
– Oii.
– É a mamãe no telefone... não quer atender?
Meu coração bateu mais rápido por um instante, minha boca ficou seca tentando produzir mais saliva e eu senti meu corpo reverberando em medo e expectativa.
– Não. Não vou atender.
– Kristen... ela está preocupada...
– Então diga que estou bem, não irei atendê-la Taylor. – me virei de costas pra ele ficando de frente para o azul esverdeado do mar, isso me lembrava Robert...
– Tudo bem. – ouvi-o dizer antes de senti-lo se afastar com o telefone no ouvido, virei mais um gole do meu suco e Melanie ficou ao meu lado esperando Taylor, mas não disse nada.
Eu queria ir pra casa e ligar pra Robert, queria ficar com ele agora.
Voltamos a correr, e depois de mais uns 30 minutos chegamos em casa, Taylor não comentara sobre a ligação da mamãe e eu não perguntei, o clima acabou por ficar tenso, eu não gostava disso, eles eram minha família e eu sentia falta quando estavam longe, mas eles tinham que entender que se eu não atendia a mamãe, era porque tinha meus motivos e eu não abriria mão disso.
Eu era livre, não precisava ficar preocupada com nada.

Continua...

Gostei da atitude protetora e possessiva do Rob quando conheceu o Taylor. “Namorado” soou muito bem. Mas espero que o relacionamento deles fique melhor, não acho que fará bem para a Kris ter o namorado e irmão se desentendendo. E quero muito saber o que rolou entre ela e a mãe também... Vamos ver mais pra frente. Beijos e até mais tarde.
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2 comments:

  1. Kris, da pra contar logo de uma vez o q aconteceu contigo mulher??
    to preocupada! kkkkkkk' aaii, muito lindo a atitude do Rob, na verdade, esse casal é muuito lindo!! rsrs, to amando! bjo

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  2. porq diabos a kristen naum fala logo o que aconteceu com ela? KKKK' to curiosa... ass: @Robsten24hd

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Forever

É difícil às vezes olhar para trás e ver quanto tempo passou. As amizades conquistadas e algumas perdidas no caminho. A maturidade que inevitável atinge nossas vidas e altera nossos rumos. Aquilo que nos atingiu não podemos mudar, apenas aproveitar para encher nossa história de belos momentos vividos e aprendidos.
Twilight Moms Brasil é parte de mim e espero que seja de você também, Forever.

Twilight Moms Indica

TWIMOMS BRASIL INDICA: "PROCURA-SE UM MARIDO" DE CARINA RISSI

Uma joia deliciosa de se ler, fluente e brilhante que prende você do inicio ao fim. Desde seu lançamento, fiquei muito curiosa para le...