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Monday, March 19, 2012

FANFIC - O CONTRATO - CAPÍTULO 33


Boa tarde gente! No capítulo de hoje Edward e Bella farão uma viagem em família e alguém sumido reaparecerá para trazer aborrecimentos.

Título: O Contrato
Autora(o): Jack Sampaio
Contatos: @jacksampaio;
http://escritosdejacksampaio.blogspot.com/
Shipper: Bellard
Gênero: Romance, drama
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: 
Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo

O Contrato
By Jack Sampaio

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"


CAPÍTULO 33

Bella pov’s

Seu sorriso.
–Acha que esta gravata está boa? – perguntou para mim naquela manhã de sexta. Eu o olhei.
–Você não precisa pedir minha opinião. Sabe que fica bem de qualquer jeito.
Edward sorriu ante minha resposta.
–Mas eu quero ouvir sua opinião mesmo assim.

Sua voz.
–Eu amo você. – disse enquanto tomávamos café. Eu o olhei por reflexo. – Diz que me ama? – pediu.
–Eu am.. v... – murmurei com a boca cheia de bolo, incompreensível. Edward não se segurou e soltou uma gostosa gargalhada.

Seu abraço...
Puxou-me para o círculo dos seus braços deixando com que os papéis que eu segurava caíssem no chão.
–Edward! Aqui não! Este é um local de trabalho! – protestei incapaz de me abaixar para pegar os papéis que deixei cair.
Ele não exercia muita força. Eu poderia e livrar facilmente dele, mas... Simplesmente não conseguia.

...E seu beijo.
Ignorando meus protestos Edward puxou-me e me beijou. Eu não gostava desse tipo de comportamento nas dependências da empresa, mas não poderia negar o desejo que pulsava em mim toda vez que ele me tocava. Por isso eu correspondi timidamente ao beijo, apreciando seus lábios, sua língua e seu calor.  

Minha mente continuou a vagar relembrando aqueles poucos dias que passaram desde que confessei a Edward meu amor. Desde então nossa vida tem sido meio cor de rosa. Se antes Edward já era carinhoso, agora estava carinhoso ao extremo. Eu também estava diferente por que eu não conseguia ser indiferente a ele, não depois de Edward saber o que sinto. Eu agia um pouco como a antiga Bella, mas não era ela. Estava tudo bem, porém. Eu gostava dessa Bella mais comedida, que não se derretia por qualquer coisa, ou pelo menos não procurava demonstrar. Tudo estava perfeito. Estava mesmo? Tinha algo que martelava em minha cabeça. Edward nunca me disse exatamente por que me tratou tão mal no passado. Das vezes em que eu perguntei, ele se esquivou.
Por quê?
–Bella? – Edward me chamou. – Você está aqui no seu quarto? – perguntou batendo em minha porta.
–Sim, eu estou aqui. – murmurei olhando para minha imagem no espelho do meu quarto.
–Posso entrar? – pediu já abrindo a porta. Não reclamei. – O que está fazendo?
Pude ouvir seus passos até mim. Eu estava sentada em uma poltrona em frente ao espelho de corpo inteiro do meu quarto. Em momento algum desviei meus olhos de minha própria imagem, nem mesmo quando Edward postou-se atrás de mim, inclinou seu corpo e me abraçou por trás.
–E então? O que estava fazendo? – Voltou a perguntar e seus olhos me sondavam.
–Só estava... Pensando. – só não diria em que. Nós estávamos em um clima bom e se eu revelasse o que estava me deixando pensativa, Edward perderia a alegria.
–Posso saber em que? Espero que em mim. – encostou seu queixo em meu ombro e me olhou com diversão, com amor.
Sorri. Ele sempre conseguia me desarmar.
–Espertinho. – falei tentando soar severa; tudo brincadeira. Levantei-me da poltrona e fui capturada pelos braços de Edward. Relaxei com o seu abraço e o abracei de volta. Quantos dias haviam passado desde que eu disseque o amava? Foram poucos, uns cinco, mas para mim parecia ser uma eternidade. 
–Alice e Jasper estão nos esperando no carro que nos levará ao aeroporto. Não podemos nos atrasar. Vamos. – pegou minha mão e nos guiou para a saída. Magdalena e Eli não estavam no apartamento, Edward lhes deu folga durante o tempo em que nós viajaríamos.
–Onde estão as malas? – perguntei olhando para a sala enquanto passávamos por ela.
–Estão todas guardadas no carro. – dizia enquanto entravamos no elevador.
Eu sempre me sentia incrível quando Edward segurava a minha mão, mesmo que de forma despreocupada. E mesmo com o curto, porém significativo, tempo em que estávamos juntos isso não mudou. Subitamente Edward me puxou para os seus braços abraçando-me apertado.
–Por que tudo isso? – perguntei após um tempo. Logo as portas do elevador se abririam.
–Alice vai querer ocupá-la com compras e bobagens de mulheres durante esses três dias em que ficaremos na praia. Não teremos muito tempo para nós dois.
Suas palavras me deixaram um pouco desapontada.
–Sei. – disse sem saber o que dizer além dessas palavras. Senti o hálito de Edward em meu ouvido e um sussurro quase inaudível.
–É por isso que só ficaremos com eles durante três dias. Após isso vamos viajar só nós dois para outro lugar.
–Você ainda não me disse o lugar. Estou curiosa.
–Eu disse ontem. – Edward afastou-se para me olhar parecendo surpreso por eu não saber.
–Quando? Não me lembro. – perguntei verdadeiramente curiosa. Edward deu um sorriso sacana.
–Disse ontem enquanto nós estávamos juntinhos no seu quarto. E nós estávamos fazendo... – ele parou sugestivamente. Corei com a lembrança. Claro que eu me lembrava do que havia acontecido ontem. E é por me lembrar de tudo, do modo como Edward me beijou e me tocou que eu não me lembrava de mais nada.
–Agora sei por que eu não me lembro. – murmurei afastando-me de Edward no momento em que as portas do elevador abriram. Não larguei sua mão. Alice e Jasper estavam próximos ao carro de aluguel, nos viram chegando.
–Até que em fim! Por que a demora? Desse jeito vamos perder o avião e eu não quero ter que recorrer a minha beleza para conseguir outro voo. Vamos! – falou animadamente entrando no carro juntamente com Jasper. O carro de aluguel, com motorista e tudo, era grande o suficiente para nós quatro, quase parecendo uma limusine. Edward me puxou para dentro do carro e nós seguimos para o aeroporto em direção a ensolarada Miami.

