FANFIC - LOVE YOU'TILL THE END - CAPÍTULO 2


Olá galera! No capítulo de hoje vai rolar o reencontro deles e as coisas vão ficar muito boas...

Título: Love you´till the end
Autora(o): Janni
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Sexo; heterossexualidade

Love You´till The End
By Janni

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"

CAPÍTULO 2

Assim que o carro arrancou, Robert levou um susto com o grito agudo seguido pelo choro da filha, ele olhou para trás assustado e a viu com as mãozinhas na testa.
– Mel, o que foi?
– Uma pedra papai...
– Pedra? Como uma pedra Mel? – parou o carro no estacionamento em frente a um café, alguns metros do semáforo. – Calma, vem cá. – livrou-se do cinto e esticou os braços para a menina, que pulou em seu colo – Calma princesa deixa o papai ver...
– Não pai... – falava entre soluços- tá doendo...
– Calma amor... o papai tem que ver. Tira a mãozinha.
Melissa obedeceu e baixou as pequenas mãos. Robert levantou a franja loira da filha e olhou sua testa que estava com uma mancha vermelha. Sorriu para ela e beijou a região.
– Fez dodói papai?
– Não amor, só foi um susto. Ainda tá doendo?
– Tá. – balançou a cabeça positivamente.
– Já vai passar tá bom? Volta lá pra trás e vamos atrás do nosso apartamento.
Robert havia deixado a responsabilidade da compra do apartamento com Ashley, e junto acabou levando o carro, o que ela achou necessário, já que Melissa viria com ela e não seria bom ela ficar de táxi para cima e para baixo.

*

Quando chegou em casa, Kristen fechou a porta com tanta rapidez que parecia estar fugindo de alguém, largou as compras sobre a bancada na cozinha e voltou para sala.
Encarou o telefone.
Ele estava com seu celular. Ela tinha como falar com ele, só ligar e ele atenderia.
Certo?
Talvez.
– Anda Kristen, é só pegar o telefone e discar. Ok! Não é tão fácil assim... pára de falar sozinha animal. Ah quer saber? – colocou o telefone novamente no gancho – Vou tomar banho.
Ela abriu o chuveiro que despejava uma água gelada, tudo o que ela precisava naquele momento.
Livrou-se das roupas e sem pensar no frio da água, ficou sob ela. Grossas gotas escorriam pelo seu corpo, seus cabelos ensopados grudavam nas costas. Fechou os olhos e sentiu seus músculos relaxarem lentamente.
Sentiu duas mãos envolverem sua cintura, isso a fez sorrir. Alguém a abraçou pelas costas, mas ela não se mexeu. 
– Oi Sweetie.
Aquela voz rouca, com sotaque inglês bateu contra seu tímpano. Um arrepio lhe subiu pela espinha quando ele afastou seus cabelos molhados e beijou seu pescoço.
– Senti saudades... – falou enquanto ainda espalhava beijos por seu pescoço.
– Eu também...
– Me desculpa por ter tido aquele ataque de ciúmes? Foi besteira minha...
– É... foi – ela virou de frente o abraçou pelo pescoço. - Não precisa ter dúvidas. – correu suas mãos pelos cabelos dourados dele, jogando-os para trás. – Sou só sua.
– Eu sei... – ele sorriu e a beijou- eu te amo. - tocou seu nariz no dela, tentando sentir seu cheiro.
– Eu também te amo, muito.
– Demais.
Ele apertou a cintura fina que estava entre seus braços, trazendo-a para mais perto, capturou seus lábios macios e quentes em um beijo. Suas línguas se encontraram e o beijo tornava-se mais intenso. Uma de suas mãos subia pelas costas brancas dela e parou na nuca, mordeu aqueles lábios macios de leve e separou-se dela com dois selinhos.
– Olha pra mim. – ele pediu.
Kristen abriu os olhos esperando encontrar aquela imensidão azul. Mas quando abriu, estava sozinha no Box, sob a água. A solidão tomou conta do seu corpo e ela sentiu vontade de chorar. Era tudo uma lembrança. Uma lembrança de uma das reconciliações que tiveram por culpa de uma discussão banal, a causa? Ciúmes.

