Wednesday, December 14, 2011

FANFIC - FINDING HAPPINESS - CAPÍTULO 6


Oi gente! Nem vou falar muito sobre o capítulo... mas tá bom pra caramba...

Título: Finding Happiness
Autora(o): Belitta
Shipper: Robsten
Gênero: Romance/Drama
Censura: NC-18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Sexo; Violência

Finding Happiness
By Belitta

Atenção: Este conteúdo foi classificado 
como impróprio para menores de 18 anos.
"Estou ciente, quero continuar!"


CAPÍTULO 6

Foi uma sensação estranha acordar naquela sexta-feira. Como se nada fosse real, ou que houve ontem não tinha acontecido.
Fora apenas um sonho ou algo assim?
Olhei em volta em meu quarto... eu não devia estar com dezenas de garrafa de bebida em minha volta?
Só havia uma razão para eu não ter precisado delas ontem à noite...
Meus dedos passaram por meus lábios, eu quase podia sentir a queimação ainda. Junto com o gosto da canela.
Sorri involuntariamente, percebendo que eu realmente havia sorrido mais ontem e hoje do que jamais sorri a minha vida inteira.
Levantei-me rápido tomando um banho morno pra depois trocar de roupa e sair procurando meu celular pelo apartamento.
Fui encontrá-lo sem bateria debaixo do sofá da sala. Como ele havia parado ali?
Dei de ombros. Não importava de qualquer forma.
Coloquei-o no carregador e liguei.
Tinha mais de 20 ligações de Robert durante toda a semana e algumas SMS’s onde ele me pedia pra ligar pra ele, ou apenas perguntando onde eu estava e se estava bem.
Mas havia uma da noite anterior, eu sorri vendo a cartinha na tela.
‘’Só pra garantir que você vai me atender a partir agora. Eu te vejo amanhã, ou hoje mais tarde. Rob.’’
Eu sorri, ele havia me mandado a mensagem de madrugada bem depois que cheguei em casa, isso significava que ele tinha demorado a dormir, assim como eu.
E eu não sabia o que tirar disso ou o que isso realmente era.
Deixei o telefone carregando por alguns minutos enquanto eu fazia algo pra comer e logo depois me levantei pegando-o e saindo de casa a caminho da faculdade e hoje eu iria a pé, não estava a fim de táxis por hoje.
Assisti às minhas aulas da manhã como sempre, invisível em meio a toda aquela gente, pelo menos uma coisa em mim não havia mudado.
Eu ainda não gostava de atenção.
Fui pra biblioteca no intervalo, fumei o de sempre querendo sorrir me lembrando de algo como ‘’nós deveríamos tentar parar. ’’
Neguei com a cabeça. Eu tinha que parar era de ficar pensando naquilo.
Eu nem sabia como as coisas estariam hoje...
E também não era idiota ao ponto de achar que poderia ter alguma esperança.
Bufei irritada saindo da cabine na biblioteca pegando minha bolsa escutando meu celular tocar.
Não pude evitar ficar meio triste quando vi que quem me ligava era apenas minha mãe.
Ignorei a chamada pensando em desligar o telefone, mas não o fiz.
Passei no refeitório para comer alguma coisa e depois segui para as minhas próximas aulas.
Acabei de fazer um relatório para estatística e gráficos e fui uma das primeiras a entregar todas aquelas folhas. Meus olhos chegavam o doer de tanto fixar em um único ponto para fazer todas aquelas porcarias.