...

Eu nunca havia entrado em um avião, e na primeira classe então eu nunca sonhei em pisar. Alice havia reservado uma poltrona ao meu lado, mas Edward, com a ajuda de Jasper, conseguiu conduzi-la para outra poltrona. Ele sentou-se ao meu lado todo feliz.
–Alice foi se sentar ao lado de Jasper. Não sei como ela conseguiu reservar uma poltrona ao seu lado, meu amor. – Edward disse passando os braços ao meu redor, puxando-me para ele. Eu estava com sono, havia acordado muito cedo, e já me aninhava em seus braços para um cochilo.
–Ela disse que queria ficar papeando. Não precisava tirá-la daqui. – murmurei.
–Alice já vai querer manipular todo o seu tempo quando chegarmos a Miami. Não quero perder um tempo sequer. – beijou minha testa. – Você está cansada, não é? Pode dormir. Eu a acordo quando chegarmos. Acho até que dormirei um pouco com você.
Não sei se Edward dormiu de fato. Eu me deixei levar pelo cansaço e conforto que Edward me proporcionava. Quando eu despertei ainda estávamos dentro do avião e Edward me sacudia com suavidade.
–Bella, nós chegamos. Venha. – Edward ofereceu sua mão e praticamente me içou para ficar de pé. Segui trôpega pelo aeroporto, com ele sustentando meu peso. Havia anoitecido. Alice estava toda serelepe, não parecia que as horas no avião a afetaram; Jasper parecia um pouco cansado.
–Vamos para algum restaurante comer. Depois podemos ir ao shopping e...
–Nem pensar Alice! Vá com Jasper se quiser, mas Bella irá para o hotel dormir. – disse Edward num tom autoritário. Eu estava sonolenta demais para analisar a discussão que se iniciou: Alice querendo sair com todos juntos, e Edward querendo uma boa noite de sono para mim.
Rapidamente fomos a um resort no litoral. O lugar era lindo, apesar de eu estar cansada demais para notar muito além, e foi Jasper que conseguiu o lugar. O proprietário do local era cliente de Jasper. Iríamos cada um ficar em uma suíte presidencial que ficavam em um único andar. Nossas malas foram levadas por funcionários e assim cada um seguiu seu rumo. Amanhã seria nosso primeiro dia em Miami, muito a fazer. 
–Você está exausta. É melhor ir direto para a cama, ou quer comer? Posso pedir algo para a recepção e...
–Eu quero apenas um bom banho. Depois eu vou dormir. Se estiver com fome pode pedir algo para você. – sugeri abrindo uma de minhas malas e pegando um pijama de algodão, assim como um roupão e meu kit para higiene pessoal.
–Não estou com fome. Também estou cansado, mas acho que vou tomar um banho. Posso tomar um banho com você?
Ok, nunca nós havíamos tomado banho juntos. E eu nunca pensei seriamente no que faria quando o dia em que Edward me pedisse chegasse. Eu o encarei com estranheza e Edward ergueu as sobrancelhas como que dizendo “qual a sua resposta?”.
–Tá. – disse. A verdade é que eu queria ter dito não, mas não consegui. Sem dizer mais nada eu fui para o banheiro e acreditem, passei vários minutos olhando a suntuosidade do lugar tentando compreender que aquilo, maior do que o meu quarto na cobertura de Edward, era um banheiro.
Deixei meus pertences em cima da bancada de mármore negro, prendi meus cabelos não querendo molhá-los e fui me despindo deixando minhas roupas e acessórios em cima de uma cadeira. Nua, segui para o chuveiro notando que no Box de vidro temperado havia dois chuveiros. Liguei um chuveiro e entrei nele escolhendo uma água na temperatura ambiente ao invés de morna.
Quando eu terminava de passar sabonete liquido em meu corpo, Edward entrou. Meu corpo ficou tenso e tentei fingir que estava despreocupada, relaxada. Fiquei de costas para a entrada do Box imersa demais no mecanismo do banho. Edward ligou o chuveiro em frente ao meu. E eu não pretendia puxar assunto, parecia algo estranho nós dois nus, conversando no banheiro, mas Edward falou mesmo assim.
–Você deixou uma coisa no chão. – disse em um tom de voz estranho. Continuei de costas para ele lavando meu corpo e assim retirando os vestígios de sabão.
–E o que seria? – perguntei com desinteresse.
–Pílulas anticoncepcionais e diafragma. Estavam na mala onde você coloca seus produtos de higiene pessoal.
–Ah, eu devo ter me descuidado. Estava com pressa para tomar banho. Guardo quando acabar daqui.
–Não precisa Bella. Eu já fiz isso. – o tom de voz de Edward ainda era estranho. Não resisti e o olhei. Ele parecia imerso em pensamentos.
–O que foi? – perguntei fechando meu chuveiro e olhando-o se banhar nas águas.
–Há quanto tempo está tomando anticoncepcional? – perguntou. Dei de ombros.
–Uns três dias. Fui a uma ginecologista e pedi para que me receitasse. Ela também me passou o diafragma, mas acho que esse eu não irei usar. Meio complicado de colocar. Por quê?
Edward ficou calado por alguns instantes até falar.
–Por que não me contou? – e seus olhos refletiam uma espécie de acusação. Não entendi.
–Não pensei que fosse algo significativo para contar. Eu devo ter me esquecido. Por que está assim? – tentei tirar uma conclusão de seu comportamento nada simpático através do que via, mas Edward me olhava agora com uma expressão insondável.
–Tudo sobre você é significante para mim. Além disso, quando se trata de proteção num relacionamento íntimo o casal deve conversar sobre isso.
–Não há o que conversar Edward. Eu só estou me prevenindo de uma gravidez indesejada. Só isso. Eu pensei nisso por nós dois. Acredito que você não deva estar ansioso para ser pai. – brinquei, mas meu sorriso morreu ao ver a expressão carrancuda que Edward tinha no rosto.
–Você tirou uma conclusão precipitada. Deveria ter conversado comigo antes. Acho que só eu posso falar por mim, assim você saberia se desejo ter um filho ou não.
Com essa eu tive que me calar. Edward definitivamente não tinha cara de que desejava ser pai, mas o modo como falava me levava a pensar o contrário.
–E você quer ser? Você é meio jovem para isso, não é? Tem vinte e três.
–Eu não sou jovem Bella. Homens se tornam pais aos dezesseis hoje em dia. Vinte três é uma idade perfeita. – eu nem estava mais concentrada no banho de Edward. Eu não conseguia desviar os olhos de seu rosto, pasma com as declarações feitas por ele naquele momento.
–Mas você já pensou no assunto alguma vez? – perguntei e, só para acompanhá-lo, liguei novamente o chuveiro e voltei a molhar o meu corpo. Meus olhos ainda o encaravam. Edward pareceu ficar constrangido com a minha pergunta.
–Bom... Eu nunca havia pensado na possibilidade até agora. Mas eu sempre pensei que você queria. Quero dizer você tem aquele estereótipo de mulher que deseja casar e ter filhos então eu pensei que você queria ser mãe.
–Isso não me passou pela cabeça. Não me sinto preparada para ser mãe e você certamente não está preparado para ser pai.
–Não existe isso de estar preparado ou não! Ninguém nasce preparado para ser um pai ou uma mãe. Se tivéssemos um filho eu faria de tudo para ser um excelente pai. Eu iria administrar isso bem. – falou num tom raivoso. Sua raiva injustificada pelo assunto discutido despertou algo em mim, algo que eu estava tentando suprimir.
–Você mal conseguiu administrar um casamento, que dirá um filho. – soltei um pouco do ressentimento que ainda havia em mim pelas coisas que passamos logo no início do nosso casamento. Não olhei para Edward a fim de saber o que despertei com minhas palavras. Desliguei meu chuveiro pegando o roupão pendurado a poucos metros.
–Vou dormir. – disse.
–Espera Bella! Olha, não queria aborrecer você. Não queria discutir. Quando sugeri que tomássemos banho juntos eu tinha outra coisa em mente.
Sorri, eu sabia onde ele queria chegar.
–O que tinha em mente? – perguntei fechando meu roupão; ainda estava de costas para ele.
–Seduzir você e convencê-la a fazer amor comigo aqui antes de dormir. – falou amuado. Eu me virei e disse num tom brincalhão.
–Um ótimo plano, mas hoje dormirei cedo. – virei-me pronta para sair do banheiro, ignorando os protestos de Edward, mas algo me impediu de sair de imediato. Os meus pés estavam molhados e descalços e o piso não era antiderrapante. Conclusão: eu escorreguei.
–AI!