*

– Mel...
Robert procurou sua filha e a encontrou em seu quartinho lilás, ajoelhada na cama brincando com suas Barbies.
– Oi pai...- ela desviou o olhar e encarou os mesmos olhos azuis que ela tinha.
– Cadê sua mochila?
– Não sei. – deu de ombros voltando sua atenção para as bonecas.
– Você pegou na hora que saiu do carro?
– Humm... não. – lembrou.
– Tá bom, fique aqui no quarto. Papai vai descer até a garagem e pegar tá bom? Não saia.
– Tá...
Já era noite, sete horas para ser mais exato. Robert terminava de arrumar as últimas malas.
Desceu até a garagem e pegou a mochila rosa da filha no banco de trás do carro. Antes de fechar a porta novamente, viu algo brilhando no chão do carro. Achou estranho e abaixou-se para pegar.
Um Blackberry? Imaginou que aquilo fosse da amiga Ashley, já que ele havia lhe deixado em casa, mas logo descartou a idéia ao se lembrar do grito da filha falando que uma pedra havia lhe atingido.
Fechou o carro e voltou ao apartamento, enquanto esperava o elevador chegar ao décimo sexto andar, resolveu tentar descobrir de quem era aquilo, nada de fotos, só fotos de algumas imagens, talvez alguma viagem feita pela pessoa.
Na agenda telefônica a mesma coisa, nada que realmente chamasse sua atenção, alguns nomes conhecidos como Taylor, Jackson, Ana, mas nada que realmente lhe chamasse a atenção, a final de contas, quantas Anas existem no mundo. 
– Hei mocinha, hora de dormir. – falou ao entrar no quarto da filha novamente.
– Não papai, depois.
– De jeito nenhum, hoje foi um dia muito cansativo, amanhã você pode dormir mais tarde, certo?
– Tá. – falou a contra gosto.
Depois de ajudar a filha a tomar banho e escovar os dentes. Robert deitou no sofá da sala, a casa estava silenciosa, Melissa já dormia tranqüila e ele olhou para o aparelho celular descansando sobre o criado mudo ao lado do sofá.

