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Thursday, January 19, 2012

FANFIC - FINDING HAPPINESS - CAPÍTULO 41


Olá galera! O capítulo de hoje já começa com uma passagem de tempo e tem momento hot hot também...

Título: Finding Happiness
Autora(o): Belitta
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Sexo; Violência

Finding Happiness
By Belitta

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"


CAPÍTULO 41

“E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”
(William Shakespeare)

11 MESES DEPOIS...

Fechei o livro de Shakespeare que eu lia a mais tempo do que podia contar colocando-o dentro da minha bolsa no mesmo instante em que jogava minha latinha de suco no lixo.
Passei meus olhos pelo mar de gente que adentrava na faculdade pelos portões de madeira escura naquela hora do dia.
As pessoas caminhavam apressadas, algumas correndo para não perderem os primeiros tempos das aulas, outras já estavam de saída, assim como eu.
Porque era a hora do meu estágio e eu não precisaria voltar mais ali naquela semana.
Apressei meu passo pelos corredores até chegar ao pátio externo, pegando as chaves do carro em meu bolso e entrando, para logo colocá-lo em movimento.
Sorri me lembrando de como Robert havia me convencido a me dar o carro. Eu não queria, mas ele falou nas crianças, que seria melhor para elas... e depois de mais algum tempo me deslumbrando com aquele sorriso, eu percebi que não seria capaz de lhe negar coisa alguma.
Só parei com o carro quando já estava na frente da Public Elementary School, que era onde eu fazia meu estágio, dando aulas para os alunos do ensino secundário e da nona série.
Eu adorava meus alunos e aprendi a ter a paciência que era necessária para uma professora, eu não era um daqueles professores carrascos que sempre queriam ferrar com a vida de alguém. Pelo contrário, eu tinha uma relação totalmente saudável com eles e era um respeito mútuo entre todas as salas que eu dava aula.
Subi as escadarias indo direto para a secretaria pegar o meu horário que ficava reservado em um armário perto das atendentes.
- Olá. Bom dia.
- Oi Kristen. Seu horário está aqui, querida.
- Obrigada, Shelly.
Sorri para a senhora buscando o papel para minhas mãos e ajeitando minha bolsa no ombro, voltando meu corpo para a saída e vendo que teria aula no segundo ano hoje.
Eles deviam estar em polvorosa, às férias seriam dali a duas semanas e estava tudo preparado para o famoso baile de formatura do terceiro ano.
Assim que coloquei meus pés perto da porta da sala, meu celular começou a tocar na bolsa e eu a revirei até achar o maldito aparelho, com meu coração palpitando por que era Mia, a babá das crianças.
- Aconteceu alguma coisa, Mia?
- Oi Srta. Stewart. Não, não aconteceu nada. Mas queria pedir permissão para levar as crianças até o parquinho aqui da praça mesmo.
- Ah sim. Tudo bem Mia. Eu não devo demorar a chegar hoje. Robert ligou?
- Sim senhora. Também queria saber se estava tudo bem com as crianças. – eu sorri.
- Tudo bem Mia, qualquer coisa me ligue.
Nos despedimos e eu estava mais aliviada.
Eu sempre ficava daquele jeito quando tinha que me separar delas, era um aperto no peito horrível por ter que ficar longe dos meus bebês, que cresciam mais rápidos a cada dia.
Mas eu confiava em Mia, ela era mais velha e já tinha tido dois filhos, gêmeos também, então deveria saber cuidar de criança. E até agora, eu não tinha do que reclamar, ela tratava as crianças de modo muito correto e carinhoso e claro que também fazia boas bagunças com elas.
Olhei no meu relógio de repente e entrei logo na sala, antes que ficasse atrasada.
Minhas aulas não incluíam avaliações, nem pedidos de trabalhos. Era como se eu apenas auxiliasse os professores docentes da escola na interação com os alunos e eles me retribuíam, dando as minhas horas no estágio.
Por isso não demorava muito e quando eram menos de 3 horas da tarde, eu já pude ir pra casa.
Parei o meu carro na garagem e saí apressada deixando minha bolsa ainda no banco do passageiro.
- Jeremy? Annabelle?
- Estamos aqui em cima Srta. Stewart.
Ouvi a voz de Mia e corri escada acima para encontrá-los no quarto de Jeremy, brincando de quebra-cabeça. Quer dizer, eles tentavam, já que as crianças batiam nas peças e as bagunçavam completamente.
- Oi meu amores. – eu disse beijando cada um dos dois e depois cumprimentando Mia. – Eles se comportaram hoje?
