
By Tatiana Amaral
Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama, Romance
Categorias: Saga Crepúsculo
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama, Romance
Quando Edward acordou pela manhã a primeira coisa que percebeu foi Isabella em seus braços. Tinham dormido abraçados, como um casal apaixonado. Ele gostava da sensação. Gostava também do contato do corpo dela nu junto ao dele. Era diferente de tudo o que ele já tinha experimentado em termo de contato sexual. Isabella não era apenas a luxuria que o corpo dela despertava no dele, não era apenas o desejo avassalador. Ela era um monte de coisas e sentimentos ao mesmo tempo e Edward acabou percebendo que gostava muito de estar com ela. Como isso poderia ser possível?
Isabella acordou sentindo os dedos de Edward percorrerem suas costas. Antes de abrir os olhos ela sorriu.
– Bom dia, Bela Adormecida! – ele disse beijando os cabelos dela.
– Bom dia príncipe encantado. – Edward achou graça do comentário dela.
– Eu sempre achei que era mais para o sapo do que para o príncipe.
– Então você deve ser alguma espécie de sapo encantado. Sem problema para mim, sempre achei o príncipe o maior mala mesmo. – Edward riu.
– Você e suas maluquices. – ele levantou o rosto dela devagar e beijou levemente os seus lábios.
– O que vamos fazer agora? – Isabella perguntou preocupada com os próximos passos dos dois.
– Depende de você. – Edward passou o dedo indicador por entre os seios dela. – Eu quero fazer ainda um monte de coisas. – Isabella abriu a boca chocada. – O que foi?
– Você não é humano. – ele voltou a rir.
– Tá jogando a toalha Isabella?
– Não. Mas preciso conseguir andar ainda. Não sei o que você vai aprontar hoje.
– Eu? Aprontar?
– Sim. Não sei se você já reparou, mas você tem um sério distúrbio de personalidade sabia? – ambos deram risada.
– Ok! Economize suas pernas. Você vai realmente precisar delas.
– Como assim? Desistiu do carro? – os olhos de Isabella se arregalaram com a possibilidade de ficarem vagando pela estrada em busca de uma carona.
– Não. Mas preciso de roupas, e acho que você também, então vamos fazer compras antes de irmos embora da cidade.
– Compras?
– Claro. Minhas roupas viraram fumaça e as suas estão sujas. Como eu não tenho mais roupas e você também não. Preciso arrumar algo com urgência para te vestir. – ele disse olhando para a camisa acabada que ela estava usando na noite anterior, agora em trapos no chão do quarto.
Isabella teve muita sorte de Edward sempre usar duas camisas, assim ele pode dar uma para ela vestir enquanto iam ao Shopping da cidade providenciar as roupas e mais algumas coisas de que precisavam. Isabella ajustou a camisa imensa dele ao corpo dela dando um nó de lado criando um estilo muito especial, só dela. Edward achou que ela estava incrível.
Assim que chegaram ao shopping Edward levou Isabella a uma imensa loja de roupas femininas. Isabella estava insegura, nunca teve muito dinheiro para comprar em lojas daquele tipo, mas Edward agia com muita naturalidade, demonstrando o quanto ambos eram diferentes. Quando Edward entrou na loja uma vendedora tratou de vir logo em sua direção lançando risinhos para as colegas. Isabella não ficou nada satisfeita, a vendedora estava paquerando Edward. Eles não eram namorados e iriam se separar em algumas horas, mas enquanto estavam juntos, ela o queria apenas para ela e nenhuma vendedora iria tirar isso dela. Pensando assim Isabella empinou o queixo passando pelas araras de roupas.
– Posso ajudar? – a vendedora disse olhando diretamente para Edward.
– Sim. Por favor! Estamos precisando de roupas, sapatos, tudo o que for necessário para embelezar ainda mais esta mulher já maravilhosa. – Edward olhava Isabella com brilho no olhar.
– Não tenho certeza se gostei de algo. – Isabella disse provocando a vendedora.