...

Tentei não fazer cara de dor enquanto Edward colocava um Band-Aid no local lesionado, mas foi impossível.
–Deveríamos ir ao médico. Você bateu a cabeça no piso e teve uma concussão. E olha só o galo que ficou na sua testa! – tocou levemente o galo coberto por um Band-Aid que ele havia acabado de colocar.
–Edward, não foi algo grave. Felizmente eu amorteci a queda com os braços. Isso não é nada. Um pouco de pomada no local e Tylenol vai resolver.
–Mas Bela não devemos menosprezar o ferimento por menor que seja. E se esse golpe se transformar em um aneurisma ou algo assim? – olhando para minha expressão incrédula e levemente divertida, Edward parou com o raciocínio sombrio.
–Quer os comprimidos agora? Pego para você. – mudou de assunto. Mal perguntou e foi saindo de cima da cama. Foi para uma de nossas malas, que ainda não haviam sido desfeitas, e pegou o remédio. Eu esperei na cama vendo-o trazer o remédio e logo depois um copo de água da cozinha de nosso quarto. Após ser medicada me aconcheguei na gigantesca cama king-size de nosso quarto.
Só agora vislumbrei a opulência do nosso quarto, grande demais para duas pessoas e luxuoso demais para uma pessoa como eu. Edward deitou-se ao meu lado cobrindo-nos com o grosso edredom.
–Sabe, acho que você me jogou uma praga por eu não ter cedido no banheiro. Por isso eu caí. – brinquei sendo puxada por Edward para os seus braços, algo já corriqueiro para nós dois na hora de dormir.
–Credo amor eu jamais faria isso! Eu sei que a palavra tem poder, não falaria algo para prejudicá-la.
–Não acho que a palavra tenha tanto poder assim. Se fosse por isso você não deveria nem estar entre os vivos. – disse entre risos. Deitei minha cabeça em seu peito e o envolvi com um braço.
–Puxa, você queria tanto assim me prejudicar no passado? – ele perguntou abraçando-me mais apertado. – Eu espero que você não seja daquelas mulheres que, sem mais nem menos, descarregam a raiva no marido com uma faca enquanto dormem.  
–Não se preocupe... – murmurei fechando os olhos. – Isso já passou.
–Mas você me perdoou Bella? Pelo que você disse agora a pouco, sobre eu não conseguir administrar o meu casamento... Você não me perdoou, não é?
Eu não sabia o que dizer. Talvez fosse melhor fingir que havia dormido, mas duvidava que Edward engolisse essa. Com um suspiro e sem abrir os olhos, eu optei pela verdade. Eu não conseguia simplesmente mentir. A única vez que menti foi quando fingi não senti nada por Edward.
–Eu não o perdoei. – o corpo de Edward ficou tenso ante minhas palavras. Continuei a falar. – Mas eu escolhi você. No final, é só isso o que importa. Agora vamos dormir.
Pensei que Edward não diria mais nada naquele momento e a beira da inconsciência eu ouvi com clareza sua resposta ao que eu havia dito.
–Eu vou recuperar a sua confiança, ou morrerei tentando.
E eu sabia que Edward faria isso.

