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Wednesday, July 11, 2012

FANFIC - DE AMOR E DE GUERRA - CAPÍTULO 1



Boa tarde amores! Depois de um pequeno recesso e algumas oneshots começa hoje uma nova fanfic. Como a anterior, essa também é Bellard, e trás de volta nossa querida Juliana Dantas. Como não há sinopse, começaremos logo com o primeiro capítulo. Como a última fanfic da Ju postada aqui, essa também se passa em uma época antiga, durante a Guerra Civil dos Estados Unidos. Então vamos embarcar em mais um romance de época e sonhar com nossos personagens preferidos.

Título: De Amor e de Guerra
Autora(o): Juliana Dantas
Contatos: @JuRobsten;
Shipper: Bellard
Gênero: Romance, drama,  universo alternativo
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: 
Sexo

De Amor e de Guerra
By Juliana Dantas

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"


Capítulo 1
Carolina do Sul – 1861

Bella acordou com os sons dos passarinhos. Abriu os olhos e olhou em volta. A janela dos seus aposentos estava aberta, e uma brisa suave balançava as cortinas. Seria um dia de sol. Bella suspirou, desolada. Se pudesse ficar na cama o dia inteiro, se pudesse não ver e nem falar com ninguém, seria tão bom, pensou. 
Mas ela sabia que não era verdade. Tinha uma pessoa que ela gostaria de ver, pensou, sorrindo para si mesma. Mas o sorriso logo se desfez. Não, não poderia vê-lo nunca mais. Infelizmente. Por que a vida tinha que ser tão injusta? Principalmente para as mulheres? Ora, não chamavam estes os tempos modernos? Sim, modernos só se fossem para os homens! pensou com amargura. Por que para as mulheres tudo continuava como na idade média! Tinha que fazer o que seu pai mandasse. Agir conforme a etiqueta e casar com quem ele escolhesse. Isso definitivamente não era justo.
Ouviu batidas na porta e sua Bá entrou, carregando dois baldes de água que despejou na banheira.
–Vamos, menina Bella, levante-se! Sua mãe já mandou chamá-la.
Bella virou-se para o lado.
–Não quero me levantar. Não me sinto bem hoje.
–Vou falar isso para sua mãe. E ela vai mandar chamar o médico para lhe fazer uma sangria!
–Não! - Bella jogou as cobertas para o lado e levantou-se de um pulo - Já estou boa!
A velha negra sorriu.
–Você é danada, Senhorita Isabella.
–Não me chame de Isabella, Bá, você sabe que eu não gosto!
–Tudo bem, menina. Agora entra logo nesta banheira e depois vá se aprontar, que sua mãe disse que terão visitas.
Bella fez um muxoxo.
–De novo?! Aposto que é outro pretendente!
–Parece que sim! Mas a menina tem que casar, já passou da idade!
Bella revirou os olhos entrando na banheira.
–Mas eu quero me casar Bá! Mas não com quem o meu pai escolher!
–Mas que ideias são estas? 
–Bá, você pode guardar segredo?
–Ai, menina, o que você está aprontando...
–Eu estou apaixonada, Bá! - Bella falou sorrindo – E ele é o homem mais lindo do mundo!
–Eu não acredito! Quem é este homem?
–Você não o conhece. Mas eu o conheço há muito tempo. Mas só agora nos reencontramos. 
–E por que ele não veio falar com o seu pai, que é o que se deve fazer?
Bella mordeu os lábios.
–Porque com certeza papai o desaprovaria. 
–E porque ele faria isto? Tudo o que ele quer e vê-la casada.
–Porque ele é índio Bá.
–Mas isto não é um problema. Não para o seu pai. Afinal, ele tem amigos índios.
–Eu sei. Mas duvido que minha mãe deixaria que meu pai permitisse que eu me casasse com um.
–Seu pai daria um jeito de convencê-la.
–Se fosse só isto...
–O que tem mais?
Bella virou-se e sorriu.
–Ele também e um fora da lei, Bá!
–A senhorita enlouqueceu?
A velha Bá caiu sentada na cama com o susto!