*

Do outro lado da cidade, Kristen vivia um dilema: ligar ou não ligar?
Essa pergunta martelou em sua cabeça o dia inteiro, estava cansada de pensar sobre o assunto.
Respirou fundo, pegou o aparelho na base e sem pensar duas vezes discou o numero do seu celular, logo no primeiro toque, ela escutou de novo aquela voz que lhe tirava a razão.
– Alô...
Ao ouvir Robert do outro lado da linha, sua voz sumiu, a garganta ficou seca e sem razão alguma seu corpo começou a tremer, suas pernas pareciam ter vontade própria...
– Alô? – ele insistia – Olha se não falar vou desligar...
Ela respirou fundo e o ar voltando ao seu pulmão lhe fez sentir dor. Criou forças e coragem e em um sussurro conseguiu falar.
– Robert?
– Quem tá falando?
Assim que perguntou, Robert sentiu seu cérebro identificar a voz do outro lado da linha, ficou mudo de uma hora para outra. Que loucura era essa?
– Sou eu... a... Kris.
– Kristen? Kristen Stewart? Não, não pode ser... tá brincando comigo ou o que?
– Não, não – ela sentiu o desespero invadir seu peito quando o ouviu falar daquela maneira. – Sou eu Robert a Kristen. Você... você sumiu.
– Não pode ser... – ele falava com um sorriso bobo no rosto – eu preciso te ver.
– Você... você quer me ver?
– Quando eu não quis te ver? – ele escutou uma risada tímida do outro lado da linha – A gente pode se encontrar?
– Cla... claro – gaguejou.
– Agora...?
– Agora?
– Sim, agora...
– Tá... se você quiser você pode vir até minha casa ou a gente sair.
– Não posso sair. Você pode vir aqui?
– po... posso...
– Kris, pare de gaguejar. – ele sorriu e ela gelou.
Kristen anotou o endereço que Robert lhe deu, vestiu uma calça jeans e uma camisa, e calçou uma sandália.
Pegou as chaves do carro e saiu correndo pelas ruas de Los Angeles.
Em menos de 10 minutos chegou até o prédio, o porteiro já estava avisado e logo autorizou sua subida, chegou ao décimo sexto andar e tocou a campainha.
Quando Robert abriu a porta, vestia uma calça preta de moletom e uma camisa cinza, estava descalça e abriu um sorriso ao ver Kristen de cabeça baixa.
– Não acredito... – ele falou rindo e puxou-a pelo braço envolvendo-a em um abraço forte – não acredito que você está aqui, juro que não acredito. O... o celular é seu? – falou olhando-a nos olhos.
– É. – sorriu sem jeito.
– Como foi parar no meu carro?
– Eu te vi no sinal e não tive coragem de falar com você, então joguei o celular, e eu iria te ligar.
– Você não existe, sabia? – abraçou-a novamente com seu rosto preso ao pescoço de Kristen, sentia o cheiro da pele macia dela. Como ele amava e sentia saudades desse cheiro.
– Você que não existe... – ela sussurrou, prendendo o choro.
– Senti muita sua falta... – a voz rouca ecoando por seu ouvido fazia Kristen tremer.
– Por que sumiu?
– Achei que você não quisesse me ver.
– Não digo sumiu da “minha vida”... – separaram-se e se encararam – você sumiu, faz um bom tempo que não vejo nenhum trabalho seu, até as fofocas sumiram, a última que vi foi falando de uma...
– Uma suposta namorada grávida? – ele a interrompeu – Essa não era fofoca.
Robert sorriu sem jeito, passou as mãos pelos cabelos e Kristen perdeu o chão.
Muitas fofocas iguais a essa foram feitas na época em que namoravam, mas nunca chegou a pensar que dessa vez era verdade, lhe causava um medo maior que o universo.
Ele tinha um filho com outra mulher.
Talvez essa outra mulher agora fizesse parte da vida dele como um dia ela fez.
Ofendeu-se mentalmente, burra foi o mais bonito dos xingamentos.
Sentiu-se uma perdedora.
Der repente ter ido encontrá-lo não fazia mais sentido, a felicidade que sentiu ao revê-lo dissolveu. 
– Olhe... – ele pegou um porta-retrato ao lado do abajur sobre a mesinha de canto – essa é Melissa, minha filha.