...

Batidas soavam longe. Eu não conseguia abrir os olhos, tamanho o cansaço que sentia. Murmurei algo incompreensível para Edward querendo que ele se levantasse e fosse averiguar o barulho. Para a minha profunda alegria eu o senti se afastar de mim e seguir para fora do quarto. Voltei a me aconchegar na cama desejando poder dormir mais.
Vozes soavam na sala de nossa suíte presidencial, uma era de Edward e a outra era uma voz feminina familiar, provavelmente Alice. Os murmúrios duraram apenas alguns instantes e depois cessaram.
Então alguém sentou na cama, próximo a mim, e logo senti dedos acariciarem meu rosto, meus cabelos. Uma voz sedosa, a voz de Edward, soou próxima ao meu ouvido.
–Amor, nós precisamos acordar. – disse em seu tom amoroso, já familiar para mim. Eu me remexi deitando de bruços na cama e enterrando meu rosto nos travesseiros.
–Me dá mais uns minutos. – pedi num murmúrio débil, mas Edward entendeu.
–Não posso. Se não for acordada por mim será acordada por Alice e acredite: não vai querer isso.
Levantei a contragosto e meu mau humor só aumentou quando vi o horário. Seis e meia da manhã.
–Isso só pode ser brincadeira!

...

–Oi Bella e... Nossa! Que galo enorme é esse na sua testa? O que aconteceu? – Alice perguntou enquanto Edward e eu nos aproximávamos da mesa em que ela e Jasper estavam sentados.
–Nós tivemos uma noite e tanto! A minha empolgação fez isso com ela. – Edward brincou e eu o acotovelei na costela. Jasper reprimiu uma risada e Alice olhou com a cara fechada para Edward.
–Vamos tomar café e então iremos às compras. Hoje será o dia de compras. Amanhã e depois de amanhã faremos o que turistas fazem quando viajam. Visitar pontos turísticos, curtir tudo. Você e Jasper podem fazer o que quiser enquanto Bella e eu vamos às compras. – Alice se sentou ao lado de Jasper. Edward me puxou pela mão conduzindo-nos a mesa.
Tomamos um delicioso café e Edward me fez comer o dobro do que eu comeria por saber que passaríamos o dia todo fora. Pelo que ouvi, Alice e eu faríamos compras o dia todo hoje, só amanhã conheceríamos pontos turísticos e aproveitaríamos o resort. Fiquei temerosa com aquilo, eu não queria passar o dia todo caminhando com sacolas nas mãos. Pensei em dizer a Alice que não precisava de roupas, mas sabia muito bem o que aconteceria caso eu dissesse isso: Alice me rebocaria mesmo assim.
Dito e feito. Mandou Jasper e Edward passearem e me levou a todas as lojas de Miami. Não queria comprar nada para mim, mas ela simplesmente escolheu minhas roupas e comprou quando achou que eu não estava vendo dizendo algo como o quanto era importante renovar o guarda-roupa e que isso ajudava a manter o casamento e blá, blá, blá.
Demorou a eu perceber para onde a conversa estava indo.
–Você e o Edward estão bem. Fico feliz com isso. – ela disse enquanto estávamos em um restaurante, ao nosso lado um monte de sacolas. Jasper e Edward estavam zanzando pela cidade assim como nós, mas não conosco.
–É. Estamos bem. Melhor do que eu imaginava. – olhei meu prato sem saber para onde a conversa iria.
–O Edward mudou muito. Eu jamais o vi desse jeito, todo amoroso com alguém. Ele só era assim quando nossa mãe estava viva, mas depois que ela faleceu, ele se fechou para o mundo.
–Acho que ele me disse algo assim certa vez. Mas...
–O Edward está se abrindo para o mundo e acho que logo ele vai despejar em você tudo sobre ele. Aí você vai entender por que ele é estranho. – algo no que Alice disse me pareceu suspeito, mas deixei para lá.
–O Edward tem os seus defeitos, mas eu reconheço que ele está mudando para melhor. Isso é bom, essa mudança mudou tudo entre nós. – comentei sem saber se Alice entenderia, mas a julgar pelo modo como ela me olhou ela entendia.
–Acho que vamos ter a oportunidade de nos conhecermos melhor cunhada. – disse. Eu sorri.
–Também acho isso.
O restante da tarde foi de compras e conversa. Alice me falou muito sobre ela deixando Edward de fora inteligentemente. Acho que ela queria que o próprio Edward falasse sobre sua vida.
Ela me falou da escola só para meninas ricas que estudou. Falou das muitas amizades que até hoje cultivou desde os tempos da escola. O amor pela moda que surgiu através de sua mãe, Esme, e a tristeza que sentiu ao perdê-la. Apesar de falar na morte da mãe, Alice não mostrava tristeza. E eu sabia por que havia superado a perda da mãe e do pai.
–Jasper sempre esteve comigo desde que nos conhecemos. Eu nunca me senti sozinha desde então.
–Como você e Jasper se conheceram? – perguntei. Alice riu.
–Ele era filho da diretora da escola para meninas que eu estudava. Ele sempre foi bonito (uma beleza meio andrógina) por isso durante muito tempo pensei que ele fosse uma garota. Era estranho um garoto estudando no meio de meninas.
–Nossa, que estranho. – disse rindo.
–Ficamos amigos por um tempo. Eu gostei dele em segredo. Jasper se confessou para mim e me pediu em namoro no dia em que encontramos minha mãe desacordada no banheiro de casa. Ela só ficou um tempo hospitalizada e então...
Alice pareceu imersa em pensamentos, pensamentos nada felizes pela expressão sofrida que carregava. Decidi tirá-la do transe.
–Alice, é melhor continuarmos com as compras. – levantei. – Logo vai anoitecer. Além disso, os rapazes devem estar preocupados.
–Ah, claro! Eu vou pagar pelo almoço. Você fica aqui e repara as nossas coisas?
–Sim. – Alice foi ao balcão pagar a conta. Olhei para as sacolas pretendendo recolhe-las, mas eram tantas que desisti. Só peguei minha parte quando Alice voltou.
Caminhamos pelo calçadão, despreocupadas, parando quando Alice via algo interessante em alguma butique. A conversa entre nós foi mais descontraída. Conversa vai conversa vem, entre uma butique e outra, algo que eu não esperava aconteceu: eu me perdi de Alice.
–Droga! – olhei em volta e não vi nada, apenas rostos desconhecidos na multidão. Portanto várias sacolas, eu tentei pegar o meu celular e quando consegui, o celular caiu no chão. Com muito esforço procurei um jeito de pegar o celular para ligar para Alice sem deixar as sacolas caírem. Foi naquele momento que uma mão se antecipou pegando o celular.
Agradecida, peguei o celular ofertado pela mão e olhei para a pessoa que me ajudou. Estaquei. Diante de mim estava...
–Jacob? – falei num tom surpreso. Ele sorriu.
–Olá Bella.