***

Bella sorriu educadamente e olhou para fora. O dia estava lindo, como tinha previsto. E ela estava presa nesta sala com sua mãe, seu pai e seus convidados, em mais uma reunião social inútil. A espera da chegada de mais um pretendente desinteressante e enfadonho.
Estava farta disso.
Sem mais aguentar, ela levantou-se.
–Eu vou dar uma volta no jardim.
Sua mãe a olhou com censura.
–Mas, Bella, querida, nós temos visita...
–Eu não estou passando bem, preciso de ar!
Ela não esperou a mãe responder e saiu da sala em direção aos jardins da enorme fazenda.
Andando rapidamente, desceu os degraus da varanda segurando o vestido pesado de cambraia e seda. Estava mesmo passando um pouco mal. Deveria ser o espartilho, apertado como se manda a última moda.
Ela caminhou pelo jardim quase correndo, até chegar ao lago.
Adorava aquele lugar, era o seu santuário. Era ali que se escondia desde criança quando queria ficar sozinha. Fechou os olhos e respirou fundo admirando a calmaria do lugar, sentindo-se livre.
De repente ela sentiu que estava sendo observada.
Abriu os olhos assustada, e parado à uns dois metros de distancia, estava um rapaz olhando para ela.
Quem seria ele?
Nunca o tinha visto antes. Seria um intruso?
Estava encostado numa árvore e os braços cruzados sobre o peito.
Bella o mediu de cima a baixo e ao chegar em seu rosto corou ao perceber que o estranho sabia o que estava fazendo. Então ele sorriu, e Bella sentiu um estranho arrepio pelo corpo.
E aquilo a irritou.
–Quem é você? - perguntou friamente.
Ele sorriu ainda mais e se aproximou dela. Automaticamente, Bella deu um passo atrás.
–Calma, eu não quis assustá-la.
–Eu perguntei quem é você?! - Bella levantou o queixo – Não sabe que esta fazenda é de propriedade particular? - falou com arrogância.
–Sim, sei. E quem é você? Quem me garante que você não é uma intrusa? - ele perguntou e Bella se enfureceu com a sua audácia.
–Você sabe com quem está falando? Eu sou Bella Swan e a minha família é dona destas terras! E agora se não me disser quem é você e o que está fazendo aqui, eu vou chamar o capataz do meu pai para te por para fora!
– Edward Cullen, senhorita, muito prazer. - ele segurou sua mão e a beijou, olhando-a intensamente. Bella sentiu um arrepio que começou na sua mão, aonde ele tinha beijado e foi passando por todo o seu braço. Puxou a mão, indignada com a cara de pau daquele estranho em tocá-la e deu meia volta para fugir dali, porém sentiu uma tontura momentânea e perdeu o equilíbrio e tarde demais percebeu que estava muito perto das margens do lago e sem conseguir se equilibrar escorregou caindo nas águas profundas. 