Kristen pegou o retrato da menina e viu aqueles olhos azuis de Robert preso em seu rostinho angelical, os cabelos loiros caindo sobre os olhos, a franja comprida batendo nos cílios. Na verdade ela parecia muito com Robert, lembrava uma de suas irmãs, Victoria que era mais parecida com ele.
– Ela é linda...
– É a razão da minha vida. – sorriu apaixonado ao pegar a foto da menina nas mãos novamente.
– Ela está em Londres?
– Não, ela é minha, vai onde eu for, está dormindo na verdade, por isso falei que não poderia sair.
– Bom... e... – ficou sem jeito de perguntar – e a mãe dela?
Robert deixou o porta-retrato de volta na mesinha, mordeu os lábios, parecia magoado com a pergunta. Kristen ficou incomodada com sua reação e resolveu se desculpar-se.
– Não queria ofender...
– Não me ofende ao falar dela... bom – respirou fundo - nunca mais tive notícias da mãe dela...
– O que houve?
– É uma história longa...
– Não tem problema. Não tenho nada para fazer nessa madrugada...
Robert sorriu, vê-la a sua frente novamente era algo tão bom que trabalhava como um calmante. Seu corpo ficava mais leve e o ar mais puro. Era bom tê-la ali.
– Que tal bebermos alguma coisa enquanto conversamos?
– Pode ser...
– Ashley comprou até garrafa de vinho, acredita...?
– Ash? Nunca mais vi essa menina...
– É a única com quem ainda tenho contato. Venha, vamos tomar uma taça.
Robert pegou a garrafa de vinho na cozinha, junto com duas taças, ao passar pela sala capturou também a carteira de cigarros e o cinzeiro. Foram para a varanda, uma mesinha de vidro estava lá com duas cadeiras. Kristen sentou e observou-o abrindo a garrafa e colocando nas taças.
– Posso? – perguntou apontando para a carteira de cigarros.
– Claro. Pegue. – esticou a taça com vinho tinto para ele que a pegou, ascendeu o cigarro e deu uma tragada. – Pronta para ouvir a novela que virou minha vida.
– Acho que sim. – ela sorriu.
Robert tomou um gole de vinho e acendeu um cigarro, tragou e soltou a fumaça em seguida, observou aquela nuvem branca se espalhar pelo ar até sumir.
Respirou fundo e a encarou.
– Alguns meses depois de voltar para Londres eu conheci a Sophie, parecia uma garota legal. Na verdade era sim uma garota legal. Eu queria me esquecer de você... – ele falou sério, olhando nos olhos de Kristen, ela se incomodou e baixou o olhar – me sentia sozinho e ela era um tipo de pessoa legal para se ter um relacionamento. Ela estava no segundo ano de medicina. Isso a tornou o orgulho da família, sabe? E quando começamos a namorar, os pais dela foram contra, falavam que eu não tinha eira e nem beira, vivia uma vida sem regras, sabe? 
– Foram contra por causa da sua profissão? – perguntou tímida por interromper.
– Sim. - ele deu mais um gole e continuou – Mas mesmo assim continuamos nos encontrando. Depois de cinco meses de relacionamento, entre brigas e reconciliações, ela descobriu que estava grávida. Estava pronta pra fazer um aborto, mas uma amiga dela me contou. Consegui falar com ela, e ela confessou que não queria o bebê...
– Por quê? – Ela perguntou sentindo a pena corroendo em seu peito.
– Falou que a criança ia estragar a vida dela, que não ia poder terminar a faculdade, essas coisas. E o pior de tudo era a mãe dela, ela queria que a Sophie tirasse a criança de qualquer jeito. 
– E aí?
– Tivemos uma discussão feia por causa disso. Eu não poderia deixá-la fazer isso sabe? Eu sei que sempre falei que não queria ser pai, que era péssimo com crianças, mas... Deus... era uma criança e ela queria matá-la...
Robert falava como se as lembranças o perturbassem, tomou o restante do vinho em um gole só e voltou a encher a garrafa.
– Bom... eu consegui convencê-la a continuar com a gravidez.
– Como conseguiu isso?
– Eu falei que tomaria conta da Melissa, sozinho, ela não precisaria ter responsabilidade alguma, eu assumiria o papel de pai e mãe.
– E ela aceitou numa boa?
– Sim. Ainda bem.