...

–Então veio representando sua empresa em uma feira de tecnologia?
–Sim. Não sei por que me escolheram. Há tantos funcionários lá. Eu não queria vir.
–Eles escolheram você, Jacob, por que é um ótimo funcionário. – sorri.  
Após o nosso inesperado encontro, Jacob me convidou para tomarmos um café em uma confeitaria. Eu aceitei por que achei que era o melhor. Eu pensei que o havia perdido após eu me entender com Edward, afinal de contas Jacob se mantinha afastado de mim. E esta foi a minha chance de melhorar um pouco o nosso relacionamento.
–Eu acho que me escolheram por que sou o único que não se nega a esse tipo de coisa. Mas pela primeira vez eu quis negar. Não estava com ânimo para viajar a trabalho. – notei que sua expressão era preocupada. Algo devia estar acontecendo com ele.
–Você não querendo participar de uma viagem em nome da empresa? Pensei que gostasse disso. – sorri, mas meu bom humor não o tirou de sua melancolia.
–Meu pai não está muito bem de saúde. Eu estava cuidando dele quando a empresa me impôs essa viagem. Tentei dissuadi-los, mas não consegui. Minhas irmãs têm cada uma sua família, eu sou o filho livre que poderia cuidar do pai, mas com a empresa me requisitando para esses trabalhos fica difícil.
–Sinto muito Jacob. É algo grave? – senti uma forte aflição com a idéia de Jacob estar perdendo o pai após perder a mãe. Claro que ele tinha as irmãs, Rachel e Rebeca, mas não era a mesma coisa. Jacob percebeu o meu pesar e adiantou-se em esclarecer a situação.
–Não é nada grave, apenas coisa da idade. Não se preocupe, o velho é forte como um búfalo, vai se safar. Eu é que estou muito preocupado com ele. Para dizer a verdade foi ele que me convenceu a viajar. Se eu não quisesse, eu simplesmente não iria, mas ele me chutou para fora. – um resquício do sorriso de Jacob, já tão familiar para mim, apareceu em seus lábios cheios. Sorri automaticamente. 
–Falando dessa forma fico com uma vontade imensa de conhecê-lo, sabia?
–Você ainda pode conhecê-lo, basta marcar o dia e vamos lá.
Eu estaquei. Não imaginei que Jacob me propusesse isso. Para dizer a verdade eu esperava que quando me encontrasse ele atravessasse a rua. Não, Jacob não é assim. Ele não me trataria tão rudemente, mesmo se eu merecesse; o que é o caso. Então me lembrei de Edward e já até poderia imaginar o que ele me diria se eu sugerisse algo como visitar a família do meu ex.
–Bem, eu... Eu não sei se... – murmurei embasbacada. O que eu poderia dizer? Não poderia aceitar e terminar por recusar o convite, mas também não poderia dizer não e afastá-lo de mim.
–Ele não deixaria, não é? – Jacob perguntou com brandura, mas ao olhar para seu rosto notei uma expressão dura.
–Ele não ficaria muito feliz, mas eu decido no final, então...
–E como vocês estão? – Jacob perguntou sem se importar com a rápida mudança de assunto. – Eu espero que estejam bem, embora eu duvide muito a julgar pela personalidade daquele cara. – falou áspero.
–Edward mudou e sim, nós estamos bem. – disse num tom igualmente áspero.
Ficamos nos encarando com raiva e por fim Jacob cedeu. Com um suspiro, encostou-se no assento da cadeira em que estava sentado e voltou a bebericar o café que havia pedido.
–Desculpe. Eu não deveria ter feito isso. – disse incapaz de me encarar.
–Eu também peço desculpas. Você tem todo o direito de agir assim, ou pior. Eu mereço coisa pior. – com minhas palavras Jacob me olhou.
–Você é mais uma vítima Bella. Se há um culpado, é somente ele. O que ele fez a você... As coisas que você me contou... Ele pelo menos disse o porquê disso?
Pronto, Jacob havia tocado no ponto fraco de meu relacionamento com Edward. Eu sempre me perguntei o porquê e das vezes em que fiz a pergunta para Edward, eu não obtive resposta.  
–Eu sei o motivo. Ele não soube lhe dar com a instituição do casamento, ficou confuso. Isso acontece. – falei em favor de Edward, mas eu sabia que a minha justificativa era furada.
–Se essa for à justificativa para o que ele fez a você, então ele é pior do que eu imaginava. Magoar tanto alguém só por que não está preparado para compromisso? Teria sido melhor pedir o divórcio então!
–Jacob, eu não quero falar sobre isso! – pedi; a voz mais elevada que o normal. Jacob parecia tenso, mas tentou se acalmar.
–Tem razão. Não é um bom assunto após um reencontro. Deveríamos conversar sobre coisas alegres e não sobre... – um barulho soou cortando o discurso de Jacob. Reconheci a música que era o toque do meu celular. Eu o peguei em minha bolsa e me assustei com o número de chamadas não atendidas nele. Chamadas de Alice e chamadas de Edward. E era o próprio Edward quem me ligava agora.
–Alô? – atendi.
–Bella, finalmente! Onde você está? Tem idéia do tempo em que estou ligando para você? – falou alto e quase não entendi o que dizia. Jacob olhava a loja do outro lado da rua, dando-me espaço. Ele devia saber com quem eu conversava ao celular.
–Eu estou indo para o hotel nesse instante. Você encontrou Alice? Eu me perdi dela.
–Sim, Alice está aqui com Jasper. Retornamos ao hotel por que pensamos que você tinha vindo para cá após se perder de Alice. Eu estou com um carro de aluguel. Diga onde você está e eu irei buscá-la agora.
–Precisa ir para casa? – Jacob perguntou. Eu assenti para ele. – Eu levo você. Estou com um carro da empresa.
–Jacob, eu não acho uma boa idéia. – disse tapando o celular. Edward não poderia ouvir esse nome. Voltei a falar com Edward. – Eu não sei onde eu estou, fica bem afastado do hotel. Eu acho que o nome da rua é...
O celular foi tirado de minhas mãos e Jacob disse a Edward:
–Não se preocupe com Bella. Eu a encontrei e a levarei em segurança para o lugar onde ela está hospedada. – desligou a chamada e passou o celular para mim. – Vamos. Eu levo você. Agora que ele sabe que você estava comigo, eu acho que você não tem escolha.
Eu estava petrificada com o celular em mãos. Devia estar branca.
– Jacob, não deveria ter feito isso. O Edward vai...
–Não se preocupe. – disse casualmente levantando-se e deixando na mesa o dinheiro dos cafés. – Ele deve muito a você Bella. Não vai encher. Meu carro está estacionado aqui perto. Vamos.
Eu pensei em ir de táxi, mas ir sem Jacob após o que ele fez só levantaria suspeitas. Mas também eu poderia ligar e pedir para Edward me buscar. No entanto eu tinha certeza que Jacob ficaria aqui e se os dois se vissem... Realmente eu não tinha opções.