- Sim, está tudo sob controle. – sorri pra ela e liberando-a do serviço naquele dia e no seguinte também, já que seria sábado.
- Precisa de mim no domingo Srta. Stewart?
- Não, Mia. Não se preocupe, apenas segunda-feira ok? E por favor, me chame de Kristen. – lhe disse enquanto levava ela até a porta com Jeremy em meus braços.
- Tudo bem. Até logo Jeremy.
Ele balbuciou alguma coisa soltando um sorriso daqueles, parecidos demais com o de Robert, e claro, me fazendo ficar deslumbrada também.
- Você está muito sapeca. – ele gritou em sua própria linguagem infantil. – Sim, você está sim. Nada de sorrir igual ao seu pai ok? – eu brinquei, fazendo-lhe cócegas e subindo as escadas. – Isso deixa a mamãe perdida filho, não pode.
Mas é claro que ele sorriu de novo e eu me perdi de novo, naquele sorriso delicioso e molhado que só meus bebês tinham.
Coloquei-o em seu cercadinho, no seu próprio quarto e fui ajeitar Annabelle que estava com a fralda suja, aproveitei e dei-lhe um banho morno, quase beirando ao frio, porque estava um calor insuportável em Los Angeles.
- Seu pai vai morrer quando te ver assim. – falei com ela quando terminava de calçar suas meias coloridas e seu sapatinho cor de rosa. 
Robert adorava quando ela ficava com aquelas presilhinhas no cabelo, ela ficava parecendo um anjinho com seus olhos tão verdes e os cabelos em um tom de loiro que foi escurecendo mais com o tempo.
Ela sorriu também, gritando e fazendo sons, sem deixar de babar um pouquinho nos meus braços enquanto eu tentava lhe dar a mamadeira morna.
- Fique quietinha filha, a mamãe tem que ajeitar seu irmãozinho.
Mas ela não ficava e foi só depois de muito custo, que ela se aquietou e tomou sua mamadeira inteira, para dormir logo depois.
- Você estava era cansada. – lhe dei um beijo antes de sair do quarto e buscar Jeremy que ainda brincava com seus carrinhos grandes, dentro do cercadinho e tentava ficar em pé nas grades. – Agora somos nós.
Eu fiz a mesma maratona, mas Jeremy era mais quieto que Annabelle e tinha mais facilidade em me ajudar quando o amamentava e o trocava do banho. Mas ele não dormia com tanta facilidade e eu tinha que ficar ninando-o por muito tempo até que ele adormecesse por completo.
Depois de tudo quem estava cansada era eu, mas eu precisava de um banho e terminar de preparar meu relatório do estágio, para mandar pra faculdade.
E foi o que fiz. Tomei uma ducha forte e morna para depois fazer o meu relatório no computador e mandar para o e-mail da faculdade.
Quando olhei no relógio, eu estava bocejando e agradecendo pelas crianças terem dormido durante um bom tempo, mas é claro que isso também significava que elas acordariam mais cedo na manhã seguinte.
Já eram mais de seis horas e Robert chegaria a qualquer momento.
Passei no quarto de cada um dos dois e Jeremy já estava acordado.
Tirei-o do berço, levando-o lá pra baixo comigo e deixando-o na sala com seus brinquedos, escutando seus gritos de satisfação por já estar fora do berço e livre para tentar ficar de pé e engatinhar por onde ele quisesse.
Eu os deixava livres por que a casa já estava equipada com os moldes de seguranças nas quinas de cada móvel e a meia que eles usavam tinham antiderrapante no fundo o que os permitia tentar andar e se esticar por onde quer que fossem. E eu também trancava a porta dos fundos para que não tentassem sair da sala e ir para o quintal. 
- Não se atreva a sair daí mocinho. – eu disse sorrindo pra ele que nem me escutou concentrado em gritar para o urso marrom que suas mãozinhas apertavam.
Fui para cozinha e coloquei a babá eletrônica do meu lado pro caso de Annabelle acordar chorando, o que era o mais provável de acontecer.
Ela sempre chorava quando acordava e não via ninguém com ela e também Robert não estava em casa o que só pioraria seu choro ao não poder ver o pai naquele momento.
Comecei a fazer o jantar sempre prestando atenção em Jeremy e em Annabelle pela babá eletrônica e não demorou muito até que ela acordasse. Chorando.
- Não fique assim, a mamãe já está aqui. – passei meus dedos por seu rostinho rosado e ela se deitou em meu ombro, soluçando baixinho. – Não precisa dessas lágrimas.
Ela fez mais barulhinhos e eu desci com ela em meu colo, olhando Jeremy que se segurava em pé no sofá tentando arrancar os enfeites da almofada.
- Não pode filho. – tirei a almofada de suas mãos e lhe entreguei outro brinquedo enquanto Annabelle se agitava em meus braços para brincar também.