Edward se assustou ao vê-la cair e correu em sua direção, puxando-a pelo vestido pesado e a tirou da água. A moça estava desacordada e tinha dificuldade respirar.
Ele a examinou rapidamente e percebeu o espartilho apertado por debaixo do vestido e não teve dúvidas, sem perda de tempo desabotoou o vestido e desamarrou o espartilho, pois ela precisava respirar. E quando ele finalmente conseguiu abri-lo, viu o ar sair lentamente de seus pulmões e se tranquilizou.
Ele a examinou rapidamente, não havia nenhum machucado no rosto bonito.
Edward tinha ouvido falar que Bella Swan era bonita, mas não imaginava ficar tão encantado com sua beleza. 
Sem poder se conter, ele acariciou levemente seu rosto e a ouviu suspirar e abrir os olhos e quando ela percebeu o que estava acontecendo, se afastou rapidamente se sentando assustada.
–Calma senhorita...
–O que você fez? – ela perguntou assustada ao perceber suas roupas abertas. Segurou o vestido contra o corpo.
– A senhorita caiu no lago e ficou desacordada...
– Por que o senhor abriu o meu vestido?
– Eu precisei abrir o seu espartilho porque a senhorita não estava respirando...
Bella estava ultrajada. 
Quem este homem pensava que era?
Tentou fechar o vestido, mas suas mãos tremiam tanto que foi impossível.
– Deixe-me ajudá-la... – ele se aproximou, mas ela se afastou.
– Nem pense em tocar em mim! 
– Senhorita...
– O senhor é muito atrevido mesmo! - e com toda a dignidade possível, levando em conta a situação que se encontrava, Bella falou – Saia agora da minha fazenda e não bote mais os pés aqui! E nunca mais ouse me tocar!
Falando isso ela saiu correndo em direção a casa grande, deixando um Edward boquiaberto parado perto do lago.

Bella correu o mais rápido que pode. Queria ficar longe deste homem. Que humilhação! Cair no lago como uma idiota e ainda acordar com o vestido aberto e os olhos ávidos daquele estranho em cima dela tinha sido demais!
Nunca mais queria vê-lo. Deu a volta na casa, rezando para que ninguém a visse, não queria responder a perguntas embaraçosas e subiu as escadas para o seu quarto, entrando e trancando a porta.
Assustou-se quando ouviu baterem à porta e perguntou quem era.
Era a Bá.
Bella levantou e correu para abrir a porta para a velha senhora.
Quando ela viu o seu estado arregalou os olhos.
– Mas o que aconteceu menina? Está encharcada.
– Eu caí no lago. – Bella achou melhor omitir as outras partes da história.
– Eu não acredito, vem, vamos tirar estas roupas molhadas, senão vai pegar um resfriado.
A velha criada a ajudou a se livrar as roupas e a secar o seu corpo.
– Sua mãe está a sua procura, diz que o seu pretendente já chegou...
– Não, eu não quero ir! Fala que eu estou doente, inventa uma história...
– Não vai inventar história nenhuma Isabella Swan! – Bella ouviu a voz da mãe que acabava de adentrar ao quarto – Você vai se arrumar e descer agora para a sala. E não quero ouvir desculpas. Tem que aprender a se comportar como uma moça de família!
– Mãe, por favor...
– Não, Bella. Eu não quero ouvir mais nada. Trate de se arrumar agora e desça o mais rápido possível!
Falando isso, a mãe saiu do quarto.
Bella respirou fundo.
– Estou cansada disso! Eu queria fugir daqui!
– Não fala isso nem de brincadeira menina!
Bella deixou-se arrumar e sentiu os olhos cheios de lágrimas que tentava conter. Estava apavorada com o seu destino.
Se ao menos pudesse escolher quem amar... Afinal, ela já o tinha escolhido.
Sentou em frente a penteadeira e deixou a velha senhora arrumar os seus cabelos e seus pensamentos voaram longe, para aquele dia que mudara a sua vida há meses atrás...