Cheguei em casa um pouco cansada e com sono, tomei um banho quente e relaxante olhando para os meus remédios no armário do banheiro.
Eu podia tomá-los...
Dormiria rápido e só acordaria amanhã, quando que pudesse tomar outro e depois outro e mais outro...
O som da campainha me tirou dos meus pensamentos.
– Oi.
– Hey. – eu respondi a ele que estava sorrindo.
– Tudo bem? – me perguntou com o cenho franzido.
– Sim... porque?
– Está distante. – mordi os lábios.
– Não, é nada... apenas cansaço eu acho. – dei espaço pra que ele entrasse.
– Dia ruim na faculdade?
– Trabalhos demais eu acho. – sorri pra ele que retribuiu se aproximando e me dando um beijo na testa.
– Então é melhor não sairmos hoje.
– Ah sim, me desculpe por isso. – ele riu.
– Tem problemas em ficarmos aqui?
– Não. – respondi sincera. – Quer beber alguma coisa? Devo ter cerveja na geladeira.
Caminhei para a cozinha sentindo que ele me seguia.
– Claro. – peguei duas garrafas passando uma pra ele.
– E você, como foi no estágio?
– O mesmo de sempre, cansativo e essa coisa toda.
Assenti com a cabeça bebendo um gole da cerveja.
– Então, o que vamos fazer? – perguntou divertido.
– Haam, não sei... deve ter alguns filmes por aqui.
– Ok.
Ele voltou pra sala e se sentou no sofá. Eu arrumei um pouco a cozinha que eu tinha deixado bagunçada desde que cheguei.
– Kristen? – ele me chamou da sala com aquele sotaque britânico que eu já tinha deixado gravado em minha mente e que reconheceria sempre a partir de agora.
– Estou aqui. – respondi indo até a sala e me sentando no sofá com as pernas pra cima. – Então? Escolheu?
– Você não tem muitas opções você sabe. – ele riu. – Procurando Nemo?
– Qual o problema com ‘’Procurando Nemo’’? – perguntei divertida.
– Nenhum. Por isso vamos assisti-lo.
Ele foi até a TV ligando o aparelho de DVD e colocando o disco dentro e se sentando novamente no sofá com o controle em mãos.
Eu fiquei observando todos os seus movimentos até que ele me encarou.
– Sério? – ele disse me deixando confusa.
– O quê?
Ele não me respondeu, apenas passou o braço por minha cintura me abraçando e me fazendo ficar colada nele.
– Bem melhor. – ele disse sorrindo. Eu sorri de volta e ele se abaixou em minha direção.
Me deu um beijo leve e calmo nos lábios, entreabrindo-os devagar me deixando tonta com seu gosto e embriagada com seu cheiro que nunca tive a oportunidade de sentir antes, mas que era tão bom quanto.
Sua mão em meu cabelo e a outra ainda em minha cintura me seguravam com habilidade e seus lábios nunca deixavam os meus.
Nos separamos algum tempo depois a meu completo contragosto. Eu queria continuar beijando-o.
Ele continuava com seu sorriso inabalável no rosto.
Encostei eventualmente minha cabeça em seu ombro, me sentindo ridiculamente confortável. Ele se recostou ainda mais no sofá me deixando totalmente sobre ele com seus braços ainda me rodeando.
Senti seu beijo em meu cabelo antes que ele desse o play.
Assistir Nemo nunca fora tão divertido e confortável, como estava sendo agora.
E eu nunca havia me sentindo tão bem na vida, como me senti naqueles momentos que eu tive com ele.
Era até como se eu fosse feliz ou pudesse ser um dia.