– Ela já viu a filha alguma vez?
– Não, nem no dia que ela nasceu. Sophie falou que não queria vê-la. 
– Isso é horrível. – falou de cabeça baixa.
– É... é horrível. Sempre que penso nisso sinto muita raiva dela sabe? Mas hoje não consigo ver minha vida sem Melissa... ela foi o “erro” – fez sinal das aspas com as mãos - mais certo da minha vida. 
– Você mudou... – ela falou sorrindo.
– Isso é bom?
– Sim... digo, o modo como fala dela. É bonito de se ver. Você é completamente apaixonado por ela.
– Ela é minha vida. – ele a olhou e sorriu – Você também mudou.
– Mudei?
– Hum hum... não está mais de All Star. - falou rindo.
– É não é? Uma hora eles teriam que sair dos meus pés. Não pegaria bem uma mulher de vinte e cinco anos calçando um All Star surrado.
Ela riu acompanhada por ele. Robert esticou a mão para ela, que a segurou, puxou-a em sua direção e a fez sentar-se em seu colo.
– Senti muito sua falta... – falou com os braços ao redor de Kristen.
– Nunca me perdoei por ter te deixado ir embora, por ter te mandado ir embora.
– Posso fazer uma coisa que estou louco para fazer há cinco anos?
– O que?
– Isso...
Robert puxou rosto de pele macia para perto do seu, capturou os lábios de Kristen em um beijo.
Suas línguas dançavam controlando o ritmo do beijo.
Robert apertou a fina cintura da mulher em seu colo, trazendo-a para mais perto de seu corpo, uma mão na nuca a proibia de se afastar.
Mas isso ela não queria, terminar aquele beijo seria a última coisa a se pensar.
O beijo aos poucos foi sendo amenizado, mas não a saudade.
Eles se separaram com alguns selinhos, as testas ainda apoiadas uma na outra, eles sorriram, Kristen por estar tímida e Robert... Bom, ele sorriu apenas pelo fato de vê-la de olhos ainda fechados e sorrindo. 
– PAAAAAIIIIII...
Um grito agudo ecoou pela casa, Robert se assustou e Kristen levantou de seu colo.
O grito acompanhado de choro fez seu coração de pai pulsar.
– É a Mel, vou ver o que houve, já volto...
– Tá. – falou roendo a unha.
– Me espera? Por favor... – falou segurando seu rosto.
– Claro...
Ele lhe deu um selinho rápido e correu em direção ao quarto da filha.
– PAIIII...
Ela gritou novamente quando ele abriu a porta...
– Hei... o que houve? – assim que viu o pai, Melissa levantou da cama e pulou em seu colo, chorando.
– O monstro papai, tem um monstro.
– Não amor, não tem monstro nenhum. – ele afagava o choro da criança com toda ternura que conseguia prender naquele ato.
– Tem papai, ele queria me pegar...
– Não amor, foi só um pesadelo... – enxugou as lágrimas da filha e deu-lhe um beijo na testa - ele não vai mais voltar.
– Promete?
– Prometo... que tal voltar a dormir, hein senhorita?
– Fica aqui?
– Até você dormir, tá bom?
– Tá...
Robert se encolheu na cama da filha, e ela deitou a cabeça sobre o peito do pai, que lhe fazia cafuné e cantarolava uma de suas músicas. Aquilo era uma espécie de sonífero ou calmante para Melissa, receber aquela atenção do pai lhe acalmava.
Quinze minutos depois, Melissa já havia voltado ao seu sono profundo, Robert saiu do quarto com cuidado, deixando um abajur aceso. Voltou à varanda e encontrou Kristen apoiada no parapeito, olhando a cidade.
– Obrigado por esperar. – falou abraçando-a pela cintura.
– Nossa, que susto, não ouvi você chegando... – ficou de frente para ele e sorriu. - acho que tenho que ir...
– Por quê? Não vai não, fica hoje aqui...
– Robert, não dá... bom se sua filha acordar e me ver aqui, ela pode não gostar Rob... e...
– Por favor, fica... 
– Não posso, sério, tenho que ir...
– Está bem... quando a gente pode se ver? – eles foram caminhando juntos em direção a porta, pararam em frente a ela e ele segurou a maçaneta, sem abri-la.
– Podemos ver, aí posso conhecer a sua princesinha... – falou sorrindo.
– Ela vai adorar você.
– Até mais Rob.
Ela beijou seu rosto e virou-se para porta.