– A loja é imensa Isabella. Com certeza você vai encontrar tudo o que precisa. – Edward virou para a vendedora. – Por favor, encontre tudo o que ela precisa e até mais. Aproveite que você vai ganhar a comissão e faça com que ela goste de tudo o que existe aqui. – Edward tirou o cartão da carteira e entregou a Isabella. – Vou aproveitar que você vai passar muito tempo aqui e vou procurar algo para mim.
– Mas e seu cartão?
– Eu tenho outros. – ele disse com um sorriso torto perfeito fazendo a vendedora suspirar. Depois piscou para Isabella e foi embora.
A vendedora ficou olhando admirada para ele saindo da loja. Isabella a observava enquanto fingia olhar algumas roupas.
– E então. – a vendedora finalmente se voltou para Isabella. – De que tipo de roupa você gosta?
– Não sei ao certo. Eu sou muito indecisa. – Isabella disse fingindo constrangimento. – Vamos começar pelas regatas e jeans, depois pelas camisas, saias, vestidos e... hummm... Sapatos. De todos os tipos para combinarmos. – a vendedora abriu os olhos assustada.
– Não se preocupe, pelo que conheço do Edward, a sua comissão será muito boa.
– Pelo visto ele é um homem muito generoso. – Isabella podia ouvir as engrenagens da cabeça da vendedora funcionando. Edward era um ótimo partido.
– É sim. Muito mesmo.
A vendedora sorriu amigavelmente para Isabella e saiu para buscar algumas peças. Isabella foi para o provador com algumas roupas que já tinha escolhido. Vestiu peça por peça sem decidir com o que ficaria. A vendedora e agora as demais vendedoras da loja, estavam à porta do provador de Isabella para ver como cada peça ficava em seu corpo. Isabella sabia que era apenas uma forma de tirar mais informações sobre Edward. Mas ela não deixaria passar tão fácil.
– Então... – a vendedora começou a falar enquanto arrumava alguma coisa no vestido em que Isabella vestia. – Esse Edward, ele é seu namorado?
– Edward? – Isabella não estava preparada para uma pergunta tão direta. – Não. – um sorriso de vitória se formou no rosto da vendedora. – Quer dizer... Para todos os efeitos... Sim. – as vendedoras se olhavam curiosas. Isabella pegou um vestido preto de alças e bem justo ao corpo, com um decote profundo na frente, e se fechou no provador.
– Como assim? – a vendedora perguntou do lado de fora.
Isabella terminou de se vestir a voltou a abrir a porta para pegar as sandálias de salto que estava na mão de outra vendedora. Olhou para as mulheres a sua frente e fez uma cara de quem estava revelando algo que não deveria.
– É uma história muito complicada. – ela começou. – Edward na verdade é um grande amigo. – as vendedoras sorriram. – Sabe aquele tipo de amigo que toda mulher gostaria de ter? – as vendedoras fizeram cara de quem não estava entendendo nada. – Edward... Esse homão que vocês viram sair daqui, tão generoso e carinhoso comigo... É gay. – ela disse com carinha de anjo.
– Gay? – a vendedora perguntou surpresa. – Que desperdiço!
– Pois é! Penso isso todos os dias.
– E por que vocês precisam fingir que são namorados?
– A mãe dele. – Isabella estreitou os olhos, confidente. – Ela é uma megera.
– Coitado.
– Exatamente isso. Ele sofre tanto! – a cara de coitadinha dela foi impagável. – Sabe que ele tem um namorado? Eles se amam tanto! Dá dó de ver o sofrimento dos dois por não poderem ficar juntos. – agora as vendedoras eram solidárias ao sofrimento de Edward. – É por isso que fingimos namoro. Ai ele faz um monte de comparas para mim para justificar os gastos que tem como namorado, ai enrolamos a mãe dele. Mas eu faço tudo em nome da nossa amizade.
– Claro! Muito legal de sua parte. Coitado! – a vendedora estava muito compadecida do sofrimento de Edward e do namorado e Isabella satisfeita por ter conseguido queimar o filme dele.