Eu devo ter adormecido ao longo do filme, estava tão quente e reconfortante onde estava, por que só dormindo eu poderia estar em lugar assim e enquanto estivesse sonhando.
Mas eu não sonhava há tanto tempo...
Meus olhos não se abriam e eu me sentia embriagada por um cheiro e uma presença que já me era familiar e que mesmo de olhos fechados eu poderia enxergar.
Me agarrei ainda mais ao que quer que fosse e pude sentir que pernas estavam entrelaçadas as minhas.
Minha primeira reação foi o medo, mas ela logo foi abandonada pela sensação de paz que me invadia. Abri meus olhos vagarosamente encontrando um fundo cinza logo em frente a minha vista. Pisquei varias vezes repetidamente para situar minha visão e clarear a mente de onde eu estava.
E foi então que me lembrei. Quer dizer, que me encontrei novamente.
Robert.
Era por isso a sensação de paz, eu estava em seus braços e o cheiro bom era de sua camisa cinza que estava em minha frente e que se movia lentamente junto com seu peito – onde eu apoiava minha cabeça – no ritmo de sua respiração.
Levantei um pouco o rosto, mas apenas um pouco mesmo, não queria me afastar dali. E estava escuro, tentei olhar para o relógio através do balcão da cozinha, mas não consegui, já que eu estava na ponta do sofá deitada com Robert de frente pra mim, onde seus braços e seu corpo me abrigavam confortavelmente.
Apertei mais meu rosto em seu peito antes que ele acordasse.
Eu tinha que aproveitar alguns momentos assim; poderia não tê-los mais a qualquer segundo.
Ele podia se levantar dali e dizer que havia sido algo sem importância como uma frase clichê do tipo ‘’Nós nos vemos por aí.‘’
Por que eu nunca descobriria o que o fazia estar ali ainda, ou o que o fizera me beijar daquele jeito e me olhar de um modo que me queimava por dentro deixando meu coração acelerado. Ergui meu rosto para ficar de frente com o seu, marcando cada traço do rosto puramente masculino sem deixar de ser encantador.
Tirei minha mão que estava encolhida em algum lugar por ali e pus suavemente em seu rosto sentindo a pele e a já normal queimação que seu contato me causava. Movimentei-a levemente por ali, deixando apenas meu dedão passar para cima e para baixo em traços calmos e até mesmo... carinhosos.
Eu não sabia ser carinhosa.
Eu não sabia nem o que era isso.
A não ser quando meu pai era vivo, mas já fazia tanto tempo...
Fechei meus olhos curtindo a sensação de pura paz que me tomava quando ouvi sua voz.
– Isso é muito bom.
Ainda demorei a abrir os olhos, seu hálito quente batia em meu rosto devido a nossa intensa proximidade. E quando o fiz, foi como antes... eles me queimavam por dentro em um frenesi quente e doce.
– Isso o quê? – perguntei baixo assim como sua voz.
Sua mão se colocou por cima minha em seu rosto e ele fechou os olhos novamente deixando um sorriso brincando em seus lábios. Eu sorri junto com ele.
– Isso. – ele disse me indicando que falava do carinho e eu parei por um segundo antes de continuar com seus olhos que permaneciam fechados.
Ficamos ali por tempos indetermináveis. Até que em um certo ponto ele me puxou mais pela cintura, entrelaçando os dedos da minha mão com os seus, deixando-os ainda em seu rosto.
Seus olhos se abriram e encararam os meus, não desviamos o olhar e a intensidade daquilo ameaçava me sufocar, mas não de uma maneira estúpida ou idiota e sim de uma maneira reconfortante e... deliciosa.
– Há quanto tempo está acordada? – perguntou de repente. Eu dei de ombros.