Robert puxou-a pela cintura e a abraçou, prendendo-a contra seu corpo.
Ir embora ele poderia até aceitar, mas não daquela forma.
Beijou-a com mais vontade e desejo.
Como ele queria que ela ficasse, como ele queria que ela o aceitasse de volta na vida dela.
Ele precisava de alguém ao seu lado, falando que tudo um dia ia ficar bem, que a vida não era tão difícil como parecia. 
– Fica?
Ele arriscou perguntar novamente entre aquele beijo, segurou o corpo dela mais forte quando o sentiu fraco. 
– Fico... 
Respondeu quase sem ar, ele sorriu e a puxou de volta para seu apartamento, distanciando-a da porta, jogou a bolsa dela sobre o sofá e ainda entre beijos, foram para seu quarto.
Robert fechou a porta do quarto e girou a chave, colocou o corpo de Kristen contra a parede e voltou a beijá-la.
Sua boca parecia mais doce e saborosa que antes, sua pele ficava cada vez mais macia e cheirosa. Suas mãos percorriam pelo corpo pequeno dela e ele ainda possuía as formas que ele lembrava, seios pequenos, cintura fina. Um corpo que para ele unia fragilidade e desejo. Desceu seus beijos para o pescoço de Kristen, fazendo-a fechar os olhos. O perfume de sua pele lhe tirava a razão. Puxou-a para seu colo e foi em direção a enorme cama de lençóis brancos. Colocou-a com cuidado sobre o colchão, seu corpo sobre o dela, mirou aquelas pedras de jade que lhe dominavam, afastou alguns fios que queriam cobrir a visão da perfeição daquele rosto alvo.
– Fica comigo? – beijou seu pescoço fazendo-a fechar os olhos.
– Eu estou aqui.
Não era bem aquilo que ele queria. Mas tudo estava muito confuso e conturbado, por hora o fato dela estar ali já o deixava satisfeito.
As roupas foram jogadas no chão, o calor dos corpos nus fazia o desejo aflorar cada vez mais. Kristen sentia os beijos quentes de Robert sobre seu copo, o caminho que ele formou de seu pescoço até seus seios, arfou quando sentiu as mãos dele encaixarem contra seus seios, massageando-os, distribuiu beijos sobre seu colo e um calafrio tomou de conta quando sentiu os lábios mornos de Robert capturarem seu mamilo.
– Eu quero você.
Ele sorriu ao ouvir aquilo dela. Tudo o que ele queria era tê-la. Seu corpo entre o dela, suas intimidades próximas e o desejo a flor da pele. Robert a penetrou devagar, olhou seu rosto, de olhos fechados e mordendo o lábio inferior. Os movimentos provocavam gemidos, aquela tensão que sempre tiveram voltava paulatinamente, os movimentos iam mais rápidos, os corpos quentes e suados unidos chegavam a extremos. As respirações se misturavam. Kristen sentiu seu corpo tremer, ele provocara isso nela. Gemeu alto e foi calada por um beijo dele, que aumentou seus movimentos e logo deixou seu corpo cansado e saciado cair sobre o dela.

Continua...

Nossa, a coisa ficou boa mesmo. Adorei o reencontro deles. E saber que mesmo depois de cinco anos ainda existe esse sentimento forte entre eles faz tudo ficar ainda mais bonito. Amanhã tem mais. Beijos.

4 comments :

  1. Adorei isso ta ficando bommmmmm anciosa para o proximo!!! Beijusculo ate amanha

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  2. ñ sei nem o que comentar, kkkk ' tenho medo de falar de maais!!! omg... bom, mas essa foi uma das fics mais marcantes que eu ja li, e eu ja tava pensando em ler ela de novo, e fiquei muito animada quando vcs começaram a postá-la!!! hehe... não posso nem dizer q to louca pra ver o próx cap,pq eu sei o q vai rolar, mas, eu vou continuar lendo e comentando, mesmo que seja só um oi, só pra marcar presença, rsrs' bjoos, até amanhã.

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  4. Ahhh obrigada por continuar comentando Endy. Legal saber q vc já leu, gostou e vai ler de novo aki conosco. Seus comentários serão sempre muito bem vindos. Bjs.

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