Deixei-a no chão brincando com o irmão e voltei para cozinha vendo o molho do espaguete já ficar pronto na panela. Derramei sobre o macarrão e fiz um suco de laranja. 
Bati uma mamadeira com aveia para os dois e deixei dentro de um pote com água fria pra que não ficasse tão quente quando eles fossem mamar.
- Oi filha. – olhei pra Annabelle que se esticava em minhas pernas, olhando pra mim e sorrindo com aquele rostinho de anjo e com os olhos verdes, deixando seu cabelo de lado pregado com a presilha cor de rosa. – Já vou pegar você ok?!
Suas mãozinhas se abriram no meu joelho e ela colocou sua boca ali, babando minha calça, me fazendo sorrir e pegá-la logo no colo.
Desliguei o forno e saí da cozinha, indo pra sala e começando a brincar com os dois.
..
- Oi meu amor. – Jeremy saía do meio de seus brinquedos e se escalava para sentar em meu colo, no meio das minhas pernas enquanto brincávamos com o quebra-cabeça em cima do tapete branco da sala.
Babi. – Annabelle disse depois de um gritinho e um sorriso, me mostrando que o quebra-cabeça era da Barbie.
- É a Barbie. E este é o Ken. – disse apontando para a outra figura no desenho.
En...
- Isso, o Ken.
Nós ficamos brincando todo o tempo até que Jeremy chorou querendo sua mamadeira, eu me levantei com ele para depois nos sentar no sofá alimentando-o, observando seus olhos abertos e me fitando, suas mãozinhas em meu seio repuxando de leve a barra da minha blusa e sua respiração me indicando que ele estava tomando toda a mamadeira.
Annabelle se ergueu em meus joelhos de novo com aquele sorriso delicioso no rostinho fazendo os barulhos gostosos que saiam de sua garganta.
- Eu sei meu amor, o papai está atrasado.
Sorri pra ela e suspirei retirando a mamadeira de Jeremy e me levantando com ele.
Ela ainda não estava com fome então eu teria tempo de trocar Jeremy e colocá-lo pra dormir ou eu poderia esperar por Robert.
Ele não gostava de chegar e ver as crianças dormindo, era como se ele não pudesse aproveitar um pouco com elas e eu entendia.
Me sentei de novo aconchegando Jeremy nos meus seios e esperado-o pegar no sono.
- Quer subir? – perguntei a Annabelle que esticou sua mãozinha pra mim. Ajudei-a com cuidado a subir no sofá e ela se encostou ao lado da minha cintura levando seus dedinhos na boca e os babando por completo e se deitando perto dos meus braços também.
Sorri embalando os dois como eu podia, mas eles não pareciam querer colaborar. Jeremy esticava as mãos e as colocava na minha boca toda hora e Annabelle estava começando a me babar por inteira também.
Comecei a cantar alguma canção de ninar para os dois e abaixei o volume da televisão esperando que eles dormissem mais rapidamente dessa vez. E Jeremy foi o primeiro a cair na inconsciência, sua respiração calma, indo e vindo lentamente com as suas mãozinhas ainda na barra da minha blusa e Annabelle também adormeceu.
E agora eu só tinha que saber como iria colocar os dois no berço.
Peguei no bracinho de Annabelle e a deitei com cuidado no sofá, apoiando sua cabeça em uma almofada baixa e colocando outra do seu lado para tentar evitar que ela caísse enquanto eu levava Jeremy lá pra cima, cobri-o e lhe dei um beijo antes de descer e fazer o mesmo com Annabelle.
Me joguei no sofá branco em frente a TV em menos de um minuto depois, o cansaço me consumia e eu ainda tinha que esperar Robert chegar para esquentar a janta pra ele, eu sabia que ele podia fazer isso, mas eu também gostava de cuidar dele.
As séries de TV tentavam prender a minha atenção e nem mesmo preparar uma aula para a próxima semana eu estava conseguindo e acabei deixando as correções pra outra noite em que eu estivesse melhor e que minha cabeça não tivesse doendo tanto.
Aproveitei que as crianças dormiram e tomei um banho lutando contra meu organismo para não dormi dentro da banheira embaixo da água com espuma, me enrolei na toalha branca e peguei minha calcinha e um short curto que eu usava para dormir às vezes, vesti uma blusa qualquer de Robert, dando um nó do lado quando esta ficara maior no meu corpo.
Meus olhos foram parar direto no relógio de cabeceira da nossa cama quando ouvi o barulho de carro na garagem.
20:57.
Eu iria matar Robert.
- Kris? – ouvi o barulho de chaves caindo em um vidro e saí do quarto começando a descer as escadas. – Oi baby.
Não respondi, apenas o encarei e passei pra cozinha ouvindo seu suspiro.
- Me desculpe ok? Sei que está tarde.
- São quase nove horas Robert.
- Eu sei. – respondeu cansado, passando as mãos no cabelo.