– Alguns minutos eu acho. – ele sorriu.
– Você nem se mexe enquanto dorme, achei que iria te jogar pra fora do sofá em algum momento. – foi inevitável não sorrir divertida daquilo.
– Você também não se mexeu muito eu acho. – talvez ele tivesse se mexido em algum momento, por que quando nos sentamos, nós estávamos apenas recostados no sofá e não deitados um de frente para o outro como agora.
– Sorte a sua então. – seu sorriso não deixava seu rosto.
– É, sorte a minha.
Eu tinha sorte de tê-lo ali na verdade.
Ele suspirou e fechou os olhos novamente e permanecemos com nossos dedos das mãos entrelaçados e eu ainda sentia seu rosto debaixo de minha palma quando adormeci novamente, depois dele ter me puxado ainda mais pra perto dele, me fazendo esconder o rosto em seu pescoço.
Seu cheiro me dava paz e muito sono.
Quando acordei novamente eu sentia frio, apesar de não estar sozinha.
– Acordou? – levantei meu rosto para som e encontrei seus olhos me fitando com um sorriso preguiçoso no rosto.
– Hey.
– Acho que está com frio.
– Um pouco. – seus braços se fecharam ainda mais em minha volta e eu prensei meu rosto em seu peito me sentindo aquecida imediatamente. – Que horas são? - Perguntei de repente.
– 23:27.
– Nossa, achei que fosse mais tarde.
– Dormimos demais.
Ele colocou uma mão em meu rosto e eu o ergui para logo depois ele colar a testa na minha deixando nossos narizes encostados.
– Eu tenho que ir. – ele disse baixinho, sussurrando e me dando pequenos selinhos nos lábios com seu polegar passando em minha bochecha e sua mão espalmada em meu rosto.
– Ok. – respondi simplesmente, mas minha mão se fechou em punho na sua camisa sem nem mesmo eu perceber, mas ele sim percebeu e sorriu.
– Volto amanhã... se você quiser.
– Eu quero. – respondi sincera alargando mais ainda seu sorriso.
E ele me beijou de novo, calmo, suave e lento enviando arrepios por todo meu corpo e fazendo meu pulso se acelerar de uma maneira que chegava a ser vergonhosa. Seus lábios se entreabriram e ele passou a língua pra dentro de minha boca, soltei um gemido baixinho e senti meu rosto corar logo em seguida, mas não me importei, não no momento.
Ficamos ali mais um tempo, nos beijando e sentindo as respirações um do outro, eu não queria que ele fosse e ele não parecia querer sair dali.
Mas ele não podia ficar.
Eu tinha consciência dos meus limites e de até onde eu poderia ir sem me quebrar.
Demorou um tempo pra que ele se levantasse e eu fizesse o mesmo, levando-o até a porta e recebendo mais um beijo na testa.
Fechei a porta quando ele já estava descendo as escadas e senti meu estômago protestar por tanto tempo sem comer e fui fazer algo para me alimentar.
Fiz torradas com geléia de amendoim e me sentei no sofá, não me sentia com sono, mas ainda queria me deitar.
Fiquei vendo a MTV por muito tempo até acabar minhas torradas e o meu suco, me deitei em minha cama algum tempo depois pensando em tudo o que estava acontecendo. Eu estava quebrando minhas regras de ‘’nunca se aproximar de alguém. ’’
Mas o incrível era que eu não me importava, não ainda pelo menos.
Eu deixaria as coisas acontecerem.
Eu simplesmente não iria me importar com nada agora...
... nada que não fosse um certo inglês de cabelos de areia dourada...
Ao contrário do que eu pensava, não senti raiva do pensamento, adormecendo com um leve sorriso nos lábios...
Me sentindo... estranha...
Uma boa estranha.