Estava na diligencia, voltando de Charleston, onde fora visitar amigos da família, em companhia de sua mãe. Se abanava com seu leque, o calor era sufocante e a poeira da estrada, grudando no vestido pesado de viagem não ajudava em nada. Foi quando a carruagem parou bruscamente. Ela se assustou e a mãe, que estava cochilando acordou pronta para ralhar com o cocheiro.
– Mas o que está acontecendo...? – sua mãe não conseguiu terminar de falar, homens encapuzados com um lenço cobrindo o rosto e armas em punho a tiraram da carruagem a força. Bella gritou e se debateu, mas não conseguiu se soltar
– Não se preocupe, madame... – falou aquele que deveria ser o chefe deles – nós queremos apenas as suas jóias e dinheiro.
Os outros riram e começaram a pegar todos os seus pertences. A mãe de Bella chorava baixinho se lamentando e um deles apontou a arma para ela mandando-a parar de chorar.
– Não fala assim com a minha mãe! – Bella se rebelou e conseguiu se soltar, mas o chefe deles a segurou.
– Vamos parando com isso madame, senão você vai se machucar.
– Tira suas mãos sujas de mim!
Ela se debatia e cuspiu na cara do homem. Os outros fizeram silêncio, e Bella percebeu o que tinha feito e teve medo. Este homem era um bandido, o que seria capaz de fazer com ela?
–Bella, não faça isto, ficou louca? - sua mãe reagiu.
Então o bandido a fitou estranhamente.
–Bella?
Ela prendeu a respiração de medo, mas ele apenas sorriu, e seu sorriso se transformou uma gargalhada e ele soltou Bella, que cambaleou em direção a mãe.
Eles montaram em seus cavalos e o bandido a olhou intensamente.
– Nós nos veremos de novo, Bella! 
E saíram cavalgando em direção ao por do sol.
E Bella ficou com a estranha impressão que aquela voz não lhe era estranha...

Bella voltou ao presente quando com a voz da criada a despertou.
– Pronto, terminei. Agora pode descer.
Bella se levantou resignada e alisou as pregas do vestido amarelo de verão.
Respirou fundo e desceu as escadarias da mansão, sentia-se como uma vítima indo em direção ao sacrifício.
Sua mãe a recebeu na porta do salão, onde todos os convidados estavam reunidos.
– Bella, querida, venha aqui, seu pai quer te apresentar uma pessoa.
A mãe a pegou pelo braço e a conduziu até um grupo de pessoas ao lado do piano, Bella reparou em um homem de costas, conversando com seu pai.
– Ah, aí está você! – o pai a chamou e seu acompanhante se virou para vê-la e Bella quase caiu de costas quando o reconheceu.
A última pessoa que ela gostaria de encontrar estava na sua sala, sorrindo para ela.
Bella queria sair correndo. E só não fez isso por que seu pai segurou sua mão e a puxou para o seu lado.
–Edward... quero que conheça a minha filha, Isabella.

Continua...

Ah que trama maravilhosa! Ela apaixonada pelo índio bandoleiro, que provavelmente é o Jacob e tendo o Edward como pretendente escolhido por seu pai. Adorei isso! Quero ver como ela vai reagir quando confrontar o Edward. Será que eles dirão que já conhecem ou vão esconder isso da família dela? Amanhã saberemos. Beijos e até amanhã de manhã.

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7 comments:

  1. puxa.... parece q vai ser bem interessante....e aposto q Bella fará jogo duro com ele.... e ele se apaixonara por ela....bjs e ate amanha

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  2. Adorei essa historia parace q vai ser muito quente louca polo proximo ate amanha Beijusculo.

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  3. Curto mto fics de época!
    Essa fic me lembrou uma novela q eu assistir no sbt amor real q foi mto boa,e eu adoro quando a bella e o edward soltam faísca kkkk.bjusculos e jú sou sua fã!!

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  4. Olá Juliana!!! Já tive a oportunidade de ler outras Historias sua, e todas Muito lindas.
    E pelo visto essa também vai ser boa!
    Um Grande Abraço De Renata!

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  5. nossa eu ja tou em colicas pelo proximo cap,eu amo fic de epoca sao mais romanticas mais quente kkkkkkkkkkkkkk eu ja imagino esses dois tentando se controlar a tentaçao de cair nos braços um do outro.esse indio e o lobinho jacob né

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  6. Adorei! Com Edward como pretendente, Bella vai esquecer o indio rapidinho...

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  7. bem gostei do cap.. so espero que bella não tenha umrelacionameto com jacob não aceito isso em fics mais vou continuar pra ver o que da pois ja li diversas fics sua ju e são mara....

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