Ele estava exausto e acima da raiva, eu me senti culpada pelo ciúme incondicional que eu estava sentindo.
Sim. Ciúme. Eu detestava admitir isso, mas era a única coisa que eu sentia, além da falta enorme que ele me fazia quando ficava longe por muito tempo.
Suspirei começando a amolecer a raiva, mas não daria o braço a torcer.
Fiz seu jantar e esquentei dois pratos no microondas sentindo que ele me observava e eu tinha certeza que ele estava esperando o momento certo para chegar até mim e me fazer esquecer que estava chateada.
Ele sempre fazia isso.
- Você parece cansado. – eu disse sem olhá-lo. – Tome um banho enquanto eu esquento para comermos.
- Não jantou ainda?
- Não.
Eu quase podia sentir seu sorriso e sabia que ele estava se aproximando de mim.
- Você não vai me seduzir. – avisei quando seus braços me enlaçaram a cintura por trás do meu corpo. – Eu ainda estou irritada.
- Me desculpe, amor. – eu tentei, tentei não amolecer quando seus lábios começaram a beijar minha nuca, mas parecia que estava sendo em vão...
- Você sempre pede desculpas e sempre chega atrasado. – bufei me virando de frente pra ele. – O que, diabos, tanto têm naquela empresa afinal?
- Você sabe que não é nada Kristen. Eu consegui normalizar as finanças apenas no mês passado e tenho que continuar cuidando para o caso de uma outra crise, baby. Não fique assim, de verdade, me perdoe.
Suspirei mais uma vez retirando nossos pratos do microondas e pegando o suco na geladeira.
- Eu vou ver as crianças. Já volto. – ele quis me dar um beijo na testa, mas sabia que eu estava chateada.
Droga!
Eu odiava ficar assim com ele, eu realmente detestava. Mas meu ciúme estava crescendo à medida que ele passava mais tempo na empresa. É claro que as coisas não haviam mudado entre a gente e eu entendia que ele precisava trabalhar.
Mas eu estava sentindo uma falta enorme dele todos os dias que ele chegava atrasado.
Soltei meu ar pela boca e joguei a colher que eu segurava com força dentro da pia.
Eu era uma estúpida, idiota.
Argh!
Inspirei devagar para depois expirar novamente e não pensei muito mais antes de ir para o andar de cima e esperá-lo no nosso quarto, sentada naquela cama branca e enorme com a TV na nossa frente.
Ergui meus olhos quando senti sua presença no cômodo e respirei fundo de novo.
- Me desculpe. Eu só... – suspirei tentando gesticular com as mãos.
- Vem aqui. – suas mãos me puxaram para seu colo me deixando de frente pra ele com o rosto enterrado em seu pescoço. – Não precisa pedir desculpas. Eu estou te dando razões para ficar irritada.
- Não é isso Rob... eu só... estou... sentindo sua falta. – respondi apertando mais meu rosto em sua pele e agarrando os fios de seu cabelo entre meus dedos.
- Eu sei amor. – ele suspirou. – Eu tento chegar mais cedo, mas essa semana realmente não deu. Me desculpe. Por não ter ajudado você com as crianças e tudo mais.
Resmunguei manhosa, alguma coisa perto do seu ouvido, escutando sua risada baixa.
Só agora que eu tinha noção do quão estúpida eu estava sendo. É claro que eu sabia que ele tentava chegar mais cedo, ele nunca havia me dado motivos pra sentir ciúmes ou até mesmo ficar insegura, mas era inevitável.
Porra, o homem era lindo e muito... perfeito!
Aquela vadia da secretária dele dava em cima do meu homem. Eu tinha certeza disso e tive mais ainda quando eu liguei pra ele uma vez e a bitch me atendeu, com aquela voz estridente e insuportável.
Argh. Eu estava mais irritada por ele estar lá, rodeado de mulheres do que outra coisa!
- Você é meu. – eu disse enfática olhando nos seus olhos.
Ele gargalhou, é claro.
Eu raramente expressava as minhas raivas ciumentas, mas ele adorava quando eu o fazia além do traço de possessão que eu tinha em relação a ele.
- Estou falando serio Robert. Não quero você ficando lá até tarde com a sua secretária. Você é só meu. Apenas meu.
Travei minhas pernas em sua cintura e meus braços em seu pescoço com toda a força que eu conseguia, mostrando pra ele que eu estava mesmo falando a verdade e que eu não o deixaria sair dali nunca.
Ele era meu.
- Eu não fico lá com a minha secretaria Kristen. Fico sozinho, amor. Ou com os caras da contabilidade. Não precisa ficar com ciúmes.
- Não estou com ciúmes. – neguei abaixando os olhos para os botões abertos de sua camisa social.
- Ahaam, é claro que não está.
- Humpf. – beijei-o com força e com toda a saudade que eu estava dele naquele dia inteiro.