Não saberia dizer por que acordei de mau humor naquela merda de sábado de manhã, mas por um momento tudo me incomodou.
A droga da luz que entrava pela minha cortina, a merda de um recado na secretária eletrônica, o bip irritante d meu celular – que me deu mais raiva ainda quando vi que era apenas da operadora – enfim.
Eu estava péssima.
Como eu previra o recado na secretária era da minha mãe, rolei os olhos, irritada.
Por que diabos ela apenas não desistia? Seria tão melhor pra ela quanto pra mim.
Simplesmente ignorei e fui pra cozinha arrumar algo para comer, mas também não estava a fim de cozinhar. Eu estava mesmo era com vontade de gritar pra dizer a verdade.
E eu gritei quando a campainha tocou.
– Bom dia flor do dia. – rolei os olhos dando espaço para que Robert entrasse. – Wow, estamos de mau humor hoje.
– Humpf. – me sentei na sala me batendo mentalmente por estar daquele jeito, mas ele apenas riu se sentando do meu lado e me puxando pra perto dele, pela cintura.
– O que houve? – perguntou me dando um beijo na têmpora, mas ainda estava sorrindo.
– Eu não sei. – respondi sincera.
– Alguma coisa ontem depois que fui embora?
– Humpf, não. Eu não sei por que estou assim. – ele riu de novo me irritando ainda mais. 
– Okay, okay. Você não está com humor para risos. Que tal sairmos uh? Já tomou café?
– Sim e não. Mas não espere uma boa companhia.
– Você está me avisando pelo menos. – ele estava se divertindo.
Eu revirei os olhos enquanto seguia para o meu quarto.
Joguei uma água no rosto e escovei meus dentes novamente, não peguei meu celular deixando-o em cima da minha cama e coloquei um vestido verde claro que batia em meus joelhos, eu não usava nada mais curto que isso.
Prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto, eu tinha os cabelos um pouco compridos então sua ponta batia na metade de minhas costas agora.
Coloquei uma sandália baixa qualquer e fui pra sala, meu mau humor se esvaindo quando vi Robert sentado em meu sofá encarando a capa de um de meus livros.
E eu sorri.
– Agatha Christie? – perguntou vendo o nome do livro. - A Duquesa da Morte, não sabia que gostava dela.
– Comecei a gostar justamente por esse nome que davam a ela, ela me pareceu ser interessante. Já leu algum?
– Sim, O Mistério do Trem Azul. A Ruth é legal. – ele sorriu e eu retribuí, me sentando ao seu lado e pegando o livro de suas mãos.
– Eu sempre gostei mais do Poirot. – ele riu me fazendo rir junto.
– Estamos melhor agora? – perguntou divertido me fazendo revirar os olhos, mas sim, já estava melhor.
– Aonde vamos? – mudei de assunto e ele sorriu se levantando e me dando um beijo na testa.
– Por aí eu acho. – assenti com a cabeça seguindo-o para a porta a trancando logo depois.
Caminhamos por um tempo conversando amenidades e ele me disse que não tinha ido à festa na casa de alguém que ele tinha comentado comigo.
Eu fiquei estranhamente feliz em saber que ele não tinha ido.
– Vem. Vamos comer alguma coisa. – ele se sentou em uma das mesas da pequena cafeteria e pediu dois Mochas com ovos mexidos e bacon.
Eu sorri de novo.
Eu adorava ovos mexidos com bacon.
– O que quer fazer depois daqui? – ele me indagou enquanto comíamos. Dei de ombros.
– Não sei. Você que sabe. – ele sorriu.
– Ok.
Nós saímos depois que acabamos e ele pagou.
– Você podia me deixar pagar de vez em quando.
Ele revirou os olhos.
– Não vou responder a você. – eu sorri.
– Mas estou falando sério.
– Eu também. Você não vai pagar nada, estamos saindo e a conta é minha. – ele sorriu passando um braço em minha cintura e voltamos a caminhar.
– E nós estamos saindo?
– É claro que estamos.
Ele respondeu como se fosse óbvio e como se não acreditasse que eu estivesse perguntando aquilo.
– Estamos não estamos? – perguntou depois de dois segundos.
Eu não era a única insegura aqui, pelo menos.
– Eu não sei... nunca saí com ninguém antes...  é você quem tem que responder isso.
– Então... é claro que estamos saindo. – ele sorriu me puxando mais pra perto e beijando meu cabelo.
Eu me deixei ficar ali, sem pressões e sem medos em minha cabeça.
Nós voltamos à praia que naquela hora estava cheia, eu me retesei quando ele me puxou pra areia.
– Acha que é legal ficarmos aqui? – perguntei mordendo os lábios enquanto ele franzia o cenho.
– Por que não?
– Eu não sei... é gente demais. – ele sorriu.
– Nós podemos voltar. – assenti rápido com a cabeça.
Ele sorriu de novo e mais uma vez me puxou pela mão, para logo depois me segurar pela cintura.