...

–Pronto. Chegamos.
–NÃO JACOB! NÃO PRECISA ESTACIONAR... Em frente ao resort. – disse num tom lamurioso. Ótimo! Edward havia ligado várias vezes para mim enquanto Jacob me levava ao resort e eu não atendi por que estava tentando evitar o que viria a seguir. Ele iria me matar!
–Preciso deixá-la aqui na porta. O que o seu marido vai pensar se eu não deixar? – olhei para Jake e vi um sorriso sapeca no rosto.
–Você está adorando isso, não está? Tem idéia do problema em que me colocou?
–Eu precisava me desforrar pelo que Edward fez no passado. Diga para ele que eu o mandei se ferrar.
Saí e bati a porta de Jacob com força. Quando ele me chamou eu mandei o dedo do meio para ele. Jacob soltou uma gargalhada gutural com o meu ato.
–Ligo para você para marcarmos a viagem a terra do meu pai. Eles vão adorar conhecê-la! – falou alto e saiu cantando pneus com o carro que a empresa lhe cedera. Tentando equilibrar as sacolas em minhas mãos, eu dei alguns passos em direção a entrada do resort e me deparei com três pessoas nas escadarias, olhando para mim: Jasper, Alice e Edward.
“Que maravilha! Estraguei a viagem para Edward com toda a certeza.”
Alice foi a primeira a vir em minha direção acompanhada de seu marido Jasper.
–Bella, fiquei tão preocupada com...
–Eu estou bem Alice.
–Não fiquei preocupada com você e sim com as compras! Sabe quanto custa às peças exclusivas que estão nas sacolas que você carrega? – tomou as sacolas de minhas mãos sendo ajudada por Jasper.
–Eu posso levá-las para o meu quarto, afinal de contas elas são minhas. – esbravejei.
–Eu vou levá-las para o meu quarto e depois você as pega. Vai precisar das mãos livres. – Alice me lançou um olhar de alerta e entendi que a situação não estava nada boa. Jasper a acompanhou e enquanto subia às escadas da entrada do resort, Edward descia. E sua cara não estava nada boa.
Fiquei parada, olhando-o, como uma presa incapaz de fugir do predador. Quando Edward estava a apenas alguns passos para mim percebi que era bobagem temê-lo. Eu não tinha feito nada de errado.
–Oi. – disse e tentei sorrir. Meu sorriso não o alcançou.
–Vamos para o nosso quarto. – falou num tom frio. Eu assenti. Edward colocou as mãos nos bolsos da calça jeans preta e olhou o tempo todo para frente. Sua expressão era dura, como mármore, e em nenhum momento me olhou. Aquilo me enervou. Eu não tinha feito nada de errado! E mesmo se fizesse algo, ele nem poderia me criticar!
O silêncio entre nós durou até a porta do quarto. Quando nós entramos, mal me virei para encará-lo e a torrente de palavras veio.
–O QUE DEU EM VOCÊ? POR QUE ESTAVA COM JACOB? – gritou olhando-me furiosamente e segurou meu pulso esquerdo com uma mão.
–Primeiro: pare de gritar. Segundo: me solta! – afastei-me e Edward me obedeceu, mas eu sabia que sua concessão não duraria muito. – Encontrei com Jacob ao acaso. Nós fomos tomar um café e...
–Passou esse tempo todo tomando café com ele? Sabe que horas são Bella? Sabe há quanto tempo todos nós estamos procurando por você? Por que você demorou a atender? – apesar da voz polida eu podia ver, pela expressão facial de Edward, que ele não iria controlar a voz por muito mais tempo.
–Eu não ouvi o toque do celular. Quando ouvi eu atendi. – falei calmamente, mas minha calma parecia enervar ainda mais Edward.
–O que estavam fazendo para você ficar tão absorva a ponto de não ouvir um toque no máximo? – seu tom de voz era malicioso e rude. Procurei me manter serena, mas sabia que minha calma também iria se esvair.
–Nós estávamos apenas conversando. Perdi a noção do tempo. Não fiz nada demais. Se estivesse fazendo alguma coisa, você não descobriria que estive com ele. – olhei com fúria para Edward. Eu não queria continuar essa conversa. Se continuasse...
–Ainda assim não deveria ter parado para papear com ele. Ele é seu ex Bella! E ainda por cima ele a trouxe para cá! Não pense que não vi vocês dois chegando! Como acha que eu fiquei quando eu os vi juntos, quando soube que estavam juntos?
Minha calma acabou. Soltei um riso sarcástico.
–Sei muito bem como sentiu. Deve ter sido o mesmo sentimento que o meu. Sabe, eu também não ficava nada contente quando via meu marido para lá e para cá com a secretariazinha que era sua amante. É claro que nem poderia fazer tal comparação visto que eu não tenho nada com o Jacob e você sabe disso, mas na época, comigo, eu sabia exatamente o que você tinha com aquela vadia!
Silêncio.
Edward me olhava pasmo. Eu tentava recuperar uma respiração estável. E aquele foi o momento em que tudo veio à tona, de novo. Eu odiava reviver o meu sofrimento.
–Se Alice vier nos convidar para jantar, você pode ir. Diga que eu estou com dor de cabeça e não irei. – rumei para o banheiro, o único refugio que tinha, e me tranquei lá. Ele não demorou nem cinco segundos para me seguir.
–Bella, abra a porta, por favor? – pediu batendo suavemente na mesma. Eu me aproximei do balcão de mármore e abri uma das torneiras. Lavei meu rosto. –Bella, me perdoa. Eu não deveria... Olha, abra a porta. – bateu novamente.
–Vai à merda! – gritei e sentei no chão com as costas encostadas na parede. Respirei fundo e contei até vinte na tentativa de me acalmar. Eu sabia que Edward tinha o direito de ficar zangado, mas também sabia que ele tinha o dever de me perdoar.
Seria sempre assim, constatei com pesar. Nós sempre teríamos algo para nos afastar, por que o passado não poderia ser apagado e eu não era tão nobre a ponto de perdoar. Edward sabia disso também, mas estava disposto a lutar por nós dois. Eu sabia disso, mas não tinha mais forças para lutar por nosso relacionamento; minha força se esvaiu quando, após ser tão humilhada durante dois meses, descobri que ele tinha uma amante.  
O silêncio perdurou. Talvez Edward tivesse saído do quarto. Levantei do piso, arrumei os cabelos rebeldes com os dedos, e saí.
É claro que ele não iria simplesmente sair do quarto!
Sentado na cama, encarando o chão, estava Edward. Olhou para mim quando saí do banheiro. Sustentou o olhar.
–Pensei que tivesse saído. – falei num tom azedo.
–Por isso saiu do banheiro? Eu estou mais calmo e não estou mais furioso. – fazia movimentos circulares com as mãos aparentando nervosismo.
–Claro que não está. Por que estaria? Não tem motivos para estar. – continuei de pé afastada vários metros dele.