Isabella pegou as sandálias e as colocou nos pés. Levantou e se olhou no espelho. Parecia outra mulher. Uma mulher digna de estar ao lado de Edward. Seu coração disparou. Será que isso seria possível? Pelo espelho ela pode observar Edward de volta a loja, falando com alguém ao celular, com certeza ele tinha comprado um novo. Ele olhou para ela admirado.
– Ok Carlisle! Estarei em casa em breve. Pode ficar tranquilo, eu não estou aprontando nada. Tá certo. Te amo também. – quando Edward desligou o celular percebeu que todas as vendedoras olhavam para ele de maneira diferente. Não era a maneira como as mulheres olhavam normalmente, era... Fraternal. Como irmãs. Edward olhou para Isabella, mas ele ainda se olhava no espelho, inocentemente, e depois olhou para ele dando um sorriso angelical.
– Nunca imaginei que você poderia ficar ainda mais bonita Isabella. Você está... Perfeita! – seus olhos voltaram a brilhar.
– Gostou? – ela rodopiou para ele.
– Muito. Você deveria se vestir sempre assim. Os vestidos conseguem causar um efeito encantador ao seu corpo.
– Obrigada querido! – as vendedoras suspiraram ao mesmo tempo e depois balançaram as cabeças como se estivessem analisando o desperdício a sua frente.
Edward saiu da loja carregando muitas sacolas com roupas que Isabella tinha se deixado convencer a comprar, com mais alguns vestidos que Edward fez questão de adicionar as compras. Isabella estava com um sorriso que mal cabia em seu rosto. Edward achou que ela ficava deslumbrante assim. E agradeceu por ela não ter feito nenhuma loucura naquela manhã.
– E agora? – ela perguntou ainda em seu estado alegre.
– Vamos voltar ao hotel e guardar as compras, depois vamos almoçar em algum lugar legal e então podemos comprar um carro e partir para casa. – Isabella sentiu um frio na barriga com a palavra “casa”.
Fizeram da forma como Edward tinha sugerido e após o almoço Edward e Isabella caminharam de mãos dadas pela cidade em direção a loja de carros usados que tinham indicado a eles. O caminho era bastante deserto e parecia que nada de interessante poderia surgir dele. Isabella estava apreensiva. Ela estava usando um dos vestidos que Edward tinha escolhido e estava se sentindo muito exposta. Alguns homens mal encarados passavam por eles e a olhavam de maneira escandalosa. Edward colocou a mão na cintura de Isabella puxando-a para mais perto. Era uma maneira de protegê-la.
– Acho que pegamos o caminho errado. - Edward disse tenso. – Vamos voltar. – ele segurou a mão de Isabella voltando com ela pelo mesmo caminho.
– Para que a pressa. – Um cara alto e muito forte, com hálito de álcool falou bem próximo a eles. Edward apertou a mão de Isabella com força acelerando o passo. O homem riu cinicamente. Edward sabia que algo estava errado. – Não precisa correr boneca. Aqui você vai sentir mais prazer. – Edward iria voltar, mas sentia a mão de Isabella apertar a sua com medo e resolveu ignorar. Eles estavam expostos.
Alguns passos a frete Edward e Isabella deram de cara com outro homem, também mal encarado e visivelmente sob o efeito de álcool.
– Paradinhos aí. – ele apontou uma arma na direção deles. Edward olhou para trás e viu que o outro homem se aproximava ainda mais. Isabella ficou pálida.
– Meu Deus Edward!
– Calma.
– É. Bem calma mesmo. Vamos manter a calma para que ninguém tenha que beijar a mão de Deus ainda hoje.
– Pode ficar com a carteira. – Edward disse com raiva passando Isabella para um ponto onde eles não a alcançasse.
– Claro que vamos ficar, mas além da carteira vamos ficar também com essa jóia rara que você carrega com as mãos. – O homem com hálito de álcool falou olhando para Isabella com desejo.