– Acabaram suas provas? – ele perguntou enquanto andávamos um pouco acima da praia onde as pessoas patinavam ou corriam àquela hora.
– Sim, ainda bem. Fará as suas quando?
– A partir de segunda-feira.
– E vai ficar aqui nas férias? – perguntei tentando parecer indiferente, mas não queria imaginar se ele viajasse ou algo assim...
Eu estava ficando dependente. E não podia continuar desse jeito.
– Ainda não decidi talvez eu vá pra Londres. – ele me olhou e sorriu. – Mas tenho certeza que vou preferi ficar aqui. – e me deu um selinho de leve.
Eu tentei, tentei mesmo, não me senti ridiculamente alegre com isso.
Até por que; não era muito de mim ficar assim, feliz por qualquer coisa.
Nós chegamos outra vez à porta do meu prédio e subimos, eu me senti diferente, como se já fosse normal ele simplesmente entrar ali comigo.
– O que quer fazer? – perguntei enquanto nos dois sentávamos no sofá, ele novamente me trouxe pra perto dele e eu tentava de novo não sorrir disso.
–Eu não sei. – eu não consegui segurar o sorriso dessa vez.
Liguei a TV e começamos a assistir The Big Bang Theory, uma série de comedia que eu descobri no segundo episódio e que o Robert adorava.
– A Penny é a mais engraçada. – ele comentou.
– Ela é chata. – ele riu.
Eu já estava novamente recostada em seu peito com minha cabeça deitada ali e estava estupidamente bom e confortável, o cheiro de sua camisa chegava até mim por ondas de paz me fazendo ficar com sono pela tranqüilidade que me transmitia. Uma de suas mãos estava na minha cintura espalmada ali e a outra brincava com uma mecha do meu cabelo que tinha soltado do meu rabo de cavalo.
– Com sono? – perguntou divertido.
– Não. – respondi erguendo meus olhos pra ele, mas havia sido um erro já que seu rosto estava perto demais do meu, e seus olhos voltaram a me queimar como sempre. Suas mãos continuaram onde estavam quando ele se inclinou sorrindo e começou a me beijar.
Como já de praxe, meu pulso se acelerou no mesmo ritmo incontrolável do meu coração.
Seus lábios se partiram e ele pediu passagem por minha boca que eu cedi sem pensar duas vezes, eu queria sentir sua língua se enroscando com a minha de novo e o gosto de canela que eu jamais esqueceria.
Senti sua mão apertar minha cintura e não me incomodei, pelo contrário, aquilo era bom, era diferente e me dava sensações diferentes de tudo que já senti um dia.
Por que eu queria aquilo, eu gostava de me sentir desse jeito.
E alguma coisa gritou dentro de mim que esses sentimentos eram apenas por Robert estar ali, porque era ele ali e ninguém mais, não poderia haver mais ninguém.
Um pouco envergonhada, coloquei uma mão em seu rosto sentindo um pouco da barba por fazer arranhando minha palma, ele estava inclinado então meu rosto ainda se encontrava em seu peito me deixando ouvir seus batimentos que constatei com pequena surpresa que estavam tão acelerados quantos os meus.
O beijo foi ganhando mais forma e velocidade, mas em momento algum ele tentou algo mais, me deixando satisfeita, por que eu não seria capaz de fazer nada, além do que mostrava que ele me respeitava.
Isso sim era uma surpresa.
Ninguém nunca tinha me respeitado antes.
– Acho que já encontramos algo pra fazer uh? – disse sorrindo ainda com os lábios roçando nos meus e eu sorri de volta, apenas para demonstrar a ele como eu estava me sentindo.
E que nada podia ser melhor que aquilo.
E ele voltou a me beijar.

Continua...

Nossa é um capítulo melhor que o outro. Esses beijos são deliciosos demais. Fico boba só de ler, imagina ela beijando... Quero mais nos próximos. Até mais tarde gente. Beijos.
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1 comment:

  1. Ai q perfeitoo!! to adorando esse 'casal' ... quero muuuito mais disso!! hehe ~tomara q ninguém chegue pra estragar :S

    beijinhoo

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Forever

É difícil às vezes olhar para trás e ver quanto tempo passou. As amizades conquistadas e algumas perdidas no caminho. A maturidade que inevitável atinge nossas vidas e altera nossos rumos. Aquilo que nos atingiu não podemos mudar, apenas aproveitar para encher nossa história de belos momentos vividos e aprendidos.
Twilight Moms Brasil é parte de mim e espero que seja de você também, Forever.

Twilight Moms Indica

TWIMOMS BRASIL INDICA: "PROCURA-SE UM MARIDO" DE CARINA RISSI

Uma joia deliciosa de se ler, fluente e brilhante que prende você do inicio ao fim. Desde seu lançamento, fiquei muito curiosa para le...