–Realmente não tenho. Você ainda está com raiva de mim? Por que eu quero pedir desculpas, eu... – falava rapidamente, atrapalhando-se com as palavras. A aflição grasnava nele. Suspirei derrotada.
–Não. Eu é que peço desculpas Edward. Você tem todo o direito de ficar chateado. Desculpe pelo que fiz. Não foi legal ficar conversando com Jacob e aceitar ele vir me trazer. Eu não pretendia aceitar a carona, mas achei que se recusasse você poderia pensar mais mal de mim.
Caminhei até a cama e me sentei ao seu lado. Edward me surpreendeu ficando de pé, logo mais ajoelhado diante de mim. Colocou a cabeça encostada em meus joelhos e suas mãos em minhas pernas. Achei estranha a posição, ele prostrado de joelhos diante de mim.
–Edward, levante-se! – pedi. Ele não se levantou.
–Me perdoa Bella! Eu sou um idiota que só mete os pés pelas mãos. Eu não mereço nada do que você me dá e aqui estou eu tratando-a com rudeza quando na verdade eu deveria dar graças a Deus por você estar comigo. A única coisa nobre que tenho em mim é o amor que sinto por você! – seu discurso foi longo e apaixonado. Fiquei muda com suas palavras. Edward estava exagerando, não estava?
–Edward... – murmurei seu nome sem saber o que dizer. Edward beijou meus joelhos e suas mãos acariciaram minha pele por cima do jeans das pernas até a cintura, mantendo suas mãos lá. Ergueu seu rosto encarando-me por alguns instantes e então se levantou me beijando num átimo. Deitei na cama e seu corpo másculo cobriu o meu. Suas mãos ficaram em cada lado do meu rosto mantendo minha cabeça parada. Inútil fazer isso, eu não iria resistir a ele, evitar seus beijos.
Sua boca devorou a minha e então seus lábios quentes migraram para o meu pescoço, traçando beijos até a clavícula exposta na blusa branca que usava. Suas mãos se infiltraram por baixo de minha blusa e passearam pelas minhas costas enquanto sua boca beijava meu ombro esquerdo. Logo ele retirou minha blusa deixando-me de sutiã. Fechei os olhos e gemi quando seus lábios beijaram meu colo, por cima do sutiã. Suas mãos foram para minhas costas e com isso teve acesso ao fecho do sutiã, abrindo-o. Quando retirou a peça, eu me arrastei de costas indo para o meio da cama. Voltou a me beijar, afoito, e não demorou a distribuir seus beijos em meus seios. Minhas mãos foram para seu cabelo, forçando-o a permanecer ali um pouco mais. Ele não permaneceu; havia muitas outras coisas a serem feitas.
Afastou-se e contemplou meu corpo parcialmente despido. Sua mão foi para o botão de minha calça, ele a retirou junto com a peça de baixo do lingerie; os sapatos foram juntos. Puxou-me pelos joelhos, levando-me a beirada da cama. Fez menção para que eu sentasse e sua cabeça ficou entre minhas pernas. Mesmo sabendo o que faria, ainda foi uma deliciosa surpresa para mim. Não pude ser silenciosa, meus gemidos poderiam ter sido ouvidos fora do quarto e agradeci por Alice e Jasper serem os únicos a ocupar aquele andar.
Gozei para ele, não pude evitar. Edward não parou. Retirou seus sapatos aos chutes e ajoelhou-se na cama puxando-me para acompanhá-lo. Abraçou-me e segurando as minhas mãos passou por seu peito, por baixo da camisa, enquanto sua boca beijava a minha. Entendi o recado e o despi lentamente, apesar da evidente pressa de Edward. Não desgrudamos nossos lábios nem por um instante.
Sua pele estava quente, sua respiração ofegante, seus gemidos mais e mais ruidosos. Edward me queria muito naquele momento, assim como eu o queria. Procurei não me assustar quando, após despi-lo, Edward me jogou de costas na cama. Seu corpo cobriu o meu e logo seu membro viril me invadiu. Protestei um pouco, puro reflexo, mas não tive forças para empurrá-lo. Edward pegou minhas mãos e as prendeu entre as suas, acima da minha cabeça.
Seus beijos agora eram calmos, mas suas mãos exerciam força nas minhas. E então o aperto foi se afrouxando e ele se afastou um pouco de mim, pegando minhas mãos e passando pelo seu corpo.
–Toque em mim Bella. – pediu. Eu o atendi sentindo tanto prazer em tocá-lo quanto ele. Acariciei seu peito, seu abdômen, em movimentos circulares. Edward gemeu abertamente, excitado só com aquelas poucas carícias. Ousadamente eu continuei meu passeio ora com a palma da mão, ora com a ponta dos dedos. Minhas mãos o envolveram e acabei por arranhar suas costas. A urgência em tê-lo me deixou um pouco mais violenta. Puxei seus cabelos, o arranhei, o apertei mais forte.
Eu o desejava tanto como não desejei homem algum. E naquele momento eu não me importei com o pudor. Ele era meu homem e eu tinha direitos sobre ele, direitos que só agora me eram dados.
Quando nos encaixamos e o prazer foi nos tomando, eu senti vontade de chorar. Não sei por que. Talvez eu esteja tão viciada em Edward e em todas as sensações que ele me proporciona que temo perdê-lo. E hoje eu quase perdi. Eu não poderia permitir que o passado nos separasse novamente. Edward estava tentando, eu também iria tentar. Ainda havia força em mim para lutar por ele, constatei com alegria.
Gozamos juntos e eu o abracei apertado quando isso aconteceu. Eu não permiti que Edward saísse de meus braços e ele não se opôs. Ficou com o corpo sobre o meu durante um tempo enquanto nós esperávamos nossas respirações e pulsações se acalmarem. Aconchegou-se em meus braços depositando sua cabeça na curvatura do meu pescoço. Ele logo dormiria. Acariciei as madeixas acobreadas e o seu rosto de querubim.
–Estou cansado. Não sei por que. – murmurou.
–Você deve ter tido um dia tão cheio quanto o meu. Estou exausta também. Amanhã vou acordar moída. – eu continuei olhando-o. – O que foi? – perguntei ao notar o modo como me olhava.
–Estou feliz. Feliz por ter você. Não mereço, mas tenho. – eu o beijei na testa.
–Não vamos falar mais sobre isso.
–Bella, se você tivesse a oportunidade de voltar no tempo, o que você mudaria? – Edward perguntou. Eu o olhei sem entender. Por que uma pergunta dessas agora? Mesmo sem entender seus motivos, eu respondi com a maior franqueza que pude.
–Eu não mudaria nada. – disse com os olhos fixos nele.
–Sério? – Edward fechou os olhos e sorriu. – Eu mudaria tudo. Tudo o que fiz. Seria uma vida nova. Por que o passado não pode ser mudado? – sua voz tinha um tom triste, amargurado.
–Durma. – pedi não gostando daquela onda de tristeza que parecia invadi-lo naquele momento.
–Eu amo você. – falou num fio de voz. Eu respondi a altura sentindo a garganta apertada pela emoção.
–Eu também amo você Edward.