Eu não o via desde as sete da manhã e não sentia sua boca grudada na minha daquela maneira desde madrugada quando ele me acordou em às quatro da manhã para fazer amor, daquele jeito dele... que só ele sabia fazer...
Me beijando daquela forma insana, me enlouquecendo enquanto sua língua sugava a minha, reivindicando seus direitos sobre meu corpo e me dizendo silenciosamente que eu era dele, que eu sempre fora dele.
As mãos se infiltrando habilmente por meu cabelo e puxando os fios com força e agilidade, mãos de quem já tinha experiência de como enlouquecer uma mulher.
E principalmente a mim; sua mulher.
- Robert...
Eu já murmurava seu nome com uma voz desconexa, baixa e arrastada, praticamente implorando pra que ele tirasse logo aquele meu short onde ele tinha sua mão me estimulando e me torturando lentamente. Meu quadril já tinha vontade própria e investia contra seus dedos, rebolando, remexendo querendo a qualquer custo criar um atrito maior com o volume dentro das suas calças, que só me deixava mais e mais enlouquecida de um desejo essencial e que sempre explodia entre a gente.
- Está apressada, baby. – ele disse me provocando, mordendo meu pescoço com seus dentes afiados que sempre me marcavam e me deixavam pedindo por mais.
Eu sempre iria querer mais.
Robert se adiantou e retirou meu short quando me fez ficar de pé na cama para depois voltar a me puxar pro seu colo, onde mais uma vez eu cruzei minhas pernas firmemente em suas costas e meus braços em seu pescoço pra que ele pudesse morder minha nuca e puxar ainda mais meu cabelo.
- Rob... eu preciso...
Eu queria implorar pra que ele se afundasse logo dentro de mim, por Deus eu iria enlouquecer se ele continuasse investindo mesmo com as roupas ainda em nossos corpos.
- Quietinha, baby. – ele respondeu abafado retirando minha blusa e deixando seus lábios abocanharem meu seio direito e sua mão massagear e apertar o esquerdo.
- Eu vou enlouquecer... Cristo...
Minha mente já não me pertencia, nem minha alma que nesse momento vagava por um lugar bem distante daquele quarto.
Apenas meu corpo estava ali, completamente concentrado e despertado para o prazer abrasador que ele me causava, com a junção dos nossos corpos que se tornariam completo a qualquer segundo.
- Agora Rob... agora baby...
Seu gemido me mostrou que ele também não agüentaria mais, suas mãos desabotoaram sua calça e eu mesma puxei sua boxer pra baixo, apenas para libertar meu objeto de desejo naquele momento, já que suas roupas ainda não haviam saído do seu corpo.
E no segundo seguinte, ele estava dentro de mim.
Forte, quente e acolhedor.
Mergulhando em meu corpo com rapidez e agilidade, acertando um ponto dentro de mim que me fazia ver estrelas.
- Mais forte. – pedi, eu estava virando uma devassa. Isso era fato.
- Porra!
Ele gritou abafado pela pele do meu pescoço. Minhas mãos arranhando seu couro cabeludo sentindo o suor ali, enquanto eu me guiava pra cima e pra baixo naquele corpo que... por Deus.. era meu.
Ele era completamente meu.
- Kristen...
Não havia nada melhor do que ouvir meu nome ser sussurrado por seus lábios, me empurrando para o limite que faltava naquela linha tênue da queda ao prazer, em uma explosão de brilho e intensidade me fazendo fechar os olhos e sua boca descer sobre a minha para abafar os gritos e ele também se derramou dentro de mim.
Quente e delicioso.
Como só Robert era.
Nossos lábios ainda grudados com nossas línguas enroscadas umas nas outras e nossos rostos em uma perfeita sincronia de lados opostos, procurando sempre a melhor maneira para um encaixe perfeito.
- Ainda vai acabar comigo Kristen! – ele disse ofegante se jogando de costas na cama, comigo ainda por cima dele e acolhendo-o ainda dentro de mim.
- Nós vamos continuar isso mais tarde. – eu respondi fazendo-o rir e dando um beijo molhado em seu peito, apenas para escutar seu gemido rouco e suas mãos se infiltrarem em meu cabelo de novo.
- Vai me pagar por isso.
Mordi os lábios e me levantei deixando um gemido baixinho sair de minha garganta ao perder nosso contato.
Entramos juntos no banheiro, é claro que ele queria me provocar ainda mais e saímos de lá depois dele ter me dado banho e me vestido com sua blusa e um outro short.
- Vou esquentar nossa janta de novo. – dei-lho um beijo e ele saiu para o quarto de Jeremy que tinha acordado por causa da fralda.
Nós jantamos sem falar de trabalho e sem mais chateações.
Ele deu mamadeira a Annabelle enquanto eu arrumava a cozinha.