– De jeito nenhum. – Edward disse sentindo a raiva o dominar.
– Então podemos fazer o caminho contrário. Matamos você e depois aproveitamos a garota.
– Não. – Isabella disse em pânico.
– Podemos aproveitar a garota e depois liberar os dois, sem prejuízo para ninguém.
– Você não vão encostar nela. – Edward avançou um passo e o homem armado apontou a arma no meio da sua testa.
– NÃO! – Isabella gritou.
– Caladinha. – o outro homem ria da situação. – Deixe para gritar depois docinho.
Foi tudo muito rápido. O homem mais forte avançou sobre Isabella e Edward foi atingido na cabeça por uma pancada que o homem lhe deu com o revolver. Ele não perdeu a consciência, mas caiu no chão sem conseguir manter o equilíbrio. O homem ainda chutou seu estômago, fazendo com que Edward ouvisse apenas os gritos de Isabella, mas não conseguia distinguir de onde vinha. Os homens riam. Edward fechou os olhos com força e respirou profundamente para recuperar a sua visão. Ele estava tonto, mas conseguiu achar onde Isabella estava. No chão, com o homem entre as pernas dela, lutando para mantê-la quieta enquanto ela se debatia ferozmente.
– Não! – ela gritava e chorava desesperada.
Edward não sabia de onde tinha vindo à força dele, mas o fato era que presenciar aquela cena o enfureceu de forma tamanha que ele conseguiu, aproveitando a distração do outro homem que observava a luta de Isabella e do amigo com olhos famintos, deferindo-lhe um chute muito forte na perna, fazendo com que o homem armado caísse aos gritos no chão com a perna quebrada. Edward rapidamente levantou do chão para tentar desarmá-lo. O outro homem, que tentava violentar Isabella, percebeu a situação e correu para impedir Edward de se apossar da arma. Edward estava em luta com o outro homem em busca da arma, mas o outro conseguiu atingi-lo nas costas com um soco forte. Edward caiu e rolou de costas para conseguir dar um chute com as duas pernas no estômago do homem que se jogava sobre ele, sendo pego no ar e arremessado para trás. Edward levantou para voltar para o outro homem, mas este disparou contra ele atingindo seu ombro direito. Edward ainda teve força para lutar com ele e arremessar a arma longe, enquanto o outro o segurava pelo pescoço. Ele sufocaria Edward em alguns minutos e ninguém poderia fazer nada para mudar esta situação.
Foi quando um tiro foi ouvido e de repente o homem largou Edward e caiu para trás. O outro assustado ao ver o amigo morrer a sua frente, correu para dentro da mata e desapareceu. Edward ficou parado com o ombro sangrando e sentindo uma dor dilacerante. Isabella tinha conseguido sair do seu estado de choque e pegou a arma atirando no homem que tinha tentado estuprá-la. Ele agora jazia ao lado de Edward que a olhava intensamente. Ela largou a arma e correu em sua direção enquanto ouvia ao longe o som de viaturas.
Edward e Isabella ficaram abraçados até que a ajuda chegou e Edward foi atendido sendo levado para o hospital. Isabella ficou ao seu lado o tempo inteiro, segurando a sua outra mão. No caminho para o hospital Edward resolveu falar o que o estava afligindo.
– Isabella... Ele... – Edward não conseguiu concluir o que iria perguntar.
– Não. Você conseguiu me salvar. – Edward sorriu aliviado.
– Fiquei tão desesperado. Eu não queria que nada acontecesse com você.
– Eu sei. – Isabella o interrompeu. – Mas desista. Eu gosto mais de você como sapo do que como príncipe encantado. – Edward riu e sentiu seu ombro doer com o movimento.
– Tudo bem. – foi só o que ele disse.
Isabella o beijou com carinho e decidiu que aquele beijo apagaria as coisas ruins que tinham acontecido naquele dia. Nada iria acabar com os seus últimos momentos juntos. Ela seria forte o suficiente para isso.
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