Continua...

E olha o Jacob aí de novo... pra quem perguntou sobre ele, está aí a reposta. E ainda aprontando pra aborrecer o Edward, ainda bem que a Bella conseguiu contornar a situação e a briga ficou mais leve. E valeu pela declaração do Edward e pelas pazes que foram bem calientes. Volto amanhã com mais. Beijos.
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7 comments:

  1. Ola twimoms!! Adorei o cap mui calente louca pelo proximo esse Jacob e bem safadinho ne gente ate amanha Beijusculo

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    1. Olá Nessie!
      Foi bom mesmo né? Dá até vontade de brigar só pra fazer as pazes depois...
      Beijos.

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  2. Haaaaaaaaaaa, tenho vontade de gritar com o cap de hoje. AMEI!!!!
    Olha sei que todo mundo torce pelo romance de Edward e Bella, e pode ter certeza que eu tb... Mas eu queria mt que a Bella tivesse uma noite com o Jacob.... Quem sabe para se vingar ou dar o troco em Edward quando ela descobrir do contrato. Seria TUuUuDO de bom.
    To muito eufórica pelo Jacob.
    To muito ansiosa pelo capitulo de amanha... Um frenesi louco.
    Beijocas!!

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    1. Infelizmente Amanda, acredito que seu desejo não será realizado. Não consigo ver Bella traindo o Edward nem por vingança. Perderia toda sua essência se usasse o Jacob para uma vingança e estaria se igualando ao Edward. Então acho que não vai rolar.
      Beijos.

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  3. NÃO.A bella tem q ser fiel ao ed.amei o cap,
    louca pra ler do ponto de vista do ed e ansiosa pra quando a bella descobrir o contato vai ser tenso.bjs!!

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    1. Oi amiga,
      Eu também acho que apesar de tudo, Bella deve continuar sendo fiel ao Edward. Não seria Bella se não fosse assim.
      Tenho medo da reação dela quando souber do contrato, principalmente se não for o Edward a contar.
      Beijos.

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  4. Olá meninas! Sei não em, desculpem a linguagem mas, parece que a Bella gosta de arrumar confusão, poxa ela sabe como o edward é e vai tomar café com o Jacob, fala sério né? Bejinhos! Até a próxima :)

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