Mais tarde naquela noite, eu estava enroscada em seu corpo com meu rosto deitado em seu peito nu, nós dois sem roupa e ainda nos recuperando de mais um ápice avassalador.
- Eu... queria te falar uma coisa...
- Estou ouvindo, baby. – ele respondeu passando as mãos carinhosamente em minhas costas.
- Eu queria fazer algo... que acho que já está na hora de ser feito Rob e...
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupado, ele já sabia do que eu estava falando.
Me sentei em cima dele que se recostou na cabeceira da cama, colocando suas mãos em minha bochecha e me encarando.
- Kris...
- Eu tive pesadelos novamente. – engoli em seco olhando-o. – Foi semana passada enquanto dormia à tarde e...
- Achei que não tivesse mais pesadelos.
- Eu não tenho... mas... acho que foi por que eu fiquei estressada na faculdade. – soltei um riso nervoso e sem humor.
Passei a encarar os pelinhos do seu peito e passar as mãos por eles, querendo evitar seus olhos naquele momento.
- O que você quer Kristen? É só você pedir baby.
Eu engoli em seco mais uma vez, só que agora eu encarei seus olhos, os azuis esverdeados tão claros e tão intensos nos meus.
Ele já sabia o que eu queria.
Não era necessário o uso de palavras entre nós.
- Tudo bem. – ele falou por fim.
- Sério?
- Sim.
- E o seu trabalho? – perguntei começando a ficar com a respiração acelerada.
- Já está na hora de eu tirar um pouco de férias.
Assenti com a cabeça, tentando me acalmar e mordendo os lábios.
- Quando quer ir?
- Quando você puder.
- Tudo bem. – ele me olhou depois de me dar um beijo. – Em duas semanas nós embarcamos pra Miami.

Continua...

Deixa eu me recuperar desse calor aqui. Nossa, esses dois são poderosos na cama. Mas vamos ao capítulo no geral. Parece que teremos novidades por aí. Será que ela vai contar toda a verdade pra mãe? Tomara. Nos encontramos na fic da tarde. Beijos. 
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5 comments:

  1. meu deuus , " hahaha'

    tomara que ela conte (y)

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    1. Ficou com calor também Carol? Esses dois são terríveis né?
      Amanhã ela chega em Miami...

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  2. ta otima a fic
    cada dia melhor, to amando demais!
    pena que ja esta acabando :(

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  3. Pois é né.. mas uma hora tinha que acabar...
    Não se preocupe por que a próxima também é muito boa.

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  4. Ai meu De-Deus!! Tomara que ela conte tudo e que Rob gostosão Pattinson mate aquele escroto!!

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Forever

É difícil às vezes olhar para trás e ver quanto tempo passou. As amizades conquistadas e algumas perdidas no caminho. A maturidade que inevitável atinge nossas vidas e altera nossos rumos. Aquilo que nos atingiu não podemos mudar, apenas aproveitar para encher nossa história de belos momentos vividos e aprendidos.
Twilight Moms Brasil é parte de mim e espero que seja de você também, Forever.

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